Ciclos econômicos, política monetária e economia
Conhecimentos Bancários
1 Ciclos econômicos:
Introdução:
Ciclos econômicos são alternâncias que ocorrem na economia entre períodos fortes e de crescimento, com períodos de baixa e de recessão econômica.
Este conceito é estudado por diferentes economistas desde o século XVIII como uma maneira de explicar os motivos das crises econômicas, levando em consideração o comportamento dos mercados. A teoria que existe através dos ciclos econômicos busca compreender os motivos que fazem as economias a crescer, com flutuações e não pela tendência que deveriam seguir.
Como funcionam os ciclos econômicos:
Os ciclos econômicos são os problemas da economia, onde existem altas e baixas que circulam em torno de um equilíbrio de estabilidade.
A ciência macroeconômica mostra que existe uma tendência de crescimento constante do Produto Interno Bruto (PIB) em longo prazo, mas em prazos menores existem os crescimentos e as recessões. Esta flutuação, que se caracteriza pela imagem que vemos abaixo, mostra a existência de períodos de crescimentos com pouca ou muita intensidade, seguidos de períodos de recessão, ambos fora da tendência.
A ciência macroeconômica mostra que existe uma tendência de crescimento constante do Produto Interno Bruto (PIB) em longo prazo, mas em prazos menores existem os crescimentos e as recessões. Esta flutuação, que se caracteriza pela imagem que vemos abaixo, mostra a existência de períodos de crescimentos com pouca ou muita intensidade, seguidos de períodos de recessão, ambos fora da tendência.
Para certos economistas, um intenso período de alta pode indicar um período de recessão mais à frente, quando o preço dos ativos e as concessões de crédito caem rapidamente.
Na versão do filósofo Karl Marx, quando as crises econômicas ocorrem, cada empresa acumula o seu capital (mercadorias produzidas), pelo que a oferta supera a demanda. De um outro lado, existe um período de crescimento em que as empresas têm que aumentar o seu capital.
Já o economista Joseph Schumpeter acreditava que as recessões faziam parte do êxito do capitalismo. Para ele, existia uma “ destruição criativa” que gerava constantes inovações na economia, enquanto os ciclos aconteciam.
As fases dos ciclos econômicos:
A partir de um período de crescimento econômico, os ciclos podem ser caracterizados pela atividade agregada da economia através das fases:
- Expansão: Quando a demanda agregada é elevada, as empresas possuem lucros altos e aumentam a produção.
- Pico da expansão (boom): Este é o local mais alto que a pode chegar a economia, onde a oferta agregada apresenta excessos.
- Contração (início da recessão): Fase em que as empresas diminuem os preços para disputar consumidores, enquanto há desemprego crescente.
- Crise econômica (depressão): É a fase onde as empresas têm lucros muito mais baixos e o desemprego é alto. Sendo assim , inicia-se um novo ciclo na economia com o novo período de expansão e o aumento da demanda que foi agregada.
Tipos de ciclos econômicos:
Os ciclos de uma economia não tem uma periodicidade regular. Alguns períodos de crescimento se destacam por muito tempo e outros passam de maneira rápida. Por isso, alguns autores da ciência econômica apresentaram algumas denominações aos ciclos de acordo com o tempo que possa durar.
Ciclos longos de Kondratiev:
Os ciclos econômicos foram estudados pelo economista russo Nikolai Kondratiev e que , de acordo com ele, são formados por períodos longos que se estendem de 40 a 60 anos. Estes ciclos eram explicados por Kondratiev como parte das revoluções tecnológicas que marcam com intensidade o mundo capitalista, ocasionando crescimentos e crises.
Por esse economista foram estudados os ciclos longos que levaram da ascensão à queda das máquinas à vapor (1790-1850), as ferrovias (1850-1896) e por último a eletrificação junto ao aparecimento dos automóveis (1896-1930).
Ciclos de 7 a 11 anos de Juglar:
Atribuído ao trabalho de Clément Juglar, que estudou os ciclos de longo prazo, que levam de 7 a 11 anos, em média, no Reino Unido no século XIX. Este ciclo é relacionado às altas e baixas do Produto Interno Bruto (PIB) com os gastos de investimentos, inflação e flutuações no mercado de trabalho.
Ciclos de 2 a 4 anos de Kitchin:
Os ciclos analisados pelo estatístico Joseph Kitchin, que faz relação com ciclos de negócios das empresas de uma economia. Esta teoria leva em consideração as alterações que as empresas fazem em seus estoques conforme se alteram a procura, os preços de fornecedores ou das taxas de juros em empréstimos.
