Emergências médicas em clínicas odontológicas
Noções Básicas em Urgência e Emergência na Odontologia
1 Procedimentos básicos
Noções básicas e procedimentos de emergência:
Na rotina diária dos profissionais de clínicas odontológicas deverão certificar se é necessário refazer a anamnese, pois é de suma importância para iniciar o tratamento bucal.
Em casos de intercorrência durante o atendimento, o cirurgião- dentista deve acionar imediatamente enfermeiros ou profissionais relacionados à saúde para aferir pressão arterial e tomar medidas protetivas para o paciente.
Observação: é importante as clínicas terem medicamentos básicos caso ocorra algum incidente.
Formas que o CD deverá realizar o atendimento ao paciente caso os enfermeiros não comparecerem no local:
- Ao iniciar qualquer atendimento de emergência, não retirar o usuário da cadeira. A cadeira oferece condições de atendimento até que o usuário possa ser removido com mais segurança, exceto se houver necessidade de reanimação cardiopulmonar.
- Caso haja queda da própria altura, em um primeiro momento, o usuário deverá ser atendido no chão (trauma cervical). Não tentar levantar o paciente, principalmente sem ajuda ou utilização dos aparatos de segurança.
O que fazer em casos casos de emergência:
Em casos de urgências durante o tratamento o cirurgião dentista ou auxiliar de saúde bucal é de recomendação acionar ajuda de outros profissionais da seguinte forma:
- durante o tratamento: acionar enfermeiros
- após o atendimento: encaminhar para um hospital próximo com ajuda de ambulância.
Os atendimentos de emergência deverão ser anotados em livro próprio, onde constarão o nome, o NIP, a ocorrência, o procedimento realizado e o destino do usuário, se possível, com o desfecho do caso.
Os atendimentos de emergência deverão ser anotados em livro próprio, onde constarão o nome, o NIP, a ocorrência, o procedimento realizado e o destino do usuário, se possível, com o desfecho do caso.
Veja a seguir o manual de orientação básica em caso de emergência, destinados aos profissionais de atendimento odontológicos, caso ocorra complicações durante o atendimento.
Noções básicas em primeiros socorros:
Os fundamentos básicos em noções em primeiros socorros é importante ser estudado por profissionais da saúde odontológica, pois em casos de ocorrer alguma complicação durante o atendimento poderão seguir os procedimentos corretos nos pacientes.
Entre os problemas frequentes que podem ocorrer durante o tratamento são:
- Lipotimia
- Síncope (Desmaio)
- Hipotensão Postural
- Hiperventilação
- Asma
- Sobredosagem anestésica (reação tóxica)
- Alergia ao medicamento
- Edema Angioneurótico (Angioedema)
- Choque
- Crise convulsiva
- Parada respiratória
- Parada cardíaca
- Hipoglicemia
- Infarto
- Crise hipertensiva
Importante:
Se o paciente estiver consciente e respirando é lipotimia.
Se o paciente estiver inconsciente e respirando é síncope.
Veja a seguir quais são os problemas mais comuns que ocorrem clínicas odontológicas: porque ocorrem, como se manisfesta e como o profissional deve agir.
2 Problemas frequentes em clínica odontológica:
Lipotimica
A lipotimia ou confusão mental é uma reação rápida com diminuição de respostas a estímulos.
Porque ocorre:
É a reação mais comum durante o tratamento odontológico. Ocorre uma vasodilatação vascular com a diminuição de fluxo sanguíneo cerebral, pode ser originária do estado de estresse emocional que o paciente vivencia; uma reação neurogênica.
Como se manifesta:
- Dilatação das pupilas;
- Náusea; palidez;
- Pés e mãos frios;
- pulso fraco e fino;
- Queda da pressão arterial;
- Suor frio.
