Noções de Construção Civil e Desenho Arquitetônico

Noções básicas de Construção Civil e Desenho Arquitetônico

1 Noções de Construção Civil e Desenho Arquitetônico

NOÇÕES BÁSICAS:

O mercado de trabalho especialmente nos países desenvolvidos vem passando por grandes transformações, com a introdução de novas tecnologias, equipamentos mais modernos, processos automatizados, criação de novas profissões, extinção de outras tantas, com expansão nos setores terciários como comercio, turismo, serviços e contração nos setores primários tradicionais da economia.

Em países ainda em desenvolvimento como o Brasil, carentes em infraestrutura, saneamento e moradia, a construção civil ainda representa um dos setores mais pujantes de nossa economia, embora esteja experimentando também várias mudanças no sentido de se adaptar às novas exigências do mercado em termos de produtividade, qualidade e competitividade, especialmente exigido nas grandes obras demandadas pelo poder público como: estradas, estádios, hidrelétricas, portos e aeroportos.

Já no dia a dia das construções privadas e domésticas, o que ainda se vê é muito desperdício, erros grosseiros e falta de qualificação dos profissionais envolvidos, desde o projeto até a sua execução final, graças à falta de preparação e conhecimento específico e formação técnica adequada para um melhor desempenho do setor.

Entretanto nota-se uma certa tendência de simplificar os processos construtivos, de torná-los mais práticos e eficientes, de uma oferta maior de insumos como argamassas que facilitam cada vez mais o dia a dia da obra, de componentes industrializados e pré-montados que vão também reduzindo a participação de mão de obra menos qualificada, como já ocorre em outros setores como na indústria metal- mecânica em geral.

Particularmente, no segmento de moradias particulares, graças ao acesso a crédito e melhoria de renda da classe média, há um movimento crescente de ampliações e reformas, o que tem valorizado sobremaneira o trabalho dos profissionais da construção civil de todos os níveis e especialidades, criando um novo cenário de oportunidades e incentivo para aqueles que desejam melhorar suas competências atuais e adquirir uma visão mais geral de todo o processo produtivo, desde o projeto, preparação do terreno, fundação, edificação, cobertura e pintura, que se constitui num dos alvos principais deste trabalho.

2 Papel socioeconômico da construção civil:

A construção civil abrange todas as atividades necessárias para a produção de uma obra seja ela uma residência, uma estrada, um porto, um túnel, uma fundação, um aeroporto, uma obra de saneamento básico, uma barragem, uma estação de tratamento de água, esgoto ou outro efluente qualquer.
Assim, o técnico em construção civil atua na confecção de projetos, na execução da obra e na sua manutenção, melhoria e reparos, tanto em obras de moradia e comerciais de pequeno porte como nas de grande porte, que fazem parte do segmento de construção pesada, normalmente demandadas pelo setor público.
A construção civil vem tentando se modernizar, acompanhando a evolução tecnológica irreversível do mundo moderno, incorporando conceitos de sustentabilidade e reciclagem, desenvolvendo concretos e argamassas de melhor desempenho, utilizando equipamentos mais seguros de ultima geração, inovando com automação predial, com melhor utilização da iluminação natural em seus projetos, com reaproveitamento da água, utilização de energia solar entre outras novidades.
Tudo isto demonstra e sinaliza a necessidade de formação de mais mão de obra com uma visão mais ampla de todo o processo, de reciclagem e capacitação dos profissionais já estabelecidos, visando atender a demanda cada vez mais exigente do mercado da construção civil.
Como umas das atividades que mais consome energia, água, pedra, areia e madeira no mundo, a construção civil desenvolve materiais alternativos, técnicas de melhor rendimento, buscando o equilíbrio entre a modernização tecnológica, o respeito ao meio ambiente, o combate ao desperdício e a responsabilidade social, que deve caracterizar toda atividade empresarial moderna.
No caso do Brasil, um país ainda jovem, cheio de carências e oportunidades, em pleno processo de desenvolvimento, rumo a se tornar uma das potencias econômicas do século XXI, mas ainda com demandas profundas na questão da desigualdade social, saneamento básico, infraestrutura precária, mobilidade urbana, déficit habitacional, logísticas inadequadas e insuficientes, a construção civil ainda tem um longo papel de liderança a desempenhar, levando o progresso e bem estar às populações dos quatro cantos deste país continental, ávido por melhorias e melhores condições de vida, especialmente para as classes menos favorecidas.

