Turismo e Sustentabilidade e Uso racional da água

Gestão de Turismo

1 Sustentabilidade no Turismo

O ritmo acelerado das mudanças nas últimas décadas tem provocado os empreendedores a inovarem métodos, estratégias e produtos para que possam competir no mercado.

Empreendimentos que têm a sustentabilidade incorporada em sua essência e em sua atuação, e que se preocupam em gerir os impactos causados por suas atividades, produtos e serviços, têm conseguido avanços expressivos em visibilidade e resultados financeiros positivos.Nota-se a preferência de um número crescente de consumidores por empreendimentos engajados ao tema.

Empresas que praticam a sustentabilidade contribuem para o desenvolvimento da comunidade e o aumento da geração de renda ao contratar mão-de-obra local, adquirir produtos de fornecedores da região e elaborar ou participar de projetos sociais.

Para desenvolver a atividade de forma sustentável, deve-se buscar a economia de recursos, desde que este esforço não implique em prejuízos à qualidade e segurança dos serviços, à produtividade da equipe e ao conforto do consumidor, bem como não resulte na redução de postos de trabalho, e sim, na maior capacitação e contratação de trabalhadores da região.

Vale a pena ressaltar que as ações de sustentabilidade aplicadas nos empreendimentos não devem ser apenas atitudes superficiais que visem sua promoção aproveitando o chamado “Marketing Verde”. As práticas adotadas devem apresentar resultados concretos e significativos para o meio ambiente e a sociedade.

Saiba mais sobre os 4 princípios da sustentabilidade e conheça dicas objetivas que podem ser aplicadas no seu empreendimento.

Princípios da Sustentabilidade

Sustentabilidade Ambiental

A sustentabilidade ambiental envolve o controle dos impactos ambientais e a conservação das áreas naturais e sua biodiversidade.

Toda atividade socioeconômica, incluindo o turismo, está intimamente ligada ao meio ambiente. É necessário protegê-lo e usufruir de seus elementos com responsabilidade para a conservação do destino e da qualidade de vida da comunidade receptora.

Uso Racional da Água

A água, recurso natural essencial para a sobrevivência dos seres vivos, é também fator de produção de basicamente todos os bens de consumo, e elemento representativo de valores sociais e culturais.

O seu volume no planeta é estável, mas sua disponibilidade varia bastante de acordo com a região. Sabe-se que 97,5% de toda a água na Terra está nos mares e oceanos, e dos 2,5% restantes, sob forma de água doce, apenas uma pequena parte está disponível para consumo.

Um sexto da população mundial, mais de um bilhão de pessoas, não tem acesso à água potável, e, segundo a ONU, até 2025, se os atuais padrões de consumo se mantiverem, duas em cada três pessoas no mundo vão sofrer de escassez moderada ou grave de água.

Aproximadamente 12% de toda a água doce superficial do mundo encontra-se no Brasil. Apesar disso, sua distribuição pelo território acontece de forma muito desigual, e a crise hídrica já afeta as principais regiões metropolitanas do país. Em poucos anos, o nível de importantes reservatórios de abastecimento caiu de maneira assustadora, deixando milhões de brasileiros sem água.

 

As empresas, as indústrias, o agronegócio, o turismo, todos são afetados pela crise, o que acarreta em impactos negativos para a economia do país.Mais que uma questão econômica, o uso consciente da água é uma questão de sobrevivência. O seu consumo precisa ser otimizado, visando a manutenção desse bem natural único.

Simples mudanças no comportamento dos consumidores, como a redução do desperdício ao realizar os afazeres do dia-a-dia e a aquisição de produtos mais eficientes são importantes e devem ser incentivadas.

2 Dicas práticas para o uso racional da água

Eficiência Energética

Todas as atividades da sociedade moderna requerem o uso de uma ou mais fontes de energia. Para a conservação dos recursos naturais responsáveis pela sua geração, a ordem é consumir apenas o necessário, sem desperdícios.

A Eficiência Energética consiste em obter o melhor desempenho da produção de um bem ou serviço com o menor consumo de energia possível. As medidas de conservação de energia proporcionam ganhos ambientais imediatos e trazem grande economia de custos.

Dentre as iniciativas ligadas à eficiência energética estão os sistemas de certificação e etiquetagem que avaliam o desempenho de produtos, como o Selo Procel de Economia de Energia. Este selo é uma ferramenta simples e eficaz, criada pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel, que permite ao consumidor conhecer, entre os equipamentos e eletrodomésticos à disposição no mercado, os mais eficientes quanto ao consumo de energia.

Ao adquirir um novo equipamento, procure sempre pelo selo e opte pelo que indicar o menor consumo de energia! Ainda que no momento da aquisição o custo possa ser um pouco maior, o investimento é rapidamente compensado pela redução no valor conta da luz.

Fontes Alternativas de Emergência

São aquelas que poluem menos do que as fontes de energia convencionais (carvão, combustíveis fósseis, etc.) e estão disponíveis na natureza em abundância: sol, vento e água, por exemplo. Seu uso pode promover a autonomia do empreendimento em relação às grandes centrais distribuidoras de energia.

O Brasil apresenta situação privilegiada em termos de utilização de fontes renováveis de energia. No país, 43,9% da Oferta Interna de Energia (OIE) é renovável, enquanto a média mundial é de 14% e nos países desenvolvidos, de apenas 6%

Fotovoltaica (solar)

A radiação solar é captada por meio de placas de células fotovoltaicas, e transformada em energia elétrica. No Brasil, devido à grande incidência solar durante todo o ano, essa é uma boa opção de fonte alternativa de energia. Apesar de seu custo de instalação ser relativamente alto, o investimento é compensado a médio prazo, com a economia na conta de energia.

Eólica (ventos)

A radiação solar é captada por meio de placas de células fotovoltaicas, e transformada em energia elétrica. No Brasil, devido à grande incidência solar durante todo o ano, essa é uma boa opção de fonte alternativa de energia. Apesar de seu custo de instalação ser relativamente alto, o investimento é compensado a médio prazo, com a economia na conta de energia.

Microcentrais hidrelétricas (rios e córregos)

Se a propriedade tem um curso d’água com queda de nível ou boa vazão, a energia do movimento das águas pode ser usada para criar uma microcentral hidrelétrica. Um de seus requisitos é a conservação da vegetação nativa ao redor do rio ou córrego, como forma de garantir boa quantidade de água para abastecer a turbina. Essa tecnologia requer licença estadual dos órgãos ambientais e de gestão de recursos hídricos.