Como agir:
- colocar o paciente deitado de costas (posição supina) e com os pés um pouco mais altos do que a cabeça (10 a 15 graus), que deve ficar na mesma altura do tórax – evitar Trendelenburg; se a paciente estiver grávida, colocá-la em decúbito lateral, sobre o lado D, fazendo um apoio no lado E com um cobertor ou travesseiro;
- afrouxar as vestes;
- manter livres as vias aéreas (proporcionar a passagem de ar, elevando a cabeça para trás e o mento para cima – hiperextensão cervical);
- verificar a respiração, pulso e pressão arterial (sinais vitais);
- administrar oxigênio (3 a 4 l/min);
- tranquilizar o paciente.
Síncope (desmaio)
A síncope possui sintomas idênticos à lipotimia, mas acrescenta a perda de consciência.
Porque ocorre:
Ocorre pelo estresse emocional que o paciente vivencia.
Como se manifesta:
- calor, palidez, sudorese.
- confusão mental
- baixa pressão arterial
- convulsão
Como agir:
- Colocar o paciente deitado de costas (posição supina) e com os pés um pouco mais altos do que a cabeça (10 a 15 graus), que deve ficar na mesma altura do tórax – evitar Trendelenburg;
- Afrouxar as vestes;
- Manter livres as vias aéreas (proporcionar a passagem de ar, elevando a cabeça para trás e o mento para cima – hiperextensão cervical);
- Verificar a respiração, pulso e pressão arterial;
- Administrar oxigênio (3 a 4 l/min);
- Tranquilizar o paciente.
A síncope pode apresentados em três tipos:
Tipo A: Respiração aumentada, pulso aumentado.
Tipo B: Respiração diminuída, pulso aumentado.
Tipo C: Respiração diminuída, pulso diminuído.
Observação: caso a recuperação não seja imediata, solicitar socorro médico, monitorando os sinais vitais e administrando oxigênio (3 a 4 l/min).
Hipotensão Postural
É uma queda da pressão arterial sistólica de 20 mmHg ou mais, quando o paciente passa da posição supina para a posição em pé.
Porque ocorre:
Geralmente, trata-se de uma reação neurogênica do paciente, podendo ser também uma reação adversa a alguns medicamentos de que o paciente faça uso (como, p. ex., anti-hipertensivos, especialmente, os diuréticos e bloqueadores dos canais de cálcio; psicoterápicos; opióides; anti-histamínicos e L-dopa, usado no tratamento de mal de Parkinson); raramente, associada à ansiedade ou ao medo.
Como se manifesta:
- Fome
- Confusão mental
- Sonolência
- Perda de consciência
- Comportamentos estranhos
Como agir:
- Colocar o paciente deitado de costas (posição supina) e com os pés um pouco mais altos do que a cabeça (10 a 15 graus), que deve ficar na mesma altura do tórax – evitar Trendelenburg;
- Manter livres as vias aéreas;
- Administrar oxigênio, se necessário;
- Monitorar os sinais vitais;
- Acalmar o paciente (falando: “ Tenha calma! Eu vou ajudá-lo.”);
- O paciente melhorando, levantar lentamente a cadeira, em etapas, e fazer com que permaneça sentado por alguns minutos antes de sair da cadeira.
Hiperventilação
Acontece geralmente com os pacientes jovens e ansiosos que é caracterizada pela ansiedade, acarreta o aumento do O2 e diminuição do CO2, no sangue, levando a um quadro clínico de alcalose respiratória.
Porque Ocorre:
Quase sempre, por ansiedade do paciente, mas pode haver causas orgânicas, como dor, acidose metabólica, intoxicação medicamentosa, hipercapnia, cirrose e desordens do SNC. O paciente respirando mais profundamente e/ou com maior frequência faz uma alcalose respiratória por aumento da troca gasosa nos pulmões, resultando no aumento da expiração de CO2 e, consequentemente, hipocapnia.
Como se manifesta:
- Confusão mental;
- Conversa desconexa;
- Mal-estar;
- Respiração ofegante (rápida e profunda);
- Tontura;
- Vista escura.
- Pode haver dor no peito,
- Formigamento ou agulhadas nos membros
- Espasmos e rigidez das mãos.
