Guia de Medicamentos Genéricos 2
Introdução em Farmácia Hospitalar
1 Guia de Medicamentos Genéricos
O Guia de Medicamentos Genéricos é um documento ou recurso informativo que lista e descreve medicamentos genéricos disponíveis no mercado. Essa guia geralmente inclui informações sobre o nome genérico dos medicamentos, suas substâncias ativas, indicações terapêuticas, formas farmacêuticas, posologia, e pode também comparar preços entre diferentes marcas genéricas. Essas guias são úteis para profissionais de saúde, farmacêuticos e consumidores, proporcionando transparência sobre opções de medicamentos equivalentes, promovendo escolhas informadas e auxiliando na busca por alternativas mais acessíveis.
2 Amoxicilina
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S)
Cápsula gelatinosa dura - 500mg
Pó para suspensão oral - 50mg/5ml, 125mg/5ml, 250mg/5ml e 500mg/5ml
INDICAÇÕES
Amigdalite, bronquite, faringite, otite, sinusite. Infecções do trato respiratório baixo. Febre tifoide. Infecções da pele e tecidos moles. Infecções gênito-urinárias. Profilaxia de endocardite bacteriana. Em associação com outras drogas, para erradicação do Helicobacter pylori.
POSOLOGIA
Adultos: 250mg a 500mg VO, de 8/8h, ou 500mg a 875mg VO, de 12/12h. Dose máxima de 2g a 3g/dia. Na profilaxia da endocardite bacteriana, administrar 2g VO, 1h antes do procedimento. Crianças: administrar 20mg a 50mg/kg/dia VO, de 8/8h. Em casos graves, podem ser usados até 100mg/kg/dia VO, de 8/8h. Na profilaxia da endocardite bacteriana, administrar dose única de 50mg/kg VO, 1h antes do procedimento cirúrgico. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Náusea, vômito, diarreia e colite pseudomembranosa. Reações alérgicas (eritema maculopapular, eritema multiforme, urticária, síndrome de Stevens-Johnson, edema angioneurótico, broncoespasmo e anafilaxia). Anemia, trombocitopenia, púrpura, eosinofilia, leucopenia, agranulocitose. Aumento de transaminases. Candidíase vaginal, intestinal e oral. Nefrite. Hiperatividade, agitação, ansiedade, insônia, confusão mental, vertigem, alterações no comportamento.
INTERAÇÕES
Alopurinol aumenta a probabilidade de ocorrência de reações alérgicas da pele. Antibióticos bacteriostáticos, tetraciclinas, eritromicina, sulfonamidas e cloranfenicol podem ocasionar efeito antagônico. Aumenta a toxicidade do metotrexato e reduz a eficácia dos contraceptivos orais. Pode ter sua ação aumentada pela probenecida.
PRECAUÇÕES
Pacientes com insuficiência renal precisam de cuidados e ajuste nas doses. Acompanhar função renal, hepática e hematopoiética durante terapia prolongada. Pacientes com mononucleose infecciosa podem apresentar rash durante a terapia. Amamentação (excretada no leite).
3 Amicacina (sulfato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 50mg/ml, 125mg/ml e 250mg/ml
INDICAÇÕES
Infecções respiratórias. Infecções urinárias. Infecção da pele e tecidos. Infecções graves (ósseas, respiratórias, endocardite e septicemia) por Gram-negativos resistentes à gentamicina e tobramicina e por bacilos Gram-positivos.
POSOLOGIA
A dose para adultos e crianças com função renal normal: 15mg a 20mg/kg/dia, IM ou IV, divididos em 2 a 3 administrações. A dose máxima é 1,5g/dia. Prematuros: a dose de ataque é de 10mg/kg IV, seguida de 7,5mg/kg, de 12/12h. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microorganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade aos aminoglicosídeos.
EFEITOS ADVERSOS
Nefrotoxicidade, ototoxicidade (alterações auditivas, que podem levar à surdez total e permanente), neurotoxicidade (tontura ou vertigem), bloqueio neuromuscular. A nefrotoxicidade e ototoxicidade são mais comuns nas seguintes condições: história de insuficiência renal, idade avançada, desidratação, tratamento prolongado, uso de drogas com potencial nefro ou ototóxico. Outros efeitos são cefaleia, parestesia, tremor, febre, eritema, náusea, vômito, eosinofilia, artralgia e hipotensão.
INTERAÇÕES
Aumento da toxicidade com uso concomitante de outros aminoglicosídeos, indometacina, colistina, vancomicina, enflurano, cefalosporina, anfotericina B, ciclosporina, diuréticos de alça, cisplatina. Potencializa o efeito dos agentes bloqueadores neuromusculares (tubocurarina, succinilcolina e dexametônio) e ação anticoagulante da warfarina. Antagoniza os efeitos dos parassimpaticomiméticos (neostigmina e piridoestigmina).
PRECAUÇÕES
Ajustar doses em pacientes com insuficiência renal. Monitorar função renal e auditiva. Tratamento deve ser descontinuado se houver sinais de ototoxicidade, nefrotoxicidade ou hipersensibilidade. Usar com cuidado em pacientes com miastenia gravis ou parkinsonismo, devido ao potencial efeito curare na junção neuromuscular. Gravidez: risco de teratogenicidade.
4 Amoxicilina + clavulonato de potássio:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 500mg + 125mg Pó para suspensão oral - 25mg/ml + 6,25mg/ml; 50mg/ml +12,5mg/ml; 250mg/5ml + 62,5mg/5ml e 125mg/5ml + 31,25mg/5ml.
INDICAÇÕES
Infecções da pele e tecidos moles. Otite média, sinusite e infecções respiratórias baixas. Infecções gênito-urinárias. Pneumonia por H. influenzae.
POSOLOGIA
Adultos e crianças acima de 12 anos: 250mg a 500mg VO, de 8/8h. Crianças menores de 12 anos: administrar 25 a 50mg/kg/dia VO, de 8/8h. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade às penicilinas, cefalosporinas ou inibidores de betalactamase. Primeiro trimestre da gravidez. Mononucleose infecciosa.
EFEITOS ADVERSOS
Náusea, vômito, diarreia, colite pseudomembranosa. Reações alérgicas (eritema maculopapular, eritema multiforme, urticária, síndrome de Stevens-Johnson, angioedema, broncoespasmo e anafilaxia). Anemia, trombocitopenia, púrpura, eosinofilia, leucopenia, agranulocitose. Aumento de transaminases. Candidíase. Nefrite. Hiperatividade, agitação, ansiedade, insônia, confusão mental, vertigem, alterações no comportamento.
INTERAÇÕES
Alopurinol aumenta a probabilidade de ocorrência de reações alérgicas da pele. Antibióticos bacteriostáticos, tetraciclinas, eritromicina, sulfonamidas e cloranfenicol podem ocasionar efeito antagônico. Aumenta a toxicidade do metotrexato e reduz a eficácia dos contraceptivos orais. Pode ter sua ação aumentada pela probenecida.
PRECAUÇÕES
Pacientes com insuficiência renal precisam de cuidados e ajuste nas doses. Acompanhar função renal, hepática e hematopoiética durante terapia prolongada. Pacientes com mononucleose infecciosa podem apresentar rash durante a terapia. Amamentação (excretada no leite).
5 Ampicilina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Cápsula - 500mg
Suspensão oral - 250mg/5ml
Pó para solução injetável - 500mg e 1g (ampicilina sódica)
Comprimido - 500mg (Binotal)
INDICAÇÕES
Infecções por bactérias não produtoras de betalactamase. Infecções do trato respiratório superior e inferior, meninges, trato gênito-urinário, pele e tecidos moles, trato biliar e trato gastrointestinal. Infecções por meningococos, pneumococos, grupo viridans de estreptococos. Listeria, algumas cepas de H. influenzae, Salmonella, Shigella, E. coli, Enterobacter e Klebsiella.
POSOLOGIA
Adultos: 250 a 500mg VO, de 6/6h. Infecções graves: administrar, via parenteral, IV ou IM, 250 a 500mg de 4/4h. Crianças: administrar 25mg a 50mg/kg/dia VO, de 6/6h ou 8/8h. Infecções graves: administrar 50mg a 100mg/kg/dia IV ou IM, de 4/4h. Lactentes com mais de 7 dias: 75mg/kg/dia VO, de 8/8h. Com menos de 7 dias: administrar 50mg/kg/dia VO, de 12/12h. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
História de reações de hipersensibilidade às penicilinas e cefalosporinas. Mononucleose infecciosa.
EFEITOS ADVERSOS
Náusea, vômito, diarreia e colite pseudomembranosa. Reações alérgicas (eritema maculopapular, eritema multiforme, urticária, síndrome de Stevens-Johnson, edema angioneurótico, broncoespasmo e anafilaxia). Anemia, trombocitopenia, púrpura, eosinofilia, leucopenia, agranulocitose. Aumento de TGO (AST). Candidíase vaginal, intestinal e oral. Nefrite. Hiperatividade, agitação, ansiedade, insônia, confusão mental, vertigem, alterações no comportamento.
INTERAÇÕES
Alopurinol aumenta a probabilidade de ocorrência de reações alérgicas da pele. Antibióticos bacteriostáticos, tetraciclinas, eritromicina, sulfonamidas e cloranfenicol podem ocasionar efeito antagônico. Aumenta a toxicidade do metotrexato e reduz a eficácia dos contraceptivos orais. Pode ter sua ação aumentada pela probenecida.
PRECAUÇÕES
Pacientes com insuficiência renal precisam de cuidados e ajuste nas doses. Acompanhar função renal, hepática e hematopoiética durante terapia prolongada. Pacientes com mononucleose infecciosa podem apresentar rash durante a terapia. Amamentação (excretada no leite).
6 Benzilpenicilina benzatina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Suspensão injetável - 150.000UI/ml e 300.000UI/ml
INDICAÇÕES
Infecções estreptocócicas (grupo A, sem bacteremia): infecções leves e moderadas do trato respiratório superior e da pele. Infecções venéreas: sífilis, bouba, bejel (sífilis endêmica) e pinta. Profilaxia da glomerulonefrite aguda e doença reumática. Profilaxia de recorrências da febre reumática e/ou coréia.
