CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DE MOTOSSERRA
Operador de Motosserra
1 Conservação e Manutenção de Motossera
O trabalho com a motosserra envolve certos riscos que podem ter consequências graves se não forem respeitadas todas as regras e normas de segurança.
No sentido de minimizar estes riscos e realizar um trabalho de qualidade, seguro e produtivo, o motosserrista deve:
Possuir formação profissional específica, que lhe permita aplicar posturas, procedimentos e técnicas adequadas ao exercício da atividade.
Cumprir as normas de segurança:
- Utilizando o equipamento de proteção individual (EPI) de motosserrista.
- Verificando regularmente o estado e funcionamento dos dispositivos de segurança da motosserra.
- Zelar pela conservação e manutenção da motosserra, mantendo-a sempre nas melhores condições de funcionamento e de armazenamento.
A manutenção e conservação da motosserra passam em grande parte pela sua limpeza e verificação.
De uma maneira geral, no que diz respeito à limpeza, é muito importante:
- Manter a motosserra limpa de sujidades acumuladas que possam obstruir as entradas e circulação do ar, nomeadamente a grelha da tampa do arrancador, filtro de ar e grelha refrigeradora do cilindro.
- Semanalmente, desmontar as coberturas e proceder a uma limpeza mais profunda.
- Limpar regularmente o exterior da motosserra para facilitar a sua verificação e controlo.
Uma correta verificação e controle deve contemplar:
- A verificação regular da existência de fendas ou zonas desgastadas, bem como o aperto de parafusos e porcas.
- Uma especial atenção à verificação dos órgãos particularmente expostos, como sejam:
- travão da corrente
- pinhão de ataque e embraiagem
- lâmina
- orifício de lubrificação
- ranhura do parafuso tensor da corrente de corte
- corrente de corte
- arrancador
2 Ferramentas necessárias à manutenção:
Esquema geral de manutenção:
Uma manutenção cuidada, periódica e regular melhora o rendimento do trabalho e prolonga o tempo de vida útil da motosserra. Além disso contribui para uma eventual diminuição dos riscos associados à sua utilização. Cada tipo de intervenção deve obedecer a uma periodicidade adequada.
Mantenha a motosserra limpa e afinada!
Limpeza e lubrificação do órgão de corte:
Sempre que se pretenda substituir a corrente, o pinhão de ataque, o roleto de topo ou limpar e retificar a lâmina, é necessário desmontar/montar o órgão de corte.
Ferramentas
- Chave combinada
- Estilete
Desmontagem
- Retirar a tampa de proteção do órgão de corte (tampa lateral), desapertando as porcas sextavadas.
- Aliviar a tensão da corrente desapertando o parafuso tensor.
- Retirar a lâmina e a corrente.
Limpeza
- Limpar a calha, orifícios de lubrificação e o roleto de topo da lâmina com um estilete.
- A corrente, o pinhão de ataque e o espaço envolvente podem ser limpos com trapos.
Lubrificação
- Para que a corrente deslize eficazmente na calha da lâmina e para evitar o sobreaquecimento, esta tem que ser continuadamente lubrificada com óleo apropriado para correntes durante a sua rotação (de preferência óleo biodegradável).
- Verificar se a lubrificação da corrente se está a realizar: com a motosserra em plena aceleração, aproximar a ponta da lâmina de um cepo ou outra superfície; se deixar um rasto de óleo marcado é sinal de adequada lubrificação
Montagem
- Colocar a lâmina nos encaixes, desapertando o parafuso tensor de modo a que o perno coincida com o orifício correspondente existente na lâmina.
- Posicionar e montar a corrente, encaixando-a primeiro no pinhão de ataque e depois na lâmina. Certificar-se de que a corrente está montada no sentido correto, ou seja, com os elos de corte no sentido do movimento da corrente.
- Comprovar se a corrente está bem montada, fazendo-a deslizar na calha da lâmina.
- Colocar a tampa e ajustar as porcas (o aperto final só é feito depois de regulada a tensão da corrente!).
- Ajustar a tensão da corrente.
Sempre que se desmonta e monta a corrente, deve inverter-se a posição da lâmina.
Atenção ao montar a corrente: verificar se está colocada com os dentes de corte no sentido do movimento da corrente!
