Condutas e gerenciamentos no trabalho

Manutenção de Equipamentos Odontológicos

1 Recomendações importantes:

Acidentes De Trabalho:

 

Conduta apos acidente com material Perfuro Cortante: 

 

Quando ocorrer acidentes com material perfuro cortante, segue as instruções abaixo:

  • Mantenha a calma. Você tem cerca de duas horas para agir. Segundo o Ministério da Saúde as quimioprofilaxias contra HBV e HIV devem ser iniciadas até duas horas após o acidente. Em casos extremos, pode ser realizada até 24 a 36 horas depois. Após esse período de tempo, sua eficácia para o HIV é discutível. Nos acidentes de alto risco para HBV, a quimioprofilaxia pode ser iniciada até uma a duas semanas depois. O risco de transmissão ocupacional do HIV para o trabalhador de saúde após exposição percutânea é estimada em 0,3% e após exposição mucocutânea em 0,09%. Para a hepatite B, o risco para o profissional depende da situação do paciente fonte. Se a fonte for HBsAg e HBeAg positivos o risco varia de 22% a 31% para desenvolver doença clínica e de 37% a 62% para a conversão sorológica. Para pacientes-fonte com HBsAg-positivo, HBeAg-negativo o risco de manifestação clínica da doença é de 1%–6%, e de conversão sorológica de 23%–37% .
  • Lave exaustivamente com água e sabão o ferimento ou a pele exposta ao sangue ou fluido orgânico. Lave as mucosas com soro fisiológico ou água em abundância; não provoque maior sangramento do local ferido e não aumente a área lesada, a fim de minimizar a exposição ao material infectante. O uso de anti-sépticos tópicos do tipo PVPI ou álcool 70% pode ser adotado. Não é recomendada a utilização de agentes cáusticos ou injeção de anti-sépticos.
  • Dirija-se imediatamente ao Centro de Referência no atendimento de acidentes ocupacionais com material biológico de sua região. Nesse local, deverá ser comunicado o fato ao Técnico de Segurança do Trabalho, preenchido o inquérito de notificação e emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT. O ideal é que o acidentado e as condições do acidente sejam avaliados por uma equipe multiprofissional.

Observação:

Caso o profissional trabalhe em um estabelecimento hospitalar, este deve dirigir-se ao Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). O atendimento é considerado uma urgência devido ao pouco tempo disponível para se iniciar a profilaxia com os medicamentos antiretrovirais (2 horas após o acidente).

Atenção:

  • Obtenha do paciente-fonte uma anamnese recente e detalhada sobre seus hábitos de vida, história de hemotransfusão, uso de drogas, vida sexual, uso de preservativos, passado em presídios ou manicômios, história de hepatite e DSTs e sorologias anteriores, para analisar a possibilidade de situá-lo numa possível janela imunológica.
  • Leve sua carteira de vacinação ou informe sobre seu estado vacinal e dados recentes de sua saúde, sorologias anteriores, etc.
  • Deverá ser solicitada pelo médico a coleta de amostras de sangue seu e do paciente-fonte, em tubos de ensaio, sem anticoagulante, devidamente identificados, que serão encaminhados imediatamente ao laboratório de referência para serem centrifugados.

Fique atento:

O paciente-fonte pode recusar-se a se submeter à realização da sorologia para HIV. Caso isso ocorra, deve-se considerar o paciente como sendo soropositivo e com alto título viral.

  • Caso o quadro caracterize situação de risco, as quimioprofilaxias contra o HBV e o HIV serão iniciadas.
  • O médico, se necessário, fará a solicitação para o paciente-fonte do antiHIV , Anti-HCV e HbsAg (quando o profissional não foi imunizado para hepatite B).

Em paciente-fonte positivo para HIV:

Em paciente-fonte positivo para HIV, iniciar com quimioprofilaxia, seguindo orientações do fluxograma do Ministério da Saúde. Fazer a coleta de sangue do funcionário para o seguimento e avaliação da quimioprofilaxia, entre eles hemograma, transaminases (AST e ALT), uréia, creatinina e glicemia basal.

Em paciente-fonte com HIV desconhecido:

No paciente-fonte com HIV desconhecido ou que o resultado do teste anti-HIV demorar, iniciar com o esquema básico de antiretroviral (AZT + 3TC ou Lamivudina) e procurar o serviço especializado para reavaliar o acidente.

