Planejamento Financeiro Familiar e Orçamento Doméstico
Planejamento Financeiro
1 O planejamento financeiro familiar
RESUMO
O planejamento financeiro familiar é um assunto que tem ganhado notoriedade com as mudanças decorrentes do grande estimulo comercial e também pelas políticas de crédito e financiamento cada vez mais voltadas ao consumidor e suas necessidades. Este trabalho teve como objetivo verificar a prática e a importância do Planejamento Financeiro Familiar (PFF) para um grupo de pessoas participantes de uma igreja situada no município de Cataguases – MG, buscando evidenciar a importância do PFF enquanto prática contábil; discutir a influência da idade, escolaridade e renda no habito do planejamento financeiro e controle orçamentário, bem como analisar as características e formas de controle orçamentário e verificar o hábito de poupar, o uso de crédito extra-orçamentário e o impulso consumista além de identificar os meios pelos quais os respondentes têm obtido informações sobre PFF e controle orçamentário.
O Planejamento Financeiro Familiar (PFF) é uma forma de organizar as finanças domésticas objetivando criar reservas que possibilitem uma situação mais favorável ou até mesmo a aquisição de bens. O orçamento é uma importante ferramenta desse planejamento, pois aponta a origem e as aplicações dos recursos auferidos. As informações iniciais obtidas sobre o PFF e orçamento são frutos de pesquisas bibliográficas. Dados primários foram coletados por meio de questionário, apontando para o interesse que a maior parte dos respondentes tem pelo assunto. Variáveis como idade, escolaridade e renda podem influenciar no processo de decisão sobre o ato de poupar ou gastar. È grande a importância dada para a prática do planejamento, entretanto alguns encontram dificuldades em concretizá-lo por desconhecerem como executar. Aqueles que conhecem o assunto, em grande parte obtiveram informações com familiares e amigos, além de cursos ou escola.
2 Introdução ao Planejamento Financeiro Familiar e Orçamento Doméstico
INTRODUÇÃO
No lar ,assim como em uma empresa, a administração dos recursos é de suma importância, pois serve de base para decisões, sobre quanto e como gastar dinheiro.
O assunto ainda é pouco explorado nas salas de aula, mas já se vem notando uma mudança de hábitos da população como aponta Nakata (2010) ao externar sua opinião sobre a busca crescente por conhecimentos sobre planejamento financeiro, o mesmo citou o publico presente na 50ª edição da Expomoney, que contou com aproximadamente 20.000 (vinte mil) pessoas. Segundo Nakata (2010) “tem se percebido que a cada ano que passa a procura por eventos, cursos e palestras sobre esse tema tem aumentado consideravelmente”.
Por esta razão, surgiu o interesse de pesquisa sobre o tema, e a pergunta: “Até onde controlamos nosso dinheiro e até onde ele nos controla?”.
Essa pergunta embora tenha conotação figurada retrata a realidade de algumas famílias que não conseguem administrar suas finanças e por isso torna-se oportuno o estudo do orçamento enquanto ferramenta de controle financeiro familiar.
Esse trabalho se justifica pela importância do tema no contexto familiar, pois o emprego dos recursos financeiros da família exerce influência na forma de vida dos indivíduos. Assim, o estudo de um grupo específico de pessoas pode contribuir para o conhecimento e entendimento dos aspectos envolvidos no hábito de realizar o planejamento financeiro familiar.
Saber como utilizar os recursos e praticar o planejamento financeiro familiar pode ajudar as famílias a exercerem melhor o seu papel de formadoras de indivíduos críticos e socialmente livres e independentes, tanto que a educação financeira já é item obrigatório nos currículos da pré-escola ao ensino médio de países como a Inglaterra (Cerbasi citado no MANUAL DE DUCAÇÃO FINANCEIRA, 200).
Esse estudo desenvolve-se em seis capítulos, a contar desta introdução que justifica e expõe os seus objetivos.
No capítulo 2 (dois) encontra-se o referencial teórico que encontra-se dividido em subcapítulos: a importância do planejamento financeiro, planejamento financeiro familiar e orçamento doméstico: conceitos e características, influência dos fatores socioeconômicos no hábito de planejar e como administrar o impulso consumista.
No capítulo 3 (três) é descrita a metodologia utilizada nesse estudo.