Como agir:
- Colocar o paciente sentado, ligeiramente reclinado;
- Acalmar o paciente;
- Fazer o paciente respirar o seu próprio ar expirado, colocando um saco de papel no rosto, ou com as mãos em forma de concha, Cobrindo a boca e o nariz do paciente;
- Não administrar oxigênio;
- Caso persistam os sintomas, um sedativo (por exemplo Diazepam 10 mg IM ).
3 Crises alérgicas frequentes em clinica odontológica
Asma
Caracteriza-se por bronco- espasmos reversíveis envolvendo as vias de área inferiores envolvendo as vias inferiores.
Os fatores podem ser:
- Exercícios
- Ar frio
- Infecções respiratórias
- Poluentes do ar
Porque ocorre:
Por constrição dos brônquios, devido à contração da musculatura desencadeada frequentemente por uma irritação dos pulmões.
Como se manifesta:
- Ansiedade;
- Cianose;
- Falta de ar (o paciente tem dificuldade para expirar);
- Respiração com sibilos.
Como agir:
- Colocar o paciente sentado confortavelmente, podendo incluir apoio dos braços para frente;
- Acalmar o paciente;
- Administrar oxigênio (5 a 7 l/min);
- Pedir ao paciente que auto-administre o broncodilatador em aerossol de seu próprio uso. Caso, por algum motivo, isto não seja possível, insufle 5 aplicações de Aerolin (Salbutamol apresentação em “spray” de 100 mcg/dose) num saco de papel, adapte-o na boca/nariz e peça para que o paciente inspire;
- Em casos mais graves, onde não houver regressão do episódio, administrar adrenalina 0,3 ml de uma diluição de 1:1.000 por via SC), e providenciar auxílio médico.
Superdosagem Anestésica (Reação Tóxica)
Ocorre em doses de anestésicos usados acima do recomendado pelos fabricantes.
Porque Ocorre:
Por excesso de dosagem ou, mais frequentemente, por injeção intravascular acidental.
Como Se Manifesta:
Através de excitação inicial, seguida por depressão do sistema nervoso central.
Sinais De Estimulação:
- Ansiedade;
- Apreensão;
- Convulsões;
- Hipertensão;
- Inquietação;
- Pulso rápido;
Sinais De Depressão:
- Confusão mental;
- Pulso fraco;
- Queda de pressão;
- Respiração lenta (queda da FR);
- Sonolência;
- Tontura;
- Visão turva;
- Dormência da língua e tecidos periorais.
- Pode haver perda de consciência.
Como agir:
- Suspender a anestesia;
- Colocar o paciente em posição confortável (semi-reclinada), se consciente; ou deitado de costas (posição supina) com os pés um pouco mais altos que a cabeça, que deve ficar na mesma altura do tórax, em caso de convulsões ou perda de consciência;
- Manter livres as vias aéreas;
- Administrar oxigênio;
- Monitorar os sinais vitais;
- Administrar anticonvulsivante, se necessário (preferencialmente, um sedativo do tipo benzodiazepínico, como Diazepam 10mg IM ou Midazolan, ou um anticonvulsivante tipo Depakene), e providenciar auxílio médico;
- Em caso de perda de consciência, considerar possibilidade de intubação orotraqueal.
Alergia Ao Medicamento (Reações Cutâneas Imediatas)
Porque Ocorre:
Por sensibilidade individual ao medicamento utilizado.
Como Se Manifesta:
Com coceiras, a face, pescoço, braços e mãos avermelhadas.
