Situações de emergência em trabalho nas alturas

NR 35 - Trabalho em Altura

1 Situações de emergência em trabalho em alturas:

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Introdução:

 

Por conta da NR 35 e os seus fundamentos, os avanços em relação à segurança dos trabalhadores na relação de proteção contra as quedas e os acidentes em altura foram significativos.  As atividades tem que ser planejadas, para estar evitando estar expondo ao risco com medidas que acabem com qualquer ameaça de queda ou até diminuam os problemas. Isso só ocorre por conta de procedimentos, permissões de trabalho e métodos de análise de risco, para que assim o trabalho possa ser feito com extrema segurança.

Essa norma também entende que a análise de risco tem que considerar as situações de emergência e planejamentos de procedimentos de primeiros socorros e resgaste, diminuindo o tempo de suspensão inerte da vítima. Se recomenda que o resgate aconteça em tempo menor que seis minutos. A seguir iremos entender a respeito de primeiros socorros e regaste da vítima sobre alturas.

 

Procedimentos:

 

Estudar o local e garantir a sua segurança:

Entender quais são as condições da vítima e do local é o primeiro passo. É necessário procurar a situação de maneira centrada e crítica, pois irá ajudar a solucionar de imediato. Se lembre de transmitir calma para a vítima e estar garantindo a segurança do socorrista. Alertar o local sobre o acidente e pedir ajuda aos serviços de emergência é essencial.

 

Proteção do acidentado:


Faça a proteção do acidentado, pois, em alguns casos, acontecem aglomerações ao redor, atrapalhando os procedimentos de primeiros-socorros.

A manipulação certa do acidentado (contenção de hemorragia, prevenção de choque, imobilização, etc) é primordial para a qualidade do resgate. Sendo assim, temos que afastar a vítima do perigo sem estar expondo a mesma a novos danos.

Faça a estabilização da vítima, para que seja possível estar executando procedimentos de primeiros-socorros.

 

Pré-socorro e avaliação da vítima:


Para estar certos procedimentos, é preciso o equipamento de proteção e material de segurança.

O primeiro passo do socorrista é fazer a identificação se a vítima está consciente e se a sua respiração não está comprometida. O mesmo deve chamar o acidentado duas ou três vezes, verificando se  o peito da vítima se eleva e os movimentos de respiração.

Consciência e o reflexo tem que ser testados com toques ou estímulos dolorosos (beliscão) e é necessário permanecer observando o peito, verificando os movimentos de respiração. Tais procedimentos precisam ser realizados por dez segundos.

Se não existir resposta do acidentado, isso quer dizer que ele está em Parada Cardiopulmonar e o socorrista tem que começar a Reanimação Cardiopulmonar (RCP).

 

O que não podemos fazer:

 

  • Não realizar compressões com a vítima sob colchões ou almofadas. As compressões tem que ser feitas apenas em lugares rígidos;
  • Não fazer compressões sem o corpo da vítima estar alinhado;
  • Não podemos demorar mais que dez segundos para estar retornando as compressões no tórax da vítima depois de qualquer procedimento;
  • Não realizar compressões lentas ou rápidas demais.

 

Treinamentos da NR 35 :

 

A NR 35 também irá apresentar, em seu item de treinamento, a capacitação dos trabalhadores com condutas nas situações de emergências, englobando as noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros. O item de emergência e salvamento prevê, que para estar executando as práticas de salvamento, é preciso capacitação para estar executando o resgate e prestar os primeiros socorros.

 

Quedas de alturas:

 

As quedas de alturas são as que a pessoa cai do plano em que se encontra para outra abaixo dele. Elas geram lesões graves e algumas vezes fatais. A cada ano aumentam e muito a morbidade e a mortalidade das pessoas que estão envolvidas.

As quedas de altura geralmente são verticais que ocasionam uma brusca desaceleração vertical do corpo, tendo um forte impacto sobre uma superfície, que pode acarretar várias características diferentes.

 

Causas da queda de altura:

 

Geralmente ocorrem acidentes, suicídios e raramente homicídios. As quedas de acidentes acontecem com frequência na construção civil, onde elas representam quase 40% dos acidentes de trabalho de trabalhadores que podem estar atuando em alturas.

 

Características clínicas:

 

Caso uma pessoa cair de um altura acima de um metro e oitenta, é muito provável que ela sofra ferimento graves. caso a altura da queda for menor, ela pode deixar a vítima, com alguma sequela, de maneira a torná-la incapaz de fazer a sua rotina de atividades.