No capitulo 4 (quatro) são apresentados e discutidos os dados colhidos por meio de pesquisa exploratória realizada a partir da observação indireta que utilizou o questionário como instrumento de pesquisa.
No capitulo 4 (quatro) são apresentados e discutidos os dados colhidos por meio de pesquisa exploratória realizada a partir da observação indireta que utilizou o questionário como instrumento de pesquisa.
Logo em seguida, encontra-se listado o material referenciado que serviu de base a esse trabalho de pesquisa.
Não existiu a pretensão de se esgotar o tema, haja vista sua complexidade e amplitude. Buscou-se explorar o conteúdo bibliográfico existente sobre o tema e realizar levantamento de dados sobre as atitudes, opiniões e hábitos de controle financeiro de um grupo específico de indivíduos.
3 A importância do Planejamento Financeiro Familiar
A contabilidade enquanto ciência social estuda os fenômenos que causam a mutação do patrimônio das entidades e com isso verifica a obtenção de recursos e aplicação dos mesmos. Esse mesmo conceito pode ser aplicado ao cotidiano familiar, pois, nas palavras de Assis (1995) citado por Xavier (2009, p. 14) “a Contabilidade doméstica ou familiar tem como objetivo administrar os recursos econômicos familiares de forma que se possa apurar e demonstrar o equilíbrio entre os rendimentos e os gastos familiares ou individuais”.
Através de um planejamento financeiro é possível estabelecer metas de consumo realistas e planejar aquisições de médio e longo prazo, como aquisição de veículo, imóveis ou investimento em educação.
Controlar aquilo que se ganha e o que se gasta é fundamental para ter sucesso financeiro. É fato que, com controle financeiro é possível ter uma renda não muito alta e qualidade de vida. O contrario também ocorre, pessoas com rendimentos altos e nenhum controle parecem ver seu dinheiro escorrer entre os dedos devido o mau uso deste. Nessa linha de pensamento escreveu Cerbasi (2004) pontuando que riqueza não depende de quanto se ganha, mas sim da forma como se gasta.
A realização de sonhos como a compra da casa própria, de veículos ou ainda o planejamento do futuro da família passa pelo controle financeiro o que vem se tornando “uma onda” ainda que de forma tímida como citou Cerbasi ao dizer apesar de não ser a principal fonte de preocupação dos brasileiros a busca por controles vem surgindo e “provavelmente mostrará o seu esplendor ainda nessa década” (s.d., p. digital, acesso em 2010). Como pontuou o autor “todo jornal, revista e programa de televisão de variedades possui hoje uma seção voltada a economia doméstica, aos cuidados com o dinheiro e com os investimentos”.
Mas ainda que não esteja no topo das prioridades da sociedade, o avanço do tema tem sido para alguns autores, satisfatório, pois remete a um possível futuro mais consciente e financeiramente próspero
O IEF (Instituto de Estudos Financeiros, 2010) afirma que “um bom planejamento financeiro pessoal começa pela criação de um orçamento pessoal confiável, o que significa previsões com um satisfatório grau de precisão.” E continua analisando que “muitas pessoas se deparam com o fato de que as despesas projetadas são sempre superadas. Isto acontece, geralmente, porque o orçamento de despesas foi elaborado de modo incompleto.”
Planejamento Financeiro Familiar e orçamento doméstico: conceitos e características
Frankemberg apud Strate(s.d., p.digital 2010) conceituou planejamento familiar como o ato de “estabelecer e seguir uma estratégia que permita acumular bens e valores que formarão o patrimônio de uma pessoa ou família”.
No universo familiar, grandemente caracterizado por laços de afeto, a questão financeira pode influenciar de forma negativa nas relações que se estabelecem, visto que o descontrole orçamentário e a falta de planejamento e comunicação sobre gastos são capazes de gerar desarmonia e conflitos. Balbi (2006) discute esta questão mostrando que menos da metade dos casais entrevistados fazem planejamento conjunto para decidir prioridades e que boa parte deles brigam devido a questões financeiras.
O orçamento apresenta-se como ferramenta para se atingir o planejamento financeiro (TEIXEIRA, 2005) sendo a caderneta uma forma de organizar o orçamento e com isso obter um planejamento de despesas e gastos é utilizar a caderneta que possibilita listar despesas já consolidadas como: gastos com água e esgoto, energia elétrica, alimentação, gasolina e transporte.
