Pragas e doenças
Noções Básicas em Produção e Tecnologia da Soja
1 Pragas principais
A cultura da soja abriga um número elevado de espécies de insetos. Alguns causam sérios prejuízos à cultura e são considerados como pragas principais. Outros, porém, são considerados pragas secundárias, pois ocorrem em menor abundância e somente em condições especiais causam danos econômicos. Um terceiro grupo corresponde aos insetos benéficos que se alimentam dos insetos-pragas e, portanto, funcionam como agentes de controle natural.
Lagarta da soja - Anticarsia gemmatalis
É o principal inseto desfolhador da soja. As lagartas são, geralmente, esverdeadas. No entanto, formas escuras, quase pretas, ocorrem quando altas populações estão presentes. Possuem listras laterais e dorsais, claras, no sentido longitudinal e apresentam quatro pares de patas abdominais, além de um par terminal. A lagarta é muito ativa e, quando perturbada, joga-se ao solo.
Percevejos - Nezara viridula, Piezodorus guildinii e Euschistus heros
São três os percevejos mais prejudiciais à cultura: o verde, o verde pequeno e o marrom. Aparecem a partir da floração, causando os maiores danos entre os estádios de desenvolvimento das vagens e final do enchimento dos grãos. Seus ataques podem causar considerável redução no rendimento e na qualidade da semente. São agentes transmissores de doenças fúngicas, como a mancha-fermento, causada por Nematospora corily e podem retardar a maturação das plantas, causando o fenômeno da retenção foliar – “soja louca” – o qual dificulta a colheita.
Pragas Secundárias
Lagarta falsa medideira - Chrysodeixis (Pseudoplusia) includens
A lagarta é verde-claro, com listras longitudinais nas laterais e no dorso do corpo, apresentando dois pares de patas abdominais, além de um par terminal. Locomove-se "medindo palmos", de modo semelhante às lagartas medideiras.
Bicudo-da-soja - Sternechus subsignatus
O adulto é um curculionídeo de aproximadamente 8 mm de comprimento, de coloração preta, com listras amarelas no dorso da cabeça e nas asas. Os danos são causados tanto pelos adultos, que raspam o caule e desfiam os tecidos, como pelas larvas, que broqueam o caule e provocam o surgimento de galha.
Broca das axilas - Epinotia aporema
Seu ataque é facilmente identificado: quando ataca os brotos forma um cartucho, unindo os folíolos com fios de seda, permanecendo no seu interior. Após atacar os brotos, a lagarta pode broquear várias partes da planta, cuja entrada geralmente está localizada nas axilas das folhas.
Inimigos naturais
Os insetos-pragas da soja estão sujeitos ao ataque de um grande número de inimigos naturais que se encarregam de eliminar parte da sua população, exercendo, portanto, um controle natural sobre os mesmos. Alguns desses agentes são tão eficazes que, sob certas condições, mantêm populações de insetos-pragas abaixo do nível de dano econômico durante toda a safra, dispensando, assim, a necessidade do controle químico. O complexo de inimigos naturais é diferente para as várias espécies de pragas, mas a sua conservação nas lavouras de soja é de fundamental importância para o estabelecimento de um sistema adequado de manejo de pragas.
Esses agentes benéficos podem ser agrupados em parasitóides, predadores e doenças. Os parasitóides são insetos que passam parte de sua vida dentro do corpo de outro inseto, matandoo no final desse processo. No parasitismo de lagartas destaca-se, especialmente, a ocorrência de espécies de himenópteros (Microcharops bimaculata, Copidosoma truncatellus) e dípteros (Patelloa similis, Voria ruralis).
Em percevejos, o parasitismo é exercido principalmente pelo díptero Eutrichopodopsis nitens que ataca os adultos e por várias espécies de vespas que parasitam os ovos dos percevejos, sendo Trissolcus basalis (Foto 23) e Telenomus podisi as mais importantes.
