Guia de Medicamentos Genéricos 3
Introdução em Farmácia Hospitalar
1 Isoconazol (nitrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Creme dermatológico - 10mg/g
INDICAÇÕES
Pitiríase versicolor, tineas de qualquer localização, candidíase e eritrasma.
POSOLOGIA
Aplicar uma vez ao dia sobre a área afetada da pele, durante 4 semanas. Continuar a aplicação mesmo após cura clínica, para evitar recidivas. Em casos refratários esse período deverá ser prolongado.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade conhecida aos derivados imidazólicos.
EFEITOS ADVERSOS
Em casos raros, podem ocorrer irritações ou reações alérgicas cutâneas.
INTERAÇÕES
Não têm sido descritas.
PRECAUÇÕES
Manter a higiene do local. Em caso de tinea dos pés, secar bem os espaços interdigitais. Evitar o contato com a conjuntiva ocular.
2 Clotrimazol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Creme dermatológico - 10mg/g
INDICAÇÕES
Tratamento das candidíases cutâneas, dermatofitoses e micoses superficiais.
POSOLOGIA
Aplicação do creme, 2 vezes ao dia, em quantidade suficiente para cobrir a área afetada (manhã e noite), por até 4 semanas.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade aos antifúngicos imidazólicos.
EFEITOS ADVERSOS
Irritação e ardor local, erupção cutânea
PRECAUÇÕES
Não empregar para uso oftálmico. Descontinuar uso se houver irritação local
3 Miconazol (nitrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Creme vaginal - 20mg/g (Gyno-Daktarin)
Loção - 20mg/g (Daktarin)
INDICAÇÕES
Tinea pedis, Tinea cruris, Tinea corporis, Tinea capitis, Tinea barbae. Monilíases vulvovaginais, intertriginosas e monilíase cutânea generalizada. Pitiríase versicolor e eritrasma.
POSOLOGIA
Candidíase vulvovaginal: um aplicador cheio na porção profunda da vagina ao deitar, durante 7 dias. Micoses cutâneas: 2 a 4 gotas da loção sobre a área lesada, 2 a 3 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade aos antifúngicos imidazólicos ou a qualquer componente da fórmula.
EFEITOS ADVERSOS
Ardor e prurido local.
INTERAÇÕES
O uso do creme vaginal possibilita danos a preservativos e diafragmas.
PRECAUÇÕES
Evitar o uso no primeiro trimestre da gravidez.
4 Nistatina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Suspensão oral - 100.000UI/ml
Creme vaginal - 25.000UI/g
INDICAÇÕES
Candidíase oral e vulvovaginal.
POSOLOGIA
Candidíase oral: Recém-nascidos prematuros ou de baixo peso: 1 ml VO, 4 vezes ao dia, colocando a metade da dose utilizada em cada lado da boca. Lactentes: 1ml a 2ml (100.000UI a 200.000UI) VO, 4 vezes ao dia, colocando a metade da dose utilizada em cada lado da boca. Crianças maiores e adultos: 1ml a 6ml (100.000 a 600.000UI) VO, 4 vezes ao dia, bochechando a solução e mantendo-a por algum tempo na cavidade oral antes de ser deglutida. Candidíase vulvovaginal (creme). O conteúdo do aplicador, 1 vez ao dia, por via vaginal, durante 7 dias.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à nistatina. Micoses sistêmicas, infecções ungueais e lesões cutâneas hiperceratinizadas ou crostosas.
EFEITOS ADVERSOS
Diarreia, distúrbios gastrointestinais, náusea e vômito, gosto amargo, dor estomacal. Reações alérgicas são raras. Irritação local na aplicação vaginal.
INTERAÇÕES
Nenhuma interação tem sido descrita.
PRECAUÇÕES
Orientar sobre a utilização correta do aplicador vaginal.
5 Terbinafina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 125mg e 250mg
Creme dermatológico - 10mg/g
INDICAÇÕES
Dermatofitoses ocasionadas por Trichophyton, Microsporum canis e Epidermophyton floccosum. Tineas de qualquer localização. Candidíases cutâneas. Pitiríase versicolor. Observação: ao contrário da terbinafina tópica, a terbinafina oral não é eficaz na pitiríase versicolor.
POSOLOGIA
Comprimido: Crianças abaixo de 20kg: 1/2 comprimido de 125mg VO, 1 vez ao dia. Crianças entre 20 e 40kg: 125mg VO, 1 vez ao dia. Crianças acima de 40kg: 2 comprimidos de 125mg VO, 1 vez ao dia. Adultos: 250mg VO, 1 vez ao dia. Duração do tratamento: Tinea pedis (interdigital, plantar): 2 a 6 semanas. Tinea corporis e Tinea cruris: 2 a 4 semanas. Tinea capitis: 4 semanas. Candidíase cutânea: 2 a 4 semanas. Onicomicose: 6 semanas a 3 meses. Creme: Aplicar na área afetada, 1 a 2 vezes ao dia. Duração do tratamento: lesões no corpo, 1 a 2 semanas; lesões nos pés, 2 a 4 semanas.
CONTRAINDICAÇÕES:
Pacientes com história de hipersensibilidade a qualquer um de seus componentes.
EFEITOS ADVERSOS
Os sintomas mais comuns são os gastrointestinais (sensação de plenitude gástrica, perda de apetite, alteração no paladar, dispepsia, náusea, dor abdominal leve e diarreia). Reações cutâneas tipo exantemas e urticária. Artralgia e mialgia. Após o uso do creme, poderá haver vermelhidão, prurido ou ardor no local.
INTERAÇÕES
Pode inibir ou induzir a metabolização de ciclosporina, tolbutamina e anticoncepcionais orais. Sua depuração pode ser acelerada por rifampicina ou inibida por cimetidina. Irregularidades menstruais quando do uso concomitante com contraceptivos orais.
PRECAUÇÕES
Comprimidos: pacientes com disfunção hepática ou renal devem ter sua dosagem diminuída. O creme deve ter uso exclusivamente externo, evitando contato com os olhos. Limpar e secar as áreas afetadas, antes do uso. Em infecções intertriginosas aplicar com gaze, especialmente à noite. Gravidez e lactação: deve-se evitar seu uso pela experiência clínica limitada.
6 Tioconazol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Creme dermatológico - 10mg/g
Loção - 10mg/g
INDICAÇÕES
Tinea corporis, Tinea pedis e Tinea versicolor. Candidíase cutânea. Pitiríase versicolor e eritrasma. Infecções cutâneas causadas por fungos (dermatófitos e leveduras) suscetíveis.
POSOLOGIA
Creme dermatológico: aplicar 1 a 2 vezes ao dia, suavemente, nas áreas cutâneas afetadas e adjacentes. Em áreas intertriginosas, para evitar maceração da pele, aplicar em camadas finas espalhando bem. Loção: aplicar 1 a 2 vezes ao dia, suavemente, nas áreas cutâneas afetadas e adjacentes, usando os dedos ou um cotonete. Duração da terapia: Pitiríase versicolor: 10 dias. Tinea pedis: até 6 semanas. Outros dermatófitos, candidíase e eritrasma: 2 a 4 semanas.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade aos imidazólicos.
EFEITOS ADVERSOS
Pode haver sintomas de irritação local, geralmente leves e transitórios.
INTERAÇÕES
Não há relatos de interação com tioconazol tópico.
PRECAUÇÕES
Evitar contato com os olhos
7 Albendazol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido mastigável - 400mg
Suspensão oral - 40mg/ml
INDICAÇÕES
Ancilostomíase. Ascaridíase. Enterobíase (oxiuríase). Estrongiloidíase. Giardíase. Teníase. Tricocefalíase. Neurocisticercose. Larva migrans cutânea.
POSOLOGIA
Giardíase: Adultos e crianças maiores de 2 anos: 400mg/dia VO, por 5 dias. Teníase e estrongiloidíase: Adultos e crianças maiores de 2 anos: 400mg/dia VO, durante 3 dias. Neurocisticercose: Massa corporal menor que 60kg: 15mg/kg/dia (máximo de 800mg) VO, divididos em 2 doses, durante 8 a 30 dias. Massa corporal maior que 60kg: 400mg VO, 2 vezes ao dia, durante 8 a 30 dias. Ascaridíase e demais indicações: Adultos e crianças maiores de 2 anos: 400mg VO, em dose única. Melhores resultados com repetição do tratamento após 3 semanas.
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez e amamentação. Hipersensibilidade ao albendazol ou a outro benzimidazólico.
EFEITOS ADVERSOS
Cefaleia, tontura, boca seca, náusea, vômito, constipação, diarreia, dor epigástrica. Aumento dos níveis de transaminases e icterícia. Prurido. Reações alérgicas.
INTERAÇÕES
Dexametasona e prazinquantel podem aumentar os níveis plasmáticos do albendazol. Inibe o citocromo P450.
PRECAUÇÕES
Administrado às refeições aumenta a biodisponibilidade. No tratamento de neurocisticercose, iniciar corticosteróides durante a primeira semana de terapia para minimizar possibilidade de hipertensão intracraniana. Administrar no período de 7 dias, após o início da menstruação, em mulheres em idade fértil.
8 Mebendazol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 100mg
Suspensão oral - 20mg/ml
INDICAÇÕES
Ascaridíase. Enterobíase. Trichuríase. Ancilostomíase. Hidatidose.
