Noções básicas de equipamentos e procedimentos para COVID-19

NOÇÕES BÁSICAS DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE FRENTE Á SITUAÇÃO DO COVID-19

1 Noções básicas de equipamentos e procedimentos para COVID-19:

Histórico:

Em 2002 e 2003, o coronavírus SARS-CoV foi descoberto em surto, originando a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), com uma taxa de mortalidade de 10%, em seguida, em 2012, um outro coronavírus foi disseminado, sendo chamado como Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-Cov), tendo uma taxa de letalidade de 37%.

No fim do ano de 2019, em Wuhan na China, foi detectado o novo coronavírus denominado SARS-CoV-2, que é um vírus RNA, sendo identificado como a causa de um surto de doenças respiratórias e gastrointestinais, classificada como COVID 19. Em 30 de Janeiro de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS), percebeu Emergência em Saúde Pública de Interesse Internacional.

 O novo coronavírus (SARS-CoV-2) é de ordem Nidovirales, da família Coronoviridae e da subfamília Betacoronavírus. A sua estrutura genômica se compõem de proteínas, tais como:  (S) Spike, (E) Envelope, (M) Membrana e (N) Núcleopsídio, sendo a proteína Spike a responsável por ligar o receptor da Enzima Conversora da Angiotensina 2 (ECA2) que auxilia na entrada viral na célula hospedeira.

 

Manifestação dos sintomas

 As manifestações clínicas da infecção por SARS- CoV-2 é muito grande, podendo variar de um simples resfriado até um pneumonia séria. Porém, os principais sinais e sintomas relacionados são:

  • Febre 37,8ºC;
  • Tosse;
  • Dispneia;
  • Mialgia e fadiga;
  • Sintomas respiratórios do trato superior;
  • Sintomas Gastrointestinais, como diarreia (mais raros);
  • Perda do paladar (ageusia);
  • Perda do olfato (anosmia).

 

Porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que, a maior parte dos pacientes da COVID-19 (80%) podem ser assintomáticos e oligossintomáticos. Vale lembrar que o perfil clínico não está estabelecido totalmente, precisando de maiores investigações e evidências para caracterização. Sendo assim, é de grande importância a avaliação clínica dos pacientes, tendo como foco estabelecer definições que enquadrem em casos suspeitos, como uma Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

São condições clínicas de risco para o desenvolvimento de complicações decorrente da COVID-19:

  • Pessoas com 60 anos ou mais;
  • Cardiopatas graves ou descompensados (insuficiência cardíaca, infartados, revascularizados, portadores de arritmias, hipertensão arterial sistêmica descompensada);
  • Pneumopatas graves ou descompensados (dependentes de oxigênio, portadores de asma moderada/grave, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC);
  • Imunodeprimidos;
  • Doentes renais crônicos em estágio avançado (graus 3, 4 e 5);
  • Diabéticos, conforme juízo clínico;
  • Gestante de alto risco.

 

Formas de transmissão:

Os coronavíruas estão classificados em uma grande família de vírus comuns em várias espécies de animais, incluindo camelos, gados, gatos e morcegos. Mas, os coronavírus de origem animal podem infectar pessoas e depois acontecer a disseminação de pessoa para pessoa, como aconteceu com o SARR-CoV, MERS-CoV e está acontecendo com o SARS-Cov-2.Nos primeiros casos diagnosticados pelo SARS- Cov- 2 em Wuhan na China, eram de pacientes que apresentavam surtos respiratórios e que tinham contato com o mercado de frutos do mar e com animais vivos, sugerindo assim uma disseminação de animais para pessoas.Essa disseminação de pessoa para pessoa acontece pelas vias respiratórias (gotículas e aerossóis) e por meio do contato.

A disseminação respiratória do SARS-Cov-2 por meio de gotículas acontece quando a pessoa contaminada com o vírus, tosse ou espirra, criando partículas que se espalham. A propagação respiratória do SARS-Cov-2 por meio de aerossóis acontece no momento de procedimentos que geram aerossóis, tais como , a entubação orotraqueal, aspiração de secreções de vias aéreas entre outros. A disseminação por contato acontece por meio do contato com a pessoa infectada e com superfícies e objetos contaminados pelo vírus.

Mediante o crescimento da pandemia do novo coronavírus, foi definido que o SARS-CoV-2 tem uma alta e sustentada transmissibilidade entre as pessoas. Um estudo feito em temperatura entre 21 a 23º C e umidade relativa de ar de 40%, mostraram que a sobrevivência do SARS-CoV-2 em superfície e objetos era de até 03 horas partículas dispersas no ar, até 08 horas em cobre, até 24 horas em papelão, até 72 horas em aço inoxidável e plástico.

