A FORMAÇÃO ACADÊMICA E ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO SECRETÁRIO EXECUTIVO
Secretariado Executivo
1 INTRODUÇÃO
A Profissão de Secretariado Executivo venceu muitos desafios, participou de mudanças importantes no cenário organizacional mundial e adaptou-se às constantes inovações e alterações mercadológicas.
No Brasil, a profissão acompanhou e correspondeu à altura às novas exigências e imposições do mundo do trabalho, superou as infundadas previsões de extinção e iniciou o Século XXI atendendo e possuindo todas as habilidades necessárias para se consolidar no mercado globalizado. Todas as conquistas resultaram de muita luta e ações em prol do respeito e reconhecimento da profissão.
Por intermédio dessa luta e da atuação da classe secretarial a profissão foi Regulamentada em 30/09/1985 pela LEI nº. 7.377/85 e complementada através da LEI nº. 9.261/96, possibilitando um ganho incondicional para a categoria.
Com a aprovação da Lei e imposições mercadológicas a Formação Acadêmica se tornou obrigatória para a superação, atendimento e acompanhamento das constantes mudanças. Assim, os Cursos de Graduação em Secretariado Executivo se viram obrigados a reformularem seus currículos periodicamente para suprirem satisfatoriamente a demanda mercadológica por profissionais capacitados, flexíveis e conhecedores do todo empresarial.
Diante do fato de nem todos os cursos se atentarem para as constantes mudanças e, consequentemente, não capacitarem adequadamente os futuros profissionais, a categoria se uniu e alcançou em 11/03/2004 a aprovação do PARECER CES/CNE 102/2004 para servir de referencial na organização curricular pelos cursos de graduação em Secretariado visando qualidade de ensino e capacitação adequada para o efetivo desempenho profissional.
Tal conquista se concretizou com a aprovação, em 03/06/2005, da RESOLUÇÃO CES/CNE 3/2005 que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Secretariado Executivo.
O presente trabalho surgiu do interesse em examinar as determinações da RESOLUÇÃO CES/CNE 3/2005 estipuladas pelo Ministério da Educação e do Desporto (MEC) para através delas analisar se o Projeto Pedagógico e a composição curricular do Curso de Secretariado Executivo da UEL atendiam essas determinações e garantiam uma capacitação adequada, qualificada e estruturada aos futuros profissionais de Secretariado Executivo.
2 A Trajetória Histórica da Profissão de Secretariado Executivo
A Profissão de Secretariado Executivo acompanhou as transformações sociais, políticas, econômicas e mercadológicas praticamente na mesma velocidade em que elas ocorriam. Conquistou e estruturou sua posição atendendo às qualidades mercadológicas exigidas no mundo todo, correspondendo ao desenvolvimento e peculiaridades de cada país.
Acompanhou a história e não se abalou com a temida “globalização”, ao contrário, aliou-se a ela e adaptou-se às inovações e automações tecnológicas, superou as infundadas previsões de extinção e consolidou-se como uma profissão estruturada, consistente, atual e em constante desenvolvimento e adaptação, sendo uma das profissões que mais cresce no mundo.
No Brasil, a profissão também acompanhou seu desenvolvimento econômico, empresarial, industrial, tecnológico e político-social através de muita luta de seus profissionais sempre buscando a atualização, o conhecimento, seus direitos e o desempenho ético de seus deveres e responsabilidades, a representação da classe e, acima de tudo, o respeito e o reconhecimento da profissão pela sociedade em geral.
A Profissão no Brasil
Segundo Natalense (1998, p. 7-10) o desenvolvimento da Profissão de Secretariado no Brasil acompanha o desenvolvimento gerencial e revela as características organizacionais, sociais e mercadológicas de cada década.
Na década de 50, por exemplo, inicia-se uma percepção do desenvolvimento da profissão na estrutura empresarial dos grandes centros brasileiros, porém, a atuação profissional limita-se a execução de algumas Técnicas Secretariais. A profissão se desenvolve, se renova e inova.
constantemente durante as décadas seguintes e torna-se valorizada por seus profissionais devido, principalmente, ao início da atuação das associações de classe em prol da conscientização, respeito e regulamentação da profissão. Na década de 90 surge um novo perfil para o profissional que se torna empreendedor, polivalente, gerador de lucros e resultados.
Nesta década os profissionais estão conscientes de seu papel para a consolidação e reconhecimento da profissão e buscam aperfeiçoamento, cursos superiores e treinamentos para desempenhá-la eficientemente.
No ano 2000 as discussões e previsões do inovador, moderno e bem sucedido perfil dos secretários se confirmaram e a profissão iniciou o novo século com todos os requisitos necessários para atender às exigências do mercado de trabalho. Através da teoria e prática acadêmica e profissional os Secretários passaram a conhecer efetivamente a empresa como um todo, com seus diversos campos interligados, e a participarem ativamente dos resultados empresariais.