POSOLOGIA
Infecções por nematódeos. Adulto: 100mg VO, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos. Criança: 5ml (100mg) VO, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos. Infecções por cestódeos. Adulto: 200mg VO, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos. Criança: 10ml (200mg) VO, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao mebendazol ou a outro benzimidazólico. Gravidez. Lactação.
EFEITOS ADVERSOS
Dor abdominal transitória, diarreia, náusea e vômito. Febre, prurido e urticária. Cefaleia e tontura. Neutropenia. Alopécia.
INTERAÇÕES
Potencializa a ação da insulina e hipoglicemiantes orais. Carbamazepina e fenitoína reduzem as concentrações plasmáticas. Cimetidina aumenta as concentrações plasmáticas.
PRECAUÇÕES
Crianças menores de 2 anos de idade. Administrar juntamente com as refeições.
9 Mebendazol + tiabendazol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Suspensão oral - 20mg/ml + 33,2mg/ml
INDICAÇÕES
Ascaridíase. Oxiuríase. Trichuríase. Ancilostomíase. Hidatidose. Larva migrans cutânea.
POSOLOGIA
Criança - 5ml VO, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade aos benzimidazólicos. Gravidez. Lactação.
EFEITOS ADVERSOS
Dor abdominal, diarreia, náusea e vômito. Prurido e erupção cutânea. Neutropenia. Artralgia. Adinamia. Sonolência e cefaleia.
INTERAÇÕES
Potencializa a ação da insulina, hipoglicemiantes orais, teofilina e outras xantinas. Carbamazepina e fenitoína reduzem as concentrações plasmáticas. Cimetidina aumenta as concentrações plasmáticas
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com disfunção hepática ou renal.
10 Anlodipino (besilato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 5mg e 10mg
INDICAÇÕES
Hipertensão arterial. Angina do peito.
POSOLOGIA
Iniciar com 5mg VO, 1 vez ao dia, podendo aumentar para 10mg em função da resposta do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES:
Choque cardiogênico, angina do peito instável, estenose aórtica severa. Gravidez. Hipersensibilidade aos bloqueadores de canais de cálcio.
EFEITOS ADVERSOS
Cefaleia, edema, fadiga, náusea, rubor facial, tonturas, rash cutâneo (raramente prurido e eritema multiforme). Taquicardia e hipotensão. Menos freqüentemente podem ser observados dor abdominal, palpitações, modificações de peso, mialgias, artralgias, disfunção sexual, aumento da freqüência urinária.
INTERAÇÕES
Drogas cujo substrato enzimático é o CYP3A3/4. Aumenta os efeitos do benazepril, ciclosporina e betabloqueadores. Associação com fentanil pode determinar hipotensão severa e aumentar as necessidades de reposição hídrica.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com insuficiência hepática ou renal, insuficiência cardíaca congestiva, doença do nó sinusal, disfunção ventricular esquerda severa, cardiomiopatia hipertrófica (especialmente obstrutiva), edema cerebral ou hipertensão intracraniana. Associação com digoxina e betabloqueadores. Em idosos a probabilidade de hipotensão severa é mais acentuada.
11 Atenolol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 25mg, 50mg e 100mg
INDICAÇÕES
Hipertensão arterial. Angina do peito. Infarto agudo do miocárdio. Arritmias cardíacas como fibrilação e flutter artrial, arritmias induzidas por excesso de catecolaminas e arritmias ventriculares que não respondem aos fármacos de primeira escolha. Prolapso da válvula mitral. Profilaxia da enxaqueca.
POSOLOGIA
Hipertensão arterial e arritmias cardíacas: 25mg a 100mg VO, 1 vez ao dia. Angina do peito e infarto agudo do miocárdio: 50mg a 100mg VO, 1 ou 2 vezes ao dia. Prolapso de válvula mitral sintomático e profilaxia da enxaqueca: 25mg a 50mg VO, 1 vez ao dia
CONTRAINDICAÇÕES:
Asma brônquica ou antecedentes de broncoespasmo. Bradicardia grave, bloqueio AV de segundo e terceiro graus. Choque cardiogênico. Edema pulmonar. Doença do nó sinusal. Insuficiência cardíaca descompensada. Doença arterial periférica severa. Gravidez. Lactação.
EFEITOS ADVERSOS
Aparecimento ou agravamento dos distúrbios de condução AV e bradicardia acentuada. Broncoespasmo. Vasoconstrição periférica (incluindo acentuação de fenômeno de Raynaud). Fadiga. Distúrbio do sono. Disfunção sexual. Distúrbios gastrointestinais. Exacerbação de psoríase.
INTERAÇÕES
Sais de alumínio e de cálcio, barbitúricos, colestiramina, colestipol, antiinflamatórios não esteroidais, ampicilina, rifampicina, salicilatos e sulfimpirazona podem diminuir seus níveis plasmáticos. Aminas simpaticomiméticas, antiinflamatórios não esteroidais e contraceptivos orais podem diminuir seu efeito hipotensor. Anestésicos, diltiazem, felodipina, nicardipina, propafenona, quinidina e cimetidina podem aumentar seus efeitos terapêuticos/tóxicos. Pode diminuir o efeito das sulfoniluréias. Pode exacerbar o efeito/toxicidade da flecainida, hidralazina, clonidina (crise hipertensiva da retirada abrupta), nifedipina, verapamil, lidocaína, ergotamina e prazosin. Pode alterar de maneira imprevisível os efeitos do álcool, disopiramida, relaxantes musculares não despolarizantes e teofilina. Pode potencializar o risco de hipoglicemia e mascarar os sinais e sintomas, quando associado com hipoglicemiantes orais ou insulina. Fenotiazínicos aumentam a concentração de ambos.
PRECAUÇÕES
A suspensão do tratamento deve ser feita com redução gradual das doses, em 1 a 2 semanas, para evitar hipertensão de rebote. Usar com cautela em pacientes (especialmente idosos) com doença pulmonar crônica, disfunção renal, doença arterial periférica, miastenia gravis, diabetes mellitus.
12 Captopril:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 12,5mg, 25mg e 50mg
INDICAÇÕES
Hipertensão arterial. Insuficiência cardíaca congestiva. Infarto agudo do miocárdio. Nefropatia diabética.
POSOLOGIA
Adulto: dose inicial é de 25mg VO, 2 a 3 vezes ao dia, sendo a primeira dose ao deitar. Idosos: 6,25mg a 12,5mg VO, 2 vezes ao dia. Em pacientes sob terapia diurética e na fase aguda do infarto agudo do miocárdio, a dose inicial recomendada é de 6,25mg VO, 1 a 2 vezes ao dia (risco de resposta hipotensora exagerada). As doses podem ser elevadas em função da resposta terapêutica.
CONTRAINDICAÇÕES:
Alergia ao captopril ou outro inibidor da ECA. Gravidez.
EFEITOS ADVERSOS
Tosse seca persistente. Insônia, cefaleia, tonturas e fadiga. Rash cutâneo, reações cutâneas de fotossensibilidade, prurido, alopécia. Dor abdominal, náusea, diarreia, constipação, anorexia, alterações do paladar. Parestesias. Mais raramente ocorrem hipotensão arterial, angioedema, hiperpotassemia, neutropenia, agranulocitose, proteinúria, aumento da ureia e creatinina.
INTERAÇÕES
Seu efeito anti-hipertensivo pode ser potencializado pela associação com diuréticos, nitratos e derivados da nitroglicerina e probenecida. Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutivos de sal contendo potássio podem induzir o aparecimento de hiperpotassemia. Pode potencializar os efeitos tóxicos do lítio e da digoxina. Alopurinol pode aumentar a freqüência de reações de hipersensibilidade, existindo relatos de aparecimento da síndrome de Stevens-Johnson. Probenecida pode aumentar os níveis séricos dos inibidores da ECA. Antiinflamatórios não esteroidais, aspirina e antiácidos podem diminuir ou abolir a eficácia antihipertensiva do captopril.
PRECAUÇÕES
Pacientes hipertensos ou com insuficiência cardíaca, principalmente em uso de diuréticos, nitratos ou vasodilatadores, dieta sem sal ou desidratação, poderão apresentar hipotensão arterial de grau variável e hipotensão ortostática. Deve ser usado com cautela em pacientes com função renal comprometida, estenose valvular aórtica e hipercalemia.
13 Captopril + hidroclorotiazida:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 50mg + 25mg
INDICAÇÕES
Hipertensão arterial.
POSOLOGIA
Dose inicial: 1/2 (meio) a 1 comprimido VO, 1 vez ao dia, preferencialmente 1 hora antes das refeições. A dose pode ser aumentada em função da resposta terapêutica (não exceder 15mg de captopril e 50mg de hidroclorotiazida).
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez. Hipersensibilidade ao captopril, outro inibidor da ECA, hidroclorotiazida ou outras drogas derivadas da sulfonamida.
EFEITOS ADVERSOS
Relacionados ao captopril: Tosse seca persistente. Insônia, cefaleia, tonturas, fadiga. Rash cutâneo, prurido, reações cutâneas de fotossensibilidade. Alopécia. Dor abdominal, náusea, diarreia, constipação, anorexia, alterações do paladar. Parestesias. Mais raramente ocorrem hipotensão arterial, angioedema, hiperpotassemia, neutropenia, agranulocitose, proteinúria, aumento da ureia e creatinina. Relacionados à hidroclorotiazida: Hipopotassemia, hiperglicemia, hiperuricemia, reações cutâneas de fotossensibilidade, discrasias sanguíneas e azotemia pré-renal.
