A Importância do Fluxo de Caixa no Planejamento Financeiro
Planejamento Financeiro
1 INTRODUÇÃO AO FLUXO DE CAIXA
Por serem capazes de fornecer resultados importantes e ajudar tanto no controle como no crescimento do negócio, algumas ferramentas já são mais do que consagradas na gestão empresarial. E o fluxo de caixa se encaixa perfeitamente nessa descrição, configurando-se como um dos recursos mais importantes para qualquer gestão financeira de qualidade!
Responsável por demonstrar as entradas e saídas financeiras do negócio, esse fluxo tem impacto direto no planejamento das ações da empresa, consequentemente interferindo em seus resultados. Quer entender melhor o assunto? Então descubra a seguir qual a importância do fluxo de caixa nas empresas e como ele atua no dia a dia
O que é fluxo de caixa?
O fluxo de caixa é uma ferramenta de gestão financeira que faz um controle detalhado sobre todas as entradas e saídas de recursos dentro de determinado período. Idealmente sendo feito dia a dia, esse fluxo ajuda a gestão a entender como é a movimentação financeira da empresa de uma maneira geral.
A ferramenta também pode ter um caráter preditivo, focando em um dado período no futuro. Com isso, quem está no comando da empresa passa a ter uma visão mais clara do que pode acontecer dali por diante, podendo também fazer comparações entre o fluxo previsto e o fluxo efetivamente realizado.
E qual a importância do fluxo de caixa?
Considerada uma das ferramentas mais necessárias para uma gestão de sucesso, o fluxo de caixa exerce um impacto elevado no comportamento da empresa e nos resultados que ela obtém. Essa importância se deve principalmente porque o fluxo de caixa:
Fornece uma análise sobre a saúde financeira
Uma importância do fluxo de caixa nas empresas diz respeito ao fato de que ele é capaz de fornecer uma análise bastante precisa sobre como está a saúde financeira do negócio. Isso é relevante porque nem sempre ganhar muito em um dia significa, efetivamente, lucrar nesse período.
Com a análise de fluxo de caixa é possível saber se a empresa ganha mais do que gasta — e se ela gasta mais para poder ganhar mais, por exemplo. Com isso, torna-se mais fácil perceber se o modelo de negócio é ou não rentável e se a empresa está com boa saúde nas finanças (afinal, se o fluxo de caixa está constantemente negativo, significa que algo está muito errado neste setor).
Garante mais controle financeiro
O controle financeiro também é garantido pelo fluxo de caixa, considerado uma das principais ferramentas para a tarefa. Ao fazer corretamente seu fluxo de caixa, a gestão passa a ter plena certeza sobre tudo o que entra e o que sai da empresa diariamente, identificando-se de onde vem cada receita e para que se destina cada dispêndio.
Isso permite, inclusive, que a empresa crie e mantenha um amplo histórico, que poderá ser consultado sempre que for necessário. O resultado de todo esse controle se vê a partir do aumento da segurança financeira do negócio como um todo.
Permite que a empresa se planeje financeiramente
Como também pode ser feito de maneira preditiva, o fluxo de caixa ajuda a empresa a se planejar financeiramente, a fim de absorver qualquer impacto futuro. Isso acontece, por exemplo, quando o negócio faz um fluxo de caixa para um determinado trimestre prevendo que acontecerá uma queda nas entradas devido à sazonalidade.
Ao saber disso, a empresa consegue começar a planejar desde já o que precisará fazer financeiramente para que os impactos dessa redução sejam os menores possíveis. Dessa forma, o fluxo de caixa é capaz de garantir mais solidez a seus processos.
Ajuda na otimização de custos
Um gerenciamento correto do fluxo de caixa também permite que a empresa identifique se algum setor, uma certa operação ou processo específico está consumindo mais recursos do que deveria. Nesses casos, é possível identificar onde há desperdício de recursos para atuar de maneira a garantir sua otimização, com uma redução benéfica nos gastos.
Com o fluxo de caixa também é possível acompanhar o impacto das medidas tomadas para essa redução, vendo se elas são realmente efetivas ou se uma nova atuação é necessária. Com isso, é possível garantir resultados cada vez melhores para a empresa.