Conquistas, Lutas e Ações
Foram muitas, intensas e primordiais para a profissão as conquistas, lutas e ações realizadas no Brasil ao longo das últimas seis décadas, resultantes do empenho dos precursores do movimento, dos profissionais de Secretariado, dos representantes e dirigentes das associações, dos sindicatos, dos coordenadores, professores e alunos dos cursos técnicos e de graduação em Secretariado, enfim, da categoria como um todo.
Tais conquistas, lutas e ações promoveram e promovem o respeito e reconhecimento da profissão pela sociedade, empresários e governantes, consolidando-a cada vez mais e proporcionando admiração de outros países pela forma de sua organização através da união, cooperação e atuação dos profissionais brasileiros.
Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação
As Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº. 4.024/61 e de Reforma Universitária nº. 5.540/68 estabeleciam ao Conselho Federal de Educação a responsabilidade pela fixação dos Currículos Mínimos dos Cursos de Graduação.
Tais currículos mínimos foram criados principalmente para determinar normas gerais válidas em todo o território nacional com o intuito de manter padrões unitários e uniformes nas ofertas curriculares e acabaram tornando a formação profissional padronizada, pois ofertavam os mesmos conteúdos independentemente da instituição, região e demanda mercadológica, reduzindo a liberdade de atuação das instituições na organização de seus cursos de forma a atender, acompanhar e a preparar profissionais aptos a enfrentar e lidar com as constantes mudanças do mundo do trabalho.
Com a aprovação da nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) nº. 9.131/95 foi concedida à Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no art. 9, § 2º, alínea “c”, a permissão de “deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministério da Educação e do Desporto, para os cursos de graduação”.
A Câmara de Educação Superior através da competência recebida aprovou em 03/12/1997 o PARECER CES/CNE 776/97, estabelecendo orientações gerais para a formulação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para os Cursos de Graduação.
As DCN tornaram-se a base das novas formulações para o desenvolvimento de um ensino eficaz e de qualidade ofertado pelas instituições de ensino superior, assim como para a garantia de uma formação profissional adequada às diversas áreas de atuação e conhecimento.
As diretrizes curriculares constituem no entender do CNE/CES, orientações para a elaboração dos currículos que devem ser necessariamente respeitadas por todas as instituições de ensino superior. Visando assegurar a flexibilidade e a qualidade da formação oferecida aos estudantes. (Parecer CES/CNE 776/97).
Parecer CES/CNE 583/2001
O PARECER CES/CNE 583/2001 aprovado em 04/04/2001 pela Câmara de Educação Superior com intuito de complementar o Parecer 776/97 e de atender ao Plano Nacional de Educação aprovado em janeiro de 2001, através da Lei nº. 10.172, busca disseminar orientações comuns para as diretrizes curriculares que garanta a flexibilidade, a criatividade e a responsabilidade das instituições ao elaborarem suas propostas curriculares de forma a atender as necessidades diferenciais de seus públicos e das regiões que estes estão inseridos.
Parecer CES/CNE 67/2003
O PARECER CES/CNE 67/2003 foi aprovado em 11/03/2003 para consolidar as manifestações da Câmara de Educação Superior sobre a concepção e a conceituação das Diretrizes Curriculares Nacionais determinados nos Pareceres 776/97 e 583/2001. O Parecer 67/2003 baseado na nova LDB 9.131/95 e na posterior Lei 9.394/96 tem como propósito constituir-se Referencial para as Diretrizes Curriculares Nacionais e, assim, garantir a flexibilidade e fundamentos necessários na elaboração de projetos pedagógicos dos cursos de graduação em conformidade com estas.
No geral o Parecer CES/CNE 67/2003 resume as recomendações às Diretrizes Curriculares Nacionais a serem seguidas por todo e qualquer Curso de Graduação:
Neste passo, não é demais repetir que tudo foi concebido com o propósito de que se pudesse estabelecer um perfil do formando no qual a formação de nível superior se constituísse em processo contínuo, autônomo e permanente, com uma sólida formação profissional fundamentada na competência teórico-prática, observada a flexibilização curricular, autonomia e a liberdade das instituições de inovar seus projetos pedagógicos de graduação, para o atendimento das contínuas e emergentes mudanças para cujo desafio o futuro formando deverá estar apto.
Com certeza, as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação foram responsáveis por preencher a distância entre a formação acadêmica e as exigências do mercado de trabalho globalizado, uma vez que determinaram e estruturaram a adequada formação profissional que atendesse e representasse cada área de atuação de forma efetiva.
Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação de Secretariado Executivo
As Diretrizes Curriculares Nacionais como todas as outras conquistas na área de Secretariado Executivo surgiram devido à luta de seus profissionais e à necessidade de adequar as constantes e profundas transformações ocorridas na profissão à realidade das exigências do mercado. Essa luta contou com a colaboração de diversas IES (Instituições de Ensino Superior) com a intensa dedicação dos coordenadores de Cursos de Secretariado em todo o Brasil, com as pesquisas científicas de acadêmicos e graduados, com o apoio dos sindicatos e, principalmente, com a representação da FENASSEC (Federação Nacional de Secretárias e Secretários).
