Técnicas em Construção Civil
Noções básicas de Construção Civil e Desenho Arquitetônico
1 Técnicas de construção Civil: Introdução à Construção Civil
Uma boa obra requer um bom projeto. O projeto de uma obra possui uma importância tão grande para a obra que é disso que vai depender toda a sua execução. Ao contrário do que muita gente pensa, não é só ir empilhando tijolos e ver o resultado. Antes disso, há muito estudo, cálculos e tomada de decisão.
Obras de construção civil são atividades complexas pela própria natureza. Em primeiro lugar porque toda construção civil é única. Mesmo que um padrão construtivo possa ser preestabelecido e reproduzido em locais diferentes, ainda assim haverá a adaptação deste padrão no terreno escolhido, que muito provavelmente terá características diferentes.
De acordo com Nascimento, “Mesmo que haja um padrão de projetos no mercado, na engenharia civil nenhum projeto é exatamente igual a outro”. Em segundo lugar, obras de construção civil envolvem um grande número de profissionais de diversas competências que nem sempre trabalham juntos e com os mesmos métodos. Tal complexidade tem como desafio gerir um alto volume de recursos, sobretudo em obras públicas, pois não só neste caso, mas principalmente nestas, a aplicação dos recursos deve ser tratada com a maior lisura, transparência e eficiência possível.
Considerando que esse setor da economia é um dos principais participantes no PIB nacional, pouco se tem feito para solucionar problemas como desperdícios, orçamentos e cronogramas estourados, além das inúmeras manifestações patológicas em edificações por falhas de gestão dos projetos. Em geral, a maioria dos problemas mencionados tem origem na concepção dos projetos.
2 Técnicas de construção Civil: COBERTURA
Capitulo 2
O telhado compõe-se da estrutura, cobertura e dos condutores de águas pluviais.
- A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura, que pode ser: de madeira, metálica, etc...
- A cobertura: é o elemento de proteção, que pode ser: cerâmico, de fibrocimento, alumínio, de chapa galvanizada, etc...
- Os condutores: são para o escoamento conveniente das águas de chuva e constituem-se de: calhas, coletores, rufos e rincões, são de chapas galvanizadas e de p.v.c.
ESTRUTURAS DE MADEIRA
Para facilitar, podemos dividir a estrutura em armação e trama. A armação é a parte estrutural, constituída pelas tesouras, cantoneiras, escoras, etc... e a trama é o quadriculado constituído de terças, caibros e ripas, que se apoiam sobre a armação e por sua vez servem de apoio às telhas.
Materiais Utilizados Nas Estruturas
a) - madeira: Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.1), no entanto a peroba tem sido a madeira mais utilizada.
- Resistência à compressão (fc), a 15% de umidade, igual ou superior a 55,5 MPa.
- Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13,5 MPa.
As madeiras estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas. A cabreúva vermelha, coração de negro, faveiro, anjico preto, guaratã e taiuva têm alta dureza, portanto devemos ter cuidado ao manuseá-las. As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. No entanto, existem casos onde o dimensionamento das peças exigem peças maiores ou diferentes, assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudadas na disciplina Estruturas de Madeira).
- Vigas: 6 x 12cm ou 6 x 16cm, comprimento 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0m
- Caibros: 5 x 6 cm ou 5 x 7 (6 x 8)cm, comprimento 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0m
- Ripas: 1,0 x 5,0 cm; geralmente com 4,50m de comprimento e são vendidas por dúzia.
Obs. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores, o preço da peça aumenta.
b) - peças metálicas: As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos, os parafusos, chapas de aço para os estribos e presilhas.
Os Pregos Mais Utilizados São:
- 22 x 42 ou 22 x 48 - para pregar as vigas
- 22 x 42 ou 19 x 39 - para pregar os caibros
- 15 x 15 - para pregar as ripas.
Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. A designação dos pregos com cabeça será por dois nº s. a x b .
a = refere ao diâmetro, é o nº do prego na Fiera Paris ex: 15 = 2,4 mm 18 = 3,4 mm
b = representa o comprimento medido em linhas - 2,3 mm, unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.
3 Técnicas de construção Civil: PEÇAS UTILIZADAS NAS ESTRUTURAS DE TELHADO
CAPITULO 3 - A) Tesoura Dos Telhados
As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoio intermediários. São estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano, transmitindo-as aos seus apoios. Geralmente são compostas por:
- Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura, para distribuir a carga do telhado.
- Perna: Peças de sustentação da terça, indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume, geralmente trabalham à compressão.
- Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio, geralmente trabalham à tração.
- Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento.
- Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume, e nos demais tirante. Geralmente trabalham à tração.
- Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna, encontram-se, geralmente, em posição oblíqua ao plano da linha, denomina-se asna a que sai do pé do pendural, as demais de escoras. Geralmente trabalham à compressão.
Em Tesouras Simples No Mínimo Devemos Saber:
- Vãos até 3,00m não precisam de escoras.