As etapas da construção civil:

Antes de se iniciar a execução de uma obra, é necessário desenvolver o planejamento e o projeto da construção. Isso inclui o estudo de viabilidade, a seleção do terreno, as planilhas orçamentárias, os cronogramas da obra, mas, principalmente, o projeto arquitetônico que dá uma representação gráfica adequada, reunindo as informações necessárias ao entendimento e planejamento ma obra, Posteriormente, entramos na fase propriamente dita de execução da obra.
Aqui o técnico da construção civil vai implantar o canteiro de obras com as instalações de água e luz, espaços para materiais e insumos necessários, além de contratação e treinamento dos trabalhadores locais. Vai fiscalizar as obras, apontar mão de obra, atualizar cronogramas, certificar a segurança, controlar a qualidade, motivar a equipe e cumprir as metas estabelecidas conforme previsto no projeto original.
Para exercer com perfeição todas essas atividades, o técnico de construção civil tem que se relacionar com várias outras áreas como a de Gestão, de Medicina e Segurança no trabalho, a de Mineração, a de Vendas, a de Suprimentos e Transportes, e com a área e órgãos ambientais com relação à forma de disposição de rejeitos e sobras de obra que não provoque qualquer impacto negativo ao meio ambiente, necessitando então um certo conhecimento também em ciência e tecnologia dos materiais.
Muitas vezes, o profissional se vê também diante de questões de natureza estética ou de cunho artístico, que exige conhecimento, preparação e cuidados especiais por se tratar de obras históricas e de valor cultural inestimável para a sociedade. Nesses casos há que se ter treinamento específico, supervisão e contato íntimo com profissionais do setor artístico competente.
Outra interface comum é com a questão arquitetônica e paisagística, que exige sensibilidade e bom gosto do profissional, numa interação muito próxima com os arquitetos e decoradores visando promover uma beleza estética e um equilíbrio harmonioso no resultado final. No âmbito urbano, é imprescindível um contato permanente com os profissionais das áreas públicas e privadas de telecomunicações, energia elétrica, gás e saneamento, a fim de evitar danos, interferências ou acidentes devido às tubulações, cabos e fios que passam pelos subterrâneos das cidades e municípios.
Isso tudo sem falar da constante interligação com os profissionais ligados à venda dos imóveis, que vai exigir conhecimento das especificações dos produtos utilizados na obra e do processo de comercialização do empreendimento.
Nada disso será possível se o nosso profissional não tiver uma base sólida de conhecimentos gerais sobre desenho, se não for capaz de ler e interpretar plantas das edificações, se não conseguir entender as projeções, cortes, vistas, normas e codificações utilizados nos projetos, se não compreender os elementos gráficos essenciais e não souber usar, com destreza, os respectivos instrumentos que lhe propiciaram cotar, esboçar e desenhar detalhes envolvidos em todo o processo de um empreendimento da construção civil.
Portanto, nossa ênfase inicial no ensinamento dos conceitos da escrita e leitura da linguagem gráfica, de seus principais instrumentos e utilização e do estudo da geometria das construções é começar pela aprendizagem do desenho técnico básico e seus fundamentos, essencial para que se possa evoluir e se tornar um bom profissional na ciência e na arte da construção arquitetônica o civil.