 

Período de Incubação e Transmissibilidade:

 O período de incubação é o espaço entre a data de contato com o vírus até o começo dos sintomas. O período médio de incubação do novo coronavírus é estimado de 5 a 6 dias, com o espaço que pode variar de 0 a 14 dias.

 A transmissão do SARS-CoV-2 é em média de 07 dias após o começo dos sintomas, porém, a transmissão desse vírus possa acontecer, mesmo sem aparecer sinais e sintomas. A pesquisa enfatiza que, 79% dos pacientes diagnosticados com a COVID-19 foram contagiados por pessoas sem sintomas, ou sem diagnósticos.

  A vigilância epidemiológica do novo coronavírus está sendo feito à medida que as evidências científicas são feitas. Mas, existem ações de vigilância epidemiológicas que já são feitas, como notificação, registro, investigação, manejo de adoção de medidas preventivas entre outras.

 A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) fez a adaptação do Sistema de Vigilância de Síndromes Respiratórias Agudas, tendo como foco orientar o Sistema Nacional de Vigilância em Saúde para a circulação simultânea do coronavírus, influenza e outros vírus respiratórios na área da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional. 

Para isso, é necessário que seja feito o diagnóstico dos indivíduos para definição operacional dos casos suspeitos ou confirmados da COVID-19.

 

Diagnósticos:

O diagnóstico da COVID-19 pode ser feito a partir de critérios como:

O diagnóstico clínico é feito pelo médico atendente que deve avaliar a possibilidade da doença , principalmente, nos pacientes em que apresentam os seguintes sintomas:

  • Febre, que pode estar presente no hora do exame clínico ou constatada pelo paciente recentemente.
  • Sintomas do trato respiratório (por exemplo, tosse, dispneia, coriza, dor de garganta)
  •  Outros sintomas consistentes que incluem, mialgias, distúrbios gastrointestinais (diarreia/náuseas/vômitos), perda ou diminuição do olfato (anosmia) ou perda ou diminuição do paladar (ageusia).

Nas crianças, além dos itens que foram apresentados anteriormente, considera-se também a obstrução nasal, a desidratação e a perda de apetite (inapetência), na ausência de outro diagnóstico específico.

Em idosos, também deve se considerar, critérios específicos de agravamento como: síncope (desmaio ou perda temporária de consciência), confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e falta de apetite (inapetência).

O diagnóstico clínico da doença, também tem que ser considerado nos pacientes com doença grave do trato respiratório inferior sem uma causa clara, como é o caso dos pacientes que se apresentem em Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Nesta síndrome o indivíduo apresenta-se em franca dispneia/desconforto respiratório/dificuldade para respirar com saturação de oxigênio (O2) menor do que 95% em ar ambiente ou coloração azulada dos lábios ou no rosto (cianose) ou queixa de pressão persistente no tórax.

Nas crianças, a SRAG apresenta-se com os sinais e sintomas anteriores, devendo ser observados sinais característicos de esforço respiratório, como, os batimentos de asa de nariz, tiragem intercostal, e, por fim, alteração na coloração das extremidades que ficam azuladas (cianose).

 

Diagnóstico clínico epidemiológico:

O diagnóstico clínico epidemiológico é feito por pelo médico atendente que considera que :

Casos de paciente com a associação dos sinais e sintomas supracitados ou SRAG mais o histórico de contato próximo ou domiciliar, nos últimos 14 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19 e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica.

 

Diagnóstico Clínico-imagem:

São casos de sintomas respiratório mais febre ou SRAG ou óbito por SRAG que não foi possível confirmar ou descartar por critério laboratorial e que mostre alterações tomográficas.

 

Diagnóstico laboratorial:

 Caso o paciente manifeste os sintomas respiratórios mais febre ou SRAG ,o profissional de saúde poderá solicitar os seguintes exames laboratoriais:

  • De biologia molecular, (RT-PCR em tempo real) que diagnostica tanto a COVID-19, a Influenza ou a presença de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) normalmente até o oitavo dia do começo dos sintomas.
  • Imunológico, que detecta, ou não, a presença de anticorpos em amostras coletadas a partir do oitavo dia de início dos sintomas. Sendo eles:
  • Ensaio imunoenzimático (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay - ELISA);
  • Imunocromatografia (teste rápido) para detecção de anticorpos;
  • Imunoensaio por Eletroquimioluminescência (ECLIA).
  • Pesquisa de antígenos: resultado reagente para SARS-CoV-2 pelo método de Imunocromatografia para detecção de antígeno.

 

Diagnóstico laboratorial em indivíduo assintomático:

  • Exame de Biologia Molecular com resultado detectável para SARS-CoV-2 realizado pelo método RT-PCR em tempo real.
  • Exame de Imunológico com resultado reagente para IgM e/ou IgA realizado pelos seguintes métodos:  Ensaio imunoenzimático (ELISA) e Imunocromatografia (teste rápido) para detecção de anticorpos.

