Guia de Medicamentos Genéricos
Introdução em Farmácia Hospitalar
1 Ciclosporina:
Forma(s) farmacêutica (s):
Cápsula - 25mg, 50mg e 100mg
Solução oral - 100mg/ml
Imunossupressor em transplantes. Indicado em doenças autoimunes resistentes aos corticosteroides ou outra terapia convencional: psoríase severa, artrite reumatoide severa, síndrome nefrótica, dermatite atópica resistente severa.
A dosagem e a duração da terapia dependerão da idade e do tipo de transplante, e deverão ser ajustadas à função renal do paciente. 25mg a 100mg VO, em dose única a intervalos de 24h. Transplantes: 10 a 15mg/kg de 4h a 12h antes da cirurgia. Repetida a cada 24h por 1 a 2 semanas. Reduzir semanalmente até a dose de manutenção de 3mg a 10mg/kg. Transplante de medula: é utilizada a infusão intravenosa (apresentação farmacêutica não disponível no momento, como Genérico) no dia anterior à cirurgia, seguida de uso oral de 12,5mg a 15mg/kg/dia, nas duas semanas pós. transplante. O tratamento de manutenção é feito com 12,5mg/kg/dia VO, por 3 a 6 meses.
Contraindicações:
Hipersensibilidade à ciclosporina. Hipertensão arterial e infecções não controladas. Câncer.
Efeitos adversos:
Efeito dose-dependente decorrente do aumento de creatinina e uréia. Nefrotoxicidade. Hepatotoxicidade. Neurotoxicidade. Hipertricose. Hiperplasia gengival. Indução de hipertensão arterial. Náusea, vômito, anorexia, diarréia, dor abdominal e colite. Hipomagnesemia, hipocalemia ou hipercalemia, hiperuricemia, hipercolesterolemia. Sensação de queimação em pés e mãos. Fraqueza muscular, cãibras, miopatia. Tremor, tonturas, cafaléia. Parestesia, convulsões, confusão, fadiga. Aumento de peso. Dismenorréia ou amenorréia. Ginecomastia. Reações de hipersensibilidade. Trombocitopenia. Pancreatite. Suscetibilidade a infecções. Aumento de distúrbios linfoproliferativos e câncer.
Interações:
Fenobarbital, fenitoína, cotrimazol e rifampicina induzem o metabolismo da ciclosporina, acelerando sua depuração. A concentração plasmática é aumentada em presença de antagonistas de cálcio, alopurinol, amiodarona, doxiciclina, anfotericina B, cloroquina, eritromicina e cetoconazol. Progestogênios inibem o metabolismo. Aumenta a concentração plasmática da nifedipina e prednisolona. Inibidores da ECA e diuréticos retentores de potássio aumentam o risco de hipercalemia.
Precauções:
Gravidez. Lactação. Porfiria. Monitorizar níveis séricos para evitar toxicidade ou risco de rejeição. Evitar uso de drogas potencialmente nefrotóxicas. Monitorizar a função renal; pode necessitar de ajuste de dose ou interrupção do tratamento. Monitorizar função hepática, pressão arterial, hiperuricemia, potássio sérico. Dosagens de triglicerídeos antes e durante o tratamento. Aumento do risco de câncer de pele em pacientes sob terapia (ultravioleta, radioterapia, outros imunossupressores) para severa psoríase.
2 Dimeticona:
Forma (s) farmacêuticas (s):
Comprimido - 40mg
Indicações:
Antifisético. Preparo de exames radiológicos e endoscópicos do tubo digestivo. Pós-operatório.
Posologia:
Adulto: 40mg a 80mg VO, 3 vezes ao dia, após as refeições e ao deitar
Contra-indicações:
Hipersensibilidade ao fármaco.
Efeitos adversos:
Constipação.
Interações:
Efeito antifisético reduzido quando usado concomitante com antiácidos (hidróxido de alumínio e carbonato de magnésio).
Precauções:
Gravidez. Lactação.
3 Dobutamina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 250mg
INDICAÇÕES:
Como suporte inotrópico em quadros de baixo débito cardíaco em infarto agudo do miocárdio, cardiomiopatias, cirurgia cardíaca e septicemias, quando a pressão arterial for acima de 70 mmHg e a pressão capilar pulmonar for ≥ 18 mmHg, sem sinais de choque.
POSOLOGIA:
Utilizado em infusão IV. Neonatos: 2mg a 15mg/kg/minuto, em função da resposta terapêutica. Crianças e adultos: 2,5mg a 20mg/kg/minuto até um máximo de 40mg/kg/minuto. A velocidade de administração e a duração da terapia devem ser ajustadas de acordo com a resposta do paciente.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à droga.
EFEITOS ADVERSOS:
Aumento da freqüência cardíaca ou da pressão arterial, dor torácica, angina do peito, arritmias ventriculares. Aumento da freqüência ventricular em pacientes com flutter ou fibrilação atrial. Cãibras e parestesias. Cefaleia. Náusea e vômito.
INTERAÇÕES:
Eficácia diminuída quando associado a bloqueadores beta-adrenérgicos. Toxicidade aumentada com possibilidade de arritmias ventriculares severas quando associada a ciclopropano e halotano.
PRECAUÇÕES:
Usar com cautela em estenose subaórtica hipertrófica idiopática. Extravasamento com infiltração da infusão pode determinar necrose dérmica. Corrigir hipovolemia antes de iniciar a infusão.
4 Metronidazol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 250mg e 400mg
Gel vaginal - 100mg/g
Suspensão oral - 40mg/ml (Benzoilmetronidazol)
INDICAÇÕES:
Tratamento da giardíase, amebíase e tricomoníase. Diarreia causada por microsporídeos em pacientes com aids. Colite pseudomembranosa. Infecções por Helicobacter pylori, em associação com amoxicilina ou claritromicina e omeprazol.
POSOLOGIA:
O esquema terapêutico varia de acordo com as indicações. Tricomoníase 500mg (5g do gel) por via vaginal, à noite, durante 10 a 20 dias. 2g VO, em dose única, ou 250mg VO, 2 vezes ao dia, por 10 dias; ou 400mg VO, 2 vezes ao dia, por 7 dias. O parceiro sexual deve ser tratado com 2g VO, em dose única. Crianças: 15mg a 30mg/kg/dia, divididos em 8/8h, durante 7 dias. Vaginite e uretrite por G. vaginalis 2g VO, em dose única, no 1º e 3º dia, ou 400mg a 500mg VO, 2 vezes ao dia, por 7 dias. O parceiro sexual deve ser tratado com 2g VO, em dose única. Giardíase Adulto: 250mg VO, 3 vezes ao dia, durante 5 dias, ou 2g VO, em dose única. Crianças abaixo de 10 anos: utiliza-se metade desta dose. Tratamento do H. pylori: 750mg a 1g/dia VO, durante 7 a 14 dias (usado em associação com outras drogas). Amebíase intestinal e balantidíase extra-intestinal: 750mg VO, 3 vezes ao dia, durante 5 a 10 dias. Crianças: 35mg a 50mg/kg/dia, dividido em 8/8h, durante 10 dias.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao metronidazol ou a outro derivado imidazólico. Gestação no primeiro trimestre.
EFEITOS ADVERSOS:
Anorexia, náusea, vômito, dor abdominal, diarreia e sabor metálico na boca. Cefaleia, tonturas, vertigens, convulsão, confusão mental, alucinações e insônia. Prurido e urticária. Colúria. Neuropatia periférica e parestesias. Leucopenia e trombocitopenia.