Como agir:
- Suspender a medicação e encerrar o procedimento odontológico;
- Posicionar o paciente confortavelmente;
- Avaliar a respiração e as frequências cardíaca e respiratória;
- Administrar anti-histamínico – Prometazina (Fenergan) IM 01 ampola 2 ml com 50 mg;
- Manter o paciente sob observação constante, durante 20 a 30 minutos, monitorando os sinais vitais (frequências cardíaca, respiratória e pressão arterial);
- Caso o quadro estabilize, sem sinais de envolvimento respiratório e cardiovascular, prescrever um anti-histamínico oral – Prometazina (Fenergan 25 mg) ou Loratadina (Claritin 10 mg), sendo 1 comprimido ao dia, até a remissão do quadro (geralmente, 2 a 3 dias);
- Não liberar o paciente sem acompanhante;
- Havendo sinais de dificuldade respiratória, além dos 3 primeiros passos:
- Providenciar auxílio médico;
- Administrar oxigênio;
- Não havendo melhora do quadro, administrar adrenalina 1:1.000 – 0,3 ml via SC;
- Monitorar as respostas cardiovasculares (freqüência cardíaca e pressão arterial), pois de acordo com a evolução do quadro, o mesmo volume da solução de adrenalina pode ser repetido a cada 15 a 30 minutos, quando já deve ter chegado o socorro médico;
- Cessados os sintomas respiratórios e/ou cardiovasculares da reação alérgica, administrar 1 ampola de Prometazina (Fenergan 50 mg), por via IM;
- Na maioria desses casos, o paciente deve necessitar de hospitalização.
Edema Angioneurótico (Angioedema)
É uma reação anormal do sistema imunológico a um medicamento.
Porque Ocorre:
Por sensibilidade individual ao medicamento utilizado.
Como Se Manifesta:
- Cianose;
- Coceira;
- Inchaço nos lábios, pálpebras, bochechas, faringe e laringe;
- Respiração barulhenta;
- Urticária.
Como agir:
- Suspender a medicação;
- Administrar anti-histamínico – Prometazina (Fenergan) SC, IM ou EV – 01 ampola 2 ml com 50 mg, nos casos em que não há sinais de dificuldade respiratória;
- Nos casos em que há dificuldade respiratória, providenciar auxílio médico;
- Instituir as medidas de suporte básico de vida;
- Administrar adrenalina 1:1.000 – 0,3 ml via SC, repetindo a dose a cada 15 a 30 minutos, se necessário;
- Oxigenar o paciente – 5 a 6 l/min;
- Quando o paciente voltar a respirar de forma adequada, administrar corticosteróide injetável (01 ampola de dexametasona 2,5ml com 2 mg/ml ou hidrocortisona 1 frasco ampola com 100 mg) e Prometazina (Fenergan) 01 ampola 2 ml com 50 mg, por via IM ou IV.
4 Choques e crises respiratórias frequentes durante o atendimento odontológico
Nesse capitulo iremos estudar as crises frequentes que acontecem dentro de clinicas odontológicas, e como conte-las.
Choque
Uma das causas do choque são as hemorragias. É o rompimento de vasos ou artérias sanguíneas nos tecidos e órgãos, como por exemplo:lesões devido a um trauma, nos acidentes automobilísticos, atropelamentos, quedas e etc. O choque ocorre através da redução do volume do sangue circulante em nosso corpo.
Como se manifesta:
O choque que ocorre em consultório odontológico, pode ocorrer durante a cirurgia oral quando o vaso sanguíneo ou artérias forem lesionados durante uma extração dentária, neste caso haverá fatniorragia (hemorragia do alvéolo dentário). O alvéolo é a cavidade óssea onde fica alojado o elemento dentário.
As grandes hemorragias podem levar o individuo a morte deviso o choque, portanto, é importante tentar parar o sangramento no local.
Os sintomas são:
- Hipotensão
- Aumento da frequência do pulso
- Pele fria
- Lábios roxo
- Palidez na face.
Nas fatniorragias as condutas para realizar hemostasia são:
- Esmagamento ósseo, ou seja, achatar o osso com ajuda de instrumento firme.
- Cera óssea: preencher a cavidade com a cera própria.
- Sutura: consistem aproximar os bordos da ferida impedindo a saída do sangue me uma maior área.
Como agir:
- Colocar o paciente deitado, com as pernas elevadas.
- Afrouxar as roupas do pacientes e cobri-lo para evitar perda de calor.
