Introdução a Apicultura

Básico em Apicultura

1 Introdução a Apicultura:

A apicultura vem se destacando no meio agropecuário nos últimos tempos e, entre todas as atividades desenvolvidas com a finalidade de lucro, é das mais rentáveis. Acrescenta renda, por não requer exclusividade, podendo o apicultor ter outros trabalhos e dedicar às abelhas somente algumas horas semanais. E o apiário poderá ser colocado no terreno rural de um amigo, não precisando o apicultor possuir terra exclusiva.

A abelha é um ser fascinante, que encanta qualquer pessoa e, muitas vezes, imagina-se como pode ser tão perfeita e organizada. Se os humanos seguissem seu exemplo, teriam uma sociedade melhor.

Apicultura, a natureza e as abelhas

Apicultura é a parte da zootecnia que trata das abelhas. É a arte ou ciência de criar abelhas de forma racional, de produzir em menor tempo os melhores produtos e com o menor custo para obter o maior lucro. Não esquecendo que abelhas são seres vivos e que precisam ser cuidadas com carinho, lembrando que elas são defensivas e não agressivas, ou seja, defendem-se e não agridem.

As abelhas são importantes para a natureza por propiciarem a polinização cruzada entre as plantas da mesma espécie. Na verdade, há perfeita harmonia da natureza entre vegetais e as abelhas: as flores oferecem néctar e pólen como recompensa pelo extraordinário trabalho realizado e a polinização cruzada executada é a garantia de perpetuação de muitas espécies, impedindo a degradação genética desses vegetais.

Isso ocorre quando uma abelha, ao visitar as flores, leva pólen, que é o gameta masculino, de uma flor para outra, fecundando a parte feminina das flores. Mas as abelhas também ganham muito com isso, pois encontram no néctar toda a energia e sais minerais que precisam e, no pólen, as vitaminas, proteínas e aminoácidos essenciais à vida.

As abelhas são geradoras de consciência de conservação da natureza pelo apicultor, que ao iniciar na atividade vai ser um ecologista nato, uma vez que as abelhas utilizam principalmente a vegetação natural como fonte de alimento e a sua preservação é primordial para o sucesso da atividade.

Também são os insetos mais importantes para o homem pelo que podem oferecer: o mel, um extraordinário alimento energético que tem efeitos terapêuticos e é o adoçante natural; a própolis, resina retirada das plantas e elaborada pelas abelhas para tapar frestas e soldar partes da colméia, servindo também como antibacteriano e antibiótico natural na colméia e para os humanos.

É ainda citada em pesquisas científicas como preventivo do câncer e para o combate a algumas bactérias e fungos; a geléia real, fonte de energia, vitaminas e aminoácidos essenciais à vida; e a cera, usada em cremes de beleza, pomadas, desodorantes e na indústria moveleira, entre outras aplicações.

Quem pode ser apicultor?

Qualquer pessoa pode ser apicultor: crianças, idosos, homens e mulheres. O principal requisito é gostar das abelhas, ter amor e admiração por elas. Mas só isso não basta. Não pode ser alérgico às picadas das abelhas, que muitas vezes são inevitáveis. Se já foi picado alguma vez e não houve reação alérgica séria, não há problema. O inchaço em algumas regiões do corpo é normal, mas se tem mais de dois anos ou ainda não foi picado e não sabe se é alérgico, é necessário fazer um teste. Mas lembre-se: somente um médico pode executar o teste, pois apenas uma picada em uma pessoa alérgica pode levar à morte em poucos minutos. Por isso, não arrisque, a segurança em qualquer atividade é essencial.

Condições para ser Apicultor:

  • Gostar muito de abelhas;
  • Gostar de aprender;
  • Buscar conhecimento constantemente;
  • Partilhar experiências.

2 Breve histórico da Apicultura

Pelas pesquisas arqueológicas, sabe-se que as abelhas existem há pelo menos 100 milhões de anos. Antes mesmo do surgimento do homem na Terra, as abelhas já existiam. Elas exerceram importante papel entre os egípcios, gregos e romanos. No Egito, existe até hoje a dança típica chamada "Passo da Abelha". Na Grécia, eram valorizadas no comércio e na literatura. As antigas moedas gregas estampavam, numa das faces, uma abelha como símbolo de riqueza.