Regulação de tensão da corrente:
A regulação da tensão da corrente é um procedimento frequente. Realizada por intermédio do ajuste do parafuso tensor, tem que ser feita sempre que:
- A corrente não está corretamente tensionada.
- Se monta ou se substitui a corrente.
- Se inverte a posição ou se substitui a lâmina.
- Se substitui o pinhão de ataque
Regulação da tensão
- A regulação da tensão deve ser sempre feita a frio.
- Aliviar as porcas de fixação da tampa de proteção do órgão de corte.
- Levantar a ponta da lâmina.
- Mantendo-a levantada, apertar então o parafuso tensor de modo a que a corrente encoste à parte inferior da lâmina.
- Verificar se a corrente desliza livremente puxando com a mão, e ver se está corretamente ajustada à lâmina.
- Retificar a tensão (aperto do parafuso) se for necessário.
- Apertar as porcas de fixação da tampa, mantendo a ponta da lâmina levantada.
- Verificar novamente se a corrente desliza livremente quando puxada com a mão. Retificar a tensão se necessário.
A corrente está corretamente tensionada quando, levantando-a a meio da lâmina, for possível ver a base dos elos-guia.
A regulação da tensão da corrente deve ser realizada sempre a frio e, posteriormente, verificada a quente!
Uma deficiente regulação da tensão da corrente provoca desgaste e danos na lâmina, pinhão de ataque e na própria corrente (desgaste excessivo ou deformação na base dos elos de corte).
Uma tensão excessiva provoca um desgaste prematuro da ponta da lâmina. Uma tensão insuficiente desgasta rapidamente a calha da lâmina.
Limpeza e manutenção do arrancador:
Semanalmente, ou sempre que se justifique, é necessário desmontar e montar o arrancador para se proceder à limpeza, regulação da tensão do cordel, lubrificação da mola do arrancador ou ainda substituição de peças
Ferramentas
- Chave combinada (alguns modelos necessitam de uma chave própria);
- Trincha.
Desmontagem
- Desapertar os parafusos de fixação (em cruz) e retirar a tampa do arrancador.
- Puxar o cordel para retirar tensão à mola, fazendo-o passar pelo entalhe da poli.
- Desapertar o parafuso central ou retirar o freio (consoante o modelo).
- Retirar a poli e a mola.
A desmontagem do arrancador deve ser sempre realizada com luvas e fora do alcance dos olhos, pois existe o risco da mola saltar bruscamente ao ser retirada do seu invólucro.
Limpeza e lubrificação
- Limpar o cárter e a tampa do arrancador utilizando uma trincha.
- Limpar a mola do arrancador com trapos.
- Olear ligeiramente a mola com a mão, usando óleo de lubrificação da corrente da motosserra.
- Fazer uma revisão geral das várias peças para avaliar se necessitam de ser substituídas. Substituí-las se for o caso. Dar especial atenção ao estado de conservação do cordel do arrancador.
Montagem
- Enrolar a mola no seu invólucro e montá-la na tampa do arrancador.
- Montar a poli diretamente sobre a mola.
- Enrolar o cordel na poli, deixando uma ponta de cerca de 30 cm por enrolar.
- Encaixar a poli no terminal da mola, procurando o acerto do engate da poli.
- Apertar o parafuso central ou colocar o freio (consoante o modelo) para fixação à tampa do arrancador.
- Dar tensão à mola, fazendo passar os 30 cm de cordel pelo entalhe da poli e rodá-la no sentido dos ponteiros do relógio para obter a tensão desejada.
- A tensão estará correta se conseguir rodar a poli no mínimo 1/4 de volta, quando o cordel do arrancador se encontra todo puxado.
- Colocar e fixar a tampa com os respectivos parafusos.
- Testar o bom funcionamento do arrancador.
Não tensionar excessivamente a mola, pois poderá danificá-la ou mesmo parti-la ao puxar o cordel do arrancador!
Substituir o cordel do arrancador sempre que este mostrar qualquer sinal de desgaste.
Sempre que acionar o cordel do arrancador, procurar o ponto de tensão para evitar grandes esticões que só o vão desgastar.
É conveniente dispor de cordel, linguetas, mola e parafusos da tampa do arrancador sobressalentes.