POSOLOGIA
Adultos: 400.000UI a 800.000UI/dia, via IM profunda, de 12/12h ou 24/24h, por 10 dias. Crianças: administrar 25.000 a 50.000UI/kg/dia, via IM profunda, de 12/12h ou 24/24h, por 10 dias. Sífilis primária, secundária e latente: administrar 2.400.000UI, IM, dose única, em 2 diferentes sítios de injeção. Sífilis tardia (terciária e neurossífilis): aplicar 3 injeções de 2.400.000UI, IM com intervalo de 1 semana entre as doses. Sífilis congênita (recém-nascidos): 50.000UI/kg/dia IM, de 8/8h ou 12/12h, por 10 a 14 dias. Administrar 50.000UI/kg/dia IM, de 4/4h ou 6/6h, por 10 a 14 dias, para menores de 2 anos. Na profilaxia da febre reumática e da glomerulonefrite recomendam-se 1.200.000UI, IM, a cada 4 semanas. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Reação de hipersensibilidade às penicilinas.
EFEITOS ADVERSOS
Reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas, desde as formas maculo-papulosas até a dermatite esfoliativa; urticária; edema de laringe; reações semelhantes à doença do soro, incluindo febre, calafrios, edema, artralgia e prostração). Reações como anemia hemolítica, leucopenia, eosinofilia, trombocitopenia, neuropatia e nefropatia são infrequentes e estão associadas com altas doses de penicilina. Reações decorrentes da administração intravascular: palidez, cianose ou lesões maculares nas extremidades distal e proximal do local da injeção, seguidas de formação de vesículas; edema intenso, fibrose e atrofia do quadríceps femural.
INTERAÇÕES
Sinergia com aminoglicosídeos. Tetraciclinas diminuem seu efeito. A probenecida diminui a taxa de excreção das penicilinas, assim como aumenta os seus níveis séricos.
PRECAUÇÕES
Benzilpenicilina benzatina deve ser administrada exclusivamente por via intramuscular profunda, no quadrante superior lateral da nádega. Em lactentes e crianças pequenas, pode ser preferível a face lateral da coxa. Para doses repetidas, recomenda-se variar o local da injeção. O frasco deve ser vigorosamente agitado antes da retirada da dose a ser injetada, para completa homogeneização do produto. Deve-se evitar a injeção intra-arterial, ou junto a grandes troncos nervosos, uma vez que tais injeções podem produzir lesões neurovasculares sérias, incluindo mielite transversa com paralisia permanente, gangrena, requerendo amputação de dígitos e porções mais proximais das extremidades, necrose ao redor do local da injeção. Tratamentos prolongados com penicilinas, particularmente quando são utilizados regimes de altas doses, recomendam-se avaliações periódicas das funções renal e hematopoiética. Deve-se usar penicilina cautelosamente em indivíduos com história de alergia intensa e/ou asma.
7 Benzilpenicilina potássica:
INDICAÇÕES:
Infecções estreptocócicas (grupo A, C, H, G, L e M). Infecções da orofaringe, otitte média e do trato respiratório inferior. Endocardite estreptocócica. Meningite meningocócica. Antraz. Actinomicose.
POSOLOGIA
Adultos: 400.000UI a 5.000.000UI/dia, via IM profunda, de 12/12h ou 24/24h. Crianças: administrar 25.000 a 90.000UI/kg/dia, via IM profunda, divididos em 3 a 6 doses. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Reação de hipersensibilidade às penicilinas.
EFEITOS ADVERSOS
Reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas, desde as formas maculopapulosas até dermatite esfoliativa; urticária; edema de laringe; reações semelhantes à doença do soro, incluindo febre, calafrios, edema, artralgia e prostração). Reações como anemia hemolítica, leucopenia, eosinofilia, trombocitopenia, neuropatia e nefropatia são infrequentes e estão associadas com altas doses de penicilina. Reações decorrentes da administração intravascular: palidez, cianose ou lesões maculares nas extremidades distal e proximal do local da injeção, seguidas de formação de vesículas, edema intenso, fibrose e atrofia do quadríceps femural.
INTERAÇÕES
Sinergia com aminoglicosídeos. Tetraciclinas diminuem seu efeito. A probenecida diminui a taxa de excreção das penicilinas, assim como aumenta os seus níveis séricos.
PRECAUÇÕES
Usar cautelosamente em indivíduos com história de alergia intensa e/ou asma. Nos tratamentos prolongados, particularmente quando são utilizados regimes de altas doses, recomendam-se avaliações periódicas das funções renal e hematopoiética. Deve-se evitar a injeção intra-arterial ou intravenosa, ou junto a grandes troncos nervosos (podem produzir lesões neurovasculares sérias, incluindo mielite transversa com paralisia permanente, gangrena, requerendo amputação de dígitos e porções mais proximais das extremidades, necrose ao redor do local da injeção).
8 Cefaclor:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido de liberação programada - 375mg
Cápsula - 250mg e 500mg
INDICAÇÕES
Amigdalite, otite, faringite e sinusite. Infecções respiratórias baixas. Infecção da pele e tecidos moles. Infecção urinária.
POSOLOGIA
Adultos: 250 a 500mg VO, de 8/8/h. Dose máxima de 4g/dia. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Reação alérgica às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Reações de hipersensibilidade, como erupções cutâneas maculopapulares, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson. Alterações hematológicas (trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica). Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Candidíase vaginal, intestinal e oral. Cefaleia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade. Absorção reduzida por antiácidos.
PRECAUÇÕES
Amamentação. Pode causar teste falso-positivo para glicose urinária e teste de Coombs. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção, por alterar a flora intestinal e respiratória. Pode necessitar de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
9 Cefalexina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 500mg
Suspensão oral - 50mg/ml
INDICAÇÕES
Amigdalite, otite, faringite e sinusite. Infecções respiratórias baixas. Infecção da pele e tecidos moles. Infecção gênito-urinária.
POSOLOGIA
Adultos: 250mg a 500mg VO, de 6/6h. Infecções severas: 1g a 1,5g VO, de 6/6h. Crianças: administrar 25mg a 100mg/kg/dia (máximo de 4g/dia) VO, de 6/6h. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes com reações alérgicas às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Reações de hipersensibilidade, como erupções cutâneas maculopapulares, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson. Alterações hematológicas (trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica). Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Candidíase vaginal, intestinal e oral. Cefaleia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade. Absorção reduzida por antiácidos.
PRECAUÇÕES
Amamentação. Pode causar teste falso-positivo para glicose urinária e teste de Coombs. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção, por alterar a flora intestinal e respiratória. Pode necessitar de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
10 Cefalotina sódica:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução injetável - 1g
INDICAÇÕES
Amigdalite, otite, faringite e sinusite. Infecções respiratórias baixas. Infecção articular e óssea. Infecção da pele e tecidos moles. Infecção gênito-urinária. Profilaxia transoperatória de alto risco. Endocardite. Septicemia.
POSOLOGIA
Adultos: 500mg a 2g (IV ou IM), de 6/6h ou 4/4h. Crianças: 75mg a 125mg/kg/dia (IV ou IM), de 4/4h ou 6/6h. Dose máxima de 10g/dia. Neonatos com menos de 7 dias: 20mg (IV ou IM), de 8/8h ou 12/12h. Neonatos com mais de 7 dias: 20mg (IV ou IM), de 8/8h ou 6/6h. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes com reações alérgicas às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Abcesso, tromboflebite no local da administração. Reações de hipersensibilidade, como erupções cutâneas maculopapulares, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson. Alterações hematológicas (trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica). Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Candidíase vaginal, intestinal e oral. Cefaleia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade.
PRECAUÇÕES
Amamentação. Pode causar teste falso-positivo para glicose urinária e teste de Coombs. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção, por alterar a flora intestinal e respiratória. Pode necessitar de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
11 Cefazolina sódica:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução injetável - 1g
INDICAÇÕES
Amigdalite, otite, faringite e sinusite. Infecções respiratórias baixas. Infecção articular e óssea. Infecção da pele e tecidos moles. Infecção do trato biliar. Infecção gênito-urinária. Profilaxia transoperatória de alto risco. Endocardite. Septicemia.
POSOLOGIA
Adultos: aplicar 500mg a 1g via IM ou IV, de 12/12h a 6/6h, dependendo da gravidade da infecção. Dose máxima de 12g/dia. Crianças: administrar 25mg a 100mg/kg/dia IM ou IV, divididos em 3 ou 4 doses. Para profilaxia cirúrgica, aplicar 1 a 2g via IV, em dose única, no momento da indução anestésica. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes com reações alérgicas às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Abcesso, tromboflebite no local da administração. Reações de hipersensibilidade, como erupções cutâneas maculopapulares, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson. Alterações hematológicas (trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica). Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Candidíase vaginal, intestinal e oral. Cefaleia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade.
PRECAUÇÕES
Amamentação. Pode causar teste falso-positivo para glicose urinária e teste de Coombs. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção, por alterar a flora intestinal e respiratória. Pode necessitar de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
12 Cefadroxil:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para suspensão oral - 50mg/ml e 100mg/ml
Cápsula gelatinosa dura - 500mg
Suspensão oral - 100mg
INDICAÇÕES
Amigdalite, otite, faringite e sinusite. Infecções respiratórias baixas. Infecção da pele e tecidos moles. Infecção urinária.
POSOLOGIA
Adultos: 1g a 2 g/dia VO, em duas tomadas de 12/12h. Crianças: administrar 25mg a 50mg/kg/dia VO, de 12/12h, até o máximo de 2g/dia. Na profilaxia cirúrgica, 2g VO, no momento da indução anestésica. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Reação alérgica às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas maculopapulares, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson). Trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica. Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Candidíase. Cefaleia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade. Absorção reduzida por antiácidos.
PRECAUÇÕES
Pode causar teste falso-positivo para glicose urinária e teste de Coombs. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção por alterar a flora intestinal e respiratória. Pode necessitar de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal. Administrar com alimentos, porque diminui a náusea e não afeta a absorção.