 

2 Registro e Coleta dos exames:

A infecção pelo novo coronavírus é uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional , se trata de um evento de saúde pública que precisa ser notificado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). Os casos suspeitos que se enquadram nas definições 01 (SG) e 02 (SRAG) hospitalizado ou óbito por SARG, independente da hospitalização, tem que ser notificados imediatamente ou até em 24 horas depois o conhecimento. Deve-se lembrar que, a notificação é para todos os casos suspeitos não somente os confirmados.

 

Notificação - Casos suspeitos com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG):

Os casos com SRAG hospitalizados e óbitos com suspeitos tem que ser notificados na ficha de registro individual " Casos de síndrome respiratória aguda grave hospitalizado" do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-gripe)*.

 

Coleta de amostras de casos suspeitos da COVID-19:

De acordo com o Ministério da Saúde (MS) apenas os testes de diagnósticos que são registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) podem ser usados e tem que ser utilizados para a coleta de amostras de casos suspeitos da COVID-19.

 

Indicação de coleta de amostras:

A coleta de amostras está diretamente relacionada á disponibilidade de insumos laboratoriais e equipamentos para a análise da pesquisa de SARS-CoV-2, bem como o cenário epidemiológico. Até o momento, os insumos são destinados paras os casos suspeitos da COVID-19, que apresentam a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados, acompanhadas de notificação.

Casos suspeitos SRAG tem que ser testados para o vírus SARS-CoV-2 referente a doença COVID-19, independente se encontrar um outro patógeno respiratório. Veja a seguir as técnicas realizadas para o diagnóstico da COVID-19:

 

Teste molecular RT-PCR em tempo real (RT-PCR):

O teste molecular por meio da RT-PCR é uma técnica padrão ouro que possibilita multiplicar ácidos nucleicos, onde o material genético inicial da reação de PCR é o RNA, que é transcrito em seu complemento de DNA por meio da enzima transcriptase reversa.

Antes de começar as coletas de amostras, devemos lembrar das normas de biossegurança para o manejo de casos suspeitos da COVID-19. É preciso usar os equipamentos de proteção individual (EPI) listados abaixo:

 

Equipamentos de Proteção Individual (EPI) necessários para a coleta de amostras respiratórias:

  • Óculos de proteção ou protetor facial
  • Gorro descartável
  • Máscara do tipo N95/FFP2
  • Avental Impermeável de mangas compridas
  • Luvas de Procedimentos
  • Sapato fechado impermeável

 

Momento ideal para a coleta de amostras:

Em concordância com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, a detecção do vírus por RT-PCR em tempo real continua sendo o teste laboratorial de escolha para o diagnósticos de casos suspeitos da COVID-19, de preferência entre o 3º e 7º dia do começo dos sintomas.

A técnica de diagnóstico por meio da RT-PCR é a partir de amostras do trato respiratório:

  • Amostras de Aspirado Nasofaringe (ANF), ou
  • Swabs (cotonetes) combinados (nasal/oral) ou
  • Amostras de secreção respiratória inferior: escarro, lavado traqueal ou lavado bronco alveolar.

 

Qual o tipo de swabs temos que utilizar para a coleta de amostras para o teste molecular RT-PCR?

  • O Swabs de Rayon de haste flexível* é o indicado para utilizar na coleta de amostras para o teste.
  • Obs: Não usar swabs contendo alginato e swabs com haste de madeiras, pois estes materiais contêm substâncias que inativam os vírus e inibem a reação RT - PCR.
  • Swabs (15 cm) descartáveis com hastes flexíveis e extremidade de poliéster, estéreis, acondicionados individualmente para coleta.
  • O procedimento de coleta de amostras respiratórias dos casos suspeitos de COVID-19 tem que seguir o protocolo de coleta da influenza.

 

Fatores que podem interferir e levar um resultado negativo em um indivíduo infectado:

  • Qualidade de amostra ruim, contendo pouco material do paciente.
  • Amostra coletada em fase muito precoce (menos de 3 dias) ou tardia (mais de 10 dias) da infecção.
  • Amostra não foi mensurada e enviada adequadamente.
  • Razões técnicas inerentes ao teste, por exemplo, mutação do vírus ou inibição de PCR.

