CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTOSSERRA

Operador de Motosserra

1 Conservação e Manutenção de Motossera

O trabalho com a motosserra envolve certos riscos que podem ter consequências graves se não forem respeitadas todas as regras e normas de segurança.

No sentido de minimizar estes riscos e realizar um trabalho de qualidade, seguro e produtivo, o motosserrista deve:

Possuir formação profissional específica, que lhe permita aplicar posturas, procedimentos e técnicas adequadas ao exercício da atividade.

Cumprir as normas de segurança:

  • Utilizando o equipamento de proteção individual (EPI) de motosserrista.
  • Verificando regularmente o estado e funcionamento dos dispositivos de segurança da motosserra.
  • Zelar pela conservação e manutenção da motosserra, mantendo-a sempre nas melhores condições de funcionamento e de armazenamento.

A manutenção e conservação da motosserra passam em grande parte pela sua limpeza e verificação.

De uma maneira geral, no que diz respeito à limpeza, é muito importante:

  • Manter a motosserra limpa de sujidades acumuladas que possam obstruir as entradas e circulação do ar, nomeadamente a grelha da tampa do arrancador, filtro de ar e grelha refrigeradora do cilindro.
  • Semanalmente, desmontar as coberturas e proceder a uma limpeza mais profunda.
  • Limpar regularmente o exterior da motosserra para facilitar a sua verificação e controlo.

Uma correta verificação e controle deve contemplar:

  • A verificação regular da existência de fendas ou zonas desgastadas, bem como o aperto de parafusos e porcas.
  • Uma especial atenção à verificação dos órgãos particularmente expostos, como sejam:
    • travão da corrente
    • pinhão de ataque e embraiagem
    • lâmina
    • orifício de lubrificação
    • ranhura do parafuso tensor da corrente de corte
    • corrente de corte
    • arrancador

2 Ferramentas necessárias à manutenção:

Esquema geral de manutenção:

 

Uma manutenção cuidada, periódica e regular melhora o rendimento do trabalho e prolonga o tempo de vida útil da motosserra. Além disso contribui para uma eventual diminuição dos riscos associados à sua utilização. Cada tipo de intervenção deve obedecer a uma periodicidade adequada.

Mantenha a motosserra limpa e afinada!

Limpeza e lubrificação do órgão de corte:

 

Sempre que se pretenda substituir a corrente, o pinhão de ataque, o roleto de topo ou limpar e retificar a lâmina, é necessário desmontar/montar o órgão de corte.

 

Ferramentas

  • Chave combinada
  • Estilete

Desmontagem

  • Retirar a tampa de proteção do órgão de corte (tampa lateral), desapertando as porcas sextavadas.
  • Aliviar a tensão da corrente desapertando o parafuso tensor.
  • Retirar a lâmina e a corrente.

Limpeza 

  • Limpar a calha, orifícios de lubrificação e o roleto de topo da lâmina com um estilete.
  • A corrente, o pinhão de ataque e o espaço envolvente podem ser limpos com trapos.

Lubrificação

  • Para que a corrente deslize eficazmente na calha da lâmina e para evitar o sobreaquecimento, esta tem que ser continuadamente lubrificada com óleo apropriado para correntes durante a sua rotação (de preferência óleo biodegradável).
  • Verificar se a lubrificação da corrente se está a realizar: com a motosserra em plena aceleração, aproximar a ponta da lâmina de um cepo ou outra superfície; se deixar um rasto de óleo marcado é sinal de adequada lubrificação

Montagem  

  • Colocar a lâmina nos encaixes, desapertando o parafuso tensor de modo a que o perno coincida com o orifício correspondente existente na lâmina.
  • Posicionar e montar a corrente, encaixando-a primeiro no pinhão de ataque e depois na lâmina. Certificar-se de que a corrente está montada no sentido correto, ou seja, com os elos de corte no sentido do movimento da corrente.
  • Comprovar se a corrente está bem montada, fazendo-a deslizar na calha da lâmina. 
  • Colocar a tampa e ajustar as porcas (o aperto final só é feito depois de regulada a tensão da corrente!). 
  • Ajustar a tensão da corrente.

Sempre que se desmonta e monta a corrente, deve inverter-se a posição da lâmina.

Atenção ao montar a corrente: verificar se está colocada com os dentes de corte no sentido do movimento da corrente!

