As principais ferramentas de jardinagem e as formas de adubação

Jardinagem e Paisagismo

1 Jardinagem

A jardinagem é uma das áreas da agricultura que nos acompanha há mais de 3 mil anos, desde quando o homem sentiu a necessidade de cultivar as plantas ornamentais perto de suas casas, com o intuito de embelezar o ambiente.Desde então, ao longo de toda a história humana,existem relatos de cultivos de jardins e alguns deles com muito destaque,como ocorreu com os jardins renascentistas italianos e franceses.

Ligado a esse desejo de ornamentar os ambientes e domesticar as plantas,tornou-se necessário desenvolver métodos e equipamentos para um melhor manejo das plantas nessas condições e, a partir disso, foram determinados os melhores sistemas de manejo, adaptados a cada condição de cultivo ou a cada tipo de planta ornamental cultivada.

Além da função estética, com o tempo, as pessoas perceberam outras funções que essas plantas desempenhavam no ambiente doméstico e urbano, e passaram a ser consideradas elementos de utilidade social. De fato, as plantas trazem inúmeros benefícios ao ser humano, melhorando as condições climáticas do local onde estão localizadas, como redução de temperaturas, aumento da umidade do ar, redução da poluição, redução de áreas pavimentadas, promoção da infiltração de águas pluviais e amenização dos problemas de enchentes.

Também têm um efeito benéfico na saúde humana, uma vez que seu cultivo pode ser recomendado como forma de terapia, afetando positivamente o estado psicológico de quem os pratica.

Os principais equipamentos para a jardinagem

Aparadores de grama:Aparadores são usados ​​para manter o gramado adequado para pisar. Pode ser acionado elétrica ou mecanicamente, mas o mais importante é o sistema de corte, que pode ser lâminas de metal para gramados altos ou fio de náilon para gramados baixos. Ao escolher o tipo de cortador de grama, é necessário levar em consideração o tamanho e a topografia da área, o tipo de grama cultivada e a altura do gramado.

Aparadores de cerca viva

São utilizados para efetuar podas de cercas vivas ou de trepadeiras, porém, não são aptos para corte de ramos maiores. A grande vantagem de seu uso é a uniformidade do corte, que proporciona melhor acabamento nas plantas. Podem ser de acionamento elétrico ou mecânico.

Serras

As serras são utilizadas para poda de arbustos e árvores. Podem ser de cabo estendido (motopodas) para poda de galhos, e sem cabo para podas no chão (motosserras), ambas de acionamento elétrico ou mecânico.

Os equipamentos de limpeza

Sopradores: São utilizados para limpeza de pisos e gramados, retirando folhas e restos vegetais provenientes da poda ou de queda natural. Seu uso é recomendado para áreas maiores onde a limpeza manual se torna difícil. Para áreas pequenas, não se recomenda o uso do soprador.

Pulverizadores

Os pulverizadores são usados para aplicação de agrotóxicos no controle de pragas, doenças e plantas daninhas ou para aplicação de fertilizantes líquidos. Permitem o controle exato da dosagem do produto a ser aplicado e podem ter acionamento manual ou elétrico.

Precaução:Sempre use equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos para realizar a poda, a limpeza e a pulverização, como óculos, luvas, máscara, avental, macacão e calçados fechados de borracha.

Pulverizador elétrico

Pulverizador manual

2 Principais ferramentas

Ancinhos

Pás

Sachos

Enxadas

Os tipos de substratos

Substrato é todo meio utilizado para o crescimento e desenvolvimento das plantas fora do solo. Ele serve como suporte para as plantas, podendo ainda ser fonte de nutrientes.Pode ser composto por um único tipo de material ou uma mistura de diferentes materiais que podem ter várias origens:

Substratos naturais

São substratos compostos por elementos encontrados na natureza, tais como turfa, serapilheira, solo mineral ou areia.

