Noções de Administração
Administração de Empresas
1 Conceitos básicos:
Conceito de Instituição:
Instituição é um agrupamento de pessoas físicas e jurídicas formalmente organizadas (estatuto social ou contrato social) que se dedicam à produção de bens, à oferta e prestação de serviços em amparo à saúde, cultura, esportes, segurança social, educação, proteção do ser humano e do ambiente natural, entre outras atividades.
As instituições pertencem a três grandes grupos:
- Instituições governamentais e empresas públicas.
- Empresas privadas.
- Organizações não governamentais (ONGS - OSCIPS).
Conceito e funções de uma empresa:
Empresa é um sistema integrado por pessoas, recursos econômicos, financeiros, materiais e tecnológicos que interage com a sociedade visando atender suas necessidades, anseios, desejos e expectativas, e é remunerada através de resultados econômicos, de forma direta ou indireta, por exercer essa interação.
Conceito e funções de uma empresa:
Uma empresa é um sistema que agrupa e coordena fatores de produção. Empresas têm como finalidade gerar ganhos adicionais, conhecidos como lucro ou resultado financeiro.
Uma empresa, além de maximizar seus resultados precisa também:
- Buscar melhoria contínua no seu desempenho.
- Satisfazer os anseios, os desejos, as necessidades e as expectativas de seus clientes (usuários).
- Praticar responsabilidade pública.
- Desenvolver sua equipe de colaboradores.
2 Fatores de produção:
- Recursos materiais: São os Recursos Físicos, como por exemplo: Prédios, edifícios, fábricas, instalações, máquinas, equipamentos, ferramentas, matéria-prima.
- Recursos financeiros: Exemplo: Dinheiro, créditos, financiamentos (próprios ou de terceiros).
- Pessoas: Toda forma de utilização da atividade humana em processos produtivos: Assalariados, terceirizados, prestadores de serviços autônomos.
- Ações mercadológicas: Conquista e atendimento ao Cliente a partir de ações de Marketing e Vendas.
- Estruturas administrativas: Abrangem as formas de organização e funcionamento da empresa.
Uma empresa em contato com o ambiente onde atua procura atingir objetivos. Para atingir seus objetivos uma empresa se estrutura em subsistemas que podem ser categorizados em:
- Principais; e
- Complementares.
Subsistemas de uma empresa:
- Principais: Produção, distribuição, marketing e vendas.
- Complementares: finanças, pessoal, auditoria, contabilidade, tecnologia da informação, entre outros
Setores da Economia:
Quanto à área econômica de atuação as empresas pertencem ao:
- Setor Primário ou Extrativo.
- Setor Secundário ou de Transformação.
- Setor Terciário ou de Prestação de Serviços.
Setor Primário ou Extrativo:
Obtêm o produto por ação direta sobre a natureza. Ex.: Pesca, Mineração, Extração de Madeira, de Petróleo. A Produção gerada pelo Setor Primário é quase sempre a matéria-prima do Setor Secundário. Outros Produtos do setor primário são oferecidos diretamente ao mercado: pescado, gás natural, animais e vegetais em geral.
Setor secundário - Empresas de Transformação:
Indústrias em geral. Exemplos: Indústrias de eletrodomésticos, de automóveis e peças automotivas, de móveis e utensílios domésticos, de máquinas e implementos industriais e agrícolas.
Setor Terciário ou Prestador de serviços:
Ex.: Empresas públicas de prestação de serviços, Agências de Propaganda, Escritórios de Advocacia, Consultorias, Comércio, Hospitais, Bancos, Escolas, Clubes, Transportes, Segurança etc.
Conceitos de Administração:
A palavra administração deriva do latim, AD (junto de) e MINISTRATIO (prestação de serviço), e significa a ação de prestar serviço ou ajuda.
Administrar é:
- Obter resultados através de um esforço coletivo orientado.
- Fixar objetivos e levar uma equipe a atingi-los; é decisivo que os objetivos sejam fixados, eles funcionam como as diretrizes, os indicadores para ações coerentes.
- Saber interpretar tendências e estar sempre à frente dos acontecimentos, percebendo as transformações, antecipando-se aos fatos.
- Administrar compreende planejar, organizar, dirigir e controlar atividades e recursos, visando atingir determinados objetivos.
A Administração compreende o conjunto de atividades organizadas (intelectuais, mecânicas ou braçais) desenvolvidas por uma pessoa ou por um grupo de pessoas para obter e utilizar de forma eficaz, uma determinada quantidade de recursos (financeiros, tecnológicos, naturais), visando atingir objetivos econômicos e/ou sociais previamente estabelecidos.