 

Regulação de tensão da corrente:

 

 

A regulação da tensão da corrente é um procedimento frequente. Realizada por intermédio do ajuste do parafuso tensor, tem que ser feita sempre que:

  • A corrente não está corretamente tensionada.
  • Se monta ou se substitui a corrente.
  • Se inverte a posição ou se substitui a lâmina.
  • Se substitui o pinhão de ataque

 

Regulação da tensão

  • A regulação da tensão deve ser sempre feita a frio.
  • Aliviar as porcas de fixação da tampa de proteção do órgão de corte.
  • Levantar a ponta da lâmina.
  • Mantendo-a levantada, apertar então o parafuso tensor de modo a que a corrente encoste à parte inferior da lâmina.
  • Verificar se a corrente desliza livremente puxando com a mão, e ver se está corretamente ajustada à lâmina.
  • Retificar a tensão (aperto do parafuso) se for necessário.
  • Apertar as porcas de fixação da tampa, mantendo a ponta da lâmina levantada.
  • Verificar novamente se a corrente desliza livremente quando puxada com a mão. Retificar a tensão se necessário.

A corrente está corretamente tensionada quando, levantando-a a meio da lâmina, for possível ver a base dos elos-guia.

A regulação da tensão da corrente deve ser realizada sempre a frio e, posteriormente, verificada a quente!

Uma deficiente regulação da tensão da corrente provoca desgaste e danos na lâmina, pinhão de ataque e na própria corrente (desgaste excessivo ou deformação na base dos elos de corte).

Uma tensão excessiva provoca um desgaste prematuro da ponta da lâmina. Uma tensão insuficiente desgasta rapidamente a calha da lâmina.

 

Limpeza e manutenção do arrancador:

 

Semanalmente, ou sempre que se justifique, é necessário desmontar e montar o arrancador para se proceder à limpeza, regulação da tensão do cordel, lubrificação da mola do arrancador ou ainda substituição de peças

Ferramentas

  • Chave combinada (alguns modelos necessitam de uma chave própria);
  • Trincha.

Desmontagem

  • Desapertar os parafusos de fixação (em cruz) e retirar a tampa do arrancador.
  • Puxar o cordel para retirar tensão à mola, fazendo-o passar pelo entalhe da poli.
  • Desapertar o parafuso central ou retirar o freio (consoante o modelo).
  • Retirar a poli e a mola.

A desmontagem do arrancador deve ser sempre realizada com luvas e fora do alcance dos olhos, pois existe o risco da mola saltar bruscamente ao ser retirada do seu invólucro.

Limpeza e lubrificação

  • Limpar o cárter e a tampa do arrancador utilizando uma trincha.
  • Limpar a mola do arrancador com trapos.
  • Olear ligeiramente a mola com a mão, usando óleo de lubrificação da corrente da motosserra.
  • Fazer uma revisão geral das várias peças para avaliar se necessitam de ser substituídas. Substituí-las se for o caso. Dar especial atenção ao estado de conservação do cordel do arrancador.

Montagem

  • Enrolar a mola no seu invólucro e montá-la na tampa do arrancador.
  • Montar a poli diretamente sobre a mola.
  • Enrolar o cordel na poli, deixando uma ponta de cerca de 30 cm por enrolar.
  • Encaixar a poli no terminal da mola, procurando o acerto do engate da poli.
  • Apertar o parafuso central ou colocar o freio (consoante o modelo) para fixação à tampa do arrancador.
  • Dar tensão à mola, fazendo passar os 30 cm de cordel pelo entalhe da poli e rodá-la no sentido dos ponteiros do relógio para obter a tensão desejada.
  • A tensão estará correta se conseguir rodar a poli no mínimo 1/4 de volta, quando o cordel do arrancador se encontra todo puxado.
  • Colocar e fixar a tampa com os respectivos parafusos. 
  • Testar o bom funcionamento do arrancador.

Não tensionar excessivamente a mola, pois poderá danificá-la ou mesmo parti-la ao puxar o cordel do arrancador!

Substituir o cordel do arrancador sempre que este mostrar qualquer sinal de desgaste.

Sempre que acionar o cordel do arrancador, procurar o ponto de tensão para evitar grandes esticões que só o vão desgastar.

É conveniente dispor de cordel, linguetas, mola e parafusos da tampa do arrancador sobressalentes.

