Gestão do Turismo
Gestão de Turismo
1 Gestão do Turismo
Gestão é a forma de se administrar negócios públicos e privados. Envolve um conjunto de princípios, normas e funções que têm que ordenar os fatores de produção e controlar a sua produtividade e eficiência, visando obter resultados efetivos.
Por outro lado, o Turismo é uma atividade econômica gerada pelo deslocamento voluntário e temporário de pessoas que por motivos diversos, deixam suas residências fixas em busca de um conjunto de experiências e sensações que implicam na compra e venda de produtos e serviços num determinado núcleo receptor.
Para existir turismo tem que haver deslocamento entre um núcleo emissor (local de residência permanente dos turistas) e um núcleo receptor (local de destino dos turistas). Sendo assim, os turistas vão atraídos por um fator diferencial e acabam por agregar renda ao município, pois gastam nos atrativos, equipamentos e serviços ofertados. E esse dinheiro, trazido de fora e injetado na economia local, é que vai propiciar o crescimento da atividade turística e, consequentemente, do município.
Diferentes Atores
O Gestor Público funciona como o cérebro do sistema. Ele fomenta propostas de desenvolvimento turístico, regula e monitora a atuação do resto do corpo empresariado, profissionais e comunidade. O Órgão mais importante nessa área é o Ministério do Turismo. No nível estadual a Secretaria de Estado do Turismo. No municipal quem atua são as secretarias de turismo e/ou departamentos, divisões etc.. Também é dever do Governo cuidar da infra-estrutura local e serviços básicos para o desenvolvimento do turismo.
Os profissionais empregados em agências, hotéis, restaurantes, transportes e todos os serviços ligados direta ou indiretamente à indústria do turismo, podem ser comparados às pernas e aos braços do sistema. São eles quem efetivamente movimentam as atividades turísticas e vivem o dia-a-dia da atividade.
O empresariado e os profissionais do turismo são o coração do sistema turístico, injetando investimentos para que o turismo continue crescendo. Este grupo é responsável pelos empregos formais do turismo, e deve se preocupar em oferecer serviços de qualidade. É o caso dos hotéis, agências de turismo, companhias aéreas, rodoviárias etc.
A comunidade é responsável por receber e oferecer produtos e serviços ligados direta ou indiretamente ao turismo. Podem atuar em várias áreas, artesanato, gastronomia, lazer e entretenimento, comércio etc., Como também serem integrantes das partes descritas anteriormente. O importante é que a comunidade faça parte e acredite no turismo, pois funciona como células do sistema turístico.
Demanda: Turistas ou excursionistas
Os viajantes são consumidores de serviços turísticos, quaisquer que sejam suas motivações. Porém, estes consumidores podem ser classificados, dentre outra formas, em turistas e excursionistas. Segundo a OMT, turistas são aqueles que se deslocam da sua residência fixa, em busca de um conjunto de experiências e de sensações, consumindo produtos e serviços. Pode-se também dizer que são visitantes temporários que permanecem pelo menos vinte e quatro horas no local visitado, com a finalidade de lazer, negócios, família, eventos. Segundo a ONU:
“Toda pessoa. sem distinção de raça, sexo, língua e religião, que ingresse no território de uma localidade diversa daquela em que tem residência habitual e nele permaneça pelo prazo mínimo de 24 horas e máximo de seis meses, no transcorrer de um período de 12 meses, com finalidade de turismo, recreio, esporte, saúde. motivações familiares, estudos, peregrinações religiosas ou negócios, mas sem propósito de imigração.”
Quando o visitante permanece menos de 24 horas e mais de 4 horas em local que não seja o de sua residência fixa, com as mesmas finalidades que caracterizam os turistas, mas não pernoita nesta localidade, ele é tido como excursionista.
Atrativos, equipamentos e serviços turísticos
Atrativos Turísticos são indispensáveis para que haja consumidores do turismo.
São lugares, objetos ou acontecimentos que despertam o interesse, motivando as pessoas a conhecê-los. Os atrativos podem ser naturais, como praias, grutas, reservas ecológicas e cachoeiras; histórico-culturais, como igrejas, museus e monumentos; técnico-científicos, como hidrelétricas, planetários e construções modernas; além de eventos, como festividades locais. As manifestações culturais, como gastronomia típica, artesanato e folclore também são atrativos. É possível, ainda, incentivar e criar diversos outros atrativos, como parques temáticos e pólos industriais. Aliás as atividades econômicas são consideradas hoje, também atrativos turísticos.
Os equipamentos e serviços turísticos são as instalações necessárias para que haja a atividade turística e compreendem os setores de alojamento e/ou hospedagem, alimentos e bebidas, transportes turísticos, agenciamento, animação turística e informações turísticas.
Ao conjunto formado pelos atrativos, equipamentos e serviços turísticos, juntamente com a infra-estrutura de apoio ao turismo,como transporte, segurança, comunicação,damos o nome de Oferta Turística de um núcleo receptor.
É esta oferta que vai atrair os visitantes ao município e possibilitar que ele permaneça. Estes visitantes também são conhecidos como demandantes. E para um planejador é fundamental conhecer não só a oferta, mas também a demanda turística, pois só assim poderá satisfazê-la e ampliá-la, determinando seu sucesso no desenvolvimento do turismo local.