13 Cefotaxima sódica:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução injetável - 500mg e 1g
INDICAÇÕES
Infecções respiratórias baixas. Infecção articular e óssea. Infecção da pele e tecidos moles. Infecção intra-abdominal. Infecção gênito-urinária. Infecções gonocócicas. Profilaxia trans-operatória de alto risco. Meningite. Endocardite. Septicemia
POSOLOGIA
Adultos: 1g de 12/12h, IM ou IV. Para infecção grave, 1g a 2g de 8/8h, IM ou IV. Na gonorréia uretral, 500mg (IM ou IV), em dose única. Na gonorréia retal, 1g IM (em mulheres, administrar 500mg). Crianças: administrar 50mg/kg (IM ou IV) de 8/8h. Para profilaxia cirúrgica, aplicar 1 a 2g, via intravenosa, em dose única, no momento da indução anestésica. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes com reações alérgicas às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Abcesso, tromboflebite no local da administração. Reações de hipersensibilidade, como erupções cutâneas maculopapulares, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson. Alterações hematológicas (trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica). Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Candidíase vaginal, intestinal e oral. Cefaleia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade.
PRECAUÇÕES
Amamentação. Pode causar teste falso-positivo para glicose urinária e teste de Coombs. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção por alterar a flora intestinal e respiratória. Pode necessitar de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
14 Cefoxitina sódica:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução injetável - 1g
INDICAÇÕES
Infecções respiratórias baixas. Infecção articular e óssea. Infecção da pele e tecidos moles. Infecção intra-abdominal. Infecção gênito-urinária. Infecções gonocócicas. Profilaxia trans-operatória de alto risco. Meningite. Endocardite. Septicemia. Mais ativa contra bactérias Gram-negativas.
POSOLOGIA
Adultos: 1g a 2g de 6/6/h ou 8/8h, IM (profunda) IV (lentamente) ou por infusão. Máximo de 12g/dia. Na profilaxia cirúrgica, aplicar 2g IV no momento da indução anestésica. Crianças: administrar 20mg a 40mg/kg IV, de 6/6h, 8/8h e 12/12h. Aumentar para 200mg/kg/dia em infecções severas. Na profilaxia cirúrgica, 30mg a 40mg/kg IV. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes com reações alérgicas às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Abcesso, tromboflebite no local da administração. Reações de hipersensibilidade, como erupções cutâneas maculopapulares, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson. Alterações hematológicas (trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica). Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Candidíase vaginal, intestinal e oral. Cefaléia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade.
PRECAUÇÕES
Amamentação. Pode causar teste falso-positivo para glicose urinária e teste de Coombs. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção por alterar a flora intestinal e respiratória. Pode necessitar de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
15 Ceftazidima:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução injetável - 1g
INDICAÇÕES
Infecções respiratórias baixas. Infecção articular e óssea. Infecção da pele e tecidos moles. Infecção intra-abdominal. Infecção gênito-urinária. Infecções gonocócicas. Profilaxia trans-operatória de alto risco. Meningite. Endocardite. Septicemia. Antibiótico de primeira escolha em meningite por Pseudomonas aeruginosa suscetível. Tem menor ação anaeróbica do que a cefalosporina de segunda geração.
POSOLOGIA
Adultos: 1g IM (profunda) ou IV (lentamente) de 8/8h. Infecções severas: 2g de 12/12h ou de 8/8h. Doses acima de 1g, administrar somente por via IV. Crianças abaixo de 2 meses: 25mg a 60mg/kg/dia IV, de 12/12h. Crianças acima de 2 meses: administrar 30mg a 100mg/kg/dia IV, de 8/8h. Dose máxima de 6g/dia. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes com reações alérgicas às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Abcesso, tromboflebite no local da administração. Reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson). Trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica. Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência, dispepsia. Candidíase. Cefaleia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade.
PRECAUÇÕES
Amamentação. Pode causar teste falso-positivo para glicose urinária e teste de Coombs. Pacientes com insuficiência renal podem necessitar de ajuste de dose. Em idosos, usar dose máxima diária até 3g. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção por alterar a flora intestinal e respiratória.
16 Ceftriaxona sódica?
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução injetável - 250mg, 500mg e 1g
INDICAÇÕES
Peritonites, infecções do trato gastrointestinal e biliar. Infecções ósseas, articulares, tecidos moles, pele e feridas. Infecções em imunodeprimidos. Infecções renais e do trato urinário. Infecções respiratórias, particularmente pneumonia e infecções otorrinolaringológicas. Infecções genitais, incluindo gonorreia. Profilaxia de infecções pós-operatórias.
POSOLOGIA
Adultos e crianças acima de 12 anos, ou com mais de 50kg: 1g a 2g (IM, IV ou infusão venosa) a cada 24h. Em casos graves a dose pode ser elevada para 4g. Recém-nascidos abaixo de 14 dias: dose única de 20 a 50mg/kg/dia em infusão venosa, acima de 60 minutos (máximo de 50mg/kg/dia). Lactentes e crianças (15 dias até 12 anos): 20 a 80mg/kg (infusão venosa) a cada 24h. Gonorréia: dose única de 250mg IM. Profilaxia no pré-operatório: usar 1g a 2g (IM ou IV) 30 a 90 minutos antes da cirurgia. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Insuficiência renal e hepática grave. Neonatos com icterícia. Hipoalbuminemia e acidose. Pacientes alérgicos aos antibióticos do grupo das cefalosporinas e penicilinas.
EFEITOS ADVERSOS
Abcesso, tromboflebite no local da administração. Reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson). Trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica. Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia, tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Candidíase. Cefaleia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade.
PRECAUÇÕES
Para administração intramuscular, o diluente contém lidocaína. Para administração intravenosa, o diluente contém somente água bidestilada. Usar com cautela em pacientes com distúrbios gastrointestinais e doenças com sangramento. Neonatos, especialmente prematuros, que tenham bilirrubina sérica aumentada devido ao risco de encefalopatia. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção por alterar a flora intestinal e respiratória. Pode necessitar de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
17 Cefuroxima (axetil):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 250mg e 500mg
Pó para suspensão oral - 25mg/ml e 50mg/ml
INDICAÇÕES
Infecções respiratórias baixas. Infecção articular e óssea. Infecção da pele e tecidos moles. Infecção intra-abdominal. Infecção gênito-urinária. Infecções gonocócicas. Profilaxia trans-operatória de alto risco. Meningite. Endocardite. Septicemia. Mais ativa contra bactérias H. influenzae e Neisseria gonorrhoeae.
POSOLOGIA
Adultos: 250 a 500mg VO, 2 vezes ao dia, na maioria das infecções. Gonorréia: 1.000mg VO, em dose única. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes com reações alérgicas às penicilinas e cefalosporinas.
EFEITOS ADVERSOS
Reações de hipersensibilidade, como erupções cutâneas maculopapulares, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson. Alterações hematológicas (trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica). Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Candidíase vaginal, intestinal e oral. Cefaleia. Alterações de transaminases, icterícia transitória.
INTERAÇÕES
Risco de hemorragia com anticoagulantes. Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Diuréticos de alça, aminoglicosídeos, colistina, polimixina B e vancomicina aumentam a probabilidade de nefrotoxicidade. Alimentação e drogas que reduzem a acidez gástrica podem diminuir a absorção.
PRECAUÇÕES
Amamentação. Pode causar teste falso-positivo para glicose urinária e teste de Coombs. Tratamento prolongado pode favorecer risco de superinfecção por alterar a flora intestinal e respiratória. Pode necessitar de ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal e idosos.
18 Ciprofloxacino (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 2mg/ml
Comprimido revestido - 250mg e 500mg (cloridrato de ciprofloxacino)
INDICAÇÕES
Infecções respiratórias: pneumonias causadas por Klebsiella, Enterobacter, Proteus, E. coli, Pseudomonas, Haemophillus, Branhamella, Legionella e Staphylococcus. Otite média e sinusite, especialmente se causada por Gram-negativos, inclusive Pseudomonas e Staphylococcus. Infecções genitais, inclusive anexite, gonorréia e prostatite. Infecções do trato gastrointestinal, trato biliar e peritonite. Infecções da pele e tecidos moles. Infecções óssea e articular. Infecções urinárias. Infecção ou profilaxia em pacientes imunodeprimidos.
POSOLOGIA
Adulto: Infecções respiratórias: 250mg a 750mg VO, de 12/12h. Infecção do trato urinário: 250mg a 500mg VO, de 12/12h. Infecções ósseas e articulares: 500mg a 750mg VO, de 12/12h. Febre tifóide: 500mg V0, de 12/12h. Gonorréia: 500mg VO, em dose única. Profilaxia no pré-operatório: 750mg VO, 30 a 90 minutos antes da cirurgia. Uso parenteral: 200mg a 400mg IV, de 12/12h. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Reações de fotossensibilidade na pele, hipersensibilidade e alergias aos derivados quinolônicos. Crianças ou adolescentes em fase de crescimento, exceto em casos de exacerbação da fibrose cística associada ao Pseudomonas aeruginosa. Gravidez. Amamentação.
EFEITOS ADVERSOS
Náusea, vômito, dispepsia, diarreia, dor abdominal, monilíase e flatulência. Reações de hipersensibilidade (eritema, prurido e edema, febre, artralgia, anafilaxia). Rara a ocorrência de síndrome de Stevens-Johnson. Sensação de cansaço e fraqueza. Cefaleia, tonturas, insônia, agitação, depressão, confusão, parestesias. Tendinite. Alterações visuais, do paladar, da audição e do olfato. Insuficiência renal. Icterícia colestática, especialmente em pacientes com doença hepática anterior. Aumento temporário de transaminases, fosfatase alcalina, uria e creatinina. Alterações hematológicas (leucopenia, eosinofilia, trombocitopenia, anemia hemolítica).