 

Testes imunológicos:

Teste rápido ou sorologia clássica para a detecção de anticorpos: Os testes sorológicos tem como foco identificar um anticorpo específico que é produzido pelo corpo humano contra o vírus SARS- CoV-2 ou identificar antígeno desse vírus. Para isso, os métodos sorológicos são feitos para a detecção de anticorpos IgG e IgM ou a detecção de antígenos específicos do vírus, como por exemplo o teste rápido (imunocromatografia de fluxo lateral). É de grande importância que os testes estejam registras na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

 

Os Equipamentos de Proteção Individual necessários para a coleta de amostras:

Antes de começar a coleta de amostras, deve-se atentar as normas de biossegurança para o manejo de casos suspeitos da COVID-19. É preciso usar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) que são:

  • Máscara Cirúrgica
  • Avental de Manga longa
  • Luvas de Procedimento
  • Sapato Fechado Impermeável

 

Momento ideal para realizar coletas de amostras:

É importante lembrar que os testes rápidos mostram limitações e a principal é que é precisa ser realizado, de maneira geral, a partir do 8º dia do começo dos sintomas. É preciso que o caso suspeito ou contato de caso confirmado de COVID-19 espere esse tempo para que o sistema imunológico consiga produzir anticorpos em quantidade necessária para ser detectado pelo teste.

 

Amostras para serem coletadas para o teste rápido:

  • Soro
  • Plasma
  • Sangue total (coleta venosa ou coleta por punção digital).

 

Materiais do kit do teste rápido:

  • Tubos capilares descartáveis (conta-gotas)
  • Frasco de solução tampão (buffer) contendo 6 ml
  • Dispositivos de teste (cassete) embalados individualmente e com sílica dessecante para conseguir absorver a umidade

 

Materiais necessários para realizar o teste rápido:

  • Lancetas para a realização de punção digital:
  • Materiais para punção venosa
  • Cronômetro ou relógio 
  • Álcool 70%
  • Algodão
  • Centrífuga (caso sejam usados as amostras de soro ou plasma)
  • Caneta para identificar o cassete
  • Material para descarte

 

Coleta:

Primeiramente deve organizar o material necessário para a coleta de amostras por punção venosa de acordo com recomendações padrão (amostras de soro, plasma ou sangue total).Lembre-se que se for utilizado anticoagulante, se recomenda o uso de EDTA, heparina ou citrato de sódio. Amostras de sangue tem que ser armazenas de 2 a 8ºC por até 7 dias. Não congelar ou esquentar amostras de sangue total. Se por acaso as amostras forem armazenas, é preciso que elas atinjam a temperatura ambiente antes de começar o teste.

 

Realizando a interpretação do teste rápido:

No início, devemos identificar identificar os locais de intepretação do teste rápido para a COVID- 19 e ver se o teste é valido. O teste tem um sistema de controle interno de migração, que é representado por uma linha colorida que aparece na área de controle (C). Essa linha conforma que o resultado obtido é valido.

Região C - onde aparecerá a linha de controle da reação
Região T - onde poderá aparecer a linha de teste

 

Fazendo a interpretação dos resultados do teste rápido:

  • Interpretação do teste rápido positivo: Surgem duas linhas coradas. Uma linha corada sempre tem que aparecer na região da linha de controle (C) e a outra linha tem que estar na região da linha IgG/IgM.
  • Interpretação do teste rápido negativo: Uma linha corada aparece na região da linha de controle (C). Não aparece nenhuma linha na região IgG/igM.
  • Interpretação do teste rápido inválido: A linha de controle não irá aparecer. Volume insuficiente  de amostras ou técnicas de procedimentos incorretas são os motivos para os mais prováveis para a falha na linha de controle. Refaça o procedimento com um novo teste. 

 

Realizando a coleta em situação de óbito:

Se a coleta de material biológico não tenha sido feita em vida, tem que proceder a coleta pós-morte no serviço de saúde, por meio de swab na cavidade nasal e de orofaringe de preferência duas horas depois da morte. A coleta tem que ser realizada em todas as unidades de atendimento e nos hospitais públicos habilitados para a realização do procedimento. 

 

Identificação das amostras:

As amostras tem que ser identificadas com :

  • Nome completo:
  • Data de nascimento
  • Data da coleta
  • Acompanhada da ficha de notificação de SRAG corretamente preenchida

 

Temperatura:

As amostras de secreção respiratória tem que ser mantidas em temperatura adequada de refrigeração (2 a 8ºC) e encaminhadas aos LACENS, de preferência no mesmo dia da coleta ou em um prazo máximo de 48 horas. 

Não se recomenda congelar as amostras, mas , após esse período congelar as amostras a uma temperatura de (-70ºC) até enviar ao laboratório, assim assegurando a manutenção da temperatura.

 

Transporte de amostras:

  • As amostras tem que ser transportadas em embalagem para amostras de casos suspeitos para a COVID-19, e tem que seguir os regulamentos de remessa para substância biológica UN3373, categoria B.
  • As amostras tem que ser transportadas em caixas térmicas de paredes rígidas ou caixa de isopor com gelo, mantendo a temperatura adequada de refrigeração ( 2 a 8ºC ) até a chegada ao LACEN.
  • Deve-se identificar do lado de fora da caixa as amostras de casos suspeitos da COVID-19.
  • Durante o transporte as amostras de secreção respiratória tem que ser mantidas em temperatura adequada para a refrigeração (2 a 8ºC).