INTERAÇÕES:
Uso de bebidas alcoólicas pode causar efeito antabuse (náusea, vômitos intensos, cefaleia, confusão mental, estado psicótico). Potencializa o efeito anticoagulante da warfarina. Barbitúricos e prednisona: diminuem a meia-vida. Hidróxido de alumínio e colestiramina: diminuem a absorção do metronidazol.
PRECAUÇÕES:
Pacientes com antecedentes de discrasia sanguínea. Gravidez e lactação. Disfunção cardíaca ou hepática grave. Reduzir a dose em pacientes com insuficiência hepática. Em amebíase intestinal recomenda-se ingestão do medicamento após as refeições, para manter a concentração no intestino grosso.
5 Ácido acetilsalicílico:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 500mg
INDICAÇÕES:
Analgésico, antitérmico e anti-inflamatório. Usado na profilaxia do infarto do miocárdio e em episódios isquêmicos transitórios.
POSOLOGIA:
Adultos e crianças acima de 12 anos: 500mg VO, de 4/4h. Não exceder 4g/dia.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade aos salicilatos e/ou anti-inflamatórios não esteroidais. Pacientes com discrasias sanguíneas, risco hemorrágico e antecedentes de úlcera péptica, gastrite e hepatopatia grave. Tratamento prolongado com anticoagulantes ou antiplaquetários.
EFEITOS ADVERSOS:
Náusea, vômito, dispepsia, dor, desconforto epigástrico, pirose. Ulceração gastrointestinal em tratamentos prolongados. Anemia hemolítica, rash cutâneo, urticária, choque anafilático, broncoespasmo. Diminuição da função renal. Tratamento prolongado ou overdose pode causar salicilismo caracterizado por zumbido, cefaleia, vertigem e confusão. Síndrome de Reye em crianças com influenza viral ou varicela.
INTERAÇÕES:
Diminui as concentrações séricas dos antiinflamatórios não esteroidais (AINES) e pode antagonizar os efeitos da probenecida e fenilbutazona. Potencializa os efeitos do metotrexate, warfarina, buspirona. Acidificantes urinários (ácido ascórbico, fosfato sódico ou potássico, cloreto de amônio) aumentam as concentrações plasmáticas de salicilato, por diminuir sua excreção. Uso simultâneo com AINES pode aumentar o risco de hemorragias. Ingestão concomitante com álcool pode ocasionar hemorragia gastrointestinal e aumentar o tempo de sangramento.
PRECAUÇÕES:
Tomar preferencialmente após as refeições. Usar com cautela em pacientes com insuficiência hepática, deficiência de vitamina K, no pré-operatório e em idosos. Pacientes com história de asma brônquica (podem vir a apresentar crise asmática, edema de Quincke ou urticária). Gravidez: no último trimestre pode prolongar o trabalho de parto e contribuir com o sangramento fetal e materno.
6 Dipirona (sódica):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 500mg/ml
Solução oral - 500mg/ml
INDICAÇÕES:
Antitérmico e analgésico.
POSOLOGIA:
Adultos e adolescentes acima de 15 anos: 20 a 40 gotas VO, 4 vezes ao dia. Adultos: 500mg IM, de 6/6h. Crianças: 1 gota/kg (ou a critério médico) VO, 4 vezes ao dia.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Pacientes com intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos, porfiria hepática e deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.
EFEITOS ADVERSOS:
Discrasias sanguíneas, agranulocitose, leucopenia e aplasia medular. Em pacientes sensíveis, independente da dose, pode determinar reações de hipersensibilidade, tipo eritema, angioedema e asma. Doses elevadas podem provocar sintomas de intoxicação: vertigem, hiperventilação, rubor cutâneo, hemorragia digestiva.
INTERAÇÕES:
Diminui o nível sérico da ciclosporina. Hipotermia grave pode ocorrer em associação com clorpromazina.
PRECAUÇÕES:
Solução oral contém açúcar, devendo ser utilizada com cuidado em diabéticos. Uso deve ser evitado em crianças com menos de 3 meses ou com menos de 5 kg, pela possibilidade de alteração na função renal. Evitar uso na gravidez. Lactação deve ser suspensa até 48h após o uso da dipirona. Monitorar comprometimento da medula óssea.
7 Paracetamol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 500mg/750mg
Solução oral - 200mg/ml
INDICAÇÕES:
Analgésico e antitérmico.
POSOLOGIA:
Adultos e crianças acima de 12 anos: 750mg VO, de 3 a 4 vezes ao dia. Não ultrapassar 4g/dia. Crianças: 10mg a 15mg/kg/dose VO, até 5 vezes ao dia. Não exceder 2,6g/dia.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à droga. Pacientes com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.
EFEITOS ADVERSOS:
Geralmente raros, mas podem ocasionar agranulocitose, anemia hemolítica, neutropenia, leucopenia, pancitopenia e trombocitopenia. Reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas, urticária, eritema pigmentar, angioedema e choque anafilático). O uso abusivo e prolongado pode produzir nefropatias, pancreatites e insuficiência hepática.
INTERAÇÕES:
Aumento da toxicidade hepática quando associado com barbitúricos, carbamazepina, hidantoína, sulfimpirazona zidovudina, ingestão crônica e excessiva de álcool. Rifampicina diminui o efeito analgésico do paracetamol. Potencializa o efeito de anticoagulantes cumarínicos.
PRECAUÇÕES:
Administrar com cautela em pacientes mal-nutridos ou alcoólatras: pode ocasionar hepatotoxicidade grave, mesmo em uso de doses terapêuticas. Monitorizar a função hepática com o uso prolongado. Pacientes com insuficiência renal devem ter ajustado o intervalo entre as doses. Ocorrendo reação de hipersensibilidade, deve ser suspenso imediatamente. Administração com alimentos ricos em carboidratos pode retardar sua absorção. Não usar no primeiro trimestre da gravidez.
8 Etomidato:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 2mg/ml
INDICAÇÕES:
Indução e suplementação de anestesia geral.
POSOLOGIA:
Individualizada. Geralmente administrado por via IV. Dose de indução: 0,1mg a 0,4mg/kg IV, administrado durante 30 a 60 segundos. Dose de infusão contínua: 0,5mg a 1mg/min (10µg a 20µg/kg/min). A administração deve ser lenta.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao fármaco. Gravidez. Lactação. Crianças abaixo de 10 anos.
EFEITOS ADVERSOS:
Dor no local da injeção. Tromboflebite. Náusea e vômito no pós-operatório. Apnéia transitória (15 a 20 segundos) pode ocorrer durante a indução, hipoventilação, hiperventilação, laringoespasmo. Taquicardia, bradicardia, arritmias, hipertensão ou hipotensão arterial. Mioclônus, movimentos tônicos, movimentos oculares. Supressão adrenocortical, inclusive com dose única.
INTERAÇÕES:
Efeitos cardiovasculares e depressor do sistema nervoso central potencializados por outros sedativos, narcóticos, anestésicos e anti-hipertensivos.
PRECAUÇÕES:
Usar com cautela em pacientes com epilepsia focal. O mioclônus, que ocorre freqüentemente, pode ser reduzido com a pré-medicação com opióides e benzodiazepínicos. Usar veias calibrosas para administração (a dor é mais freqüente em pequenas veias).
9 Lidocaína (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Gel tópico - 2% (20mg/g)
Solução injetável - 20mg/ml
INDICAÇÕES:
Anestesia local em procedimentos envolvendo uretra, cavidade oral. Como lubrificante para entubação endotraqueal.