INTERAÇÕES
Além das interações descritas anteriormente para o captopril, vale salientar que: anfotericina B, corticosteróides ou corticotrofina podem intensificar a hipocalemia, devendo-se monitorizar os níveis de potássio. Usar suplementos de potássio, quando necessário. Tiazidas podem ocasionar hiperglicemia, podendo ser necessário ajustar dose de hipoglicemiantes. Diazóxido aumenta os efeitos hiperglicêmico, hiperuricêmico e anti-hipertensivo. Efeito hipotensor de inibidores da MAO e vasodilatadores aumenta quando associado aos tiazídicos. Relaxantes musculares não despolarizantes, pré-anestésicos, anestésicos, digoxina e lítio podem ter os efeitos potencializados.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com alterações da função renal, doenças hepáticas, diabetes mellitus, gota aguda e lupus eritematoso sistêmico. Pode ocorrer hiponatremia por diluição em pacientes edemaciados.
14 Enalapril (maleato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 5mg, 10mg e 20mg
INDICAÇÕES
Hipertensão arterial. Insuficiência cardíaca congestiva.
POSOLOGIA
Dose inicial: 5mg a 20mg VO, 1 a 2 vezes ao dia. Dose habitual: 10mg a 40mg/dia VO, como dose única ou em 2 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez. Hipersensibilidade ao enalapril, enalaprilato ou outros inibidores da ECA.
EFEITOS ADVERSOS
Dor torácica, tosse seca, dispneia. Síncope, hipotensão ortostática. Cefaleia, zumbido, tonturas, fadiga, fraqueza muscular, ataxia, confusão mental, vertigem. Dor abdominal, alterações do paladar, náusea, diarreia, constipação. Alopécia. Reações de hipersensibilidade (rash cutâneo, eritema multiforme, urticária, angioedema, síndrome de Stevens-Johnson). Disfunção sexual, ginecomastia. Agranulocitose, neutropenia, anemia. Icterícia e hepatite.
INTERAÇÕES
Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutivos de sal contendo potássio podem elevar os níveis de potássio sérico. Diuréticos, nitratos, derivados da nitroglicerina e probenecida potencializam a hipotensão. Pode aumentar os efeitos tóxicos do lítio e da digoxina. Alopurinol pode aumentar a freqüência de reações de hipersensibilidade. Antiácidos podem diminuir a absorção, recomendando-se horários de administração separados por pelo menos 2 horas. Probenecida pode aumentar os níveis séricos dos inibidores da ECA. Antiinflamatórios não esteroidais, aspirina, antiácidos e rifampicina podem diminuir ou abolir a eficácia anti-hipertensiva do enalapril.
PRECAUÇÕES
Pacientes hipertensos ou com insuficiência cardíaca, principalmente quando estiverem em uso de diurético, nitratos ou vasodilatadores, dieta sem sal ou desidratação, poderão apresentar hipotensão arterial de grau variável e hipotensão ortostática. Deve ser usado com cautela em pacientes com diminuição da função renal, estenose valvular aórtica e hipercalemia.
15 Lisinopril:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 5mg, 10mg e 20mg
INDICAÇÕES
Hipertensão arterial. Insuficiência cardíaca congestiva. Infarto agudo do miocárdio.
POSOLOGIA
Hipertensão arterial: dose inicial de 10mg VO, 1 vez ao dia. Em função da resposta terapêutica, aumentar para 5mg ou 10 mg/dia, em intervalos de 1 a 2 semanas, até uma dose máxima de 40mg/dia. Idosos e pacientes com insuficiência cardíaca: dose inicial de 2,5mg a 5mg/dia VO. Em função da resposta terapêutica, aumentar para 2,5mg a 5mg/dia VO, em intervalos de 1 a 2 semanas, até uma dose máxima diária de 40mg/dia. Infarto agudo do miocárdio: dose inicial de 5mg/dia VO, podendo ser elevada para 10mg/dia VO, após 48h de início do tratamento, em função da resposta terapêutica.
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez. Hipersensibilidade ao lisinopril ou outros inibidores da ECA
EFEITOS ADVERSOS
Hipotensão ortostática. Cefaléia, tonturas, adinamia. Tosse seca. Diarréia, náusea, vômito, dor abdominal, anorexia, flatulência. Fraqueza muscular. Vasculite, palpitações, síncope. Febre, depressão, sonolência. Rash cutâneo, urticária, prurido, angioedema, artralgia. Neutropenia, depressão da medula óssea. Hepatite.
INTERAÇÕES
Seu efeito anti-hipertensivo pode ser potencializado pela associação com diuréticos, nitratos, derivados da nitroglicerina e probenecida. Associado a diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutivos de sal contendo potássio, pode elevar os níveis de potássio sérico. Pode elevar os níveis séricos de lítio. Antiinflamatórios não esteroidais, aspirina, antiácidos e rifampicina podem diminuir ou abolir a eficácia anti-hipertensiva.
PRECAUÇÕES
Pacientes hipertensos ou com insuficiência cardíaca, principalmente quando estiverem em uso de diuréticos, nitratos ou vasodilatadores, dieta sem sal ou desidratação, poderão apresentar hipotensão arterial de grau variável e hipotensão ortostática. Deve ser usado com cautela em pacientes com diminuição da função renal, estenose valvular aórtica e hipercalemia.
16 Cetoprofeno:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 50mg/ml
Pó liofilizado para solução injetável - 100mg
INDICAÇÕES
Antiinflamatório. Analgésico. Antipirético. Tratamento de processos inflamatórios agudos, dor do pré e pós-operatório. Lesões traumáticas musculoesqueléticas. Síndromes dolorosas diversas (nevralgia cérvico-braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática, etc).
POSOLOGIA
Adulto: 50 a 100mg via IM, de 4/4h. Dose máxima de 200mg/dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez. Lactação. Hipersensibilidade ao cetoprofeno ou a outros antiinflamatórios não esteroidais. Úlcera gástrica ou duodenal. Insuficiência hepática ou renal. Menores de 14 anos.
EFEITOS ADVERSOS
Dor no local da injeção. Dor e desconforto epigástrico, sangramento gastrointestinal ocasional, ulceração, dispepsia, náusea, vômito, constipação ou diarreia. Insuficiência hepática, pancreatite. Reações de hipersensibilidade (erupção cutânea, rash, prurido, broncoespasmo, angioedema). Cefaleia, tontura, vertigem, sonolência, zumbido. Fotossensibilidade. Insuficiência renal, hematúria. Alveolite, eosinofilia pulmonar. Discrasias sanguíneas. Edema, podendo precipitar insuficiência cardíaca congestiva.
INTERAÇÕES
Aumenta o risco de ulceração e hemorragia gastrointestinal quando associado a antiinflamatórios não esteroidais e altas doses de salicilatos. Anticoagulantes orais, heparina, pentoxifilina, ticlopidina e probenecida aumentam o risco hemorrágico. Reduz os efeitos de diuréticos e de anti-hipertensivos. Aumenta o efeito/toxicidade das sulfoniluréias, fenitoína, lítio e metotrexato. Associado a diuréticos ou utilizado em pacientes desidratados, aumenta o risco de insuficiência renal.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com anemia, função cardíaca comprometida, alterações da função renal e hepática, antecedentes de gastrite ou úlcera gastro-duodenal, discrasias sanguíneas. Pacientes em uso de anticoagulantes. Diminui a eficácia dos dispositivos intra-uterinos.
17 Diclofenaco dietilamônio:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Gel creme - 10mg/g
INDICAÇÕES
Tratamento local a curto prazo de lesão musculoesquelética aguda.
POSOLOGIA
Aplicar no local afetado 3 a 4 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao diclofenaco, propilenoglicol, álcool isopropílico e outros antiinflamatórios não esteroidais.
EFEITOS ADVERSOS
Prurido, eritema, erupções cutâneas. Em casos raros, urticária, dermatite esfoliativa, reação de fotossensibilidade, púrpura alérgica, eczema, edema. Pode ocasionar efeitos sistêmicos de hipersensibilidade.
INTERAÇÕES
Não têm sido descritas
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com antecedentes de dermatite atópica. Não utilizar em feridas abertas ou escoriações. Evitar o contato com olhos e mucosas
18 Diclofenaco potássico:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 50mg
Solução injetável - 25mg/ml
Suspensão oral - 15mg/ml (diclofenaco resinato)
INDICAÇÕES
Tratamento sintomático a médio e longo prazo de doenças reumáticas crônicas, como artrite reumatoide, osteoartrite, espondilite anquilosante e doenças correlatas do tecido conectivo. Tratamento de lesão musculoesquelética. Dor e inflamação de pós-operatório. Dismenorreia primária e anexite. Síndromes dolorosas diversas (nevralgia cérvico-braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática, etc.). Adjuvante no tratamento da dor e inflamação na faringo-amigdalite, sinusites e otites.
POSOLOGIA
Adultos e pacientes acima de 14 anos de idade: 50mg IM (profundo) ou VO, 2 a 3 vezes ao dia. Crianças acima de 4 anos: 0,5mg a 2mg/kg/dia VO, divididos em 2 a 3 vezes ao dia. No caso de administração por VO, recomenda-se a utilização com as refeições.
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez. Lactação. Hipersensibilidade ao diclofenaco ou a outros antiinflamatórios não esteroidais. Úlcera gástrica ou duodenal. Insuficiência hepática ou renal.
