Desafios da Administração Hospitalar na Atualidade

Faturamento Hospitalar

1 Desafios da Administração Hospitalar na Atualidade

INTRODUÇÃO

Dizer que a área da saúde é um mercado com potencial de investimento pode causar estranheza inicialmente, mas é preciso esclarecer alguns aspectos, principalmente no que se refere à gestão hospitalar. Apesar de ser uma operação complexa, bons fundamentos de administração e um acompanhamento direto podem trazer resultados positivos para quem decide empreender no segmento. Tratando-se da área da saúde, a melhor forma de conduzir um hospital é tratá-lo como uma empresa, como um modelo de negócio bem definido.

Através da descentralização das atividades, ao implantar aspectos da gestão empresarial aliados à eficiência do setor privado e à valorização do profissional da área, é possível oferecer à sociedade um serviço de qualidade com preço competitivo, tanto para planos de saúde, quanto para os procedimentos particulares.

Cabe ao gestor, no entanto, compreender e direcionar sua atuação no core business da instituição. É preciso pensar a unidade hospitalar como empresa, contar com bons prestadores de serviço, não ter medo de arriscar e externar demandas superficiais. A função estratégica da unidade precisa estar de acordo com sua proposta para o mercado, buscando identificar parceiros em potencial e prospectar profissionais de qualidade para o corpo clínico, lembrando qual é a função primordial da instituição: o bem estar e a segurança dos que utilizam seus serviços.

Para o futuro da área da saúde muito ainda pode se esperar positivamente. Dentre as principais tendências, está a especialização. Hoje, a saúde é tão ampla que a tendência mundial é desenvolver atendimentos mais individualizados, em que pacientes buscam centros especializados para suas necessidades. Em um futuro não muito distante, essa será uma realidade, também, para todos os brasileiros.

É de grande relevância, pois trata de um assunto importante com conteúdos pontuais a serem compartilhados. Sendo assim, para ser atrativo e objetivo, dividimos em tópicos voltados para estimulação na rotina diária de gestores e de estabelecimentos de saúde. Este tema  é de grande relevância, pois trata de um assunto importante com conteúdos pontuais a serem compartilhados. Sendo assim, para ser atrativo e objetivo, dividimos em tópicos voltados para estimulação na rotina diária de gestores e de estabelecimentos de saúde.

2 TÓPICOS

1 – Clareza de missão e valores:

Um hospital deve saber claramente o papel a desempenhar em uma comunidade e os princípios básicos que a seguir.

2 – Pessoas:

Médicos, funcionários, fornecedores e demais pessoas envolvidas com a assistência precisam ser respeitadas e tratadas com dignidade para que possam retransmitir o mesmo tratamento aos usuários;

3 – Estruturas físicas:

Cuidar do plano diretor de obras, de fluxos, de instalações e demais facilidades prediais tem um grande impacto na assistência;

4 – Tecnologias:

Um hospital moderno é uma estrutura que exige equipamentos, instrumentais e utensílios de qualidade, da mesma forma a manutenção destas tecnologias, com uma engenharia clínica zelosa é fundamental;

5 – Suprimentos:

Materiais de uso no paciente e medicamentos devem ser adquiridos da melhor forma visando a melhor aplicação;

6 – Profissionalização da gestão:

Não se admite mais “achismos” e pessoas sem preparo na frente de estruturas complexas como um hospital;

7 – Comunicação:

Lidar com pessoas profissionais de níveis diferentes (do médico ao auxiliar de higienização), com públicos diversos (pacientes, acompanhantes, visitantes, autoridades, etc.); se não houver uma comunicação eficiente entre todos estes atores a assistência fica prejudicada.

Como elementos facilitadores, as dicas são capazes de integrar esforços de vários seguimentos, com características distintas, para usar esta energia em prol da entidade. Cada vez mais o modelo de gestão que se espera de uma organização de saúde é parecido ao de uma empresa, espera-se a máxima eficiência e eficácia.

3 A GESTÃO HOSPITALAR

Para Fajardo Ortiz (1972, p.7), os problemas da gestão da saúde referem-se a “insuficiência de pessoal”; “insuficiência de recursos econômicos e materiais”; “administração antiquadas”; e “locais e equipamentos inadequados” [Tradução do autor]. O autor explica que esses problemas estão tão interrelacionados que as soluções são simultâneas. A origem principal dessa situação, é a escassez de recursos financeiros, gerando falta de atendimento médico, principalmente para a população menos favorecida.