 

Limpeza e embraiagem pinhão de ataque:

 

A manutenção da embraiagem consta basicamente da sua limpeza (semanal ou sempre que necessário) e substituição das molas que se alongam e ganham elasticidade com o uso, fazendo com que a corrente deixe de parar quando está ao ralenti.

Nalguns modelos mais recentes, para a substituição das molas não é necessário desmontar a embraiagem. As molas retiram-se utilizando um alicate de pontas de meia cana.

Ferramentas

  • Alicate de pontas
  • Chave de lunetas (modelos menos recentes)
  • Bloqueador do piston (modelos menos recentes)
  • Saca (para alguns modelos)

Nalguns destes modelos, a desmontagem da embraiagem requer uma chave especial para o efeito, devendo ser realizada por pessoal especializado.

Nos outros modelos, para se limpar a embraiagem ou substituir as molas e, nalguns casos, ainda o pinhão de ataque, é necessário desmontar e montar o tambor e a embraiagem.

Desmontagem 

  • Retirar as tampas da motosserra.
  • Desmontar o pinhão de ataque e o tambor da embraiagem.
  • Bloquear o eixo da cambota para poder desapertar a porca sextavada que fixa a embraiagem: retirar o cachimbo e a vela e introduzir o bloqueador do piston no orifício onde se enrosca a vela (figura).
  • Imobilizar o veio da cambota rodando o volante magnético (lado oposto à embraiagem) até ao piston encostar ao bloqueador.
  • Desapertar a porca da embraiagem com a chave de lunetas para retirar a embraiagem. Atenção: a porca é de rosca esquerda (desaperta rodando a chave no sentido dos ponteiros do relógio).

Limpeza:

  • Limpar a embraiagem e o cárter da embraiagem utilizando uma trincha embebida em gasolina e limpar com trapos ou, sempre que possível, usar ar comprimido

Montagem:

  • Proceder de modo inverso ao indicado na desmontagem, mantendo o eixo da cambota bloqueado ao apertar a porca de fixação. Nota: apertar = rodar para a esquerda

Limpar pelo menos uma vez por semana o interior do cárter da embraiagem. Aproveitar para verificar a cinta do travão da corrente.

A corrente não para ao ralenti? Não a bloquear com o travão da corrente! Provavelmente uma pequena regulação do carburador ou a substituição das molas, serão mais eficazes para que a corrente pare, resolvendo o problema.

 

Limpeza de embraiagem/ Pinhão de ataque:

 

A manutenção da embraiagem consta basicamente da sua limpeza (semanal ou sempre que necessário) e substituição das molas que se alongam e ganham elasticidade com o uso, fazendo com que a corrente deixe de parar quando está ao ralenti.

Alguns modelos mais recentes, para a substituição das molas não é necessário desmontar a embraiagem. As molas retiram-se utilizando um alicate de pontas de meia cana.

Ferramentas

  • Alicate de pontas
  • Chave de lunetas (modelos menos recentes)  
  • Bloqueador do piston (modelos menos recentes)
  • Saca (para alguns modelos)

Alguns destes modelos, a desmontagem da embraiagem requer uma chave especial para o efeito, devendo ser realizada por pessoal especializado.

Nos outros modelos, para se limpar a embraiagem ou substituir as molas e, nalguns casos, ainda o pinhão de ataque, é necessário desmontar e montar o tambor e a embraiagem.

Desmontagem:

  • Retirar as tampas da motosserra.
  • Desmontar o pinhão de ataque e o tambor da embraiagem
  • Bloquear o eixo da cambota para poder desapertar a porca sextavada que fixa a embraiagem: retirar o cachimbo e a vela e introduzir o bloqueador do piston no orifício onde se enrosca a vela (figura).
  • Imobilizar o veio da cambota rodando o volante magnético (lado oposto à embraiagem) até ao piston encostar ao bloqueador.
  • Desapertar a porca da embraiagem com a chave de lunetas para retirar a embraiagem. Atenção: a porca é de rosca esquerda (desaperta rodando a chave no sentido dos ponteiros do relógio)

Limpeza:

  • Limpar a embraiagem e o cárter da embraiagem utilizando uma trincha embebida em gasolina e limpar com trapos ou, sempre que possível, usar ar comprimido.