INTERAÇÕES
Medicamentos à base de ferro, magnésio, alumínio, cálcio, zinco, sucralfato ou antiácidos reduzem a absorção do ciprofloxacino. Este deve ser ingerido pelo menos 2h antes ou 4h após esses medicamentos. Pode intensificar a ação da warfarina e glibenclamida e potencializar a ação tóxica da teofilina, ciclosporina. A associação de doses altas de quinolonas e antiinflamatórios não esteroidais pode provocar convulsões. A probenecida reduz a excreção renal e a metoclopramida acelera a absorção do ciprofloxacino.
PRECAUÇÕES
Suspender e evitar exercícios físicos ao primeiro sinal de tendinite. Não dirigir ou operar máquinas durante o tratamento, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. Evitar exposição ao sol, porque podem ocorrer reações de sensibilidade. Deve ser usado com cautela em pacientes com história de epilepsia ou com distúrbios do sistema nervoso central (ex.: limiar convulsivo reduzido, antecedentes de convulsão, redução do fluxo cerebral, lesão cerebral ou acidente vascular cerebral), deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase, miastenia gravis, gravidez, amamentação, crianças e adolescentes.
19 Claritromicina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 250mg e 500mg.
INDICAÇÕES
Infecções de vias aéreas superiores e inferiores. Infecções da pele e tecidos moles. Infecções por micobactérias. Prevenção de infecção por Mycobacterium avium complex em pacientes infectados por HIV com contagem de linfócitos CD4 menor ou igual a 100/mm3. Em associação com outras drogas, na erradicação do Helicobacter pylori.
POSOLOGIA
Adulto: 250mg VO, de 12/12h. Infecções mais graves: 500mg a 1g VO, de 12/12 h. A duração habitual do tratamento é de 7 a 14 dias. Adultos, jovens ou idosos, com depuração da creatinina inferior a 30 ml/min, a dose deve ser reduzida à metade (250mg VO, 1 vez ao dia, ou em infecções graves, 250mg VO, 2 vezes ao dia). A administração não deve prolongar-se além de 14 dias. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade aos antibióticos macrolídeos. Amamentação. Insuficiência renal. Gravidez. Lactação. Insuficiência renal grave e crianças menores de 12 anos. Pacientes com anomalias cardíacas pré-existentes que recebam terfenadina.
EFEITOS ADVERSOS
Náusea, vômito, dispepsia, dor abdominal, diarreia e alteração do paladar. Colite pseudomembranosa. Disfunção hepática, elevação de transaminases, hepatite colestática e/ou hepatocelular. Reações alérgicas (urticária e erupções cutâneas leves, anafilaxia e síndrome de Stevens-Johnson). Cefaleia, tontura, vertigens, ansiedade, insônia, pesadelos, zumbidos, confusão, desorientação, alucinação, psicose, perda auditiva (geralmente reversível com a retirada da medicação).
INTERAÇÕES
Claritromicina pode elevar os níveis séricos de warfarina, alcaloides de ergotamina, triazolam, lovastatina, atorvastatina, tacrolimos, teofilina, disopiramida, fenitoína, carbamazepina, midazolam, ciclosporina e rifabutina. Reduz a absorção de zidovudina. Uso associado com sinvastatina pode aumentar risco de miopatia.
PRECAUÇÕES
Deve ser administrada com cautela em pacientes com comprometimento da função renal.
20 Clindamicina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Cápsula gelatinosa dura - 300mg (cloridrato de clindamicina)
Solução injetável - 150mg/ml (fosfato de clindamicina)
INDICAÇÕES
Devido aos efeitos colaterais, seu uso deve ser reservado para infecções severas e quando outros antibióticos menos tóxicos são inadequados. Infecções por bactérias anaeróbias ou cepas susceptíveis de bactérias aeróbias Gram-positivas, como estreptococos, estafilococos e pneumococos. Infecções respiratórias altas e baixas. Infecções da pele e tecidos moles, incluindo acne, furúnculos, celulite, impetigo, abscessos e feridas. Infecções ósseas e articulares. Infecções dentárias.
POSOLOGIA
Adultos: 900mg a 1.800mg/dia VO, de 8/8h ou 6/6h. Via intramuscular profunda ou por infusão venosa: 0,6mg a 2,7mg/dia, divididos em 2 a 4 doses. Infecções graves, com risco de vida, a dose pode ser aumentada para 4,8g/dia. Doses de 600mg devem somente ser administradas por infusão. Crianças acima de 1 mês: 15mg a 40mg/kg/dia, divididos em 3 a 4 administrações. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Pacientes com hipersensibilidade à clindamicina ou à lincomicina. Colite pseudomembranosa prévia. Disfunção renal ou hepática grave. Gravidez.
EFEITOS ADVERSOS
Colite (pode ser mais grave em pacientes acima de 60 anos e/ou debilitados), diarreia, náusea, vômito, dor abdominal. Reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas mobiliformes, reações anafiláticas, rash e urticária). Icterícia e elevação de fosfatase alcalina e transaminases. Prurido, vaginite e raros casos de dermatite esfoliativa e vesículo-bolhosa. Neutropenia, eosinofilia, agranulocitose e trombocitopenia.
INTERAÇÕES
Intensifica a ação de bloqueio neuromuscular da tubocurarina e pancurônio. Antagoniza os efeitos da neostigmina e piridostigmina. Pode ter a ação antagonizada por eritromicina.
PRECAUÇÕES
Paciente com disfunção hepática pode necessitar de ajuste de dose. Descontinuar tratamento na ocorrência de diarreia. Monitorizar função hepática e renal no tratamento prolongado, em crianças e neonatos. Amamentação (secretada no leite materno)
21 Clioquinol + hidrocortisona:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Creme dermatológico - 30mg/g
INDICAÇÕES
Doenças cutâneas inflamatórias que respondem aos corticosteroides, com infecção secundária por microrganismos sensíveis ao clioquinol (dermatite de contato, dermatite seborreica, dermatite atópica). Impetigo. Picada de insetos.
POSOLOGIA
Aplicar uma fina camada nas áreas afetadas, 2 a 4 vezes ao dia, dependendo da gravidade. Duração máxima do tratamento: 7 dias.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade à hidrocortisona e/ou clioquinol (alergia ao iodo). Crianças menores de 2 anos. Infecções fúngicas de unha e couro cabeludo. Infecções virais cutâneas (herpes simples e zóster, varicela, erupções pós-vacinação). Afecções cutâneas sifilíticas. Tuberculose cutânea.
EFEITOS ADVERSOS
Irritação local com sensação de queimação. Prurido, vermelhidão ou alergia no local da aplicação. Neuropatia periférica. Atrofia ótica.
INTERAÇÕES
Pode aumentar a quantidade de iodo ligado às proteínas.
PRECAUÇÕES
Limpar a área afetada antes da aplicação. Evitar aplicações oclusivas. Contato do produto com pele e roupas pode causar pigmentação. Evitar contato com olhos e mucosas. Não aplicar em ferimentos. Pacientes com insuficiência hepática e renal. Gravidez e lactação.
22 Doxiciclina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 100mg
INDICAÇÕES
Infecções causadas por Chlamydia (tracoma, psitacose, salpingite, uretrite e linfogranuloma venéreo). Infecções por Rickettsia. Brucelose (associado com rifampicina). Doença de Lyme. Infecções respiratórias e genitais por Mycoplasma. Sífilis, em pacientes alérgicos à penicilina. Acne. Infecções periodontais. Exacerbações de bronquite crônica. Sinusite. Prostatite crônica.
POSOLOGIA
Adulto: 100mg a 200mg/dia VO, de 12/12h. Dose de manutenção: 100mg/dia VO, em dose única, ou 50mg de 12/12h. Infecções severas e infecções urinárias refratárias: 200mg/dia, VO. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade às tetraciclinas. Gravidez. Crianças menores de 8 anos. Severa disfunção hepática.
EFEITOS ADVERSOS
Reações de hipersensibilidade (urticária, edema angioneurótico, anafilaxia, lesões eritematosas e maculopapulares). Náusea, vômito, diarreia, enterocolite, esofagite. Trombocitopenia, neutropenia e eosinofilia. Hepatoxicidade, quando usada em pacientes com insuficiência hepática ou renal. Reações de fotossensibilidade. Podem ocorrer danos hepáticos e/ou pancreatite em doses iguais ou superiores a 2g/dia.
INTERAÇÕES
Aumenta a toxicidade da ciclosporina e metoxiflurano e os efeitos da warfarina. Antiácidos que contenham alumínio, magnésio, cálcio ou preparações com ferro e sais de bismuto dificultam sua absorção. Álcool, barbitúricos, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína e primidona reduzem os níveis séricos da doxiciclina. Diminui a eficácia dos contraceptivos orais.
PRECAUÇÕES
Ajustar dose em pacientes com insuficiência renal. Pode causar coloração permanente nos dentes, durante o desenvolvimento da dentição, em crianças até 8 anos de idade. A presença de cepas resistentes entre espécies habitualmente sensíveis limita o seu uso.
23 Fenoximetilpenicilina potássica:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução oral - 80.000UI/ml
Comprimido - 500.000UI
INDICAÇÕES
Amigdalite, bronquite, faringite, otite, sinusite. Escarlatina. Erisipela. Febre reumática. Infecções estafilocócicas. Infecções da pele e tecidos moles. Infecções gênito-urinárias. Profilaxia da endocardite bacteriana.
POSOLOGIA
Adultos e crianças acima de 12 anos: 1 comprimido (500.000UI) VO, de 6/6h, ou 200.000UI a 800.000UI VO, de 6/6h. Crianças menores de 12 anos: administrar 25.000UI a 50.000UI/kg/dia VO, de 6/6h. Na profilaxia da endocardite bacteriana, administrar 2g VO, 1 hora antes do procedimento, e 1g VO, após 6 horas. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade às penicilinas.
EFEITOS ADVERSOS
Reações alérgicas (eritema maculopapular, eritema multiforme, urticária, síndrome de StevensJohnson, artralgia, febre, edema angioneurótico, broncoespasmo e anafilaxia). Anemia, trombocitopenia, púrpura, eosinofilia, leucopenia, agranulocitose. Náusea, vômito, diarreia e colite pseudomembranosa. Candidíase. Nefrite intersticial. Agitação, ansiedade, insônia, vertigem, alterações no comportamento.