O processo de Administração compreende interpretar os objetivos propostos pela instituição e as necessidades de seus clientes ou usuários e estabelecer as maneiras de alcançá-las através de quatro “funções administrativas”.
3 Funções administrativas:
Planejamento:
Planejamento é a função administrativa que estabelece os objetivos e as linhas de ação adequadas para alcançá-los.
Organização:
Organização é a função administrativa que agrupa as atividades necessárias para a instituição atingir seus objetivos.
Direção:
Direção é a função administrativa que conduz e coordena o pessoal na execução das atividades planejadas e organizadas.
Controle:
Controle é a função administrativa que verifica se o que está sendo executado obedece ao que está planejado e organizado, para identificar erros ou desvios, a fim de corrigi-los e evitar sua repetição.
Gestão:
Gestão também é usado e interpretado como a ação de administrar. No setor público e em empresas de maior porte, o conceito de gestão está associado ao fator tempo. Um determinado grupo de gestores executa a gestão de uma instituição por um tempo pré-fixado.
O conceito de eficiência, eficácia e efetividade:
As funções administrativas visam:
- Proporcionar eficiência às instituições públicas e privadas;
- Obter eficácia nas ações desenvolvidas pelas instituições;
- Conseguir efetividade quanto aos benefícios oferecidos aos usuários.
O conceito de Eficiência:
A eficiência se refere aos meios: métodos, processos, regras e regulamentos. Refere-se a fazer bem feito no sentido mais amplo: aquilo que está sendo feito, considerando todos os aspectos e suas tendências, mas sem considerar se o que está sendo feito é realmente o que deveria ser feito. A eficiência está relacionada à forma utilizada para atingir resultados, sem considerar se esses resultados contribuem para alguma coisa ou não.
O conceito de Eficácia:
A eficácia se refere aos fins: Atingir objetivos e metas. Alcançar os resultados propostos. A eficácia não está diretamente ligada aos meios nem à forma, mas sim à capacidade de se atingir resultados esperados.
O conceito de Efetividade:
A efetividade se refere à mensuração (medição) da utilidade do produto oferecido ou do serviço gerado, considerando a sociedade como um todo e não apenas um usuário ou uma instituição.
A Filosofia e a missão institucional:
A filosofia de uma instituição, pública ou privada, é resultado das crenças e dos valores individuais de seus acionistas e administradores.
A missão da instituição:
A missão é a razão da existência da instituição.
Definir a missão é determinar o que a instituição se propõe fazer com base na filosofia existente e sem que haja conflitos internos ou externos a ela. Exemplo: Um executivo preocupado com a questão ecológica pode definir como missão de sua instituição a produção a partir de matérias-primas recicláveis.
4 Planejamento:
Conceito e Finalidades:
Planejamento é a função administrativa que estabelece os objetivos e as linhas de ação adequadas para alcançá-los. Planejar é escolher direções para se alcançar resultados desejados. Planejamento é a escolha consciente de cursos de ação, com base em objetivos, em fatos e na estimativa do que poderá ocorrer em cada alternativa disponível. A finalidade de um processo de planejamento, e de cada plano derivado dele, é facilitar a formulação e a posterior conquista dos objetivos estabelecidos.
Conceito de Plano:
É o documento resultante do processo de planejamento. É o instrumento que detalha um processo de planejamento e a programação das ações e atividades necessárias para a sua realização. O plano é um instrumento norteador das ações a serem desenvolvidas para a execução de um planejamento.
Níveis de planejamento:
- Planejamento estratégico,
- Planejamento tático e
- Planejamento operacional.
Planejamento estratégico:
É um processo administrativo, unificado e integrador, voltado para o estudo de alternativas e escolha de caminhos, de responsabilidade da alta administração, mas que gera reflexos em todos os níveis da instituição.
Planejamento estratégico palavras chaves:
- Cenários
- Mudanças
- Valores
- Missão
- Visão
- Oportunidades
- Ameaças
- Pontos fortes
- Pontos fracos
- Fatores Críticos de sucesso
- Objetivos e Metas
- Estratégias
Cenários:
Compreende a identificação das mudanças que estão acontecendo externamente à instituição. “Ler” cenários significa identificar e dimensionar mudanças e avaliar os impactos na instituição.
“Ler” Cenários é:
Acompanhar todas AS MUDANÇAS que estão acontecendo ao redor.
- Identificar NOVAS MUDANÇAS.