EFEITOS ADVERSOS
Dor no local da injeção (uso parenteral). Dor e desconforto epigástrico, sangramento gastrointestinal ocasional, úlcera gástrica ou intestinal, dispepsia, anorexia, náusea, vômito, flatulência, constipação, diarreia. Insuficiência hepática, casos raros de hepatite, com ou sem icterícia. Pancreatite. Colite não-específica e exacerbação de colite ulcerativa. Estomatite, glossite. Reações de hipersensibilidade (erupção cutânea, urticária, rash, prurido, dermatite esfoliativa, púrpura alérgica, erupção bolhosa, eczema, broncoespasmo, angioedema, síndrome de Stevens-Johnson, epidermólise tóxica aguda). Cefaleia, tontura, vertigem, zumbido, transtornos do sono, depressão, ansiedade, distúrbios do paladar e da visão. Fotossensibilidade. Insuficiência renal, hematúria, proteinúria, nefrite intersticial, síndrome nefrótica. Alveolite, eosinofilia pulmonar. Discrasias sanguíneas. Edema, podendo precipitar insuficiência cardíaca congestiva.
INTERAÇÕES
Aumenta o risco de ulceração e hemorragia gastrointestinal quando associado a outros antiinflamatórios não esteroidais e altas doses de salicilatos. Anticoagulantes orais, heparina, pentoxifilina, ticlopidina, bloqueadores dos canais de cálcio e probenecida aumentam o risco hemorrágico. Pode elevar o efeito/toxicidade do metotrexato, ciclosporina, digoxina, insulina, sulfoniluréias, lítio, diuréticos poupadores de potássio, aspirina e warfarina. Reduz os efeitos de diuréticos e inibidores da ECA e betabloqueadores. Aspirina diminui sua biodisponibilidade, não sendo recomendada a administração concomitante
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com distúrbios gastrointestinais ou com antecedentes de úlcera gástrica, doença de Crohn, distúrbios hematopoiéticos, afecções hepáticas, cardíacas ou renais graves. Associado a diuréticos ou utilizado em pacientes com depleção do volume extracelular, aumenta o risco de insuficiência renal. Pode inibir temporariamente a agregação plaquetária.
19 Diclofenaco sódico:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 25mg/ml
Comprimido revestido - 50mg
Comprimido revestido - 100mg (Retard)
INDICAÇÕES
Tratamento sintomático a médio e longo prazo de doenças reumáticas crônicas, como artrite reumatoide, osteoartrite, espondilite anquilosante e doenças correlatas do tecido conectivo. Tratamento de lesão musculoesquelética. Dor e inflamação de pós-operatório. Dismenorreia primária e anexite. Síndromes dolorosas diversas (nevralgia cérvico-braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática, etc.). Adjuvante no tratamento da dor e inflamação na faringo-amigdalite, sinusites e otites.
POSOLOGIA
Adultos e pacientes acima de 14 anos de idade: 50mg VO, 2 a 3 vezes ao dia, ou 100mg (Retard) VO, 1 a 2 vezes ao dia. Injetável: 75mg via IM, profunda. Máximo de 150mg/dia IM, em doses divididas (não usar por mais de 2 dias).
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez. Lactação. Hipersensibilidade ao diclofenaco ou a outros antiinflamatórios não esteroidais. Úlcera gástrica ou duodenal. Insuficiência hepática ou renal.
EFEITOS ADVERSOS
Dor no local da injeção (uso parenteral). Dor e desconforto epigástrico, sangramento gastrointestinal ocasional, úlcera gástrica ou intestinal, dispepsia, anorexia, náusea, vômito, flatulência, constipação, diarreia. Insuficiência hepática, casos raros de hepatite, com ou sem icterícia. Pancreatite. Colite não-específica e exacerbação de colite ulcerativa. Estomatite, glossite. Reações de hipersensibilidade (erupção cutânea, urticária, rash, prurido, dermatite esfoliativa, púrpura alérgica, erupção bolhosa, eczema, broncoespasmo, angioedema, síndrome de Stevens-Johnson, epidermólise tóxica aguda). Cefaleia, tontura, vertigem, zumbido, transtornos do sono, depressão, ansiedade, distúrbios do paladar e da visão. Fotossensibilidade. Insuficiência renal, hematúria, proteinúria, nefrite intersticial, síndrome nefrótica. Alveolite, eosinofilia pulmonar. Discrasias sanguíneas. Edema, podendo precipitar insuficiência cardíaca congestiva.
INTERAÇÕES
Aumenta o risco de ulceração e hemorragia gastrointestinal quando associado a outros antiinflamatórios não esteroidais e altas doses de salicilatos. Anticoagulantes orais, heparina, pentoxifilina, ticlopidina, bloqueadores dos canais de cálcio e probenecida aumentam o risco hemorrágico. Pode elevar o efeito/toxicidade do metotrexato, ciclosporina, paracetamol, digoxina, insulina, sulfoniluréias, lítio, diuréticos poupadores de potássio, aspirina e warfarina. Reduz os efeitos de diuréticos e de inibidores da ECA e betabloqueadores.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com distúrbios gastrointestinais ou com antecedentes de úlcera gástrica, doença de Crohn, distúrbios hematopoiéticos, afecções hepáticas, cardíacas ou renais graves. Associado a diuréticos ou utilizado em pacientes com depleção do volume extracelular, aumenta o risco de insuficiência renal. Pode inibir temporariamente a agregação plaquetária. O uso em pacientes pediátricos abaixo de 14 anos deve ser evitado, pois a segurança e a eficácia nesse grupo de pacientes ainda não foram bem estabelecidas.
20 Nimesulida:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 100mg
Suspensão oral - 50mg/ml
INDICAÇÕES
Tratamento sintomático a médio e longo prazo de doenças reumáticas crônicas, como artrite reumatoide, osteoartrite, espondilite anquilosante e doenças correlatas do tecido conectivo. Tratamento de lesão musculoesquelética. Dor e inflamação de pós-operatório. Dismenorreia primária e anexite. Síndromes dolorosas diversas (nevralgia cérvico-braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática, etc.). Adjuvante no tratamento da dor e inflamação na faringo-amigdalite, sinusites e otites.
POSOLOGIA
Adultos: 50mg a 200mg VO, 2 vezes ao dia, com as refeições. Crianças: 2,5mg a 5mg/kg VO, 2 vezes ao dia, com as refeições
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez. Lactação. Hipersensibilidade à nimesulida ou a outros antiinflamatórios não esteroidais. Hemorragias gastrointestinais e úlcera péptica em fase ativa. Insuficiência hepática ou renal.
EFEITOS ADVERSOS
Dor e desconforto epigástrico, sangramento gastrointestinal ocasional, úlcera gástrica ou intestinal, dispepsia, anorexia, náusea, vômito, flatulência, constipação, diarreia. Insuficiência hepática, casos raros de hepatite, com ou sem icterícia. Pancreatite. Colite não-específica e exacerbação de colite ulcerativa. Estomatite, glossite. Reações de hipersensibilidade (erupção cutânea, urticária, rash, prurido, dermatite esfoliativa, púrpura alérgica, erupção bolhosa, eczema, broncoespasmo, angioedema, síndrome de Stevens-Johnson, epidermólise tóxica aguda). Cefaléia, tontura, vertigem, zumbido, transtornos do sono, depressão, ansiedade, distúrbios do paladar e da visão. Fotossensibilidade. Insuficiência renal, hematúria, proteinúria, nefrite intersticial, síndrome nefrótica. Alveolite, eosinofilia pulmonar. Discrasias sanguíneas. Edema, podendo precipitar insuficiência cardíaca congestiva.
INTERAÇÕES
Aumenta o risco de ulceração e hemorragia gastrointestinal quando associado a outros antiinflamatórios não esteroidais e altas doses de salicilatos. Anticoagulantes orais, heparina, pentoxifilina, ticlopidina e probenecida aumentam o risco hemorrágico. Pode elevar o efeito/toxicidade do metotrexato, ciclosporina, digoxina, insulina, sulfoniluréias, lítio, diuréticos poupadores de potássio, aspirina e warfarina. Reduz os efeitos de diuréticos e de anti-hipertensivos.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com distúrbios gastrointestinais ou com antecedentes de úlcera gástrica, doença de Crohn, distúrbios hematopoiéticos, afecções hepáticas, cardíacas ou renais graves. Associado a diuréticos ou utilizado em pacientes com depleção do volume extracelular, aumenta o risco de insuficiência renal. Pode inibir temporariamente a agregação plaquetária.
21 Piroxicam:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Cápsula - 20mg
Comprimido solúvel - 20mg
Cápsula gelatinosa dura - 20mg
INDICAÇÕES
Tratamento sintomático a médio e longo prazo de doenças reumáticas crônicas, como artrite reumatoide, osteoartrite, espondilite anquilosante e doenças correlatas do tecido conectivo. Gota aguda. Tratamento de lesão musculoesquelética. Dor e inflamação de pós-operatório. Dismenorreia primária e anexite. Síndromes dolorosas diversas (nevralgia, cérvico-braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática, etc.). Adjuvante no tratamento da dor e inflamação na faringo-amigdalite, sinusites e otites.