Vilas-Boas (2004, p. 192) informa que o Ministério da Educação não possuía comissão específica formada por profissionais graduados para fazer a avaliação dos cursos em fase de reconhecimento e dos novos cursos de graduação em Secretariado, fato que prejudicava o reconhecimento das reais necessidades de formação do futuro profissional de Secretariado Executivo.
A urgência das Diretrizes Curriculares Nacionais foi discutida no I Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Secretariado Executivo, realizado em Salvador – BA, em 22/09/1999.
Desse encontro, surgiu o documento chamado proposta de ‘Diretrizes Curriculares para os Cursos de Secretariado Executivo’ (graças a colaboração de mais de 50 IES), e que, por um determinado período, foi mantido no site do MEC/SESu, respaldando a criação de novos cursos de Secretariado, [...], embora não tenha sido oficializado como Parecer. (VILAS-BOAS, 2004, p.193).
Segundo Villas-Boas (2004, p. 193) a aprovação do Parecer CES/CNE nº. 102/04 foi também resultado dos trabalhos realizados no II Encontro de Coordenadores de Cursos de Secretariado Executivo, realizado em São Leopoldo – RS, nos dias 11 e 12/07/2003.
Parecer CES/CNE 102/2004
A aprovação do Parecer em 11/03/2004 foi resultado das várias ações realizadas pela FENASSEC (Federação Nacional das Secretárias e Secretários), pelos sindicatos, profissionais e comunidade acadêmica da área de Secretariado em geral, com o intuito de definir os parâmetros necessários a serem utilizados pelos cursos de Graduação em Secretariado Executivo para uma efetiva Formação Acadêmica e Profissional que atendesse os requisitos da profissão solicitados pelo exigente mercado de trabalho.
Resolução CES/CNE 3/2005
A Resolução CES/CNE 3/2005, de 23/06/2005 se fundamenta na LDB, LEIS nº. 9.131/95 e nº. 9.394/96, considera os Pareceres CES/CNE nº. 776/97, nº. 583/2001 e nº. 67/2003, acata o Parecer CES/CNE 102/2004 e institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Secretariado Executivo, Bacharelado, a serem observadas pelas Instituições de Ensino Superior em sua organização curricular.
Formando
Os discentes deverão desenvolver capacitação nas diversas áreas do conhecimento e organizacionais para suprir e ir ao encontro das exigências empresariais e mercadológicas. Assim, o Parágrafo Único do Artigo 3º considera O bacharel em Secretariado Executivo deve apresentar sólida formação geral e humanística, com capacidade de análise, interpretação e articulação de conceitos e realidades inerentes à administração pública e privada, ser apto para o domínio em outros ramos do saber, desenvolvendo postura reflexiva e crítica que fomente a capacidade de decisão, bem como capaz para atuar nos níveis de comportamento micro-organizacional, meso-organizacional e macro-organizacional.
O Curso de Graduação em Secretariado Executivo
Os Cursos de Secretariado devem proporcionar aos formandos uma formação crítica e abrangente através de conhecimentos gerais que atendam as expectativas organizacionais e profissionais, preparando-os para entender, adaptar-se e enfrentar os desafios, cobranças e constantes mudanças do mundo dos negócios, além de, no exercício da profissão, atuarem eticamente respeitando a si próprio, a categoria, a organização e a sociedade.
Tais requisitos são considerados fundamentais pelo Artigo 4º que determina que o Curso de Graduação em Secretariado Executivo deve possibilitar a Formação Profissional que revele a capacitação de articulação e utilização de raciocínio lógico, crítico e analítico; visão generalista da organização, sólido domínio sobre planejamento, organização, controle e direção; gestão, liderança, gerenciamento da informação e domínio tecnológico;
ética, criatividade, iniciativa, determinação e empreendedorismo. “Essas são as competências e habilidades essenciais que o profissional de secretariado deve adquirir para garantir o pleno exercício profissional, a dignidade e a identidade da profissão”. (LIEUTHIER, 2004, p. 9).
O Projeto Pedagógico
O Projeto Pedagógico necessita atender os interesses da sociedade como um todo, apresentando significado, relevância, princípios e objetivos que atendam às necessidades dos Cursos de Graduação em Secretariado e o meio de atuação dos egressos, objetivando uma formação estruturada de acordo com as competências intelectuais e profissionais exigidas no mercado de trabalho. Sua relevância está fundamentada nos seus conteúdos disciplinares e num método de ensino e aprendizagem sem diferenças entre teoria e prática.
O Parágrafo 2º do Artigo 2º flexibiliza a formação do futuro profissional para o atendimento às demandas regionais e mercadológicas:
Os projetos pedagógicos do curso de graduação em Secretariado Executivo poderão admitir linhas de formação específicas, nas diversas áreas [...] contidas no exercício das funções de Secretário Executivo, para melhor atender as necessidades do perfil profissiográfico que o mercado ou a região exigirem.
O Estágio Curricular Supervisionado
Devido as incessantes mudanças mercadológicas o graduando deve, durante a faculdade, para adquirir experiência em sua área de atuação, participar do Estágio Curricular Supervisionado, o que lhe proporcionará além de inserção social, maturidade para enfrentar os desafios.