Os romanos as veneravam como símbolo de admiração e de defesa de seu território. Quanto à apicultura, de acordo com documentos de vários historiadores, remonta ao ano 2.400 a.C., no antigo Egito. Entretanto, arqueólogos italianos localizaram colmeias de barro na ilha de Creta datadas, aproximadamente, de 3.400 a.C. De qualquer forma, até onde se registra, o mel já era utilizado desde 5.000 a.C. pelos sumérios.

Por muito tempo, na França, constituía grande honra receber uma medalha de ouro estampando uma colmeia povoada de abelhas. Luís XII, muitas vezes, usava seu pomposo manto real todo bordado de abelhas douradas como sinal de mansidão e bondade.

Como as abelhas foram importantes desde os primórdios da humanidade, como símbolo de defesa, riqueza e tema de escritos do sábio Aristóteles, também hoje as abelhas continuam sendo produtoras de alimentos naturais riquíssimos, essenciais para a humanidade que a cada dia sofre de fome crescente.

Além de produtora de alimentos e de ser o principal agente polinizador das flores, aumentando a produção de frutos e sementes, a abelha é uma educadora. Todas as pessoas, de ambos os sexos, de crianças a idosos, devem aprender a lidar com abelhas. Nesse manejo, as pessoas aprendem a se organizar e a trabalhar em cooperativismo, como as abelhas fazem.

As maiores descobertas para o desenvolvimento da apicultura surgiram a partir de Aristóteles, mas só a partir do século XVII é que houve considerável avanço no desenvolvimento e aperfeiçoamento das técnicas de manejo. Foi com o surgimento do microscópio que Swammerdam (1637 - 1680) desvendou o sexo da rainha pela dissecação (até então se supunha ser um rei).

Janscha descobriu, em 1771, que a fecundação da rainha ocorre ao ar livre. Schirach, também em 1771, provou que a rainha se originava do mesmo ovo que pode originar uma abelha operária. Francisco Huber demonstrou que as rainhas acasalam-se mais de uma vez. Johanes Dzierzon confirmou, em 1845, a partenogênese em abelhas cruzando rainhas italianas com zangões cárnicos. Johanes Mehring produziu a primeira cera alveolada, em 1857. Franz Von Hruschska inventou a máquina centrífuga para tirar mel sem danificar os favos, em 1865.

Lorenzo Lorain Langstroth descobriu o "espaço abelha", que nada mais é do que o vão entre um favo e outro. Esse espaço deve variar entre 6 e 9mm. A partir daí, criou o quadro móvel, que fica suspenso dentro da colméia pelas duas extremidades. Todas essas descobertas levaram à criação da colméia Langstroth, em 1851, considerada padrão e até hoje a mais usada em todo o mundo. A partir dela, deu-se o maior avanço na apicultura devido à facilidade de manejo que proporciona

História parcial da ciência apícola no Brasil

Warwick Estevam Kerr, no prefácio do livro "Manual de Apicultura" (CAMARGO,1972) ,diz:

informei que a cultura das abelhas no Brasil tem cinco fases distintas:

A primeira, anterior a 1840, em que só se cultivavam Meliponíneos; no sul as mandaçaias, mandaguaris, tuiuvas, jatais, manduris e guarupus; no nordeste a uruçú, a jandaíra e a canudo; no norte a uruçú, a jandaíra, a uruçú-boca-de-renda e algumas outras.

A segunda fase começa em 1840, com a introdução no Brasil de Apis mellifera mellifera, que tornou na nossa abelha "europa", ou "abelha-do-reino" e que, devido à transferência de tecnologia, impasse como a abelha produtora de mel. De 1845 a 1880, com a migração dos alemães, várias colônias de Apis mellifera mellifera foram trazidas da Alemanha e teve início a apicultura nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo (Limeira, Piracicaba, São Carlos).

Uma terceira fase tem início mais ou menos em 1940, com os primeiros movimentos associativos: a comercialização começa a se fazer sentir, porém, só recentemente é que ela está sendo bem organizada.