Crise convulsiva
São contrações crônicas generalizadas, geralmente dura de 5 a 10 minutos
Porque Ocorre:
Por estímulos desordenados dos neurônios cerebrais. Em Odontologia, pode ocorrer por estímulo do anestésico local (vasoconstrictor).
Como Se Manifesta:
- Confusão mental;
- Convulsões tônico-clônicas;
- Excitação;
- Mordedura da língua;
- Secreção espumosa na boca;
- Tremores.
Como agir:
- Colocar o paciente em decúbito lateral, para evitar que o mesmo aspire a secreção gástrica ou saliva;
- Manter livres as vias aéreas; aspirar as secreções;
- Prevenir injúrias ao paciente, removendo os objetos cortantes que estejam ao redor, bem como colares, brincos etc.;
- Afrouxar a gravata para facilitar a respiração (aliviar as roupas);
- Não tentar colocar qualquer instrumento ou mordedor de borracha entre as arcadas;
- Durante o episódio convulsivo, procure apenas conter delicadamente seus movimentos (principalmente os da cabeça), para evitar lesões físicas;
- Cessada a convulsão, manter o paciente em repouso por 5 a 10 minutos, sob observação. Administrar oxigênio (3 l/min) e monitorizar os sinais vitais;
- Caso seja um estado epilético, está indicada a injeção IV lenta de Diazepam (5 mg por minuto), até o máximo de 10 mg. A via IM também pode ser empregada, administrando-se 10 mg IM;
- Providenciar a remoção hospitalar.
Parada Respiratória:
Como Se Manifesta:
- Ausência de respiração;
- Cianose;
- Perda da consciência.
Como agir:
- Deixe o paciente sobre uma superfície firme. Com os dedos tire qualquer sujidade da boca do paciente como coágulo de sangue, dentaduras e etc.
- Incline devagar a cabeça para trás . Coloque uma mão sobre o seu pescoço , erguendo. Pressione a testa da pessoa com o posterior da palma da outra mão.
- Retire a mão da testa da vítima e tampe as narinas dela. Coloque sua boca sobre a boca da vítima, inspire e expire transferindo ar para o pulmão da vítima.
- Procure ouvir o ar deixando os pulmões da vítima.
Parada Cardíaca:
Como Se Manifesta:
- Ausência de batimentos cardíacos;
- Ausência de pulso;
- Possível perda da respiração;
- Pupilas dilatadas;
- Queda da pressão sanguínea.
Como agir:
- Iniciar manobras de reanimação cardiopulmonar;
- Considerar possibilidade de intubação orotraqueal;
- Transferir imediatamente o paciente para o hospital.
Manobras De Reanimação Cardiopulmonar:
- Liberar as vias aéreas, desobstruindo-as de qualquer corpo estranho;
- Colocar o paciente em superfície dura (chão);
- Promover a hiperextensão cervical, formando um ângulo reto entre o plano mento-occipital e o plano horizontal (chão);
- Com a mão direita, apoiar a região cervical, levantando-a ligeiramente e, com a mão esquerda, tracionar a região frontal;
- Promover a ventilação “ boca-a-boca" (ao realizar a manobra, utilizar-se de um material de proteção, vide lenço ou alguma material similar), tomar o cuidado de tampar o nariz para que não haja falta de ar nas narinas;
- Promover a massagem cardíaca externa comprimindo o tórax de encontro à superfície horizontal na altura do 2o ao 4o espaço intercostal, na região aproximada onde se encontra o coração, ligeiramente à esquerda do osso esterno, a um palmo do mento, em direção ao osso xifóide, na região do osso esterno.
Regra para 1 socorrista (cirurgião- dentista):
02 (duas) ventilações para:
15 (quinze) massagens cardíacas externas - uma massagem por segundo, mentalizar a contagem (1001, 1002, 1003, … equivalente a cada segundo)
Regra para 2 socorristas (cirurgião + auxiliar de escritório):
01 (uma) ventilação para
05 (cinco) massagens cardíacas externas - uma massagem por segundo, contar em voz alta (1001, 1002, 1003, … equivalente a cada segundo)
Hipoglicemia Aguda (Choque Insulínico)
É um método de tratamento usado em algumas doenças mentais. O estado de choque é provocado pela insulina.