INTERAÇÕES
Pode haver reação alérgica cruzada com o grupo das cefalosporinas. Antibióticos bacteriostáticos, tetraciclinas, eritromicina, sulfonamidas e cloranfenicol podem ocasionar efeito antagônico. Aumenta a toxicidade do metotrexato e reduz a eficácia dos contraceptivos orais. Pode ter sua ação aumentada pela probenecida. Sinergia com aminoglicosídeos.
PRECAUÇÕES
Uso restrito em infecções severas, porque a absorção pode ser imprevisível. Deve ser tomada de estômago vazio ou 2 horas após as refeições. Pacientes com insuficiência renal podem precisar de ajuste de dose.
24 Gentamicina (sulfato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Creme dermatológico - 1mg/g
INDICAÇÕES
Infecções da pele e tecidos moles (incluindo queimadura e feridas infectadas).
POSOLOGIA
Adultos e crianças acima de 1 ano: aplicar na área afetada, 3 a 4 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade a qualquer um dos seus componentes.
EFEITOS ADVERSOS
Em pacientes com dermatose tratados com gentamicina podem ocorrer eritema e prurido. Possível fotossensibilidade.
INTERAÇÕES
Deve-se evitar o uso tópico concomitante com outros antibióticos.
PRECAUÇÕES
Ocasionalmente pode ocorrer o crescimento de organismos não suscetíveis à gentamicina, tais como fungos. Se ocorrerem irritação, sensibilização ou desenvolvimento de superinfecção, o tratamento deve ser descontinuado. No impetigo contagioso, a crosta deve ser removida antes da aplicação para permitir um melhor contato entre o antibiótico e a área infectada.
25 Gentamicina (sulfato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 40mg/ml, 80mg/ml e 140mg/ml
INDICAÇÕES
Infecções graves (ósseas, respiratórias, meningite, endocardite e septicemia). Infecções gênitourinárias. Pielonefrite aguda, prostatites. Infecções respiratórias. Infecções gastrointestinais. Infecções da pele e tecidos moles (incluindo queimadura e feridas infectadas). Infecções intraabdominais (incluindo peritonite). Infecções oculares.
POSOLOGIA
Adultos com função renal normal: 2mg a 5mg/kg/dia (IM, IV lenta ou infusão) de 8/8h, durante 7 a 10 dias. Uretrite gonocócica masculina e feminina: 240mg a 280mg IM, em dose única. Infecções urinárias: 160mg IM, a cada 24 horas, durante 7 a 10 dias. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade aos aminoglicosídeos. Pós-operatório imediato.
EFEITOS ADVERSOS
Nefrotoxicidade. Ototoxicidade (alterações auditivas irreversíveis, que podem levar à surdez total e permanente). Neurotoxicidade (tontura, zumbido ou vertigem). Parestesias, espasmos musculares, convulsões e uma síndrome similar à miastenia gravis. A nefrotoxicidade e ototoxicidade são mais comuns nas seguintes condições: insuficiência renal, idade avançada, desidratação, tratamento prolongado ou com doses muito altas, uso de outras drogas com potencial nefro ou ototóxico. Cefaleia. Náusea, vômito, salivação, estomatite. Reações de hipersensibilidade (febre, eritema, erupções cutâneas, prurido, urticária, artralgia, anafilaxia).
INTERAÇÕES
Aumento da toxicidade com uso concomitante de outros aminoglicosídeos, indometacina, colistina, vancomicina, enflurano, cefalosporina, viomicina, anfotericina, ciclosporina, diuréticos de alça e cisplatina. Potencializa o efeito dos agentes bloqueadores neuromusculares (tubocurarina, succinilcolina e dexametônio) e a ação anticoagulante da warfarina. Antagoniza os efeitos dos parassimpaticomiméticos (neostigmina e piridoestigmina). Não deve ser administrada na mesma solução com ampicilina e derivados da penicilina.
PRECAUÇÕES
Pacientes tratados com aminoglicosídeos deverão estar sob observação clínica. As doses devem ser ajustadas em pacientes com insuficiência renal. Monitorar função renal e auditiva. Tratamento deve ser descontinuado se houver sinais de ototoxicidade, nefrotoxicidade ou hipersensibilidade. Os aminoglicosídeos devem ser usados com precauções em pacientes com distúrbios neuromusculares, como miastenia gravis, doença de Parkinson ou botulismo infantil, pois podem agravar a debilidade muscular devido ao potencial efeito curare na junção neuromuscular. Gravidez: risco de teratogenicidade.
26 Lincomicina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 300mg/ml
INDICAÇÕES
Infecções por Gram-positivos. Pneumopatias. Infecções estafilocócicas. Osteomielite. Peritonite. Infecções pélvicas, obstétricas e ginecológicas. Septicemia por anaeróbios.
POSOLOGIA
Adultos: 600mg IM, de 12/12h ou 8/8h. Por infusão venosa administrar 600mg a 1g, de 8/8h ou 12/12h (infusão com glicose 5%, água bidestilada ou salina). Crianças: 10mg/kg IM, de 12/12h ou 24/24h, ou 10 a 15mg/kg/dia IV, em 2 ou 3 doses (infusão com glicose 5%, água bidestilada ou salina). A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade à lincomicina. Infecções bacterianas leves ou viróticas. Profilaxia de febre reumática recorrente. Pacientes com doença gastrointestinal, hepática ou renal, endócrinas ou metabólicas. Gravidez. Lactação. Recém-nascidos.
EFEITOS ADVERSOS
Náusea, vômito, dor abdominal, diarreia. Superinfecção. Glossite, estomatite. Aumento de transaminases. Reações de hipersensibilidade (prurido, eritema, urticariformes, febre, angioedema, excepcionalmente síndrome de Stevens-Johnson). Leucopenia, eosinofilia, granulocitopenia.
INTERAÇÕES
Pode ocorrer aumento ou diminuição do efeito de um desses fármacos quando utilizados concomitantemente: antidiarréicos, antimiastênicos, antiperistálticos, adsorventes, cloranfenicol, analgésicos opióides. A eritromicina inibe a atividade antibacteriana da lincomicina. Potencializa o efeito dos bloqueadores neuromusculares.
PRECAUÇÕES
Pode ocasionar um crescimento excessivo de microrganismos não sensíveis. Durante o tratamento prolongado com a lincomicina, monitorizar a função hepática e hemograma.
27 Mupirocina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Creme dermatológico - 20mg/g
INDICAÇÕES
Impetigo devido a S. Aureus, Streptococcus beta-hemolíticos e S. pyogenes.
POSOLOGIA
Aplicar uma camada sobre a área afetada, 3 a 5 vezes ao dia, durante 5 a 14 dias.
CONTRAINDICAÇÕES
Gravidez. Lactação. Insuficiência renal. Queimaduras. Ulceração tópica. Hipersensibilidade à muporicina ou ao polietilenoglicol.
EFEITOS ADVERSOS
Prurido, eritema, erupção cutânea. Dermatite de contato. Sensação de dor, prurido, ardência e queimação no local da aplicação. Ressecamento da pele.
INTERAÇÕES
Não há descrição de interações.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em lesões extensas, uma vez que favorece a absorção do polietilenoglicol, substância nefrotóxica. Uso prolongado pode favorecer o crescimento de microrganismos resistentes à droga. Não utilizar nos olhos e nas mucosas. Interromper o tratamento se ocorrerem sinais de irritação ou sensibilidade no local.
28 Neomicina (sulfato) + bacitracina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pomada dermatológica - 5mg/g + 250UI/g
INDICAÇÕES
Infecções bacterianas da pele e mucosas. Piodermites, impetigo, eczemas infectados, infecções da mucosa nasal, furúnculos, antraz, abscessos, acne infectada, intertrigo, úlceras cutâneas e queimaduras infectadas. Otite externa. Na profilaxia de infecções cutâneo-mucosas decorrentes de feridas (inclusive cirúrgicas), abrasões e queimaduras pouco extensas.
POSOLOGIA
Aplicar uma camada sobre a região afetada 2 a 5 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade à neomicina, outros antibióticos aminoglicosídeos, bacitracina e outros antibióticos do grupo polipeptídio. Insuficiência renal grave, problemas auditivos ou no sistema labiríntico. Gravidez. Amamentação. Neonatos de baixo peso (potencial ototóxico e nefrotóxico).
EFEITOS ADVERSOS
Pode provocar reações de hipersensibilidade, como dermatite de contato. Podem ocorrer reações alérgicas locais (prurido, rash cutâneo, vermelhidão, edema).
INTERAÇÕES
Evitar o uso simultâneo de outras drogas potencialmente nefrotóxicas e ototóxicas, tais como outros aminoglicosídeos, cefalosporinas, anfotericina B, ciclosporina ou diuréticos de alça.
PRECAUÇÕES
Não empregar para uso oftálmico. A aplicação tópica de antibióticos sempre deve ser precedida de cuidadosa limpeza das lesões. Pode ocorrer sensibilidade cruzada se o paciente utilizar outros produtos contendo antibióticos aminoglicosídeos. Quando aplicado em grandes áreas da pele com lesão, pode ocorrer absorção sistêmica significativa, com risco de nefrotoxicidade e ototoxicidade, especialmente se a função renal estiver prejudicada, ou na administração concomitante de fármacos de uso sistêmico nefrotóxicos ou ototóxicos.
29 Norfloxacino:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 400mg
INDICAÇÕES
Infecções gênito-urinárias (cistite, pielite, cistopielite, pielonefrite, prostatite crônica, epididimite e as associadas com cirurgia urológica, bexiga neurogênica ou nefrolitíase). Gastroenterites agudas bacterianas causadas por germes sensíveis. Uretrite, proctite ou cervicite gonocócicas causadas por cepas de Neisseria gonorrhoeae produtoras ou não de penicilinase. Febre tifóide.
