A sociedade do Conhecimento:
Sem dúvida alguma vivemos em uma era onde a informação é um elemento fundamental tanto nas relações humanas quanto nas de trabalho. Com o advento da globalização e o surgimento de novas tecnologias como a internet, barreiras como distância e línguas não são mais empecilhos para qualquer tipo de negociação comercial entre as corporações ao redor do mundo.
O acesso cada vez mais facilitado à informação estimula também a competição e a concorrência entre as empresas, e esta tendência tende a crescer em velocidade cada vez maior. Fenômenos como este exigem das empresas mudanças radicais quanto a padrões de qualidade, produtividade e competitividade.
Neste contexto percebe-se, portanto, que velocidade e agilidade são qualidades extremamente importantes para um líder. A lentidão tradicional encontrada em vários níveis gerenciais pode ocasionar perda de oportunidades. Para KRAMES(2006, p.28): “No mundo globalizado, o tempo é um ativo cada vez mais fluido. Pequenos atrasos ou indecisões podem levar uma empresa a ser excluída do próprio mercado”.
Outra mudança importante na abordagem gerencial é a perspectiva de resultados. Antigamente focava-se principalmente nos produtos e nos serviços entregues, atualmente o foco de interesse passa para as pessoas. As pessoas são hoje consideradas os ativos mais preciosos da empresa e para tal torna-se necessário adotar políticas de gestão que estimule o trabalho, valorize as diferenças, propicie recompensas e maximize a utilização dos recursos humanos de forma otimizar os resultados alcançados pelas empresas. Não basta apenas deter e reter conhecimentos. Torna-se necessário desenvolver novas técnicas para aplicar eficientemente os novos e constantes conhecimentos adquiridos.
Segundo MATTAR(2009), “O importante agora, e daqui para frente, é ter pessoas que maximizem o uso do capital e que saibam gerar, desenvolver e aplicar conhecimentos, métodos e tecnologias, notadamente às relacionadas com o ser humano, de como tornar as pessoas motivadas para atingir os objetivos organizacionais”. Neste contexto, o gestor de pessoas, ou líder, assume um papel fundamental, extraindo o máximo de seus recursos humanos, maximizando o conhecimento e habilidades disponíveis, definindo e acompanhando metas, e motivando de forma a alcançar os objetivos e as metas pré-estabelecidas.
Não basta apenas selecionar ou reter os melhores profissionais, é de fundamental importância a presença de uma liderança participativa que estimule o trabalho em equipe, trace metas e estimule o trabalho. Segundo JÚNIOR (2009), “ser líder é ser capaz de conseguir que uma ou mais pessoas mova-se no sentido de um resultado comum”. Recai, portanto, nas mãos do líder o desafio de aumentar a produtividade das pessoas, estimular o comprometimento e eficiência, e o estabelecimento de equipes de trabalho altamente eficiente e eficazes.
Características de um líder de sucesso:
Não existe uma única maneira para gerenciar e liderar pessoas. Os líderes de sucesso precisam desenvolver e aplicar uma série de habilidades, mas também precisam aprender a utilizar suas experiências pessoais de forma a influenciar e obter o máximo de suas equipes. O primeiro grande passo de um líder de sucesso é o autoconhecimento. Saber reconhecer seus pontos fortes e fraquezas, além de saber identificar para onde se quer ir são passos iniciais para uma liderança de sucesso.
O líder de sucesso precisa saber influenciar as pessoas e trazê-las para junto de si, formando equipes altamente engajadas e produtivas. Precisa mostrar a sua “força” ao mesmo tempo em que colabora para obter os resultados desejados.
Outra das características fundamentais dos líderes de sucesso atuais é a capacidade de adaptação a mudanças. As políticas que funcionaram no passado e no presente não necessariamente trarão resultado no futuro. Líderes de sucesso conseguem reconhecer isto e se adaptar. O processo de mudança não é simples e faz com que a maioria das pessoas crie barreiras a este processo.
O verdadeiro líder consegue estimular as pessoas a se adaptarem durante as fases de mudança, sendo um agente ativo neste processo. Traça-se a partir daí uma característica fundamental de um grande líder que é a capacidade de acompanhar as tendências e estimular o processo de mudança dentro de suas equipes. KRAMES (2006, p.60) diz: “O colaborador que tiver a capacidade de enxergar a mudança como uma oportunidade, não como um problema, terá maior sucesso na carreira do que seus colegas conservadores, que temem qualquer novidade”.
O verdadeiro líder tem um papel de influenciador das pessoas, além de estimular o relacionamento entre as mesmas e o trabalho em equipe. O líder de sucesso não sabe apenas como administrar os recursos da empresa, mas acima de tudo, sabe reconhecer as individualidades de cada pessoa, sabe como extrair o máximo delas, aumentando a eficiência do grupo e da organização como um todo.
Segundo GABRIEL (2009), “A formação da equipe deve considerar as competências individuais necessárias para o desenvolvimento das atividades e no atingir das metas. Não existem duas pessoas com os mesmos talentos e as mesmas experiências, cada um de nós tem algo diferente a oferecer, intelectual, física, e criativamente”. Reconhece-se, portanto, um dos papéis fundamentais dos grandes líderes atuais: estimular as pessoas e a colaboração entre as mesmas, desenvolvê-las, formando equipes de alto desempenho.