 

3 Equipamentos de Proteção Individual no contexto da COVID 19:

O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) diante de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, não depende do local de atuação, mas conforme o procedimento ou o trabalho desenvolvido. Em resumo, todos os profissionais que irão ter contato com os casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 tem que usar: avental impermeável de mangas longas, gorro, luvas, óculos de proteção/protetor facial e máscara cirúrgica (em casos de procedimentos que não envolvam a geração de aerossóis) ou máscara N-95 (em casos de procedimentos que envolvam a geração de aerossóis). Além do sapato fechado, impermeável.

 

Norma Regulamentadora nº 6:

“A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e, c) para atender a situações de emergência”.

 

Paramentação e desparamentação

Todo o profissional de saúde tem que adotar e incorporar práticas pautadas em evidências científicas, independentemente da pandemia da COVID-19.

A sequência correta de colocação de EPI (paramentação) e de retirada de EPI (desparamentação), bem como a realização da técnica de higiene de mãos são caminhos para a proteção profissional, independente de uma situação extrema de pandemia.

Antes de paramentar-se é necessário lembrar que a Norma Regulamentadora nº32, do Ministério do Trabalho, determina aos profissionais de saúde que para atuarem em serviços de saúde devem:

  • Fazer uso de sapatos fechados
  • Estar com as unhas pequenas
  • Proibido o uso de adornos

Tanto a paramentação e a desparamentação precisam da adesão da técnica adequada de higiene de mãos, com água e sabão ou com álcool gel a 70%.

 

O que a NR 32 fala sobre higiene de mãos:

  • “Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual”.
  • “Os quartos ou enfermarias destinados ao isolamento de pacientes portadores de doenças infectocontagiosas devem conter lavatório em seu interior”.
  • “O uso de luvas não substitui o processo de higiene de mãos, o que deve ocorrer, no mínimo, antes e depois do uso das mesmas”.

 

Equipamentos de proteção individual no contexto da COVID-19:

Os EPI que são necessários para atender casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, conforme a  atualização (em 08 de maio de 2020. Nota Técnica GVIMS/GGTES/ANVISA nº 07/2020. Orientações para a prevenção da transmissão de COVID-19 dentro dos serviços de saúde (complementar à nota técnica GVIMS/GGTES/ANVISA nº 04/2020) da Organização Mundial da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa-Ministério da Saúde):

  • Avental Comprido impermeável, de manga longa
  • Gorro
  • Óculos de proteção ou protetor facial
  • Máscara cirúrgica ou N95/PFF-2
  • Luvas
  • Sapato fechado impermeável que cubra o dorso do pé

Atenção: Quando o paciente estiver hipersecretivo, com sangramento, vômitos ou diarreia o profissional de saúde tem que usar avental impermeável.

Atenção: O jaleco não pode ser usado como um EPI.

 

Máscaras de tecido:

  • As máscaras devem ser usadas para impedir que a pessoa que a está usando espalhe secreções respiratórias ao falar, espirrar ou tossir (controle da fonte), desde que estejam limpas e secas.
  • Elas não são Equipamentos de Proteção Individual (EPI), portanto, não devem ser usadas por profissionais do serviço de saúde durante a permanência em áreas de atendimento a pacientes ou quando realizarem atividades em que é necessário uso de máscara cirúrgica ou de máscara de proteção respiratória N95/PFF2.
  • Pessoas que podem usar máscaras de tecidos dentro dos serviços de saúde: pacientes assintomáticos; visitantes e acompanhantes; profissionais que atuam na recepção, áreas administrativas (quando não tiver contato a menos de 1 metro com pacientes); profissionais de áreas em que não há assistência a pacientes como almoxarifado, farmácia (quando não tiver contato a menos de 1 metro com pacientes); profissionais de saúde e de apoio em situações em que não há necessidade do uso de máscara cirúrgica ou de máscara de proteção respiratória N95/PFF2.

 

O que a NR 32 fala sobre EPI:

“Todos trabalhadores com possibilidade de exposição a agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho adequada e em condições de conforto”.

“A vestimenta deve ser fornecida sem ônus para o empregado”.

“Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais”.

“O empregador deve providenciar locais apropriados para fornecimento de vestimentas limpas e para deposição das usadas”.

“A higienização das vestimentas utilizadas nos centros cirúrgicos e obstétricos, serviços de tratamento intensivo, unidades de pacientes com doenças infectocontagiosas e quando houver contato direto da vestimenta com material orgânico, deve ser de responsabilidade do empregador”.

Os equipamentos de proteção individual - EPI, descartáveis ou não , tem que estar a disposição em número suficiente nos postos de trabalho, de maneira que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição.