A prática de anotações orçamentárias é discutida como fonte de informações que geram qualidade na efetivação do controle financeiro conforme exposto nas palavras do Instituto de Estudos Financeiros (IEF 2010):
“Um orçamento escrito indica a existência de um maior interesse pela sua utilização e fornece informações de melhor qualidade. Se o orçamento não está escrito (apenas na memória da pessoa), fornecendo-lhe informações sem uma maior precisão, sua efetiva utilidade será bem menor”.
Entretanto, o IEF afirma, também, que um orçamento escrito e formalmente organizado é apenas uma condição necessária para se ter um planejamento financeiro satisfatório. Muitas pessoas chegam a elaborar um orçamento, mas desistem ao verificar que ele não funciona a contento.
Na maioria das vezes, o descontrole se dá pelo fato das receitas serem menores que as despesas e por falta de um planejamento correto e sistemático dos gastos.
Para Strate (2010) a condição para que o orçamento seja construído e vivenciado é levar em conta as implicações decorrentes dele. Ela afirma ser importante se atingir pelo menos o ponto de equilíbrio, o nível onde receitas são iguais as despesas. Mas segundo a autora esse nível não aponta saúde financeira e sim ausência de dívidas. Mas na busca pelo equilíbrio orçamentário deve-se pensar na seguinte proposta: “É importante atentar para o fato de que elaborar um orçamento não é garantia de que o indivíduo terá uma vida financeira melhor, pois não basta apenas conhecer onde é aplicado o dinheiro é preciso refletir sobre as aplicações”. (Infomoney, 2010).
Para alguns planejar não é tarefa fácil como observou Cerbasi apud Strate (2010) ao afirmar: “passar a controlar esses gastos requer intensa disciplina durante um curto período de tempo, até que comecemos a prestar mais atenção nele”.
O entendimento das finanças de um modo geral passa pelo conceito de origens e aplicações, o que se pode chamar de receitas e despesas.
Para se estabelecer um melhor entendimento de receitas e despesas é importante enumerar esses fenômenos dentro do ambiente doméstico. Todos os autores citam as receitas e despesas mais normais e corriqueiras como destacado a seguir:Receitas são em geral: salários, receitas de aluguel, pensões, mesadas despesas, por sua vez são todos os gastos necessários à manutenção do lar como, por exemplo: energia elétrica, água, alimentação, transporte, moradia entre outros. Há ainda os gastos eventuais com manutenções esporádicas, presentes. Num terceiro grupo os gastos de caráter específico e urgente como doenças, falecimentos e emergências.
Nesta perspectiva, o PFF, algo mais amplo, é abordado como um instrumento de controle importante e altamente significativo, por agregar ao âmbito familiar a idéia da administração consciente dos recursos, por envolver o estabelecimento de metas e prioridades.
Porém em alguns casos isso não é tarefa simples, haja vista a diferença cultural e econômica dos indivíduos, sobre isso afirma Marques apud Teixeira (2005, pág. 11) que “conhecer os recursos e saber como e onde captá-lo e aplicar de forma suficiente requer habilidade e experiência”.
O orçamento doméstico de acordo com Assis apud Xavier (2005) é um agente de educação e prudência, não devendo ser utilizado apenas na concepção de controle e racionalidade. É um item importante do controle financeiro pessoal que permite o monitoramento de despesas e a previsão de eventuais dificuldades.
Influência dos fatores socioeconômicos no hábito de planejar
Ao abordar os fatores culturais e sociais envolvidos no hábito de planejar e poupar discutidos em pesquisa sobre estrutura do orçamento doméstico no município de São Paulo, o DIEESE (s.d., p. digital, 2010) relacionou a estrutura de consumo com base no rendimento familiar, ilustrando as diferenças que envolvem o hábito e a motivação de planejar.
A influência da idade, renda e escolaridade são citadas por Trindade et al (s.d., p.14 acesso em 2010) quando através de estudo de uma população feminina verificou-se que quanto menor o nível de renda auferida pela família e individualmente maior a propensão ao endividamento.