Montagem:

  • Proceder de modo inverso ao indicado na desmontagem, mantendo o eixo da cambota bloqueado ao apertar a porca de fixação. Nota: apertar = rodar para a esquerda.

Limpar pelo menos uma vez por semana o interior do cárter da embraiagem. Aproveitar para verificar a cinta do travão da corrente.

A corrente não para ao ralenti?

Não a bloquear com o travão da corrente! Provavelmente uma pequena regulação do carburador ou a substituição das molas, serão mais eficazes para que a corrente pare, resolvendo o problema.

 

Limpeza do filtro de ar:

 

O filtro de ar tem a importante função de impedir a passagem de impurezas e sujidades para o motor (carburador). Geralmente está bem acessível e é de fácil desmontagem/montagem.

ATENÇÃO

Fechar sempre o ar (puxar o botão do ar) antes de se proceder à desmontagem e limpeza do filtro, para evitar entrada de sujidade e impurezas no carburador e no cilindro.

Desmontagem:

  • Retirar a tampa superior de proteção do filtro.
  • Fechar a borboleta do ar (puxando o botão do ar) para evitar a entrada de sujidades no carburador.
  • Desapertar o(s) parafuso(s) que fixa(m) o filtro e retirá-lo.

Limpeza:

  • Abrir o filtro se o modelo assim o permitir (existem modelos que não permitem a abertura).
  • Observar atentamente para verificar se existe alguma ruptura. Não hesitar em substituí-lo se for caso disso.
  • Limpar o filtro utilizando água com sabão, gasolina ou ar comprimido. Na mata o filtro pode ser limpo, sacudindo-o ligeiramente.

Montagem:

  • Montar o filtro depois de bem seco, fixando-o com o(s) parafuso(s).
  • Voltar a colocar a tampa de proteção.

É conveniente trazer sempre um filtro de ar de reserva.

Em condições normais de trabalho, o filtro de ar deve ser limpo tantas vezes quantas forem necessárias.

 

Limpeza e correção da folga dos eléctrodos da vela:

 

A produção de faísca (quando se produz o arranque do motor) provoca o desgaste da vela, sendo necessário verificar e ajustar regularmente a folga entre os eléctrodos e, caso estes estejam muito queimados, proceder à substituição da vela.

Ferramentas

  • Chave combinada;
  • Apalpa-folgas;
  • Escova de arame de latão macio.

Desmontagem

  • Retirar a tampa superior da motosserra.
  • Retirar o cachimbo.
  • Limpar o local onde a vela enrosca para evitar entrada de sujidades no cilindro.
  • Desapertar a vela com a chave combinada.

Nunca desmontar a vela com o motor quente!

Limpeza e correção da folga dos eléctrodos

  • Limpar os eléctrodos com uma escova de arame macia.
  • Se tiver óleo, limpar a vela com gasolina ou solvente líquido.
  • Verificar e corrigir a folga dos eléctrodos utilizando um apalpa-folgas. Se estes estiverem demasiado afastados, a vela não produzirá faísca
  • Substituir a vela sempre que os eléctrodos se apresentem muito queimados.

Se não houver outra indicação, a folga dos eléctrodos da vela é geralmente de 0,5 mm. Caso não tenha um apalpa-folgas, pode verificar esse espaçamento utilizando como bitola o estilete ou ainda a espessura da unha do dedo polegar.

Teste ao funcionamento da vela

  • Colocar a vela no cachimbo, apoiá-la no cilindro e acionar o cordel do arrancador (figura pág. 24).
  • Se a vela produzir uma faísca forte de cor azulada entre eléctrodos, é sinal que está em bom estado.

Montagem

  • Voltar a colocar a vela enroscando-a à mão e dando o aperto final com a chave combinada.
  • Colocar a tampa, tendo o cuidado de não trilhar o cabo da vela.

 

 

Afinação do carburador:

 

O carburador é um órgão muito sensível, e nos modelos mais recentes encontra-se selado.

A sua regulação (afinação) é indispensável para o bom funcionamento do motor!

A afinação do carburador é realizada através de 3 parafusos:

  • L – parafuso que regula o débito de combustível ao ralenti (baixas rotações).
  • H – parafuso que regula o débito de combustível nas altas rotações.
  • T, LA ou I – parafuso que permite manter o motor a trabalhar ao ralenti.