POSOLOGIA:
Aplicar o gel na área a ser anestesiada, quando necessário. Não repetir dentro de 2 horas.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade conhecida aos anestésicos locais do tipo amida.
EFEITOS ADVERSOS:
A toxicidade é similar à observada com outros agentes anestésicos locais e, em geral, é dosedependente. As reações adversas sistêmicas podem ocorrer por dosagem excessiva, rápida absorção através das membranas mucosas ou por reações de hipersensibilidade, idiossincrasia e intolerância. Reações adversas mais comuns: delírio, tonturas, visão turva, tremores seguidos por sonolência, convulsões, inconsciência. Hipotensão, bradicardia, depressão do miocárdio, diminuição do débito cardíaco, bloqueio cardíaco, arritmias ventriculares, incluindo taquicardia ventricular, fibrilação ventricular e parada cardíaca. Paralisia dos membros inferiores, perda do controle esfincteriano. Reações alérgicas como urticária, edema ou reações anafilactóides.
INTERAÇÕES:
Potencializa os efeitos tóxicos dos antiarrítmicos Classe I (tocainamida, por ex.). Outros anestésicos locais podem potencializar a ocorrência de efeitos sistêmicos.
PRECAUÇÕES:
Pacientes com doença hepática grave devido à reduzida capacidade de metabolização dos anestésicos locais oferecem maior risco para o desenvolvimento de concentrações plasmáticas tóxicas. Pacientes debilitados, idosos, gravemente enfermos e crianças podem ser mais sensíveis ao medicamento, bem como pacientes com insuficiência hepática e/ou renal.
10 Propofol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Emulsão injetável - 10mg/ml
INDICAÇÕES:
Indução e manutenção de anestesia geral. Sedação.
POSOLOGIA:
Dose de indução: 1,5mg a 2,5mg/kg IV, administrados numa taxa de 20mg a 40mg a cada 10 segundos. Crianças acima de 1 mês, administrar lentamente até obter resposta anestésica. Dose de manutenção: 25mg a 50mg IV, repetidos de acordo com a resposta do paciente; ou 4mg a 12mg/kg/h, por infusão venosa. Crianças acima de 3 anos: 9mg a 15mg/kg/h. Dose de sedação em UTI: 0,3mg a 4mg/kg/h administrados por infusão. Não é recomendado em pacientes abaixo de 16 anos. Dose de sedação cirúrgica ou procedimentos diagnósticos: 0,5mg a 1mg/kg IV, administrado durante 1 a 5 minutos. Manutenção da sedação: 1,5mg a 4,5mg/kg, administrados por infusão. Adicionalmente 10mg a 20mg, administrados por infusão, se for necessária uma rápida sedação.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao fármaco ou aos componentes da emulsão. Quando não for possível manter as vias aéreas pérvias (tumor da laringe ou faringe, por ex.). Gravidez. Lactação.
EFEITOS ADVERSOS:
Dor no local da injeção. Reações de hipersensibilidade. Convulsões e recuperação pós-anestésica lenta. Bradicardia, ocasionalmente profunda.
INTERAÇÕES:
Efeitos cardiovasculares e depressor do sistema nervoso central potencializados por outros sedativos, narcóticos, anestésicos e anti-hipertensivos.
PRECAUÇÕES:
Usar com extrema cautela em cirurgias da boca, faringe, laringe, idosos, pacientes com insuficiência circulatória aguda, fração de ejeção <50%, doenças respiratórias, história de epilepsia ou convulsões. Podem ser necessários agentes antimuscarínicos IV, para prevenção da bradicardia. Monitorizar triglicerídeos em caso de risco de overdose ou se a sedação prolongar-se por mais de 3 dias.
11 Bromazepam:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 6mg
INDICAÇÕES:
Distúrbios emocionais, tensão nervosa, ansiedade, agitação, insônia. Humor depressivo. Distúrbios cardiovasculares, respiratórios e gastrointestinais associados à tensão nervosa como: precordialgia atípica, taquicardia, hipertensão psicogênica, dispneia, hiperventilação, colite ulcerativa, epigastralgia, espasmos, distensão abdominal e diarreia. Outros distúrbios psicossomáticos: cefaleia e dermatoses psicogênicas.
POSOLOGIA:
A dose usual é de 1,5mg a 3mg VO, até 3 vezes ao dia. Em casos graves, 6 a 12mg VO, 2 a 3 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Pacientes com hipersensibilidade aos benzodiazepínicos ou qualquer componente do produto. Lactação. Glaucoma de ângulo fechado. Primeiro trimestre da gravidez.
EFEITOS ADVERSOS:
Agitação, irritabilidade, pesadelos, sonolência, astenia, adinamia. Boca seca. Relaxamento muscular.
INTERAÇÕES:
Pode ter seu efeito intensificado pelo álcool, neurolépticos, tranquilizantes, antidepressivos, hipnóticos, analgésicos e anestésicos. Pode ter sua ação diminuída pela carbamazepina. Pode aumentar os riscos de depressão respiratória com clozapina. Pode diminuir o efeito terapêutico da levodopa. Não é recomendado seu uso concomitante com zidovudina, dissulfiram, eritromicina, rifampicina, isoniazida e contraceptivos orais contendo estrógenos.
PRECAUÇÕES:
Gravidez. Amamentação. Idosos. Apneia do sono. Depressão. Psicoses. Pacientes com miastenia grave, disfunção renal e hepática, doenças cardíacas, insuficiência respiratória. Não dirigir ou operar máquinas durante o tratamento, principalmente nas primeiras 6 horas após a ingestão do bromazepam. Em crianças a segurança e eficácia ansiolíticas não estão bem comprovadas. Tratamento prolongado com mulheres com risco de engravidar. Nos casos de intoxicações graves por benzodiazepínicos (com sedação grave ou coma), recomendase o uso de antagonista específico, flumazenil, na dose inicial de 0,3mg EV, com incremento de 0,3mg até reversão do coma.
12 Diazepam:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 5mg/ml
Comprimido - 5mg e 10mg
INDICAÇÕES:
Tratamento da ansiedade. Relaxante muscular. Alívio sintomático da abstinência alcoólica aguda. Anticonvulsivante e pré-anestésico, quando usado por via endovenosa. Sedativo em endoscopia, cardioversão e procedimentos cirúrgicos menores.
POSOLOGIA:
Adultos: 5mg a 20mg/dia VO, IM ou IV. Crianças (sedativo, relaxante muscular ou como ansiolítico): 0,12 a 0,80mg/kg/dia VO, de 6/6h ou 8/8h. Crianças (estado epiléptico) entre 30 dias e 5 anos: 0,05 a 0,30mg/kg/dose IV (durante 2 a 3 minutos). Pode ser repetido conforme a resposta terapêutica, não ultrapassando 5mg/dia. Em crianças maiores de 5 anos a dose máxima é de 10mg/dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Miastenia grave. Depressão respiratória. Glaucoma. Hipertrofia prostática. Obstrução pilórica e estados depressivos graves.
EFEITOS ADVERSOS:
Sonolência, alterações da memória, confusão, cefaleia, visão turva, fadiga e tonturas. Boca seca, constipação, diarreia, náusea, vômito, mal-estar epigástrico e alterações do apetite. Mialgia, tremores, cãibras. Efeitos paradoxais como agitação, insônia, ansiedade, depressão e agressividade podem ocorrer, notadamente em idosos. Bradicardia, taquicardia, dor torácica, colapso cardiovascular. Depressão respiratória. Reações de hipersensibilidade. Redução da libido. Diplopia, visão turva.