- Avaliar o IMPACTO DAS MUDANÇAS que estão ocorrendo ou vão ocorrer
Exemplos de leitura de cenários:
Aumenta a preocupação com a saúde e qualidade de vida. O Consumidor torna-se cada vez mais esclarecido e por conseqüência mais exigente.
Valores: São idéias fundamentais em torno das quais a instituição foi construída. Representam as convicções dominantes, as crenças básicas, aquilo em que a maioria das pessoas da instituição acredita. São elementos motivadores que direcionam as ações das pessoas na instituição, contribuindo para a unidade e a coerência do trabalho.
Missão:
- O que a instituição é: É o motivo da existência da instituição. É o papel desempenhado pela instituição na atualidade.
Visão:
- O que a instituição quer ser: Uma aspiração que é definida para ser o ponto de chegada da instituição no seu futuro.
Exemplos de Missão estratégica:
- McDONALD’S: “Servir alimentos de qualidade, com rapidez e simpatia, em um ambiente limpo e agradável.”
- SEBRAE: “Educação, negócios e informações para o desenvolvimento de uma sociedade empreendedora, ética e integrativa.”
- TAM: “Um dia seremos a maior companhia de aviação brasileira e estenderemos um tapete vermelho para receber nossos clientes”.
- DISNEY: “Criar um mundo onde todos possam se sentir crianças”.
- Oportunidades: São fatos ou situações que ocorrem fora da instituição e que a favorecem, especialmente se forem identificadas e aproveitadas a tempo.
- Ameaças: São fatos, situações ou fenômenos, atuais ou futuros, no contexto externo da instituição, que se não forem eliminados, minimizados ou evitados, podem dificultar o alcance dos objetivos.
- Pontos Fortes: São características internas à instituição, que podem ser potencializadas para aperfeiçoar seu desempenho.
- Pontos Fracos: São características internas à instituição que devem ser minimizadas para evitar influência negativa sobre o seu desempenho.
Fatores Críticos de Sucesso:
São padrões escolhidos para servirem de foco na busca da consolidação de uma marca, instituição ou projeto. Servem também para direcionar as ações de gerência.
Objetivos: Correspondem a alvos que a instituição deverá alcançar. Determinam para onde os esforços serão direcionados.
- Metas: Quantificam os objetivos e definem suas etapas. Também são entendidas como os passos intermediários para se alcançar um determinado objetivo. Exemplo: Reduzir em 1/3 os acidentes de trânsito, até Dezembro/2009.
Estratégias:
São formas de alocação de recursos (Financeiros, de Talentos Humanos e de Tecnologia), decididas por uma instituição, visando atingir objetivos específicos.
Planejamento Tático:
Adapta-se às restrições determinadas pelos métodos e procedimentos, às restrições do orçamento e às restrições de tempos para a execução. Envolve um ou apenas alguns departamentos da instituição. É alçada da administração média.
Planejamento Operacional:
Abrange projetos para serem executados no curto prazo. Envolve um ou apenas algumas áreas da instituição, e se refere a planos para obtenção de resultados considerados muito importantes. Normalmente se refere ao planejamento de ações que envolvem contato com o público, com o cliente, com o mercado.
5 Organização:
Conceito e finalidades:
Organização é a função administrativa que estrutura o agrupamento das atividades necessárias para atingir os objetivos da instituição. Organizar significa constituir o organismo social e material da empresa ou instituição, dividir tarefas, montar uma seqüência de atividades, definir cargos, estabelecer níveis de autoridade e responsabilidade.
Finalidade da organização:
A finalidade da organização é agrupar os recursos disponíveis para que eles formem um conjunto eficiente e alcancem resultados previamente estabelecidos.
Fatores que norteiam uma organização:
Os três fatores principais que norteiam uma organização são:
- Estratégia;
- Tecnologia; e
- Ambiente.
Estratégia:
Na maioria das vezes quando ocorrem mudanças na estratégia de atuação de uma instituição é preciso rever a sua estrutura. A premissa então é a seguinte: A estrutura é uma função da estratégia. Por conseqüência, se a instituição não tem novas estratégias ou não tem estratégias definidas, não resolve nada reorganizar a sua estrutura.
Tecnologia:
O tipo de atividade e a tecnologia utilizada são fatores importantes na determinação da estrutura organizacional de uma instituição pública ou privada. Na maioria das situações, estruturas achatadas são aconselháveis para atividades únicas, porque facilitam o processo de comunicação. Estruturas com um número maior de níveis são recomendáveis para atividades com tecnologia mais complexa, onde as unidades de planejamento e controle precisam funcionar separadas das unidades operacionais.