Apoia o processo de tomada de decisão
Como o fluxo de caixa gera informação financeira e informação é um bem muito valioso para qualquer empresa que deseje ter sucesso, essa ferramenta também tem importância ao apoiar o processo de tomada de decisão como um todo.
Pense bem: uma gestão está muito mais preparada ao fazer uma avaliação de fluxo de caixa, diminuindo com isso as chances de que uma decisão seja tomada incorretamente. Com o fluxo de caixa em dia, a empresa pode planejar um investimento ou então prever uma necessidade de obtenção de recursos, por exemplo, favorecendo os resultados.
Mas como gerenciá-lo?
Tão importante quanto o fluxo de caixa em si é seu gerenciamento, já que é o que garante que essa ferramenta seja relevante e completa. No geral, o mais indicado é que o fluxo de caixa seja planejado para um determinado período, mas, mesmo assim, gerenciado dia a dia. Isso significa computar as entradas e saídas diárias das finanças do negócio.
Além disso, também é altamente recomendado que um sistema específico de gestão seja utilizado. Embora não haja nada de errado com o fluxo de caixa feito à mão, a verdade é que esse processo é mais demorado e menos eficiente, podendo ser ainda mais complicado quando se considera uma empresa com muitas operações ou contas complexas demais. Por isso é que gerenciar o fluxo de caixa por meio de um sistema de gestão não só é recomendado como é fundamental para gerar resultados realmente relevantes.
O fluxo de caixa é de grande importância para que a empresa possa conhecer, otimizar e planejar sua situação financeira. Como são informações valiosas, esse recurso é um grande apoiador da tomada de decisão empresarial, o que garante que o negócio se tornará mais robusto.
2 CONCEITOS DO FLUXO DE CAIXA
DFC
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) é “uma demonstração contábil que tem por fim evidenciar as transações ocorridas em determinado período e que provocaram modificações no saldo da conta Caixa.
Nada mais é que a diferença entre o valor recebido menos o valor pago em caixa, durante um determinado período do relatório financeiro, que resulta numa verificação da empresa se ela conseguirá arcar com seus acordos financeiros, ter dinheiro em caixa para o futuro, e ter capacidade em gerar ganhos mesmo quitando suas dívidas
É necessário entender claramente a função do tema exposto, pois a ausência de tal conhecimento e domínio pode gerar a falta de dinheiro no caixa da empresa e por fim, ocasionar a falência da mesma.
- A DFC, por sua vez, demonstra a origem e a aplicação de todo dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado período e o resultado desse fluxo. O caixa considerado engloba as contas Caixa e Bancos – por esse motivo, consideramos que seria mais adequada a intitulação Demonstração do Fluxo de Disponível. […] Utilizamos a denominação DFC por ser a forma geralmente mais adotada.
- A análise conjunta da DFC e da Demonstração do Resultado pode esclarecer situações controvertidas sobre o porquê de a empresa ter um lucro considerável e estar com o Caixa baixo, não conseguindo liquidar todos os seus compromissos. […] Embora, seja menos comum o porquê de a empresa ter prejuízo, embora o Caixa tenha aumentado.
É através da Demonstração dos Fluxos de Caixa que se verifica as mudanças tidas na área financeira da empresa durante um tempo.
Objetivo da DFC
informações sobre os fluxos de caixa são de suma importância, pois é por ela, na qual é constatado pelo indivíduo se a empresa possui capacidade em gerar caixa e a necessidade de utilização de seus recursos.
objetivos:
- Avaliar alternativas de investimentos.
- Avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas na empresa, […].
- Avaliar as situações presente e futura do caixa na empresa, posicionando-a para que não chegue a situações de liquidez.
- Certificar que os excessos momentâneos de caixa estão sendo devidamente aplicados.
então esse processo irá auxiliar de uma forma fantástica o crescimento da mesma no mercado, pois qualquer erro que possa vir a ocorrer, pode ocasionar perdas catastróficas em geral na empresa.
O objetivo essencial da DFC é disponibilizar informações relevantes sobre os fluxos financeiros (em dinheiro) de pagamentos e recebimentos realizados por uma empresa, no exercício (NETO, 2010).
Com a Demonstração do Fluxo de Caixa, a empresa sabe o momento que não possui em mãos o dinheiro necessário para cumprir com suas dividas, e a hora de investir a sobra do dinheiro que está parado no caixa, fazendo com que não se perda oportunidades futuras de ganhos.
