Emergências médicas em clínicas odontológicas

Noções Básicas em Urgência e Emergência na Odontologia

1 Procedimentos básicos

 

Noções básicas e procedimentos de emergência:

Na rotina diária dos profissionais de clínicas odontológicas deverão certificar  se é necessário refazer a anamnese, pois é de suma importância para iniciar o tratamento bucal.

Em casos de intercorrência durante o atendimento, o cirurgião- dentista deve acionar imediatamente enfermeiros ou profissionais relacionados à saúde para aferir pressão arterial e tomar medidas protetivas para o paciente.

Observação: é importante as clínicas terem medicamentos básicos caso ocorra algum incidente.
 

 

Formas que o CD deverá realizar o atendimento ao paciente caso os enfermeiros não comparecerem no local:

 

  1. Ao iniciar qualquer atendimento de emergência, não retirar o usuário da cadeira. A cadeira oferece condições de atendimento até que o usuário possa ser removido com mais segurança, exceto se houver necessidade de reanimação cardiopulmonar.
  2. Caso haja queda da própria altura, em um primeiro momento, o usuário deverá ser atendido no chão (trauma cervical). Não tentar levantar o paciente, principalmente sem ajuda ou utilização dos aparatos de segurança.

 

O que fazer em casos casos de emergência:

 

Em casos de urgências durante o tratamento o cirurgião dentista ou auxiliar de saúde bucal é de recomendação acionar ajuda de outros profissionais da seguinte forma:

  • durante o tratamento: acionar enfermeiros  
  • após o atendimento: encaminhar para um hospital próximo com ajuda de ambulância.

Os atendimentos de emergência deverão ser anotados em livro próprio, onde constarão o nome, o NIP, a ocorrência, o procedimento realizado e o destino do usuário, se possível, com o desfecho do caso.

Os atendimentos de emergência deverão ser anotados em livro próprio, onde constarão o nome, o NIP, a ocorrência, o procedimento realizado e o destino do usuário, se possível, com o desfecho do caso.

Veja a seguir o manual de orientação básica em caso de emergência, destinados aos profissionais de atendimento odontológicos, caso ocorra complicações durante o atendimento.
 

Noções básicas em primeiros socorros:

 

 

 

Os fundamentos básicos em noções em primeiros socorros  é importante  ser estudado por profissionais da saúde odontológica, pois em casos de ocorrer alguma complicação durante o atendimento poderão  seguir os procedimentos corretos nos pacientes.


Entre os problemas frequentes que podem ocorrer durante o tratamento são:
 

  • Lipotimia
  • Síncope (Desmaio)
  • Hipotensão Postural
  • Hiperventilação
  • Asma
  • Sobredosagem anestésica (reação tóxica)
  • Alergia ao medicamento
  • Edema Angioneurótico (Angioedema)
  • Choque
  • Crise convulsiva 
  • Parada respiratória 
  • Parada cardíaca 
  • Hipoglicemia
  • Infarto 
  • Crise hipertensiva 
     

Importante:
 

  • Se o paciente estiver consciente e respirando é lipotimia.

  • Se o paciente estiver inconsciente e respirando é síncope.

  Veja a seguir quais são os problemas mais comuns que ocorrem clínicas odontológicas: porque ocorrem, como se manisfesta e como o profissional deve agir.

2 Problemas frequentes em clínica odontológica:

 

Lipotimica

A lipotimia ou confusão mental  é uma reação rápida com diminuição de respostas a estímulos.

Porque ocorre:

É a reação mais comum durante o tratamento odontológico. Ocorre uma vasodilatação vascular com a diminuição de fluxo sanguíneo cerebral, pode ser originária do estado de estresse emocional que o paciente vivencia; uma reação neurogênica. 
 

Como se manifesta:

  • Dilatação das pupilas; 
  • Náusea; palidez; 
  • Pés e mãos frios; 
  • pulso fraco e fino; 
  • Queda da pressão arterial; 
  • Suor frio.