A origem do desenho técnico:

Na antiguidade, os palácios, pirâmides e templos foram construídos apenas com um esboço, sendo os detalhes desenvolvidos durante o desenvolvimento da obra, baseado na habilidade e a experiência dos mestres e artesãos da época. Uma nova técnica surgiu, a partir do século XVIII, utilizando traçados geométricos para a representação dos objetos em duas dimensões.
Hoje, ensinada obrigatoriamente nos currículos das escolas de engenharia e fundamental para a formação de qualquer engenheiro, arquiteto ou técnico da construção civil, pois permite desenvolver uma capacidade própria de visão espacial, de visualização do objeto de forma completa através de pedaços (cortes e vistas) de um projeto.
Os desenhos técnicos possibilitam que construamos uma imagem mental, que tenhamos uma visão sintética do objeto utilizando os elementos fundamentais da geometria, através do traçado de projeções ortogonais utilizando os instrumentos e materiais disponíveis.
Apesar de estático, sem cor, sem cheiro e de ser apenas bidimensional, o desenho é também eminentemente simbólico o que exige um conhecimento apurado de todos os seus pormenores, normas e convenções, para o pleno desenvolvimento dessa nova linguagem gráfica que vamos passar a apresentar nas próximas páginas de nossa apostila.

3 Instrumentos e materiais tradicionais de desenho:

A prancheta é a tábua ou mesa apropriada que serve de apoio para a folha de papel, onde vai se elaborar o desenho. Ela possui um movimento basculante, podendo ficar na horizontal ou numa posição inclinada mais confortável para o desenhista. Há, porém, pranchetas verticais mais indicadas para desenhos de grandes formatos, quando é necessário colocar uma bancada ao lado de desenhista para depositar o material de desenho. O tampo da prancheta deve ser forrado com um plástico fosco de cor clara e bem esticado para não formar bolhas, e grampeado na face inferior do tampo.
A prancheta deve ser equipada de uma régua T que é muito útil para traçar linhas horizontais e servir como apoio para os esquadros no traçado de linhas verticais e inclinadas, mantendo-a apoiada na borda esquerda da prancheta.
Modo correto de usar: a régua T é manejada com a mão esquerda, o tórax do desenhista deve ficar paralelo à direção do traço e a sua haste não deve ter folga na altura superior a 3 mm. Nunca se deve usar a régua T apoiada nas bordas superior ou inferior da prancheta para traçar linhas verticais. A iluminação também deve ser adequada evitando-se vir da direita, pois pode provocar sombra da mão e dos esquadros no desenho. Uma alternativa moderna para as réguas “T’s” são as réguas paralelas ou deslizantes presas à prancheta por fios paralelos, mantendo-a paralela.
A postura do desenhista sentado é muito importante para sua saúde e produtividade. Posturas incorretas sinalizam displicência, problemas de visão, problemas de coluna e podem causar sérios problemas no futuro.
Já a régua graduada em milímetros serve para leitura e marcação de medidas e não deve ser transparente devendo ser de plástico opaco e flexível. Não se deve usá-la como apoio para traçar retas porque o lápis suja a régua, gasta a graduação e a própria linha fica irregular por falta de apoio para o lápis. Também não devemos utilizá-la para rasgar ou cortar papeis, pois seu aquecimento devido ao atrito gerado derrete o plástico causando falhas e ondulações a régua.
Um par de esquadros no qual a hipotenusa de um (esquadro de 30 e 60º) é igual ao cateto de outro (esquadro de 45º) são essenciais para os traçados nos desenhos usuais. Como a régua T, os esquadros devem ser lavados periodicamente com água e sabão.
Modo correto de usar: Conforme mostrado na figura acima, um esquadro deve ser apoiado na régua T ou em seu par, para o traçado de retas perpendiculares ou paralelas.
O compasso é um instrumento essencial para o traçado de círculos e normalmente tem um encaixe numa de suas pernas de 12 a 15 cm para a colocação do grafite e /ou da ponta seca (empregado para o transporte acurado de medidas). Sua versão para círculos de grandes raios (acima de 12”) é o compasso extensível ou simplesmente extensor.
Modo correto de usar: O raio do círculo deve ser ajustado previamente, fora do desenho, por meio dos dedos indicador, médio e anular da mão direita (para os destros). usando-se o polegar e o indicador para o traçado de arcos. No extensor ou prolongador, usa-se a mão esquerda para manter a ponta seca no centro da circunferência e a mão direita para movimentar a outra extremidade do compasso que tem a caneta ou o tira-linhas.
Com o cintel, prende-se por pressão a ponta seca e o lápis numa haste de madeira ou metal a uma distancia correspondente ao raio que se quer traçar. Já as curvas francesas são empregadas para traçar outras curvas não circulares e possuem uma grande variedade de tamanhos e de formas, como parábolas, elipses e hipérboles.
Porém, nenhum desenho será feito sem o lápis, que é o principal material de qualquer desenhista, podendo ser sextavado de madeira ou lapiseira onde se coloca a ponta de grafite. Num lápis de madeira, a dureza da mina (alma) é indicada numa das extremidades do lápis. O uso do lápis requer habilidade no seu apontamento feito com facas, estiletes, lâminas ou apontadores apropriados.
Lápis comuns escolares (nºs 1, 2 e 3) não devem ser usados para trabalhos profissionais de desenho técnico, que deve sempre ser realizado com lápis apropriados ou lapiseira. Nestes últimos, o grafite apresenta diferentes graus de dureza indo desde o 7B(mais mole) até o 9H( mais duro), passando pelo HB(dureza média). Normalmente, nos desenhos técnicos, não se empregam os tipos de 9H até 4H(pois são muito duros e as linhas saem muito claras) e os tipos de 2B até 7B(pois são muito moles e as linhas saem muito grossas). Na realidade, os tipos utilizados pelos desenhistas são o 3H, 2H, H e F para desenhos finais e o HB e B para os esboços à mão livre.