Limpeza e embraiagem pinhão de ataque:
A manutenção da embraiagem consta basicamente da sua limpeza (semanal ou sempre que necessário) e substituição das molas que se alongam e ganham elasticidade com o uso, fazendo com que a corrente deixe de parar quando está ao ralenti.
Nalguns modelos mais recentes, para a substituição das molas não é necessário desmontar a embraiagem. As molas retiram-se utilizando um alicate de pontas de meia cana.
Ferramentas
- Alicate de pontas
- Chave de lunetas (modelos menos recentes)
- Bloqueador do piston (modelos menos recentes)
- Saca (para alguns modelos)
Nalguns destes modelos, a desmontagem da embraiagem requer uma chave especial para o efeito, devendo ser realizada por pessoal especializado.
Nos outros modelos, para se limpar a embraiagem ou substituir as molas e, nalguns casos, ainda o pinhão de ataque, é necessário desmontar e montar o tambor e a embraiagem.
Desmontagem
- Retirar as tampas da motosserra.
- Desmontar o pinhão de ataque e o tambor da embraiagem.
- Bloquear o eixo da cambota para poder desapertar a porca sextavada que fixa a embraiagem: retirar o cachimbo e a vela e introduzir o bloqueador do piston no orifício onde se enrosca a vela (figura).
- Imobilizar o veio da cambota rodando o volante magnético (lado oposto à embraiagem) até ao piston encostar ao bloqueador.
- Desapertar a porca da embraiagem com a chave de lunetas para retirar a embraiagem. Atenção: a porca é de rosca esquerda (desaperta rodando a chave no sentido dos ponteiros do relógio).
Limpeza:
- Limpar a embraiagem e o cárter da embraiagem utilizando uma trincha embebida em gasolina e limpar com trapos ou, sempre que possível, usar ar comprimido
Montagem:
- Proceder de modo inverso ao indicado na desmontagem, mantendo o eixo da cambota bloqueado ao apertar a porca de fixação. Nota: apertar = rodar para a esquerda
Limpar pelo menos uma vez por semana o interior do cárter da embraiagem. Aproveitar para verificar a cinta do travão da corrente.
A corrente não para ao ralenti? Não a bloquear com o travão da corrente! Provavelmente uma pequena regulação do carburador ou a substituição das molas, serão mais eficazes para que a corrente pare, resolvendo o problema.
Limpeza de embraiagem/ Pinhão de ataque:
A manutenção da embraiagem consta basicamente da sua limpeza (semanal ou sempre que necessário) e substituição das molas que se alongam e ganham elasticidade com o uso, fazendo com que a corrente deixe de parar quando está ao ralenti.
Alguns modelos mais recentes, para a substituição das molas não é necessário desmontar a embraiagem. As molas retiram-se utilizando um alicate de pontas de meia cana.
Ferramentas
- Alicate de pontas
- Chave de lunetas (modelos menos recentes)
- Bloqueador do piston (modelos menos recentes)
- Saca (para alguns modelos)
Alguns destes modelos, a desmontagem da embraiagem requer uma chave especial para o efeito, devendo ser realizada por pessoal especializado.
Nos outros modelos, para se limpar a embraiagem ou substituir as molas e, nalguns casos, ainda o pinhão de ataque, é necessário desmontar e montar o tambor e a embraiagem.
Desmontagem:
- Retirar as tampas da motosserra.
- Desmontar o pinhão de ataque e o tambor da embraiagem
- Bloquear o eixo da cambota para poder desapertar a porca sextavada que fixa a embraiagem: retirar o cachimbo e a vela e introduzir o bloqueador do piston no orifício onde se enrosca a vela (figura).
- Imobilizar o veio da cambota rodando o volante magnético (lado oposto à embraiagem) até ao piston encostar ao bloqueador.
- Desapertar a porca da embraiagem com a chave de lunetas para retirar a embraiagem. Atenção: a porca é de rosca esquerda (desaperta rodando a chave no sentido dos ponteiros do relógio)
Limpeza:
- Limpar a embraiagem e o cárter da embraiagem utilizando uma trincha embebida em gasolina e limpar com trapos ou, sempre que possível, usar ar comprimido.
