NOÇÕES BÁSICAS DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE FRENTE Á SITUAÇÃO DO COVID-19
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Orientações que a NR 32 traz para prevenção da Covid-19
NOÇÕES BÁSICAS DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE FRENTE Á SITUAÇÃO DO COVID-19
1 Orientações para a prevenção do Covid- 19 nos serviços de saúde
Introdução:
A Norma Regulamentadora 32 é voltada para a segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde e pode ser uma ótima aliada para a prevenção da Covid 19 entre os profissionais desse setor.
Com o objetivo de estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção, traz itens voltados especificamene aos riscos biológicos (32.2.1 a 32.2.4.17.7). As orientações abrangem questões de higienização, vestimentas, Equipamentos de Proteção Individual – EPI e capacitação.
Em relação as medidas de proteção, os empregadores da área de saúde devem prezar por um ambiente agradável para que seus funcionários possam usar produtos químicos de forma correta e segura. A exceção está relacionada com a preparação dos medicamentos com prescrição imediata, tendo como responsabilidade o profissional especializado.
Entre as principais ações para a prevenção individual esta a correta higienização para as mãos, existem normas que abordam itens específicos abordando tanto a obrigatoriedade do serviço disponibilizar pias em pontos específicos, quanto as atitudes mais adequadas dos profissionais de saúde.
As pias para lavagem das mãos devem estar em todos os locais com risco de exposição. A higienização das mãos deve ser feita frequentemente, também antes e depois do uso de luvas. Segundo a norma, “todos trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho adequada e em condições de conforto”. No caso de risco de exposição ao coronavírus, o Ministério da Saúde orienta a disponibilização de avental descartável para esses atendimentos. Os EPIs e aventais descartáveis são de uso exclusivo para essa atividade de trabalho. Os trabalhadores de saúde não devem sair para outros locais usando esses materiais.
Veja abaixo as técnicas corretas para higienização das mãos:
Métodos Para A Higienização Das Mãos:
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2007) adotou a classificação proposta pelos Centers for Diseases Control and Prevention (CDC) em 2002 (CDC,2002) e preconizou quatro maneiras de higienização das mãos. Todas elas promovem a diminuição de carca microbiana, mas de maneiras diferentes:
- Higienização simples das mãos
- Higienização antisséptica das mãos
- Fricção de antisséptico as mãos
- Antissepsia cirúrgica ou preparo pré-operatório das mãos.
Algumas recomendações importantes com relação às mãos dos profissionais da área da saúde: os adornos( anéis, alianças, pulseiras e relógios) unhas postiças e esmalte velhos (desgastados), não podem ser usados pois guardam micro-organismos e dificultam a HM, as unhas tem que ser mantidas curtas e de preferência naturais: a hidratação frequente evita o ressecamento da pele, de preferencia não retirar a cutícula, se indispensável não retirar profundamente, pois a pele não integra é uma porta de entrada para os micro-organismos (pequenos cortes e queimaduras) que devem ser protegidos com curativo oclusivo e luvas durante o trabalho.
Higienização Simples Das Mãos:
A higienização simples das mãos promove a redução da microbiota transitória utilizando água e sabonete líquido e a sua efetividade depende da correta execução de uma técnica que visa a fricção de todas as faces das mãos. O enxágue se inicia pelas pontas dos dedos. As torneiras devem ser, de preferência de acionamento que não precisam do uso das mãos, se for necessário utilizar papel-toalha para o seu fechamento, evitando a recontaminação. Seque com papel toalha descartável em lixeira para resíduos comuns (que não é considerado infectante). Toalhas de tecido são contraindicadas em ambientes de assistência á saúde. A execução da técnica tem a duração média de 40 segundos.
Higienização Antisséptica Das Mãos:
Ela segue a mesma técnica da higienização simples, porem ao invés de utilizar sabonete comum, utiliza-se sabonete antisséptico e água corrente. Este tipo de lavagem, por utilizar uma fórmula antisséptica, garante uma limpeza mais eficiente e é indicado assim para profissionais que trabalham na área da saúde como por exemplo: hospitais, clínicas, laboratórios, clínicas veterinárias, restaurantes, refeitórios, cozinhas industriais, etc.