Atualmente, no Brasil, se percebe a situação é identica e mesmo havendo um bom investimento na área da saúde, deve existir um profissional qualificado que saiba utilizar os recursos de forma correta.

o êxito da assistência depende, primordialmente, da forma como é gerido o hospital, o tipo de profissional existente, assim como dos recursos tecnológicos disponíveis. Ele também chama atenção de que todas as áreas são responsáveis, de alguma forma, pela saúde dos pacientes. E explica que no hospital, como em qualquer empresa, quando existem recursos monetários ilimitados a necessidade de um administrador eficiente é mínima. Porém, quando os recursos são escassos é necessário dar uma boa atenção ao atendimento, verificando os custos de investimento em equipamentos e obras, na quantidade e na qualidade de pessoal técnico e administrativo.

Por fim, Fajardo Ortiz aborda algumas particularidades dessa administração: os hospitais e clínicas são instituições com estrutura pública ou particular com finalidade também de ensino e pesquisa; é um lugar de contraste emocional, de nascimento, alívio ou morte; os serviços são pessoais, porque não existe a enfermidade, existe o enfermo; a autoridade médica é maior que a administrativa; o pessoal que trabalha é heterogêneo e de nível universitário; nunca se encerra o serviço, deve-se contar com pessoal para trabalhar 24 horas; é de difícil medição e interpretação, pois não dá para medir quanta saúde se tem obtido, mede-se quantas cirurgias e quantas consultas; e muitas unidades trabalham provocando déficit econômico, mas não podem ser desativadas.

Na organização hospitalar existe uma constante renovação na área técnica/médica. Porém, na área administrativa, o mesmo não ocorre com tanta freqüência, o que provoca uma acomodação do administrador em busca de mudanças das rotinas de trabalho.

Para se exercer a função de gestor hospitalar, é necessário: saber coordenar as atividades para se atingir os objetivos; promover programas de capacitação dos profissionais para acompanhar as inovações, pois sem renovação o hospital irá declinar e morrer; promover a motivação do pessoal para trabalhar com entusiasmo. E cabe ao diretor dar o exemplo de dedicação ao serviço. O diretor deve ser um hábil negociador, de forma que os profissionais pensem no hospital como uma instituição estável que deve durar muitas gerações e que seja um multiplicador e acelerador de benefícios sociais e econômicos.

Analisando as funções do diretor de hospital, chega-se a conclusão que, sua responsabilidade maior é proporcionar o bom desenvolvimento das diversas atividades técnicas e profissionais que são realizadas ao mesmo tempo. Essa diversidade, é que torna a administração hospitalar complexa, que devido aos altos custos operacionais, necessita de um esquema organizacional que dê apoio a toda essa sofisticação.

4 CONCLUSÃO

Ao se pensar na razão de ser do hospital, no tipo de trabalho que é realizado e que a forma de atuação dos profissionais interfere diretamente no atendimento ao cliente/paciente, é preciso reconhecer que essa instituição necessita de profissional especializado para fortalecer a integração dos diversos serviços, transformando os empregados em parceiros e amigos.

Análise interessante é feita por Lima; Barbosa (2001, p. 40) que considera a organização hospitalar como “[...] uma empresa de multiprodutos, com vários processos de produção altamente interdependentes, cujos produtos se articulam para a produção de seu principal produto, qual seja, o diagnóstico e tratamento do paciente”.

A necessidade de transformação nas organizações de saúde está gerando o aparecimento de um novo tipo de gestor: o gerente profissional, voltado para a melhoria da qualidade, focada nos desejos e anseios dos clientes com vistas a aumentar a procura dos mesmos por serviços prestados pelo seu hospital, com benefícios para a eficiência e a qualidade da assistência médica (NEIRA (2000, p.25) .

Atenta a essa situação, tem-se a certeza que os cursos de graduação com habilitação em administração hospitalar é de fundamental importância para a formação e capacitação do profissional. E o seu plano pedagógico deve garantir a construção do domínio intelectual e a prática profissional, visando reduzir a distância entre a teoria e a prática.

Percebe-se que existe hoje um grande desafio para as Faculdades, pois as empresas, de forma geral, vivem um ritmo acelerado de transformações tecnológicas, e os hospitais estão na linha de frente como usuários desses recursos.