Exemplo:
- Prestadoras de serviços muito especializadas.
- Agências governamentais.
Ambiente:
Quanto mais estável e previsível for o ambiente mais fácil para se organizar a instituição, utilizando funções e processos duradouros. Quanto mais instável e imprevisível for o ambiente, maior a importância de estruturar a instituição em bases flexíveis.
Princípios básicos de organização:
A organização administrativa baseia-se em cinco princípios:
- Princípio da Especialização;
- Princípio da Definição Funcional;
- Princípio da paridade entre Autoridade e Responsabilidade;
- Princípio Escalar ou Hierárquico;
- Princípio das Funções de Linha e de Staff (Apoio).
Princípio da Especialização:
A organização deve se fundamentar na divisão do trabalho que provoca a especialização das pessoas em determinadas atividades. A especialização produz um aumento da quantidade e da qualidade do trabalho executado.
Princípio da Definição Funcional:
O trabalho de cada pessoa, a atividade de cada órgão e as relações de autoridade e responsabilidade são aspectos que devem ser claramente formalizados.
Princípio da Definição Funcional:
As instituições geralmente utilizam o organograma, a descrição de cargos e o manual de organização para formalizar o princípio da definição funcional. O importante é deixar clara a posição de cada pessoa ou órgão na estrutura organizacional da instituição.
Princípio da paridade entre Autoridade e Responsabilidade:
- A autoridade é: O poder de dar ordens (orientar) e o direito de exigir do subordinado o cumprimento das ordens (orientações)
- A responsabilidade é: O dever de prestar contas ao superior hierárquico, ao usuário e à sociedade
O Princípio da Paridade:
Estabelece que precisa haver uma correspondência entre o volume de autoridade e de responsabilidade atribuída a cada pessoa ou órgão.
Essa equivalência é necessária para evitar que algumas pessoas ou órgãos tenham excessiva responsabilidade sem a necessária autoridade. Ou, demasiada autoridade para pouca responsabilidade. A cada responsabilidade deve corresponder uma autoridade que permita realizá-la e a cada autoridade deve corresponder uma responsabilidade equivalente.
Princípio Escalar ou Hierárquico:
Este princípio é decorrente do princípio anterior, e pode ser entendido assim: cada pessoa deve saber exatamente a quem prestar contas e sobre quem possui autoridade.
Princípio Escalar ou Hierárquico:
Refere-se à cadeia de relações diretas de autoridade de um superior para um subordinado em toda a organização, desde a base até a cúpula, onde geralmente está o executivo principal como autoridade máxima.
Princípio das Funções de Linha e de Staff (apoio):
Deve-se definir, da maneira a mais clara possível, a quantidade de autoridade atribuída a cada pessoa ou órgão, e a natureza dessa autoridade. Este princípio leva a distinção entre as funções de linha e de staff (apoio) dentro de uma instituição. As funções de linha estão diretamente ligadas aos objetivos principais da instituição; as funções de staff são aquelas que não se encontram diretamente ligadas aos objetivos. O critério da distinção é o relacionamento direto ou indireto com os objetivos da instituição e não o grau de importância de uma atividade sobre outra.
Organograma:
O organograma é o gráfico que representa a estrutura formal da empresa: a disposição e a hierarquia dos órgãos empresariais (áreas e setores).
Componentes da organização:
- TAREFAS: Determina a divisão do trabalho, gerando a especialização de atividades e de funções.
- PESSOAS: Compreende o número de pessoas utilizadas na instituição e as habilidades, aptidões, interesses, experiências e o desempenho e o comportamento de cada pessoa.
- ÓRGÃOS: O trabalho e as pessoas são agrupadas em órgãos. Os órgãos são dispostos em níveis hierárquicos. A departamentalização é determinada de acordo com os critérios de melhor atendimento aos objetivos da organização.
- RELAÇÕES: Compreende as relações entre as pessoas e o trabalho, o relacionamento entre uma pessoa com outras situadas em setores diferentes da instituição, o relacionamento informal entre os participantes em situações fora do trabalho, e todas as demais situações de interação humana.
Níveis hierárquicos - papéis e competências gerenciais:
A sobrevivência e o desenvolvimento de uma instituição, estão ligados à existência de uma estrutura de autoridade para dirigir as atividades individuais e das equipes de colaboradores. O processo de elaboração dessa estrutura chama-se hierarquização.
A hierarquização estabelece uma estrutura que detalha as posições hierárquicas responsáveis pelas atividades, e quais são as regras de relação ou de subordinação que precisam ser respeitadas.
