Manutenção no pedivela Monobloco e lubrificando a bicicleta

Manutenção e conserto de Bicicleta

1 Os detalhes da pedileva Monobloco

Os pedivelas monobloco são antigos, mas ainda são usados por várias montadoras de bicicletas, principalmente para modelos básicos e infantis. Fabricado em ferro maciço, esse pedivela é pesado, mas é barato e muito simples de fazer a manutenção.

Os problemas mais frequentes enfrentados pelos ciclistas que usam esse tipo de pedivela são folgas constantes e vedação precária, pois ele utiliza uma tampa simples, que permite a entrada de terra, areia e poeira e água, por isso a manutenção dele deve ser mais frequente.

Pedivela monobloco em bike infantil.

Fazendo a manutenção da peça

A manutenção dessa peça começa com a remoção do pedal esquerdo, já que a pedivela é retirada passando por dentro do central da bike, por esse motivo, os quadros destinados a ele tem centrais grandes de 45 e 50mm de diâmetro.

Para desmontar, é necessário soltar a porca externa que tem 2 rebaixos e rosca esquerda.É possível fazer isso com uma talhadeira ou chave de fenda, mas a ferramenta correta é uma espécie de pinça em “V”.

Tirando essa porca e o anel trava é possível remover a tampa grande, e abaixo dela outro anel trava fica apoiado no primeiro cônico, peça responsável pelo ajuste de folga nessa caixa central.,

As outras peça são 2 bacias ou caixas de esferas, 2 colares de esferas e o segundo cônico, que também é responsável por fixar a coroa ou conjunto de coroas.

O movimento central 45mm para pedivela monobloco é composto por estes itens.

Para retirar completamente a pedivela do quadro, será preciso extrair as caixas das esferas, e isso deve ser feito com cuidado usando uma chave de fenda média. Removida a primeira caixa, a segunda é retirada batendo em seu fundo por dentro do central do quadro, isso libera todo o conjunto.

Na manutenção precisam ser avaliados o desgaste das caixas esferas e cônicos, estando tudo em ordem, é só lavar os componentes, lubrificar com graxa e montar tudo novamente.

Por conta de seu desenho e características, a segunda caixa de esferas, já posicionada sobre o segundo cônico, será puxada e encaixada no quadro durante o aperto final, com tudo montado, e a primeira caixa (lado esquerdo) pode ser colocada no quadro usando um martelo para encaixa-la.

Ao apertar o primeiro cônico, a caixa do lado direito vai entrando no quadro a até alcançar sua posição de funcionamento, e a reinstalação dos anéis trava, tampa e porca finalizam o processo.

Lado direito do central sem a bacia, colar de esferas e cônico.

Para remover a segunda bacia, é necessário bater por dentro do quadro. A pedivela sai quando o caminho está livre.

2 Usando lubrificante em bicicletas

Lubrificar corretamente a bicicleta pode ser uma tarefa difícil para alguns ciclistas e até negligenciada por outros, mas pode significar uma grande diferença entre uma pedalada precisa e um festival de ruídos e falhas.

Além da corrente de transmissão, outros delicados componentes da bicicletas precisam de lubrificação periódica sob o risco de se tornar fonte de ruídos indesejados e até mesmo falhar quando mais precisamos.

Cabos e conduítes

Com exceção dos modernos sistemas de transmissão eletrônica, o principal motivo da galha nas trocas de marcha é a falta de manutenção dos cabos e conduítes . Com o tempo e o uso,elementos externo como terra,sujeira e água penetram no interior dos conduítes,oxidando os cabos e comprometendo seu funcionamento.

 

Como lubrificar 

Ajuste o câmbio para que se posicione no maior pinhão do cassete e o câmbio dianteiro na coroa maior.Após,sem pedalar,acione os trocadores de marcha para a combinação inversa (pinhão menor do cassete com a coroa menor).Isto irá afrouxar os cabos de aço que acionam a troca de marchas, permitindo que os mesmos sejam limpos e lubrificados.

Utilizar um pano seco que não solte fiapos para limpar os cabos ,dando uma grande atenção na parte inferior da bicicleta, onde a sujeira costuma ser mais intensa.