INTERAÇÕES:
Potencializa efeitos de outros depressores do SNC. Associados a opióides, produz depressão grave. Aumenta o efeito hipotensor de medicamentos anti-hipertensivos. Anti-histamínicos, álcool, anestésicos e analgésicos opióides potencializam o seu efeito sedativo. Isoniazida e omeprazol reduzem o metabolismo do diazepam; a rifampicina aumenta. Associado ao lítio, produz hipotermia acentuada.
PRECAUÇÕES:
Só deve ser utilizado em crianças sob rigoroso controle médico. Utilizar doses menores em idosos. Os pacientes que operam máquinas e veículos devem ser orientados do risco de ocorrerem acidentes. Potencializa os efeitos do álcool. Uso prolongado pode ocasionar reações de abstinência e dependência, razão pela qual a suspensão da droga deve ser gradual. Usar com cautela em gestantes e durante amamentação.
13 Lorazepam:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 1mg e 2mg
INDICAÇÕES:
Tratamento da ansiedade. Insônia. Sedação. Pré-operatório.
POSOLOGIA:
A dose média para tratamento da ansiedade é 1mg a 4mg/dia VO, em dose única ou dividida. Idosos ou debilitados: 1 ou 2mg/dia VO, em dose única ou dividida. Pré-operatório: 2 a 4mg VO, na noite anterior à cirurgia, e/ou 1 a 2 horas antes do procedimento cirúrgico.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Pacientes com hipersensibilidade conhecida aos benzodiazepínicos. Glaucoma agudo de ângulo estreito. Hipotensão severa. Não deve ser utilizado em pacientes com depressão do sistema nervoso central. Criança menor de 12 anos de idade.
EFEITOS ADVERSOS:
Sonolência, tonturas, ataxia, alterações da memória e da fala, confusão, cefaleia, fadiga. Diplopia, visão turva. Boca seca, constipação, diarreia, náusea, vômito e alterações do apetite. Efeitos paradoxais como agitação, insônia, ansiedade, depressão e agressividade podem ocorrer, notadamente em idosos. Taquicardia e dor torácica. Depressão respiratória. Hiperventilação. Congestão nasal. Discrasias sanguíneas. Elevação das enzimas hepáticas. Reações de hipersensibilidade. Redução da libido.
INTERAÇÕES:
Potencializa efeitos de outros depressores do SNC. Associado a opióides, produz depressão grave. Anti-histamínicos, álcool, anestésicos, analgésicos opióides e relaxantes musculares potencializam o seu efeito sedativo. Aumenta o efeito hipotensor de medicamentos anti-hipertensivos.
PRECAUÇÕES:
Como os demais benzodiazepínicos, recomendam-se avaliações hematimétricas e testes da função hepática periódicos nos pacientes sob terapia a longo prazo com o lorazepam. Os pacientes que operam máquinas e veículos devem ser orientados do risco de ocorrerem acidentes. Uso prolongado pode ocasionar reações de abstinência e dependência, razão pela qual a suspensão da droga deve ser gradual. Usar com cautela em gestantes e durante amamentação.
14 Hidróxido de alumínio:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Suspensão oral - 61,5mg/ml
INDICAÇÕES:
Hiperacidez. Refluxo gastroesofágico. Gastrite. Úlcera péptica. Hérnia de hiato. Tratamento de hiperfosfatemia.
POSOLOGIA:
Adulto: 300mg a 500mg VO, 4 vezes ao dia, entre as refeições e ao deitar.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade aos sais de alumínio. Hipofosfatemia. Porfiria. Menor de 6 anos. Pacientes com obstrução intestinal. Gravidez e lactação.
EFEITOS ADVERSOS:
Constipação intestinal, cãibras abdominais, náusea, vômito, descoloração das fezes. Hipofosfatemia, hipomagnesemia.
INTERAÇÕES:
Pode reduzir a absorção de indometacina, preparações contendo ferro, isoniazida, alopurinol, benzodiazepínicos, deflazacorte, penicilamina, fenotiazinas, sulipiridas, antagonistas dos receptores H2, cetoconazol, itraconazol, inibidores da ECA, losartan, azitromicina, cefaclor, ciprofloxacina, norfloxacina, rifampicina, tetraciclinas, fenitoína, gabapentina, cloroquina, hidroxicloroquina, zalcitabina, bifosfonatos, digoxina, salicilatos, lansoprazol e difluzinal. Aumenta a excreção urinária de salicilatos. Pode aumentar a irritação gástrica com medicamentos de liberação entérica.
PRECAUÇÕES:
Pode ocorrer intoxicação alumínica e osteomalácea em pacientes com uremia. Usar com cautela na insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência renal, edema, cirrose, dietas hipossódicas, presença de hemorragia gastrointestinal. Idosos apresentam maior incidência de constipação.
15 Isotretinoína:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Cápsula gelatinosa mole - 10mg e 20mg
INDICAÇÕES:
Tratamento de formas graves de acne (nódulo-cística) e acnes resistentes a terapêuticas anteriores.
POSOLOGIA:
Deve ser iniciado com 0,5mg/kg/dia VO. A dose pode variar de 0,5mg a 1mg/kg VO. Formas graves de acne podem necessitar de doses diárias maiores até 2mg/kg.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Gravidez ou potencial de engravidar durante o tratamento. Lactação. Insuficiência renal ou hepática. Hipervitaminose A. Hiperlipidemia severa. Hipersensibilidade aos parabenos, vitamina A e outros retinoides.
EFEITOS ADVERSOS:
Secura de pele e mucosas. Conjuntivite, opacidade da córnea e intolerância a lentes de contato. Fotossensibilidade, exantema, prurido, dermatite facial, paroníquia, distrofia ungueal, alopécia reversível e hiperpigmentação. Artralgia, mialgia e dor óssea. Cefaleia, depressão, fadiga e hipotermia. Náusea. Relatos de colite, ileíte e hemorragia gastrointestinal. Trombocitopenia, hematúria. Proteinúria. Linfadenopatia.
INTERAÇÕES:
Paciente em uso de tetraciclinas (risco de hipertensão intracraniana).
PRECAUÇÕES:
Lactação. Crianças. Idosos. Em pacientes de alto risco (diabetes, obesidade, alcoolismo ou distúrbios do metabolismo lipídico) que se submetem ao tratamento com isotretinoína, serão necessárias avaliações laboratoriais frequentes.
16 Ticlopidina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 250mg
INDICAÇÕES:
Prevenção de acidente vascular cerebral em pacientes com antecedentes de isquemia cerebral transitória. Doença aterosclerótica. Proteção de enxertos aorto-coronários. Claudicação intermitente.
POSOLOGIA:
Adulto: 250mg VO, 1 ou 2 vezes ao dia, durante as refeições.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à ticlopidina. Diátese hemorrágica, sangramento ativo, risco de sangramento, incluindo acidente vascular cerebral hemorrágico e úlcera péptica em atividade. História de leucopenia, trombocitopenia e agranulocitose. Insuficiência hepática.
EFEITOS ADVERSOS:
Manifestações hemorrágicas, neutropenia e agranulocitose. Raros casos de aplasia de medula óssea, pancitopenia, púrpura trombocitopênica trombótica e casos isolados de trombocitopenia. Náusea e diarreia. Alterações da função hepática, icterícia colestática e elevação de transaminases. Elevação do colesterol e triglicerídeos. Reações de hipersensibilidade, incluindo vasculite, síndrome lúpica, rash e prurido cutâneo.