Os predadores são espécies entomófagas que consomem mais de uma presa para completarem o seu desenvolvimento. A ocorrência de predadores em campos de soja é bastante freqüente, incluindo, principalmente, insetos das ordens Hemiptera (Tropiconabis sp., Geocorissp., Podisus connexivus) (Foto 24) e Coleoptera (Calosoma granulatum, Callida sp.), além de várias aranhas.
As doenças de insetos desempenham papel destacado na regulação natural de populações de muitas pragas e podem ser ocasionadas por fungos, vírus ou bactérias. Na soja, as mais importantes para o grupo das lagartas desfolhadoras são a doença branca causada pelo fungo Nomuraea rileyi e a doença preta causada pelo vírus Baculovirus anticarsia .
Controle
Para o controle das principais pragas da soja recomenda-se a utilização do “Manejo de Pragas”, que visa um controle racional dos insetos-pragas, por meio da compatibilização de diferentes táticas disponíveis. Para atender a tal objetivo é fator primordial conhecer as espécies de pragas, seus níveis de ataque e os danos já causados, com o que se pode tomar a decisão acertada quanto à necessidade de medidas de controle. Esta tecnologia consiste, basicamente, de inspeções regulares à lavoura, verificando o nível de ataque, com base na desfolha e no número e tamanho das pragas.
Para as pragas principais (lagartas desfolhadoras e percevejos), as amostragens devem ser realizadas com um pano-debatida, preferencialmente de cor branca, preso em duas varas, com um metro de comprimento, o qual deve ser estendido entre duas fileiras de soja.
As plantas da área compreendida pelo pano devem ser sacudidas vigorosamente sobre ele, havendo, assim, a queda das pragas sobre o pano, as quais deverão ser contadas. Este procedimento deve ser repetido em vários pontos da lavoura, considerando como resultado final a média dos vários pontos amostrados. No caso de lavouras com espaçamento reduzido entre as linhas, usar o pano batendo apenas as plantas de uma fileira de soja. Recomenda-se vistoriar a lavoura pelo menos uma vez por semana, iniciando as amostragens no princípio do ataque das pragas, intensificando o processo ao aproximar-se o nível de ação.
O controle das pragas deve ser efetuado somente quando for atingido o nível de dano econômico, a partir do qual essas pragas reduzem significativamente a produção.
Os inseticidas recomendados para o controle da lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis) são: Baculovirus anticarsia, Bacillus thuringiensis, Carbaril, Diflubenzurom, Endossulfam, Permetrina SC, Profenofós, Tiodicarbe, Triclorfom e Triflumurom. Na escolha do produto considerar a sua toxicidade, os efeitos sobre os inimigos naturais e o custo por hectare.
Para o controle da lagarta da soja dar preferência à utilização do vírus Baculovirus anticarsia que pode, inclusive, ser usado em aplicação aérea. A dose de B. anticarsia é de 50 lagartas equivalentes por hectare, ou seja, 50 lagartas mortas pelo próprio vírus maceradas em um pouco d’água e aplicadas em um hectare, ou 20 gramas do produto formulado por hectare.
Os inseticidas recomendados para o controle de percevejos (Nezara viridula, Piezodorus guildinii e Euschistus heros) são: Carbaril, Endossulfam, Fenitrotiom, Fosfamidom, Metamidofós, Monocrotofós, Paratiom metílico e Triclorfom.
Para o controle dos percevejos pode ser utilizada a tecnologia do sal de cozinha, que consiste em reduzir pela metade a dose dos produtos recomendados, misturando-os a 500 g de sal de cozinha para cada 100 litros de água colocados no tanque do pulverizador, em aplicação terrestre, ou utilizar a vespinha Trissolcus basalis que parasita os ovos dos percevejos da soja reduzindo a população desses insetos sugadores. Utiliza-se a quantidade de 5.000 vespinhas/ha, liberadas no final do florescimento da soja, época em que os percevejos estão começando a chegar na lavoura e a depositar seus ovos. Entretanto, o uso desta tecnologia só é recomendado em áreas que também utilizam o controle biológico ou produtos altamente seletivos no controle das lagartas da soja, preservando, assim, toda a população de insetos benéficos presentes na lavoura.