O artigo 7º da Resolução 3/2005 determina que “o estágio supervisionado é um componente curricular obrigatório, indispensável à consolidação dos desempenhos profissionais desejados inerentes ao perfil do formando [...]”.
[...] o estágio exigido por lei é necessário para que o aluno não só complemente a sua formação e aplique os conhecimentos adquiridos teoricamente, mas também para que abra portas para a sua ascensão profissional de forma madura e segura. O estágio não é algo secundário, ou seja, não é apenas mais uma disciplina a ser cumprida para terminar o curso, mas é a oportunidade de ao final do curso o acadêmico atuar, abstrair e expor o resultado do que aprendeu. (BIANCHI, A.; ALVARENGA; BIANCHI, R., 2003, p. 18).
As Atividades Complementares
Assim como o Estágio, as Atividades Complementares Acadêmicas são de suma importância para o desenvolvimento social, intelectual e profissional dos formandos em Secretariado. O Parágrafo Único do Artigo 8º esclarece que “As atividades complementares se constituem componentes curriculares enriquecedores e implementadores do próprio perfil do formando, sem que se confundam com estágio curricular supervisionado”.
Sem dúvida, as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Secretariado instituídas pela RESOLUÇÃO CES/CNE 3/2005 representam uma grande conquista da Profissão de Secretariado Executivo. Elas são o principal instrumento para se identificar as reais necessidades e exigências para o desempenho eficaz da profissão num mercado em constante alteração.
Assim, as DCN representam os parâmetros e caminhos a serem seguidos para a garantia e oferta de uma excelente Formação Acadêmica e Atuação Profissional.
3 A Formação Acadêmica do Profissional de Secretariado Executivo
A Formação Acadêmica para o profissional de Secretariado Executivo é obrigatória não somente por ser exigência legal, através da Lei de Regulamentação nº. 7.377/85 e sua complementação pela Lei nº. 9.261/96, mas, principalmente, por ser o único meio de garantir o exercício supremo da profissão no atendimento, execução e superação das demandas organizacionais e mercadológicas.
O Curso de Secretariado Executivo da Universidade Estadual de Londrina
O Curso de Secretariado Executivo da UEL criado há quatorze anos já formou onze turmas de profissionais de Secretariado Executivo. A formação de todos esses profissionais de Secretariado que passaram pelo Curso e pela UEL possibilitou, principalmente, a Londrina e região o grande benefício de suprir as necessidades de seu mercado com profissionais altamente qualificados e capacitados, possuidores de ampla visão empresarial e mercadológica, dotados de conhecimentos técnico-científicos e teórico-práticos e aptos às constantes mudanças.
Histórico
O processo de criação do Curso de Graduação em Secretariado Executivo da UEL teve início em 30/01/1990, data em que a Associação das Secretárias e Secretários do Paraná – ASSEPAR protocolou junto à UEL a solicitação de implantação do curso de Secretariado Executivo Bilíngue na UEL através do OFÍCIO nº. 012/89. Tal iniciativa surgiu a partir do pedido, perante a ASSEPAR, das participantes do I Encontro Regional de Secretariado e Recepcionistas em Londrina, realizado em 22 e 23/09/1989, solicitando que a Associação reivindicasse junto aos órgãos competentes a implantação em Londrina do Curso Superior em Secretariado, devido ao grande número de profissionais atuantes na região sem o devido Registro Profissional no Ministério do Trabalho e a conseqüente necessidade de formação superior para atender a Lei de Regulamentação da Profissão nº. 7377 de 30/09/1985 e, assim, poderem praticar plenamente o exercício profissional.
A criação do Curso de Secretariado da UEL foi determinada através da Resolução nº. 2.385/93 em 11/08/1993, aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE. Em 12/02/1998 o Curso da UEL foi reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação, sendo oficialmente reconhecido através da publicação do Decreto Estadual nº. 4.179 de 30/03/1998.
Objetivos do Curso
Os principais objetivos do Curso são: graduar bacharéis em Secretariado Executivo com sólida formação geral e humanística, com posicionamento crítico e reflexivo, conscientes da necessidade de aprendizagem constante e de seu importante papel como agente de realização de mudanças e de inovações; desenvolver profissionais qualificados para o mercado de trabalho, que conheçam e dominem as diversas áreas do saber necessárias à profissão.
Perfil do Profissional
Os discentes receberão, durante os quatro anos de curso, uma formação que estruturará um perfil adequado e que atenda as exigências e demandas esperadas da profissão pela sociedade. Tal formação irá: preparar os formandos e capacitá-los para atuarem no mercado de trabalho de forma polivalente, abrangente, eficaz e competente atuando como Gestores, Empreendedores, Assessores, Consultores e Agentes de Mudanças; e capacitá-los para atuarem com responsabilidade, respeitarem e exercerem eticamente a profissão.
Currículo
O Currículo deve ser o referencial teórico que sustenta a interação entre a organização e objetivos da graduação e a absorção e aplicação do conhecimento pelos alunos.