Substratos sintéticos

São substratos compostos por elementos químicos industrializados, como o isopor, a lã-de-rocha, a espuma fenólica (espuma fl oral), entre outros.

Substratos minerais

São substratos compostos por elementos minerais naturais, mas que passaram por algum tipo de processo industrial, como a vermiculita, a argila expandida e a perlita.

Substratos orgânicos

São substratos compostos por elementos orgânicos, como fi bra de coco, casca de arroz, casca de pinos e a serragem de madeira.

Os tipos de adubos e corretivos

Os adubos ou fertilizantes são fontes de nutrientes essenciais para o pleno desenvolvimento das plantas. Seu excesso, falta ou mau preparo pode causar sérios danos às plantas.Portanto, seu uso deve ser feito de acordo com a necessidade nutricional de cada espécie conforme orientação técnica.

Os adubos podem ser de origem orgânica (animal ou vegetal) ou de origem mineral (químico) e, em geral, são utilizados em combinação para melhorar o aspecto das folhas e possibilitar o aumento da produção de flores.

Também existem adubos foliares, que são diluídos e aplicados diretamente sobre as folhas das plantas, porém, tal aplicação deve ser feita conforme orientação técnica para não danificar a planta.

Adubos orgânicos

Os adubos orgânicos são necessários para melhorar as características físicas, químicas e biológicas do solo e devem ser utilizados sempre. Os mais conhecidos são: o esterco bovino, o de aves e a compostagem. Os estercos precisam ser utilizados somente após serem curtidos, a fim de evitar a queima de partes das plantas.

Adubos químicos

Os adubos químicos são fontes de macronutrientes como o Nitrogênio (N), o Fósforo (P) e o Potássio (K), que são os nutrientes absorvidos em maior quantidade pelas plantas, e de micronutrientes como o Boro (B), o Cloro (Cl), o Cobalto (Co), o Cobre (Cu), o Ferro (Fe) o Manganês (Mn), o Molibdênio (Mo), o Silício (Si) e o Zinco (Zn), que são absorvidos em menor quantidade.

São empregados quando se deseja respostas rápidas no desenvolvimento das plantas, ou para melhorar algum aspecto nutricional que não foi completamente suprido pela adubação orgânica. Vale comentar que a deficiência de algum macro ou micronutriente pode acarretar enfraquecimento das plantas

Corretivos

Os corretivos são aplicados para eliminar a acidez do solo e fornecer suprimento de cálcio e magnésio para as plantas. Geralmente,o corretivo mais utilizado é o calcário e seu uso e/ou quantidade, também deve ser feito com cautela sob orientação técnica.

 

3 As formas de adubação

Adubação de formação

A adubação de formação é realizada antes do plantio das mudas e do gramado. Em geral, deve ser feita em maior quantidade juntamente com a aplicação de corretivos, sendo incorporada ao solo, revolvendo-o o mais profundo possível.

Em seguida, faça a irrigação e deixe a área descansar por alguns dias. A quantidade correta de adubos deve ser indicada por um responsável técnico.

Atenção:Nunca faça o plantio de mudas no mesmo instante que realizou a adubação de formação, pois pode queimar as raízes das plantas.

Adubação de cobertura

A adubação de cobertura é realizada tanto para plantas no solo como aquelas cultivadas em vasos deve ser feita em pequenas doses.A quantidade correta dependerá da espécie cultivada e do tipo de substrato utilizado.

Atenção:Quando fizer adubações de cobertura, faça irrigação em seguida para acelerar a dissolução do adubo e evitar a queima das plantas.

Adubação foliar

O curativo foliar é aplicado na forma líquida por meio de bombas de spray diretamente nas folhas das plantas. Os fertilizantes líquidos devem ser diluídos e a dose aplicada deve ser recomendada pelo fabricante ou técnico.

Atenção:Os adubos foliares devem ser aplicados, preferencialmente, nas primeiras horas do dia.