- Vãos acima de 8,00m deve-se colocar tirantes.
- O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3,0 m.
- O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação;
- O ponto é a relação entre a altura da cumeeira e o vão da tesoura.
- A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser ≤ 5,0 cm.
- As tesouras devem ser contraventadas, com mãos francesas e diagonais na linha da cumeeira.
c) Terças As terças apoiam-se sobre as tesouras consecutivas ou pontaletes, e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras), do tipo de madeira e da telha empregada.
- Bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2,50 m.
- Bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2,50 a 3,50 m.
Estes vãos são para as madeiras secas. Caso não se tenha certeza, devemos diminuir ou efetuar os cálculos mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha: Para vãos maiores que 3,50 m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo. As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume), e contra frechal na parte baixa.
As Terças Devem Ser Apoiadas Nos Nós Das Tesouras.
d) Caibros Os caibros são colocados em direção perpendicular às terças, portanto paralela às tesouras. São inclinados, sendo que seu declive determina o caimento do telhado. A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças, com o tipo de madeira e da telha.
- Terças espaçadas até 2,00 m usamos caibros de 5 x 6.
- Quando as terças excederem a 2,00 m e não ultrapassarem a 2,50m, usamos caibros de 5x7 (6x8).
Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0,50m (eixo a eixo) para que se possa usar ripas comuns de peroba 1x5.
e) Ripas As ripas são a última parte da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. São encontradas com seções de 1,0x5,0cm (1,2x5,0cm). O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. Para a colocação das ripas é necessário que se tenha na obra algumas telhas para medir a sua galga. Elas são colocadas do beiral para a cumeeira, iniciando-se com duas ripas ou sobre testeira. Portanto, para garantir esse espaçamento constante, o carpinteiro prepara uma guia (galga).
As ripas suportam o peso da telhas, devemos portanto, verificar o espaçamento entre os caibros. Se este espaçamento for de 0,50 em 0,50m, podemos utilizar as ripas 1,0x5,0m. Se for maior, utilizamos sarrafos de 2,5x5,0m (peroba).
4 Técnicas de construção Civil: LIGAÇÕES E EMENDAS
CAPITULO 4 -
Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas, com encaixes precisos para isso devemos saber:
Recorte: - h = altura da peça
- r = recorte, r ≥ 2cm
- 1/8 h ≤ r ≤ 1/4 h
As emendas das terças devem estar sobre os apoios, ou aproximadamente 1/4 do vão, no sentido do diagrama dos momentos fletores, com chanfros à 45° para o uso de pregos ou parafusos.
5 Técnicas de construção Civil: TELHADO PONTALETADO
CAPITULO 5 -
Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. Para isso, devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. Em construções residenciais, as paredes internas e as lajes oferecem apoios intermediários. Nesses casos, portanto, o custo da estrutura é menor. O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na laje. Sendo assim, a laje recebe uma carga distribuída. Nas lajes maciças, onde tudo é calculado, podemos apoiar em qualquer ponto. Entretanto na lajes pré não devemos apoiar sobre as mesmas e sim na direção das paredes.
Havendo necessidade de se colocar um pontalete fora das paredes, é necessário que se faça uma viga de concreto invertida para vão grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos. Devemos ainda, ter algumas precauções como:
- A distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras.
- A distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas tesoura
- Deverá ser acrescido aos pontaletes, berço (de no mínimo 40cm) para distribuir melhor os esforços, mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto.
6 Técnicas de construção Civil: RECOMENDAÇÕES.
CAPITULO 6 -
- Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro, quando os alinhamentos das peças são perfeitos, formando cada painel do telhado um plano uniforme. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.
- Não devemos esquecer a colocação da caixa dágua, antes do término, pelo carpinteiro, do madeiramento.
- Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar, deve ser colocado em ângulo. Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. O ideal seria o prego penetrar 2/3.
- Quando tiver que pregar a ponta de uma peça em outra, incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas.
7 Técnicas de construção Civil: Leitura e Interpretação de Projetos
Capitulo 7 -
Leitura e Interpretação de Projetos no Brasil e no mundo tem experimentado uma série de mudanças do ponto de vista teórico/conceitual, visto que contribui com as gerências das empresas, proporcionando a estas um exame bem detalhado das dimensões estratégicas que devem nortear e permitir a adequada priorização dos projetos, bem como criar mecanismos de controle e descarte dos mesmos (Vargas, 2010).
Na opinião de Limmer (2007) planejar significa projetar o futuro para atuar com eficiência no presente, ou seja, definir metas e objetivos a serem alcançados em determinado tempo (prazo) e a partir dessas diretrizes empreenderem as ações necessárias para atingir os objetivos propostos. Mediante o exposto, temos a configuração da temática baseada na aplicação da gestão de projetos na construção civil, objetivando analisar a gestão de projetos e sua eficácia no desenvolvimento de obras de construção civil.