Figura 1 - Níveis de ação de controle das principais pragas da soja.
2 Doenças da soja e seu controle
Doenças Fúngicas
Entre os principais fatores que limitam o rendimento da soja, as doenças são os mais importantes e de difícil controle. Cerca de 40 doenças causadas por fungos, bactérias, nematóides e vírus afetam a cultura no Brasil. A importância econômica de cada doença varia de ano para ano e de região para região, dependendo da condição climática de cada safra. Ao nível nacional, o valor das perdas anuais por doenças é estimada em cerca de US$ 2 bilhões.
A maioria dos patógenos da soja é transmitida através das sementes, e o uso de sementes contaminadas, originadas de diferentes áreas de produção, tem sido importante causa de introdução e aumento de novas doenças ou de raças fisiológicas de patógenos. O uso de sementes sadias, ou o seu tratamento químico, evitaria a disseminação.
Principais doenças e medidas de controle
O controle das doenças através de resistência genética é o modo mais eficaz e econômico, porém, para a maioria das doenças, não existem cultivares resistentes. A eliminação ou a manutenção das doenças, ao nível de dano econômico, depende do conhecimento das exigências específicas de cada uma delas e da integração de várias práticas culturais, onde se incluem: rotação/sucessão de culturas, tratamento químico da semente, resistência varietal, calagem e adubação equilibrada, população adequada e melhor época de semeadura, controle de plantas daninhas e, eventualmente, o tratamento químico da parte aérea.
Mancha “olho-de-rã”
Já foi uma das mais sérias da cultura da soja e poderá voltar a causar grandes prejuízos se não houver diversificação genética das cultivares, principalmente no Cerrado, onde cerca de 60% é representada por uma cultivar, a “FT-Cristalina”. O fungo C. sojina ataca toda a parte aérea, porém, é mais visível nas folhas onde produz manchas circulares, medindo de 1 a 4 mm de diâmetro.
Controle: cultivares resistentes e tratamento químico da semente.
Doenças de final de ciclo: mancha parda (Septoria glycines) e crestamento foliar e mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii)
Tanto a mancha parda como o crestamento foliar de Cercospora/mancha púrpura da semente são de ocorrência generalizada, mas são mais perigosas nas regiões quentes e chuvosas do Cerrado. Seus efeitos são mais visíveis na fase de maturação e reduzem o rendimento por causarem desfolha prematura. Sob condições favoráveis, a redução da produtividade pode atingir a mais de 30%.
Controle:
Rotação/sucessão de culturas, incorporação dos restos culturais, tratamento de semente e adubação equilibrada, com ênfase no potássio. O controle pode também ser obtido com uma ou duas aplicações preventivas de fungicidas, iniciando no estádio R5.5 (75% de vagem formada). A segunda deve ser feita 10-12 dias após a primeira (estádio R6). Os fungicidas e dosagens (i.a./ha) são: a) benomil (50PM) (500 g); b) benomil (50PM) + mancozeb (80PM) (250g + 1.600 g); c) carbendazim (75PM) (250 g); d) fentin hidróxido de estanho (40F) (200 g); e) tiabendazol (40F) (400 g).
Cancro da haste (Diaporthe phaseolorum f. sp. meridionalis/Phomopsis phaseoli f. sp. meridionalis)
O fungo é disseminado por sementes contaminadas, multiplica-se nas primeiras plantas infectadas e, posteriormente, nos restos culturais. A ocorrência da doença depende da suscetibilidade da cultivar e de chuvas freqüentes nos primeiros 40-50 após a emergência.
Controle:
Uso de cultivar resistente. A atual falta de semente de cultivares resistentes exige a adoção de medidas capazes de reduzir o potencial de inóculo do patógeno e de melhorar as condições nutricionais das plantas. Assim, além de cultivar resistente, é essencial complementar com tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, incorporação dos restos culturais, semeadura tardia, população e espaçamento que evitem o estiolamento e o acamamento e adubação potássica equilibrada.