Métodos de propagação sexuada ou por sementes

As sementes variam muito em tamanho, forma, cor, características internas e externas. O processo de germinação frequentemente requer tratamento especial para sair da dormência, além do controle ambiental, tornando o processo um tanto difícil.Assim, é importante estudar e conhecer as espécies a serem cultivadas para selecionar a melhor forma de criação. Entre as plantas ornamentais, muitas espécies de árvores, palmeiras e flores anuais se reproduzem por sementes.

Fazendo a semeadura

 Reúna o material

                                                                  1. Bandejas de isopor ou sacos;                                                    2. Substrato;
 

                                                                           3. Sementes;                                                                                  4. Regador.

Encha o recipiente com substrato para germinação.

Plante as sementes, cobrindo-as com uma camada de substrato proporcional ao seu tamanho. Sementes muito pequenas com aparência de pó devem ser jogadas no substrato sem cobri-las.

É aconselhável guardar os recipientes no forno e com irrigação duas a três vezes ao dia até a fase de transplante das mudas.

Os métodos de propagação assexuada ou vegetativa

É a propagação de plantas sem a participação de sementes. O processo depende da capacidade da planta de se reproduzir por brotos naturais ou por intervenção humana. Esse tipo de propagação é amplamente usado para plantas sem ou sem sementes, como arbustos, plantas de cobertura do solo e gramados.

Os métodos naturais de propagação assexuada

Propagação por cormos:São caules subterrâneos dilatados especializados no acúmulo de reservas. Após o fl orescimento da planta o cormo-mãe se degenera dando origem ao cormo-fi lho e aos cormilhos, que são utilizados para a propagação, a exemplo do gladíolo.

Propagação por bulbos:Os bulbos são caules subterrâneos especializados em armazenamento. Eles representam a “lâmina” basal entre o bulbo e a raiz e, na maioria das vezes, a presença de “escamas”. Eles não renascem após a floração. Eles podem ser embainhados como amarílis e tulipas, ou escamosos como um lírio. Eles também podem ser usados ​​para propagação junto com os bulbos que se formaram ao redor do bulbo-mãe após a floração.

Propagação por rizomas

São caules cilíndricos espessos que se desenvolvem, frequentemente, sob a superfície do solo e são capazes de assimilar e transportar nutrientes. A propagação ocorre por partes do rizoma contendo uma ou mais gemas. Por exemplo: helicônias, gengibres- -ornamentais, alpínias, estrelítzias, agapantos e o hemerocalis.

Propagação por tubérculos

Tubérculos são caules subterrâneos dilatados, especializados na reserva de nutrientes. Não se degeneram após o florescimento e podem ser plantados inteiros ou em partes, contendo uma ou mais gemas. Por exemplo, o caládio, a gloxínia e o ciclamem.

Propagação por raízes tuberosas

São raízes dilatadas com função de reserva de nutrientes. Em geral, as plantas são propagadas pelo plantio da raiz com parte do caule contendo uma ou mais gemas. O exemplo mais comum é a dália e algumas espécies de begônias.

Propagação por estolhos

Estolhos são caules aéreos especializados que se desenvolvem partindo da axila das folhas, crescem horizontalmente e formam uma nova planta em cada nó ou na extremidade do estolão.Plantas que possuem esse tipo de propagação crescem como uma roseta ou coroa. Por exemplo, o clorofi to, neomaricas, íris e o morangueiro.

Propagação por filhotes

Filhotes são pequenas plantas formadas sobre a planta-mãe através do desenvolvimento de gemas adventícias ou pela germinação de sementes antes da dispersão. Podem desenvolver-se no caule e sobre as folhas ou inflorescências. São exemplos o calanchoê, a alpínia e os agaves.

Propagação por rebentos

Rebentos são pequenas brotações formadas ao redor da planta-mãe, pelo desenvolvimento de gemas laterais. São comuns nas bromélias.