As soluções para estabelecer os níveis hierárquicos, os papéis e as competências dos gerentes e demais ocupantes de cargos de comando, podem ser sintetizados em três diretrizes:
- Cadeia de comando.
- Unidade de comando.
- Amplitude de controle.
Cadeia de comando:
Cadeia de comando é o conjunto contínuo e interligado de comunicação que se espalha pela instituição, no sentido vertical, do mais alto escalão até a área operacional. Embora nada seja totalmente rígido em administração, a cadeia de comando pressupõe que na maioria das vezes, as atividades dos subordinados irão seguir o direcionamento estabelecido pelos seus superiores imediatos.
Unidade de comando:
O conceito de unidade de comando estabelece que cada colaborador reporta-se a apenas um superior imediato. A prática desta regra precisa ser buscada constantemente. Porque, satisfazer a dois ou mais superiores leva o colaborador a situações de dúvidas, “stress” e conflitos.
Amplitude de controle:
O conceito de amplitude de controle refere-se à determinação do número de pessoas que pode ser supervisionado por um superior hierárquico.
Variáveis que definem a amplitude de controle:
Variedade de atividades executadas na área controlada. Velocidade de inovações tecnológicas na instituição. O grau de complexidade das atividades e o grau de formação técnica do executante. Existência, ou não, de procedimentos padronizados. Maior ou menor volume de trabalho administrativo ou operacional desempenhado pelo gerente ou supervisor
Papéis e competências gerenciais:
A mudança constante de atividades a executar e das condições de execução, influenciam:
- No nível de autoridade de um gerente,
- No grau de informação que ele dispõe e
- Na competência legal ou técnica necessária para o desempenho do seu papel de gerente.
Quando o processo decisório está concentrado no topo da instituição, temos uma situação de centralização de comando. Quando o processo decisório se espalha pelos níveis mais inferiores, temos uma situação de descentralização de comando.
6 Direção:
Conceito e importância da Direção:
Direção é a função administrativa que conduz e coordena pessoas na execução das atividades planejadas e organizadas.
Conceito de Direção:
Dirigir significa conduzir, orientar e coordenar a equipe de colaboradores, decidir, emitir ordens, orientar os esforços dos subordinados visando o cumprimento dos objetivos. Dirigir significa interpretar os objetivos e os planos para os outros e dar as instruções de como executá-los.
Importância de Direção:
A Direção é considerada a mais importante das funções administrativas. Ela envolve conceitos de comunicação, motivação, uso da autoridade e poder. Para dirigir a equipe o administrador precisa saber dar ordens ou instruções, comunicar, motivar, liderar e coordenar as atividades dos diversos subordinados.
Direção:
A Direção é a terceira etapa do processo administrativo, depois do Planejamento e da Organização. O Planejamento e a Organização são etapas anteriores à execução dos trabalhos; a Direção é a etapa simultânea à execução.
O processo decisório:
O processo decisório de um diretor ou gerente tem normalmente a seguinte sequência (passo a passo):
- Identifica a existência de um problema ou de uma oportunidade.
- Estuda e define as alternativas possíveis para aproveitar a oportunidade ou gerenciar o problema.
- Avalia a relação custo/benefício econômico, político e social de cada alternativa possível
- Implementa a alternativa mais apropriada.
- Acompanha e controla a sua execução, fazendo as correções necessárias.
- Avalia os resultados alcançados para obter informações que alimentem novos processos decisórios.
Princípios básicos de direção:
A Direção fundamenta-se em quatro princípios:
- Princípio da unidade de comando
- Princípio da delegação
- Princípio da amplitude de controle
- Princípio da coordenação
Princípio da unidade de comando:
Cada colaborador deve subordinar-se a um e apenas um superior. A recíproca deste princípio é: Deve haver uma autoridade única sobre cada pessoa na instituição, para evitar a duplicidade de ordens.
Princípio da delegação:
É preciso que todas as atividades necessárias à realização dos objetivos empresariais sejam delegadas a um nível que possa executá-las adequadamente. A delegação significa a designação de tarefas, a transferência de autoridade e a exigência de responsabilidade pela execução daquelas tarefas.
Princípio da amplitude de controle:
Também chamado Princípio de Âmbito de Controle. Refere-se ao número ideal de subordinados que cada chefe pode supervisionar diretamente. Seu enunciado é o seguinte: Cada Chefe deve ter um número adequado de subordinados para poder supervisioná-los de forma eficaz.
Princípio da coordenação:
Também chamado Princípio das Relações Funcionais: Todas as atividades devem ser coordenadas e integradas tendo em vista um objetivo comum.