Currículo é uma construção social do conhecimento, pressupondo a sistematização dos meios para que esta construção se efetive; a transmissão dos conhecimentos historicamente produzidos e as formas de assimilá-los, portanto, produção, transmissão e assimilação são processos que compõe uma metodologia de construção coletiva do conhecimento [...]. (VEIGA (Org.), 2005, P.26).
O currículo deve ser organizado para estabelecer uma relação aberta e relacionada com a capacitação profissional, possibilitando que a grade curricular multidisciplinar seja trabalhada e desenvolvida interdisciplinarmente para proporcionar uma visão ampla e geral assim como são as estruturas organizacionais empresariais em que o profissional de Secretariado irá atuar.
A Grade Curricular do Curso de Graduação de Secretariado Executivo da UEL (Universidade Estadual de Londrina)
A grade curricular do Curso da UEL, desde sua implantação em 1994, sofreu pequenas modificações até o ano 2000, como substituição, extinção e inserção de poucas disciplinas. Em 2006 se insere um novo currículo para o curso e o desenvolvimento do Projeto Pedagógico para atendimento às exigências das DCN para os Cursos de Graduação em Secretariado Executivo determinadas através da RESOLUÇÃO CES/CNE 3/2005, de 23/06/2005. Com o novo currículo a carga horária total do curso sofreu um aumento de 54 horas, alterando-se de 2.748 horas para 2.802 horas.
Diante da última iniciativa de alteração da grade curricular é importante e interessante que o Curso sempre analise a possibilidade e necessidade de alterar seu currículo periodicamente, por exemplo, a cada três ou quatro anos para frequentemente poder acompanhar as novas tendências e demandas a serem exigidas para o Perfil Acadêmico e Profissional do Secretário.
A Importância do Projeto Pedagógico para os Cursos de Graduação
O Projeto Pedagógico para os Cursos de Graduação é o instrumento que proporcionará um ensino de qualidade e adequado às constantes mudanças globais. Para isso as instituições de ensino são obrigadas a se adaptarem a esse novo contexto potencializando um eficaz processo de mudança e transformação na concessão, organização e transmissão de conhecimento. Todo Projeto Pedagógico precisa ter como referencial o futuro em sua proposta e métodos de ensino. Ao se construir um projeto “planejamos o que temos intenção de fazer, de realizar. Lançamo-nos para diante, com base no que temos, buscando o possível. É antever um futuro diferente do presente”. (VEIGA (Org.), 2005, p.12).
É no futuro que os futuros profissionais irão se defrontar com as mais diversas situações e para superá-las terão como base as práticas e experiências acadêmicas. Na concepção do Projeto Pedagógico se deve ter claramente o significado e abrangência da representação da educação superior na responsabilidade pela formação e validação profissional.
Educação – e ensino – de nível superior significa desenvolvimento de qualificação, e portanto, de aptidões para atuar, de forma abrangente, efetiva, com resultados duradouros e de eficácia sistêmica. [...]. As várias dimensões dos problemas da sociedade precisam fazer parte da formação de nível superior, de tal forma que o aprendiz egresso desse tipo de ensino tenha uma capacidade humana de atuar integrada com todas as dimensões que tal capacidade requer [...]. (PUCPR, 2000, p.32).
Para se enfrentar o desafio de sua aplicabilidade deve-se considerar e entender a necessidade de o projeto estar em constante construção e aperfeiçoamento através de discussões criativas e críticas, e o fato de o projeto estar estruturado em um processo em que os resultados são gradativos e mediatos, mas fundamentais para a construção da identidade do curso de graduação, do conhecimento, da cidadania e da profissionalização.
[...] O projeto não é algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas. Ele é construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo [...]. (VEIGA (Org.), 2005, p.13).
O Projeto Pedagógico deve considerar:
[...] o conjunto de diretrizes organizacionais e operacionais que expressam e orientam a prática pedagógica do curso, sua estrutura curricular, as ementas, a bibliografia, o perfil profissiográfico dos concluintes e tudo quanto se refira ao desenvolvimento do curso, obedecidas as diretrizes curriculares nacionais, estabelecidas pelo Ministério da Educação. [...]. (UFMG, 2007)
O Projeto Pedagógico do Curso de Secretariado Executivo da UEL
O Projeto Pedagógico do Curso foi aprovado através da RESOLUÇÃO CEPE nº. 354/2005 em 15/12/05, sendo implantado a partir de 2006, está estruturado com a seguinte constituição:
1) quanto à formulação do curso: delimita os aspectos gerais e essenciais do curso de graduação voltado para a formação e capacitação profissional do bacharel em Secretariado;
2) quanto à estrutura do curso: apresenta a disposição e a forma como os elementos teóricopráticos se relacionam entre si determinando as características e atividades globais e o funcionamento dinâmico das práticas pedagógicas através da definição e estruturação do currículo e dos recursos físicos e humanos.
