A importância do lúdico no processo de alfabetização das crianças

Alfabetização e Letramento

1 A importância do lúdico no processo de alfabetização das crianças

O processo de alfabetização de crianças em ambiente escolar ainda é marcado por aulas com caráter simultâneo, onde o educando fica sentado escutando o que o educador fala.

Apesar dos grandes avanços, tais como aumento do acesso de crianças à escola e inserção de políticas que visam a avaliação da qualidade do ensino, ainda se fazem necessárias mudanças e melhoria de resultados no Processo de Ensino Aprendizagem.

É importante ressaltar que a Lei de Diretrizes Básicas (LDB) garante o acesso de crianças, cada vez mais cedo, no ambiente escolar formal, representando um avanço na garantia de direitos. No entanto, é preciso que se reveja as práticas educativas, que na maioria das vezes, limita a criatividade, autoestima, autonomia e participação infantil, fundamentais para o desenvolvimento da criança.

Entendo que o processo de alfabetização de crianças deva ser realizado com prazer e construção e que a estratégia lúdica vem se configurando como uma importante ferramenta para o desenvolvimento infantil e aquisições formais.

Por meio de uma aula lúdica, o aluno é estimulado a desenvolver sua criatividade e não a produtividade, sendo sujeito do processo pedagógico. Por meio da brincadeira o aluno desperta o desejo do saber, a vontade de participar e a alegria da conquista. Quando a criança percebe que existe uma sistematização na proposta de uma atividade dinâmica e lúdica, a brincadeira passa a ser interessante e a concentração do aluno fica maior, assimilando os conteúdos com mais facilidades e naturalidade.

Para Piaget, os jogos são atividades que facilitam a trajetória interna da construção da inteligência e dos afetos, no instante em que se detiverem a seguinte indagação: “como o conhecimento é obtido, ou seja, como é construída a habilidade do conhecer?”. O mesmo ainda salienta que a atividade lúdica só poderá trazer a sensação de experiência plena para o todo do aluno quando da participação do mesmo, e como mais um recurso para a busca de um desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo.

A ludicidade pode ser utilizada como forma de sondar, introduzir ou reforçar os conteúdos, fundamentados nos interesses que podem levar o aluno a sentir satisfação em descobrir um caminho interessante no aprendizado. Assim, o lúdico é uma ponte para auxiliar na melhoria dos resultados que os professores querem alcançar.

O educador deve ser mediador e considerar as necessidades de seus alunos, a bagagem de conhecimento, as vivências que cada um traz para o ambiente escolar, utilizando o lúdico como uma atividade complementar à “atividade pedagógica”, e não apenas como um momento de entretenimento, de distração para as crianças no recreio e, portanto, de “descanso” para os docentes.

Se obtiver como base pedagógica a compreensão dos jogos, pode-se entender a sua acepção para a vida das crianças, na perspectiva de subsidiar o desenvolvimento integral.

Quando acrescentamos criatividade, espontaneidade, alegria, música, contos, fantasias e muita imaginação na nossa prática pedagógica, proporcionamos às nossas crianças o desenvolvimento de habilidade para buscar e realizar novas descobertas, tornando o processo de alfabetização, além do aprender a ler e escrever, mais como uma etapa fundamental e prazerosa para no universo do ensino-aprendizagem.

2 Jogos para Alfabetizar

Bingo das Histórias:

Este bingo é muito bom para trabalhar a leitura e funciona como um jogo da velha. Quem conseguir marcar primeiro uma carreira de três contos grita bingo e vence a partida.Os mesmos contos aparecem em todas as cartelas em posições variadas, mas em algumas situações é possível que mais de um jogador feche uma carreira com os mesmos contos, em posições diferentes, ao mesmo tempo.

O jogo foi pensado para um grupo de quatro participantes, sendo que um componente canta o bingo e os outros marcam suas cartelas. Observação: Ao reproduzir as cartelas deve-se reproduzir uma a mais para recortar em fichas.

Jogo dos meios de transportes:

Este jogo contém um dado, um tabuleiro com figuras de meios de transportes e quatro pinos sendo 1 amarelo, 1 azul,1 vermelho e 1 verde.