Como agir:

  • colocar o paciente deitado de costas (posição supina) e com os pés um pouco mais altos do que a cabeça (10 a 15 graus), que deve ficar na mesma altura do tórax – evitar Trendelenburg; se a paciente estiver grávida, colocá-la em decúbito lateral, sobre o lado D, fazendo um apoio no lado E com um cobertor ou travesseiro;
  • afrouxar as vestes;
  • manter livres as vias aéreas (proporcionar a passagem de ar, elevando a cabeça para trás e o mento para cima – hiperextensão cervical);
  • verificar a respiração, pulso e pressão arterial (sinais vitais);
  • administrar oxigênio (3 a 4 l/min);
  •  tranquilizar o paciente.
     

 

Síncope (desmaio)

A síncope possui sintomas idênticos à lipotimia, mas acrescenta a perda de consciência.

Porque ocorre:

Ocorre pelo estresse emocional que o paciente vivencia.

Como se manifesta: 

  • calor, palidez, sudorese.
  • confusão mental
  • baixa pressão arterial 
  • convulsão

Como agir:

  • Colocar o paciente deitado de costas (posição supina) e com os pés um pouco mais altos do que a cabeça (10 a 15 graus), que deve ficar na mesma altura do tórax – evitar Trendelenburg;
  • Afrouxar as vestes;
  • Manter livres as vias aéreas (proporcionar a passagem de ar, elevando a cabeça para trás e o mento para cima – hiperextensão cervical);
  • Verificar a respiração, pulso e pressão arterial;
  • Administrar oxigênio (3 a 4 l/min);
  • Tranquilizar o paciente.

 

A síncope pode apresentados em três tipos: 
Tipo A: Respiração aumentada, pulso aumentado.
Tipo B: Respiração diminuída, pulso aumentado.
Tipo C: Respiração diminuída, pulso diminuído.
 

Observação: caso a recuperação não seja imediata, solicitar socorro médico, monitorando os sinais vitais e administrando oxigênio (3 a 4 l/min).
 

 

Hipotensão Postural

É uma queda da pressão arterial sistólica de 20 mmHg ou mais, quando o paciente passa da posição supina para a posição em pé.

Porque ocorre:

Geralmente, trata-se de uma reação neurogênica do paciente, podendo ser também uma reação adversa a alguns medicamentos de que o paciente faça uso (como, p. ex., anti-hipertensivos, especialmente, os diuréticos e bloqueadores dos canais de cálcio; psicoterápicos; opióides; anti-histamínicos e L-dopa, usado no tratamento de mal de Parkinson); raramente, associada à ansiedade ou ao medo.

Como se manifesta:

  • Fome
  • Confusão mental
  • Sonolência 
  • Perda de consciência
  • Comportamentos estranhos 

 Como agir:

  • Colocar o paciente deitado de costas (posição supina) e com os pés um pouco mais altos do que a cabeça (10 a 15 graus), que deve ficar na mesma altura do tórax – evitar Trendelenburg;
  • Manter livres as vias aéreas;
  • Administrar oxigênio, se necessário;
  • Monitorar os sinais vitais;
  • Acalmar o paciente (falando: “ Tenha calma! Eu vou ajudá-lo.”);
  • O paciente melhorando, levantar lentamente a cadeira, em etapas, e fazer com que permaneça sentado por alguns minutos antes de sair da cadeira.

     

 

Hiperventilação

Acontece geralmente com os pacientes jovens e ansiosos que é caracterizada pela ansiedade, acarreta o aumento do O2 e diminuição do CO2, no sangue, levando a um quadro clínico de alcalose respiratória.

Porque Ocorre:
Quase sempre, por ansiedade do paciente, mas pode haver causas orgânicas, como dor, acidose metabólica, intoxicação medicamentosa, hipercapnia, cirrose e desordens do SNC. O paciente respirando mais profundamente e/ou com maior frequência faz uma alcalose respiratória por aumento da troca gasosa nos pulmões, resultando no aumento da expiração de CO2 e, consequentemente, hipocapnia.

Como se manifesta:

  • Confusão mental; 
  • Conversa desconexa;
  • Mal-estar; 
  • Respiração ofegante (rápida e profunda);
  • Tontura; 
  • Vista escura.
  • Pode haver dor no peito, 
  • Formigamento ou agulhadas nos membros 
  • Espasmos e rigidez das mãos.