A DFC não serve apenas para empresas, mas sim também para pessoas físicas que tenham algum tipo de negócio, pois é uma ferramenta indispensável.
TIPOS DE DFC
- Demonstração das “Entradas e Saídas” de Caixa, na qual é denominada de DESC.
- Demonstração do “Fluxo Líquido de Caixa”, na qual é denominada de DFLC.
Dessa maneira, com a utilização da DFLC – Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa, ele mostra o efeito de cada item no caixa da empresa, como a necessidade do capital de giro (que por sua vez é verificado de diversas formas) como nivel de estocagem, expansão ou redução de atividades, realização de investimentos, entre outros.
Com a DFLC, é possível verificar informações relevantes sobre o funcionamento financeiro da empresa no período em questão.
Trata da capacidade financeira da empresa:
- Produzir capital para permanecer e crescer o negócio.
- Liquidar dívidas de longos ou curtos períodos.
- Ser independente do curto prazo (MATARAZZO, 2010).
Definições
Abaixo a lista de denominações utilizadas nesse assunto:
- Caixa: compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis;
- Equivalentes de caixa: são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor;
- Fluxos de caixa: são as entradas e as saídas de caixa e equivalentes de caixa;
- Atividades operacionais: são as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento;
- Atividades de investimento: são as referentes à aquisição e venda de ativos de longo prazo e investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa;
- Atividades de financiamento: são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e endividamento da entidade.
É através da DFLC que se verifica se a empresa está produzindo recursos para financiar suas atividades comerciais, se resta dinheiro para quitar dívidas, fazer investimentos ou abater em financiamentos de longo prazo, pois exibi de uma forma bem clara os fatos principais para uma análise da gestão de caixa
CLASSIFICAÇÃO DE ENTRADAS E SAÍDAS DE CAIXA POR ATIVIDADES
São as classificações:
- atividades operacionais;
- atividades de investimentos;
- atividades de financiamento.
São os eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo, como no exemplo podemos detalhar:
- Recebimentos de caixa, pela prestação de serviços ou venda de mercadorias;
- Pagamentos de caixa prestadores de serviços;
- recebimentos e pagamentos de caixa para seguradoras.
A venda de um imóvel, por exemplo, pode gerar ganhos ou perdas, sendo dessa forma apurada como lucro líquido ou prejuízo. O resultado desse tipo de transação é originado através das atividades de investimento. Portanto, se fosse construído ou comprado um imóvel 7 para posterior aluguel para outras pessoas e depois revendido, é de origem das atividades operacionais. Os alugueis e o valor da venda recebido, também é de origem das atividades operacionais.
Fluxos Financeiros Operacionais: são os registros na Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) através das suas transações.
Que são: Entradas de Caixa: recebimentos de vendas realizadas a vista e de títulos representativos de vendas a prazo; recebimento de receitas financeiras provenientes de aplicações no mercado financeiro, dividendos de participações acionárias em outras empresas, outros recebimentos como indenizações de seguros, sentenças judiciais favoráveis etc.
Saídas de Caixa: pagamentos a fornecedores por compras a vista e de títulos representativos de compras a prazo, pagamentos de impostos, contribuições e taxas, pagamentos de encargos financeiros de empréstimos e financiamentos etc.
Assim, entendemos que as atividades operacionais é o funcionamento de uma empresa, ou seja, ela faz exercer as funções bem e com regularidade, fazendo com que a empresa opere em um mecanismo para gerar bons resultados, pois ela controla a hora de pagar e a hora de receber seus devidos valores.
Outro tipo de fluxo financeiro trata-se das atividades de investimento, que pode ser compreendida como:
- As transações com os ativos financeiros, as aquisições ou vendas de participações em outras entidades e de ativos utilizados na produção de bens ou prestação de serviços ligados ao objeto social da Entidade. As atividades de investimentos não compreendem a aquisição de ativos com objetivo de revenda.
3 PASSO A PASSO PARA FAZER UM BOM FLUXO DE CAIXA
Passo 1: Verifique o saldo inicial da empresa
A primeira coisa a fazer quando se decide criar uma gestão financeira mais rigorosa e sólida é verificar quanto de dinheiro sua empresa possui em caixa. Anotou a dica?
maneira, enxergar quanto sua empresa tem disponível.