Montagem:
- Proceder de modo inverso ao indicado na desmontagem, mantendo o eixo da cambota bloqueado ao apertar a porca de fixação. Nota: apertar = rodar para a esquerda.
Limpar pelo menos uma vez por semana o interior do cárter da embraiagem. Aproveitar para verificar a cinta do travão da corrente.
A corrente não para ao ralenti?
Não a bloquear com o travão da corrente! Provavelmente uma pequena regulação do carburador ou a substituição das molas, serão mais eficazes para que a corrente pare, resolvendo o problema.
Limpeza do filtro de ar:
O filtro de ar tem a importante função de impedir a passagem de impurezas e sujidades para o motor (carburador). Geralmente está bem acessível e é de fácil desmontagem/montagem.
ATENÇÃO
Fechar sempre o ar (puxar o botão do ar) antes de se proceder à desmontagem e limpeza do filtro, para evitar entrada de sujidade e impurezas no carburador e no cilindro.
Desmontagem:
- Retirar a tampa superior de proteção do filtro.
- Fechar a borboleta do ar (puxando o botão do ar) para evitar a entrada de sujidades no carburador.
- Desapertar o(s) parafuso(s) que fixa(m) o filtro e retirá-lo.
Limpeza:
- Abrir o filtro se o modelo assim o permitir (existem modelos que não permitem a abertura).
- Observar atentamente para verificar se existe alguma ruptura. Não hesitar em substituí-lo se for caso disso.
- Limpar o filtro utilizando água com sabão, gasolina ou ar comprimido. Na mata o filtro pode ser limpo, sacudindo-o ligeiramente.
Montagem:
- Montar o filtro depois de bem seco, fixando-o com o(s) parafuso(s).
- Voltar a colocar a tampa de proteção.
É conveniente trazer sempre um filtro de ar de reserva.
Em condições normais de trabalho, o filtro de ar deve ser limpo tantas vezes quantas forem necessárias.
Limpeza e correção da folga dos eléctrodos da vela:
A produção de faísca (quando se produz o arranque do motor) provoca o desgaste da vela, sendo necessário verificar e ajustar regularmente a folga entre os eléctrodos e, caso estes estejam muito queimados, proceder à substituição da vela.
Ferramentas
- Chave combinada;
- Apalpa-folgas;
- Escova de arame de latão macio.
Desmontagem
- Retirar a tampa superior da motosserra.
- Retirar o cachimbo.
- Limpar o local onde a vela enrosca para evitar entrada de sujidades no cilindro.
- Desapertar a vela com a chave combinada.
Nunca desmontar a vela com o motor quente!
Limpeza e correção da folga dos eléctrodos
- Limpar os eléctrodos com uma escova de arame macia.
- Se tiver óleo, limpar a vela com gasolina ou solvente líquido.
- Verificar e corrigir a folga dos eléctrodos utilizando um apalpa-folgas. Se estes estiverem demasiado afastados, a vela não produzirá faísca
- Substituir a vela sempre que os eléctrodos se apresentem muito queimados.
Se não houver outra indicação, a folga dos eléctrodos da vela é geralmente de 0,5 mm. Caso não tenha um apalpa-folgas, pode verificar esse espaçamento utilizando como bitola o estilete ou ainda a espessura da unha do dedo polegar.
Teste ao funcionamento da vela
- Colocar a vela no cachimbo, apoiá-la no cilindro e acionar o cordel do arrancador (figura pág. 24).
- Se a vela produzir uma faísca forte de cor azulada entre eléctrodos, é sinal que está em bom estado.
Montagem
- Voltar a colocar a vela enroscando-a à mão e dando o aperto final com a chave combinada.
- Colocar a tampa, tendo o cuidado de não trilhar o cabo da vela.
Afinação do carburador:
O carburador é um órgão muito sensível, e nos modelos mais recentes encontra-se selado.
A sua regulação (afinação) é indispensável para o bom funcionamento do motor!
A afinação do carburador é realizada através de 3 parafusos:
- L – parafuso que regula o débito de combustível ao ralenti (baixas rotações).
- H – parafuso que regula o débito de combustível nas altas rotações.
- T, LA ou I – parafuso que permite manter o motor a trabalhar ao ralenti.
