Professor como contador de história
Educação Infantil - Contadores de Histórias
1 Capacitação dos professores
Nas escolas há uma grande necessidade de capacitação dos professores para que possa fortalecer suas ações como mediadores de leituras na Educação Infantil.
Principalmente nos dias atuais com o avanço tecnológico as crianças acabem se apegando a esses mecanismos e deixando de lado os livros, não tendo interesse e prazer na leitura, devemos citar também que a maioria dos pais por não ter o hábito e não saber da importância da leitura, não estimula os seus filhos em casa a ler, ficando essa tarefa para os professores que a maior parte como já citada não tem capacitação para trabalhar com essa atividade em sala.
Muitas das vezes o professor apresenta dificuldades com a leitura, desconhece textos e livros fundamentais, tem preferência por algum gênero e não trabalha com os demais, isto é, ele necessita de estímulo, de experiências com a leitura que lhe possam propiciar uma visão mais ampla do processo de mediação.
O capacitação dos professores referente a mediação de leitura como as suas práticas em sala de aula deve acompanhar as mudanças e os avanços na sociedade. O processo de formação do leitor é constante que vai se aprimorando ao longo da vida, com as experiências pessoais e profissionais sabendo de sua função, ser leitor.
Para isso é preciso ter conhecimentos teóricos e práticos acerca da arte de contar histórias e ter acesso a bons livros.
A grande falta que faz na formação dos professores é a falta de cultura em sua formação ,fazendo com que ela fica incompleta. Essa falta faz com que os professores não construam e nem ampliem suas técnicas e conhecimentos, que é encontrada somente nos livros.
A formação dos professores se faz nas disciplinas dos cursos de graduação, nas áreas de conhecimento, desenvolvendo por meio delas o gosto pela leitura e o contado com as múltiplas linguagens, que somente isso não é suficiente, fazendo com que em sua atuação há uma defasagem direta na formação dos alunos leitores.
É necessário na formação dos professores que ele tenha maior contato com a cultura, seja ela local, regional, ou mundial. Com isso será possível uma melhor qualificação profissional para exercer a mediação da leitura.
O mediador de leitura deve propiciar leituras de diversos gêneros textuais, levando em consideração a realidade do dia a dia e da vida dos alunos, para pode usar como propostas de leituras e para aprofundar discussões.
Também deve realizar com os alunos visitas a bibliotecas, a salas de leituras e pesquisa de sua escola, além de pode ser também realizar fora do âmbito escolar, promovendo aos estudantes acesso aos livros.
Considerada referência por especialistas, a literatura infantil, ao ser trabalhada pelo professor corretamente, possibilita ao aluno o contato com uma pluralidade cultural, sendo que o professor deve considerar a sociedade que está inserido e levar os seus alunos a refletirem sobre ela, ampliando nos estudantes, o conhecimento.
Por fim, é de muita relevância que o professor procure se capacitar, pois a capacitação age diretamente na qualidade do ensino.
Habilidades que precisa conter um contador de histórias
Revelam as referências bibliográficas e a prática docente que algumas habilidades do contador de histórias podem contribuir para o sucesso de sua atuação.
Apreciar, ouvir e observar
É preciso ser um apreciador de histórias antes de ser um contador. É preciso conhecer e ser atentar na maneira que a história deve ser contada: a entonação da voz, as pausas, o olhar, a expressão facial e corporal e os recursos utilizados.
Criar um repertório
É importante que o contador seja embasado em diversos tipos de histórias e as que traz na memória, com a qual se identifica e possa compartilhar.
Apropriar-se da história
O contador deve se envolver com a história, a leitura precisa fluir com naturalidade, abordar temas de interesse do ouvinte, deve colocar sua marca na narrativa.
Segundo Fanny Abramovich (1997, p. 21) diz que o contador precisa “sentir o ritmo que cada narrativa pede e até exige”.
Ter clareza da intenção
É muito importante que o contador saiba o que quer passar com a história que irá contar, deve refletir sobre a história escolhida e a maneira como será contada, levando em consideração a faixa etária, interesse e preferências literárias do ouvinte e o contexto.
Segundo Machado (2004) a intenção é o que move e dá sentido à experiência de contar histórias.
Planejar
É de suma relevância planejar a contação de história, devem ser visto anteriomente as estratégias, os recursos internos: emoções, voz, olhar e expressão corporal e os recursos externos: ambiente, objetos, efeitos sonoros dentre outros, para o momento de contação.
Interagir com o ouvinte
É essencialmente interativo o ato de contar histórias.
Conforme Machado (2004),o contador não pode ter a expectativa de 'silêncio absoluto' ou querer antes de mais nada 'contar a história até o fim', do modo como a preparou, 'custe o que custar'. Estar presente no instante da narração é dialogar com o que surgir, sem ter sido previsto, revertendo os acontecimentos a favor da história.
Praticar
As habilidades para contar histórias aprimoram-se com a prática.
2 Recursos para contação de história
São vários os recursos que o professor de Educação infantil pode utilizar na contação de história, cabe a ele escolher quais recursos irá usar e adequar a sua proposta. Nesse capítulo trouxemos as histórias em quadrinhos, teatro infantil, poesias e fantoches:
Histórias em Quadrinhos
As histórias em quadrinhos é uma ótima forma de chamar a atenção das crianças pois nele encontramos cores, quadros e balões. Já há algum tempo vem ganhando espaço entre o público infantil, tendo muitas opções como a conhecida história da Turma da Mônica.
