Introdução em Alfabetização

Alfabetização e Letramento

1 Competências da Alfabetização

Os resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes — Pisa mostram a importância de promover a melhoria da alfabetização. 

Hoje com as mudanças a alfabetização pode ser divididas em partes para facilitar a aprendizagem do aluno. 

A seguir iremos apresentar cada uma das partes que a alfabetização é dividida de acordo com a nova BNCC.

Aprendendo a ouvir

 O primeiro passo é sabermos ouvir bem, para aprendermos a ler e escrever.

Precisamos ter consciência dos sons da linguagem e desenvolver a habilidade de ouvir, identificando os sons individuais das palavras faladas.

 Conhecimento alfabético

Como as crianças já sabem que as palavras são compostas por sons, o próximo passo para a alfabetização é conhecer as regras que relacionam os sons da fala e os grafemas da escrita.

Fluência

A fluência em leitura oral é a habilidade de ler um texto com velocidade, precisão e uso correto da acentuação tônica das palavras. A fluência libera a memória do leitor, diminuindo a carga cognitiva dos processos de decodificação, para que ele possa concentrar-se na compreensão do que lê. Além disso, torna a leitura mais agradável.

Vocabulário

O vocabulário é fundamental para a compreensão. Isso acontece por dois motivos principais: primeiro, porque conhecer palavras é necessário para entender um texto; segundo, porque dominar o vocabulário permite focar a atenção em conectar as ideias, e não em descobrir o significado das palavras, o que torna a leitura mais fácil e rápida.

Compreensão

A compreensão envolve extrair os significados, identificar as mensagens implícitas e explícitas, conhecer a intenção do autor e relacionar o texto às informações já conhecidas.

A associação entre letras e sons é um passo importante, mas é preciso ir avante. Simplesmente ler uma frase não significa entendê-la. Por isso, são necessárias diferentes estratégias para consolidar a compreensão.

Produção de Escrita

Além de associar fonemas e grafemas, a escrita exige uma habilidade motora que não é simples de ser alcançada. No início, os processos mentais e físicos são difíceis. Com a prática modificada, é possível perceber e automatizar os movimentos musculares necessários.

2 As estratégias de ensino

Sabemos que cada professor tem autonomia para adaptar de acordo com sua realidade, mas a real intenção das estratégias de ensino é que possam servir de apoio no fortalecimento das praticas de alfabetização. Quando aplicadas de maneira correta, as estratégias de ensino como base para uma alfabetização mais eficaz e mais rápida. Abaixo iremos apresentar as estratégias mais eficazes para uma alfabetização de qualidade.  

Aprendendo a ouvir

Primeiramente, vamos trabalhar o saber distinguir sons. Identificar o timbre e a posição da fonte sonora é habilidade indispensável para que os alunos desenvolvam a sensibilidade de distinção sonora.

A discriminação auditiva pode ser aprimorada por meio da prática, isto é, pela localização e a diferenciação de diferentes sons. Isso favorece a habilidade de discriminar corretamente os sons da fala.
Ao se referir ao processo de alfabetização, a BNCC discorre sobre a importância da consciência fonológica.

Veja a transcrição do texto presente na página 90 da BNCC:

Conhecer a “mecânica” ou o funcionamento da escrita alfabética para ler e escrever significa, principalmente, perceber as relações bastante complexas que se estabelecem entre os sons da fala (fonemas) e as letras da escrita (grafemas), o que envolve consciência fonológica da linguagem: perceber seus sons, como se separam e se juntam em novas palavras etc.

Conhecimento alfabético

Desenvolver a consciência dos sons da linguagem é essencial para uma alfabetização bem-sucedida. As estratégias que envolvem a percepção de palavras, de rimas, de sílabas e de aliterações (figura de linguagem) estão mais associadas à consciência fonológica. E as estratégias que envolvem isolamento, síntese, segmentação e substituição de sons são diretamente associadas à consciência fonêmica.

 O conhecimento alfabético compreende conhecer as letras e seus sons, auxiliando as crianças na leitura de suas primeiras palavras e frases.

Fluência

 A fluência é desenvolvida, individual e coletivamente, pelo incentivo à prática da leitura em voz alta e da modelagem da leitura fluente.

Monitorar o progresso dos alunos na fluência permite conhecer, com mais detalhes, os problemas de leitura de cada um e, assim, oferecer-lhes a ajuda necessária.

Vocabulário

O vocabulário deve contemplar a relação entre palavras novas com outras já conhecidas, a repetição de palavras recém aprendidas e a utilização delas em contextos diferentes. Quanto melhor for nosso vocabulário, melhor será nossa comunicação. Sendo assim, as evidências científicas mostram que crianças expostas a um ambiente linguístico mais rico têm maior facilidade no processo de alfabetização

Compreensão

A compreensão de textos escritos é um processo complexo que envolve o reconhecimento fluente de palavras, e também a ativação de conhecimentos sobre palavras e sobre o mundo, inferências e integração das partes em um todo coerente. A associação entre letras e sons é um passo importante, mas é preciso ir além. Simplesmente ler uma frase não significa entendê-la. Por isso, são necessárias diferentes estratégias para consolidar a compreensão.

Produção de Escrita

Para escrever com clareza, é necessário, em primeiro lugar, desenvolver habilidades motoras que não é simples de ser alcançada.

No início, os processos mentais e físicos são custosos. Somente com  treino, é possível perceber e automatizar os movimentos musculares necessários. Como as crianças já conhecem o alfabeto do seu cotidiano, ou seja, visualmente já conscientizam-se da postura e da motricidade e têm noção de como usar o papel e o lápis. Assim, podemos dar um passo além e introduzir a grafia das letras.

As competências e as estratégias de ensino devem ser trabalhadas juntas, para que  se obtenha um resultado eficaz e satisfatório na alfabetização.