Empreendedorismo Internacional I
Empreendedorismo
1 Empreendedorismo internacional:
Unidade de qualificação”, desenvolvida segundo as especificações técnicas ECVET (descrita em termos de conhecimentos, aptidões e competências) sobre EMPREENDEDORISMO INTERNACIONAL.
Ficha técnica:
EMPREENDEDORISMO INTERNACIONAL“Unidade de qualificação”, desenvolvida segundo as especificações técnicas ECVET - Sistema Europeu de Créditos para a Educação e Formação Profissional (descrita em termos de conhecimentos, aptidões e competências) sobre EMPREENDEDORISMO INTERNACIONAL.
A unidade de qualificação foi desenvolvida pelo: CECOA - Centro de Formação Profissional para o Comércio e Afins
O desenvolvimento da presente “unidade de qualificação” é descrito como “pacote de trabalho 3” no Projecto Europeu "INTENT", projecto financiado pela Comissão Europeia através do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida 2007-2013, Subprograma Leonardo da Vinci, acção “Projectos Multilaterais – Desenvolvimento de Inovação”.
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Segundo a proposta de projecto INTENT, o pacote de trabalho 3 tem por objectivo conceber uma unidade de qualificação (desenvolvida segundo as especificações técnicas do ECVET) que dê resposta à necessidade de desenvolvimento de competências de empreendedorismo internacional, focalizadas nos aspectos intra e interculturais da actividade internacional. O projecto visa claramente definir uma “unidade de qualificação” sobre EMPREENDEDORISMO INTERNACIONAL, focada no corpo de conhecimentos, aptidões e competências no campo da sensibilidade e expressão culturais e no comportamento inter e intra cultural necessário para se ser um empreendedor num contexto internacional.
Segundo a Comunicação da Comissão “Aplicar o Programa Comunitário de Lisboa: Promover o espírito empreendedor através do ensino e da aprendizagem”, EMPREENDEDORISMO é um conceito chave para o crescimento económico, emprego e realização pessoal e é definido como ”a capacidade de um indivíduo de passar das ideias aos actos”. Em linha com esta definição, o empreendedorismo não significa “a capacidade de montar um novo negócio” e sim a capacidade de utilizar um conjunto de competências como a criatividade, autoconfiança, inovação e assunção de riscos para passar das ideias aos actos. Na verdade, é mais uma questão comportamental e de atitude pessoal e social”.
A partir da definição anterior, o EMPREENDEDORISMO INTERNACIONAL pode ser definido como “a capacidade de um indivíduo de passar das ideias aos actos num contexto internacional”. Segundo o Programa de Trabalho Educação e Formação 2010, o empreendedorismo ou “espírito empreendedor” é considerado uma das oito competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida, sendo necessário para a realização pessoal, a coesão social, a cidadania activa e a empregabilidade.1 Numa sociedade em que a globalização é um elemento chave e a dimensão europeia e mundial dos negócios um facto torna-se imperativo ser capaz de utilizar “competências empreendedoras” num contexto internacional. A educação formal na Europa não tem levado ao desenvolvimento de um espírito empreendedor e de iniciativa, muito embora seja reconhecido por todos que os sistemas de Educação e Formação Profissional podem fornecer um grande contributo para enfrentar com sucesso o desafio do empreendedorismo na União Europeia.
Para além disso, segundo a investigação conduzida durante o pacote de trabalho 2, as barreiras culturais e a capacidade de gerir com sucesso, e superar, a diversidade cultural parecem ser um dos maiores obstáculos a um aumento do empreendedorismo internacional. O projecto INTENT é claramente uma resposta a este conjunto de questões já que o seu objectivo principal é desenvolver uma “unidade de qualificação” e um programa de formação que permitam aos sistemas de educação e formação a sua utilização a nível nacional em diferentes qualificações e níveis de qualificação, procurando desenvolver atitudes, aptidões e competências empreendedoras (soft skills) num contexto internacional/multicultural, centrado, por isso, na sensibilidade e expressão culturais e no comportamento inter e intra cultural necessário para se ser um empreendedor num contexto internacional.
Assim, e tendo por base os resultados da investigação conduzida no pacote de trabalho 2, a parceria decidiu denominar de INTELIGÊNCIA INTERCULTURAL este conjunto de conhecimentos, aptidões e competências. Mas o que significa exactamente INTELIGÊNCIA INTERCULTURAL? Tendo em conta tudo o que foi dito, e para os fins do projecto, Inteligência Intercultural pode ser definida como “a capacidade de um indivíduo superar a sua própria cultura e funcionar com outros indivíduos oriundos de diferentes contextos linguísticos e culturais” (Fonte: Fantini).
De fato, por trás de ambos os conceitos apresentados anteriormente – EMPREENDEDORISMO INTERNACIONAL e INTELIGÊNCIA INTERCULTURAL – encontra-se um conjunto semelhante de competências necessárias para um desempenho eficaz e apropriado ao interagir com outros, num contexto internacional.
É esta a justificação do projecto para redigir e criar uma “unidade de qualificação”, desenvolvida segundo as especificações técnicas ECVET (descrita em termos de conhecimentos, aptidões e competências) sobre EMPREENDEDORISMO INTERNACIONAL (e assim designado) que, para os fins do projecto é “ a capacidade de um indivíduo de passar das ideias aos atos enquanto trabalha com indivíduos oriundos de diferentes contextos linguísticos e culturais”. Em termos metodológicos, e dado que era mais fácil enunciar o conjunto de conhecimentos, aptidões e competências necessários para um desempenho eficaz e apropriado ao interagir com outros num contexto internacional, a parceria utilizou, como ponto de partida, um contexto profissional específico – o contexto do comércio internacional. Com base nisso, a parceria descreveu um conjunto geral de 3 atividades principais (transferido do projeto Leonardo da Vinci – fonte de inovação do projecto INTENT) no desempenho das quais podem ser usados os conhecimentos, aptidões e competências descritos na “unidade de qualificação” desenvolvida e, para concretizar, apresentou alguns exemplos dessas 3 atividades.
Para uma compreensão plena desta " unidade de qualificação" é importante sublinhar que o contexto profissional foi utilizado apenas com objectivos metodológicos e sem qualquer intenção de descrever "um perfil profissional específico" no qual serão usados exclusivamente os conhecimentos, aptidões e competências identificados. Efectivamente, é importante sublinhar que as pessoas podem estar envolvidas nestas actividades a níveis diferentes (por exemplo: ser um empresário prestes a montar um negócio no estrangeiro ou um assistente envolvido numa actividade de monitorização de um negócio internacional), em diferentes contextos geográficos (por exemplo: num contexto nacional – organizar um evento no próprio país mas envolvendo pessoas oriundas de outros países ou com outras origens culturais – ou no estrangeiro – montar dependências locais no estrangeiro) e em diferentes sectores (por exemplo: comércio internacional, indústria do turismo), necessitando de diferentes níveis de desempenho nos conhecimentos, aptidões e competências identificados. De facto, os conhecimentos, aptidões e competências identificados não são específicos de um sector profissional (por exemplo: são necessárias aptidões semelhantes tanto no comércio internacional como no sector dos serviços, ou na indústria do turismo).
É por isso que, no pacote de trabalho 4, a parceria definirá um programa de formação organizado de tal modo que possa ser utilizado pelos sistemas nacionais de educação e formação profissional em diferentes qualificações e níveis de qualificação. Por outras palavras, o programa de formação pode ser usado para obter uma qualificação autónoma ou pode ser integrado, enquanto módulo(s) de formação, numa qualificação já existente.