Em paciente-fonte positivo para hepatite B:

Paciente-fonte positivo para hepatite B (HbsAg positivo) e funcionário não vacinado, fazer imunoglobulina (Centro de Referência de Imunobiológico) e iniciar vacinação.

O profissional só fará a coleta de sangue quando o paciente-fonte for positivo ou desconhecido para HIV, Hepatite B e C. Se o paciente for fonte  negativo não é necessário o acompanhamento sorológico do funcionário.

Todos os funcionários acidentados:

  • Repetirão as sorologias seis semanas, três meses, seis meses e um ano após o acidente ou a critério do médico;
  • O profissional acidentado, em uso de quimioprofilaxia antiretroviral, deverá retornar à consulta médica semanalmente, ou conforme protocolo do serviço, para acompanhamento clínico dos sinais de intolerância medicamentosa;
  • Se durante o acompanhamento ocorrer novo acidente com o funcionário, ele deverá submeter-se ao protocolo novamente sendo, desconsiderado todos os procedimentos já realizados;
  • Nos casos em que ocorrer a soroconversão para HIV ou hepatite, o funcionário será encaminhado ao médico do trabalho para as orientações legais e a um centro de referência para o acompanhamento e tratamento necessário.

 

Higienização Das Mãos:

 

A higienização das mãos é considerada a ação isolada mais importante para a prevenção e o controle das infecções em serviços de saúde. O simples ato de lavar as mãos com água e sabonete líquido, quando realizado com técnica correta, pode reduzir a população microbiana das mãos e interromper a cadeia de transmissão de infecção entre pacientes e profissionais da área da saúde. Essa ação também é fundamental na prática assistencial em consultórios odontológicos.

Apesar das evidências, a conscientização dos profissionais de saúde sobre os mecanismos básicos de transmissão das doenças infecciosas e a necessidade da higienização das mãos ainda é baixa, com estudos mostrando variações entre 16% e 81% na adesão, o que favorece a transmissão cruzada das infecções. Quanto mais frequente a necessidade de higiene das mãos, durante um processo assistencial, menor a probabilidade de sua execução. Situações de maior demanda para higienização, ou seja, aquelas em que há maior risco de contaminação das mãos com secreções e sangue, como atendimento em setores de urgências, em unidades de terapia intensiva e em consultórios odontológicos, também reduzem a disponibilidade do profissional para a higienização oportuna das mãos .

O grande desafio é adequar essa ação em cada instituição, acordo com o grau de complexidade das ações assistenciais ali desenvolvidas, com a higienização sendo realizada no momento certo, com utilização de técnicas seguras, aplicando-se os produtos mais adequados para cada situação.

 

O Papel Das Mãos Na Transmissão Dos Micro-Organismos:

 

No ambiente da assistência à saúde, os micro-organismos disseminam-se, em geral, por contato direto ou indireto, por meio de gotículas de secreções respiratórias e pelo ar, sendo o contato o mecanismo mais importante na dinâmica de transmissão de infecções nesses ambientes.

O papel das mãos na transmissão de micro-organismos por contato é baseado na capacidade da pele de abrigá-los e transferi-los de uma superfície para outra, direta ou indiretamente. O contato frequente das mãos com pacientes, artigos, mobiliário e equipamentos, durante o processo assistencial, evidencia a importância dessa forma de transmissão no processo assistencial.

 

Aspectos microbiológicos das mãos:

A microbiota residente é composta por elementos que estão frequentemente aderidos aos estratos mais profundos da camada córnea, formando colônias de micro-organismos que se multiplicam e se mantêm em equilíbrio com as defesas do hospedeiro. Os componentes mais comuns dessa microbiota são os Staphylococcus coagulase negativo, Micrococcus e certas espécies de corinebactérias.

Esses micro-organismos são de difícil eliminação e as suas colônias possuem mecanismos de defesa contra a remoção mecânica ou por agentes químicos. Entretanto, com a descamação natural da pele e a produção de suor, alguns deles são movidos para camadas mais superficiais e eliminados no ambiente. Dentro da cadeia de transmissão de infecções relacionadas à assistência, esses micro-organismos apresentam menor importância, mas podem, por vezes, se tornar invasivos e causar infecções em pessoas suscetíveis, apesar de apresentarem baixa patogenicidade.