JÚNIOR (2009) afirma que: “O líder deve inspirar e influenciar seus liderados. E isso só é possível com o desenvolvimento da autoridade e confiança através de um comportamento consistente, verdadeiro, respeitoso e ético”. O líder de sucesso deve, portanto, servir como referência e fonte de inspiração para seus liderados, demonstrar confiança nos seus atos e transmitir boas idéias. KRAMES (2006, p.57), diz:
“Se você deixar claro que sempre escolherá o caminho mais inteligente (ou seja a melhor ideia), as pessoas o seguirão a qualquer lugar. É preciso acreditar que as ideias importam mais do que o cargo”.
Outra grande qualidade de um líder é a capacidade de enxergar a organização como um todo, habilidade também conhecida como visão sistêmica. Na prática o líder deve ser capaz de se posicionar segundo um ponto de vista da organização e não sob a ótica de uma única pessoa, grupo ou departamento.
O líder deve ser capaz de compreender como as diversas forças interagem dentro da organização e de identificar o impacto que a alteração de uma delas pode afetar toda uma organização. Estas forças podem ser internas ou também fruto de mudanças e ações oriundas do meio externo, tais como: mudanças econômicas e políticas, mudanças no mercado consumidor ou entrada de novos competidores.
Como parte das habilidades conceituais, o administrador tem que saber conviver, compreender e lidar com situações complexas e ambíguas. Isto requer maturidade, experiência e capacidade para analisar pessoas e situações.
Liderança Servidora:
Muitos dos líderes atuais são reconhecidos pela posição ou pelo cargo que ocupam dentro das empresas. Esta posição normalmente os coloca em situação de superioridade e, com frequência, abusam do poder como forma de manter a autoridade. Esta forma de poder e liderança normalmente traz consigo um forte individualismo, isolamento e consequente perda de autoridade.
Segundo HUNTER(2004): “Autoridade é levar as pessoas a fazer de boa vontade o que você deseja porque você pediu que fizessem”. Percebe-se, portanto, que poder e autoridade são duas coisas distintas. Deter o poder não garante a autoridade sobre as pessoas. Ainda segundo HUNTER(2004):
“A autoridade não pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada. A autoridade diz respeito a quem você é como pessoa, a seu caráter e à influência que estabelece sobre as pessoas”.
Um novo conceito de liderança que vem sendo aplicado ultimamente é o conceito de liderança servidora. Este conceito é justamente o oposto ao que encontramos no cenário acima, baseado no poder e individualismo. É colocar o coletivo acima do individual, a autoridade sobrepondo-se ao poder. Trata-se de um novo conceito de liderança que busca o estabelecimento de relações de cooperação e confiança entre líderes e subordinados.
De acordo com JÚNIOR (2009), “ servir neste caso, nada tem a ver com ser subserviente, obedecer a ordens ou realizar as vontades dos liderados, mas sim com satisfazer suas reais necessidades de segurança e bem estar para que eles possam atingir as metas estipuladas”. Neste contexto, a liderança servidora foca o coletivo, buscando atender as necessidades individuais de forma atingir os melhores resultados. Ainda segundo JÚNIOR (2009): “Em essência, o líder não trabalha para a Empresa, trabalha para os seus Liderados. Estes sim é que trabalham para a Empresa, são eles que produzem os resultados”.
Dessa forma, a liderança servidora auxilia no fortalecimento da autoridade através da satisfação das necessidades de subordinados e comandados. Segundo HUNTER(2004): “Nós a construímos (a autoridade) sempre que servimos os outros e nos sacrificamos por eles. Lembre-se, o papel da liderança é servir, isto é, identificar e satisfazer as necessidades legítimas. Nesse processo de satisfazer necessidades será preciso freqüentemente fazer sacrifícios por aqueles a quem servimos”.
O líder servidor é, portanto, um líder motivador que trabalha junto com seus subordinados, mostrando os melhores caminhos e conduzindo as pessoas de forma a atingir as metas estabelecidas.
Recompensar Resultados:
KRAMES (2006, p.58), diz: “Distribuir agradecimentos e recompensas a quem apresenta novas idéias é um poderoso estímulo. Se as pessoas tiverem certeza que você implementará a melhor idéia, ficarão ainda mais motivadas para apresentá-las”. Todas as pessoas esperam de alguma forma serem recompensadas por suas idéias e por um bom trabalho. E, em resposta a isso, todo bom líder deve procurar recompensar os bons resultados.
Recompensar resultados é uma das maneiras de motivar as pessoas e conseguir que elas superem seus objetivos. A recompensa pode surgir de várias formas, uma nominação formal, um agradecimento em público, uma promoção. Independente de modo como é realizada a recompensa, todo líder de sucesso tem em mãos um instrumento poderoso para extrair o máximo de seus subordinados: o diálogo. Segundo KRAMES (2006, p.57): “Uma das chaves para o desempenho de excelência é fazer com que cada profissional se supere. Sua arma de convencimento é o diálogo, que sempre eleva a inteligência da organização”.
Percebe-se, portanto, que líderes com visão conseguem motivar as pessoas, extraindo o máximo delas, procuram estimular o fluxo de novas idéias, e sabem recompensar no momento certo.