Como agir:

  • Colocar o paciente sentado, ligeiramente reclinado;
  • Acalmar o paciente;
  • Fazer o paciente respirar o seu próprio ar expirado, colocando um saco de papel no rosto, ou com as mãos em forma de concha, Cobrindo a boca e o nariz do paciente;
  • Não administrar oxigênio;
  • Caso persistam os sintomas, um sedativo (por exemplo Diazepam 10 mg IM ).
     

3 Crises alérgicas frequentes em clinica odontológica

 

Asma

Caracteriza-se por bronco- espasmos reversíveis envolvendo as vias de área inferiores envolvendo as vias inferiores.
Os fatores podem ser:

  • Exercícios 
  • Ar frio
  • Infecções respiratórias 
  • Poluentes do ar 

Porque ocorre:

Por constrição dos brônquios, devido à contração da musculatura desencadeada frequentemente por uma irritação dos pulmões.

Como se manifesta:

  • Ansiedade;
  • Cianose; 
  • Falta de ar (o paciente tem dificuldade para expirar); 
  • Respiração com sibilos.

Como agir:

  • Colocar o paciente sentado confortavelmente, podendo incluir apoio dos braços para frente;
  • Acalmar o paciente;
  • Administrar oxigênio (5 a 7 l/min);
  • Pedir ao paciente que auto-administre o broncodilatador em aerossol de seu próprio uso. Caso, por algum motivo, isto não seja possível, insufle 5 aplicações de Aerolin (Salbutamol apresentação em “spray” de 100 mcg/dose) num saco de papel, adapte-o na boca/nariz e peça para que o paciente inspire;
  • Em casos mais graves, onde não houver regressão do episódio, administrar adrenalina 0,3 ml de uma diluição de 1:1.000 por via SC), e providenciar auxílio médico.

 
 

 

Superdosagem Anestésica (Reação Tóxica)

Ocorre em doses de anestésicos usados acima do recomendado pelos fabricantes.
Porque Ocorre:
Por excesso de dosagem ou, mais frequentemente, por injeção intravascular acidental.

Como Se Manifesta:
Através de excitação inicial, seguida por depressão do sistema nervoso central.

Sinais De Estimulação:

  • Ansiedade; 
  • Apreensão;
  • Convulsões;
  • Hipertensão; 
  • Inquietação; 
  • Pulso rápido; 

Sinais De Depressão:

  • Confusão mental;
  • Pulso fraco; 
  • Queda de pressão;
  • Respiração lenta (queda da FR); 
  • Sonolência;
  • Tontura;
  • Visão turva;
  • Dormência da língua e tecidos periorais. 
  • Pode haver perda de consciência.

Como agir:

  • Suspender a anestesia;
  • Colocar o paciente em posição confortável (semi-reclinada), se consciente; ou deitado de costas (posição supina) com os pés um pouco mais altos que a cabeça, que deve ficar na mesma altura do tórax, em caso de convulsões ou perda de consciência;
  • Manter livres as vias aéreas;
  • Administrar oxigênio;
  • Monitorar os sinais vitais;
  • Administrar anticonvulsivante, se necessário (preferencialmente, um sedativo do tipo benzodiazepínico, como Diazepam 10mg IM ou Midazolan, ou um anticonvulsivante tipo Depakene), e providenciar auxílio médico;
  • Em caso de perda de consciência, considerar possibilidade de intubação orotraqueal.

 

 

 Alergia Ao Medicamento (Reações Cutâneas Imediatas)

Porque Ocorre:
Por sensibilidade individual ao medicamento utilizado.

Como Se Manifesta:

Com coceiras, a face, pescoço, braços e mãos avermelhadas.