INTERAÇÕES:
Ação diminuída quando associada com antiácidos, corticosteróides. Diminui o efeito da digoxina e da ciclosporina. Aumenta a toxicidade da teofilina. Antiinflamatórios não esteroidais (incluindo aspirina) e anticoagulantes orais aumentam o potencial de hemorragias.
PRECAUÇÕES:
Pacientes com risco de sangramento. Monitorizar leucograma e suspender a ticlopidina se a contagem global de neutrófilos <1200/mm3 ou a contagem de plaquetas <80.000/mm3.
17 Dexclorfeniramina (maleato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução oral 0,4mg/ml
INDICAÇÕES:
Alívio sintomático de algumas manifestações alérgicas, como: dermatites atópicas ou de contato, eczemas alérgicos, asma brônquica, rinites vasomotoras, urticária, angioedema, reações a drogas, soros, sangue, picadas de insetos e pruridos de origem não específica.
POSOLOGIA:
Crianças de 2 a 6 anos: 1,25ml a 2,5ml VO, 3 vezes ao dia. Ajustar dose de acordo com a resposta do paciente. Máximo 3mg/dia. Crianças de 6 a 12 anos: 2,5ml VO, 3 vezes ao dia. Máximo 6mg/dia. Adultos e crianças maiores de 12 anos: 5ml VO, 3 a 4 vezes ao dia. Não ultrapassar a dose máxima de 12mg/dia. Para alguns pacientes, a dose máxima diária de 6mg é suficiente.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula ou a fármacos de estrutura química similar. Pacientes que estejam recebendo terapia com inibidores da MAO. Prematuros ou recém-nascidos.
EFEITOS ADVERSOS:
Podem ocorrer sonolência discreta ou moderada, vertigens, hipotensão, náusea, vômito, azia, diarreia, constipação, poliúria, dificuldade de micção, boca seca, ataxia, sedação, agitação, tontura, zumbidos, fadiga, euforia, nervosismo, insônia, sudorese, tremores, perda de apetite, diplopia, cefaleia, leucopenia, agranulocitose, urticária e choque anafilático.
INTERAÇÕES:
Os inibidores da MAO prolongam e intensificam os efeitos dos anti-histamínicos, podendo ocorrer hipotensão severa. Álcool, antidepressivos tricíclicos, barbitúricos e outros depressores centrais podem potencializar os efeitos sedativos da dexclorfeniramina. Os efeitos anticolinérgicos se agravam com uso simultâneo de neurolépticos, antidepressivos, antiparkinsonianos e inibidores da MAO. A ação de anticoagulantes orais pode ser reduzida pelos anti-histamínicos.
PRECAUÇÕES:
Deve ser usado com cautela em pacientes com aumento da pressão intra-ocular, úlcera péptica estenosante, obstrução piloro-duodenal, hipertrofia prostática e obstrução do colo vesical, doenças cardiovasculares, entre as quais hipertensão, nos pacientes com asma brônquica, hipertireoidismo e diabetes mellitus. Recomenda-se evitar atividades que exijam estado de alerta como dirigir, operar máquinas, etc. Os anti-histamínicos têm efeito aditivo com o álcool e outros depressores do SNC como sedativos, hipnóticos e tranquilizantes. Pode causar excitação em crianças de baixa idade e maior sedação e hipotensão em pacientes com mais de 60 anos. Uso na gravidez: a experiência com essa substância em pacientes grávidas não é suficiente para provar sua segurança com relação ao desenvolvimento fetal. Não foi estabelecido se a formulação é excretada em leite materno.
18 Dexclorfeniramina (maleato), betametasona:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Xarope - 0,4mg/ml + 0,05mg/ml
INDICAÇÕES:
Tratamento adjuvante de algumas manifestações alérgicas respiratórias como: asma brônquica e rinite alérgica. Dermatites atópicas ou de contato, eczemas alérgicos, urticária, angioedema, reações a drogas, soros, sangue, picadas de insetos e pruridos de origem não específica.
POSOLOGIA:
Adultos e crianças maiores de 12 anos: 5ml a 10ml VO, 3 a 4 vezes ao dia. Não ultrapassar a dose máxima de 40ml/dia. Crianças de 6 a 12 anos: 2,5ml VO, 3 vezes ao dia. Máximo 20ml/dia. Crianças de 2 a 6 anos: 1,25ml a 2,5ml VO, 3 vezes ao dia. Máximo 10ml/dia. A dose deve ser ajustada de acordo com a resposta do paciente.
CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula ou a fármacos de estrutura química similar à dexclorfeniramina e/ou betametasona. Infecções sistêmicas. Crianças abaixo de 2 anos. Pacientes que estejam recebendo terapia com inibidores da MAO.
EFEITOS ADVERSOS:
Podem ocorrer sonolência discreta ou moderada, vertigens, ataxia, sedação, agitação, tontura, zumbidos, fadiga, euforia, nervosismo, insônia, sudorese, tremores. Diplopia, aumento da pressão intra-ocular, cefaleia. Boca seca, alterações do apetite, náusea, vômito, azia, diarreia, constipação e distensão abdominal. Poliúria e dificuldade de micção. Leucopenia e agranulocitose. Tromboembolismo e tromboflebite. Reações de hipersensibilidade. Distúrbios eletrolíticos.
INTERAÇÕES:
Álcool, antidepressivos tricíclicos, barbitúricos e outros depressores centrais podem potencializar os efeitos sedativos da dexclorfeniramina. Efeitos anticolinérgicos se agravam com uso simultâneo de neurolépticos, antidepressivos, antiparkinsonianos e inibidores da MAO. Alteração da ação de anticoagulantes orais. Antagonismo dos efeitos de anti-hipertensivos, drogas hipoglicemiantes e diuréticos. Fenitoína, fenobarbital, efedrina e rifampicina podem aumentar o metabolismo da betametasona. Diuréticos e anfotericina B aumentam risco de hipocalemia. Pode aumentar a possibilidade de arritmias ou toxicidade ao digital associada à hipocalemia. Pode inibir a resposta à somatotrofina e reduzir os efeitos de salicilatos, vacinas e toxóides. Os efeitos combinados com drogas antiinflamatórias não esteróides ou álcool podem resultar em aumento da ocorrência ou gravidade de ulceração gastrointestinal.
PRECAUÇÕES:
Usar com cautela em pacientes com herpes ocular, glaucoma, hipotireoidismo, úlcera péptica, cirrose, colite ulcerativa, obstrução piloro-duodenal, insuficiência renal, hipertrofia prostática, obstrução do colo vesical, doenças cardiovasculares, infecções bacterianas, abscessos, diverticulite, osteoporose, distúrbios convulsivos, miastenia gravis e diabetes mellitus. Recomenda-se evitar atividades que exijam estado de alerta, como dirigir, operar máquinas, etc. Pode causar excitação em crianças de baixa idade e maior sedação e hipotensão em pacientes com mais de 60 anos. Uso na gravidez: a experiência com essa substância em pacientes grávidas não é suficiente para provar sua segurança com relação ao desenvolvimento fetal. Não foi estabelecido se a formulação é excretada em leite materno. A pressão arterial, peso, exames laboratoriais rotineiros, incluindo glicemia e potássio, devem ser avaliados em períodos regulares. A retirada brusca da medicação, após uso prolongado, pode causar insuficiência corticoadrenal secundária, cujo risco é minimizado pela redução gradual da dosagem.