Ao rodar os parafusos L e H no sentido dos ponteiros do relógio, a mistura fica mais pobre. Ao rodar os parafusos L e H no sentido contrário dos ponteiros do relógio, a mistura fica mais rica.
Afinação básica
A afinação básica, normalmente necessária depois de uma intervenção no carburador, deve ficar reservada para ser efetuada por pessoal especializado.
- Atualmente, os novos modelos têm o carburador selado, no sentido de o proteger de eventuais manuseamentos indevidos. A tendência é ainda de evitar cada vez mais intervenções ao nível da afinação, existindo já alguns modelos em que apenas é permitido atuar no parafuso L.
- Caso seja necessário, atua-se ao nível do parafuso L quando:
- O funcionamento do motor é irregular e com tendência a acelera (mistura pobre) – desapertar até 1/4 de volta.
- O funcionamento do motor é irregular e com tendência a parar (mistura demasiado rica) – apertar até 1/4 de volta.
- Se com esta afinação o motor não funcionar devidamente, apertar o parafuso L até oferecer resistência e em seguida desapertá-lo 1 volta (afinação base para que o motor pegue). Antes de colocar o motor a trabalhar, e para garantir que ele pegue, deve-se apertar o parafuso T (LA ou I) 1 a 2 voltas e posteriormente desapertá-lo novamente até o motor ficar ao ralenti.
Afinação final (ajuste fino)
- Este tipo de afinação está relacionada com a altitude de trabalho, já que as diferenças de pressão interferem ao nível da membrana do carburador, influenciando o funcionamento do motor.
- É obtida atuando ao nível do parafuso H (altas rotações):
- Se a motosserra produz algum fumo e o motor encharca – apertar.
- Se o motor falhar ou tiver tendência a parar quando em esforço – desapertar.
- Os modelos mais recentes permitem uma afinação entre 1/4 a 3/4 de volta.
As afinações do carburador devem ser feitas com o motor quente, vela e filtro de ar limpos e órgão de corte montado.
Nunca desmontar o carburador!
O carburador é um órgão muito sensível, a sua desmontagem apenas deve ser feita por pessoal especializado!
Afinação da corrente de corte:
Uma afiação incorreta, a falta de lubrificação ou uma tensão incorreta são as principais causas de anomalias e danos provocados na corrente de corte.
Uma corrente devidamente afiada exige menor esforço e poupa tempo e combustível!
- Escolher a lima adequada ao passo dos dentes de corte da corrente:
Afiar muitas vezes, e pouco de cada vez!
Na mata: avivar os gumes.
Na oficina: afiar com precisão.
Afiação:
- Verificar se a corrente está devidamente tensionada e fixar a lâmina com o torno de afiação ou, na falta deste, fazer um pequeno entalhe num toro ou cepo alto para a fixar.
- Utilizar uma lima com cabo marcado com ângulos de afiação (na mata) ou o porta limas (para uma afiação de precisão em oficina).
- Posicionar a lima sobre o elo de corte a afiar.
- Afiar o gume do dente de corte, empurrando a lima para a frente e contra o gume em movimentos retos e firmes utilizando todo o seu comprimento, segundo a direção de afiação marcada no cabo da lima; garantir que todo o gume é abrangido pela afiação.
- No caso de não se utilizar porta-limas, rodar simultaneamente a lima de dentro para fora durante o seu movimento
- Nunca aplicar à lima um movimento de vai-e-vem.
- Evitar tocar na zona útil da lima com as mãos para que esta não oxide (figura pág. 28).
- Garantir o mesmo ângulo de afiação e a mesma dimensão (limar o mesmo número de vezes) para todos os dentes.
- Limar todos os dentes de um lado e só depois todos o do lado oposto.
- Sente necessidade de, ao cortar, exercer maior pressão do que o habitual no órgão de corte?
- Quando corta o serrim produzido é muito fino?
Então, a corrente está a cortar mal e portanto a necessitar de afiação!
Correção do limitador de profundidade:
Com o uso e a afiação da corrente, a diferença de nível entre a aba superior do dente de corte e o limitador de profundidade, que determina a espessura ou profundidade de corte da corrente, diminui.