Direção na Gestão Pública:
Na gestão pública os cargos de direção e assessoramento são cargos de confiança, ocupados por pessoas selecionadas por critérios de confiança ou interesse político (sem concurso).
7 Controle:
Controle é a quarta função administrativa. O Controle acompanha todas as etapas do processo administrativo. Simultaneamente o Administrador planeja, organiza e dirige, e também desenvolve ações de controle. O Controle mede e corrige o desempenho dos colaboradores e das atividades para assegurar que os objetivos da instituição venham a ser atendidos.
A essência do Controle é a “Ação Corretiva”, que consiste na tomada de decisões no sentido de corrigir os possíveis desvios ocorridos. Controlar é estabelecer uma comparação entre o que foi planejado e o que efetivamente está sendo ou foi executado.
Finalidade do Controle:
A tarefa principal do controle é verificar se tudo está sendo feito conforme o planejado e organizado, de acordo com as orientações dadas. Visa identificar erros ou desvios, para corrigi-los e evitar sua repetição.
Objetivos e importância da função controle:
A função Controle tem dois objetivos importantes:
- Identificar e propor a correção de falhas ou erros: O controle detecta falhas ou erros no Planejamento, na Organização ou na Direção e aponta as medidas corretivas.
- Prevenir a ocorrência de novas falhas ou erros: Ao identificar e propor a correção de falhas ou erros, o Controle aponta os meios de evitá-los no futuro.
Fases do controle:
- Fase 1: Fixação de padrões de desempenho.
- Fase 2: Observação do desempenho.
- Fase 3: Comparação do desempenho atual com o desejado.
- Fase 4: Ação corretiva.
Fase 1: Fixação de padrões de desempenho: Os padrões podem ser expressos em tempo, valor monetário, unidades físicas, entre outros.
Fase 2: Observação do desempenho: Para um melhor controle do desempenho é importante compará-lo com desempenhos anteriores ou com estudos de desempenho realizados em outras instituições.
Fase 3: Comparação do desempenho atual com o desejado: Localiza-se as variações, erros ou desvios, e também projeta-se os resultados futuros. A comparação é feita através de inspeção visual, dispositivos mecânicos, questionários, sistemas informatizados, gráficos, relatórios e mapas.
Fase 4: Ação corretiva: É a essência do Controle. Permite corrigir efetivamente os erros ou desvios ocorridos.
As fases do Controle são cíclicas; não se esgotam com a simples correção dos erros ou desvios ocorridos. Devem ser utilizadas frequentemente.
Princípios básicos de controle:
- Princípio do objetivo: O Controle deve contribuir para o alcance dos objetivos através da indicação dos erros ou falhas a tempo de permitir ação corretiva eficaz. Então, o controle deve propor correções para que não haja desvios em relação aos objetivos.
- Princípio da definição dos padrões: O Controle deve basear-se em padrões bem definidos. Geralmente, os padrões são definidos no Planejamento, (portanto antes da execução dos trabalhos) e devem servir de critério (parâmetro) para o futuro desempenho.
- Princípio da exceção: Foi formulado por Taylor: O controle deve se concentrar sobre as situações excepcionais, isto é, sobre os desvios mais importantes e não sobre as situações normais.
- Princípio da ação corretiva: O Controle somente se justifica quando gera ação corretiva sobre os desvios ou falhas apontadas.
Áreas de controle:
- Área institucional:
Refere-se ao Controle da Instituição como um todo. Exemplos: Controle do desempenho global da instituição através do acompanhamento e análise de relatórios e balanços contábeis, o controle da origem e da aplicação dos recursos financeiros, o controle do retorno sobre o investimento realizado.
- Área de finanças:
Refere-se ao acompanhamento da Administração dos Recursos Financeiros da Empresa, como:
- Controle Orçamentário,
- Fluxo de Caixa
- Contabilidade de Custos,
- Controle dos Investimentos, e outros.
- Área de produção:
Refere-se à Administração dos Recursos Materiais e dos processos utilizados, como o Planejamento e o Controle da Produção, o Controle de Materiais, o Controle de Estoques, o Controle da Qualidade.
- Área mercadológica:
Refere-se à Administração dos Recursos Mercadológicos ou Comerciais, como o Controle das Vendas e dos Atendimentos, o Controle de Estoques de Produtos Acabados, o Controle das Entregas a Clientes, o Controle de Promoção e Propaganda, etc.
- Área de pessoal:
Refere-se à Administração das Pessoas que trabalham na Empresa, como o Controle de Ponto e de Freqüência, o Controle das Férias do Pessoal, o Controle de admissões e demissões de colaboradores.