A identificação do corpo docente constitui um item importante para a consecução do Projeto do Curso, pois aponta a consistência da intermediação do processo de ensino e aprendizagem. [...] a adequação do corpo docente ao desenvolvimento do Projeto Pedagógico proposto deve ser evidenciada. Esta adequação diz respeito não só à qualificação do docente para desenvolver as atividades acadêmicas na graduação, mas também ao seu interesse como pesquisador e/ou seu envolvimento em projetos de extensão. A articulação entre as atividades de diferentes naturezas - ensino, pesquisa e extensão - desenvolvidas pelo docente deve ser realçada. (UFMG, 2007);
3) quanto aos métodos de avaliação e acompanhamento dos processos de ensino aprendizagem do projeto pedagógico e do curso: institucionaliza-se os meios de avaliação através da colaboração, do corpo docente e discente, do colegiado e da coordenação;
4) instrumentos normativos de apoio: normas referentes a graduação como formas de avaliação das atividades, composição do colegiado do curso e critérios para rematrícula anual.
A composição e formulação do Projeto Pedagógico do Curso da UEL incorpora as exigências fundamentais para a formulação, implantação e compromisso com o ensino e a educação.
A Posição do Curso e do Projeto Pedagógico de Secretariado Executivo da UEL no Atendimento às Diretrizes Curriculares Nacionais
O curso da UEL em seus 14 anos formando profissionais já transmitiu muito conhecimento, capacitou e procurou se adequar às mudanças e exigências da sociedade em geral, necessidade que se deu formalmente pela definição das DCN, através da RESOLUÇÃO CES/CNE 3/2005 de 23/06/2005, que instituiu a formulação de projetos pedagógicos para cada um dos cursos nacionais de graduação em Secretariado, fazendo com que o curso da UEL se atentasse para essa importante mudança e desenvolvesse seu Projeto a ser seguido a partir do ano letivo de 2006, além da alteração e complementação do currículo para adequação da formação profissional às novas tendências e mudanças globais da profissão de Secretariado.
Apoiando-se nas DCN da RESOLUÇÃO CES/CNE 3/2005, o Artigo 2º trata sobre: a organização do projeto pedagógico e do curso de graduação em Secretariado e determina a indicação clara de sua concepção, dos seus componentes curriculares e objetivos gerais; o incentivo à pesquisa como prolongamento da atividade de ensino e como instrumento para a iniciação científica; além de, integração entre teoria e prática.
Considerando-se a determinação de indicação clara quanto à concepção do curso e dos componentes curriculares, o Curso e o Projeto Pedagógico da Graduação em Secretariado da UEL encontram-se de acordo com o artigo 2º das Diretrizes Curriculares Nacionais.
O Artigo 3º da Resolução citada determina que a Graduação em Secretariado deve oferecer uma formação que capacite e habilite para o domínio de sólidos conhecimentos científicos, estratégicos e tecnológicos garantindo o desempenho de múltiplas funções que responda às diversas especificidades de cada organização;
daí, a importância de um planejamento que inter-relacione interdisciplinaridade entre teoria e prática. Determina também, que o formando deve possuir uma sólida formação geral, social e humanística que possibilite uma reflexão crítica e reflexiva e garanta competências em diversos níveis e graus.
Considerando o exposto, além das disciplinas das mais diversas áreas, o currículo do curso da UEL conta com novas matérias como Gerenciamento de Sistemas de Informação, Métodos e Técnicas de Pesquisa, Gestão Secretarial e Comércio Internacional que complementam a formação e possibilitam a articulação entre os conceitos e realidades de uma ampla visão organizacional.
E, com a inserção da disciplina de Ética Empresarial e Responsabilidade Social que complementa e garante a formação humanística e sócio-ambiental responsável. O Artigo 4º da mesma Resolução apresenta a formação, habilidades e competências mínimas que o Curso de Secretariado deve proporcionar. O Projeto e o Curso da UEL compreendem essas especificações e a partir delas certificam a formação do profissional Secretário que atuará como Assessor, Gestor, Consultor, Agente de Mudanças e Intra-Empreendedor.
De modo geral, o Projeto Pedagógico e o Curso de Secretariado Executivo da UEL vão ao encontro das DCN instituídas pelo MEC. Contudo, o curso não deve considerar seu Projeto Pedagógico como pronto e acabado, devendo sempre praticar sua revisão, elaboração e reformulação buscando uma constante ampliação da participação e opinião de todos os direta e indiretamente envolvidos com o curso, para garantir solidificação e respeito à sua imagem.
Será através, principalmente, da união, conscientização e colaboração dos alunos e docentes juntamente com a coordenação do curso na aplicação e aperfeiçoamento do Projeto que se possibilitará a obtenção dos recursos e conquistas estabelecidas neste, para o Curso da UEL, como a criação e implantação da Secretaria Modelo que garantirá a prática dos conhecimentos adquiridos teoricamente, do seu Departamento próprio que lhe proporcionará maior autonomia e recursos e, principalmente, a atualização, inovação e expansão do Acervo Bibliográfico da área de Secretariado Executivo disponibilizado pela Biblioteca da UEL.