19 Loratadina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Xarope - 1mg/ml
Comprimido - 10mg
INDICAÇÕES:
Alívio dos sintomas associados com rinite alérgica (coriza, espirros, prurido nasal, ardor e prurido ocular). Urticária e outras afecções dermatológicas alérgicas.
POSOLOGIA:
Adultos e crianças acima de 6 anos: 10mg VO, 1 vez ao dia. Crianças de 2 a 6 anos: 5mg VO, 1 vez ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Crianças menores de 2 anos. Hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
REAÇÕES ADVERSAS
Fadiga, cefaleia, tontura, sonolência, ansiedade e depressão. Boca seca, náusea e gastrite. Prurido. Hipotensão, hipertensão, palpitação e taquicardia. Faringite e dispneia. Reações adversas raras: alopécia, anafilaxia e função hepática anormal. Em estudos clínicos pediátricos controlados, a incidência de cefaleia, sedação, nervosismo, relacionados ao tratamento, foi similar à do placebo.
INTERAÇÕES:
Aumento nas concentrações plasmáticas após o uso concomitante com cetoconazol, eritromicina ou cimetidina. Medicamentos inibidores do metabolismo hepático devem ser administrados com cautela, uma vez que podem inibir o metabolismo da loratadina.
PRECAUÇÕES:
Testes laboratoriais: anti-histamínicos devem ser suspensos cerca de 48h antes de qualquer prova cutânea. A segurança em crianças abaixo de 2 anos ainda não foi estabelecida. Pacientes com hepatopatia grave devem iniciar o tratamento com doses baixas de loratadina, 5mg/dia ou 10mg VO, em dias alternados. Gravidez e lactação: não está estabelecido se há riscos.
20 Folinato de cálcio:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 15mg
Pó liofilizado para solução injetável - 50mg
INDICAÇÕES:
Anemia megaloblástica por deficiência de ácido fólico. Tratamento da overdose de antagonistas do ácido fólico. Antídoto para antagonistas do ácido fólico (metotrexato).
POSOLOGIA:
No tratamento da anemia megaloblástica: 1mg/dia IM. Tratamento da overdose por antagonistas de ácido fólico: 2mg a 15mg/dia VO, durante 3 dias, ou 5mg VO, a cada 3 dias. No tratamento do câncer colo-retal: 20mg/m2 IV, seguidos por 5-fluorouracil durante 5 dias.
CONTRAINDICAÇÕES:
Anemia perniciosa e outras anemias megaloblásticas secundárias à falta de vitamina B12.
EFEITOS ADVERSOS:
Reações alérgicas do tipo eritema, rash cutâneo, prurido, urticária, trombocitoperia e reações anafilactóides. Ocorrência rara de pirexia após uso parenteral.
INTERAÇÕES:
Pode interferir na ação de antiepilépticos, aumentando as crises epilépticas em crianças. Pode reduzir os níveis séricos de primidona, fenobarbital e fenitoína. Pode reduzir o efeito do metrotexato intratecal e aumentar a toxicidade do 5-fluorouracil.
PRECAUÇÕES:
Uso durante a gravidez e lactação somente quando absolutamente necessário. Na overdose de antagonistas do ácido fólico (metotrexato, por exemplo), deve ser administrado o mais rápido possível; porque quanto menor for o intervalo, melhor será o efeito.
21 Diltiazem (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 30mg e 60mg
Cápsula gelatinosa - 90mg e 120mg
INDICAÇÕES:
Anti-hipertensivo e antianginoso.
POSOLOGIA:
Hipertensão arterial: 60mg a 120mg VO, 3 vezes ao dia, antes das refeições, até a dose máxima de 360mg/dia. Angina do peito: 30mg VO, 4 vezes ao dia, antes das refeições, até a dose máxima de 360mg/dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao diltiazem. Gravidez. Hipotensão arterial severa (sistólica <90mmHg). Bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus na ausência de marca-passo artificial funcionante. Doença do nó sinusal. Infarto agudo do miocárdio. Congestão pulmonar.
EFEITOS ADVERSOS:
Bradicardia, bloqueio atrioventricular. Tontura, cefaleia, rubor facial, secura na boca, náusea e fraqueza. Mais raramente podem ocorrer insuficiência cardíaca, palpitações, distúrbios do sono, nervosismo, sonolência, urticária, reações de fotossensibilidade, alopécia, petéquias, equimoses, disfunção sexual e tremor.
INTERAÇÕES:
Ação diminuída por estrogênios, rifampicina, suplementos de cálcio. Pode ser antagonizado por antiinflamatórios não esteroidais. Cimetidina aumenta sua biodisponibilidade. Pode aumentar a toxicidade de carbamazepina, ciclosporina, lítio, quinidina, valproato e cisaprida. Pode aumentar os efeitos anti-hipertensivos de vasodilatadores, inibidores da ECA, diuréticos, betabloqueadores e aumentar o risco de intoxicação digitálica.
PRECAUÇÕES:
Usar com cautela em pacientes hipotensos ou em uso de anti-hipertensivos. Pacientes com alteração da função hepática ou renal. Insuficiência cardíaca congestiva. Uso concomitante de betabloqueadores ou digoxina. Evitar a retirada abrupta da medicação em pacientes com angina do peito.
22 Nifedipino:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 10mg e 20mg
INDICAÇÕES:
Hipertensão arterial sistêmica. Angina do peito estável crônica. Angina do peito do tipo vasoespástica. Hipertensão arterial pulmonar.
POSOLOGIA:
Iniciar com 10mg VO, 2 vezes ao dia. Aumentar em função da resposta terapêutica, até 20mg VO, 3 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à nifedipina. Infarto agudo do miocárdio, hipotensão arterial, insuficiência cardíaca, doença do nó sinusal, estenose aórtica avançada, angina instável e angina pós-infarto. Gravidez. Porfiria.
EFEITOS ADVERSOS:
Cefaleia, rubor e sensação de calor facial. Tonturas, letargia, depressão, parestesia, mialgia e tremor. Taquicardia, palpitações e edema gravitacional. Eritema multiforme, prurido, urticária. Náusea, constipação ou diarreia. Aumento da freqüência urinária. Distúrbio visual. Impotência sexual. Hiperplasia gengival. Ginecomastia. Telangiectasia, icterícia e colestase (aumento de transaminases). Hiperglicemia inicial.
INTERAÇÕES:
Pode ter ação aumentada por cimetidina e diminuída por estrogênios, rifampicina, suplementos de cálcio e antiinflamatórios não esteroidais. Pode aumentar a toxicidade de carbamazepina, ciclosporina, lítio, quinidina, valproato e digoxina e aumentar os efeitos anti-hipertensivos de vasodilatadores, inibidores da ECA, diuréticos, betabloqueadores.
PRECAUÇÕES:
Usar com cautela em pacientes com hipotensão arterial, estenose aórtica, insuficiência cardíaca, choque cardiogênico e diabetes mellitus.
23 Pentoxifilina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 400mg
INDICAÇÕES:
Tratamento sintomático da doença vascular periférica, principalmente claudicação intermitente. Labirintopatias. Neuropatias diabéticas. Anemia falciforme.
POSOLOGIA:
Adultos: 400mg VO, 3 vezes ao dia, durante as refeições. Se houver efeitos colaterais, reduzir para 400mg VO, 2 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao fármaco ou derivados das xantinas. Hemorragia retiniana ou cerebral recente.
EFEITOS ADVERSOS:
Tontura e cefaleia. Dispepsia, náusea e vômito. Hipotensão arterial leve, angina do peito e palpitações. Agitação e distúrbios visuais. Dor de ouvido.