Regra do Jogo: O jogo deverá ser jogado por quatro alunos de cada vez. A professora escolhe em ordem alfabética o aluno que irá andar com o seu pino primeiro. Ela joga o dado e o número que sair, ele deverá andar a quantidade de números tirados. Se cair em um meio de transporte, terá que falar o nome da figura e procurar na lista de nomes.o acerte marca ponto e se errar fica uma rodada sem jogar.

Bingo do Alfabeto:

Este jogo contém: Uma sacola com letras do Alfabeto. Ótima ideia para presentear suas crianças.

Regras do Jogo:A professora chama um aluno de cada vez. Este deve tirar da sacola apenas uma letra e deverá dizer que letra é. Se acertar, marca ponto e a letra é retirada, mas caso erre deve colocar a letra novamente na sacola. Ganha o aluno o aluno que acertar maior quantidade de letras.

Jogo do envelope mágico:

Mais um jogo legal. Este jogo contém: Envelopes contendo em cada um, a figura de um animal e as letras que formam o seu nome.

Regras do Jogo:

1- Os envelopes são colocados em uma mesa;

2- A professora chama um aluno de cada vez para escolher um envelope;

3- Depois que todos os alunos pegarem um envelope, este deverá ser aberto e o aluno deverá montar o nome do animal;

4- A medida que o aluno for terminando poderá pegar outro envelope;

Ganha quem conseguir montar mais nomes.

Pif das palavras:

Os alunos em fase de alfabetização vão adorar este jogo em que oobjetivoé montar palavras usando cartinhas com letras. Fique de olho enquanto as crianças jogam, mas não corrija eventuais trocas de letras. O melhor é deixar os próprios alunos dizerem aos colegas que eles escreveram uma palavra errada. Depois de algum tempo, se ninguém tiver percebido, mostre a grafia correta.

Material:Papelão, papel branco e colorido, uma lata, giz de cera, lápis, régua, tesoura e cola são o materiais de que você vai precisar. Desenhe no papel branco 112 quadros de 3,5 por 3,5 cm. Neles, escreva quatro alfabetos completos, incluindo k, y e w. Faça ainda oito curingas, que podem ser usados no lugar de qualquer vogal. Esse número de cartas é ideal ara três jogadores. Pinte as cartas com giz de cera, cole a folha no papelão e recorte. Escreva as regras ao lado num papel e guarde-o junto com as cartas na lata, enfeitada com papel colorido picado.

Regras: Para começar, as cartas devem ser viradas com a face para baixo e embaralhadas. Cada criança compra onze cartas e as demais ficam no monte. Vence quem primeiro formar três palavras usando as onze letras. Não importa o número de letras de cada palavra. Podem ser, como no exemplo acima, duas palavras com quatro e uma com três. Uma mesma carta não pode ser usada em duas palavras. A cada rodada, o jogador compra uma carta no monte. Se a letra se encaixar na palavra que está montando, a criança fica com ela e joga na mesa uma outra que tem em mãos mas que não lhe serve (à esquerda). O próximo jogador pode pegar a letra descartada ou arriscar outra do monte. Caso o monte acabe antes que algum dos jogadores tenha conseguido seu objetivo, basta embaralhar as cartas que já foram viradas e colocá-las em jogo novamente.

Qual é a palavra:

O objetivo deste jogo é identificar a escrita de palavras refletindo a junção de vogais e consoantes formando sílabas.

Material: envelope colorido e cartão com palavra e figura correspondente. (palavras do cotidiano dos alunos).

Como jogar: Dividir a turma em 2 grupos. Em cada jogada um aluno de cada grupo tenta ler a palavra que a professora lentamente retira do envelope. Se acertar, ganha ponto para seu grupo. O grupo vencedor é aquele que acertar o maior número de palavras.

O Objetivo deste jogo é encaixar palavras e figuras com peças de quebra cabeça, identificando a escrita correspondente, a figura e o encaixe dos cartões.

Como jogar: Grupo de 4 a 6 alunos. Os cartões ficam virados para abaixo. Cada aluno na sua vez, vira dois cartões ao mesmo tempo (após ter feito uma avaliação prévia de formato dos cartões), procurando ler a palavra, identificar a figura e o encaixe da peça. Se acertar fica com os cartões montados na sua mesa e ganha ponto. Se errar, devolve os cartões virados para baixo. Ganha o grupo que tiver maior número de palavras certas.