POSOLOGIA
Adulto: Infecções gênito-urinárias: 400mg VO, de 12/12h, durante 7 a 10 dias. Na prostatite crônica administrar durante 28 dias, e nas infecções urinárias de repetição administrar durante 12 semanas. Gastroenterite bacteriana aguda: 400mg VO, de 12/12h. Cervicite gonocócica: 800mg VO, em dose única. Uretrite: a dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Reações de fotossensibilidade na pele, hipersensibilidade e alergias aos derivados quinolônicos. Crianças ou adolescentes em fase de crescimento. Gravidez. Amamentação.
EFEITOS ADVERSOS
Náusea, vômito, dispepsia, diarreia, dor abdominal, flatulência, colite pseudomembranosa, pancreatite. Candidíase. Reações de hipersensibilidade (eritema multiforme, prurido, nefrite intersticial, angioedema, vasculite, urticária, mialgia, artralgia, febre, anafilaxia e raramente síndrome de Stevens-Johnson). Adinamia, fraqueza. Cefaleia, tonturas, insônia, agitação, depressão, ansiedade, confusão, nervosismo, irritabilidade, euforia, desorientação, zumbido, alucinações e parestesias. Tendinite. Alterações visuais, do paladar, da audição e do olfato. Insuficiência renal e hepática. Icterícia colestática, especialmente em pacientes com doença hepática anterior. Aumento temporário de transaminases, fosfatase alcalina, ureia e creatinina. Alterações hematológicas (leucopenia, eosinofilia, trombocitopenia, anemia hemolítica).
INTERAÇÕES
Pode intensificar a ação da warfarina e potencializar a ação tóxica da teofilina e ciclosporina. Medicamentos contendo ferro, zinco, antiácidos ou sucralfatos podem interferir com a absorção e resultar em níveis séricos baixos de norfloxacino. Deve, portanto, ser ingerido pelo menos 2h antes, ou 4h após esses medicamentos. A probenecida reduz a excreção renal e a metoclopramida acelera a absorção.
PRECAUÇÕES
Devem ser suspensos e evitados exercícios físicos ao primeiro sinal de tendinite. Não dirigir ou operar máquinas durante o tratamento, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. Deve-se evitar exposição ao sol, porque podem ocorrer reações de sensibilidade. Deve ser usado com cautela em pacientes com história de epilepsia ou com distúrbios do sistema nervoso central (ex.: limiar convulsivo reduzido, antecedentes de convulsão, redução do fluxo cerebral, lesão cerebral ou acidente vascular cerebral), deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase, miastenia gravis, gravidez, amamentação, crianças e adolescentes.
30 Oxacilina (sódica):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução injetável - 500mg
INDICAÇÕES
Indicada exclusivamente para infecções por Staphylococcus aureus resistentes à penicilina G, pneumococos e estreptococos.
POSOLOGIA
Adultos: 2g a 4g/dia IM ou IV, a cada 4/4h ou 6/6h. Crianças até 40kg: administrar 50 a 100mg/kg/dia IM ou IV, de 6/6h. Prematuros e neonatos: administrar 25mg/kg/dia, IM ou IV. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Reações de hipersensibilidade às penicilinas.
EFEITOS ADVERSOS
Reações de hipersensibilidade, como erupções cutâneas maculopapulares, prurido, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson. Alterações hematológicas (trombocitopenia, neutropenia, leucocitose, agranulocitose, eosinofilia, anemia hemolítica e anemia aplástica). Nefrite intersticial transitória. Hiperatividade, nervosismo, distúrbios do sono, confusão, hipertonia e tonturas. Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência e dispepsia. Colite pseudomembranosa. Candidíase vaginal, intestinal e oral. Cefaleia. Alterações de transaminases.
INTERAÇÕES
Excreção renal diminuída quando associado à probenecida. Antibióticos bacteriostáticos, tetraciclinas, eritromicina, sulfonamidas e cloranfenicol podem ocasionar efeito antagônico. Interfere na eficácia dos anticoncepcionais orais.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela em pacientes com história de alergia e/ou asma. As doses devem ser ajustadas em pacientes com insuficiência renal. Risco de hemorragia com anticoagulantes.
31 Sulfametoxazol + trimetoprima:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 80mg/ml + 16mg/ml
Comprimido - 400mg + 80mg e 800mg + 160mg
Solução oral - 40mg/ml + 8mg/ml
INDICAÇÕES
Infecções urinárias. Prostatites. Uretrite gonocócica e não gonocócica e por clamídias. Sinusites, amigdalites, faringites, otites. Infecções respiratórias baixas por H. influenzae e Pneumococcus. Pneumonia por Pneumocystis carinii. Febre tifóide. Cólera: utilizado como droga alternativa às tetraciclinas.
POSOLOGIA
Adulto: 800mg + 160mg VO, de 12/12h. Em casos graves, iniciar com 3 comprimidos de 400mg + 60mg VO, de 12/12h. Gonorréia: 5 comprimidos de 400mg + 80mg VO, 2 vezes ao dia, em dose única. Pneumonia por Pneumocystis carinii: 20mg/kg/dia de trimetoprima e 100mg/kg/dia de sulfametoxazol, fracionados de 6/6h VO, durante 3 semanas. Administração IV: a dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Insuficiência hepática ou renal. Portadores de deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase. Porfiria. Anemia megaloblástica por deficiência de folato. Gravidez. Lactação. Crianças menores de 2 meses de idade.
EFEITOS ADVERSOS
Reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas maculopapulares, prurido, dermatite esfoliativa, eritema, febre, artralgia, anafilaxia, síndrome de Stevens-Johnson). Anorexia, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, flatulência, dispepsia. Trombocitopenia, leucopenia, neutropenia, anemia hemolítica. Elevação de transaminases e bilirrubinas. Icterícia colestática. Nefrite intersticial.
INTERAÇÕES
Diuréticos tiazídicos provocam maior incidência de trombocitopenia. Efeitos potencializados pela fenilbutazona e salicilatos. Potencializa os efeitos de anticoagulantes orais, sulfoniluréia, digoxina, metotrexato e fenitoína. Aumenta o risco de nefrotoxicidade da ciclosporina.
PRECAUÇÕES
Pacientes com insuficiência renal e hepática. Deficiência de ácido fólico, cirrose, hiperplasia medular e tratamento com anticonvulsivantes. Monitorizar hemograma.
32 Tetraciclina (cloridrato) + anfotericina b:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Creme vaginal - 25mg/g + 12,5mg/g
INDICAÇÕES
Vulvovaginites e colpites causadas por Candida albicans, Trichomonas vaginalis e/ou bactérias, ou quando não houver condições para identificar o agente etiológico. Na pós-cauterização do colo uterino, para auxiliar a cicatrização.
POSOLOGIA
Um aplicador cheio (4g) ao dia, durante 7 a 10 dias. Casos mais graves: dois aplicadores cheios ao dia, com a duração de acordo com a resposta clínica.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
EFEITOS ADVERSOS
Praticamente não apresenta toxicidade, mas poderá eventualmente produzir ardor e prurido local. Se isso ocorrer, o tratamento poderá ser interrompido.
INTERAÇÕES
Sem interações significativas.
PRECAUÇÕES
Não parar o uso durante o período menstrual. Gravidez (a segurança para uso não foi estabelecida). Lactação. Crianças menores de 12 anos. Evitar relações sexuais durante o uso. Manter longe dos olhos e mucosas.
33 Vancomicina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Pó para solução injetável - 500mg
INDICAÇÕES
Infecções estafilocócicas em pacientes alérgicos às penicilinas ou que não respondem a elas e infecções graves. Pneumonia, bacteremia, osteomielite, enterocolite, abscessos de tecidos moles. Profilaxia da endocardite bacteriana. Meningite estafilocócica e estreptocócica. Septicemia bacteriana.
POSOLOGIA
Adulto: 500mg a 1g IV, de 6/6h, ou 2g/dia, de 24/24h. Dose máxima de 4g/dia. Crianças maiores de 1 ano de idade: 10mg/kg IV, de 6/6h. Profilaxia da endocardite bacteriana para procedimentos cirúrgicos dental, oral, trato respiratório superior: 1g IV, em dose única, 1 hora antes da cirurgia. Profilaxia da endocardite bacteriana para procedimentos cirúrgicos do trato gênito-urinário: 1g IV, associada à gentamicina 1,5mg/kg, em dose única, 1 hora antes da cirurgia. A dose e a duração da terapia dependerão da idade, sensibilidade do microrganismo e gravidade da infecção, e deverão ser ajustadas à resposta clínica do paciente.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade à vancomicina. Gravidez. Insuficiência renal. Portadores de surdez ou com perda de audição.
EFEITOS ADVERSOS
Tromboflebite. Insuficiência renal. Danos hepáticos. Erupção maculosa. Urticária. Superinfecção. Choque anafilático. Ototoxicidade. Nefrotoxicidade. Eosinofilia.
INTERAÇÕES
Aminoglicosídeos, salicilatos, anfotericina B, cefalosporina, ciclosporina, cisplatina, furosemida parenteral e polimixinas podem aumentar a nefrotoxicidade e/ou toxicidade. Anti-histamínicos, fenotiazínicos, meclozina ou tioxantênicos podem mascarar sintomas de ototoxicidade.
PRECAUÇÕES
Devido à sua toxicidade, deve ser limitada a pacientes alérgicos a outras drogas menos tóxicas.
34 Carbamazepina:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 200mg
INDICAÇÕES
Epilepsia: grande mal, psicomotora, temporal. Nevralgia do trigêmeo. Distúrbio maníaco-depressivo, não responsivo ao lítio. Síndrome de abstinência alcoólica.
POSOLOGIA
Epilepsia: 100mg a 200mg VO, 1 a 2 vezes ao dia. Aumentar lentamente a dose até 400mg VO, 2 a 3 vezes ao dia, se necessário. Nevralgia do trigêmeo: 200mg a 400mg VO, 3 a 4 vezes ao dia. Em idosos, iniciar com 100mg VO, 2 vezes ao dia. Síndrome de abstinência alcoólica: 200mg VO, 3 vezes ao dia. Em casos graves, a dose pode ser elevada nos primeiros dias para 400mg VO, 3 vezes ao dia. Distúrbio maníaco-depressivo: 400mg a 600mg VO, divididos em 2 a 3 doses. Criança abaixo de 6 anos: 100mg/dia, VO.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade à droga e a compostos tricíclicos. Pacientes com história anterior de depressão da medula óssea. Pacientes com alteração na função hepática, desordens hematopoiéticas, glaucoma, retenção urinária, distúrbio cardiovascular e com crises de ausência.