INTERAÇÕES:
Aumento do efeito/potencial de toxicidade com antagonistas H2, warfarina e antiplaquetários. Potencialização dos efeitos de drogas anti-hipertensivas. Aumento da toxicidade das teofilinas.
PRECAUÇÕES:
Doença coronariana ou cerebrovascular. Uso de anticoagulantes. Gravidez e amamentação. Não é utilizado no tratamento da hipertensão arterial sistêmica.
24 Verapamil (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 80mg, 120mg e 240mg
INDICAÇÕES:
Antianginoso. Antiarrítmico. Hipertensão arterial. Angina do peito. Taquicardia supraventricular.
POSOLOGIA:
Iniciar com 40mg a 80mg VO, 3 a 4 vezes ao dia. Ajustar dose de acordo com a resposta clínica.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipotensão, bradicardia, bloqueio AV de segundo e terceiro graus, síndrome do nó sinusal, bloqueio sinoatrial, flutter atrial e fibrilação complicando síndrome de Wolff-Parkinson-White. Choque cardiogênico, insuficiência cardíaca congestiva ou insuficiência ventricular esquerda. Porfiria. Gravidez.
EFEITOS ADVERSOS:
Arritmia e bloqueio cardíaco e bradicardia. Náusea e constipação. Fadiga e tontura. Cefaleia e sensação de calor facial.
INTERAÇÕES:
Betabloqueadores aumentam o risco de bradicardia, bloqueio AV, assistolia, hipotensão e insuficiência cardíaca. Efeitos anti-hipertensivos aumentados com uso de vasodilatadores, inibidores da ECA, losartan, diuréticos, cimetidina e ritonavir. Pode aumentar a concentração plasmática de imipramina. Pode aumentar a toxicidade de álcool, amiodarona, betabloqueadores, carbamazepina, ciclosporina, digoxina, doxorrubicina, lítio, teofilina e vecurônio. Pode ter ação diminuída por fenobarbital, hidantoínas, primidona, vitamina D, sulfipirazona e rifampicina.
PRECAUÇÕES:
Evitar combinação com disopiramida e betabloqueadores. Usar com cautela em pacientes com insuficiência hepática e idosos. Gravidez e amamentação.
25 Amiodarona (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 200mg
INDICAÇÕES:
Arritmias ventriculares. Flutter atrial e fibrilação atrial. Profilaxia de taquiarritmias em portadores das síndromes de pré-excitação.
POSOLOGIA:
100mg a 200mg VO, 2 a 3 vezes ao dia. Recomenda-se a interrupção da administração durante 2 dias na semana, em tratamentos mais prolongados.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à amiodarona. Gravidez. Lactação. Doença do nó sinusal. Acentuada bradicardia sinusal sem marca-passo instalado. Bloqueio sinoatrial. Bloqueio AV de segundo e terceiro graus. Hipo ou hipertireoidismo.
EFEITOS ADVERSOS:
Náusea, vômito, constipação e alterações do paladar. Ataxia, tremores, parestesias e fraqueza muscular. Cefaleia, insônia e tonturas. Fibrose pulmonar e pneumonite intersticial. Depressão. Reações de fotossensibilidade. Bradicardia. Hipotensão. Bloqueios atrioventriculares e sinoatriais. Deposição de cristais de amiodarona na córnea.
INTERAÇÕES:
Aumenta os níveis séricos da digoxina, teofilina, fenitoína, flecainida, procainamida, quinidina, ciclosporina e metotrexate, podendo causar toxicidade. Aumenta os efeitos dos anticoagulantes orais. Betabloqueadores, digitálicos, verapamil, potencializam o efeito bradicardizante e podem induzir ao aparecimento de diferentes graus de bloqueios na condução cardíaca. Associado ao ritonavir, aumenta a probabilidade de cardiotoxicidade por amiodarona.
PRECAUÇÕES:
Usar com cautela em pacientes com alteração da função hepática. Recomenda-se a dosagem de hormônios tireoideanos a cada seis meses.
26 Sotalol (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 160mg
INDICAÇÕES:
Arritmias cardíacas ventriculares. Profilaxia da taquicardia atrial paroxística, fibrilação atrial paroxística, taquicardia paroxística com reentrada pelo nó AV e taquicardia supraventricular paroxística após cirurgia cardíaca. Manutenção do ritmo sinusal normal após cardioversão de fibrilação ou flutter atrial. Controle da freqüência ventricular em pacientes com fibrilação atrial ou flutter atrial crônicos. Arritmias causadas por excesso/aumento da sensibilidade às catecolaminas circulantes.
POSOLOGIA:
Iniciar com 80mg VO, 1 ou 2 vezes ao dia. Aumentar, em função da resposta terapêutica, em intervalos de 2 a 3 dias, para 160mg a 320mg/dia. Utilizar preferencialmente 1 a 2 horas antes das refeições.
CONTRAINDICAÇÕES:
Asma brônquica. Choque cardiogênico, bradicardia acentuada, bloqueio AV de segundo e terceiro graus, insuficiência cardíaca congestiva descompensada. Insuficiência ventricular direta devido à hipertensão pulmonar. Insuficiência renal.
EFEITOS ADVERSOS:
Bradicardia, dispneia, dor no peito, palpitações, hipotensão, pró-arritmia, pré-síncope, síncope, insuficiência cardíaca. Anormalidades no eletrocardiograma. Edema. Erupção cutânea. Náusea, vômito, diarreia, dispepsia, flatulência. Parestesias, fraqueza muscular. Confusão mental, ansiedade, cefaleia, distúrbios do sono, depressão. Disfunção sexual.
INTERAÇÕES:
Disopiramida, quinidina, procainamida, amiodarona não são recomendadas como terapia concomitante, devido ao seu potencial de prolongar a refratariedade. Diuréticos depletores de potássio: hipocalemia ou hipomagnesemia podem aumentar o potencial para o aparecimento de “torsade de pointes”. Betabloqueadores e bloqueadores de canais de cálcio, notadamente verapamil e diltiazem, podem resultar em hipotensão, bradicardia, distúrbios de condução e insuficiência cardíaca. Drogas depletoras de catecolaminas (reserpina e guanitidina) podem produzir uma redução excessiva do tônus nervoso simpático em repouso. Associado à insulina e hipoglicemiantes orais, pode mascarar os sintomas/sinais de hipoglicemia.
PRECAUÇÕES:
Usar com cautela em insuficiência cardíaca congestiva, doença vascular periférica e insuficiência renal. Corrigir distúrbios eletrolíticos, notadamente hipocalemia ou hipomagnesemia, antes de iniciar a terapia. Recomenda-se cuidado com o uso de sotalol em pacientes submetidos à cirurgia e em associação com anestésicos que causem depressão do miocárdio, tais como ciclopropano e tricloroetileno. Os betabloqueadores podem mascarar certos sinais clínicos (ex.: taquicardia) de hipertireoidismo. Pacientes com suspeita de desenvolvimento de tireotoxicose devem ser tratados cuidadosamente para evitar uma retirada repentina do betabloqueador, a qual pode ser seguida por um agravamento dos sintomas de hipertireoidismo. Monitorizar pacientes em uso crônico de sotalol, quando da sua descontinuação, particularmente em pacientes com isquemia cardíaca. A dose deve ser reduzida gradualmente em um período de 1 a 2 semanas. A descontinuação repentina em pacientes com arritmias pode deixar perceptível a insuficiência coronariana latente.