Depois,aplique um pouco de óleo para transmissão ou graxa de baixa viscosidade na ponta dos dedos indicador e polegar e esgregue-os ao longo do comprimento dos cabos, de maneira a cobri-lo com uma fina camada.Utilizar o mesmo método para os cabos de freios mecânicos.

Pedais de encaixe

Quem praticou mountain bike nos anos 90 sabe a tortura que era desengatar dos primeiros modelos de pedais de encaixe. Ao primeiro sinal de terra ou sujeira, o pedal ficava irremediavelmente ‘soldado’ no taquinho da sapatilha, tornando o tombo não uma possibilidade, mas uma questão de tempo. De lá pra cá muita coisa mudou: a tecnologia de evacuação da terra e lama, bem como a utilização de sistemas de encaixe mais eficiente tronaram os pedais clipless mais confiáveis do que nunca.

Sua falta de manutenção entretanto, pode causar mal funcionamento tanto na hora do engate quanto em sua retirada. Para evitar isto, poucos segundos de atenção farão a maior diferença:

Como lubrificar

Em pedais clipless com molas externas,aplique uma gota de óleo para trasnmissão em cada uma delas . Refaça a operação a cada ou três pedaladas ou sempre que necessário.

Dê preferência a lubrificantes do tipo seco ou a base de cera acumulam menos sujeira na região das molas.

Polias do câmbio traseiro

Para que consiga funcionar corretamente, o câmbio traseiro utiliza duas polias,também chamadas de roldanas, -, que possuem uma função importantíssima na transmissão: manter a corrente tensionada (polia inferior) e na posição correta em relação aos pinhões do cassete (polia superior).

Devido ao atrito causado pela rotação, com o tempo as polias podem perder sua lubrificação interna, causando um irritante ruído. A falta de manutenção destas peças, em conjunto com o acúmulo de detritos em seu interior pode inclusive causar seu travamento, impedindo que o câmbio funcione corretamente.

Como lubrificar

Aproveite a operação de lubrificação de corrente para aplicar uma gota de óleo entre sua calota de metal e o corpo da polia. Utilize as mãos para girar o pedivela algumas voltas para trás, de forma permitir que o lubrificante penetre e se espalhe em seu interior. Retire o excesso de óleo com um pano seco que não solte fiapos.

Pivôs

Pontos de junção e suporte dos câmbios e de freios acionados a cabo são frequentemente negligenciados durante a manutenção básica da bicicleta e por isto frequentemente comprometem o funcionamento dos componentes onde estão instalados. Uma especial atenção deve ser dada à chamada junta B (parafuso que mantém o câmbio traseiro preso ao quadro), bem como os pivôs de sustentação dos freios de aro (v-brakes e ferradura).

Como fazer

– Aplique uma gota de óleo em cada junta de pivô (câmbio traseiro, câmbio dianteiro, freio traseiro e dianteiro) a cada poucos meses de uso (repita a operação se você pedala na chuva com frequência). Utilize um pincel ou cotonete para auxiliar nos locais de difícil acesso. Limpe o excesso com um pano seco que não solte fiapos.

Corrente

Uma corrente seca não é apenas a fonte de ruídos irritantes, mas de inúmeros problemas, a começar pela falta de precisão na troca de marchas. Além disso, a falta de lubrificação reduz a proteção contra a corrosão, graças ao aumento do atrito entre suas partes móveis, o que reduz substancialmente sua vida útil.

Como lubrificar

Habitue-se a cada final de pedalada a limpar com um pano seco a corrente, para em seguida aplicar uma gota de lubrificante em cada elo da corrente. Após a operação, utilize as mãos para girar o pedivela algumas voltas para trás, de forma permitir que o lubrificante penetre e se espalhe em seus elos internos. Retire o excesso de óleo com o pano: o que interessa é o lubrificante dentro da corrente, o que está do lado de fora só serve para acumular detritos!

Caso a corrente esteja muito suja, utilize um desengraxante para limpar a corrente,as polias de câmbio, o cassete e as coroas do pedivela.Nesta operação,utilize um pincel de cerdas ou uma escova limpa-corrente para auxiliar na limpeza.Enxague com água e seque a transmissão completamente antes de realizar a lubrificação.