POSOLOGIA
Adultos e pacientes acima de 12 anos: 20mg VO, em dose única, com as refeições. Distúrbios musculoesqueléticos agudos e gota aguda: iniciar com 40mg/dia VO, nos primeiros 2 dias (dose única ou fracionada). A partir do 3º dia, reduzir para 20mg/dia. A duração do tratamento varia de 7 a 14 dias. Dor pós-traumática e pós-operatória: iniciar com 20mg VO, 1 a 2 vezes ao dia. Dismenorreia primária: iniciar com 40mg/dia VO, em dose única, nos 2 primeiros dias do período menstrual e, se necessário, 20mg/dia VO, em dose única, nos dias subsequentes.
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez. Lactação. Hipersensibilidade ao piroxicam ou a outros antiinflamatórios não esteroidais. Hemorragias gastrointestinais e úlcera péptica em fase ativa. Insuficiência hepática ou renal. Crianças menores de 12 anos.
EFEITOS ADVERSOS
Estomatite, anorexia, desconforto epigástrico, náusea, constipação, flatulência, diarreia, dor abdominal, indigestão, sangramento gastrointestinal, perfuração e úlcera. Cefaléia, tonturas, sonolência, insônia, depressão, nervosismo, alucinações, alterações de humor, pesadelo, confusão mental, parestesia e vertigem. Edema nos olhos, visão turva e irritações oculares. Broncoespasmo, urticária, angioedema, rash cutâneo, vasculite e doença do soro. Anemia, trombocitopenia e púrpura não trombocitopênica. Afecções hepáticas severas, incluindo icterícia e casos fatais de hepatite.
INTERAÇÕES
Aumenta o risco de ulceração e hemorragia gastrointestinal quando associado a outros antiinflamatórios não esteroidais e altas doses de salicilatos. Anticoagulantes orais, heparina, pentoxifilina, ticlopidina e probenecida aumentam o risco hemorrágico. Pode elevar o efeito/toxicidade do metotrexato, ciclosporina, digoxina, insulina, sulfoniluréias, lítio, diuréticos poupadores de potássio, aspirina e warfarina. Reduz os efeitos de diuréticos e de anti-hipertensivos.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com distúrbios gastrointestinais ou com antecedentes de úlcera gástrica, doença de Crohn, distúrbios hematopoiéticos, afecções hepáticas, cardíacas ou renais graves. Associado a diuréticos ou utilizado em pacientes com depleção do volume extracelular, aumenta o risco de insuficiência renal. Pode inibir temporariamente a agregação plaquetária.
22 Tenoxicam:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó liofilizado para solução injetável - 20mg
Comprimido revestido - 20mg
INDICAÇÕES
Tratamento sintomático a médio e longo prazo de doenças reumáticas crônicas, como artrite reumatoide, osteoartrite, espondilite anquilosante e doenças correlatas do tecido conectivo. Gota aguda. Tratamento de lesão musculoesquelético. Dor e inflamação de pós-operatório. Dismenorreia primária e anexite. Síndromes dolorosas diversas (nevralgia cérvico-braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática, etc.). Adjuvante no tratamento da dor e inflamação na faringo-amigdalite, sinusites e otites.
POSOLOGIA
Adulto: 20mg a 40mg (IM, IV ou VO), 1 vez ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Úlcera péptica ativa. Hemorragia gastrointestinal. Hipersensibilidade à droga e a outros antiinflamatórios não esteroidais. Gravidez e lactação. Crianças menores de 14 anos.
EFEITOS ADVERSOS
Desconforto abdominal, anorexia, náusea, constipação, flatulência, diarreia, indigestão, sangramento gastrointestinal, perfuração e úlcera. Estomatite. Cefaleia, tonturas, sonolência, insônia, depressão, nervosismo, alucinações, alterações de humor, pesadelo, confusão mental, parestesia e vertigem. Broncoespasmo, urticária, angioedema, rash cutâneo, vasculite e doença do soro. Anemia, trombocitopenia e púrpura não trombocitopênica. Distúrbios hepáticos, incluindo icterícia e hepatite.
INTERAÇÕES
Aumenta o risco de ulceração e hemorragia gastrointestinal quando associado a outros antiinflamatórios não esteroidais e altas doses de salicilatos. Anticoagulantes orais, heparina, pentoxifilina, ticlopidina, cimetidina e probenecida aumentam o risco hemorrágico. Podem elevar o efeito/toxicidade do metotrexato, ciclosporina, digoxina, insulina, sulfoniluréias, lítio, diuréticos poupadores de potássio, aspirina e warfarina. Reduz os efeitos de diuréticos e de anti-hipertensivos.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com distúrbios gastrointestinais ou com antecedentes de úlcera gástrica, doença de Crohn, distúrbios hematopoiéticos, afecções hepáticas, cardíacas ou renais graves. Associado a diuréticos ou utilizado em pacientes com depleção do volume extracelular, aumenta o risco de insuficiência renal. Pode inibir temporariamente a agregação plaquetária.
23 Genfibrozila:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 600mg
INDICAÇÕES
Hipertrigliceridemia associada ou não à hipercolesterolemia.
POSOLOGIA
Adulto: 600mg VO, 2 vezes ao dia, 30 minutos antes das refeições (café da manhã e jantar).
CONTRAINDICAÇÕES:
Disfunção hepática e renal. Litíase biliar. Hipersensibilidade à genfibrozila.
EFEITOS ADVERSOS
Boca seca, dispepsia, dor abdominal, náusea, vômito, diarreia. Icterícia colestática, litíase biliar, elevação de transaminases e diminuição de fosfatase alcalina. Dermatite esfoliativa, reações de fotossensibilidade, urticária, rash e prurido cutâneo. Cefaleia, adinamia, tontura, sonolência, parestesias, neurite periférica, depressão. Visão turva. Anemia, leucopenia, trombocitopenia, eosinofilia, hipoplasia da medula óssea. Mialgias, rabdomiólise. Alterações da função renal. Impotência sexual.
INTERAÇÕES
Possibilidade de rabdomiólise quando usado com inibidores da HMG-CoA redutase. Potencializa o efeito de anticoagulantes (warfarina).
PRECAUÇÕES
Evitar o uso em crianças, gestantes e mães amamentando. Monitorização cuidadosa do tempo de protrombina; pode ser necessário reduzir a dose de anticoagulantes.
24 Lovastatina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 10mg, 20mg e 40mg
INDICAÇÕES
Hipercolesterolemia isolada ou associada à hipertrigliceridemia.
POSOLOGIA
Adultos: iniciar com 10mg ou 20mg VO, 1 vez ao dia, após a refeição noturna.
CONTRAINDICAÇÕES:
Gravidez. Doença hepática ativa. Hipersensibilidade à lovastatina.
EFEITOS ADVERSOS
Flatulência, pirose, diarreia, constipação, náusea, vômito, dor abdominal, dispepsia, alterações do paladar, hepatite, icterícia colestática. Pancreatite. Cefaleia, tonturas, visão turva, parestesias, neuropatia periférica, ansiedade. Mialgias, cãibras, miopatia e rabdomiólise. Alopécia. Eritema multiforme, necrólise epidérmica tóxica, rash, prurido, urticária e angioedema. Síndrome “Lupus- like”.
INTERAÇÕES
Pode aumentar o tempo de sangramento ou de protrombina, quando administrado com ácido nicotínico, anticoagulantes cumarínicos ou indandiônicos. Ciclosporina, eritromicina, genfibrozila ou imunossupressores podem aumentar o risco de miopatias e insuficiência renal.
PRECAUÇÕES
Monitorizar a função hepática, renal e alterações de enzimas musculares. Evitar o uso em crianças e mães amamentando. Usar com cuidado em pacientes que ingerem grande quantidade de álcool ou com história de hepatopatia.
25 Sinvastatina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 10mg
Comprimido - 5mg, 10mg, 20mg e 40mg
INDICAÇÕES
Hipercolesterolemia isolada ou associada à hipertrigliceridemia.
POSOLOGIA
Adulto: iniciar com 10mg VO, após a refeição noturna. Ajustes de dose, quando necessário, devem ser efetuados após 4 semanas.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade a qualquer dos componentes da apresentação. Gravidez. Lactação. Doença hepática ativa.
EFEITOS ADVERSOS
Anorexia, dor abdominal, náusea, vômito, flatulência, diarreia, constipação e dispepsia. Pancreatite e hepatite. Cefaleia, tonturas, cãibras, parestesias e neuropatia periférica. Astenia. Anemia. Erupção cutânea, prurido, alopécia. Distúrbio do paladar e visão turva.
INTERAÇÕES
Potencializa o efeito dos anticoagulantes cumarínicos ou indandiônicos. Pode intensificar o efeito hipoglicemiante das sulfoniluréias (antidiabéticos orais) e da insulina. Anticoncepcionais orais podem alterar sua eficácia. Itraconazol aumenta os níveis séricos de sinvastatina. Uso simultâneo com eritromicina, ciclosporina, niacina e genfibrozila pode resultar em rabdomiólise.
PRECAUÇÕES
Monitorizar a função hepática, renal e alterações de enzimas musculares. Evitar o uso em crianças. Monitorização cuidadosa do tempo de protrombina; pode ser necessário reduzir a dose de anticoagulantes.
26 Cisplatina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 1mg/ml
INDICAÇÕES
Na tratamento do câncer: tumores da cabeça e pescoço, pulmão, esofagiano, tireoide, mama, próstata, testículo, bexiga, colo do útero, ovário, tumores germinativos, sarcomas, linfomas, neuroblastoma e melanoma maligno.
