Introdução a Educação inclusiva

Educação Inclusiva

1 O que é a educação inclusiva?

Até o início do século XXI o sistema educacional brasileiro obtinha dois tipos de educação separadamente, o ensino regular e o ensino especial. Somente na última década foi reformulada a norma escolar onde optou-se por manter somente o “modulo” regular de ensino e abrangendo o ensino inclusivo como sendo regular de uma certa forma também, oferecendo apoio àqueles que encontram obstáculos para a aprendizagem.

Esta norma beneficia a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar, trazendo assim um ensino igualitário e mais preocupado com o desenvolvimento cognitivo e intelectual de cada aluno, sem procurar saber se é de inclusão ou não, pois percebe-se que as deficiências e defasagens de aprendizagem podem ocorrer também em crianças consideradas “normais.

Até este ponto abordado vimos que Casarin vem explicar por meio de um estudo mais amplo as diversidades encontradas em diversas partes, mas que em meados do século 20 se separavam somente por deficiências físicas como conhecidos como regular e inclusivo que foi onde teve início e denominação de ensino especial.

Segundo Carvalho , pode-se refletir mais sobre o sentido processual da educação inclusiva considerando então as diferenças dos alunos e levando em consideração o direito a educação igualitária e totalitária, trazendo então as oportunidades oferecidas a cada indivíduo.

Há, entretanto necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que sugerem a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos, devendo garantir a todas as crianças e jovens o acesso à aprendizagem por meio de todas as possibilidades de desenvolvimento que o ensino e a escola oferecem

Deste modo, educação inclusiva significa educar todas as crianças em um mesmo conjunto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes, pelo contrário, com a inclusão, as diferenças não são aceitas como problemas, mas como diversidade, e a partir da realidade social, podendo ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças, promovendo um novo método de ensino ao qual se adequem ao modo de aprendizagem de crianças de ensino regular e inclusivo, de um modo totalitário e eficaz.

Segundo Mittler tanto a inclusão como a exclusão acontecem dentro de sala de aula devido ao interesse, participação, e experiências vividas pelos alunos, assim podemos perceber então que as relações sociais destas crianças também têm que se levar em consideração, para que a inclusão seja realmente efetuada desde o convívio com a comunidade até o convívio dentro de sala de aula, buscando assim uma qualidade de viver e aprender á ser experimentada por todas essas crianças.

De acordo com Carvalho os educadores se deparam cada vez mais com a urgência de transformar o sistema educacional e garantir um ensino de qualidade para todos. Não basta que a escola receba a matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais, é preciso que ofereça condições para a execução desse projeto pedagógico inclusivo.

Concluindo: o atendimento educacional especializado não é um serviço formatado e idealizado, pronto a ser aplicado, mas implica em uma concepção com base no processo de participação e colaboração recíproca entre todos os envolvidos, pois, nessa perspectiva, pode vir a contribuir para a construção da cultura educacional inclusiva, é no projeto pedagógico que a escola se posiciona em relação ao seu compromisso com uma educação de qualidade para todos os seus alunos, especiais ou não.

Sendo assim, a escola deve assumir o compromisso de propiciar ações que favoreçam a aprendizagem dos educandos de modo geral e aos portadores de necessidades educacionais especiais, fazer adaptações curriculares optando por práticas heterogenias e inclusivas.

Metodologias utilizadas para a análise de planejamento pedagógico

Se observa que a formação de professores deve atender às necessidades e aos desafios da atualidade e para tanto sugere-se que o professor seja formado de maneira a saber mobilizar seus conhecimentos, articulando-os com suas competências mediante ação e reflexão.

Destacam-se aqueles referentes à compreensão do papel social da escola, ao domínio dos conteúdos, à interdisciplinaridade, ao conhecimento dos processos de investigação, ao gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional e ao comprometimento com os valores estéticos, políticos e éticos inspiradores da sociedade democrática, teórica-prática.

Observando a formação de professores, deve-se atender às necessidades e aos desafios contemporâneos, sugere-se que o professor seja formado de maneira a saber mobilizar seus conhecimentos, articulando-os com suas competências, mediante a ação e reflexão, proporcionando uma empatia para com os alunos, o primeiro passo para se tornar uma pessoa empática é exercitar a humildade, e compreender assim que a educação é uma constante troca de saberes.