Cada fase tem suas características, necessidades e objetivos, sempre visando ao longo prazo: Fase pré-aprendizado: 0 a 13 anos É a fase da educação financeira. Os pais e educadores são os grandes aliados nesta preparação, que formarão os consumidores, poupadores e investidores de amanhã. Fase 1: 14 a 23 anos - Largada e formação. A saúde financeira começa nesta etapa. Mesada, cartão de crédito, cheque. É nessa fase que se formam os consumidores e gastadores conscientes. Fase 2: 24 a 33 anos - Períodos e tentativas. É a fase das tentações. O mercado está atrás das pessoas nesta fase com propostas "irrecusáveis" de crédito e financiamento. Essa é a hora de separar o joio do trigo e avaliar cada gasto e despesa. Fase ideal para assumir riscos maiores e traçar metas. Os investimentos que começarem nesta etapa serão importantes e essenciais para seu futuro e tranqüilidade financeira. Fase 3: 34 a 43 anos - A vida começa aos 40 Fase da família, da especialização, profissionalização e atualização. Com os filhos na escola, essa é a fase de focar em sua carreira e educação. Sempre de olho, também, no seu futuro financeiro. Época de acumular patrimônio. Fase 4: 44 a 53 anos - Meia-idade Com os filhos na faculdade, essa é a fase de pensar na aposentadoria. Quanto você já tem e quanto tempo tem para guardar mais? Época de fazer seguros.Fase 5: 54 a 64 anos - Preparação para as mudanças Época de agir com cautela e conservadorismo. Cuidado para não acabar com tudo o que conseguiu até agora.
Fase 6: acima de 65 anos - Merecidas aposentadorias Fase das respostas de tudo o que você fez nas primeiras fases. Quanto você guardou? Como está sua situação financeira?
Fase 7: Pós-aposentadoria Hora de aproveitar! O importante é viver cada fase, pensar no futuro, mas sem esquecer do presente. Conforme as fases acima, é possível perceber que as etapas estão interligadas e que o sucesso de cada uma depende da forma como lidamos com a outra. Só para mulheres De acordo com o instituto, o número de mulheres com 100 anos ou mais supera em duas vezes o número de homens na mesma faixa. Dessa forma, fica claro que elas precisam se preocupar ainda mais em como planejar o futuro financeiro.A maior tarefa, e talvez a mais complicada, é o acúmulo patrimonial. Nesse ponto, as mulheres ainda se encontram em desvantagem. Não só recebem menos (na média) do que os colegas do sexo masculino, o que acaba refletindo nas contribuições previdenciárias e capacidade de poupança, como também correm o risco de se ausentar por alguns períodos do mercado, para garantir a criação dos filhos.
Com relação ao fator educação em seu artigo Rocha (2004) afirma que:
A educação não é um bem de mercado nem público, mas um bem misto, pois além dos ganhos diretos das pessoas que estão recebendo a educação, uma expansão geral da mesma pode favorecer a mudança da sociedade. (...) A recompensa oriunda da busca pelo desenvolvimento humano vai além da melhoria na qualidade de vida, mais inclui também a influência sobre as habilidades produtivas das pessoas e, portanto, sobre o crescimento econômico em uma base mais sólida e amplamente compartilhada.
A variável educação tem fator importantíssimo na formação de indivíduos mais conscientes de suas finanças como afirma Nakata (2010) ao pontuar que: “com a educação financeira, as pessoas passaram a conhecer melhor os produtos financeiros disponíveis no mercado, a fazer escolhas inteligentes com aquilo que ganham (...)”. O autor defende que a busca pelo conhecimento sobre planejamento financeiro pode proporcionar ao indivíduo o alívio de “anos e anos de sacrifício e trabalho duro” e completa, com a opinião de Derek Bok, ex-reitor da faculdade de Havard que diz: “se você acha a educação cara, experimente a ignorância”, e de fato, as pessoas que buscam conhecer suas finanças e organizar sua vida financeira de forma equilibrada e racional tendem a obter o êxito em seus objetivos.
O impulso consumista
O apelo consumista é a causa do endividamento de alguns indivíduos da sociedade. De acordo com dados do Banco Central (s.d., p. digital, 2010):
A evolução dos empréstimos, em linha com os gastos referentes a investimento e consumo, segue impulsionada pela demanda intensa em modalidades específicas, como o crédito habitacional (...) as operações para aquisição de veículos e o crédito consignado.