Antracnose (Colletotrichum dematium var. truncata)
A antracnose é uma das principais doenças do Cerrado. Pode causar perda total mas, com maior frequência, reduz o número de vagens e induz a planta à retenção foliar e haste verde. O sintoma na haste é facilmente confundido com a fase inicial do cancro da haste .
Controle: Rotação/sucessão de culturas, maior espaçamento entre as linhas e população adequada, controle de plantas daninhas, tratamento da semente e manejo adequado do solo, com ênfase na adubação potássica.
Seca da haste e da vagem ou Phomopsis da semente (Phomopsis sojae e outras espécies)
É uma das doenças mais tradicionais da soja e, anualmente, junto com a antracnose, é responsável pelo descarte de grande número de lotes de sementes. Ocorre principalmente em anos chuvosos, causando morte prematura ou apodrecimento das vagens e sementes quando ocorre retardamento de colheita por excesso de umidade.
Controle: Idem ao da antracnose.
Mancha alvo e podridão da raiz (Corynespora cassiicola)
Presente em todas as regiões produtoras de soja, além de manchas foliares, o fungo causa podridão da raiz , forçando a planta à maturação antecipada. Aparentemente há variação de patogenicidade entre a Corynespora cassiicola que causa a mancha foliar e a podridão da raiz. Essa hipótese está sendo investigada.
Controle: A maioria das cultivares comerciais são tolerantes à mancha foliar, porém, não há informação detalhada sobre a reação à podridão da raiz. Como o fungo C. cassiicola possui uma ampla gama de hospedeiros e sobrevive por muitos anos no solo, evitar a semeadura direta em monocultura, adotando-se a rotação/ sucessão de culturas.
Podridão branca da haste ou podridão de Sclerotinia (Sclerotinia sclerotiorum)
Uma das mais antigas doenças da soja, a podridão de Sclerotinia continua causando perdas significativas na Região Sul e nas regiões altas do Cerrado. Além da redução do rendimento, a doença é importante por ocorrer nas principais regiões produtoras de semente.
Controle: Tratamento químico das sementes; aumentar o espaçamento (50-60 cm) e adequar a população para evitar acamamento; rotação/sucessão de soja com espécies resistentes como o milho, aveia branca ou trigo e eliminar as plantas daninhas. Evitar a sucessão da soja em áreas cultivadas com girassol, nabo e canola.
Podridão parda da haste (Phialophora gregata)
A podridão parda da haste foi identificada pela primeira vez em Passo Fundo-RS e municípios vizinhos, em 1989/90 (COSTAMILAN et al., 1991). Desde então, tem causado sérios danos em diversos municípios do Planalto Central do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Controle: Cultivares resistentes e rotação/sucessão com milho, sorgo, arroz, trigo, aveia preta e cevada. As cultivares mais resistentes no Rio Grande do Sul são: BR-16, Davis, EMBRAPA-1, EMBRAPA-4, EMBRAPA-19, Ivorá e OCEPAR-4=Iguaçú (COSTAMILAN & BONATO, 1993).
Podridão radicular vermelha ou síndrome da morte súbita-SDS (Fusarium solani)
Observada pela primeira vez em São Gotardo (MG) na safra 1981/82, na cultivar UFV-1, a podridão vermelha da raiz é hoje um problema nacional. Ocorre nas principais regiões produtoras de semente de Goiás, Minas Gerais, sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além da soja, causa sérios prejuízos em feijão irrigado sob pivô central.
Controle: A semeadura direta e a monocultura da soja parecem favorecer a doença, porém, não se dispõe de dados experimentais mais concretos para uma recomendação de manejo. Entre as cultivares testadas, IAC-1 e IAC-4 foram resistentes.
