Desenho Técnico e Engenharia
Desenho Técnico Básico
1 Desenho Técnico e Engenharia:
As tecnologias são definidas como um conjunto de técnicas relacionadas com a representação, apresentação, interpretação e análises dos fenômenos pautados com o meio técnico-cientifico-informacional, e, de acordo com Hetkowski (2010, p.6) “são processos humanos criativos, que envolvem elementos materiais (instrumentos e técnicas) e imateriais (simbólicos e cognitivos) e que se encarnam na linguagem do saber e do fazer dos homens”. Potencializar as tecnologias significa ampliar as possibilidades criativas dos homens, e nos cursos de engenharia essas habilidades devem ser ressaltadas, pois segundo as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Engenharia no Artigo 3º:
O Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formando egresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade.(CNE)
Seguindo essas diretrizes e buscando melhorias no ensino de graduação, especialmente nos cursos de engenharia, pois segundo relato dos professores a falta de empenho e a evasão dos alunos demonstram que, tantos docentes quanto discentes desejam novos formatos de aulas e avaliações. Partindo dessa realidade, torna-se indispensável um novo princípio educativo, como ponto de partida para o movimento de alteração da estrutura da organização destes cursos. Nesse contexto, as tecnologias de informação e comunicação também estão alterando nossa maneira de ser, de viver e de aprender. Isto porque essas ferramentas e os novos tipos de mídias e materiais alteram a nossa cultura ao oferecer novas formas de fazer e de pensar este fazer.
O profissional de engenharia terá o desenvolvimento da sua profissão diretamente ligado a estas novidades tecnológicas, podendo-se ainda afirmar que todos os profissionais deverão ter como requisito fundamental sua integração no universo digital, ou seja, independente da área que escolham, terão que estar familiarizados com os sistemas informatizados. A utilização das ferramentas computacionais pelos professores, ainda que não favoreça ou possibilite o choque de qualidade de que precisam os cursos, sobretudo os de engenharia, nos parece uma maneira de atualizar o ensino, favorecer a transferência dos afazeres da indústria da construção civil para a sala de aula de maneira segura e eficiente.
Além disso, edição e apresentação de vídeos de execução de serviços de construção civil, seguido de discussão das técnicas utilizadas parece levar o aluno para os canteiros de obras, sem os inconvenientes, sobretudo didáticos e de segurança, que estar nestes locais com alunos nos oferece (GUIMARÃES FILHO, FERRÃO E PEREIRA). As ferramentas computacionais como as utilizadas no Ambiente Moodle – AVA, disponíveis aos professores e alunos da UNEB possibilitam uma comunicação mais eficientes entre estes, a disponibilização dos assuntos apresentados nas aulas para uma consulta quando se fizer necessário, dentre outros benefícios. É claro que isso requer do docente o conhecimento e domínio dessas tecnologias, além dos conhecimentos dos conteúdos de engenharia para ministrar a sua disciplina.
2 A DISCIPLINA DESENHO TÉCNICO:
Para Moretto, planejar é organizar ações, essa é uma definição simples, porém, que demonstra a importância do ato de planejar, uma vez que o planejamento deve existir para facilitar o trabalho tanto do professor quanto do aluno. O planejamento deve ser uma organização das idéias e informações.
É um instrumento direcional de todo o processo educacional, pois estabelece e determina as grandes urgências, indica as prioridades básicas, ordena e determina todos os recursos e meios necessários para a consecução de grandes finalidades, metas e objetivos da educação. (MENEGOLLA; SANT‟ANNA)
O ensino do Desenho na formação e desenvolvimento do engenheiro prima pela facilidade em resolver problemas que, muitas vezes, exigem cálculos complicados, dando as respostas através de gráficos e diagramas. O desenho projetivo, campo utilizado por essa disciplina, tem como base a Geometria Descritiva, que proporciona ao engenheiro soluções geométricas e gráficas onde, conjugado com as Normas Técnicas da ABNT faz do desenho uma linguagem compreendida universalmente. Desta forma origina uma representação precisa das formas de modo a possibilitar a reconstituição espacial das mesmas.
3 O AMBIENTE MOODLE – AVA:
Os Ambientes Virtuais da Aprendizagem – AVAs são compostos por um conjunto de elementos estruturais que permitem o trânsito múltiplo de informações e idéias, e o material leva o aluno a explorar e experimentar novas formas de aprender a partir do uso. Ao disponibilizar em ferramentas de interação, é necessário propor uma atividade em que seu uso seja necessário e esteja relacionado com o material didático. Permitem a produção, a reprodução e a circulação de sons, imagens, gráficos, textos, enfim, uma infinidade de informações digitalizadas, bem como permitem o gerenciamento e atualização de banco de dados e o controle total das informações circuladas no e pelo ambiente.
Essa facilidade acaba proporcionando uma maior interação entre várias pessoas em todo o mundo. Ainda é comum, no entanto, o uso de verbetes utilizados em escolas convencionais, como “biblioteca, mural, cantina, secretaria”, por exemplo, nas interfaces dos ambientes virtuais de aprendizagem relacionando-os aos novos termos. É necessário, porém, criar novos signos que venham ilustrar essas novas definições. Precisamos desafiar os educadores, comunicadores e designers a gerir novas formas e conteúdos para que tenhamos no ciberespaço mais que depósitos de conteúdo, os AVAs de fato.
Obviamente não podemos limitar os AVAs a meras ferramentas tecnológicas. A elaboração de um currículo, de meios que viabilizem a comunicação no ambiente de aprendizagem, deve ser prioridade para os autores e gestores dessas comunidades. Vale ressaltar que um só AVA pode disponibilizar uma variação enorme de práticas e posturas pedagógicas e comunicacionais. Essas práticas variam sobre diversos aspectos. As práticas de instrução, por exemplo, preocupam-se em distribuir o conteúdo e utilizar mecanismos coercitivos de cobrança para assegurar a feitura das tarefas. O acompanhamento pedagógico resume-se ao gerenciamento burocrático do processo de ensino.
Já as práticas interativas e cooperativas, o conteúdo (design e comunicação dialógica) do curso é construído pelos sujeitos num processo de autoria e co-autoria de sentidos, onde a interatividade é característica fundamental do processo. Mesmo reconhecendo as potencialidades dos AVAs disponibilizados no ciberespaço, é extremamente fundamental problematizarmos acerca dos seus limites, tanto tecnológicos, em nível de suporte, como no que tange à democratização do acesso à informação, e, sobretudo, ao conhecimento. É nesse sentido que temos como desafio criar e intervir nos processos de políticas públicas e na produção e socialização de interfaces livres e gratuitas para que mais e melhores interações possam emergir na sociedade da informação e do conhecimento.