A quarta fase vai de 1950 até 1970. Nestes 20 anos, um grupo de pesquisadores de São Paulo, Curitiba, Piracicaba, Rio Claro, Ribeirão Preto, Araraquara, Florianópolis, Taquari e Pindamonhangaba, põe o Brasil no mapa mundial das investigações científicas apícolas, constituindo-se atualmente num dos maiores grupos de cientistas especializados neste campo no mundo todo. Nesta fase é introduzida a abelha africana para fins de cruzamentos, segregações de linhagens que aliem suas boas propriedades às boas propriedades das melhores linhagens italianas. Um acidente em sua manipulação provocou a enxameação de 26 colmeias, que iniciaram a africanização da apicultura brasileira. Seu efeito foi drástico entre 1963 a 1967. Todavia, o grupo de pesquisas, com a colaboração dos apicultores, conseguiu entre 1965 e 1970 resolver o problema, pelo menos do ponto de vista do retorno à produção. Até 1970 foram realizadas as Semanas de Apicultura e Genética de Abelhas de números 1, 2 e 3.

O problema da abelha africana e a aliança entre apicultores e cientistas indicam que se inaugurou uma quinta fase na Apicultura Brasileira, de 1970 para cá: é a fase em que juntos, cientistas, apicultores e governo, de mãos dadas, passam a resolver vários problemas da apicultura. Aqui, além dos grupos mencionados, incorporam-se, também, Viçosa, Curitiba, Recife, Manaus, Londrina, Barretos e Jabuticabal. Hoje, vivendo plenamente essa quinta fase, apicultores e cientistas têm em mãos alguns problemas muito grandes: a extrema agressividade que ainda caracteriza a abelha do Norte e Nordeste brasileiros e a nova invasão da cana-de-açúcar e a consequente produção de mel escuro.

O melhor histórico da Apicultura Brasileira é o feito por Nogueira Neto (1972). Examinando documentos científicos, conclui ele que quem introduziu a Apis mellifera no Brasil foi o Padre Antônio Carneiro Aureliano, com a colaboração secundária de Paulo Barbosa e Sebastião Clodovil de Siqueira e Mello, em março de 1839, proveniente do Porto, Portugal. Em 1845, afirma Paulo Nogueira Neto, os colonizadores alemães trouxeram raças de Apis mellifera mellifera da Alemanha, introduzindo-as no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. De 1870 a 1880, Hanemann & Shenck, Hanemann & Brunet trouxeram as primeiras abelhas italianas para o Sul do Brasil. Ainda segundo Nogueira Neto, Brunet recebeu duas colônias de abelhas francesas e duas colônias de abelhas italianas e as introduziu em São Bento das Lages - BA.

3 Biologia das abelhas

As abelhas pertencem ao reino animal, à classe dos insetos e à ordem hymenóptera, espécie mellifera. Aqui vamos tratar das abelhas do gênero apis, em especial as encontradas no Brasil, híbridas e resultado do cruzamento de raças europeias com raças africanas, vulgarmente chamadas de “africanizadas”. Existem muitas raças de abelhas do gênero apis, mas não é o objetivo deste material descrever uma a uma, pois isso pode ser obtido em livros de apicultura.

As abelhas africanizadas se organizam em colônias ou sociedades, formando os enxames, onde se encontram castas que, em média, têm de 10.000 a 80.000 abelhas operárias; de 100 a 400 zangões e 1 rainha.

As castas são distintas; a rainha é mãe de todas e põe ovos (fecundados) que dão origem às operárias e óvulos (não fecundados) que dão origem ao zangão. A rainha nasce de um ovo fecundado que é superalimentado e tem preparado um berço especial (realeira).

Os ovos da rainha precisam de temperatura entre 30 e 36ºC para se desenvolverem e eclodirem, o que necessita de uma população de abelhas para aquecer o ninho e manter a temperatura.

