HISTÓRIA DO BRASIL O IMPÉRIO E O CAFÉ
História do Brasil: O Império e o Café
1 HISTÓRIA DO BRASIL:
O IMPÉRIO E O CAFÉ:
A História do Brasil é um domínio de estudos de História focado na evolução do território e organização social do Brasil que, canonicamente, se estende da chegada dos portugueses até os dias atuais. No entanto, este artigo também contém informações sobre a pré-história do Brasil, ou seja, o período em que não houve registros escritos sobre as atividades desenvolvidas pelos povos indígenas no Brasil.
O primeiro europeu a chegar às terras que hoje formam o Brasil foi o espanhol Vicente Yáñez Pinzón no dia 26 de Janeiro de 1500. Apesar disso oficialmente o Brasil foi descoberto em 22 de Abril de 1500 pelo navegador português Pedro Álvares Cabral, que, no comando de uma esquadra com destino à Índia, chegou ao litoral sul da Bahia, na região da atual cidade de Porto Seguro.
A partir de 1530, a Coroa Portuguesa implementou uma política colonizadora, inicialmente com as capitanias hereditárias, depois com o governo geral, instalado em 1548. No final do século XVII foram descobertas ricas jazidas de ouro nos atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso que foi determinante para o povoamento do interior do Brasil. Em 1789, quando a Coroa portuguesa anunciava a derrama, medida para cobrar supostos impostos atrasados, eclodiu em Vila Rica (atual Ouro Preto) a Inconfidência Mineira. A revolta fracassou e, em 1792, um de seus líderes, Tiradentes, morreu enforcado.
2 O Império do Café:
O café é um produto de grande valor econômico para o Brasil. Segundo dados do Ministério da Agricultura, em 2012, a produção brasileira de café foi a maior do mundo e respondeu por aproximadamente um terço de toda a produção mundial. Durante o Segundo Reinado, porém, a importância do produto para a economia brasileira era ainda maior. Entre 1880 e 1929, por exemplo, as exportações de café correspondiam a 75% de toda a balança comercial brasileira.
A produção cafeeira em larga escala começou a se desenvolver no Rio de Janeiro, nas primeiras décadas do século XIX, e logo se espalhou por toda a região do Vale do Paraíba, em terras paulistas e fluminenses. Em pouco tempo o cultivo do produto cresceu em volume e importância. Entre 1826 e 1829 cerca de 25 mil toneladas de café foram exportadas. Do Vale do Paraíba, o cultivo do café se estendeu para o oeste paulista, o sul de Minas e o Espírito Santo. A rápida expansão do cultivo foi favorecida pelas condições climáticas e pelo solo dessas regiões, propícios para o cultivo do café.
No mercado externo, havia uma demanda crescente por café. O aumento do consumo do produto entre as classes médias norte-americanas e em alguns países europeus estimulou o aumento da produção brasileira, que em meados do século XIX se transformou no principal produto de exportação do Brasil e gerou grandes lucros aos produtores, chamados “barões do café”.
3 Origem do café:
A produção e o consumo do café tiveram origem entre os árabes, e esse produto era conhecido pelos europeus desde o século XVI. Seu consumo no Ocidente começou em Veneza, em meados do século XVII, difundindo-se rapidamente. A demanda do novo produto, daí em diante, só aumentou. Já no século XVIII sua produção tinha atingido as Antilhas e, no seguinte, o Brasil, onde em pouco tempo superou todas as culturas tradicionais.
4 Os investimentos iniciais:
Tornando-se um novo e principal produto de exportação a partir do século XIX, o café ocupou, de início, regiões vizinhas da capital brasileira o Rio de Janeiro. Ali encontrou uma infra-estrutura já montada, reaproveitando a mão-de-obra escrava disponível em virtude da desagregação da economia mineira.
Além disso, favoreceram enormemente a nova cultura. A abundância de animais de transporte (mulas) e a proximidade do porto, que facilitava o seu escoamento para o exterior. Portanto, sem grandes dificuldades, com os próprios recursos existentes e disponíveis, deu-se o impulso inicial à economia cafeeira.
5 Organização da Produção Cafeeira:
A produção cafeeira manteve muitas características da agroindústria açucareira do Nordeste. Nas fazendas de café do oeste paulista predominavam as grandes propriedades monocultoras e o emprego de mão de obra escrava. No entanto, apesar dessas formas tradicionais de cultivo, foi nessa região que se desenvolveram os avanços mais importantes na lavoura cafeeira, principalmente a partir da segunda metade do século XIX, como a adoção progressiva do trabalho livre, a incorporação de técnicas mais eficientes de cultivo e colheita e a construção de ferrovias para garantir o escoamento do produto até o porto de Santos.
O solo adequado ao plantio, a chamada terra roxa, foi muito importante para o aumento da produtividade, pois permitia plantar o café na mesma área por até trinta anos, contra os 25 anos de outras terras destinadas ao mesmo cultivo.