8 Comunicação:
Conceito de Comunicação:
Comunicação é um processo de transmissão de uma informação e da compreensão de uma pessoa para outra. Toda comunicação envolve duas ou mais pessoas; é um processo de interação de pessoas.
Conceito e importância da Comunicação:
O processo organizacional “comunicação” funciona como uma forma modeladora do comportamento organizacional. É um dos processos mais importantes em uma organização porque atua como fator de integração das pessoas com o ambiente interno e externo.
Processo de comunicação:
Para que ela se estabeleça deve haver um propósito, um objetivo. A informação a ser passada é chamada de mensagem. A mensagem tem um caminho que vai do emissor, que é a fonte da mensagem para o receptor , aquele que recebe a mensagem.
A comunicação na administração:
Para dirigir o administrador precisa dar ordens ou instruções. A ordem se refere ao que fazer e quando, A instrução se refere ao como fazer alguma tarefa ou atividade. Enquanto a ordem é um imperativo de fazer algo, a instrução é uma orientação sobre a maneira de fazer algo.
Componentes de um processo de comunicação:
- Fonte (emissor): é o emissor onde inicia-se a transmissão da mensagem. A mensagem é a fala quando falamos ou a escrita quando escrevemos para alguém; também pode ser uma imagem, um desenho, uma música.
- Codificação: para a mensagem ser transmitida precisa ser codificada, o que quer dizer que seus símbolos devem ser traduzidos de uma forma que possa ser entendido, através do meio ou canal.
- Canal: é o meio, ou o veículo através do qual a mensagem será passada ao receptor. Quem escolhe o canal é o emissor da mensagem. É importante para o processo de comunicação que o receptor e o emissor dominem o uso do canal escolhido para a transmissão da informação.
- Decodificação: para a mensagem ser recebida e entendida é necessário que seus símbolos sejam traduzidos pelo receptor. Esta tradução se faz em nível mental, ou seja, forma-se a ideia na mente do receptor a partir da mensagem recebida. As habilidades de receber as informações devem ser correlatas entre o emissor e o receptor, (quem fala deve se comunicar com quem escuta). A cultura, as vivências pessoais, os conhecimentos influenciam a emissão e recepção das mensagens.
- Receptor: é a pessoa a que se destina a mensagem. O destinatário da mensagem.
- Retroação ou feedback: é o processo de devolução da mensagem. Ao receber a mensagem o receptor a decodifica e devolve ao emissor uma nova mensagem. A boa comunicação é aquela que se faz em mão dupla, vai e vem!
Interferências na comunicação:
Quando a comunicação não se estabelece, ou se estabelece de forma incompleta ou ainda não se realiza entre pessoas que estão juntas, ou entre grupos, dizemos que há: Filtragens, bloqueios e ruídos na comunicação
Filtragem:
Ocorre quando, no percurso entre o emissor e o receptor, parte da mensagem é suprimida. Isso pode ocorrer por ação de terceiros ou do próprio receptor que desconsidera ou não valoriza trechos da mensagem.
Bloqueio:
O bloqueio se estabelece quando a mensagem não é captada e a comunicação interrompida. Qualquer que seja a duração de um bloqueio de comunicação, ele perturba a percepção que você tem de si próprio e dos outros e, em conseqüência, suas atitudes, seus comportamentos tornam-se falsos.
Ruído:
Ruído é a mensagem distorcida ou mal interpretada. Nossos valores tendem a formatar o que vemos e ouvimos, a valorizar algumas pessoas e a desvalorizar outras. As mensagens que não desejamos aceitar são reprimidas. Outras são engrandecidas. Uma outra razão é que “ignoramos as comunicações que entram em conflito com o que já conhecemos".
Itens que interferem na comunicação decorrentes do emissor:
- Falta de clareza nas idéias.
- Comunicação múltipla.
- Problemas de codificação.
- Bloqueio emocional.
- Suposição errada acerca do receptor.
- Existência de audição seletiva.
- Desinteresse.
- Avaliação prematura.
- Preocupação com a resposta.
- Reação ao emissor, preconceitos e estereótipos.
- Comportamento defensivo.
Fatores que influenciam a eficácia da comunicação nas organizações:
- Canais formais de comunicação: permitem ampliar as distâncias à medida que as organizações crescem e inibem o fluxo livre de informação entre os diversos níveis da organização.
- Estrutura de autoridade: os diferentes níveis de status e de poder ajudam na determinação de quem manterá uma comunicação direta e com quem.