Microbiota transitória:

A microbiota transitória é composta por micro-organismos que se depositam na superfície da pele, provenientes de fontes externas, colonizando temporariamente os extratos córneos mais superficiais. Normalmente é formada por bactérias gram-negativas, como enterobactérias, Pseudomonas, bactérias aeróbicas formadoras de esporos, fungos e vírus, possuindo maior potencial patogênico. Por serem mais facilmente removidos da pele, por meio de ação mecânica, os micro-organismos que compõem a flora transitória se espalham com mais facilidade pelo contato, mas também são eliminados mais facilmente pela degeneração com agentes anti-sépticos.

No ambiente assistencial, os micro-organismos que colonizam transitoriamente a pele das mãos são adquiridos durante o contato direto com pacientes ou com superfícies próximas, favorecendo o predomínio de agentes invasivos e mais resistentes aos antimicrobianos. São frequentemente associados às infecções relacionadas à assistência à saúde.

Composição deste micro-organismo:

A microbiota é composta pelos micro-organismos presentes em infecções da pele, como abscessos, dermatites infectadas e paroníquia. Estão mais freqüentemente envolvidos os Staphylococcus aureus e os Streptococcus B hemolíticos. Nos processos infecciosos, esses microorganismos invadem os tecidos e não podem ser removidos por ação mecânica, nem mesmo com a utilização de anti-sépticos. Ainda por ser mais virulenta e contar com população numerosa nos processos infecciosos, a microbiota infectante desempenha um importante papel na cadeia de transmissão de infecções. Dessa forma, profissionais de saúde portadores de infecções nas mãos só devem retomar suas atividades assistenciais após a cura.

 

Técnicas Para A Higienização Da Mão:

 

Estudos bem desenhados têm demonstrado o uso de anéis como um fator isolado para a persistência de patógenos nas mãos de profissionais. Portanto, antes de iniciar qualquer técnica de higienização das mãos, o profissional deve retirar relógio, pulseiras e anéis, inclusive a aliança. As unhas devem ser mantidas aparadas e, caso use esmalte, este não deve apresentar fissuras ou descamação.

O uso de escova no preparo cirúrgico das mãos tem sido questionado por alguns pesquisadores, pois demonstraram a ocorrência de microlesões relacionadas ao uso, com possível favorecimento da multiplicação de microorganismos colonizantes das camadas mais profundas da pele. Quando utilizadas, as escovas devem ter cerdas macias e ser destinadas apenas à escovação das unhas e espaços subungueais.

 

Lavagem Das Mãos:

1. Manter o corpo afastado da pia;

2. Abrir a torneira e molhar as mãos, sem tocar na superfície da pia; 

3. Aplicar a quantidade de produto recomendada pelo fabricante (3 a 5 ml, em geral), suficiente para cobrir toda a superfície das mãos.

4. Ensaboar as mãos, friccionando uma na outra por aproximadamente 15 segundos, com o objetivo de atingir toda a superfície; 

5. Friccionar, com especial atenção, os espaços interdigitais, as unhas e as pontas dos dedos; 

6. Enxaguar as mãos em água corrente, retirando totalmente o resíduo do sabonete, sem tocar na superfície da pia ou na torneira; 

7. Enxugar as mãos com papel-toalha descartável (não utilizar toalhas de uso múltiplo).

 

Aplicação de antisséptico que dispensa enxágue (à base de álcool):

1. Aplicar a quantidade de produto recomendada pelo fabricante (3 a 5 ml, em geral), suficiente para cobrir toda a superfície das mãos;

2. Friccionar as mãos uma na outra, com o objetivo de aplicar o produto em toda a superfície;

3. Friccionar, com especial atenção, os espaços interdigitais, as unhas e as pontas dos dedos; 

4. Friccionar o produto até que seque completamente (não usar papel-toalha).

Antissepsia cirúrgica das mãos:

1. Aplicar produto antimicrobiano em quantidade recomendada pelo fabricante, suficiente para cobrir toda a superfície das mãos e antebraço;

2. Limpar as unhas, friccionando-as contra a palma da mão ou escova macia;

3. Utilizar escova macia para friccionar a pele (opcional);

4. Efetuar movimentos de fricção iniciando pela extremidade dos dedos, continuando pelos espaços interdigitais, faces das mãos, punhos e antebraços, despendendo de dois a seis minutos;

5. Enxaguar as mãos em água corrente, deixando escorrer das pontas dos dedos para o antebraço, até eliminar completamente o produto;

6. Secar as mãos com compressa estéril, com movimentos compressivos, partindo das pontas dos dedos e seguindo pelas mãos até chegar ao cotovelo.