Um bom desenhista é atento a todos os detalhes. Persistência, treinamento e observação são qualidades que devem ser cultivadas por estes profissionais e pelos que aspiram esta qualificação. Assim é importante começar aprendendo como segurar corretamente o lápis, evidentemente após seu correto apontamento, mantendo sua ponta sempre cônica. O lápis deve ser segurado entre o polegar e o dedo indicador a cerca de 4 a 5 cm da ponta, de modo que a mão fique apoiada no dedo mínimo e a ponta do lápis esteja bem visível.
A regra de ouro é: sempre puxar o lápis e nunca empurrar! O grafite mais indicado é o F ou H. O uso de grafite macio (B) deve ser evitado em desenho técnico pois desgasta rapidamente sua ponta cônica, causando seu constante lixamento ou apontamento , o que normalmente sujam os dedos e o papel. A ponta cônica deve ser feita com uma lixa fina para madeira, grana 100 ou 150 , ao invés de usar gilete ou estilete.
Para desenho de letras, pode-se usar o HB. Seja qual tipo de lápis que estiver usando, o mais importante é ter um traço firme, o que não significa ter que usar a força. Um traço sem uniformidade é desagradável e depõe contra o desenhista, da mesma forma que um desenho só com um tipo de traço fica sem vida por falta de contraste.
Lembre-se: um traço grosso é a soma de vários traços finos paralelos entre si. Se quiser fazê-lo, trace primeiro um traço fino, depois outro traço fino paralelo ao primeiro e aí então preencha o espaço entre as paralelas com vários traços finos. Portanto, um traço grosso não depende de fazer mais força! Apagadores são importantes, pois até os desenhistas mais experientes necessitam de refazer seus trabalhos de vez em quando.
Eles possuem formatos diversos e são feitos de diversos materiais como a própria borracha natural ou materiais sintéticos. Os transferidores são utilizados nos traçados dos ângulos, sendo em geral divididos de meio em meio grau num material de plástico transparente com 180º de extensão.
As escalas servem para reduzir as dimensões originais do que se quer desenhar nas dimensões que cabem no papel de desenho ou em outras palavras na escala de desenho escolhida. Uma vez escolhida a escala de desenho todas as medidas devem ser reduzidas a essa escala. Para facilitar o traçado e marcar seus comprimentos, é utilizada a chamada escala de arquiteto que normalmente possui todas as escalas convencionais usualmente utilizadas.
A tinta nanquim requer um cuidado especial ao ser usada em esquadros e gabaritos para que não escorra pelas suas bordas e borre o desenho, o que pode ser atenuado com o uso de tinta de melhor qualidade e de secagem mais rápida. Ela é vendida em recipientes de plástico flexível e em vidros. Podemos torná-la mais fina com a adição de água destilada ou álcool absoluto.
O tira-linhas é um instrumento complementar do compasso para desenhar a tinta preta ou de variadas cores, podendo ser de bico comum ou com bico de pato, que possui maior reserva de tinta para o traçado de linhas longas, sendo que ambos os tipos dispõem de um parafuso de ajuste para adequar a espessura da linha. Após o seu uso, deve ser muito bem limpo, especialmente se a tinta utilizada for colorida por ser muito corrosiva. Outra opção é adaptar a caneta nanquim ao compasso conforme a figura a seguir.
Deve-se evitar mergulhar o tira- linhas no vidro de tinta. A colocação de tinta deve ser realizada através do conta-gotas. Modo correto de usar: a ponta do tira-linhas ou mesmo da caneta a tinta deve ser mantida na posição ortogonal ao plano do papel. Caso fique obliqua para dentro pode causar borrões.
Outras causas de falhas, erros e borrões são falta ou excesso de tinta no tira -linhas, afastamento da caneta da borda do esquadro, restos de borracha sobre o papel ou escorregamento do esquadro sobre o papel. Borrões normalmente ocorrem quando usamos a régua com a parte mais fina voltada para baixo, fazendo com que a tinta nanquim escorra para debaixo da régua, acumule, e se espalhe irregularmente sobre o papel. Interessante que usar a régua dessa forma pode parecer mais lógico, principalmente, se for traçar com lápis ou lapiseira, porém, com bico do tira-linhas, isso se torna desastroso.
Para evitar isso, tudo o que você precisa fazer é inverter o lado da régua (ponta mais fina para cima) como na imagem a seguir, o que evitará acúmulos próximos ao papel. Nada, porém, seria possível sem o papel de desenho, que são vendidos com vários tipos e para diferentes desenhos. Os mais usados especialmente para principiante é o papel transparente tanto para desenho manual como para desenho arquitetônico com rugosidade média para não desgastar demais o grafite e produzir linhas muito grossas. O papel vegetal é um tipo de papel mais transparente devido ao seu revestimento e possui uma ótima rugosidade para o traço a lápis ou a tinta.
Modo correto de usar: após verificar a iluminação e a prancheta, corte o papel no tamanho necessário, não se esquecendo de suas margens. Cole-o mais próximo da cabeça da régua T com fita adesiva crepe, seguindo a numeração indicada na figura abaixo. Isso evitará o desvio na extremidade da régua T que prejudica a qualidade do desenho, sendo importante também observar que o alinhamento da folha é em relação a régua paralela e não pela prancheta conforme mostra a figura a seguir
Finalmente os gabaritos servem para desenhar perfis especiais como tubulações, hexágonos, símbolos, contornos, etc. de uma maneira fácil e rápida.