Como agir:

  • Suspender a medicação e encerrar o procedimento odontológico;
  • Posicionar o paciente confortavelmente;
  • Avaliar a respiração e as frequências cardíaca e respiratória;
  • Administrar anti-histamínico – Prometazina (Fenergan) IM 01 ampola 2 ml com 50 mg;
  • Manter o paciente sob observação constante, durante 20 a 30 minutos, monitorando os sinais vitais (frequências cardíaca, respiratória e pressão arterial);
  • Caso o quadro estabilize, sem sinais de envolvimento respiratório e cardiovascular, prescrever um anti-histamínico oral – Prometazina (Fenergan 25 mg) ou Loratadina (Claritin 10 mg), sendo 1 comprimido ao dia, até a remissão do quadro (geralmente, 2 a 3 dias);
  • Não liberar o paciente sem acompanhante;
  • Havendo sinais de dificuldade respiratória, além dos 3 primeiros passos:
  • Providenciar auxílio médico;
  • Administrar oxigênio;
  • Não havendo melhora do quadro, administrar adrenalina 1:1.000 – 0,3 ml via SC;
  • Monitorar as respostas cardiovasculares (freqüência cardíaca e pressão arterial), pois de acordo com a evolução do quadro, o mesmo volume da solução de adrenalina pode ser repetido a cada 15 a 30 minutos, quando já deve ter chegado o socorro médico;
  • Cessados os sintomas respiratórios e/ou cardiovasculares da reação alérgica, administrar 1 ampola de Prometazina (Fenergan 50 mg), por via IM;
  • Na maioria desses casos, o paciente deve necessitar de hospitalização.

 

Edema Angioneurótico (Angioedema)

 É uma reação anormal do sistema imunológico a um medicamento.

 Porque Ocorre:
 Por sensibilidade individual ao medicamento utilizado.

Como Se Manifesta:

  • Cianose;
  • Coceira; 
  • Inchaço nos lábios, pálpebras, bochechas, faringe e laringe;
  • Respiração barulhenta;
  • Urticária.

Como agir:

  • Suspender a medicação;
  • Administrar anti-histamínico – Prometazina (Fenergan) SC, IM ou EV – 01 ampola  2 ml com 50 mg, nos casos em que não há sinais de dificuldade respiratória;
  • Nos casos em que há dificuldade respiratória, providenciar auxílio médico;
  • Instituir as medidas de suporte básico de vida;
  • Administrar adrenalina 1:1.000 – 0,3 ml via SC, repetindo a dose a cada 15 a 30 minutos, se necessário;
  • Oxigenar o paciente – 5 a 6 l/min;
  • Quando o paciente voltar a respirar de forma adequada, administrar corticosteróide injetável (01 ampola de dexametasona 2,5ml com 2 mg/ml ou hidrocortisona 1 frasco ampola com 100 mg) e Prometazina (Fenergan) 01 ampola 2 ml com 50 mg, por via IM ou IV.

4 Choques e crises respiratórias frequentes durante o atendimento odontológico

 

Nesse capitulo iremos estudar as crises frequentes que acontecem dentro de clinicas odontológicas, e como conte-las.

 

Choque

Uma das causas do choque são as hemorragias. É o rompimento de vasos ou artérias sanguíneas nos tecidos e órgãos, como por exemplo:lesões devido a um trauma, nos acidentes automobilísticos, atropelamentos, quedas e etc. O choque ocorre através da redução do volume do sangue circulante em nosso corpo.  

Como se manifesta:

O choque que ocorre em consultório odontológico, pode ocorrer durante a cirurgia oral quando o vaso sanguíneo ou artérias forem lesionados durante uma extração dentária, neste caso haverá fatniorragia (hemorragia do alvéolo dentário). O alvéolo é a cavidade óssea onde fica alojado o elemento dentário. 

As grandes hemorragias podem levar o individuo a morte deviso o choque, portanto, é importante tentar parar o sangramento no local.

Os sintomas são:

  • Hipotensão
  • Aumento da frequência do pulso
  • Pele fria 
  • Lábios roxo
  • Palidez na face.

Nas fatniorragias as condutas para realizar hemostasia são:

  • Esmagamento ósseo, ou seja, achatar o osso com ajuda de  instrumento firme.
  • Cera óssea: preencher a cavidade com a cera própria.
  • Sutura: consistem aproximar os bordos da ferida impedindo a saída do sangue me uma maior área.

Como agir:

  • Colocar o paciente deitado, com as pernas elevadas.
  • Afrouxar as roupas do pacientes e cobri-lo para evitar perda de calor.