Ao rodar os parafusos L e H no sentido dos ponteiros do relógio, a mistura fica mais pobre. Ao rodar os parafusos L e H no sentido contrário dos ponteiros do relógio, a mistura fica mais rica.

Afinação básica

A afinação básica, normalmente necessária depois de uma intervenção no carburador, deve ficar reservada para ser efetuada por pessoal especializado.

  • Atualmente, os novos modelos têm o carburador selado, no sentido de o proteger de eventuais manuseamentos indevidos. A tendência é ainda de evitar cada vez mais intervenções ao nível da afinação, existindo já alguns modelos em que apenas é permitido atuar no parafuso L.
  • Caso seja necessário, atua-se ao nível do parafuso L quando:
    • O funcionamento do motor é irregular e com tendência a acelera (mistura pobre) – desapertar até 1/4 de volta.
    •  O funcionamento do motor é irregular e com tendência a parar (mistura demasiado rica) – apertar até 1/4 de volta.
  • Se com esta afinação o motor não funcionar devidamente, apertar o parafuso L até oferecer resistência e em seguida desapertá-lo 1 volta (afinação base para que o motor pegue). Antes de colocar o motor a trabalhar, e para garantir que ele pegue, deve-se apertar o parafuso T (LA ou I) 1 a 2 voltas e posteriormente desapertá-lo novamente até o motor ficar ao ralenti.

Afinação final (ajuste fino)

  • Este tipo de afinação está relacionada com a altitude de trabalho, já que as diferenças de pressão interferem ao nível da membrana do carburador, influenciando o funcionamento do motor.
  • É obtida atuando ao nível do parafuso H (altas rotações): 
    • Se a motosserra produz algum fumo e o motor encharca – apertar.
    • Se o motor falhar ou tiver tendência a parar quando em esforço – desapertar.
  • Os modelos mais recentes permitem uma afinação entre 1/4 a 3/4 de volta.

As afinações do carburador devem ser feitas com o motor quente, vela e filtro de ar limpos e órgão de corte montado.

Nunca desmontar o carburador!

 

O carburador é um órgão muito sensível, a sua desmontagem apenas deve ser feita por pessoal especializado!

 

 

Afinação da corrente de corte:

 

Uma afiação incorreta, a falta de lubrificação ou uma tensão incorreta são as principais causas de anomalias e danos provocados na corrente de corte.

Uma corrente devidamente afiada exige menor esforço e poupa tempo e combustível!

 

  • Escolher a lima adequada ao passo dos dentes de corte da corrente:

 

Afiar muitas vezes, e pouco de cada vez!

Na mata: avivar os gumes.

Na oficina: afiar com precisão.

 Afiação:

  • Verificar se a corrente está devidamente tensionada e fixar a lâmina com o torno de afiação ou, na falta deste, fazer um pequeno entalhe num toro ou cepo alto para a fixar.
  • Utilizar uma lima com cabo marcado com ângulos de afiação (na mata) ou o porta limas (para uma afiação de precisão em oficina).
  • Posicionar a lima sobre o elo de corte a afiar.
  • Afiar o gume do dente de corte, empurrando a lima para a frente e contra o gume em movimentos retos e firmes utilizando todo o seu comprimento, segundo a direção de afiação marcada no cabo da lima; garantir que todo o gume é abrangido pela afiação.
  • No caso de não se utilizar porta-limas, rodar simultaneamente a lima de dentro para fora durante o seu movimento
  • Nunca aplicar à lima um movimento de vai-e-vem.
  • Evitar tocar na zona útil da lima com as mãos para que esta não oxide (figura pág. 28).
  • Garantir o mesmo ângulo de afiação e a mesma dimensão (limar o mesmo número de vezes) para todos os dentes.
  • Limar todos os dentes de um lado e só depois todos o do lado oposto.
  • Sente necessidade de, ao cortar, exercer maior pressão do que o habitual no órgão de corte?
  • Quando corta o serrim produzido é muito fino?

Então, a corrente está a cortar mal e portanto a necessitar de afiação!

 

Correção do limitador de profundidade:

 

Com o uso e a afiação da corrente, a diferença de nível entre a aba superior do dente de corte e o limitador de profundidade, que determina a espessura ou profundidade de corte da corrente, diminui.

Para que a profundidade de penetração na madeira se mantenha é necessário corrigir (rebaixar) o talão limitador de profundidade.