A devida importância, aprimoramento e consideração ao Projeto Pedagógico e sua forma de condução garantirá, com a participação de todos, a superação das dificuldades e a melhoria significativa no processo de educação e consolidação do Curso de Secretariado da UEL.
4 A Atuação Profissional do Secretário Executivo
A atuação do profissional de Secretariado está estruturada em sua Formação Acadêmica, em sua experiência profissional e consequentemente nas competências desenvolvidas e inerentes ao campo secretarial.
Essas competências são constantemente renovadas e adaptadas às transformações sociais, mercadológicas e organizacionais como o único meio do Secretário Executivo poder garantir uma estruturada e excelente Atuação Profissional.
As Mudanças da Profissão de Secretariado Executivo
A Profissão de Secretariado Executivo é marcada pela sua adaptabilidade e flexibilização diante das diversas mudanças ocorridas nas esferas políticas, econômicas, sociais, comerciais, organizacionais e mercadológicas, em âmbito global principalmente no último século.
Porém, a profissão sempre superou e acompanhou as transformações consolidando-se e livrando-se das famosas previsões e riscos de extinção.
No Brasil, segundo Natalense (1995, 1998), a profissão experimentou e passou por três grandes mudanças: a Era da Qualidade, a Era da Informática e a Era da Competência, transformações que deram novos rumos à profissão e ao seu exercício pelos Secretários.
As Implicações das Eras da Qualidade, Informática e da Competência para a Profissão de Secretariado Executivo
As Eras da Qualidade, da Informática e da Competência marcaram profundamente a Profissão de Secretariado, foram responsáveis por definir mundialmente e concretizar sua imagem como uma profissão dinâmica, consciente e preparada para superar os novos e constantes desafios.
E são justamente esses atributos os necessários e principais para o profissional atender às expectativas quanto ao seu desempenho, por isso domina os conceitos de flexibilidade, adaptabilidade e aperfeiçoamento constante.
Diante do fato do exercício e sucesso profissional estarem condicionados, influenciados e determinados por uma atuação qualitativa, tecnológica e competente pode-se considerar o surgimento de uma nova época anunciada pela constante qualificação.
A Era da “Qualificação Permanente”
Devido às constantes e consideráveis mudanças incorporadas e adaptadas e a inseparabilidade da qualidade, da informática e da competência pela profissão de Secretariado surge, no início da década de 90, no cenário global a necessidade da Qualificação Permanente, o único meio que permitirá o acompanhamento das mudanças e inovações dos processos de qualidade, das modernidades tecnológicas e da aquisição e manutenção das competências e habilidades.
Somente através das experiências e conhecimentos adquiridos com a Formação Acadêmica, a Atuação Profissional e a Qualificação Permanente é que o profissional poderá atuar satisfatoriamente e ser considerado apto e preparado pelo mercado de trabalho.
De acordo com as instituições da RESOLUÇÃO CES/CNE 3/2005 os profissionais devem possuir sólidas aptidão e capacitação para tratarem e deliberarem sobre assuntos das diversas áreas e específicos da sua área de atuação;
devem apresentar visão geral e humanística e uma postura analítica, interpretativa e crítica que assegure a administração dos processos e de pessoas, a tomada de decisão e gestão inerentes às organizações. Baseando-se nessas habilidades o Curso de Secretariado Executivo da UEL, através da RESOLUÇÃO CEPE/UEL 354/2005, espera que o profissional de Secretariado em sua formação se capacite para atuar como Assessor, Gestor, Consultor e ser Empreendedor e Agente de Mudanças.
As Habilidades Essenciais para o Secretário Executivo em Exercício
O Secretário, para atuar e atender as exigências e expectativas das organizações, necessita se integrar e dominar seus processos administrativos e produtivos.
Precisa auxiliar seus executivos em resoluções e soluções para as diversas áreas e setores e sempre agir de forma autônoma, competente, polivalente e flexível sempre apoiado em sua formação profissional, seus conhecimentos e habilidades, descritas a seguir:
Assessor
O profissional de Secretariado Executivo, com toda sua bagagem comportamental, cultural, intelectual e profissional, desenvolveu-se em sua atuação e inseriu-se no meio organizacional posicionando-se perante a alta chefia executiva como Assessor.
Para consolidar a capacidade de assessorar seu executivo todo profissional de Secretariado precisa dominar as técnicas secretariais, possuir sólidos conhecimentos das diversas áreas de negócios e administrativas, desenvolver as práticas de comunicação e de liderança e atuar de forma ética, precisa possuir visão organizacional, boa comunicação e desenvolver liderança.
Gestor
Para atuar como Gestor o profissional de Secretariado precisa desenvolver suas funções com qualidade e assertividade, objetivando produtividade e a otimização dos resultados. Mas, principalmente dominar as etapas básicas da gestão, por meio do planejamento, organização, controle e direção de suas atividades, responsabilidades e deveres para colaborar efetivamente com a gestão de pessoas, da informação e dos processos e resultados.