A leitura e interpretação de projetos de arquitetura e engenharia nas obras voltadas para a construção civil, tem sido, desde algum tempo, objeto de estudos e discussões que tem seu foco voltado principalmente para as empresas que elaboram e executam grandes construções. A indústria da construção civil na opinião de Barcaui et al (2007), nos dias atuais, se diferencia das demais por possuir características próprias quanto à elaboração de seus produtos.
Essa elaboração seleciona e qualifica um mercado o qual há pouco tempo atrás não evoluía por falta da implementação de uma gestão que ousasse quebrar as regras tradicionais metodológicas até então sempre empregadas nesse setor. Os objetivos propostos consistiram em geral, conforme mencionado em parágrafo anterior.
E específicos visando verificar a gestão de projetos, bem como seu histórico e sua implementação no desenvolvimento de obras da construção civil; demonstrar a importância da gestão do tempo sobre os aspectos da produtividade junto à construção civil; e descrever o papel dos indicadores de desempenho de processos produtivos e seus impactos para a construção civil.
Embora as teorias e modelos sobre planejamento tenham origem nas ciências administrativas, o planejamento em si não é uma “disciplina” exclusiva do curso de Administração. É, principalmente, uma poderosa ferramenta de gestão que pode ser aplicada em praticamente todas as áreas de conhecimento e ao desenvolvimento profissional e pessoal. Portanto, o planejamento deve ser visto como uma rota a ser seguida que oferece a possibilidade de tomar decisões conscientes e por iniciativa própria ao invés de deixar essa responsabilidade outras pessoas ou acontecimentos e apenas assumir a responsabilidade pelo cumprimento dos compromissos que lhe forem delegados.
Dessa forma, o planejamento não só pode, como deve, ser constantemente revisado e ajustado. Assim, as ocorrências que interfiram no planejamento, podem ser analisadas o planejamento ajustado, de acordo com a nova realidade. Mediante o exposto, demonstra-se a relevância deste trabalho tendo em vista que poderá servir de escopo para pesquisas futuras já que abordará aspectos conceituais acerca do planejamento de obras e a gestão de projetos, disciplinas atreladas em função do desempenho positivo de atividades diversas, neste caso, a construção civil.
Diversas são as inovações e reformulações trazidas pela NBR 15.575, especialmente os aspectos técnicos e as responsabilidades de cada agente, tornando-a muito mais abrangente. Os projetistas receberam atenção especial, passando a ter normas mais rigorosas a cumprir, entre as quais a necessidade de especificar a vida útil projetada (VUP), que consiste no período estimado de tempo (em anos) em que o edifício atenderá às exigências dos usuários, classificando-se em mínimo (M), intermediário (I) e superior (S).
O cálculo da VUP leva em consideração cada componente da edificação, como a parte estrutural, os pisos, as vedações, o revestimento, a pintura e outros. A vida útil projetada será um dos parâmetros para distinguir as obras com alto padrão de qualidade das obras com o padrão mínimo exigido pela NBR 15.575. Isso demandará do empreendedor maior atenção no momento de veicular tal informação no material publicitário do produto, porquanto os dados divulgados vinculam o empreendedor; e caso o empreendimento não corresponda ao material de publicidade, o consumidor poderá ser indenizado.
Para que um empreendedor divulgue sua construção como de “alto” ou “superior” padrão, ela deve satisfazer plenamente as exigências da NBR 15.575 para cada categoria. A nova norma também destinou espaço para abordar a atividade dos construtores e dos incorporadores, expandindo o leque das suas obrigações e tornando expressas exigências que antes estavam presentes apenas em outras normas. Destaca-se a elaboração mais cuidadosa e detalhada do manual de operação, uso e manutenção, mais conhecido como o Manual do Proprietário.
Esse instrumento deverá trazer as informações técnicas da edificação, os prazos de garantia (que não se confundem com a vida útil projetada), além das orientações para o uso e a manutenção, tudo de acordo com a nova NBR 15.575. Os consumidores serão os maiores beneficiados com as futuras construções, mas não poderão eximir-se de conhecer as suas garantias e, principalmente, as suas obrigações, entre as quais a manutenção da edificação na forma prevista no manual do proprietário.
A NBR 15.575 é sobretudo uma norma que objetiva uma construção civil sustentável e de melhor qualidade, o que certamente exigirá maior interação e troca de informações entre todos os agentes envolvidos. Assim, ela não poderá passar despercebida pela indústria da construção civil de Criciúma, pois no momento em que o mercado imobiliário da cidade está aquecido, é fundamental que os protagonistas conheçam as especificidades técnicas da norma e, principalmente, os reflexos jurídicos que seu desatendimento poderá acarretar.
Portanto, apesar de todos os desafios que surgirão, aqueles que se adaptarem às novas regras poderão oferecer um produto diferenciado aos consumidores e à sociedade, dentro de um novo conceito de construção civil.