 

Crise convulsiva
São contrações crônicas generalizadas, geralmente dura de 5 a 10 minutos

Porque Ocorre:
Por estímulos desordenados dos neurônios cerebrais. Em Odontologia, pode ocorrer por estímulo do anestésico local (vasoconstrictor).

Como Se Manifesta:

  • Confusão mental; 
  • Convulsões tônico-clônicas;
  • Excitação; 
  • Mordedura da língua; 
  • Secreção espumosa na boca;
  • Tremores.

Como agir:

  • Colocar o paciente em decúbito lateral, para evitar que o mesmo aspire a secreção gástrica ou saliva;
  • Manter livres as vias aéreas; aspirar as secreções;
  • Prevenir injúrias ao paciente, removendo os objetos cortantes que estejam ao redor, bem como colares, brincos etc.;
  • Afrouxar a gravata para facilitar a respiração (aliviar as roupas);
  • Não tentar colocar qualquer instrumento ou mordedor de borracha entre as arcadas;
  • Durante o episódio convulsivo, procure apenas conter delicadamente seus movimentos (principalmente os da cabeça), para evitar lesões físicas;
  • Cessada a convulsão, manter o paciente em repouso por 5 a 10 minutos, sob observação. Administrar oxigênio (3 l/min) e monitorizar os sinais vitais;
  • Caso seja um estado epilético, está indicada a injeção IV lenta de Diazepam (5 mg por minuto), até o máximo de 10 mg. A via IM também pode ser empregada, administrando-se 10 mg IM;
  • Providenciar a remoção hospitalar.
     

 

Parada Respiratória:

Como Se Manifesta:

  • Ausência de respiração;
  • Cianose;
  • Perda da consciência.

Como agir:

  • Deixe o paciente sobre uma superfície firme. Com os dedos tire qualquer sujidade da boca do paciente como coágulo de sangue, dentaduras e etc.
  • Incline devagar a cabeça para trás . Coloque uma mão sobre o seu pescoço , erguendo. Pressione a testa da pessoa com o posterior da palma da outra mão.
  • Retire a mão da testa da vítima e tampe as narinas dela. Coloque sua boca sobre a boca da vítima, inspire e expire transferindo ar para o pulmão da vítima.  
  • Procure ouvir o ar deixando os pulmões da vítima.

 

 

Parada Cardíaca:

Como Se Manifesta:

  • Ausência de batimentos cardíacos; 
  • Ausência de pulso; 
  • Possível perda da respiração;
  • Pupilas dilatadas;
  • Queda da pressão sanguínea.

Como agir:

  • Iniciar manobras de reanimação cardiopulmonar;
  • Considerar possibilidade de intubação orotraqueal;
  • Transferir imediatamente o paciente para o hospital.

Manobras De Reanimação Cardiopulmonar:

  1. Liberar as vias aéreas, desobstruindo-as de qualquer corpo estranho;
  2. Colocar o paciente em superfície dura (chão);
  3. Promover a hiperextensão cervical, formando um ângulo reto entre o plano mento-occipital e o plano horizontal (chão);
  4. Com a mão direita, apoiar a região cervical, levantando-a ligeiramente e, com a mão esquerda, tracionar a região frontal;
  5. Promover a ventilação “ boca-a-boca"  (ao realizar a manobra, utilizar-se de um material de proteção, vide lenço ou alguma material similar), tomar o cuidado de tampar o nariz para que não haja falta de ar nas narinas;
  6. Promover a massagem cardíaca externa comprimindo o tórax de encontro à superfície horizontal na altura do 2o ao 4o espaço intercostal, na região aproximada onde se encontra o coração, ligeiramente à esquerda do osso esterno, a um palmo do mento, em direção ao osso xifóide, na região do osso esterno.

 

 

 

Regra para 1 socorrista (cirurgião- dentista):

02 (duas) ventilações para:
15 (quinze) massagens cardíacas externas - uma massagem por segundo, mentalizar a contagem (1001, 1002, 1003, … equivalente a cada segundo)

Regra para 2 socorristas (cirurgião + auxiliar de escritório):
01 (uma) ventilação para 
05 (cinco) massagens cardíacas externas - uma massagem por segundo, contar em voz alta (1001, 1002, 1003, … equivalente a cada segundo)
 

 

Hipoglicemia Aguda (Choque Insulínico)

É um método de tratamento usado em algumas doenças mentais. O estado de choque é provocado pela insulina.