Dominó das palavras:

Mais uma dica legal de jogo para te ajudar na alfabetização da turma.

Como jogar: Dividir a turma em grupos de 4 participantes. Cada participante recebe sete cartas e, na sua vez de jogar deverá ler em voz alta a palavra escrita na carta e a figura, começando o jogo. O próximo aluno tem que encaixar a sua carta no jogo e assim sucessivamente. Quem encaixar a última carta ganha o jogo.

Jogo das palavras coloridas:

Neste jogo usamos grupo de quatro alunos. O material é: letras em tiras de papel colorido ou EVA, um dado com os lados da mesma cor das tiras, quadro de pregas individuais.

Regras do Jogo: Cada aluno recebe um quadro de pregas e na sua vez de jogar o dado. De acordo com a cor sorteada o aluno escolhe uma das fichas de letra com a cor correspondente. O aluno coloca a letra no quadro de pregas. A professora indicará de quantas letras deverá ser formada a palavra. O número de jogadas do dado para cada participante deverá ser de acordo com o número de letras determinado pela professora. Vence o que formar a palavra primeiro. Tendo empate a professora poderá aumentar o número de jogadas. As letras variam de número e cor para dificultar a formação.

O jogo pode sofrer modificações de acordo com o objetivo do professor.

Boliche do Alfabeto:

Materiais: Embalagens de refrigerante e bola.

Objetivos: Identificar as letras do alfabeto relacionando-as com o fonema inicial de cada palavra; Desenvolver a coordenação ampla.

Modo de jogar: Ao derrubar as garrafas, deverá identificar a letra e dizer uma palavra que inicie com a mesma.

3 CONCEITUALIZAÇÃO DO LÚDICO

O lúdico tem sua origem na palavra latina “ludus” que quer dizer “jogo”, mas a definição do lúdico deixou de ser sinônimo de jogos, pois as implicações da necessidade lúdica extrapolam as demarcações do brincar espontâneo de acordo com Luckesi “Brincadeiras lúdicas são aquelas atividades que propiciam uma experiência de plenitude, em que nos envolvemos por inteiro estando flexíveis e saudáveis”.

Uma aula com características lúdicas além de jogos e brincadeiras, precisa muito mais de uma atitude do educador educar os educando, trazendo uma mudança cognitiva principalmente afetiva onde o educando interaja por completo com a aula. O educador deve aguçar a curiosidade da criança com os desafios do mundo, as viagens pela imaginação o moldar e dar a forma aos diferentes elementos que podem ser transformados em brinquedos.

Segundo NEGRINE:

“No momento em que os pedagogos em geral se despertarem para atribuir importância as atividades lúdicas no processo do desenvolvimento humano e propor a disseminação de espaço lúdico como forma de concretar está inovadora maneira de pensar pedagógico, nos deparamos com um provável profissão emergente, ou seja, a formação do brinquedista ou do ludoticário como outros preferem denominar” ,assim sendo o educador deve se transformar em um ludotecário trazendo para o contexto escolar atividades que propiciem um ambiente agradável e acolhedor para seus educandos fazendo que eles aprendam brincando.

Como diz DOHME:

“Os jogos são importantes instrumentos de desenvolvimento de crianças e jovens. Longe de servirem apenas como fonte de diversão, o que já seria importante, eles propiciam situações que podem ser exploradas de diversas maneiras educativas.” Desta forma as atividades lúdicas são de extrema importância para chamar a atenção do educando na transmissão de atividades consideradas por eles como sem importância, ou seja, com pouco significado ou precisão de apreender certo conteúdo.

4 O LÚDICO NA PSICOPEDAGOGIA

Um aspecto importante para se falar do lúdico é as teorias piagetianas, que diz que o conhecimento é construído na interação do sujeito com o objeto. A criança se apodera de um conhecimento se agir sobre ela, pois aprender e descobrir inventar, modificar. Deste modo o contato com o mundo real através de atividades lúdicas é essencial e comprovadamente necessário para o desenvolvimento psíquico-motor. Como ele diz em sua “Epistemologia Genética” que propõe uma perspectiva construtivista onde o sujeito aprende através da ação, com isso o pensamento anterior sobre a alfabetização como processo lúdico é fundamental para que a criança se desenvolva em todas as suas etapas e estágio que ela ultrapassa desde os primeiros passos da vida.