Porque ocorre:
Pode ocorrer em pessoas diabéticas que ficam muito tempo sem se alimentar ou que erram na dose de insulina.
Como se manifesta:
Dilatação das pupilas;
Irritabilidade;
Náuseas;
Nervosismo;
Queda da pressão sanguínea;
Sudorese abundante;
Taquicardia confusão mental;
Convulsões.
Como agir:
Se o paciente estiver consciente (com comportamento anormal, como estivesse embriagado), administrar carboidratos por via oral (água com açúcar, suco de laranja, refrigerantes, balas), a cada 5 a 10 minutos, até os sintomas desaparecerem.
1- Caso responda à administração de carboidratos, por via oral, manter sob observação por pelo menos 1 hora, antes de dispensá-lo com um acompanhante adulto. Encaminhar o paciente para uma consulta médica;
2- Caso não responda à administração de carboidratos, por via oral, solicitar socorro médico, e:
• administrar uma solução de glicose 25% (ampola 10 ml), via intravenosa, em injeção lenta;
• se o paciente estiver inconsciente, colocá-lo em posição supina, com os pés ligeiramente elevados em relação à cabeça (10 a 15 graus);
• providenciar socorro médico;
• administrar uma ampola (10 ml) de solução de glicose a 25%, pela via intravenosa, em injeção lenta;
• enquanto aguarda o socorro médico, instituir as medidas de suporte básico de vida e monitorizar os sinais vitais a cada 5 minutos.
Veja no próximo capitulo a definição dos sinais vitais, o que é infarto, crise hipertensivas e como ameniza- las.
5 Sinais vitais, infarto e crise hipertensivas
Infarto do Miocárdio
Caracteriza por dor torácica intensa, que vai para o braço esquerdo. Pode apresentar nos ombros, costas e mal estar abdominal.
Porque ocorre:
É uma situação que pode ocorrer em consultório dentário.
Angina: falta de sangue oxigenado para o suprimento cardíaco, geralmente, por obstrução aterosclerótica das artérias coronarianas.
Infarto: necrose tecidual no miocárdio por isquemia prolongada.
Como se manifesta:
- Compressão,
- Prensagem,
- Queimação,
- Dor ŕe- cordial
- Pulso e PA baixa.
Como agir:
- Posicionar o paciente confortavelmente, geralmente, em uma posição semi reclinada;
- Pedir auxílio médico;
- Procurar acalmá-lo, dizendo: “Tenha calma! Eu vou ajudá-lo!”;
- Administrar Isordil sublingual 1 comprimido de 5 mg;
- Administrar oxigênio (3 a 5 l/ min);
- Monitorar os sinais vitais;
- Caso após 10 a 15 minutos ainda persista a dor, repetir Isordil 5 mg 1 comprimido sublingual;
- Aliviando o desconforto, supor a ocorrência de angina pectoris. Diminuir lentamente o oxigênio durante 5 minutos;
- Caso suspeite de infarto do miocárdio (dor mais severa e prolongada), administrar 3 comprimidos de aspirina 100 mg;
- Providenciar auxílio médico;
- Administrar Dormonid 5 mg IM, para sedar o paciente;
- Administrar oxigênio ou mistura de N2O e O2 (analgesia inalatória);
- Monitorizar os sinais vitais, enquanto aguarda o auxílio médico;
- Em caso de parada cardiorrespiratória, instituir as manobras de RCP.
Crise Hipertensiva
Porque ocorre:
Aumento súbito da pressão arterial, com a pressão diastólica atingindo 130 mmHg ou mais, com um aumento correspondente na pressão sistólica, que poderá atingir 250 mmHg ou mais.
Como Se Manifesta:
- Sangramento gengival;
- excessivo pós-manipulação pelo dentista;
- hemorragia nasal espontânea (epistaxe).