Porque ocorre:

Pode ocorrer em pessoas diabéticas que ficam muito tempo sem se alimentar ou que erram na dose de insulina.

Como se manifesta:

  • Dilatação das pupilas; 

  • Irritabilidade; 

  • Náuseas; 

  • Nervosismo; 

  • Queda da pressão sanguínea; 

  • Sudorese abundante; 

  • Taquicardia confusão mental; 

  • Convulsões.

Como agir:

Se o paciente estiver consciente (com comportamento anormal, como estivesse embriagado), administrar carboidratos por via oral (água com açúcar, suco de laranja, refrigerantes, balas), a cada 5 a 10 minutos, até os sintomas desaparecerem.

1- Caso responda à administração de carboidratos, por via oral, manter sob observação por pelo menos 1 hora, antes de dispensá-lo com um acompanhante adulto. Encaminhar o paciente para uma consulta médica;

2- Caso não responda à administração de carboidratos, por via oral, solicitar socorro médico, e:

• administrar uma solução de glicose 25% (ampola 10 ml), via intravenosa, em injeção lenta;

• se o paciente estiver inconsciente, colocá-lo em posição supina, com os pés ligeiramente elevados em relação à cabeça (10 a 15 graus);

• providenciar socorro médico;

• administrar uma ampola (10 ml) de solução de glicose a 25%, pela via intravenosa, em injeção lenta;

• enquanto aguarda o socorro médico, instituir as medidas de suporte básico de vida e monitorizar os sinais vitais a cada 5 minutos.
 

 

Veja no próximo capitulo a definição dos sinais vitais, o que é infarto, crise hipertensivas e como ameniza- las.

5 Sinais vitais, infarto e crise hipertensivas

 

Infarto do Miocárdio 

Caracteriza por dor torácica intensa, que vai para o braço esquerdo. Pode apresentar nos ombros, costas e mal estar abdominal.

Porque ocorre: 
 É uma situação que pode ocorrer em consultório dentário. 

Angina: falta de sangue oxigenado para o suprimento cardíaco, geralmente, por obstrução aterosclerótica das artérias coronarianas.

Infarto: necrose tecidual no miocárdio por isquemia prolongada.

Como se manifesta:

  •  Compressão, 
  •  Prensagem,
  •  Queimação,
  •  Dor ŕe- cordial
  •  Pulso e PA baixa.

Como agir:

  • Posicionar o paciente confortavelmente, geralmente, em uma posição semi reclinada;
  • Pedir auxílio médico;
  • Procurar acalmá-lo, dizendo: “Tenha calma! Eu vou ajudá-lo!”;
  • Administrar Isordil sublingual 1 comprimido de 5 mg;
  • Administrar oxigênio (3 a 5 l/ min);
  • Monitorar os sinais vitais;
  • Caso após 10 a 15 minutos ainda persista a dor, repetir Isordil 5 mg 1 comprimido sublingual;
  • Aliviando o desconforto, supor a ocorrência de angina pectoris. Diminuir lentamente o oxigênio durante 5 minutos;
  • Caso suspeite de infarto do miocárdio (dor mais severa e prolongada), administrar 3 comprimidos de aspirina 100 mg;
  • Providenciar auxílio médico;
  • Administrar Dormonid 5 mg IM, para sedar o paciente;
  • Administrar oxigênio ou mistura de N2O e O2 (analgesia inalatória);
  • Monitorizar os sinais vitais, enquanto aguarda o auxílio médico;
  • Em caso de parada cardiorrespiratória, instituir as manobras de RCP.

 

 

Crise Hipertensiva 

Porque ocorre:

Aumento súbito da pressão arterial, com a pressão diastólica atingindo 130 mmHg ou mais, com um aumento correspondente na pressão sistólica, que poderá atingir 250 mmHg ou mais.

Como Se Manifesta:

  • Sangramento gengival; 
  • excessivo pós-manipulação pelo dentista;
  • hemorragia nasal espontânea (epistaxe).