EFEITOS ADVERSOS
Tontura, dor de cabeça, ataxia, sonolência, vertigem, cansaço, visão dupla. Náusea, vômito, constipação, diarreia. Reações de hipersensibilidade. Síndrome de Stevens-Johnson. Anemia aplástica, agranulocitose, púrpura, eosinofilia, leucopenia, trombocitopenia e linfadenopatia. Confusão mental, agitação psicomotora e psicose.
INTERAÇÕES
Pode diminuir a ação dos anticoagulantes orais, anticonvulsivantes, barbitúricos, benzodiazepínicos e haloperidol. Pode ter sua ação e efeitos tóxicos aumentados por cimetidina, claritromicina, diltiazem, verapamil, eritromicina, propoxifeno. Pode aumentar os riscos de reações adversas graves com inibidores da MAO. Fenobarbital, fenitoína e valproato podem aumentar o metabolismo da carbamazepina.
PRECAUÇÕES
Supervisão cuidadosa quando administrada em pacientes idosos e com antecedentes psiquiátricos. Ficar atento ao aparecimento de alterações hepáticas e pancreáticas. A redução rápida ou supressão do tratamento pode precipitar convulsões. Pacientes com bloqueio atrioventricular e porfiria aguda intermitente.
35 Clomipramina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 25mg
INDICAÇÕES
Depressão mental. Síndrome do pânico. Dor neurogênica. Profilaxia da enxaqueca.
POSOLOGIA
25mg VO, 3 vezes ao dia. Ajustar de acordo com a resposta clínica.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade ao fármaco. Infarto do miocárdio recente, arritmias cardíacas, particularmente bloqueio AV. Esquizofrenia. Gravidez. Menor de 12 anos. Pacientes em tratamento com inibidores da MAO.
EFEITOS ADVERSOS
Boca seca, constipação, náusea. Cefaleia, sedação, tremores, sudorese, visão turva, distúrbios do comportamento, hipomania ou mania, confusão mental, diminuição da libido. Rash, urticária e reações de fotossensibilidade. Arritmias cardíacas, hipotensão postural, síncope, taquicardia. Alterações na glicemia, aumento do apetite e ganho de peso. Aumento testicular, ginecomastia, galactorréia, hiponatremia secundária à secreção inadequada de hormônio antidiurético. Alterações de enzimas hepáticas e icterícia. Febre, agranulocitose, leucopenia, eosinofilia, púrpura trombocitopênica.
INTERAÇÕES
Potencializa os efeitos adversos depressivos do SNC, quando administrado com álcool, antihipertensivos, anti-histamínicos e anestésicos. Aumenta os riscos de arritmia cardíaca quando administrado com antiarrítmicos cardíacos, antihistamínicos, antimaláricos, antipsicóticos, betabloqueadores, cisaprida e simpaticomiméticos. Aumento da atividade dos anticoagulantes orais.
PRECAUÇÕES
Evitar exposição ao sol. Pacientes com mania, depressão e tendência suicida. Idosos com antecedentes de convulsões, insuficiência renal e disfunção hepática. Glaucoma. Asma. Alcoolismo.
36 Fluoxetina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Cápsula gelatinosa dura - 20mg
INDICAÇÕES
Depressão. Distúrbio obsessivo-compulsivo. Bulimia nervosa.
POSOLOGIA
Adultos: 20mg VO, em dose única pela manhã. Ajustar dose de acordo com a resposta clínica e necessidade do paciente (máximo de 80mg/dia, em 2 tomadas pela manhã e à noite)
CONTRAINDICAÇÕES
Gravidez. Lactação. Sensibilidade ao fármaco. Uso de inibidores da MAO.
EFEITOS ADVERSOS
Cefaleia, nervosismo, insônia, tontura, ansiedade, vertigem, sedação. Náusea, anorexia, diarreia, constipação, boca seca. Alterações de transaminases. Reações de hipersensibilidade (rash cutâneo, prurido, urticária, anafilaxia). Hipoglicemia, hiponatremia. Tremor. Distúrbios visuais. Tendência ao suicídio.
INTERAÇÕES
Álcool e outros depressores do SNC podem potencializar seus efeitos. Potente inibidor do citocromo P450. Potencializa os efeitos da flecainida (antiarrítmico), anticoagulantes, carbamazepina, fenitoína, clozapina, haloperidol, inibidores da MAO, lítio.
PRECAUÇÕES
Ainda não está bem estabelecida a posologia para menores de 18 anos. A terapia só deve ser iniciada após 2 semanas da interrupção de inibidores da MAO. Usar com cautela em pacientes com diminuição da função hepática e renal, história de convulsões, de mania, de doença cardíaca, distúrbios hemorrágicos. Pode aumentar o risco de toxicidade da carbamazepina. Não ingerir bebidas alcoólicas. Não realizar tarefas que exijam atenção (dirigir, operar máquinas, etc.).
37 Sertralina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 50mg
INDICAÇÕES
Tratamento de sintomas de depressão, incluindo depressão acompanhada por sintomas de ansiedade, em pacientes com ou sem história de mania. Transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Transtorno do pânico.
POSOLOGIA
Depressão e TOC: 50mg/dia VO. Transtorno do pânico: 25mg/dia, aumentando para 50mg/dia após uma semana. Caso a resposta terapêutica seja inadequada, pode-se aumentar a dose em intervalos de 1 semana. Dose máxima recomendada de sertralina - 200mg/dia.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade à sertralina ou aos componentes de sua fórmula. Pacientes utilizando inibidores da monoaminoxidase (IMAO), ou 14 dias após a descontinuação do tratamento com IMAO. A administração de sertralina com outras drogas que aumentam os efeitos da neurotransmissão serotonérgica, assim como o triptofano, fenfluramina ou agonistas 5-HT, deve ser evitada, devido ao potencial de interações farmacodinâmicas.
EFEITOS ADVERSOS
Reação alérgica (broncoespasmo, incluindo casos raros de eritema multiforme e distúrbios esfoliativos da pele, angioedema e rash cutâneo). Astenia, fadiga, febre e rubor. Dor torácica, hipertensão, palpitações, edema periorbital, síncope e taquicardia. Midríase, coma, convulsões, dor de cabeça, enxaqueca, distúrbios motores (incluindo sintomas extrapiramidais, tais como hipercinesia, hipertonia, ranger de dentes). Galactorréia, hiperprolactinemia e hipotireoidismo. Dor abdominal, pancreatite e vômito. Função plaquetária alterada, distúrbios hemorrágicos. Hemorragia gástrica e hematúria. Leucopenia, púrpura e trombocitopenia. Hepatite, icterícia, disfunção hepática e elevações assintomáticas das transaminases hepáticas. Agitação, reações agressivas, ansiedade, sintomas de depressão, alucinações e psicose. Irregularidades menstruais. Alopécia. Edema facial e retenção urinária. Priapismo e disfunção sexual.
INTERAÇÕES
Recomenda-se monitorar as concentrações plasmáticas de fenitoína, quando administrada concomitantemente com a sertralina. Sumatriptano: o paciente pode apresentar fraqueza, hiper-reflexia, incoordenação motora, confusão, ansiedade e agitação. Warfarina: aumenta o tempo de protrombina.
PRECAUÇÕES
Reações graves, algumas vezes fatais, em associação aos inibidores da monoaminoxidase.
38 Metformina (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido revestido - 500mg e 850mg
INDICAÇÕES
Diabetes tipo I, como complemento da insulinoterapia. Diabetes tipo II, não dependente de insulina (diabetes da maturidade, diabetes do obeso, diabetes em adultos de peso normal), isoladamente ou complementando a ação das sulfoniluréias.
POSOLOGIA
Dose individualizada. A dose máxima recomendada é de 2.550mg/dia. Adulto: dose inicial de 500mg a 850mg/dia VO, no café da manhã. Aumentar de acordo com a resposta glicêmica, podendo ser fracionada em duas administrações (manhã e após o jantar).
CONTRAINDICAÇÕES
Gravidez. Lactação. Insuficiência renal (creatinina sérica ≥ 1,5mg/dl em homens adultos e ≥ 1,4mg/dl em mulheres adultas). Insuficiência hepatocelular. Intoxicação alcoólica aguda. Descompensação cetoacidótica, pré-coma diabético. Hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula. Predisposição à acidose lática (desidratação grave, infecção, choque, insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, doença vascular periférica grave, alcoólatras, uso de meios de contraste para radiologia).
EFEITOS ADVERSOS
Náusea, vômito e diarreia, no início do tratamento. Acidose lática, com a interrupção do tratamento.
INTERAÇÕES
Hiperglicemiantes (corticosteróides, diuréticos tiazídicos, contraceptivos orais), combinação com sulfonilréias, outros hipoglicemiantes ou terapia com insulina podem alterar a glicemia e tornar necessário o aumento da dose. Reduz absorção de vitamina B12.
PRECAUÇÕES
Evitar uso em pacientes com risco de alteração da função renal. Interromper o tratamento se houver aumento da creatinina sérica. Manter o regime hipoglicídico em todos os casos, efetuando controle glicêmico regular. A metformina não substitui a insulina em casos de diabetes dependentes de insulina. A associação de cloridrato de metformina pode, no entanto, permitir redução nas doses de insulina e obtenção de melhor estabilização da glicemia.
39 Bromoprida:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução oral - 4mg/ml
INDICAÇÕES
Náusea e vômito de qualquer natureza. Regulador da motilidade gastroduodenal. Exames radiológicos do tubo digestivo.
POSOLOGIA
Adultos: 40mg a 60mg/dia VO, divididos em 3 a 4 tomadas. Crianças: 0,5mg a 1mg/kg/dia VO.
CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade ao fármaco. Gestação no último trimestre. Feocromocitoma sem controle médico adequado. Hemorragias gastrointestinais. Obstrução mecânica da motricidade gastrointestinal. Uso prévio de neurolépticos pode conferir uma sensibilidade especial a esta droga.