A criança quando inicia na alfabetização a sua imaginação ainda está no inicio do processo psicológico , onde ela representa uma forma especifica do ser humano de atividade consciente que não está presente na consciência da criança muito pequena e está ausente nos animais. Assim sendo surge o jogo, que é a imaginação em ação. “A criança necessita da imaginação do meio físico e social, onde poderá construir seu pensamento e adquirir novos conhecimentos de forma lúdica, onde há o prazer na aprendizagem.” Isso segundo (RAMOS, RIBEIRO E SANTOS).

Através das brincadeiras e atividades como contar e ouvir histórias, dramatizar, jogar com regras, desenhar entre outras atividades fazendo com que expressam suas criações e emoções, a criança cria situações e resolução para os problemas, com ela é capaz de lidar com dificuldades psicológicas, como o medo, dor, perda, conceitos de bem e mal, tudo isso através do meio em que vive e de situações imaginárias.

Segundo SANTIN:

“ A vida da criança está entregue a sua imaginação, a realidade presente vivida e sentida de maneira direta e imediata. Para ela tudo acontece como se estivesse sempre no reino dos brinquedos sem preocupações e resultados e , muito menos de planejamento.”

Com esse pensamento que o professor alfabetizador irá guiar suas aulas de uma maneira simples e de fácil compreensão para os educando. sobre a atividade do professor(Lechinhoski e Pichini) dizem, “Os adultos, e neste caso principalmente os professores tendem a ver a alfabetização pelo seu ponto de vista, então acham certas coisas fáceis de aprender e outras difíceis: mas será que esse modo de ver facilidades e dificuldades é o mesmo que o da criança?”

O educador antes de responder está pergunta deve se por no lugar do aluno de alfabetização que vê certas atividades de maneira diferente, pois ele ainda não esta com o consciente formado. De acordo com vigotsky antes de essa visão o brincar é uma atividade humana criadora na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de nossa possibilidade de interação. A criança precisa de brincar, por que na brincadeira ela aprende a interagir com o outro.

Sá, observou que algumas crianças apáticas e desinteressadas que brincam pouco e são muito endurecidas tanto física quanto psiquicamente. Elas apresentam dificuldades em se expressar de forma criativa, e de se reconhecerem autoras de suas produções. Outras crianças, incansavelmente querem brincar, mas não conseguem, por excesso de tarefas ou pela ausência de conhecimento dos pais sobre o assunto. Algumas vezes professores não conseguem entender “ou não querem”, a timidez e o desinteresse de alguns de seus alunos.

Até mesmo aquela criança que fala muito e tem dificuldade na aprendizagem, o educador prefere achar que é preguiça do educando ou que ele é assim mesmo e não vai mudar, simplesmente desiste do seu aluno sem ao menos procurar a causa de toda desmotivação e até mesmo indisciplina. Esquecendo do oferecer atividades inovadoras e que facilitam a aprendizagem como uma aula lúdica, por exemplo. Segundo COSTE na psicologia ativa de Maine de Biram “O eu não se pensa, vive-se em sua própria apreensão.

É na ação que o eu adquiro consciência de si mesmo no mundo. É ainda a vontade atuante que determina a vida psicológica. Na consciência bergsoniana, a inteligência é essencialmente pratica.” Com esses pensadores da psicomotricidade é possível afirmar perante seus estudos sobre a consciência humana que a pratica e a interação com o concreto com o pegar na mão para sentir entender é necessário para a concepção da realidade.

5 A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR

O ato de brincar é fundamental na formação da criança tanto para o seu desenvolvimento motor como psicológico, tanto os pais como os professores devem deixar um tempo livre para a criança brincar dando limites de horário e tendo a hora da diversão e a hora da obrigação, sendo essas, prazerosas onde a criança se divirta mesmo na hora da realização de obrigações rotineiras. Esse limite faz com que a criança tenha disciplina, tanto em casa quanto na sala de aula.