A fatalidade ou gravidade  das lesões vai depender não somente da altura da queda, mas também da posição de aterrissagem do corpo, da natureza da superfície do impacto, dos objetos encontrados no caminho da queda, do tipo de pessoa (criança, jovem ou idoso; magro ou obeso, etc.) e das roupas e das medidas de segurança que podem estar sendo feitas, em casos de trabalhadores que fazem serviços em altitudes elevadas.

Lesões por desaceleração (quedas) envolvem as características estruturas de sustentação maior de peso com forças transmitidas através do pé, perna, pelve e coluna vertebral. As consequências mais graves são as lesões esqueléticas. As lesões da extremidade inferior são susceptíveis de serem unilaterais e comunicativas ( fraturas compostas por múltiplos fragmentos ósseos), porque a força de desaceleração é aplicada a uma pequena área, quando a pessoa cai de pé.

 

Modos de impactos:

 

A maneira como a pessoa cai influência nas lesões individuais. Cair de cabeça é muito mais fatal e grave do que cair em qualquer outra posição. A gravidade da lesão irá aumentar quanto mais brusca é a desaceleração.

As lesões que são produzidas podem ter padrões diferentes. Lesões mais severas acontecem quando as forças de desaceleração são aplicadas ao corpo de maneira vertical (a pessoa cai em pé ou de cabeça). Entre as várias lesões possíveis, na cabeça geralmente acontece fratura craniana deprimida, contusão cerebral e hemorragia intracraniana, no tórax podemos encontrar uma contusão pulmonar, ruptura dos brônquios ou da aorta e fratura de esterno que pode ser resultado da hiperflexão do queixo, na coluna espinhal, os corpos vertebrais podem ser fraturados e no abdômem geralmente acontecem lesões nos intestinos, ainda mais nas junções de porções móveis.

 

2 Primeiros socorros em quedas de altura:

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Introdução:

 

Primeiramente, antes de estar atendendo uma pessoa que sofreu uma queda grave, é importante não estar mexendo na vítima, pois pode acontecer um fratura na coluna e hemorragias internas, e se for realizado uma movimentação inadequada pode estar piorando o estado de saúde da vítima.

Após atender uma pessoa que caindo é preciso verificar se a pessoa está consciente, perguntando o nome, o que aconteceu e depois, dependendo da sua intensidade, da altura e do lugar é necessário estar chamando ajuda e ligar para uma ambulância.

Dessa maneira, veja o que devemos fazer em casos de queda:

 

Queda leve:

 

Essas quedas se caracterizam quando uma pessoa cai da própria altura ou de um lugar com menos de 2 metros e pode acontecer, andando de bicicleta, escorregando no piso liso ou se cair de uma cadeira, sendo que os primeiros socorros deste tipo de queda precisam dos seguintes cuidados:

  • Estar verificando a presença de machucados na pele, vendo se existe algum sinal de sangramento;
  • Se existe alguma ferida ., se recomenda lavar a região afetada com água, sabão ou um soro fisiológico e não pode passar nenhum tipo de pomada sem a indicação médica;
  • Pode se passar uma solução antisséptica, a base de timerosal, caso exista uma ferida tipo escoriação, que acontece quando a pele fica esfolada;
  • Fazer a cobertura do lugar com um curativo limpo ou esterilizado, para estar evitando que infeccione.

Caso a pessoa seja idosa é muito importante consultar um clínico geral, pois mesmo que não exista nenhum sintoma ou sinal visível na hora que acontece a queda, pode ter acontece algum tipo de fratura.

E mesmo que tenha acontecido uma queda leve, se a pessoa tiver batido a cabeça e esteja sonolenta ou com ânsia de vômito, é necessário estar procurando um atendimento médico de urgência, pois pode ter acontecido alguma lesão no crânio. 

 

Queda grave:

 

  • A queda grave acontece quando uma pessoa cai de uma altura de mais de 2 metros, como em escadas altas, sacadas, ou terraços e os primeiros socorros que se deve ter, neste caso, são:
  • Chamar imediatamente uma ambulância;
  • Checar se a vítima está acordada, chamando a pessoa e verificar se ela responde quando é chamada;
  • Não levar a vítima para o hospital, pois é necessário estar aguardando o atendimento da ambulância, pois os profissionais de saúde são treinados para mobilizar pessoas depois de sofrerem uma queda;
  • Se ela estiver inconsciente, checar a respiração durante 10 segundos, pela observação do movimento do tórax, escutando se o ar sai pelo nariz e sentindo o ar expirado;

 

Caso a pessoa não estiver respirando:

 

  • É necessário iniciar as massagens cardíacas, com uma mão sobre a outra sem dobrar os cotovelos;
  • Caso tenha uma máscara de bolso, fazer 2 respirações a cada 30 massagens cardíacas;
  • É necessário continuar essas manobras sem fazer movimentações com a vítima, e só parar quando a ambulância chegar ou quando a pessoa voltar a respirar;

Observação: Se a pessoa tiver um sangramento, podemos estar controlando a hemorragia e fazer pressão no local com a ajuda de um pano limpo, porém, isto não é indicado nos casos de sangramento no ouvido. É  de grande importância estar verificando se a pessoa apresenta os olhos, mãos e boca arroxeadas ou se ela vomita, pois isto pode significar hemorragias internas e traumatismo craniano.