 

Termos Mais Frequentes Na Higienização Das Mãos:

No próximo capítulo o assunto sera sobre o uso correto dos EPIs.

2 Equipamentos de proteção individual:

O uso correto de Equipamentos De Proteção Individual:

 

O Equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho

O uso de EPI é indicado durante o atendimento ao paciente, nos procedimentos de limpeza do ambiente e no reprocessamento dos artigos.

Todo EPI deverá apresentar o nome comercial, o nome da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do Código de Autorização ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do Código de Autorização, em caracteres indeléveis e bem visíveis, que garantam a origem e a qualidade e a rastreabilidade quando necessário.

 

 

Cabe ao responsável técnico pelo serviço odontológico providenciar a aquisição dos EPIs e orientar a equipe quanto aos tipos de EPIs e as indicações de uso, devendo:

  • Adquirir os EPIs adequados ao risco de cada atividade;
  • Exigir seu uso;
  • Fornecer ao trabalhador somente aqueles EPIs aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
  • Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado e conservação dos mesmos;
  • Substituí-los imediatamente, quando danificados ou extraviados;
  • Orientar quanto à higienização, manutenção periódica, restauração, lavagem e guarda correta do EPI;
  • Respeitar a sua indicação em relação ao local e níveis de contaminação.

 

Tipos E Indicações De EPIs Para Profissionais Da Equipe De Saúde Odontológica:

 

EPI para a proteção da cabeça:

 

Gorro:

É uma barreira mecânica contra a possibilidade de contaminação por secreções, aerossóis e produtos, além de prevenir acidentes e evitar a queda de cabelos nas áreas de procedimento. Deve ser preferencialmente descartável, cobrir todo o cabelo e as orelhas e ser trocado sempre que necessário ou a cada turno de trabalho. Recomenda-se o uso pelo paciente em casos de procedimentos cirúrgicos.

 

Óculos de proteção:

 

Protegem os olhos das secreções, aerossóis e produtos químicos utilizados durante os procedimentos odontológicos e na limpeza e desinfecção de artigos, equipamentos ou ambientes. Os óculos devem possuir as laterais largas, ser confortáveis, com boa vedação lateral, e totalmente transparentes, permitir a lavagem com água e sabão, desinfecção quando indicada, sendo guardados em local limpo, secos e embalados. Recomenda-se o uso também pelo paciente para evitar acidentes.

Os óculos são medidas de segurança que protegem os olhos contra:

  • Impactos de partículas volantes;
  • Luminosidade intensa;
  • Radiação ultravioleta;
  • Respingos de produtos químicos e material biológico.

 

Protetores faciais:

 

Representam uma barreira física de proteção à transmissão aérea de infecções e inalação de agentes e substâncias químicas, e, ainda, protegem a face contra:

  • Impactos físicos;
  • Impactos de partículas volantes;
  • Respingos de produtos químicos e material biológico.

Os protetores faciais atuam como coadjuvantes na proteção respiratória contra:

  • Gases emanados de produtos químicos;
  • Vapores orgânicos ou gases ácidos no ambiente;
  • Aerossóis.

Observação: os protetores faciais são fabricados em policarbonato e podem substituir os óculos de proteção, porém não substituem a máscara. 

 

Máscaras:

 

As máscaras devem ser descartáveis, de filtro duplo e tamanho suficiente para cobrir completamente a boca e o nariz, permitindo a respiração normal e não irritando a pele. Devem ser descartadas após o atendimento a cada paciente ou quando ficarem umedecidas.

 

EPI para proteção do tronco:

 

Avental:

 

Deve ser de mangas longas, tecido claro e confortável, podendo ser de pano ou descartável para os procedimentos que envolvam o atendimento a pacientes e impermeável nos procedimentos de limpeza e desinfecção de artigos, equipamentos ou ambientes. Deve ser usado fechado durante todos os procedimentos.

São equipamentos de segurança aqueles que oferecem proteção ao tronco contra:

  • Aerossóis e respingos durante os procedimentos;
  • Riscos de origem térmica;
  • Acidentes de origem mecânica;
  • Ação de produtos químicos;
  • Umidade proveniente de operações com uso de água;
  • Contaminação por agentes biológicos;
  • Exposições radiológicas – vestimenta plumbífera que garante a proteção do tronco dos pacientes expostos a raios X (incluindo tireóide e gônadas, com pelo menos o equivalente a 0,25 mm de chumbo) e o avental de chumbo para profissional (vestimenta plumbífera que garante a proteção do tronco, com pelo menos o equivalente a 0,5 mm de chumbo).