EFEITOS ADVERSOS
Foram descritos: cefaleia, contração muscular, espasmos musculares, fraqueza, sonolência e astenia.
INTERAÇÕES
Atropínicos diminuem ou anulam seu efeito sobre a motricidade gastroentérica. Pode diminuir a ação da digoxina e pode mascarar o efeito ototóxico dos aminoglicosídeos e da dibecacina. Mascaramento de sintomas de intoxicação com salicilatos. Pode provocar aumento das reações adversas com neurolépticos.
PRECAUÇÕES
Hemorragias gastrointestinais. Obstrução mecânica da motricidade gastrointestinal. Uso prévio de neurolépticos pode conferir uma sensibilidade especial à droga.
40 Metoclopramida (cloridrato):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S)
Solução injetável - 5mg/ml
Solução oral - 4mg/ml
INDICAÇÕES
Náusea e vômito de origem central e periférica. Estimulante da peristalse e adjuvante do esvaziamento gastrointestinal. Esofagite de refluxo. Procedimentos radiológicos do tubo digestivo.
POSOLOGIA
Adulto: 1 a 3 ampolas ao dia, IM ou IV. Crianças: até 0,5mg/kg/dia VO.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade à metoclopramida. Síndrome de Parkinson, outras doenças extrapiramidais e epilepsia. Feocromocitoma. Obstrução ou perfuração gastrointestinal, hemorragia digestiva.
EFEITOS ADVERSOS
Sonolência, depressão mental, sintomas extrapiramidais, vertigem, inquietação, insônia, fadiga, torpor. Cefaleia. Erupção da pele. Náusea. Ginecomastia, galactorreia.
INTERAÇÕES
Fenotiazina pode potencializar eventuais efeitos extrapiramidais. Anticolinérgicos reduzem ou inibem o efeito da metoclopramida. Álcool, anestésicos, hipnóticos, sedativos, narcóticos e tranquilizantes potencializam o efeito sedativos Pode ter o efeito antagonizado por analgésicos. Pode reduzir a absorção da cimetidina e digoxina. Pode diminuir a absorção das drogas no estômago e aumentar a absorção das drogas pelo intestino delgado.
PRECAUÇÕES
Gravidez. Diminuição da função hepática e renal. História prévia de depressão.
41 N-butilescopolamina (brometo):
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 20mg/ml
INDICAÇÕES
Espasmo gastrointestinal. Espasmo e discinesia biliar. Espasmo do trato gênito-urinário.
POSOLOGIA
Adulto e criança acima de 6 anos: 10mg a 20mg IV ou IM, 3 a 5 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Miastenia gravis. Megacólon. Glaucoma descompensado. Hipertrofia prostática com retenção urinária. Estenoses mecânicas do trato gastrointestinal. Hipersensibilidade ao brometo de N-butilescopolamina.
EFEITOS ADVERSOS
Boca seca, desconforto abdominal, constipação. Confusão mental, sonolência, cefaleia, inquietação e tontura. Palpitação, taquicardia e hipotensão ortostática.
INTERAÇÕES
Pode ter sua ação diminuída por antiácidos e antidiarréicos. Pode intensificar os efeitos anticolinérgicos de antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, quinidina, amantadina e disopiramida. Pode aumentar o risco de arritmias cardíacas com o ciclopropano e de lesões gastrointestinais de cloreto de potássio. Pode diminuir a ação do cetoconazol. Pode aumentar os riscos de depressão do SNC associado com álcool.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela na gravidez, lactação, atonia intestinal em idosos, colite ulcerativa, esofagite de refluxo, glaucoma, retenção urinária e arritmias cardíacas.
42 N-butilescopolamina (brometo) + dipirona sódica:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Solução injetável - 4mg/ml + 500mg/ml
Solução oral - 6,67mg/ml + 333,4mg/ml
INDICAÇÕES
Analgésico e antiespasmódico (gastrointestinal, biliar, trato gênito-urinário).
POSOLOGIA
Solução injetável: Adulto e criança acima de 6 anos: 10mg a 20mg IV ou IM, 3 a 5 vezes ao dia. Solução oral: Adulto e criança acima de 6 anos: 10mg a 20mg VO, 3 a 5 vezes ao dia. Crianças de 1 a 7 anos: 5mg a 10mg VO, 3 vezes ao dia. Lactentes: 5mg VO, 3 vezes ao dia.
CONTRAINDICAÇÕES:
Miastenia gravis. Megacólon. Glaucoma descompensado. Hipertrofia prostática com retenção urinária. Estenoses mecânicas do trato gastrointestinal. Hipersensibilidade ao brometo de N-butilescopolamina. Não deve ser administrada em pacientes com intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos, com porfiria hepática e deficiência congênita de glicose-6-fosfato desidrogenase.
EFEITOS ADVERSOS
Boca seca. Constipação. Confusão mental. Desconforto abdominal. Cefaleia. Inquietação. Palpitação. Hipotensão postural. Sonolência e tontura. Discrasias sanguíneas, agranulocitose, leucopenia e aplasia medular. Em pacientes sensíveis, independente da dose, pode determinar reações de hipersensibilidade, tipo eritema, angioedema e asma. Doses elevadas podem provocar sintomas de intoxicação: vertigem, hiperventilação, rubor cutâneo, hemorragia digestiva.
INTERAÇÕES
Ação diminuída por antiácidos e antidiarreicos. Pode aumentar ação de anticolinérgicos e arritmias cardíacas com o ciclopropano. Pode diminuir a ação do cetoconazol e da ciclosporina. Pode aumentar os riscos de lesões gastrointestinais de cloreto de potássio, depressão do SNC com álcool e outros. Hipotermia grave pode ocorrer em associação com clorpromazina.
PRECAUÇÕES
Usar com cautela na atonia intestinal, em idosos, colite ulcerativa, esofagite de refluxo, glaucoma, retenção urinária e arritmias cardíacas. Crianças com menos de 3 meses ou com menos de 5kg: uso deve ser evitado pela possibilidade de alteração na função renal. Evitar uso na gravidez. Lactação deve ser suspensa até 48h após o uso da dipirona. Monitorar comprometimento da medula óssea.
43 Cetoconazol:
FORMA(S) FARMACÊUTICA(S):
Comprimido - 200mg
Creme dermatológico - 20mg/g
Shampoo - 20mg/ml
INDICAÇÕES
Tratamento de candidíase oral, esofagiana, cutânea e vulvovaginal, dermatofitoses, onicomicoses, paroníquia, pitiríase versicolor, histoplasmose, esporotricose, paracoccidioidomicose, candidíase ocular e osteoarticular em pacientes viciados em drogas injetáveis e na candidíase esofagiana em pacientes com aids.
POSOLOGIA
A dose varia em função do quadro a ser tratado. Comprimido: Candidíase vaginal: 400mg/dia VO, durante 5 dias. Pitiríase versicolor: 200mg/dia VO, durante 10 dias, repetir quando necessário. Candidíase oral, esofagiana e em pacientes com aids: 200mg a 400mg/dia VO, por um período mínimo de 10 dias. Dermatofitoses e esporotricose: 200mg/dia VO (por 2 a 8 semanas, se houver envolvimento cutâneo e pelos). Nas onicomicoses e candidíase cutânea crônica, o tratamento deve ser mantido por 6 a 8 meses e 12 meses, respectivamente. Histoplasmose, cromomicose, aspergilose e paracoccidioidomicose: 400mg/dia VO, durante 30 dias, seguidos de 200mg/dia VO, durante 2 a 18 meses. Profilaxia de pacientes imunodeprimidos: 400mg VO, 1 vez ao dia. Demais indicações: 200mg VO, 1 vez ao dia, até pelo menos uma semana. Crianças até 12 anos com até 20kg: 50mg VO, 1 vez ao dia. De 20 a 40kg: 100mg VO, 1 vez ao dia. Acima de 40kg: 200mg VO, 1 vez ao dia. Profilaxia de crianças imunodeprimidas até 20kg: 100mg VO, 1 vez ao dia. De 20 a 40kg: 100 a 300mg VO, 1 vez ao dia. Acima de 40kg: 400mg VO, 1 vez ao dia. Creme: Aplicar nas áreas afetadas, 1 vez ao dia. Shampoo: Deve ser aplicado nas áreas do couro cabeludo e/ou pele, deixando-o agir por 3 a 5 minutos antes de enxaguar. Na pitiríase versicolor, 1 aplicação ao dia por 5 dias. Na dermatite seborreica e caspa, 1 aplicação 2 vezes por semana, durante 2 a 4 semanas.
CONTRAINDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao cetoconazol. Disfunção hepática.
EFEITOS ADVERSOS
Dispepsia, aumentos de enzimas hepáticas, náusea, cólica e diarreia. Cefaleia, tonturas, fotofobia, parestesia. Reações alérgicas. Distúrbios menstruais, ginecomastia, oligospermia, impotência e alopécia. Trombocitopenia. Aumento reversível da pressão intracraniana.
INTERAÇÕES
Antiácidos e bloqueadores dos receptores H2 diminuem absorção do cetoconazol. Aumenta os efeitos tóxicos da sinvastatina, lovastatina, midazolam, triazolam, pimozida, quinidina, anticoagulantes cumarínicos e ciclosporina. Interage com a terfenadina, provocando arritmias cardíacas, parada cardíaca e morte. Rifampicina, rifabutina, carbamazepina, isoniazida e fenitoína reduzem de forma significante a biodisponibilidade do cetoconazol. Ritonavir aumenta a biodisponibilidade do cetoconazol. Pode inibir o metabolismo de drogas metabolizadas por certas enzimas do citocromo P450, especialmente da família CYP3A. Reações tipo dissulfiram, caracterizadas por rubor, rash, edema periférico, náusea, cefaleia, foram descritas após uso de álcool.
PRECAUÇÕES
Não ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento com cetoconazol. Medicamentos que neutralizam o ácido do estômago só devem ser ingeridos duas horas após a administração de cetoconazol. Monitorizar mensalmente a função hepática em tratamentos por mais de 15 dias.