Correção:

  • Colocar o calibrador sobre a corrente, de forma a que a ranhura encaixe no limitador de profundidade do dente de corte.
  • Verificar se o limitador de profundidade sobressai no calibrador (figura).
  • Se for o caso, corrigir o limitador rebaixando-o com a lima paralela até atingir o nível indicado pelo calibrador.
  • ATENÇÃO: verificar e corrigir de forma alternada, ou seja, retirar sempre o calibrador enquanto se rebaixa os limitadores de profundidade com a lima, para não o desgastar.
  • No final, dar o acabamento final, arredondando ligeiramente a sua parte dianteira.
  • Proceder de igual modo para todos os limitadores de profundidade da corrente

Verificar e corrigir, se necessário, a altura do limitador de profundidade em cada 3 ou 4 afiações!

 

Retificação e limpeza da lâmina-Guia:

 

Ferramentas

  • Estilete
  • Lima murça paralela
  • Com um estilete, limpar e retirar as impurezas e sujidade acumulada na calha, no orifício de lubrificação e no roleto de topo da lâmina.
  • Eliminar as rebarbas produzidas pela fricção da corrente sobre a lâmina com a lima paralela, dando-lhe uma ligeira inclinação (cerca de 45º).

A lâmina está sujeita a desgaste resultante da fricção produzida pelo movimento de rotação da corrente. A acumulação de impurezas e sujidades acentuam ainda mais esse desgaste, sendo necessário proceder à sua limpeza regular.

A falta de lubrificação ou o uso de correntes não devidamente tensionadas danificam a lâmina.

 

    Rodagem da Corrente:

     

    Sempre que se utiliza uma corrente nova deve-se proceder à sua rodagem!

    Ferramentas

    • Chave combinada;
    • Tabuleiro ou recipiente com óleo.

    Colocar a corrente de um dia para o outro num recipiente em banho de óleo para garantir uma adequada articulação dos elos e maleabilidade, importante para um bom ajuste da corrente à lâmina quando em funcionamento. 

    Nunca montar a corrente nova num pinhão de ataque que apresente um desgaste acentuado; se for esse o caso, deve ser substituído.

    Depois de montada e bem lubrificada, deixar a corrente rodar alguns minutos a baixa velocidade.

    Deixar arrefecer e regular a tensão.

    Repetir estes dois passos 2 a 3 vezes.

    Começar a cortar com especial cuidado no início, pois as correntes novas têm tendência a alargar, podendo esticar de forma irregular se se exercer demasiada pressão.

    Verificar e ajustar a tensão da corrente com frequência, especialmente nas primeiras utilizações.

     

    detecção de AVARIAS:

    Os quadros apresentam algumas possíveis avarias e respectivas causas.

    A motosserra não funciona?

    Antes de julgar que se trata de uma avaria certifique-se:

    • Se o interruptor arranque/paragem está em posição de arranque.
    • Se o depósito tem combustível.
    • Se o orifício de respiração do depósito de combustível está desentupido.
    • Se o filtro de combustível está limpo.
    • Se o filtro de ar está limpo.
    • Do estado de conservação da vela.

    Se o problema permanecer é sinal que estamos na presença de uma avaria. Não hesite em recorrer a oficinas especializadas sempre que se justifique!

    Armazenamento:

     

    (por longos períodos de tempo)

    • Esvaziar totalmente o depósito de combustível.
    • Pôr a motosserra a trabalhar e deixar o motor a funcionar ao ralenti até que o combustível existente no sistema de alimentação se esgote completamente.
    • Encher o depósito de óleo com óleo da corrente (óleo novo).
    • Limpar a motosserra.
    • Guardar a corrente em banho de óleo para que não perca a maleabilidade.

     

    Equipamentos de proteção individual (EPI):

     

     

    Cinto do motosserrista:

     

     

    Dispositivos de segurança da motossera:

     

     

    Equipamento acessório:

     

     

    Após a realização da manutenção da motosserra, deve testar sempre o seu funcionamento.

    ATENÇÃO!! Sempre que proceder ao arranque da motosserra, deve verificar se o interruptor está na posição de arranque e a corrente bloqueada. Acionar o arrancador com o interruptor na posição de paragem pode danificar o sistema eléctrico da motosserra!

    Se a motosserra estiver equipada com descompressor, deverá utilizá-lo no arranque.