2 O que o turista procura nos destinos
São diversas as razões para que as pessoas se desloquem de sua residência: saúde, meio-ambiente, agropecuária, negócios, eventos, história, esportes, cultura, lazer, tecnologia, ciência, etc. Para cada uma existe um determinado público, com necessidades e expectativas diferentes. Por este motivo devemos saber o que temos e o que podemos oferecer a nossa demanda, para que tenham experiências inesquecíveis e únicas.
As infra-estruturas, tanto básica quanto turística, são necessárias para que os turistas possam aproveitar suas viagens ao máximo, sem problemas como falta de luz, água, congestionamentos etc. Podemos citar alguns exemplos determinantes para atrair os turistas:
- Atrativos turísticos conservados;
- Acesso viável e transporte disponível a esses atrativos e aos equipamentos turísticos;
- Hospedagem e alimentação variados e de qualidade;
- Serviços turísticos qualificados;
- Boa informação e sinalização;
- Preços justos;
- Receptividade da comunidade;
Estes e outros fatores são indispensáveis para que haja o desenvolvimento da atividade turística, proporcionando satisfação aos turistas e gerando negócios na localidade. Para tanto, o turismo e sua atividades afins precisam ser planejados, a partir de estudos e mão-de-obra qualificada, envolvendo todos seus atores.
3 Metodologia da Gestão do Turismo
O que envolve a Gestão do Turismo
Para uma gestão eficaz não podemos esquecer que se trata de um processo, que não se resume somente a planejamento, nem a negócios e nem e estruturas organizacionais. Ela envolve:
- Planejamento: trabalho de preparação para qualquer empreendimento, que segue um roteiro e métodos determinados. Requer mudanças. Em suas diferentes etapas surgem documentos como planos, programas e projetos com objetivos definidos.
- Organização: unidades sociais concebidas para atingir objetivos específicos. Organismos públicos e privados. Arte ou efeito de ordenar, arranjar, dispor. Disposição de uma coisa para certa finalidade. Associação ou instituição com objetivos definidos.
- Operacionalização: estabelecer uma Estrutura Organizacional que permita uma melhor otimização das ações, com organograma, funções, recursos Humanos... Meios para se obter resultados. Fazer funcionar de forma gerencial e executiva.
- Execução: dar funcionamento a estrutura organizacional. Cumprir e realizar ações/atividades.
- Controle: Estabelecer formas de acompanhamento das ações/atividades.
- Avaliação: Determinar a valia das ações/atividades realizadas, através de programa avaliatório.
Como fazer a Gestão do Turismo
Com crença, liderança, conhecimento técnico e experiência. Com visão sistêmica orientada para o desenvolvimento sustentável.
Tradicionalmente o desenvolvimento implicava apenas o crescimento econômico, a adoção do termo sustentável inclui uma preocupação com o impacto das decisões atuais na qualidade de vida das próximas gerações.
Para a OMT, o desenvolvimento sustentável do turismo é um processo contínuo, que requer monitoramento constante dos impactos que a atividade pode causar, de modo que, com ações de gestão, seja possível minimizar os impactos negativos e maximizar os benefícios potenciais, introduzindo medidas preventivas ou de correção de rumos. Ainda segundo a OMT, esse processo requer a participação e o comprometimento de todos os atores envolvidos com o turismo, principalmente o poder público, que deve incentivar e apoiar o processo, estimulando a participação da sociedade por meio da construção de decisões consensuais.
Portanto, os produtos turísticos sustentáveis são desenvolvidos em harmonia com o meio ambiente e as culturas locais, de forma que estes se convertam em permanentes beneficiários, e não meros espectadores de todo o processo.
O turismo acarreta em muitos benefícios, envolvendo todo o município e/ou região. Não somente os proprietários dos atrativos e equipamentos turísticos ganham, mas os envolvidos indiretamente também: o produtor rural, o pedreiro, os comerciantes em geral, e muitos outros.
De acordo com a OMT – Organização Mundial do Turismo, a atividade turística tem efeito multiplicador, uma vez que pelo menos cinquenta e dois setores da economia são impactados no seu desenvolvimento.
Dentre os diversos benefícios provenientes do turismo, podemos destacar:
• Redução do desemprego;
• Distribuição efetiva da renda;
• Geração de divisas;
• Aumento na arrecadação de impostos;
• Atração de investimento externo;
• Melhoria da infra-estrutura de apoio ao turismo, beneficiando também os residentes;
• Preservação dos patrimônios naturais e culturais;
• Melhoria na qualidade de vida da população local.
A injeção de dinheiro na economia do município gerada pelo desenvolvimento do turismo movimenta o comércio e a economia da localidade beneficiando não apensas aos empresários envolvidos diretamente, mas toda a população que, por sua vez, acaba se interessando e se envolvendo de alguma forma com a atividade.
Como foi dito anteriormente, para que se assegure uma boa gestão municipal do turismo é necessário conhecer quais são as estruturas organizacionais existentes no Brasil e no Paraná, como também quais são as políticas e planos vigentes. A articulação com os diferentes níveis de gestão, como regional, estadual e federal, como também com os distintos setores da economia e com os atores envolvidos direta e indiretamente no setor é fundamental.