 

Parada cardiorrespiratória:

 

A parada cardiorrespiratória é a hora em que o coração deixa de funcionar e a pessoa deixa de respirar, sendo preciso fazer uma massagem cardíaca para fazer que o coração volte a bater. O que precisamos fazer caso isso aconteça é chamar uma ambulância imediatamente, ligando para o número 192, e começar o suporte básico de vida:

  • Chamar pela vítima, tentando saber se ela está consciente ou não;
  • Verificar se a pessoa realmente não está respirando, colocando o rosto perto de seu nariz e boca e olhar se o peito mexe com as respirações:

Caso a pessoa esteja respirando, coloque a pessoa na posição lateral de segurança, esperar pela ajuda médica e avaliar com frequência se a pessoa continua respirando;

Se ela não estiver respirando: é necessário iniciar a massagem cardíaca.

Para fazer a massagem cardíaca, é preciso seguir os passos:

  • Deve-se colocar a pessoa de barriga para numa superfície dura, como piso ou mesa;
  • Posicione as duas mãos no ponto médio entre os mamilos da vítima, uma em cima da outra, com os dedos entrelaçados;
  • Realize compressões sobre o peito da vítima, com os braços esticados e fazendo pressão para baixo, até que as costelas abaixem cerca de 5 cm. Mantenha as compressões a um ritmo de 2 compressões por segundo, até  que chegue uma ajuda médica.

A massagem cardíaca pode ser realizada fazendo 2 respirações boca a boca a cada 30 contrações, mas se for uma pessoa desconhecida ou não se sinta a vontade, as compressões podem ser mantidas de maneira contínua até chegar a ambulância.

A parada cardíaca pode ocorrer por várias causas, porém, na maior parte das vezes, ela acontece por conta de problemas cardíacos. Ainda assim, pode acontecer quando a pessoa está aparentemente saudável.

Veja agora as principais causas da parada cardiorrespiratória.

 

Sintomas de parada cardiorrespiratória:

 

Os sintomas antes da parada cardiorrespiratória são:

  • Uma forte dor no peito;
  • Falta de ar intensa;
  • Suor frio;
  • Sensação de palpitação;
  • Visão embaçada ou turva;
  • Sensação de desmaio ou tonturas.

Após esses sintomas, a pessoa pode estar desmaiando e os sinais que mostram que pode estar em parada cardiorrespiratória incluem falta de pulso e movimento respiratórios.

 

Principais causas:

 

Ela pode ser causada por várias situações, por exemplo, sangramentos, hemorragias, acidentes, infecções generalizadas, problemas neurológicos, infarto agudo do miocárdio, infecção respiratória, falta de oxigênio e excesso ou falta de açúcar no sangue. A parada cardiorrespiratória, independentemente da causa é uma situação muito grave que precisa de atendimento médico urgente.

 

3 Convulsão e desmaio:

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Introdução:

 

A convulsão é um distúrbio que acontece uma contração involuntária dos músculos do corpo ou de uma parte dele, por conta de excesso de atividade elétrica em algumas partes do cérebro. 

Na maioria dos casos, a convulsão tem tratamento e pode nunca mais voltar a acontecer, mais ainda se não tiver relacionada com um problema neuronal. Mas , se acontecer por conta de algum problema de saúde mais grave, como uma epilepsia ou até a falha de algum órgão, pode ser preciso realizar o tratamento certo para a doença , além de estar utilizando remédios anticonvulsionantes, que são receitados pelo médico, para estar controlando o seu aparecimento.

Em frente ao tratamento, é ainda mais importante entender o que fazer durante uma convulsão, pois o maior risco durante esses episódios é o de queda, que pode gerar um traumatismo ou engasgamento, colocando a sua vida em risco.

 

Principais causas:

 

Elas podem ser desencadeadas por várias situações, sendo as principais:

  • Traumatismo craniano;
  • Abstinência depois do consumo de longa duração de álcool e drogas;
  • Reação adversa de alguns medicamentos;
  • Febre alta, principalmente em crianças idade inferior a 5 anos;
  • Problemas do metabolismo como na diabetes, insuficiência renal ou hipoglicemia, por exemplo;
  • Falta de oxigênio no cérebro.