4 Padronização e Normas técnicas:

Qualquer representação gráfica como os desenhos técnicos devem ser executados conforme regras e padrões estabelecidos e de conhecimento universal, para que sejam entendidos por todos os seus usuários em qualquer parte do mundo. No nosso caso, esses critérios são criados e disseminados pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que seguem padrões internacionais para atender ao intercambio tecnológico, entre os quais destacamos a seguir aqueles referentes ao desenho técnico básico.
Folha de desenho: O formato matriz é o A0, retangular de área igual a 1(um) m² cujos lados medem respectivamente 1189mm e 841mm, conforme a seguir.
Do formato A0 derivam os outros formatos (A1, A2, A3 e A4) conforme figura a seguir.
Todos os desenhos acima de A4 devem ser dobrados com o mesmo padrão do A4 ( 210mm x 297mm ), mantendo sempre a legenda na parte externa para facilitar sua leitura e destinando a margem esquerda de 25 mm à perfuração ou grampeamento para posterior arquivamento. A legenda é o espaço reservado para títulos, origem, data, escala, nome do desenhista, enfim todas as informações gerais que identificam o desenho. Sua altura é variável e sua largura é de 175mm para os formatos Ao e A1 e de 178 mm para os demais.
A caligrafia também é regida por padrões técnicos definidos pela ABNT tanto no tamanho (altura das letras) como nas distancias entre si, cuja execução deve ser feita com o auxílio das linhas guia, conforme mostrado a seguir.