Passo 2: Classifique suas receitas e despesas
Antes de começar a fazer os lançamentos de receitas e despesas para o fluxo de caixa, é importante que você classifique essas transações. Isso será muito útil no futuro, quando você quiser analisar as origens mais relevantes de recursos ou quais os custos poderão ser reduzidos ou cortados.
Não existe regra para a criação de categorias, basta pensar nos tipos de análises que você poderá vir a fazer, como, por exemplo, quanto gastou em marketing ou com entregas.
Sugestão: separar os lançamentos em aluguéis, telefone, material de escritório, luz, salários,
Passo 3: Registre todas as entradas de caixa do período
Passe a registrar tudo o que a empresa tem a receber em um período predeterminado. Para projetar o fluxo de caixa, o recomendado é considerar um período de 12 meses. Registre os pagamentos recebidos (à vista ou a prazo), as contas a receber e qualquer outra possível entrada de dinheiro. Além disso, informe sempre a data exata em que a transação aconteceu ou vai acontecer.
Passo 4: Registre todas as saídas de caixa do período
- Passe a registrar tudo o que a empresa tem a pagar, tanto no dia quanto a curto e médio prazo.
- Atente-se para o fato de que existem saídas que terão
- Seja o valor estimado ou fixo, o importante aqui é anotar todas as contas.
Passo 5: Atualize e corrija os lançamentos
Continue acrescentando todos os novos lançamentos que podem surgir e corrija valores que sofreram alteração, como por exemplo aquela conta de luz com valor estimado. A diferença entre as entradas e saídas de dinheiro será o saldo do seu caixa, ou seja, quanto você tem para operar.
De olho no passado e no presente
O que é demonstrativo de fluxo de caixa?
O demonstrativo de fluxo de caixa mostra exatamente onde, quando, quanto e como aconteceram as entradas e saídas de dinheiro no mês, oferecendo uma visão completa do caixa da empresa, do passado e presente.
Com isso, o gestor consegue enxergar a capacidade que o negócio tem para quitar suas dívidas, contratar mais funcionários ou comprar novos equipamentos, por exemplo.
De olho no futuro
O que é fluxo de caixa projetado?
O fluxo de caixa projetado é uma estimativa de valores e datas para o futuro do negócio. Ele indica, por exemplo, os melhores dias para pagar fornecedores e estabelecer novas datas de vencimento.
As previsões de fluxo de caixa podem ajudar a estimar sobras ou escassez no cofre da empresa, além de ser um indicativo da saúde e liquidez do negócio. Com esse recurso, o gestor consegue antecipar situações de risco e evitar uma crise.
Descomplique o fluxo de caixa com o QuickBooks
Para facilitar ainda mais a sua vida, com o QuickBooks você só precisa inserir os valores nos campos indicados. Automaticamente, eles vão aparecer de forma clara e organizada: ganhos, despesas, parcelamentos, pessoas e impostos.
Além disso, é possível gerar relatórios financeiros para entender a situação real da sua empresa. E vale lembrar que é tudo gratuito e com a mesma segurança de banco. Pronto, fluxo de caixa redondinho!
E os relatórios financeiros, para que servem?
Os relatórios financeiros são indicadores dos resultados do negócio, que apoiam o empreendedor na tomada de decisões. Eles mostram como está o faturamento de cada segmento da empresa e indicam o melhor caminho.
Está pensando em mudar o ponto da empresa ou abrir uma filial? Os relatórios conseguem indicar com facilidade se a empresa tem caixa disponível para isso, por exemplo.
Vantagens do fluxo de caixa para o seu negócio
- Identificar para planejar
A grande vantagem do fluxo de caixa é a identificação de ganhos e perdas de dinheiro, ajudando o microempreendedor a lidar com situações que aterrorizam os negócios, como redução de , por exemplo.
E claro, não precisa ser um especialista para fazer fluxo de caixa, mas a dedicação e disciplina do responsável pelo processo são fatores fundamentais para que haja consequências positivas.
- Lembre-se:
Para descomplicar a gestão financeira do seu negócio e manter o fluxo de caixa da empresa sempre em dia, aposte em soluções tecnológicas!