Conforme Coelho (2010, p.283) entre os pioneiros que, entre nós abrem caminho para a criação/produção dessa nova arte, destaca-se Ziraldo, dinâmica figura do nosso meio de comunicação de massa. Nos anos 1950, começa a desenhar histórias em quadrinhos para revistas infantis (Sesinho, Vida infantil, Vida juvenil). Em 1959, cria a série Pererê, em que satiriza os super-heróis e antecipa os Zeróis, criados posteriormente. Mas a grande façanha na área foi realizada por Maurício de Souza, cujo talento cria a querida pitoresca Turma da Mônica e muitos outros personagens.
A história em quadrinho é um meio de comunicação de massas, sua função vai além além de entreter e informar, ela tem um importante papel na formação da criança, ela transmite diferentes ideias.
Mesmo não sendo histórias novas, ainda faz muito sucesso nos dias de hoje com as crianças. Os professores devem aproveitar esse interesse das crianças com esse tipo de história para envolvê-las com a leitura.
Leve as histórias em quadrinhos para dentro de sua sala de aula, e deixe que as crianças manuseiem as revistas em quadrinhos!
Teatro Infantil
Utilizar do teatro para envolver os alunos nas histórias, faz com que eles vivenciem a vida dos personagens, podendo também levá-los para assistir uma peça teatral, feita por atores profissionais ou até mesmo pelos professores.
Conforme Júlio Gouveia (2010) [...] é necessário chamar a atenção para o fato de que, enquanto o Teatro para adultos deve ser encarado pelo aspecto cultural, o Teatro para crianças e adolescentes só pode ser considerado como educativo – o que nos obriga imediatamente a colocá-lo no âmbito da Pedagogia. Além disso, fato ainda mais importante é que este gênero Teatro não consiste apenas em formar para o futuro, um público adulto de boa qualidade, mas implica também determinadas influências psicológicas de alcance muito maior do que se pensa usualmente. E isto porque todos os acontecimentos do palco passarão a fazer parte do subconsciente das crianças, constituindo “engramas” e contribuindo para a formação daquele fabuloso depósito mais ou menos inconsciente de ideias e de emoções e que terá posteriormente uma tremenda participação na inteligência, na sensibilidade e no comportamento do homem adulto. Educar uma criança é integrar a sua personalidade dentro da sociedade, é iniciar o processo de maturação que se prolongará durante toda a existência do indivíduo. Essa integração e este amadurecimento, que constituem a base da saúde mental ideal, requerem uma harmonia perfeita entre o intelecto e as emoções [...].
O professor podem se utilizar dos clássico infantis em sua prática para criar uma peça teatral na escola, o teatro ajuda a criança a desenvolver a oralidade e o cognitivo além de trabalhar em algumas delas a timidez.
As crianças gostam de vivenciar o imaginário e participar do reconto da história lida pelo professor!
Poesias
Um outro recurso que também desperta o interesse nas crianças é a poesia. Mas é importante ressaltar que a poesia deve ser de acordo com a faixa etária e linguagem própria da criança.
Além da poesia trabalhar com parlendas, cirandas, letras de músicas, são outros ótimos recursos para a prática pedagógica do professor, pois possuem rimas.
As poesias, parlendas, trava-línguas, os jogos de palavras, memorizados e repetidos, possibilitam às crianças atentarem não só aos conteúdos, mas também à forma, aos aspectos sonoros da linguagem, como ritmo e rimas, além das questões culturais e afetivas envolvidas. Quando o professor realiza com frequência leituras de um mesmo gênero está propiciando às crianças oportunidades para que conheçam as características próprias de gênero, isto é, identificar se o texto lido é, por exemplo, uma história, um anúncio etc. São inúmeras as estratégias das quais o professor pode lançar mão para enriquecer as atividades de leituras [...]. (BRASIL, 1998, p. 141).
O professor ao trabalhar a poesia pode-se utilizar da pseudo leitura, as crianças gostam muito e participam ativamente da atividade.
O professor faz a leitura da poesia, e deixa com que os alunos falem sobre ela, depois pede que eles represente em forma de desenhos, pinturas ou massinhas dentre outros, o que compreendeu com a leitura.
É maneira muito prazerosa de trabalhar a poesia além dessa prática estimular a memória das crianças e dar elas autonomia.
Fantoches
Na contação de história na educação infantil um dos recursos mais utilizados são os fantoches. O professor encontra no boneco um meio físico real que de forma mágica envolve as crianças, mas para que ocorra o professor manipula a voz e os gestos dentro de um mesmo tempo de espaço.
O professor pode fazer os fantoches com as crianças em sala de aula, o que vai motivá-las ao desejo de ouvir a história com o uso de sua criação.
Os fantoches fazem sucesso desde que o homem aprendeu a comunicar-se, e desejou encontrar novas maneiras de contar suas histórias, as nossas próprias mãos quando, ainda na Idade da Pedra, a luz das fogueiras e abrigados nas cavernas, os homens utilizaram as sombras projetadas nas paredes para formar o semblante de animais, para contar histórias (quem nunca fez esta brincadeira?). Diz-se, também, que esta era uma brincadeira que as mães utilizavam para distrair os filhos. (LADEIRA; CALDAS, 1993, p.10).
A arte de contar história está na criatividade do contador. Cabe a ele a escolha do melhor recurso e como irá utilizá-lo na história que irá contar!