Fricção Antisséptica Das Mãos:
Esse tipo de higienização utiliza álcool em gel ou espuma, preferencialmente 70%, podendo substituir a higienização simples com água e sabonete, quando as mãos não estiverem visivelmente sujas.
Deste modo, se realizada corretamente e com produtos de qualidade, chega a eliminar até 99% das bactérias presentes. pode ser utilizado em qualquer ambiente e situação.
Já existem no mercado produtos que prezam por maior agilidade na higienização, mas o processo deve durar cerca de 20 a 30 segundos e é preciso seguir os passos abaixo.
Antissepsia Cirúrgica Das Mãos:
Também conhecida como preparo pré-operatório das mãos, ela promove a eliminação da microbiota transitória, redução da residente e efeito residual, requer cuidados específicos.
Momentos Para A Higienização Das Mãos:
Vendo a importância da HM e as evidências da baixa adesão das mãos em todos os continentes em frente ao desafio de torná-la frequente na prática clínica em 2009, a OMS publicou um guia sobre HM (WHO,2009), na qual definiu os indicadores para a HM, estabelecendo os cincos momentos . Essa prática é requerida para parar a transmissão de patógenos por meio das mãos:
- Antes do contato com o paciente
- Antes do procedimento asséptico
- Após a exposição a fluidos corpóreos
- Após o contato com o paciente
- Após contato com as superfícies próximas.
Nessa primeira versão os indicadores foram direcionados para a assistência hospitalar, porém, em 2012 a OMS publicou um guia que refere à HM na assistência à saúde fora do contexto hospitalar, em caráter complementar (WHO,2012). Publicado em português sob o título "Higiene das Mãos na Assistência à Saúde Extra-hospitalar e Domiciliar e nas Instituições de Longa Permanência - Um Guia para a Implementação da Estratégia Multimodal da OMS para a Melhoria da Higiene das Mãos e da Abordagem “Meus 5 Momentos para a Higiene das Mãos”. Nele a aplicação para o atendimento odontológico, em unidade de hemodiálise, campanhas de vacinação, entre outros.
Dessa maneira, todas as bases teóricas e evidências científicas que sustentam a importância da HM como uma medida preventiva básica nas práticas de saúde e que vão se aplicar na prevenção da COVID-19 (WHO, 2020) são conhecidas.
O desafio é torná-la uma prática cotidiana dos profissionais da área da saúde na prevenção das IRAS, o que irá depender da atitude individual de cada um. Mas, a pandemia que é causada pelo Coronavírus mostrou sua clara necessidade na prevenção de infecções comunitárias e de se tornar um hábito culturalmente arraigado à vida em sociedade.
Nesse sentido, ela também requer a colaboração dos profissionais da área da saúde em processos de educação em saúde e exemplo de boas práticas.
O próximo capitulo o assunto sera da importância do uso de EPIs para os profissionais da saúde.
2 A importância do uso de EPIs:
Os hospitais e as clínicas são ambientes que requerem atenção redobrada com a limpeza e o uso e descarte correto de materiais. Afinal de contas, o perigo de contaminação nesses estabelecimentos é grande e, para evitá-la, é preciso seguir com rigor os padrões de segurança vigentes.
Entre os principais geradores de infecções em instituições de saúde estão os agentes químicos o químicos e biológicos, além de radiações ionizantes e contaminações por resíduos, limpeza inadequada e falta de manutenção em máquinas e equipamentos. O uso de EPIs é uma forma de combate-los.
Os equipamentos de proteção individual evitam o risco de doenças decorrentes da manipulação de produtos químicos e, inclusive, do contato com fluidos corporais e pessoas enfermas ou que sofreram traumas físicos.
Cabe o gestor da saúde conscientizar seu colaboradores para o uso correto dos EPIs durante a execução dos procedimentos. Com isso é possível se prevenir de possíveis doenças e riscos ocupacional , garantir adequadamente as condições de trabalho, obedecendo a NR 32.