POSOLOGIA
Via intravenosa, 60 a 120mg/m2 a cada 3 a 4 semanas, ou 40mg/m2 semanal. A dose e a duração da terapia deverão ser ajustadas ao tipo de neoplasia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Reações alérgicas à cisplatina ou outros componentes da fórmula. Gravidez. Amamentação. Disfunção renal prévia e depressão medular.
EFEITOS ADVERSOS
Nefrotoxicidade, ototoxicidade, anorexia, insuficiência renal, náusea, vômito, mucosite, mielodepressão, anemia, neurotoxicidade, distúrbios hidroeletrolíticos, hiperuricemia, toxicidade ocular, hepatotoxicidade, anafilaxia
INTERAÇÕES
Vacinas por vírus vivos. Aminoglicosídeos, vancomicina, cefalotina e furosemida potencializam a nefrotoxicidade da cisplatina. Alcalóides da vinca podem aumentar a neurotoxicidade. Pode haver interações com radiação ionizante.
PRECAUÇÕES
Uso de drogas com potencial ototóxico ou nefrotóxico deve ser evitado ou adequadamente monitorizado. Monitorar a função renal e hepática, bem como possíveis alterações neurológicas e auditivas, antes e depois da terapia com cisplatina. Métodos contraceptivos devem ser realizados durante o tratamento com cisplatina e, no mínimo, 3 meses após o tratamento. Deverá ser feita uma hidratação antes, durante e após a sua administração em virtude da nefrotoxicidade. Controle hematológico antes de cada administração. Evitar contato direto com a pele, principalmente quem prepara e administra a droga. Se caírem gotas de cisplatina na pele, deve ser lavada imediatamente com água e sabão. Suspender imediatamente a administração em caso de extravasamento.
27 Doxorrubicina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó liofilisado para solução injetável - 10mg e 50mg
INDICAÇÕES
Carcinoma da bexiga, cabeça e pescoço, colo uterino, gástrico, hepático, mama, ovário, pâncreas, próstata, testículo, tireoide, osteossarcoma, neuroblastoma, leucemias, linfomas, mieloma.
POSOLOGIA
Via intravenosa, 50mg a 75mg/m2 IV, em aplicação única, a cada 3 ou 4 semanas. A dose e a duração da terapia deverão ser ajustadas ao tipo de neoplasia e às condições clínicas do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao fármaco. Gravidez. Lactação. Radioterapia. Insuficiência cardíaca congestiva, cardiomiopatia e mielossupressão.
EFEITOS ADVERSOS
Mielossupressão. Cardiotoxicidade. Neurotoxicidade. Náusea, vômito, diarreia, mucosite, dor epigástrica. Alopécia. Hiperpigmentação cutânea. Hiperuricemia.
INTERAÇÕES
Pode diminuir o efeito da estavudina. Ciclosporina aumenta o risco de neurotoxicidade. Ciclofosfamida ou radioterapia podem aumentar a cardiotoxicidade. Antineoplásicos potencializam sua toxicidade. Doxorrubicina aumenta o risco de cardiotoxicidade em pacientes anteriormente tratados com daunorrubicina. Possível sinergismo para certas neoplasias e possível aumento da nefrotoxicidade quando associado à cisplatina.
PRECAUÇÕES
Não é recomendado em neonatos. Evitar extravasamento, pois pode ocasionar necrose tecidual. Avaliar a função cardíaca antes de iniciar o tratamento.
28 Flutamida:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 250mg
INDICAÇÕES
Tratamento do câncer de próstata avançado em pacientes não tratados previamente ou naqueles que não responderam ou se tornaram refratários à manipulação hormonal. Como componente de esquema terapêutico usado no tratamento do câncer de próstata localizado em estágio B2 a C2 (T2b aT4).
POSOLOGIA
250mg VO, de 8/8h.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula. Transaminases excedendo 2 ou 3 vezes o limite normal. Insuficiência hepática grave.
EFEITOS ADVERSOS
Ginecomastia e/ou sensibilidade mamária aumentada, às vezes acompanhadas de galactorreia. Diarreia, constipação, anorexia, dor epigástrica, pirose, náusea, vômito, aumento do apetite. Insuficiência hepática, icterícia, necrose hepática, encefalopatia hepática. Insônia, cansaço, fraqueza, mal-estar, tontura, visão turva. Diminuição da libido e diminuição da contagem de espermatozoides. Dor torácica. Edema. Reações de hipersensibilidade (eritema, prurido, anemia hemolítica, síndrome similar ao lúpus, ulcerações, erupções vesiculares e necrólise epidérmica).
INTERAÇÕES
Aumento no tempo de protrombina, quando administrado concomitante com warfarina.
PRECAUÇÕES
Quando combinado com um agonista LHRH, o tratamento com flutamida pode ter início 24h antes. No câncer localizado de próstata, o tratamento com flutamida deve ser iniciado 8 semanas antes da radioterapia e continuar durante a mesma. Deve ser administrado com cautela em pacientes com comprometimento da função hepática.
29 Metotrexato:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 25mg/ml
INDICAÇÕES
Leucemia linfoblástica aguda. Tumores trofoblásticos, linfossarcomas, outros tumores de cabeça e pescoço, bexiga, mama, ovário, próstata, pulmão, rim e testículo.
POSOLOGIA
Adulto e criança: 20 a 40mg/m2 IV, 2 vezes por semana. Dose de manutenção de 15mg a 30mg/m2 IV, 1 ou 2 vezes por semana. Em associação com outros agentes antineoplásicos na dose de 40mg/m2 IV, a cada 3 ou 4 semanas. A dose e a duração da terapia deverão ser ajustadas ao tipo de neoplasia e às condições clínicas do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao fármaco. Gravidez. Lactação. Insuficiência renal e hepática. Mielossupressão preexistente. Portadores de HIV. Discrasia sanguínea.
EFEITOS ADVERSOS
Estomatite ulcerativa, glossite, gengivite, náusea, vômito, diarreia, anorexia, mucosite. Supressão das funções da reprodução. Lesões hepáticas, renais e neurológicas. Cistite. Tontura, fraqueza, encefalopatia, febre e calafrios. Reações de hipersensibilidade. Alopécia, alterações de pigmentação da pele, fotossensibilidade. Mielossupressão, leucopenia e trombocitopenia. Enterite hemorrágica.
INTERAÇÕES
Pode aumentar a atividade anticoagulante e o risco de hemorragias dos medicamentos antigotosos (alopurinol, colchicina ou probenecida). Pode ocasionar anormalidades neurológicas, quando administrado com aciclovir parenteral. Ácido fólico e derivados contidos nos produtos vitamínicos reduzem seus efeitos farmacológicos/tóxicos. Alcalóides da vinca, citarabina e daunorrubicina aumentam sua captação celular. Bleomicina, canamicina, corticosteróides, hidroxicarbamida, mercaptopurina, neomicina e penicilinamina diminuem sua captação celular. Cetoprofeno, diclofenaco, fenilbutazona, indometacina e naproxeno causam toxicidade grave. Sulfonamidas aumentam o risco de hepatotoxicidade.
PRECAUÇÕES
Pode ocorrer necrose óssea e de tecidos após radioterapia. Placas erosivas dolorosas podem ocorrer com tratamento de psoríases. Reações de fotossensibilidade podem ocorrer. Ajustar dose em pacientes com insuficiência hepática ou renal. Ascites e derrames pleurais devem ser drenados antes de iniciar a terapia. Usar com cautela em pacientes idosos, com úlcera péptica, colite ulcerativa, mielodepressão, porfiria. Deverá ser feita uma hidratação antes, durante e após a sua administração em virtude da nefrotoxicidade. Controle hematológico antes de cada administração.
30 Tamoxifeno (citrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 10mg e 20mg
INDICAÇÕES
Tratamento hormonal para câncer de mama
POSOLOGIA
20mg VO, em dose única, ou 10mg VO, 2 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao fármaco. Gravidez. Lactação.
EFEITOS ADVERSOS
Náusea, vômito, intolerância gastrointestinal. Ondas de calor. Leucopenia, trombocitopenia, sangramento vaginal, fenômenos tromboembólicos. Aumento de triglicerídeos e transaminases. Hipercalcemia. Prurido vulvar. Depressão, tontura, cefaleia, distúrbios visuais (alterações corneanas, catarata e retinopatia). Reações de hipersensibilidade.
INTERAÇÕES
Pode intensificar a resposta aos anticoagulantes orais. Estrogênios podem interferir na sua ação terapêutica. Quando associado a agentes citotóxicos pode haver aumento de fenômenos tromboembólicos.
PRECAUÇÕES
Deve-se considerar a relação risco-benefício em pacientes portadores de catarata, distúrbios de visão, leucopenia ou trombocitopenia. Verificar sistematicamente as concentrações séricas de cálcio e a realização de hemograma. Investigar sangramento vaginal anormal em virtude do risco aumentado de alterações endometriais, incluindo hiperplasia, pólipos e câncer. As pacientes devem ser advertidas para não engravidarem durante o tratamento. As pacientes na pré-menopausa devem ser informadas de que terão a menstruação suprimida durante o tratamento.
31 Biperideno (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 2mg
INDICAÇÕES
Doença de Parkinson. Reações extrapiramidais induzidas por medicamentos. Espasticidade decorrente de traumatismo medular e crânio-encefálico. Neuralgia do trigêmeo.