Consultor
O Secretário Executivo na atribuição de Consultor trabalhará com a cultura organizacional sugerindo, realizando e proporcionado as alterações necessárias para o alcance dos objetivos da organização e dos executivos. Ele desenvolve uma consultoria eficiente quando está amplamente envolvido com a empresa conseguindo assim, visualizar suas deficiências e carências quanto às exigências do seu ramo de atividades
A empresa, consequentemente, passa, através de um processo interativo, a consultar o Secretário na tomada de decisão, a buscar o seu apoio para obter melhores resultados, para aumentar as qualidades dos produtos, serviços e do atendimento, para consolidar suas vantagens competitivas e para implantar novos modelos de gestão e programas de responsabilidade sócio-ambientais.
Empreendedor
Para empreender o Secretário precisa ser ativo, criativo, arrojado, participativo, inovador e negociador; perspicaz, sagaz, eficiente, polivalente e buscar, constantemente, o conhecimento e o aperfeiçoamento nas diversas áreas do saber implantando idéias e práticas inovadoras que aprimorem seu trabalho e contribuam para o alcance dos objetivos da organização.
Para ser Empreendedor o profissional de Secretariado precisa conhecer e interagir com a empresa em sua totalidade, ter preocupação com a produtividade, o lucro e a qualidade.
Agente de Mudanças
Devido à sua formação, capacitação, atuação e maximização dos processos sempre direta ou indiretamente o profissional de Secretariado Executivo gera mudanças no âmbito organizacional e quando, ao contrário, as recebe, está pronto para acatá-las, aprender mais e abrir novos caminhos e possibilidades de trabalhos.
A resistência à mudança é comum em todas as organizações, por isso é primordial que o Secretário esteja sempre aberto e disposto a enfrentar as transformações devido a sua relação direta com as pessoas que promovem as mudanças organizacionais. Seu comportamento e concordância são determinantes para o comprometimento e confiança de toda a organização diante dos processos de mudanças e inovações.
Contudo, a Atuação Profissional do Secretário Executivo depende de sua Formação Acadêmica voltada para a formação de um profissional Gestor, Assessor, Consultor, Empreendedor, Agente de Mudanças, polivalente e participativo, que domine os processos de negociação, de comunicação e do campo de atuação de sua empresa. Depende, também, da busca e aperfeiçoamento constante de seus conhecimentos e habilidades;
da prática de atitudes éticas e responsáveis; da consciência de sua posição e influência como elo de ligação entre toda a organização e, consequentemente, de sua importância para o alcance dos resultados; e, principalmente, da sua determinação para o reconhecimento profissional.
5 Conclusão
A Formação Acadêmica adequada e estruturada e a experiência desenvolvida através da Atuação Profissional certifica e assegura ao Secretário Executivo um excepcional e elevado exercício profissional.
A análise de cada artigo da RESOLUÇÃO CES/CNE 3/2005 permitiu ter contato com as habilidades e formações mínimas que os Cursos de Secretariado através de seus Currículo e Projeto Pedagógico devem proporcionar ao Formando. Proporcionou, também, observar as deliberações para a composição de um Projeto Pedagógico que apresente claramente as concepções, objetivos e peculiaridades de um Curso de Graduação em Secretariado, que vão desde o Estágio Curricular Supervisionado até o Trabalho de Conclusão de Curso.
Assim, o exame das Diretrizes (DCN) do MEC para os Cursos de Graduação em Secretariado permitiu no decorrer deste trabalho a comparação, verificação e investigação do Projeto Pedagógico e do Curso de Secretariado Executivo da UEL quanto ao atendimento dessas determinações e quanto à oferta de capacitações e habilitações aos futuros Secretários.
Através de pesquisa documental e bibliográfica verificou-se que as Diretrizes do MEC determinam que a Graduação garanta uma formação adequada aos futuros profissionais, flexibilizando em todo seu texto linhas de formação específicas para os cursos melhor atenderem as exigências e necessidades do perfil do Secretário e dos mercados de trabalho. Constatou-se através da análise da RESOLUÇÃO 3/2005 que de forma geral o Projeto Pedagógico e o Curso de Secretariado da UEL estão de acordo com as Diretrizes especificadas pelo MEC.
Observou-se que a Grade Curricular e a Diversidade de Disciplinas ofertadas pelo Curso da UEL garantem, periodicamente, a formação de profissionais aptos para o mercado de trabalho. Porém, constatou-se a importância da análise de possibilidade e viabilidade de reestruturação curricular em intervalos médios de tempo, talvez a cada três ou quatro anos, devido as constantes mudanças acadêmicas e profissionais do perfil do Secretário Executivo.
Percebeu-se que a Atuação Profissional do Secretário Executivo fundamentada na Formação Acadêmica é eficiente, compatível e supre às exigências do mercado de trabalho conhecedor da Profissão de Secretariado Executivo.
Por fim, concluiu-se que para que o Curso de Secretariado da UEL possa cumprir, alcançar e consolidar seus objetivos necessita acompanhar, desenvolver e vivenciar constantemente seu Projeto Pedagógico; necessita conscientizar e mobilizar a participação de todos os seus atores.