 

A convulsão febril pode acontecer nas primeiras 24 horas de uma febre em crianças e pode ser decorrente de alguma doença como otite, pneumonia, gripe, resfriado ou sinusite, por exemplo. No geral, a convulsão febril não cria riscos de vida e nem deixa sequelas neurológicas à criança.

Stress em grandes quantidades pode criar uma crise nervosa intensa que se parece com uma convulsão. Por isso, ela é erradamente chamada de convulsão nervoso, porém seu nome certo é crise conversiva.

 

Os tipos de convulsão:

 

As convulsões podem ser classificadas em duas formas de acordo com as partes do cérebro envolvidas em:

  • Convulsões generalizadas: Onde os dois lados do cérebros são acometidos e geralmente se acompanha a perda de consciência;
  • Convulsões focais: Onde somente um hemisfério do cérebro é atingido e a pessoa pode ou não perder a sua consciência e ter alterações motoras.

Além dessa classificação, as convulsões podem ser classificadas de acordo com os sintomas e duração do episódio convulsivo em :

  • Focal simples: Um tipo de convulsão focal onde a pessoa não perde a sua consciência e experimenta alterações em sensações, como cheiros e sabores, e de sentimentos;
  • Focal complexa: Onde a pessoa se sente confusa ou tonta e não é capaz e responder a certas questões.
  • Atônica: Onde a pessoa perde o tônus muscular, desmaia e perde completamente a sua consciência. Esse tipo de convulsão pode acontecer várias vezes ao dia e dura segundos;
  • Tônico-clônica generalizada: É o tipo de convulsão mais comum e se caracteriza por rigidez muscular e pelas contrações musculares involuntárias, além de salivação excessiva e emissão de sons. Esse tipo de convulsão dura mais ou menos 1 a 3  minutos e após o episódio convulsivo a pessoa se sente muito cansada e não lembra do que aconteceu..
  • Ausência:  Se faz mais frequente em crianças e tem como característica a perda de contato com o mundo externo, onde a pessoa fica com o olhar vago e fixo por alguns segundos, voltando á atividade normalmente como se nada tivesse acontecido.

É de grande importância estar atento aos episódios convulsivos , principalmente à convulsão de ausência, pois como é muito discreta, ela pode passar despercebida e atrasar o diagnóstico do tratamento.

 

Sintomas e sinais de convulsão:

 

Para entender se é realmente uma convulsão, existem alguns sintomas e sinais que podem ser observados:

  • Queda rápida com perda de consciência;
  • Tremores descontrolados dos músculos com dentes cerrados;
  • Espasmos musculares involuntários;
  • Espumar ou babar pela boca;
  • Perda de controle da bexiga e do intestino;
  • Confusão repentina.

 

Fora isso, antes de acontecer um episódio de convulsão, a pessoa pode estar se queixando de sintomas como zumbido nos ouvidos, náuseas, tonturas e sensação de ansiedade sem uma causa aparente. Uma crise convulsiva pode acontecer desde 30 segundo até alguns minutos, mas, a duração não se relaciona com a causa.

O que fazer:

 

Na hora da convulsão, é mais importante estar criando um ambiente seguro, onde uma pessoa não se machuque nem cause algum traumatismo. Para isso, deve-se:

  • Retirar os objetos como cadeiras perto da pessoa;
  • Deixar a vítima de lado e desapertar suas roupas, em especial perto do pescoço;
  • Ficar com a vítima até ela recuperar a consciência.

Em hipótese alguma devemos colocar os dedos dentro da boca da vítima, nem tentar tirar próteses ou um objeto do interior da boca, pois existe um risco muito grande da pessoa morder os dedos. Se for possível, devemos ainda anotar o tempo de duração da convulsão, para estar informando o médico se for necessário.

 

Tratamento:

 

O tratamento tem que ser sempre com a indicação de um clínico geral ou neurologista. Para isso, é preciso ser feita uma avaliação para estar entendendo se existe alguma causa que está gerando o surgimento de convulsões. Se existir uma causa, normalmente o médico vai recomendar o tratamento certo para esse problema, assim como o uso de anticonvulsionante, como  a fenitoína, para estar evitando o risco de ter uma nova convulsão.

Geralmente, como a convulsão é um momento único que não acontece novamente, é muito comum que o médico não indique um tratamento específico, nem realize exames depois do primeiro episódio. Isso acontece quando existem segundos episódios.