- Especialização do trabalho: facilita a comunicação dentro de grupos de trabalho específicos na medida em que compartilham os mesmos objetivos, tarefas, estilos pessoais.
- Propriedade da informação: se a informação é a fonte de conhecimentos, então quem a detém tem o poder na organização.
- Conhecer o público alvo para adaptar a mensagem a este público.
- Usar múltiplos canais.
- Buscar a empatia com os outros.
- Valorizar a comunicação pessoal em processo de mudanças.
- Apresentar coerência entre as palavras e as ações.
Níveis da comunicação:
- Intrapessoal
- Interpessoal
- Corporativo.
Todos os níveis influenciam aos demais. Comunicação é um contínuo processo de realimentação.
- A comunicação intrapessoal é o diálogo único, pessoal e intransferível que travamos conosco A comunicação intrapessoal reflete e alimenta nossas crenças, cultura, valores, hábitos, virtudes, defeitos e outros condicionamentos que impedem mudar o que gostaríamos de mudar em nossas vidas; se a comunicação intrapessoal não abre espaço para mudanças, elas não ocorrem!
- A comunicação interpessoal é um complexo sistema onde interagem duas ou mais comunicações intrapessoais com exteriorizações pelos canais verbais e não verbais. A comunicação corporativa traz toda esta complexa gama de relações para o ambiente empresarial, onde na maioria das vezes a tônica é o estresse e a pressão.
- A comunicação corporativa traz toda esta complexa gama de relações para o ambiente empresarial, onde na maioria das vezes a tônica é o estresse e a pressão.
O feedback:
Palavra inglesa que significa retro-alimentar, estabelece o fluxo, o movimento do processo de comunicação e é considerado a chave no processo de comunicação. O feedback é muito importante porque leva o receptor a refletir sobre sua atuação na organização e na vida como um todo. Para que as organizações desenvolvam seus processos é preciso que se estabeleça um canal de comunicação eficiente e capaz de proporcionar situações de superação por meio do feedback.
Para isso é necessário que sejam superadas as barreiras organizacionais da comunicação, procurando identificar e compreende-las, no sentido de minimizá-las. As organizações devem buscar uma comunicação clara e legítima em que haja compreensão e respeito pelas diferenças, desenvolvendo assim uma melhoria nos relacionamentos. Uma comunicação mais efetiva auxilia na resolução de problemas e na tomada de decisões nas organizações. Uma das aplicabilidades do feedback está na avaliação do desempenho dos funcionários. Ao avaliar seu subordinados a chefia deve dar o retorno do resultado obtido pelo funcionário. Muitos gerentes relutam em avaliar seus funcionários por três motivos.
- Primeiro, alguns gerentes não se sentem à vontade para discutir deficiências de desempenho com os funcionários.
- Segundo, muitos funcionários tendem a ficar na defensiva quando suas deficiências são apontadas.
- Terceiro, os funcionários tendem a fazer uma imagem melhor de seu próprio desempenho.
A solução é treinar os gerentes para que realizem sessões de feedback construtivo, para saberem comunicar o retorno de situações percebidas de forma que os funcionários entendam os resultados e procurem melhorar seu desempenho.
Feedback construtivo (como fazer):
- Deve ser específico e não genérico; falar sobre o ponto em específico
- Deve descrever a situação e não avaliar, criticar e julgar o receptor;
- Deve levar em consideração as necessidades do receptor;
- Deve assegurar uma comunicação clara e direta;
- Refere-se apenas a comportamentos que possam ser modificados.
- Refere-se a comportamentos específicos, e não generalidades
- Deve ser realizado no local adequado, sem movimentação de pessoas e ruídos
- Deve focalizar o comportamento e não as pessoas;
- Fale por você e não por todos;
- Assegure ao receptor a oportunidade de falar, ouça.
- Assegure-se de que o receptor compreendeu sua mensagem de acordo com o significado proposto.
- Refira-se apenas a comportamentos que possam ser modificados. Refira-se a comportamentos específicos, e não generalidades.
Como solicitar e receber Feedback:
- Seja especifico na descrição do comportamento sobre o qual você deseja feedback.
- Tente não agir defensivamente ou racionalizar o comportamento.
- Sumarize o seu entendimento do feedback recebido.
- Compartilhe sua opinião e sentimentos sobre o feedback.
- Quando alguém lhe dá feedback, registre-o e reflita sobre o assunto.
- Tente entender o que a pessoa está lhe transmitindo, o que a levou a ter a percepção ou sentimentos que teve sobre seu comportamento.
- Decida se deve ou não mudar