27 Aminofilina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 24mg/ml
INDICAÇÕES:
Asma brônquica, bronquite crônica e doença pulmonar crônica.
POSOLOGIA:
Administração IV lenta (pelo menos 20 minutos) - Adultos: 240mg a 480mg, 1 a 3 vezes ao dia. Crianças: 5µg/kg, 1 a 3 vezes ao dia. Infusão intravenosa - Adultos: 500µg/kg/h. Crianças de 6 meses a 9 anos: 1µg/kg/h. Crianças de 10 a 16 anos: 800µg/kg/h.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade às xantinas. Arritmias não controladas. Hipertireoidismo. Úlcera péptica. Síndrome convulsiva não controlada.
EFEITOS ADVERSOS:
Arritmia cardíaca, taquicardia e palpitação. Cefaleia, tontura, vertigem, nervosismo, ansiedade, inquietação, irritabilidade, tremores, insônia e convulsão. Rash cutâneo. Dor no local da injeção. Náusea e outros distúrbios gastrointestinais.
INTERAÇÕES:
Alopurinol, betabloqueador, bloqueador do canal de cálcio, carbamazepina, cimetidina, corticosteróides, dissulfuram, diurético de alça, efedrina, interferon, isoniazida, macrolídeo, quinolona, mexiletina, tiabendazol, hormônios tireoideanos e anticoncepcional oral podem aumentar a ação da aminofilina. Barbiturato, carbamazepina, hidantoína, isoniazida, simpaticomiméticos, cetoconazol, diurético de alça, fenobarbital, fenitoínas, rifampicina, sulfipirazona e cigarro podem reduzir a ação da aminofilina.
PRECAUÇÕES:
Não comer ou beber produtos contendo xantinas: café, chá, bebidas à base de coca e chocolate. Não fumar durante o tratamento. A dose total em 24h não deve ultrapassar 1500µg, quando a droga for colocada em infusão venosa de soro glicosado. Sobredose pode causar convulsões.
28 Cetotifeno (fumarato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Xarope - 0,2mg/ml
Solução oral - 1mg/ml
INDICAÇÕES:
Prevenção e tratamento de distúrbios alérgicos multissistêmicos: urticária aguda e crônica, dermatite atópica, rinite alérgica e conjuntivite. Prevenção a longo prazo de asma brônquica (todas as formas), bronquite alérgica e sintomas asmáticos associados à febre do feno. Cetotifeno não é eficaz para suprimir crises de asma já instaladas.
POSOLOGIA:
Crianças de 6 meses a 3 anos (menos de 12kg): 0,05mg/kg VO, 2 vezes ao dia (de manhã e à noite), durante as refeições. Crianças acima de 3 anos: 1mg VO, 2 vezes ao dia (de manhã e à noite), durante as refeições. Adultos: 2mg VO, dose única noturna, ou 1mg VO, 2 vezes ao dia, durante as refeições. Pacientes suscetíveis à sedação: tratamento progressivo durante a primeira semana, iniciando-se com 0,5mg VO, 2 vezes ao dia, ou 1mg à noite. Se necessário, a posologia pode ser aumentada para 2mg VO, 2 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Crianças menores de 6 meses. Pacientes diabéticos. Gravidez. Hipersensibilidade ao fármaco. Tratamento concomitante com corticosteróides.
EFEITOS ADVERSOS:
Sedação, sonolência, boca seca, tontura discreta (no início do tratamento). Excitação, irritabilidade, insônia e nervosismo, particularmente em crianças. Podem ocorrer convulsões. Reações cutâneas graves (eritema multiforme e síndrome de Stevens-Johnson). Aumento de peso.
INTERAÇÕES:
Potencializa os efeitos de sedativos, hipnóticos, anti-histamínicos e álcool. Uso concomitante com biguanidas pode ocasionar trombocitopenia.
PRECAUÇÕES:
Evitar dirigir veículos ou operar máquinas (habilidade e atenção podem estar prejudicadas). Quando iniciado o tratamento, os antiasmáticos em uso não devem ser retirados subitamente, especialmente corticosteróides sistêmicos e hormônio adrenocorticotrófico. Se for necessário interromper o tratamento, reduzir a dose gradativamente durante 2 a 4 semanas (os sintomas de asma poderão reaparecer). Pessoas idosas podem ser mais suscetíveis aos efeitos sedativos do medicamento.
29 Salbutamol (sulfato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução oral - 0,4mg/ml
Xarope - 0,4mg/ml
INDICAÇÕES:
Asma brônquica, bronquite crônica e enfisema pulmonar
POSOLOGIA:
Adultos e crianças maiores de 12 anos de idade: 4mg VO, 3 a 4 vezes ao dia. Se a broncodilatação não for adequada, a dose pode ser aumentada gradualmente, conforme tolerado pelo paciente, não excedendo o máximo de 8mg VO, 3 a 4 vezes ao dia (dose diária máxima de 32mg). Criança de 6 a 12 anos de idade: dose inicial 2mg VO, 3 a 4 vezes ao dia. Pode ser gradualmente aumentada, conforme tolerância do paciente, não excedendo 6mg VO, 4 vezes ao dia (dose diária máxima de 24mg). Criança de 2 a 6 anos de idade: dose inicial de 0,1mg/kg VO, 3 vezes ao dia. A dose inicial não deve exceder 2mg VO, 3 vezes ao dia. Pacientes idosos ou que apresentam sensibilidade aos agonistas beta-adrenérgicos, a dose inicial deve ser restringida a 2mg VO, 3 ou 4 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Pacientes com arritmia cardíaca associada com taquicardia, taquicardia causada por intoxicação digitálica, ou que apresentem resposta incomum às aminas simpaticomiméticas.
EFEITOS ADVERSOS:
Mais frequentes em crianças. Tremor, nervosismo, instabilidade, excitação, hiperatividade, insônia, irritabilidade, cefaleia, tontura, dilatação da pupila. Fraqueza e cãibras. Sudorese. Vasodilatação periférica, arritmias cardíacas, taquicardia, palpitações, dor no peito. Tosse. Náusea, vômito e alterações do paladar. Reações de hipersensibilidade, incluindo urticária, angioedema, erupções, broncoespasmo paradoxal, edema orofaríngeo.
INTERAÇÕES:
Os bloqueadores beta-adrenérgicos antagonizam os efeitos dos beta-agonistas (salbutamol) e podem produzir severo broncoespasmo. Potencializa as alterações eletrocardiográficas e/ou hipocalemia, resultantes da administração de diuréticos de alça ou tiazídicos. Diminuição na concentração sérica de digoxina e aumento da toxicidade com inibidores da monoaminoxidase ou antidepressivos tricíclicos.
PRECAUÇÕES:
Usar com cautela em pacientes com insuficiência ou arritmia cardíaca, suscetíveis ao prolongamento do intervalo-QT, hipertensão, com desordens convulsivas, hipertireoidismo, diabetes mellitus e em pacientes que apresentem resposta incomum às aminas simpaticomiméticas. O uso do salbutamol no controle do parto prematuro ainda é questionado. Reações adversas severas, incluindo edema pulmonar materno, têm sido reportadas durante ou após o uso de agonistas beta, incluindo o salbutamol, no controle do parto prematuro. Idosos são mais suscetíveis aos efeitos adversos, portanto o tratamento deve ser iniciado com posologia reduzida.
30 Medicamentos Genéricos
Um medicamento genérico é um medicamento com a mesma substância ativa, forma farmacêutica e dosagem e com a mesma indicação que o medicamento original, de referência, sem no entanto nome de fantasia.