2 Política monetária:
Introdução:
A política monetária é uma maneira de controle econômico usada para regular a oferta de moedas em circulação no país porque uma de suas principais metas é controlar a inflação no país. No Brasil, as políticas monetárias são feitas pelo Banco Central do Brasil. Veja a seguir como funciona a política monetária no Brasil e quais são os instrumentos que são usados para controlar a moeda brasileira.
O que é Política Monetária?
De maneira simples, a política monetária é uma ferramenta de controle econômico de um país. Em resumo, é o conjunto de medidas que um Governo estabelece para que aconteça o controle da oferta da sua moeda na economia, ou seja, a sua liquidez. Isso ocorre por meio de medidas que foram tomadas por autoridades do ramo econômico (Bancos Centrais e as demais instituições subsidiárias).
Sendo assim, a política monetária atrapalha diretamente na economia de um país, já que o Estado tem o poder de estar impactando diretamente a inflação e a taxa de juros.
O principal agente:
No Brasil, as políticas monetárias são executadas pelo Banco Central do Brasil (Bacen), uma autarquia federal que , pelo seus órgãos internos, define a taxa de juros. Além disso, para normatizar as ações do Bacen, existe o Conselho Monetário Nacional. Também tem o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM), que é a entidade do Bacen que irá definir as taxas de juros praticadas pelo Estado.
Atuação do Bacen e sua principal meta:
A principal meta da política monetária é manter a inflação sob controle. Para que isso aconteça, o Governo deve estabelecer um regime de metas de inflação, que são fixadas no início de cada ano. Sendo assim, o Bacen atua utilizando os instrumentos de política monetária para cumprir tais metas. Além disso, existe uma margem de tolerância. Por exemplo, se a meta da inflação em determinado ano for de 4,5% com uma tolerância de 1,5% para mais ou para menos, caso ela fique entre 3% e 6% a meta será considerada cumprida.
Os principais mecanismos:
Os instrumentos da política monetária podem promover o aumento ou a redução da quantidade de moeda em circulação. No Brasil, esses são alguns dos instrumentos que estão à disposição do Governo:
Recolhimento compulsório:
O recolhimento (ou depósito) compulsório funciona como uma maneira de limitar a moeda em circulação do país, tirando diretamente dos bancos, e assim, não chegando à população.
O recolhimento compulsório é uma taxa que os bancos pagam ao Banco Central, que pode ser realizado em moeda ou em títulos públicos federais. Essa taxa percentual é cobrada nas transações relacionadas aos produtos bancários e é definida pelo próprio Bacen, de acordo com a conveniência.
Ou seja, quando é necessário reduzir a atividade econômica no país, o Bacen aumenta essas taxas. Desta maneira, os bancos têm menos recursos disponíveis para emprestar para a sua população, atendendo assim a necessidade econômica de reduzir a quantidade de moeda em circulação.
De um outro lado, quando se faz necessário que se tenham mais moedas em circulação, o Bacen eleva essas taxas. Desta maneira, os bancos têm menos recursos disponíveis para emprestar para a população, atendendo assim a necessidade econômica de reduzir a quantidade de moeda em circulação.
Mas, quando é preciso que se tenha mais moedas circulando, a taxa obrigatória é reduzida pelo Bacen, o que faz com que os bancos tenham mais recursos para oferecer crédito. Sendo assim, o Banco Central interfere nas atividades econômicas do país e, por consequência, na inflação.
Taxa de Redesconto:
Um outro instrumento da política monetária é a taxa de redesconto, que é uma taxa de juros que é cobrada pelo Bacen nos empréstimos feitos aos bancos comerciais. Esse é o motivo que o Banco Central é chamado de “banco dos bancos”.
Essa é uma maneira de controle monetário porque, quanto maiores forem as taxas pagas pelos bancos, também vão ser altas as taxas cobradas dos clientes, dificultando esses empréstimos e diminuindo a moeda em circulação.
Já quando o Bacen nota que é necessário mais moedas circulando na economia, essas taxas são reduzidas.
A taxa de juros:
Outro dos principais mecanismos de política monetária no Brasil é a alteração da taxa básica de juros (a taxa selic).
Nesse caso, podemos dizer que quando a taxa Selic é aumentada, as taxas que são cobradas pelos bancos também aumentam. Sendo assim, a decisão para o aumento ou diminuição da taxa básica de juros é tomada de acordo com os interesses do Bacen de diminuir, ou impulsionar a inflação.