 

EPI para a proteção dos membros superiores:

 

 Luvas:

 

Devem ser de boa qualidade e usadas em todos os procedimentos. Constituem uma barreira física eficaz que previne a infecção cruzada e a contaminação do profissional de saúde e reduz os riscos de acidentes.

Atuam na proteção das mãos contra:

  • Agentes abrasivos e escoriantes;
  • Agentes cortantes e perfurantes;
  • Choques elétricos;
  • Agentes térmicos;
  • Agentes biológicos;
  • Agentes químico.

Os principais tipos de luvas e suas indicações de uso são as seguintes:

  • Luvas grossas de borracha e cano longo durante os processos de limpeza de artigos e ambientes, quando em contato com superfícies, artigos, instrumentos e equipamentos contaminados;
  • Luvas de látex de procedimento para atividades clínicas e estéreis para procedimentos cirúrgicos, que devem ser descartadas a cada paciente;
  • Luvas de plástico, usadas como sobre luvas, quando houver necessidade de manusear artigos fora do campo de trabalho;
  • Luvas de amianto, couro ou aramida, usadas na CME, no manuseio de artigos esterilizados.    

 

EPI para proteção de membros inferiores:

 

Calçados:

 

Devem ser fechados e com solado antiderrapante.

Atuam na segurança para a proteção dos pés contra:

  • Impactos de quedas de objetos;
  • Choques elétricos;
  • Agentes térmicos;
  • Agentes cortantes e escoriantes;
  • Umidade proveniente de operações com uso de água;
  • Respingos de produtos químicos.

 

O próximo capítulo, o sera sobre os procedimentos de limpeza de equipamentos odontológicos.

3 Procedimentos de limpeza dos artigos odontológicos:

Procedimentos:

 

Limpeza:

 

  • A limpeza dos artigos deve ocorrer imediatamente após seu uso;
  • Fazer a imersão dos instrumentos com detergente enzimático em recipientes de plástico com tampa;
  • O preparo da solução e o tempo da imersão devem seguir as orientações recomendadas pelo fabricante.

Pra fazer a limpeza correta, deve ser realizada manualmente ou através der lavadoras automáticas para a remoção da sujidade. 

Deve- se usar:

A limpeza deve ser feita com escova macia e cabo longo. Em pia com cuba profunda específica para este fim e torneira com jato direcionável.

 

Secagem:

 

Deve ser criteriosa para evitar que a umidade interfira nos processos.

Para a secagem tem duas opções validas:

  • A primeira opção e deixar secar naturalmente os instrumentais odontológicos sobe um pano limpo e macia, em lugar arejado.
  • A segunda opção é secar um a um com um pano limpo e seco, tipo compressa dupla (exclusivo para esta finalidade).

 

Inspeção:

 

Após a secagem, fazer a inspeção cuidadosamente para avaliar se a limpeza foi adequada ou não.

 

Empacotamento:

 

Pra o empacotamento dos instrumentais, a embalagem deve permitir a penetração do agente esterilizante e proteger os artigos, de modo a assegurar a esterilidade até sua abertura para utilização.

Itens para embalar os instrumentais:

  • Papel grau cirúrgico;
  • Papel crepad;
  • TNT;
  • Caixas metálicas perfuradas.

Observação: as embalagens devem ser identificadas antes da esterilização.

 

Esterilização:

 

Pra esterilizar é obrigado o uso da auto- clave.

 

 

Armazenamento:

 

Em local exclusivo, em armários fechados, protegidos de poeira e umidade, por exemplo nas gavetas do armário clínico.

 

Cuidados E Rotinas Com A Superfície:

 

A cada troca de paciente:

  • Limpar cadeiras, equipamentos periféricos, bancadas;
  • Desinfetar com compressas embebidas com álcool 70%;
  • Retirar o material contaminado.

Pra fazer a limpeza da superfície deve usar:

  • EPI completo;
  • Luvas grossas nesta etapa.

 

Descarte De Resíduos:

 

Resíduos Comuns:

  • São descartados em lixo comum.

Resíduos Contaminados:

  • Saco de lixo branco com identificação de lixo contaminado. Materiais perfuro cortantes descartados em recipientes estanques com proteção;
  • Revelador e fixador após uso devem ser colocados em frascos plásticos.