Sintomas iniciais de dor de cabeça, tontura e mal-estar, confusão mental, agitação ou estado de coma superficial, AVC e convulsões.
Como agir:
- Colocar o paciente em uma posição confortável, evitando deitá-lo de costas, o que pode agravar os sintomas e o próprio quadro;
- Avaliar a pressão arterial e a freqüência cardíaca;
- Caso a crise seja leve a moderada (sistólica < 220, diastólica < 110; paciente assintomático), tranquilizar o paciente, encaminhando-o para avaliação médica imediata, com um acompanhante;
- Caso a pressão arterial atinja níveis extremamente altos (sistólica ≥ 220, diastólica, ≥ 130), caracterizando uma emergência hipertensiva, providenciar socorro médico.
Importante:
Observação 1: pode ser administrado Capoten (captopril) 25 mg sublingual, em caso de crise hipertensiva. Importante realizar anamnese, perguntando sobre efeitos indesejados já provocados por este medicamento.
Observação 2: segundo ANDRADE, E. D. & RANALI, J., a administração de antihipertensivos, via oral ou parenteral, para controle de uma crise hipertensiva arterial é de competência do médico. Portanto, o cirurgião-dentista não deve empregar tais medicamentos em ambiente ambulatorial, na tentativa de baixar a pressão arterial do paciente e prosseguir o tratamento
Observação 3: Todas as dosagens fornecidas são recomendadas para um adulto comum. As dosagens variam para crianças, idosos e para aqueles com doenças debilitantes. Recorrer a um livro de Referências Farmacológicas para informações adicionais sobre medicações.
Sinais vitais
Definição:
É o conjunto de sinais que regulam as funções do nosso corpo e que quando alterados,torna- se necessários que sejam descobertas as causas.
Os sinais vitais são:
- Pulso
- Pressão sanguínea
- Temperatura corporal
- Respiração
Pulso:
Quando o coração bate, ele bombeia sangue para todo o corpo, através dos tubos sanguíneos.
Na pulsação de batimentos ritímicos produzindo pelo coração comunicam - se com artérias.
As artérias e locais para verificação do pulso são:
- Artéria radical- sobre o osso rádio.
- Artéria facial- sobre a mandíbula.
- Artéria temporal superficial- acima e a frente da orelha.
- Artéria carótida- todo lado do pescoço.
- Artéria braquial- face interna do úmero.
- Artéria femoral- na região inguinal.
- Artéria dorsal do pé- no dorso do pé.
Pressão sanguínea:
Quando avaliamos a pressão sanguínea (pressão arterial) temos como objetivo determinas o trabalho do coração e resistência oferecido em vasos periféricos.
Sistólica: a pressão máxima chamada sistólica ocorre quando o ventrículo esquerdo impulsiona o sangue para dentro da artéria aorta.
Diastólica: o ponto mais baixo, pressão mínima ou pressão sempre é denominada diastólica.
A pressão é registrada em mm Hg: sistólica apresenta valores normais entre 100 a 140 mm Hg, e a diastólica entre 60 a 800 mm Hg.
Hipertensas: são pessoas com a pressão elevada.
Temperatura corporal:
A temperatura corporal é o equilíbrio mantido entre a produção e a perda de calor no organismo no ambiente.
A temperatura é um indicador do metabolismo em nosso organismo.
Segue os termo que são usados para denominar variações de temperatura:
- Hipotermia- temperatura abaixo da média normal.
- Hipertermia- temperatura acima da média normal.
- Hiperpirexia- febre acima de 40 graus.
A temperatura normal varia de 36 a 37,7 graus.
Respiração:
É o ato do efeito de respirar através do fenômeno da inspiração e expiração. Como nossos organismos não tem capacidade de armazenar oxigênio, há necessidade de recebe- lo através do sistema respiratório que é composto de:
- Nariz
- Faringe
- Laringe
- Traqueia
- Brônquios
- Pulmões.