MELLO e RAMO diz:

“Através de atividades lúdicas a criança cria situações imaginária em que se comporta como se estivesse agindo no mundo dos adultos e quando brinca seu conhecimento desse mundo se amplia, porque, nesta atividade, ela pode fazer de conta que age como adulto age imaginado realizar coisas que são necessárias para operar com objetos os quais os adultos operam e ela não”.

Esse pensamento mostra o quanto é importante a atividade lúdica, trazendo a criança a imaginação do real introduzindo-se na realidade do mundo de maneira que ele perceba o concreto com “o concreto” em mãos. A criança brinca sem saber o que realmente está aprendendo, e essas brincadeiras acabam formando sua própria personalidade, construindo nela atitudes de como ser que esta inserida na sociedade mesmo que por enquanto seja só na imaginação.

O brincar enxerido no cotidiano escolar do educando além de ser uma atividade que traz o enterrasse do mesmo para a realização das atividades, torna-se também necessário de acordo com Santana, a brincadeira não é apenas uma dinâmica interna da criança, mas uma atividade dotada de um significado social que necessita de aprendizagem. Tudo girara em torno da cultura lúdica, pois a brincadeira que se torna possível quando apodera elementos da cultura para internalizá-los e criar uma situação imaginaria de reprodução da realidade.

É através da brincadeira que a criança consegue adquirir conhecimento, superar limitações e desenvolver-se como individuo.” O aprender através de jogos e brincadeiras permitem saber o que já é conhecido, quando uma atividade difícil é recebida por meio de jogos e brincadeiras essa se torna fácil de ser compreendida.

Segundo BORBA:

“A liberdade do brincar se configura no inverter a ordem, virar o mundo de ponta-cabeça, fazer o que parece impossível, transmitir em diferentes tempos-passados, presente e futuro...uma excelente fonte de conhecimento sobre o brincar e sobre as crianças é observa-los brincando.” Desta maneira as pessoas iram entender o porque de tanto movimento no período inicial da vida escolar da criança, pois nesse tempo eles não param e estão em sua melhor fase de aprendizagem.

6 O LÚDICO NA FORMAÇÃO DO DISCENTE

O lúdico é de estrema importância para a formação da criança, pois desde cedo a sua aprendizagem adquirida, é através de brinquedos e brincadeiras introduzidas pela participação dos pais na sua formação inicial. E assim juntamente com a ajuda participativa de todos que o cercam o discente vai se desenvolvendo.

Como diz Emília:

“as crianças não aprendem simplesmente porque vêem o outro ler e escrever e sim porque tentam compreender que classe de atividade é essa as crianças não aprendem simplesmente porque vêem letras escritas e sim porque essas marcas gráficas são diferentes de outras. As crianças não aprendem apenas por terem lápis e papel a disposição, e sim porque buscam compreender o que se pode obter com esses instrumentos. Em resumo não aprendem simplesmente porque elaboram o que recebem por que trabAlham, cognitivamente como o que o meio lhe oferece”. (FERREIRO).

O ato de aprender a ler se dá de acordo com as necessidades do indivíduo, assim como para saborear uma fruta pela primeira vez tem que se gostar para experimentá-la novamente. É o mesmo caso dos alfabetizando se eles não tiverem interesse em saber a aula, ou se a aula não der esse interesse ao educando, ela não será prazerosa, trazendo apenas o conteúdo sem nenhuma atividade interessante ao olhar do aluno será desprezada pelo mesmo, mas se transformar esse conteúdo em brincadeira ou um jogo que esteja inserido no cotidiano do educando ai sim se tornará valorosa e prazerosa.

ROSA e NISIO dizem que:

“Com as atividades lúdicas espera-se que a criança desenvolva a coordenação motora, a atenção o movimento ritmado, conhecimento quanto a posição do corpo, direção a seguir e outras”. Só através dessas capacidades citadas acima o alfabetizando terá um bom desenvolvimento na escola, pois é através da brincadeira lúdica como o simples “pular corda” que as crianças forma sua coordenação motora, que as vezes os discentes na aula de educação física não sabe a proposta real dessa atividade essencial para o desenvolvimento motor da criança.