A NR 32 refere- se sobre as medidas de segurança a serem adotadas em hospitais, clínicas e estabelecimentos de natureza semelhantes para reduzir, controlar ou suprimir os riscos ambientais. Portanto, os equipamentos de proteção individual da saúde são empregados para atender aos padrões e, assim, tornar o ambiente livre de contaminações.
No contexto da nova pandemia do coronavírus, o uso de equipamento de proteção individual é extremamente importante para evitar possível transmissão da Covid-19 .
Principais EPIs:
Luvas:
A maioria dos procedimentos realizados na área da saúde exige o uso de luvas descartáveis para proteger as mãos, que são um dos principais meios de contrair infecções. Inclusive,é apropriado para a manipulação de contaminantes.
As luvas podem ser estéreis ou não estéreis. As primeiras são indicadas para a realização de cirurgias e devem ser ajustáveis, além de terem formato anatômico, enquanto as segundas são recomendadas para a realização de outros procedimentos de saúde, como dermatológicos e dentários.
Existem diferentes tipos de materiais utilizados para a confecção das luvas hospitalares. O látex, por exemplo, é uma borracha natural resistente, com ótima capacidade de vedação, que oferece excelente proteção e conforto. Mas não é indicado para manusear orgânicos, óleos e graxas.
Óculos de proteção:
Os óculos de proteção precisam ser utilizados quando há risco de excreções ou secreções respingarem no colaborador. Assim, esse EPI hospitalar protege os olhos de componentes químicos, entre outros.
É importante utilizar óculos hospitalares que realmente sejam confeccionados de acordo com as normas vigentes. Eles precisam ser de acrílico, de modo a não interferir na visão. Também devem ter proteção lateral e dispositivo para que a superfície não embace.
Avental:
Sua função é servir de barreira contra secreções que fazem mal a saúde e substancias que fazem mal a saúde. Itens feitos em algodão devem ser sobrepostos por um material impermeável.
Máscara cirúrgica:
Empregada em diversos procedimentos, a mascara cirúrgica é um EPI hospitalar que combate acidentes de risco biológico. Além disso, evita a transmissão de doenças por meio de fluidos durante o contato dos profissionais de saúde com o paciente.
Sapatos fechados:
Esses equipamentos de proteção individual da saúde são utilizados pelos colaboradores durante o dia a dia de trabalho e na realização de procedimentos clínicos e hospitalares.
Eles são imprescindíveis em locais com umidade e quantidade considerável de material infectante, tais como centros cirúrgicos e central de esterilização. Aliás, vale destacar que os sapatos fechados também são citados em norma regulamentadora.
Touca:
Além de proteger os profissionais de componentes contaminantes, a touca evita a queda de cabelos no momento da execução de tarefas. Por esse motivo, é um EPI hospitalar muito importante em estabelecimentos de saúde.
Protetor facial de acrílico:
O protetor facial de acrílico deve ser utilizado em laboratórios, durante a limpeza mecânica de instrumentos hospitalares (expurgos e central de esterilização, por exemplo) e até mesmo no setor de necrópsia.
Ele é feito desse material para permitir a perfeita visão durante a execução dos procedimentos. Tal equipamento protege toda a face, inclusive a parte lateral.
Descarte dos EPIs:
Pra fazer o correto descarte dos EPIs, é analisar as classes de cada um deles. Cada um possui uma categoria e exige um forma de descarte diferente.
Os EPIs de classe 1, ou seja, os mais tóxicos ao meio ambiente e à sociedade, devem ser separados de qualquer outro resíduo. Eles precisam ser identificados como de classe 1 e encaminhados para empresas ou instituições específicas de descarte, capazes de dar o destino final a esses resíduos.
Já os de classe 2 e 3, que não oferecem grandes riscos de contaminação, devem ser encaminhados para aterros, juntamente ao lixo comum da empresa. Outro destino possível é a reciclagem, exigindo a separação do EPI de acordo com o seu material de fabricação e sendo encaminhado para instituições de reciclagem para o aproveitamento da matéria-prima