Sintomas iniciais de dor de cabeça, tontura e mal-estar, confusão mental, agitação ou estado de coma superficial, AVC e convulsões.

Como agir:

  • Colocar o paciente em uma posição confortável, evitando deitá-lo de costas, o que pode agravar os sintomas e o próprio quadro;
  • Avaliar a pressão arterial e a freqüência cardíaca;
  • Caso a crise seja leve a moderada (sistólica < 220, diastólica < 110; paciente assintomático), tranquilizar o paciente, encaminhando-o para avaliação médica imediata, com um acompanhante;
  • Caso a pressão arterial atinja níveis extremamente altos (sistólica ≥ 220, diastólica, ≥ 130), caracterizando uma emergência hipertensiva, providenciar socorro médico.

Importante:

Observação 1: pode ser administrado Capoten (captopril) 25 mg sublingual, em caso de crise hipertensiva. Importante realizar anamnese, perguntando sobre efeitos indesejados já provocados por este medicamento.

Observação 2: segundo ANDRADE, E. D. & RANALI, J., a administração de antihipertensivos, via oral ou parenteral, para controle de uma crise hipertensiva arterial é de competência do médico. Portanto, o cirurgião-dentista não deve empregar tais medicamentos em ambiente ambulatorial, na tentativa de baixar a pressão arterial do paciente e prosseguir o tratamento

Observação 3: Todas as dosagens fornecidas são recomendadas para um adulto comum. As dosagens variam para crianças, idosos e para aqueles com doenças debilitantes. Recorrer a um livro de Referências Farmacológicas para informações adicionais sobre medicações.

 

 

Sinais vitais

Definição:

É o conjunto de sinais que regulam as funções do nosso corpo e que quando alterados,torna- se necessários que sejam descobertas as causas.

Os sinais vitais são:  

  • Pulso
  • Pressão sanguínea
  • Temperatura corporal
  • Respiração

 

Pulso:

 

 

 

 

 

Quando o coração bate, ele bombeia sangue para todo o corpo, através dos tubos sanguíneos.

Na pulsação de batimentos ritímicos produzindo pelo coração comunicam - se com artérias.

As artérias e locais para verificação do pulso são:

  • Artéria radical- sobre o osso rádio.
  • Artéria facial- sobre a mandíbula.
  • Artéria temporal superficial- acima e a frente da orelha.
  • Artéria carótida- todo lado do pescoço.
  • Artéria braquial- face interna do úmero.
  • Artéria femoral- na região inguinal.
  • Artéria dorsal do pé- no dorso do pé.

 

Pressão sanguínea:

 

Quando avaliamos a pressão sanguínea (pressão arterial) temos como objetivo determinas o trabalho do coração e resistência oferecido em vasos periféricos.

Sistólica: a pressão máxima chamada sistólica ocorre quando o ventrículo esquerdo impulsiona o sangue para dentro da artéria aorta.

Diastólica: o ponto mais baixo, pressão mínima ou pressão sempre é denominada diastólica.

A pressão é registrada em mm Hg: sistólica apresenta valores normais entre 100 a 140 mm Hg, e a diastólica entre 60 a 800 mm Hg.

Hipertensas: são pessoas com a pressão elevada.

 

Temperatura corporal:

 

 

 

A temperatura corporal é o equilíbrio mantido entre a produção e a perda de calor no organismo no ambiente.

A temperatura é um indicador do metabolismo em nosso organismo.

Segue os termo que são usados para denominar variações de temperatura:

  • Hipotermia- temperatura abaixo da média normal.
  • Hipertermia- temperatura acima da média normal.
  • Hiperpirexia- febre acima de 40 graus.

A temperatura normal varia de 36 a 37,7 graus.

 

Respiração:

 

 

 

É o ato do efeito de respirar através do fenômeno da inspiração e expiração. Como nossos organismos não tem capacidade de armazenar oxigênio, há necessidade de recebe- lo através do sistema respiratório que é composto de:

  • Nariz
  • Faringe
  • Laringe
  • Traqueia
  • Brônquios 
  • Pulmões.