Para que a profundidade de penetração na madeira se mantenha é necessário corrigir (rebaixar) o talão limitador de profundidade.
Correção:
- Colocar o calibrador sobre a corrente, de forma a que a ranhura encaixe no limitador de profundidade do dente de corte.
- Verificar se o limitador de profundidade sobressai no calibrador (figura).
- Se for o caso, corrigir o limitador rebaixando-o com a lima paralela até atingir o nível indicado pelo calibrador.
- ATENÇÃO: verificar e corrigir de forma alternada, ou seja, retirar sempre o calibrador enquanto se rebaixa os limitadores de profundidade com a lima, para não o desgastar.
- No final, dar o acabamento final, arredondando ligeiramente a sua parte dianteira.
- Proceder de igual modo para todos os limitadores de profundidade da corrente
Verificar e corrigir, se necessário, a altura do limitador de profundidade em cada 3 ou 4 afiações!
Retificação e limpeza da lâmina-Guia:
Ferramentas
- Estilete
- Lima murça paralela
- Com um estilete, limpar e retirar as impurezas e sujidade acumulada na calha, no orifício de lubrificação e no roleto de topo da lâmina.
- Eliminar as rebarbas produzidas pela fricção da corrente sobre a lâmina com a lima paralela, dando-lhe uma ligeira inclinação (cerca de 45º).
A lâmina está sujeita a desgaste resultante da fricção produzida pelo movimento de rotação da corrente. A acumulação de impurezas e sujidades acentuam ainda mais esse desgaste, sendo necessário proceder à sua limpeza regular.
A falta de lubrificação ou o uso de correntes não devidamente tensionadas danificam a lâmina.
Rodagem da Corrente:
Sempre que se utiliza uma corrente nova deve-se proceder à sua rodagem!
Ferramentas
- Chave combinada;
- Tabuleiro ou recipiente com óleo.
Colocar a corrente de um dia para o outro num recipiente em banho de óleo para garantir uma adequada articulação dos elos e maleabilidade, importante para um bom ajuste da corrente à lâmina quando em funcionamento.
Nunca montar a corrente nova num pinhão de ataque que apresente um desgaste acentuado; se for esse o caso, deve ser substituído.
Depois de montada e bem lubrificada, deixar a corrente rodar alguns minutos a baixa velocidade.
Deixar arrefecer e regular a tensão.
Repetir estes dois passos 2 a 3 vezes.
Começar a cortar com especial cuidado no início, pois as correntes novas têm tendência a alargar, podendo esticar de forma irregular se se exercer demasiada pressão.
Verificar e ajustar a tensão da corrente com frequência, especialmente nas primeiras utilizações.
detecção de AVARIAS:
Os quadros apresentam algumas possíveis avarias e respectivas causas.
A motosserra não funciona?
Antes de julgar que se trata de uma avaria certifique-se:
- Se o interruptor arranque/paragem está em posição de arranque.
- Se o depósito tem combustível.
- Se o orifício de respiração do depósito de combustível está desentupido.
- Se o filtro de combustível está limpo.
- Se o filtro de ar está limpo.
- Do estado de conservação da vela.
Se o problema permanecer é sinal que estamos na presença de uma avaria. Não hesite em recorrer a oficinas especializadas sempre que se justifique!
Armazenamento:
(por longos períodos de tempo)
- Esvaziar totalmente o depósito de combustível.
- Pôr a motosserra a trabalhar e deixar o motor a funcionar ao ralenti até que o combustível existente no sistema de alimentação se esgote completamente.
- Encher o depósito de óleo com óleo da corrente (óleo novo).
- Limpar a motosserra.
- Guardar a corrente em banho de óleo para que não perca a maleabilidade.
Equipamentos de proteção individual (EPI):
Cinto do motosserrista:
Dispositivos de segurança da motossera:
Equipamento acessório:
Após a realização da manutenção da motosserra, deve testar sempre o seu funcionamento.
ATENÇÃO!! Sempre que proceder ao arranque da motosserra, deve verificar se o interruptor está na posição de arranque e a corrente bloqueada. Acionar o arrancador com o interruptor na posição de paragem pode danificar o sistema eléctrico da motosserra!
Se a motosserra estiver equipada com descompressor, deverá utilizá-lo no arranque.