3 Doenças causadas por Nematóides
Nematóides de galhas (Meloidogyne incognita, M. javanica e M. arenaria)
Os nematóides de galhas estão entre os maiores responsáveis por redução de rendimento em soja. A espécie mais predominante é a M. javanica.
Controle: O controle, através de resistência genética, apresenta possibilidades limitadas. A forma mais eficiente e duradoura de conviver com os nematóides de galhas é através da rotação/sucessão de culturas com espécies resistentes (algodão, milho, sorgo, aveia, trigo, etc.) e adubação verde com espécies de Crotalaria e mucuna preta (Styzolobium atterrimum).
Distribuição geográfica: Identificado pela primeira vez no Brasil na safra 1991/92, o nematóide de cisto da soja expandiu-se de forma assustadora nas safras seguintes.
Importância econômica: Na safra 1991/92, a área afetada foi estimada em 10 mil hectares, com perda avaliada em US$ 1 milhão. Na safra 1993/94, a área infestada foi estimada em cerca de 1 milhão de hectares e os prejuízos só não foram catastróficos devido à semeadura do milho.
Nos Estados Unidos, os níveis de danos econômicos são observados após seis a sete anos do início da infestação. No Brasil, são relatadas perdas totais em áreas de três a cinco anos de cultivo de soja. Geralmente, essas áreas apresentam forte infestação de plantas daninhas.
Sintoma: A presença do nematóide de cisto é caracterizada por reboleiras de plantas amareladas de diferentes tamanhos. As plantas infestadas podem morrer aos 30-40 dias da semeadura. Geralmente, o sintoma mais característico é o amarelecimento das folhas com acentuado sintoma de deficiência de manganês, acompanhado de nanismo das plantas, abortamento de flores e vagens.
O sintoma de deficiência de manganês é mais visível nos solos sob cerrado, enquanto no latossolo roxo (Palmital, SP) a deficiência de potássio se acentua. As características mais distintas para diagnóstico do nematóide é a presença típica dos cistos (fêmeas) de coloração branca a amarela nas raízes e castanha no solo.
Controle: A primeira medida a ser adotada é a de evitar a dispersão do nematóide para novas áreas. As principais formas de disseminação para áreas indenes são: a) movimentação e transporte de solo infestado aderido a máquinas e implementos agrícolas, veículos e calçados; b) erosão eólica; c) erosão por água de chuva; d) sementes com partículas de solo contendo cistos; e) aves e animais silvestres; e f) transporte de soja não beneficiada, contendo torrões e resíduos contaminados, distribuídos por caminhões, ao longo das rodovias. A identificação do nematóide na fase inicial de infestação é fundamental para o controle.
Manejo integrado: A alternativa de controle mais viável e duradoura é o manejo integrado, cujo objetivo é a redução da população do nematóide a um nível de convivência através da combinação de diversas práticas agronômicas: a) rotação/sucessão de culturas com hospedeiros não suscetíveis (algodão, amendoim, arroz, cana-de-açúcar, girassol, mandioca, milho, sorgo/aveia, cevada, trigo, milheto e pastagem); b) adubação verde (mucuna, Crotalaria); c) controle de plantas daninhas; e d) retardamento da semeadura de cultivares precoces.
Na maioria das regiões, a rotação com o milho é a opção econômica mais viável, porém, sua expansão já está apresentando sérios problemas de armazenamento e comercialização. As sucessões mais viáveis são as culturas de inverno ou de entressafra, com finalidades econômicas ou de cobertura, adubação verde ou complementação de pastagem, como o milheto, sorgo, aveia preta, a mucuna e espécies de Crotalaria. A principal limitação no uso dessas espécies é a pouca disponibilidade de semente, por falta de demanda e de estrutura de produção.
Observações preliminares em lavouras com altas populações de nematóides têm mostrado que apenas um ano de rotação com milho não é suficiente para reduzir os prejuízos ao nível de dano econômico. Portanto, é fundamental que a presença do nematóide seja detectada na fase inicial de infestação, para que um ano de rotação seja eficaz.