A seguir, são apresentadas as diferenças entre as castas:

A operária

É a abelha que nasce do ovo que é fecundado e após a eclosão é alimentado nos três primeiros dias com geleia real (diferenciada) e, posteriormente, com a mistura de mel com pólen, até o início do período de pupa. No período de pupa, ela não se alimenta e sofre metamorfose, mudando de cutícula várias vezes até se tornar um inseto adulto. Quando deixa o alvéolo, no primeiro dia de nascida ela se alimenta e, já no segundo dia, começa as tarefas de limpeza e aquecimento do ninho

Do 4º ao 12º dia, as operárias alimentam as larvas, preparando os alimentos e geleia real, e recebem o nome de “nutrizes”. Fazem a mistura engolindo mel retirado dos favos, principalmente os não operculados, água e pólen e, no trato digestivo, ocorrem importantes transformações químicas naturais. O alimento então é regurgitado no fundo do alvéolo, onde estão as larvas carentes de alimento, e alguns alimentos são misturas das secreções das glândulas hipofaríngea e mandibular das operárias.

Do 14º ao 21º dia de vida, são chamadas de “engenheiras” por se dedicarem à produção de cera, reforma e construção dos favos. As glândulas de cera estão localizadas na parte inferior do abdômen.

Aos 21 dias, também defendem a família, vigiando o alvado da colméia.

A partir do 21º dia, são chamadas de “campeiras” e trabalham buscando alimentos (néctar, pólen) até o final de suas vidas, que dura, em média, de 38 a 42 dias. Dependendo do período do ano (inverno ou verão), buscam também resinas para fazer própolis e água para resfriar e diluir os alimentos.

Aos 21 dias, também defendem a família, vigiando o alvado da colméia.

A partir do 21º dia, são chamadas de “campeiras” e trabalham buscando alimentos (néctar, pólen) até o final de suas vidas, que dura, em média, de 38 a 42 dias. Dependendo do período do ano (inverno ou verão), buscam também resinas para fazer própolis e água para resfriar e diluir os alimentos.

Esses períodos de atividades em relação à idade das abelhas são flexíveis e podem variar de acordo com a demanda por determinada atividade

As operárias são do sexo feminino, mas possuem o aparelho reprodutor atrofiado. Na ausência da rainha por longo período, alimentam-se de geléia real e chegam a pôr ovos. Porém, por não serem fecundados, só nascem zangões.

As operárias morrem logo após ferroarem porque deixam presos na vítima o ferrão, o saco de veneno e parte do intestino. Liberam ainda um cheiro característico, marcando o local que foi ferroado, para que outras operárias ataquem o mesmo local.

A rainha

É a mãe de todas as abelhas da colmeia e dos zangões. É a única que tem os órgãos femininos reprodutores perfeitamente desenvolvidos e nasce em berço especial (realeira), sendo alimentada por geleia real durante toda a vida, desde o período larval. Cada enxame possui apenas uma rainha. Em casos excepcionais, pode tolerar sua filha por alguns dias, caso necessário, até que uma saia com o enxame, resultando na enxameação natural. Normalmente, quem sai é a rainha mãe, deixando a filha em seu lugar.

Sua principal função na colmeia é pôr ovos e manter o enxame unido pelo cheiro característico (feromônio). Ela não possui órgãos de trabalho e dos ovos gerará as operárias e zangões, chegando a por 3.000 ovos em um só dia, mais de duas vezes o seu próprio peso. A postura depende do alimento que entra na colmeia (néctar e pólen), podendo diminuir ou aumentar conforme a quantidade.

No inverno, pode parar totalmente a postura por alguns dias se a falta de alimentos for total.

Leva 15 dias para nascer; a partir do 4º dia de nascida, faz seu primeiro voo de reconhecimento e localização da colmeia e o voo nupcial ocorre normalmente no 9º dia. Ela pode fazer quantos voos forem necessários para encher a espermateca (reservatório de sêmen), chegando a acasalar com 36 zangões.

No segundo dia, após o voo nupcial, começa a pôr ovos e, depois de iniciada a postura, não acasala mais até a sua morte, vivendo em média de 2 a 5 anos. Nos alvéolos menores, põe ovos fecundados dos quais nascem operárias. Nos maiores, põe ovos não fecundados que geram zangões.

Os ovos postos são brancos e ficam em pé no fundo do alvéolo. Vão deitando com o passar dos dias e eclodem no 3º dia. A rainha usa as patas dianteiras para medir o alvéolo e determinar a fecundação ou não. No caso de esgotamento da espermateca, começa a pôr ovos não fecundados involuntariamente e só gera zangões. Nesse caso, as operárias podem detectar e eliminar a rainha.