Em segundo lugar, é importante que você realmente olhe o outro e se necessário adequar o modo de ensinar para que o outro aprenda com maior facilidade e de modo confortável. De acordo com a formação de professores destaca-se as competências que devem ser dominadas como parte de um processo estável de desenvolvimento profissional, compreendendo o papel social da escola ao domínio dos conteúdos a interdisciplinaridade mediante ao conhecimento dos processos de investigação.

Lima,ressaltou que a preparação dos professores, aos quais irão trabalhar com a inclusão de alunos, é um assunto ao qual merece mais atenção, devido a insegurança sentida pelos professores de não terem sido devidamente orientados, preparados para tal atividade.

Entendendo assim que as informações passadas em sua preparação ou foram poucas ou não tão profundas como poderiam ter sido para a tranquilidade ao se deparar com esses indivíduos.

Procurando o gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional e ao comprometimento com os valores atribuídos para a sociedade democrática, o ensino para professores deve possibilitar a interação crítica e criativa entre diferentes alunos presentes na sala de aula, a formação merece ênfase em relação a inclusão,os futuros professores sentem-se inseguros e ansiosos atendendo alunos com necessidades especiais na sala de aula, alegando a falta de capacitação profissional.

Analisa-se que para que ocorram mudanças efetivas no quadro educacional brasileiro em relação à inclusão de alunos com necessidades especiais, nunca é demais lembrar a necessidade de combater os problemas educacionais gerais, como, por exemplo, o fracasso e evasão escolares e a deterioração da qualidade do ensino público.

Incluir pessoas com necessidades especiais no atual contexto precário, não rompe por si só com o circuito da exclusão. Por isso, a proposta de inclusão não pode ser pensada de maneira desarticulada da luta pela melhoria e transformação da educação brasileira como um todo.

2 Prática na aplicação de métodos melhorados

Buscando auxilio e embasamento de professores brasileiros tem-se o dever de favorecer a ampliação de conhecimentos de cada aluno, seja ele especial ou não, contando com a assistência das Secretarias responsáveis da educação especial e fundamental para a formulação do material didático pedagógico que compõe conjuntamente os Parâmetros Curriculares Nacionais integrativos, mais conhecidos como PCN, trata se de uma coleção de documentos que compõem a grade curricular de uma instituição educativa, esse material foi elaborado a fim de servir como ponto de partida para o trabalho docente, norteando as atividades realizadas na sala de aula.

Na tentativa de ajudar os professores em sua tarefa de transmissão de conhecimentos ampliando o exercício da cidadania foram produzidos os documentos de “Adaptações Curriculares” baseando se nos PCN’S que por sua vez norteiam então as atividades dos professores sendo um material que ajuda nas adaptações necessárias para as necessidades do aluno.

As práticas educativas inclusivas que, partindo da diversidade humana com um maior valor e aproveitando metodologias de diferenciação inclusiva e de aprendizagem cooperativa, podem gerar o sucesso de todos através da superação individual, caminhando para o surgimento de um novo exemplar de escola.

A ação pedagógico-educativa aparenta estar mais próxima da modalidade de Educação Especial, o que é permitido questionar se os colaboradores, principais corresponsáveis pela gestão da diferença e diversidade na escola, estão desempenhando o papel que lhes é atribuído, e o que os impede que tal aconteça.

Afastando-se da visão de que educação especial é um ensino diferenciado dos outros, vê-se que este ensino inclusivo se tornou uma modalidade de ensino.Para Rodrigues a formação dos professores deve expressar especificidades para auxilio favorecendo assim a alteração metodológica e didática na operação do planejamento de ações, em seu amplo sentido educacional, e na formação de cidadãos.

Visando um melhor aproveitamento dos alunos que são acompanhados e analisados com maior cautela. Utilizando a avaliação que constate a progressão do aluno, deve-se prosseguir com o ensino pautando-se em ferramentas como anotações para que o professor consiga fazer sua avaliação do desempenho do aluno, utilizados tanto no ensino regular quanto no inclusivo.

Analisando as práticas inclusivas de ensino, foi percebido que estas não necessitam ser adaptadas, mas devem ser de uma maneira que englobe a todos, porém visando um ensino diferente a todos, observando a avaliação escolar. O Ensino inclusivo compreende perceber e levar em consideração comportamento em grupo e a maneira individual de cada aluno. O professor deve utilizara avaliação estabelecendo estratégias de ensino, procedimento de apoio e planejamento pedagógico que possibilite a identificação das dificuldades, dos sucessos, dos desafios, das concepções que embasam a reflexão sobre quem são, sobre a avaliação, também deve reconhecer o aluno como um aprendeste em potencial.