Isso acontece porque, com a taxa de juros mais alta, o acesso ao crédito se torna mais difícil, reduzindo o poder de compra dos brasileiros. O que irá fazer com que a demanda caia, e os preços também. Por consequência, existe a diminuição da inflação. Já o contrário acontece com as taxas de juros mais baixas.
3 Economia:
Introdução:
A economia brasileira tem um perfil sólido, sendo um grande exportador de variedade de produtos, o que incrementa o desenvolvimento econômico. As principais atividades que ajudam para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) são a agropecuária, o setor de serviços, a indústria e o comércio.
Por ser o maior país em extensão no mundo, o Brasil tem diversas possibilidades de criar variadas atividades que ajudam para o desenvolvimento financeiro. Além da exploração de riquezas minerais, a vasta extensão de terra é favorável para a agricultura.
Tendo um alto potencial exportador, a economia brasileira acontece em torno dos principais produtos de exportação do país, entre eles estão o minério de ferro, aço, soja e produtos derivados, automóveis e peças automotivas, cana-de-açúcar, aviões, carne bovina, café e frango.
Na contramão, existem os produtos mais importados, que impactam na economia brasileira, uma vez que eles tiram recursos internos para adquirir bens de outros país. Os produtos são o petróleo bruto, equipamentos eletroeletrônicos, peças para automóveis, medicamentos, automóveis, óleos combustíveis, gás natural e peças para aviação.
Ao lado da Argentina, Uruguai e Paraguai, o Brasil faz parte do bloco econômico chamado Mercosul (Mercado comum do Sul). Tendo o foco no fortalecimento da economia brasileira, o país também faz parte da OMC (Organização Mundial de Comércio).
Características da economia brasileiras em variadas regiões:
Em virtude da vasta extensão territorial do Brasil, existem algumas particularidades na execução e crescimento de algumas atividades que ajudam com o seu avanço financeiro. Algumas regiões são mais propensas para as atividades industriais, enquanto outras têm características mais favoráveis para a agricultura.
Mapa do Brasil e divisão por regiões:
Veja a seguir os estados que compõem as regiões e suas características:
Região Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins.
A economia da região Norte, localidade em que se reúne os sete estados brasileiros e uma extensão territorial com grandes áreas de floresta, é baseada, de acordo com as características do seu clima e vegetação, no extrativismo vegetal de produtos como a madeira, látex, açaí e castanha.
A atividade de exploração de minérios também é um destaque da região norte, principalmente a extração de ferro,cobre e ouro.
Região Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe.
A região nordeste, que é composta por nove estados, têm uma das atividades econômicas mais diversificadas. Com uma forte consolidação no turismo, existe também uma presença marcante de indústrias, agronegócio e extração de petróleo. O principal cultivo agrícola da região é a cana-de-açúcar.
Região Centro-Oeste: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Com forte potencial agropecuário, a economia brasileira, com base na Região Centro-Oeste, se faz marcante na plantação de soja, milho, entre outros, além da carne bovina e indústrias. Essa região é composta por três estados brasileiros.
Região Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo.
A região sudeste brasileira, que é composta por quatro estados, têm a sua maior concentração de indústrias em todo Brasil, o que ajuda a alavancar a economia brasileira. Em consequência dessa intensidade e potencial industrial, abriga as maiores montadoras e siderúrgicas do país, atraindo a atenção de várias fábricas por causa do seu contingente populacional, além da qualidade da mão-de-obra.
Os setores de serviço e o comércio são bem sofisticados e possuem uma grande diversidade, representando a atividade econômica local.
Região Sul: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina.
A região sul do Brasil é composta por três estados. A maior parte da sua economia trabalha em torno do setor de serviços e a concentração de algumas indústrias, principalmente na parte de alimentos, siderurgia e têxtil. Assim como a região nordeste, a agropecuária também é bastante desenvolvida nessa região.
Pilares da economia brasileira:
Nos dias de hoje, a economia brasileira engloba os três pilares básicos de desenvolvimento econômico de país, entre eles os setores primário,secundário e o terciário. Por conta de seu crescimento e as novas modalidades de comércio adotadas interna e externamente, o país deixou de atuar somente com a monocultura.
A economia no Brasil é fundamentada no setor agrícola, sendo um dos maiores exportadores de soja, carne de frango e suco de laranja. Além de ser o líder no ranking mundial de cultivo de cana de açúcar.
Também ativo na área da indústria, o Brasil tem um papel essencial na fabricação de peças automotivas e setores aeronáuticos. Com uma grande extensão da área a ser explorada, também se faz destaque na produção de petróleo, figurando entre os maiores produtores do mundo, liderando a exploração mundial em águas profundas. Sendo também ativo na exploração do minério de ferro.