Para manter as operárias informadas de sua presença, produz feromônios (cheiros característicos), que marcam a sua presença na colmeia. Quando vai envelhecendo, perde a capacidade produtiva e diminui a produção de feromônios, sendo substituída naturalmente ou pelo apicultor, o que deve ser feito.

O zangão

É o macho das abelhas e possui aspecto que o caracteriza como tal. É abrutalhado e possui mais pelos. Não possui órgão de trabalho e sua única função é se acasalar com as rainhas.

Os zangões são amantes dos favos de mel e da boa vida. Possuem um superolfato, localizando uma rainha virgem (princesa) num raio de até 10km. Os zangões, que têm o prestígio de acasalar, morrem no ato por deixarem preso na rainha o seu órgão externo no momento da ejaculação.

Atingem a maturidade sexual aos 12 dias de nascidos e vivem, em média, 80 dias, mas são expulsos da colméia no período de entressafra. Resultam da reprodução por partenogênese e nascem em 24 dias. Sempre têm avô, mas nunca pai, pois nascem de um ovo não fecundado.

4 Noções de morfologia e anatomia das abelhas

A parte externa visível, que recobre os órgãos internos e os músculos é o exoesqueleto ou esqueleto externo. Internamente, é chamado de endoesqueleto e serve de sustentação aos músculos e órgãos. O corpo é dividido em cabeça, tórax e abdômen.

Cabeça

Onde estão localizados os olhos, ocelos, o aparelho bucal e as antenas. Internamente, são encontrados glândulas e gânglios nervosos. O formato da cabeça se diferencia nas três castas (operária, zangão e rainha).

Possui a maior parte dos órgãos sensoriais e, nas antenas, estão o olfato, o tato e a audição. Os olhos compostos são dois, um de cada lado; são fixos e percebem cores como amarelo, verde azulado, azul e o ultravioleta, que não é enxergado pelo homem. O comprimento de onda vai de 300 a 650 angstrons. Enxergam a longas distâncias; não enxergam o vermelho e enxergam outras cores que são misturas com o ultravioleta.

Os olhos simples ou ocelos são três e estão na parte frontal. Enxergam de perto e servem para ver dentro da colmeia e no interior das flores. Os olhos são multifacetados e enxergam o céu em 8 faixas visuais. Se precisar desviar, basta colocar o sol em uma das faixas. Para continuar, é só colocar novamente na mesma faixa e, no retorno, basta dar uma volta de 180º e colocar o sol na mesma faixa.

Na cabeça estão as glândulas hipofaringeanas, salivares, mandibulares, parte da faringe e os sacos aéreos (parte do sistema respiratório).

Tórax

É a parte que liga a cabeça ao abdômen e onde estão os apêndices locomotores, as patas e as asas.Internamente, estão o esôfago, espiráculos e traquéias torácicas (entradas de ar para a respiração). Externamente, as asas e as pernas. As pernas se subdividem em coxa, trocanter, fêmur, tíbia, tarso e pretarso.

Abdômen

É a parte posterior do corpo das abelhas, formado por anéis (segmentos) que são interligados por uma fina membrana, que possibilita a movimentação por ser flexível. Nele se localizam as glândulas cerígenas, papo ou vesícula melífera, ventrículo (estômago), intestino delgado, ampola retal, glândula de cheiro (produz cheiro para identificar as famílias), tubos de malpighi (órgãos excretores que fazem trabalho de rim), traquéias e espiráculos, proventrículo e o ferrão.

No abdômen da rainha encontram-se ainda os ovários, ovidutos, espermateca e vagina, que fazem parte do sistema reprodutor. Nas operárias, essas estruturas estão atrofiadas ou ausentes. No abdômen do zangão, há um par de testículos, um par de glândulas de muco e o pênis, que são prolatados na hora da fecundação, sendo o pênis exposto.

A respiração se dá através dos espiráculos, das traqueias e dos sacos aéreos, sendo uma respiração por difusão. A circulação é feita pelo coração, que fica na parte superior do abdômen. O sangue é incolor e frio, chamado de hemolinfa, e circula por todo o corpo através dos vasos sanguíneos.