A automação residencial

Instrumentação e Automação Industrial

1 Automação residencial

A automação residencial, ou domótica, fornece acesso para controlar ou agendar o acionamento automático de diferentes dispositivos em sua casa a partir de smartphones, tablets ou computadores.

Muito se fala sobre casas inteligentes e o uso da tecnologia para melhorar a vida das pessoas. A automação residencial é fundamental nesse assunto, e permite que as tecnologias desenvolvidas possam ser usadas em casa, no cotidiano.

Automação residencial consiste em aplicar todas as tecnologias existentes dentro de casa para facilitar tarefas que antes dependiam somente do morador. Sensores de fumaça, fechaduras eletreletrônicas e temporizadores são alguns exemplos de automatização. O objetivo é fazer que todos os sistemas eletrônicos funcionem como um só, sob o total controle e de acordo com nossos hábitos, necessidades e gostos.

Origem da automação residencial

O conceito da automação surgiu na década de 1970, nos EUA, quando os primeiros sistemas automatizados de controle foram criados para aplicações industriais.

Imagine controlar tudo no seu lar por um tablet ou smartphone conectado à internet. Essa é a ideia da automação residencial.

A cada ano, desde quando surgiu a automação residencial, novas soluções são lançadas no mercado sempre acompanhando as tendências de consumo.

As vantagens da automação residencial

Não são somente a comodidade e o conforto que têm destaque na automação residencial. Segurança e até sustentabilidade também fazem parte dessa equação.

Veja a seguir as principais vantagens da automação residencial:

Segurança:

O primeiro e mais importante dos benefícios da automação residencial. Mesmo longe da sua residência, você pode visualizar o que está acontecendo dentro e fora dela, por meio de aplicativos de câmeras integradas ao sistema de automação residencial. Também é possível oferecer segurança ás pessoas com alguma necessidade especial.

Praticidade e Comodidade:

Atualmente, com a automação residencial, é possível ligar uma lâmpada estando longe de casa ou em qualquer lugar do mundo.

Ligar o ar condicionado, a irrigação do jardim e a lareira são outros exemplos do que fazer com mais facilidade com a automação. Tudo isso ajuda as pessoas a ganharem tempo com bem-estar. E com o uso da “Internet das coisas” é possível programar o GPS de seu carro ou celular para quem ao se aproximar de sua casa, o ar condicionado seja ligado, a cafeteira prepara um café e a porta garagem se abra assim que o carro se aproximar.

Cenas inteligentes

É possível programar a automação residencial para, por exemplo, não mexer mais em nenhum ajuste do controle remoto da televisão. Apertar a tecla “cena filme” significa que o ambiente irá ajustar-se com a preferência programa na automação residencial.

Economia do consumo de energia

Existem dispositivos e aplicativos na automação residencial que são capazes de gerenciar o consumo de energia de uma lâmpada. Com essa funcionalidade em mãos, é possível detectar onde estão os maiores consumos e economizar energia de forma racional utilizando a automação residencial.

A automação residencial também pode deixar a casa sustentável, reduzindo desperdícios não só de luz, como também de água.

2 Funcionalidades de uma casa automatizada:

Automação da iluminação da casa:

Com a automação residencial você pode programar a iluminação para acender em configurações pré-salvas, como “iluminação para assistir filmes” e “iluminação para festas”.

Controle da iluminação à distância:

Com um smartphone ou um tablet, você pode apagar as luzes caso tenha esquecido alguma acesa, ou acendê-las para quando estiver chegando.

Sistema de som: 

Com a automação residencial você pode distribuir músicas e vídeos para todos os cômodos da casa, além de controlar o volume em casa um dos ambientes.

Sistema de irrigação de jardim:

Com os sensores de umidade do solo e temporizadores é possível criar a automação residencial no jardim, mantendo as plantas sempre nas condições ideais.

Sistema de segurança:

Além de visualizar as câmeras de segurança pela internet ou por apps, também é possível configurar na automação residencial sensores de fumaça, sprinklers e sistemas de comunicação direta com a polícia e empresas de segurança privada.

Biometria:

Com a automação residencial é possível controlar a luz e diversas outras funções da casa, além de, é claro, proteger a casa contra a entrada de pessoas não autorizadas.

Controle automatizado de cortinas e janelas:

 Com sensores de luz e integração ao sistema de iluminação, é possível aproveitar ao máximo a luz natural e evitar que as luzes sejam acesas em momentos desnecessários.