A paramentação e a desparamentação do profissional de saúde no contexto da COVID-19 se pautam nas medidas de precaução baseadas nas formas de transmissão do SARS-CoV-2, ou seja, por contato e por via respiratória. Sendo assim, o profissional tem que utilizar além das medidas de precauções padrão (higienização das mãos; descarte adequada de resíduos; cuidados com superfícies e ambiente, e outros), as demais medidas já estabelecidas:

  • Precauções para contato 
  • Precauções para gotículas
  • Precauções para aerossóis (em caso de procedimentos que possam gerar aerossóis)

 

Precaução de Contato:

  • Higienização das mãos
  • Avental
  • Luvas 
  • Quarto Privado

 

Indicações: Infecção ou colonização por microrganismo multirresistente, varicela, infecções de pele e tecidos moles com secreções não contidas no curativo, impretigo, herpes zoster disseminado ou em imunossuprimido, etc.

  • Usar luvas e avental durante toda manipulação do paciente, de cateteres e sondas, do circuito e do equipamento ventilatório e de outras superfícies próximas ao leito. Coloque-os imediatamente antes do contato com o paciente ou as superfícies e retire-os logo após o uso, higienizando as mãos em seguida.
  • Quando não tiver disponibilidade de quarto privado, a distância mínima entre dois leitos tem que ser de um metro.
  • Termômetro, esfignomanômetro e estetoscópio tem que ser de uso exclusivo do paciente.

 

Precauções para as gotículas:

  • Higienização das mãos
  • Máscara Cirúrgica (profissional)
  • Máscara Cirúrgica (paciente durante o transporte)
  • Quarto privativo

Higienize as mãos antes e depois do contato com o paciente: use óculos, máscara cirúrgica e avental quando tiver risco de contato com sangue ou secreções; e descarte adequadamente os pérfuro-cortantes. Quando não existir disponibilidade de quarto privativo, o paciente pode ser internado com outros infectados pelo mesmo microrganismo. A distância mínima entre os dois leitos tem que ser de um metro. O transporte do paciente tem que ser evitado, porém, quando for necessário ele deverá usar máscara cirúrgica durante toda a sua permanência fora do quarto.

 

Precauções para Aerossóis:

  • Higienização das mãos
  • Máscara PFF2 (N-95) (Profissional)
  • Máscara Cirúrgica (paciente durante o transporte)
  • Quarto privativo
  • Higienize as mãos antes e depois do contato com o paciente, use óculos, máscara e avental adequado quando houver risco de contato com sangue ou secreções, e descarte adequadamente os pérfuro-cortantes.
  • Deixa a porta do quarto sempre fechada e use a máscara PFF2 (N95) antes de entrar no quarto.
  • Quando não tiver disponibilidade de quarto privativo, o paciente pode ser internado com os outros infectados pelo mesmo microrganismo.
  • Pacientes com suspeita ou confirmação de tuberculose resistente ao tratamento não podem dividir o mesmo quarto com outros pacientes com tuberculose.
  • O transporte do paciente tem que ser evitado, porém, quando é necessário, ele tem que usar máscara cirúrgica durante toda a sua permanência fora do quarto.

É pretendido que cada profissional seja adepto das boas práticas no cotidiano laboral e uma delas, muito discutida atualmente, é seguir uma sequência correta para a colocação e retirada do EPI, de maneira que proporcione ao profissional de saúde a segurança no uso.

 

Paramentação:

  • Primeiramente, antes de entrar no quarto privativo do paciente com suspeita ou com diagnóstico confirmado de COVID-19:
  • Deve-se higienizar as mãos com álcool gel a 70% ou com água e sabão. Se caso as mãos apresentem sujidade visível é imprescindível o uso de água e sabão para higienizá-las.
  • Vestir o avental impermeável: Ele deve ser comprido e de manga longa e possibilitar a proteção completa do corpo. Ele tem que estar bem preso, na altura do pescoço e da cintura.
  • Colocar a máscara cirúrgica ou N-95. Sempre evitar de tocar na máscara, sempre a colocando utilizando os tirantes. Ajustar a máscara à face. As máscaras são de uso individual. Lembrar sempre, ao colocar a máscara N95 deve ser feito o teste de vedação.
  • Colocar o gorro, cobrindo as orelhas. Se assegurar que o cabelo esteja bem preso para evitar a contaminação no momento de retirada desse EPI.
  • Colocar os óculos e ou o protetor facial. Evitar tocar na região frontal. Os profissionais de saúde que usam óculos de grau devem usar sobre estes, óculos de proteção ou protetor facial. Os óculos de proteção tem que fornecer proteção lateral e os protetores faciais tem que fornecer proteção frontal e lateral. Realizar o ajuste do protetor facial na cabeça a depender do modelo.
  • Higienizar as mãos com álcool gel a 70%.