Segundo Freitas e Moraes (s.d., p. digital, 2010) ao citar dados da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios realizada em 2008 (PNAD, 2008), se constatou um aumento na renda dos brasileiros de 2,8% (dois vírgula oito por cento) se comparados aos dados do ano de 2007.
Em linhas gerais esse aumento de renda pressupõe aumento também no consumo, e por isso é possível observar um aumento de oferta de linhas de crédito, cartões, financiamentos e toda espécie de “armadilha” aos menos preparados.
A administração dos próprios recursos segundo Sousa e Torralvo (s.d., p. digital, 2010) é o caminho para que o indivíduo consiga entre outras coisas, satisfazer seus desejos consumistas. Nesse mesmo estudo os autores abordaram o perfil consumista da população ao citarem o aumento no número de cartões de crédito.
Teixeira (2005 p. 84) afirma que o consumismo desenfreado pode ser prejudicial ao orçamento doméstico quando itens mais importantes deixam de ser comprados, uma maneira bem simples de evitar tal fato também e sugerida pela autora como, por exemplo: não andar com cartões de crédito na carteira, buscar atividades no âmbito familiar ou mesmo fora dele que dispense o uso de dinheiro, buscar ajuda profissional quando for detectado um impulso incontrolável por comprar, etc.
Comprar ou não comprar é um ato de decisão, em seu trabalho Souza e Torralvo levantaram esse aspecto do processo decisório defendendo que o mesmo exerce influência direta no PFF e afirmaram essa idéia da seguinte forma: “quando se depara com a possibilidade de comprar uma mercadoria ou contratar um serviço, o consumidor é forçado a tomar uma decisão: efetuar a compra ou satisfazer o desejo de poupar”. O estímulo consumista existente no comercio em geral pode desfavorecer os indivíduos que não conseguem resistir aos impulsos e levá-los a comprometer seu orçamento de forma inconsequente
Existem algumas dicas disponíveis em páginas eletrônicas como, por exemplo, o website meubolsoemdia, que podem fazer a diferença antes de tomar a decisão de comprar: verificar quanto a divida ira comprometer o orçamento mensal e analisar se realmente é uma necessidade urgente e de toda a família. Feitas essas considerações será possível ter um planejamento disciplinado e capaz de evitar situações como, por exemplo, inadimplência.
Outros hábitos simples podem contribuir para o controle do impulso consumista, como sugere Teixeira (2005 p. 85) são eles: “nunca comprar no mesmo dia que viu a mercadoria, comparar preços em pelo menos três estabelecimentos antes de finalizar a compra, estimar quantas horas de trabalho são necessárias para pagar pelo item e sobretudo planejar antes de comprar.
O Instituto de Estudos Financeiros (IEF) pontua em sua matéria “Planejamento Financeiro Pessoal” que “os dissabores das compras feitas por impulso costumam ser bem mais fortes e duradouros que as satisfações por elas proporcionadas.” E sugere como forma de controlar esses impulsos ações como sair sem talões de cheque e cartões de crédito, evitar passar em certos lugares ou mesmo levar as crianças ás compras.
Strate (2010) ao discutir sobre o assunto declara: “é necessário racionalizar para sobreviver dentro daquilo que se recebe e buscar melhoria de vida” (s.d., p.digital, acesso em 2010).
A administração dos próprios recursos é um processo de auto-conhecimento.
Sobre isso afirma Teixeira (2005, p. 11) “a maneira como a família administra seus recursos também afeta sua qualidade de vida, por serem os recursos escassos”, considerando a escassez como sendo: “Utilização de um recurso para satisfazer necessidades ou desejos, impossibilitando seu uso para outro propósito” (idem).
Para Teixeira (2005, p. 19) a organização familiar influencia na forma com que seus membros interagem uns com os outros e se reflete nas decisões que esses tomam e que afetam aos demais.
O que é importante a um membro do grupo pode não ser para outro e o processo decisório deve envolver a conversa aberta a fim de dirimir situações ambíguas.
Como afirma Oliveira apud Teixeira (2005, p. 50), novas e variadas concepções de valores acerca da vida em comum emergiram no Brasil ao longo das ultimas décadas, e apesar da crescente evolução observada em diversos segmentos de nossa sociedade alguns fatores contribuem de forma negativa para um ambiente de estimulo ao consumo consciente e o hábito de poupar e gastar racionalmente.