Controle de temperatura:

Com a automação residencial é possível acionar o ar-condicionado (ou o aquecedor) antes de chegar em casa, resfriando o ar aos poucos para alcançar a temperatura ideal.

Vale ressaltar que para as automações mais complexas é necessário um aparelho ou aplicativo que funcione como central de automação, onde é possível controlar todos os sistemas da casa.

Atualmente, os arquitetos buscam ainda mais a aplicação das tendências atuais em seus projetos que sejam do agrado dos clientes e que apresentem características funcionais e produtivas para apoiá-los em suas atividades diárias.

Diversos arquitetos estão optando por acrescentar ao currículo a chamada “arquitetura inteligente”, pois é o que as pessoas procuram quando querem construir, projetar ou remodelar seus espaços com a automação residencial.

Vale lembrar que eles desempenham um papel muito importante, pois precisam conhecer em profundidade o que é a automação residencial e, desta forma, aconselhar as pessoas da melhor maneira possível.

A Internet das Coisas se refere a uma revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados no dia a dia à rede mundial de computadores. Cada vez mais surgem eletrodomésticos, meios de transporte até mesmo tênis, roupas e maçanetas conectadas à Internet e a outros dispositivos, como computadores e smartphones.

A ideia é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se unam, através dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens.

Os aparelhos vestíveis, transformam a mobilidade e a presença da Internet em diversos objetos em uma realidade cada vez mais próxima. 

3 Internet das coisas:

A ideia de conectar objetos é discutida desde 1991, quando a conexão TCP/IP e a Internet que conhecemos hoje começou a se popularizar. Bill Joy, cofundador da Sun Microsystems, pensou sobre a conexão de Device para Device (D2D), tipo de ligação que faz parte de um conceito maior, o de “várias webs”. 

Em 1999, Kevin Ashton do MIT propôs o termo “Internet das Coisas" e dez anos após isso escreveu um artigo “A Coisa da Internet das Coisas” para o RFID Journal. De acordo com o especialista, a rede oferecia, na época, 50 Pentabytes de dados acumulados em gravações, registros e reprodução de imagens.

A limitação de tempo e da rotina faz com que as pessoas se conectem à Internet de outras maneiras. Segundo Ashton, assim, será possível acumular dados do movimento de nossos corpos com uma precisão muito maior do que as informações que temos atualmente. Com esses registros, se conseguirá reduzir, otimizar e economizar recursos naturais e energéticos, por exemplo.

Para o especialista, essa revolução será maior do que o próprio desenvolvimento do mundo online que conhecemos hoje.

Aplicações da Internet das Coisas

O protótipo Mobii, que está sendo desenvolvido pela Ford e pela Intel, pretende reiventar o interior dos automóveis. Ao entrar em um carro com essa tecnologia, uma câmera vai fazer o reconhecimento do rosto do motorista, a fim de oferecer informações sobre seu cotidiano, recomendar músicas e receber orientações para acionar o mapa com GPS.

Se o sistema não reconhecer a pessoa, ele tira uma foto e manda as informações para o celular do dono, evitando furtos.

Um outro exemplo de aplicação da Internet das Coisas, envolve uma parceria da fabricante Thyssenkrupp com a Microsoft. Juntas, as empresa desenvolveram um sistema inteligente e online para monitorar os elevadores através de call centers e técnicos.

O software funciona em grandes redes de computadores de mesa e portais, além de rodar em um app para tablets com Windows.  

O intuito deste programa é prestar assistência em tempo real e evitar acidentes com manutenções preventivas nos elevadores da marca. Essa iniciativa resulta em uma redução de custo e é um exemplo de aplicabilidade da Internet das Coisas em infraestrutura. 

Atualmente, existem muitos objetos que podem ser conectados, como geladeiras, óculos, elevadores e carros. A rede pode intervir em pequenos gadgets ou em infraestruturas complexas. Pensando em toda essa usabilidade, vêm surgindo iniciativas, que envolvem empresas grandes, para unificar a Internet das Coisas.

As empresas Dell, Intel e Samsung se uniram em julho deste ano exatamente para padronizar as conexões, em um grupo chamado Open Interconnect Consortium (OIC). Eles querem criar um protocolo comum para garantir o bom funcionamento da conexão entre os mais variados dispositivos. Wi-Fi, Bluetooth e NFC serão recursos desenvolvidos pela organização.