POSOLOGIA
Adulto: 2mg VO, 3 a 4 vezes ao dia. Ajustar a dose de acordo com a necessidade terapêutica, até 16mg/dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Glaucoma de ângulo estreito. Hipertrofia prostática sintomática. Estenose mecânica do piloro. Megacólon. Hipersensibilidade ao biperideno.
EFEITOS ADVERSOS
Boca seca, dor epigástrica e constipação. Distúrbio de humor, agitação, nervosismo, euforia, sonolência, tontura e visão turva. Hipotensão, taquicardia. Retenção urinária.
INTERAÇÕES
Pode aumentar os efeitos sedativos com álcool e outros medicamentos que produzem depressão do SNC. Pode ter seus efeitos anticolinérgicos aumentados por amantadina e outros medicamentos com ação anticolinérgica. Pode ter sua ação diminuída por antidiarréicos. Pode diminuir a ação da clorpromazina.
PRECAUÇÕES
Amamentação. Gravidez. Instabilidade cardiovascular. Miastenia gravis. Evitar a ingestão de bebida alcoólica.
32 Carbidopa + levodopa:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 25mg + 250mg
INDICAÇÕES
Doença de Parkinson. Parkinsonismo pós-encefalite. Parkinsonismo sintomático causado por lesões do SNC, decorrentes de intoxicação por monóxido de carbono.
POSOLOGIA
Adulto: 25mg + 250mg VO, 2 a 4 vezes ao dia, logo após as refeições. Aumentar, quando necessário, para um máximo de 200mg + 2000mg/dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à carbidopa e/ou levodopa. Glaucoma de ângulo fechado. Uso concomitante de inibidores da MAO.
EFEITOS ADVERSOS
Anorexia, boca seca, alterações do paladar, dor epigástrica, dispepsia, sialorreia, constipação, náusea, vômito, úlcera duodenal, hemorragia digestiva. Hipotensão postural, hipertensão, arritmias, palpitações, angina, síncope, flebite. Dispneia, tosse. Cefaleia, tonturas, ansiedade, confusão, pesadelos, alucinações, diminuição da acuidade mental, distúrbio de memória, desorientação, euforia, agitação, irritabilidade, sonolência, insônia, distúrbio de humor, nervosismo, ataxia, efeitos extrapiramidais. Reações de hipersensibilidade. Anemia hemolítica, agranulocitose, trombocitopenia, leucopenia, diminuição da hemoglobina e hematócrito. Alterações de transaminases, bilirrubina, desidrogenase lática, ureia, creatinina e teste de Coombs. Tremor, coréia, movimentos involuntários, parestesias, fraqueza muscular, cãibra, dor óssea. Retenção urinária, descoloração da urina. Blefaroespasmo.
INTERAÇÕES
Seu efeito pode ser reduzido por benzodiazepínicos, L-metionina, fenitoína, piridoxina, antipsicóticos, fenotiazinas, antimuscarínicos. Metoclopramida aumenta a absorção de levodopa. Ferro diminui a absorção de levodopa e carbidopa. Uso concomitante com inibidores não seletivos da MAO pode resultar em reações hipertensivas; descontinuar o uso 14 dias antes de iniciar o tratamento. Potencializa os efeitos dos anti-hipertensivos.
PRECAUÇÕES
Evitar alimentos com alto teor de proteínas (diminuem a eficácia). Usar com cautela em pacientes com distúrbios psiquiátricos, melanomas e outras doenças da pele não diagnosticadas e diabetes mellitus. Gravidez. Lactação. Menores de 18 anos.
33 Selegilina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 5mg
INDICAÇÕES
Doença de Parkinson, parkinsonismo sintomático e outras doenças degenerativas do sistema nervoso central. Síndrome psico-orgânica primária.
POSOLOGIA
Adulto: 5mg VO, 2 vezes ao dia (café da manhã e almoço), ou 10mg VO, pela manhã. Idosos: 5mg VO, 1 vez ao dia (pela manhã), podendo aumentar para 2 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à selegilina. Uso concomitante com meperidina. Desordens extrapiramidais associadas à hipersensibilidade aos receptores dopaminérgicos.
EFEITOS ADVERSOS
Hipotensão postural, hipertensão, arritmias, palpitações, angina, taquicardia, bradicardia, síncope, edema periférico. Alucinações, tonturas, confusão, ansiedade, depressão, sonolência, distúrbio de humor, pesadelos, nervosismo. Fadiga. Reações de hipersensibilidade. Boca seca, dor epigástrica, náusea, vômito, diarreia, constipação, perda de peso, dispepsia. Retenção urinária, hiperplasia prostática e disfunção sexual. Tremor, coreia, bradicinesia. Visão turva.
INTERAÇÕES
Pode aumentar os efeitos sedativos com álcool e outros medicamentos que produzem depressão do SNC. Dextroanfetaminas, dextrometorfano, meperidina e sibutramina podem resultar em síndrome da serotonina.
PRECAUÇÕES
Alimentos contendo tiramina. Amamentação. Gravidez. Evitar a ingestão de bebida alcoólica.
34 Lamivudina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 150mg
INDICAÇÕES
Infecções por HIV com indicação de terapia anti-retroviral. Deve ser usado como parte de um regime de múltiplas drogas (pelo menos três anti-retrovirais) infecções pelo vírus da hepatite B na evidência de replicação viral e inflamação hepática aguda.
POSOLOGIA
Adolescentes e adultos: 150mg VO, 2 vezes ao dia. Adultos < 50kg: 2mg/kg VO, 2 vezes ao dia. Prevenção de infecção pelo HIV após acidente pérfuro-cortante: 150mg VO, 2 vezes ao dia (associado à zidovudina e inibidor de protease). Hepatite B: 100mg/dia VO.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao fármaco.
EFEITOS ADVERSOS
Cefaleia. Insônia. Fadiga. Mal-estar, tontura, depressão e febre. Dor abdominal, anorexia, dispepsia, náusea, vômito e diarreia. Exantema. Febre. Pancreatite. Neuropatia periférica. Parestesias. Tosse e sintomas nasais. Neutropenia e anemia. Mialgia e artralgia. Elevação de transaminases e amilase.
INTERAÇÕES
Aumenta a concentração máxima da zidovudina em cerca de 39%. Trimetoprim/sulfametoxazol eleva os níveis plasmáticos da droga.
PRECAUÇÕES
Insuficiência renal. Não utilizar se o clearance de creatinina for < 5ml/minutos. História ou fatores de risco para pancreatite. Risco de hepatite recorrente após descontinuação da droga em portadores de hepatite B.
35 Zidovudina + lamivudina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 300mg + 150mg
INDICAÇÕES
Infecções por HIV com indicação de terapia anti-retroviral.
POSOLOGIA
São usadas como parte de um regime de múltiplas drogas (pelo menos três anti-retrovirais). Adolescentes e adultos: 300mg + 150mg VO, 2 vezes ao dia. Prevenção de infecção pelo HIV após acidente pérfuro-cortante: 300mg + 150mg VO, 2 vezes ao dia. Em casos de alto risco de infecção, associar um inibidor de protease (indinavir, por ex.).
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à zidovudina e/ou lamivudina.
EFEITOS ADVERSOS
Cefaleia severa, febre. Exantema. Náusea, vômito, anorexia, diarreia, dor abdominal, dispepsia. Pancreatite. Anemia, leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia. Fadiga, tontura, insônia, sonolência, depressão, lipotímia. Parestesias. Neurotoxicidade. Tosse e sintomas nasais. Mialgia, artralgia. Hepatotoxicidade, hepatite colestática, elevação de transaminases e amilase. Mielossupressão.
INTERAÇÕES
A lamivudina aumenta a concentração máxima da zidovudina em cerca de 39%. Trimetoprim/sulfametoxazol eleva os níveis plasmáticos da zidovudina. Rifampicina pode diminuir a biodisponibilidade da zidovudina. Co-administração com anfotericina B, adriamicina, vincristina, vimblastina, doxorrubicina, interferon, paracetamol, cimetidina, indometacina, lorazepam, probenecida, aspirina, aciclovir e pentamidina aumentam a toxicidade.
PRECAUÇÕES
Ajustar dose na insuficiência renal e insuficiência hepática. História ou fatores de risco de pancreatite. Freqüentemente associado com toxicidade hematológica.
36 Cimetidina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 400mg
Solução injetável - 150mg/ml
INDICAÇÕES
Gastrite. Esofagite de refluxo. Úlcera péptica. Hemorragia intestinal.
POSOLOGIA
Comprimido: Tratamento agudo da úlcera ativa e gastrite: 400mg VO, 2 vezes ao dia, ou 800mg VO, ao deitar, por um período de 8 semanas. A dose pode ser elevada para 400mg VO, 4 a 6 vezes ao dia, para um máximo de 2,4g/dia. Profilaxia de úlcera duodenal: 400mg VO, à noite, ou 400mg VO, 2 vezes ao dia, pela manhã e à noite, ao deitar, Esofagite de refluxo: 400mg VO, 4 vezes ao dia, por um período de 4 a 8 semanas. Solução injetável: 200mg IM, de 4/4h ou de 6/6h (máximo de 2,4g/dia). 50mg a 100mg/hora, por infusão contínua (durante 30 a 60 minutos), durante as 24 horas. Dose máxima de 2,4g/dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à cimetidina ou a outro agonista H2.
