Noções gerais do desenho técnico-
Desenho Arquitetônico e Construção Civil
1 O desenho como forma de expressão
O desenho técnico
A importância das normas técnicas
2 Instrumental de desenho técnico: equipamentos e materiais
Embora a mão e a mente controlem o desenho acabado, materiais e equipamentos de qualidade tornam o ato de desenhar agradável, facilitando a longo prazo a obtenção de um trabalho de qualidade. CHING, Francis D. K.
Lapiseira Mecânica
Utiliza uma mina de grafite, que não necessita ser apontada. Ela é utilizada para o traçado de linhas nítidas e finas se girada suficientemente durante o traçado. Para linhas relativamente espessas e fortes, recomenda-se utilizar uma série de linhas, ou uma lapiseira com minas de grafite mais espessas. Estão disponíveis lapiseiras que utilizam minas de 0,3 mm, 0,5mm, 0,7mm e 0,9mm, principalmente.
O ideal é que a lapiseira tenha uma pontaleta de aço, com a função de proteger o grafite da quebra quando pressionado ao esquadro no momento da graficação.
Lápis
O lápis comum de madeira e grafite também pode ser usado para desenho. O lápis dever ser apontado, afiado com uma lixa pequena e, em seguida, ser limpo com algodão, pano ou papel. De maneira geral, costuma se classificar o lápis através de letras, números, ou ambos, de acordo com o grau de dureza do grafite (também chamado de “mina”).
A dureza de um grafite para desenho depende dos seguintes fatores:
• O grau do grafite, que varia de 9H (extremamente duro) a 6B (extremamente macio), ou Nº 1 (macio) a Nº 3 (duro), conforme classificação;
• Tipo e acabamento do papel (grau de aspereza): quanto mais áspero um papel, mais duro deve ser o grafite;
• A superfície de desenho: quanto mais dura a superfície, mais macio parece o grafite;
• Umidade: condições de alta umidade tendem a aumentar a dureza aparente do grafite.
Classificação por números:
Nº 1 – macio, geralmente usado para esboçar e para destacar traços que devem sobressair;
Nº 2 – médio, é o mais usado para qualquer traçado e para a escrita em geral;
Nº 3 – duro, usado em desenho geométrico e técnico.
Classificação por letras:
A classificação mais comum é H para o lápis duro e B para lápis macio. Esta classificação precedida de números dará a gradação que vai de 6B (muito macio) a 9H (muito duro), sendo HB a gradação intermediária.
Outras classificações:
4H – duro e denso: indicado para lay-outs precisos; não indicado para desenhos finais; não use com a mão pesada – produz sulcos no papel de desenho e fica difícil de apagar; não copia bem.
2H – médio duro: grau de dureza mais alto, utilizado para desenhos finais; não apaga facilmente se usado com muita pressão.
FH – médio: excelente peso de mina para uso geral; para lay-outs, artes finais e letras.
HB – macio: para traçado de linhas densas, fortes e de letras; requer controle para um traçado de linhas finas; facilmente apagável; copia bem; tende a borrar com muito manuseio.
• Atualmente é mais prático o uso de lapiseira. Recomenda-se a de 0,5mm e a de 0,9mm, com grafite HB.
borracha
Sempre se deve utilizar borracha macia, compatível com o trabalho para evitar danificar a superfície do desenho. Evitar o uso de borrachas para tinta, que geralmente são mais abrasivas para a superfície de desenho.
Esquadros
É o conjunto de duas peças de formato triangular-retangular, uma com ângulos de 45º e outra com ângulos de 30º e 60º (obviamente, além do outro ângulo reto – 90º). São denominados Jogo de Esquadros quando são de dimensões compatíveis, ou seja, o cateto maior do esquadro de 30/60 tem a mesma dimensão da hipotenusa do esquadro de 45. Utilizados para o traçado de linhas verticais, horizontais e inclinadas, sendo muito utilizado em combinação com a régua paralela.
Com a combinação destes esquadros torna-se possível traçar linhas com outros ângulos conhecidos.
Os esquadros devem ser de acrílico, espessos, rígidos e, preferencialmente sem marcação de sua gradação.
Cuidados
• Não usar o esquadro como guia para corte;
• Não usar o esquadro com marcadores coloridos;
• Manter os esquadros limpos com uma solução diluída de sabão neutro e água (não utilizar álcool na limpeza, que deixa o esquadro esbranquiçado).
compasso
É o instrumento que serve para traçar circunferências de quaisquer raios ou arcos de circunferência. Deve oferecer um ajuste perfeito, não permitindo folgas.
Usa-se o compasso da seguinte forma: aberto com o raio desejado, fixa-se a ponta seca no centro da circunferência a traçar e, segurando-se o compasso pela parte superior com os dedos indicador e polegar, imprime-se um movimento de rotação até completar a circunferência.
gabaritos
São chapas em plástico ou acrílico, com elementos diversos vazados, que possibilitam a reprodução destes nos desenhos.
O gabarito de círculos é útil para o traçado de pequenos círculos de raios pré- disponíveis. Outros gabaritos úteis: equipamentos sanitários/hidráulicos, formas geométricas e mobiliário.
3 Instrumental de desenho técnico: equipamentos e materiais Parte 2
escalímetro
prancheta
régua paralela
4 A graficação arquitetônica Parte 1
As linhas
Tipos de Linhas
Qualidade da Linha
Técnicas de Graficação
Sequência de Desenho
Tipos de letras e números
Letras de Mão
5 A graficação arquitetônica Parte 2
Formato e dimensões do papel
Dobramento das Pranchas
escalas
Escalas recomendadas:
Escala Numérica:
Escalas Gráficas
6 A graficação arquitetônica Parte 3
Dimensionamento/ cotagem – Colocação de cotas no desenho
Princípios Gerais:
7 O desenho arquitetônico
O projeto e o desenho de arquitetura
Os elementos do desenho arquitetônico
8 A planta baixa Parte 1
conceituação
Denominação e quantidade
Composição do desenho
paredes
portas e portões
janelas
pisos
Equipamentos hidráulicos de construção
elementos não visíveis
nome das peças
9 A planta baixa Parte 2
áreas das peças
Tipo de piso dos ambientes
níveis das dependências
Cotas nas aberturas – forma 1
10 A planta baixa Parte 3
Cotas nas aberturas – forma 2 – utilização de quadro de esquadrias
Cotas nas aberturas – forma 3 – utilização de códigos sem quadro esquadrias
cotas gerais
outras informações
11 A planta baixa Parte 4
Roteiro sequencial de desenho
1ª Etapa (com traço bem fino – traço de construção):
2ª Etapa (com traços médios):
3ª Etapa (com traços médios e fortes):
observações gerais
12 Os cortes Parte 1
conceituação
Plano que gera o corte transversal:
Plano que gera o corte longitudinal:
Posicionamento dos cortes
fundações
Piso/contra-piso
Paredes
Equipamentos hidráulicos de construção
Forros/lajes
coberturas
aberturas
Representação das informações
Cotas
13 Os cortes Parte 2
Níveis
exemplo de cortes