 

Dentro do quarto privativo do paciente com suspeita ou diagnóstico confirmado de COVID-19:

Higienizar as mãos com álcool gel a 70% ou com água e sabão. Caso as mãos apresentem sujidade visível é imprescindível o uso de água e sabão para higienizá-las.

Calçar as luvas. Quando o procedimento a ser feito exigir técnica asséptica tem que ser usadas luvas estéreis. Não é preciso usar dois pares de luvas. As luvas tem que ser usadas de maneira a cobrir o punho no avental.

 

Desparamentação:

Relatos mostram o alto risco de contaminação dos profissionais de saúde na hora da desparamentação depois do atendimento a casos suspeitos ou confirmados de COVID-19. Portanto, a desparamentação tem que ser usada cuidadosamente e sem pressa.

Seguir uma sequência correta e realizar a técnica de higiene de mãos imediatamente depois de retirar os EPI são caminhos que podem criar proteção ao profissional e diminuir o risco de contaminação.

Os EPI tem que ser retirados em uma área determinada, e se possível exclusiva para a desparamentação, de acordo com as recomendações do serviço de saúde, tanto dentro do quarto, quanto fora do quarto do paciente.

Caso seja possível para o ambiente de trabalho em serviços de saúde: ter um par de sapatos de uso exclusivo no local, ter roupas privativas de uso exclusivo no serviço de saúde e que sejam processadas no próprio serviço, bem como, que cada profissional tome banho antes de ir para casa e/ou assim que chegar em casa, tomar outro banho.

 

Antes da saída do quarto privativo do paciente, com suspeita ou com diagnóstico confirmado de COVID 19:

  • Retirar as luvas na técnica adequada.
  • Higienizar as mãos com água e sabão. Considerando a possibilidade de contato com respingo de material biológico durante a retirada da luva é preciso que se usa água e sabão para higienizar as mãos durante e após a desparamentação. Esse momento de higiene de mãos é um dos mais principais e mais delicados, visto que, se a sua mão não estiver higienizada adequadamente você vai contaminar a sua roupa privativa, ao tocá-la, no momento de retirar o avental.
  • Retirar o avental. Tocar apenas na parte interna do avental (é aqui que a sua mão irá tocar a roupa privativa e por isso, tem que estar limpas). Retirá-lo do avesso, enrolando-o, com delicadeza , de maneira a não favorecer a formação de aerossóis e a disseminação de partículas virais no ambiente, em objetos e superfícies. Descartar em recipiente destinado a resíduo infectante logo depois do uso, seguindo as orientações dos serviços de saúde e conforme o tipo de avental.
  • Higienizar as mãos com água e sabão. Considerando a possibilidade contato com das mãos com alguma região contaminada do avental, é recomendado a adoção da água e do sabão para esse momento de higiene de mãos, seguindo a técnica correta.

 

Saindo do quarto privativo do paciente com suspeita ou com diagnóstico confirmado de COVID-19:

  • Higienizar as mãos com álcool gel a 70% ou com água e sabão. Caso as mãos mostrem sujidade visível é imprescindível o uso de água e sabão para higienizá-las.
  • Tirar os óculos de proteção/protetor facial. Tocar nas laterais dos óculos/protetor facial. Colocar em um recipiente próprio, em um local específico que é reservado para realizar a descontaminação.
  • Para retirar o gorro, deve-se tocar na parte posterior para retirar e descartar em recipiente destinado a resíduo infectante. É necessário atenção, pois as laterais do gorro podem ter tido contato com material biológico.
  • Higienizar as mãos com álcool gel a 70% ou com água e sabão. De preferência, esse momento, tem que se usar água e sabão para a higiene de mãos, visto que o álcool a 70% não pode ser utilizado quando existe sujidade visível.
  • Retirar a máscara pelos tirantes. Se lembre que ela está contaminada, não toque na parte anterior. Seguir o descarte adequado da máscara, conforme orientação da sua unidade de saúde. A máscara cirúrgica não tem que ser reutilizada e tem que ser descartada sempre que estiver úmida ou a cada duas horas.
  • Todo EPI descartável, utilizado no atendimento a casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, devem ser desprezados em recipientes destinados a resíduos infectantes.