EFEITOS ADVERSOS
Diarreia, náusea e vômito. Sonolência, agitação, cefaleia e tontura. Bradicardia, hipotensão, taquicardia. Febre e rash cutâneo. Ginecomastia e diminuição da potência sexual. Neutropenia, agranulocitose e trombocitopenia. Mialgia. Aumento das transaminases hepáticas e elevação da creatinina.
INTERAÇÕES
Pode reduzir ação do cetoconazol, digoxina, fluconazol, indometacina, tetraciclina. Pode ter a sua ação reduzida com antiácidos, metoclopramida e cigarro. Pode aumentar os efeitos adversos de antidepressivos tricíclicos, imipramina, benzodiazepínicos, bloqueadores dos canais de cálcio, cafeína, carbamazepina, cloroquina, fenitoína, fenobarbital, lidocaína, metoprolol, metronidazol, pentoxifilina, propranolol, digoxina, quinidina, sulfoniluréia, teofilina e warfarina.
PRECAUÇÕES
Não fumar. Não beber. Não ingerir substâncias que contenham cafeína. Controlar tempo de protrombina em pacientes usando anticoagulantes. Ajustar dosagens na insuficiência renal ou hepática ou em pacientes que receberam drogas metabolizadas no sistema P-450.
37 Omeprazol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Cápsula - 10mg, 20mg e 40mg (Peprazol)
Omeprazol sódico - pó para solução injetável - 40mg (Losec)
INDICAÇÕES
Úlcera duodenal, úlcera gástrica, úlceras resistentes. Esofagite de refluxo. Síndrome de ZollingerEllison. Erradicação do Helicobacter pylori em combinação com antibióticos. Lesões gástricas provocadas por drogas antiinflamatórias não esteroidais.
POSOLOGIA
Refluxo gastroesofágico, esofagite erosiva, úlcera duodenal ativa: 20mg VO, 1 vez ao dia, por 4 a 8 semanas. Úlcera gástrica: 40mg/dia VO, durante 4 a 8 semanas. Condições de hipersecreção patológica: iniciar com 60mg VO, 1 vez ao dia. Doses acima de 120mg/dia são divididas em 3 vezes ao dia. Em pacientes sem condições de deglutir, utiliza-se a via IV, 40mg/dia, na velocidade de 2,5 a 4ml/min; ou infusão contínua em período não inferior a 20 - 30 minutos, podendo ser prolongada por até 12h, quando dissolvida em soro fisiológico, ou até 6h, quando dissolvida em glicose. Helicobacter pylori: 20mg VO, 2 vezes ao dia em terapia combinada com antibióticos (duração máxima do tratamento - 8 semanas). Síndrome de Zollinger-Ellison: 60mg a 120mg/dia VO.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao omeprazol.
EFEITOS ADVERSOS
Cefaleia, vertigem. Diarreia, dor abdominal, náusea, vômito, constipação, alteração no paladar, cólon irritável, hipocolia fecal e candidíase esofágica. Dor nas costas, fraqueza e cãibras. Dor testicular e poliúria.
INTERAÇÕES
Pode reduzir efeito do cetoconazol e itraconazol. Pode aumentar a ação do diazepam, warfarina, fenitoína e carbamazepina
PRECAUÇÕES
Biodisponibilidade aumentada em pacientes com cirrose hepática, mas não há relatos do aumento da toxicidade. Possibilidade de tumores gástricos.
38 Ranitidina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 15Omg e 300mg
Solução injetável - 25mg/ml
INDICAÇÕES
Gastrite. Esofagite de refluxo. Úlcera péptica. Hemorragia intestinal.
POSOLOGIA
Adultos: Tratamento de curta duração de úlcera: 150mg VO, 2 vezes ao dia, ou 300mg VO, ao deitar. Profilaxia da úlcera duodenal recorrente: 150mg VO, ao deitar. Hemorragia digestiva: 50mg IV em bolus, continuando com infusão venosa na dose de 6,25mg/hora. Condições de hipersecreção gástrica: Oral: 150mg VO, 2 vezes ao dia (máximo 600mg/dia). IM ou IV: 50mg/dose a cada 6 a 8 horas, até uma dose máxima de 400mg/dia. Infusão venosa: até 2,5 mg/kg/hora (máximo de 220mg/hora). Crianças de 1 a 16 anos: Oral: 1,25 a 2,5mg/kg/dose, a cada 12 horas (dose máxima diária de 300mg/dia). IM ou IV: 0,75 a 1,5mg/kg/dose, a cada 6 a 8 horas (dose máxima diária de 400mg/dia). Infusão venosa: 0,1mg a 0,25mg/kg/hora (preferido para úlceras de stress).
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à ranitidina.
EFEITOS ADVERSOS
Vertigem, sedação, astenia, cefaleia, confusão mental e sonolência. Rash. Constipação intestinal, diarreia, hepatite, náusea e vômito. Agranulocitose, neutropenia, trombocitopenia. Artralgia. Bradicardia e taquicardia. Broncoespasmo, febre. Ginecomastia.
INTERAÇÕES
Antiácidos podem diminuir a absorção da ranitidina. Redução da absorção do cetoconazol, itraconazol e diazepam. Pode diminuir os níveis séricos de procainamida e sulfato ferroso. Diminuição dos efeitos de relaxantes musculares não despolarizantes, oxaprozina e cianocobalamina. A ranitidina diminui a toxicidade da atropina. Aumenta a toxicidade da ciclosporina, gentamicina, glipizida, gliburida, midazolan, metoprolol, pentoxifilina, quinidina e fenitoína.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em crianças menores de 12 anos e em pacientes com lesões hepáticas ou renais. A modificação da dose é necessária em pacientes com problemas renais. A terapia crônica pode causar deficiência de vitamina B12.
39 Aciclovir:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução injetável - 250mg
Comprimido - 200mg e 400mg
Creme dermatológico - 50mg/g
INDICAÇÕES
Episódio inicial de herpes simples (HSV). Profilaxia das recorrências de herpes simplex, herpes zoster e citomegalovírus. Encefalite por Herpes simplex. Herpes genital. Herpes zoster. Infecção por Varicela zoster em pessoas sadias (não grávidas) acima de 13 anos e imunodeprimidos.
POSOLOGIA
HSV em adultos e em crianças imunodeprimidas com mais de 2 anos: 200mg VO, 5 vezes ao dia (intervalos de 4 horas) durante 10 dias, se episódio inicial, e durante 5 dias, se recorrência. Em crianças menores de 2 anos, fazer metade da dose. Ou aplicação tópica 5 vezes ao dia (intervalos de 4 horas), durante 5 a 10 dias. HSV inicial severa em crianças e adultos acima de 12 anos: 5mg/kg IV, de 8/8h, por 5 a 10 dias; ou 400mg VO, 5 vezes ao dia (intervalos de 4 horas), durante 5 a 10 dias. HSV em crianças entre 3 meses e 12 anos: 250mg/m2 IV, de 8/8h, por 5 a 10 dias. Em imunodeprimidas ou com meningoencefalite, a dose deve ser duplicada. Encefalite por HSV: 10mg/kg IV, de 8/8h, por 10 dias. Profilaxia de HSV em adultos e em crianças imunodeprimidas com mais de 2 anos: 200mg VO, 5 vezes ao dia. Em crianças menores de 2 anos, fazer metade da dose. A duração do tratamento vai depender do período de risco. Em adultos imunodeprimidos, 400mg VO, 4 vezes ao dia. Supressão da recorrência de HSV em adultos: 200mg VO, 2 a 4 vezes ao dia, ou 400mg VO, 2 vezes ao dia, durante 6 a 12 meses. Varicela zoster: começar tratamento dentro de 24h do aparecimento do rash cutâneo. Adultos: 600mg a 800mg VO, 5 vezes ao dia (intervalos de 4 horas), por 7 a 10 dias, ou 1.000mg VO, de 6/6 horas, por 5 dias. Crianças: 10mg a 20mg/kg (dose máxima 800mg), 4 vezes ao dia, durante 5 dias. Injetável Crianças e adultos: 10mg/kg IV, 8/8h, por 7 dias. Herpes zoster: adultos: 800mg VO, 5 vezes ao dia (intervalos de 4 horas), ou 10mg/kg (idosos: 7,5mg/kg) IV, de 8/8h, durante 7 a 10 dias. Em pacientes imunodeprimidos, tratar até que todas as lesões estejam completamente secas. Crianças: 250 a 600mg/m2 VO, 4 a 5 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias, ou 10mg/kg IV, de 8/8h, durante 7 a 10 dias. Em imunodeprimidas, tratar até que todas as lesões estejam completamente secas. Profilaxia de herpes zoster e varicela zoster em adultos imunodeprimidos: 400mg VO, 5 vezes ao dia (intervalos de 4 horas), durante 7 a 10 dias.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao fármaco.
EFEITOS ADVERSOS
Dor e irritação no local da injeção. Queimação, ressecamento, eritema, prurido ou ardor local (formulações tópicas). Efeitos sistêmicos: erupções cutâneas, anorexia, vômito, diarreia e dor abdominal. Letargia, convulsões, tonturas, confusão mental, agitação, coma, cefaleia, tremor, alucinações, insônia e depressão. Anemia, leucopenia, trombocitopenia e elevação de transaminases.
INTERAÇÕES
Zidovudina e probenecida aumentam o risco de letargia e efeitos sobre o SNC.
PRECAUÇÕES
Ajustar dose de acordo com a função renal. Desidratação. Requer uso de luvas (via tópica) para evitar disseminação da infecção. Creme: evitar contato com os olhos.