 

Descontaminação dos óculos de proteção/protetor facial:

NR 32:

“Devem ser elaborados manuais de procedimentos relativos à limpeza, descontaminação e desinfecção de todas as áreas, incluindo superfícies, instalações, equipamentos, mobiliário, vestimentas, EPI e materiais”. “Os manuais devem estar disponíveis a todos os trabalhadores”

NR 6:

“O fabricante nacional ou o importador deverá fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e higienização de seus EPI, indicando quando for o caso, o número de higienizações acima do qual é necessário proceder à revisão ou à substituição do equipamento, a fim de garantir que os mesmos mantenham as características de proteção original”

 

Produtos usados para descontaminação dos óculos de proteção/protetor facial:

Primeira opção: Com quarternário de amônio:

  • Higienizar as mãos.
  • Calçar as luvas.
  • Dirigir-se ao local destinado para fazer a higienização/desinfecção dos EPI.
  • Borrifar o quaternário de amônio sobre toda a sua superfície dos óculos de proteção/protetor facial.
  • Proceder à fricção da face interna dos óculos de proteção/protetor facial (parte menos contaminada) em direção à parte mais contaminada, ou seja, a parte anterior, externa. Seguir sempre um sentido único.
  • Aguardar 15 minutos para o próximo uso.
  • Acondicionar em local adequado para nova utilização

Segunda Opção: Com água e sabão

  •  Calçar luva de procedimento.
  •  Se dirigir ao local destinado para proceder a higienização/desinfecção dos EPI.
  •  Proceder a limpeza com água e sabão, por meio de fricção, dos óculos de proteção/protetor facial pela parte interna (menos contaminada) e, posteriormente, realizar limpeza da parte externa (mais contaminada).
  •  Enxaguar com abundância com água e coloca-los sobre superfície limpa.
  •  Proceder à secagem dos óculos de proteção/protetor facial com tecido absorvente ou papel toalha.
  •  Proceder à desinfecção dos óculos de proteção/protetor facial com álcool a 70% por meio de fricção, em sentido unidirecional, por, no mínimo, 30 segundos.
  •  Acondicionar em local adequado para nova utilização.

 

Uso de macacão:

A pandemia do COVID-19 trouxe à realidade brasileira a um novo EPI que deve ser utilizado por profissionais de saúde, mesmo já sendo realidade em outros países, o macacão para a proteção do corpo inteiro. Por ser um novo em contexto nacional, falta capacitação da equipe para a sua utilização. Além do mais, devido à pandemia de COVID-19, o tempo hábil para essa capacitação se tornou limitado o que pode ocasionar o uso inadequado desse insumo.

O fabricante do macacão deve informar a forma de descarte e/ou reutilização.

Caso a instituição que você trabalha opte pelo uso de macacão para uso durante o turno de trabalho, lembre-se que o risco maior de contaminação do profissional de saúde é no momento de desparamentação, então:

Macacão com zíper interno: é necessário que o macacão ofereça a opção de retirada interna, ou seja, é preciso que se tenha um zíper na parte interna do macacão ou alguma outra forma de retirá-lo sem tocar na parte frontal-externa, assim, o adequado ao desparamentar-se é:

 

Antes de sair do quarto privativo do paciente com suspeita ou com diagnóstico confirmado de COVID-19:

  • Retirar as luvas na técnica adequada.
  • Higienizar as mãos com água e sabão. Considerando a possibilidade de contato com respingo de material biológico durante a retirada da luva é preciso que se utilize água e sabão para higienizar as mãos durante e após a desparamentação. Esse momento de higiene de mãos é um dos mais delicados, visto que se a sua mão não estiver bem higienizada você vai contaminar a sua roupa privativa ao tocá-la, no momento de retirar o avental.
  • Retirar o macacão. Tocar apenas na parte interna do macacão (é aqui que a sua mão tocará a sua roupa privativa e por isso, devem estar limpas). Retirá-lo do avesso, enrolando-o, delicadamente de modo a não favorecer a disseminação de partículas virais no ambiente, em objetos e superfícies. Descartá-lo após o uso, seguindo as orientações do fabricante, do serviço de saúde e conforme o tipo de macacão.
  • Higienizar as mãos com água e sabão. Considerando a possibilidade de contato das mãos com alguma região contaminada do macacão, é recomendado a adesão da água e do sabão para esse momento de higiene de mãos.

 

Macacão sem abertura interna:

Veja a seguir a sequência correta de desparamentação:

  •  Abrir o zíper externo do macacão com a mão enluvada.
  •  Retirar as luvas.
  •  Higienizar as mãos com água e sabão.
  •  Retirar o macacão - pelo avesso. Sem tocar na parte externa.
  •  Higienizar as mãos com água e sabão.
  •  Retirar o gorro.

Dependendo do design do protetor facial, será necessário alterar a sequência de desparamentação, sendo ela:

  •  Retirar os óculos de proteção/protetor facial*.
  •  Retirar a máscara.
  •  Higienizar as mãos com água e sabão.
  •  Abrir o zíper externo do macacão com a mão enluvada.
  •  Retirar as luvas.
  •  Higienizar as mãos com água e sabão.
  •  Retirar o macacão - pelo avesso. Sem tocar na parte externa.
  •  Higienizar as mãos com água e sabão.
  •  Retirar o protetor facial*.
  •  Retirar o gorro.
  •  Retirar a máscara.
  •  Higienizar as mãos, preferencialmente, com água e sabão.