O Perfil Profissional do Supervisor de Ensino

Supervisão Escolar e Orientação Pedagógica

1 FATORES QUE INTERFEREM NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM:

Família:

Nossa sociedade é formada por famílias que lutam com muitas dificuldades para sobreviver. Esses problemas atingem as crianças na aprendizagem, pois os problemas podem estar ligados à estrutura familiar. Nem todos os alunos pertencem à família com pai e mãe, com recursos suficientes para uma vida digna. Essas situações trazem obstáculos à aprendizagem, não oferecem à criança recursos materiais, carinho, compreensão e amor. Há também o caso de filho único e caçula, certamente na escola, quando ele for apenas mais um entre outros trinta ou quarenta alunos, poderá desenvolver bloqueios à aprendizagem, desvalorizando a escola.

Nesses casos exige-se todo um trabalho de adaptação á vivência em grupo. Quando a criança é muito mimada em casa, o professor tem que fazer um trabalho com os pais, procurando uma maneira de diminuir os efeitos negativos do mimo, no sentido de que estes substituam o excesso de mimo por uma educação equilibrada. Sabemos que é a família que estabelece as relações afetivas, valores e normas de conduta mais intensas. E quando encaminha seu filho para a escola, espera estar dando a ele a oportunidade de preparar-se para o futuro. Muitas são as dificuldades da vida atual e tem levado muitos pais a encaminharem os filhos mais cedo para a escola, deixando a esta toda a responsabilidade pela sua educação. A participação dos pais na educação escolar dos filhos é de grande importância para que possa ser realizado um trabalho em conjunto para suprir a deficiência no aprendizado, combater a indisciplina e outros fatores que ameaçam o desempenho acadêmico dos alunos.

O simples fato de os alunos serem provenientes de diferentes famílias, diferentes origens, assim como cada professor ter, ele próprio, uma origem pessoal, e os outros auxiliares do trabalho escola terem também, cada qual, diferentes histórias, permite desenvolver uma experiência de interação “entre diferentes”, na qual cada um aprende e cada um ensina.

É importante considerar as diferenças como valiosas ferramentas. Sejam essas diferenças individuais, familiares, culturais ou financeiras. Elas sendo analisadas e bem trabalhadas podem contribuir significativamente para o aprendizado. A família é o foco principal, porque é nela que são evidenciadas as divergências, as desarmonias e desigualdades. Ela é capaz de acompanhar com precisão a vida escolar do filho.

Indisciplina:

Quem leciona em escola onde o problema de indisciplina é grave, pode pensar que atitudes repressivas seja a solução. Mas as medidas capazes de fazer os alunos mudarem o modo de agir e de pensar é levá-los a uma reflexão sobre suas ações. Diferentemente do que muitos acreditam as causas da indisciplina não estão apenas no estudante e na educação que ele traz de casa. Ao achar que as soluções para o problema estão fora do seu alcance, a escola nega a responsabilidade que lhe cabe. Disciplina tem tanto a ver com a família quanto com a escola.

O aluno indisciplinado não é mais aquele que conversa ou se movimenta na sala. É o que não tem limites, não respeita os sentimentos alheios, tem dificuldade em governar a si mesmo. São essas as características que devem ser trabalhadas. Em vez de um pré-requisito, a disciplina se torna um dos objetivos a ser construído pela escola. Com as crianças menores, essa construção deve ser permanente, lembrando de apresentar aos alunos as regras e combinado todos os dias.

O desrespeito à figura do professor é um queixa comum. O aluno não reconhece que o professor é obrigado a fazer malabarismo para atrair a atenção da classe, não diz com licença, obrigado, simplesmente levanta-se e interrompe a aula. Em muitos casos essa indisciplina é de origem familiar. Os próprios pais não respeitam os professores, isto é, não estimulam a gratidão a esse profissional. Os pais nem sempre transmitem noções de ética, para seus filhos. Não exigem respeito e não os ensinam a respeitarem empregados, funcionários parentes próximos. Daí o aluno acha quase natural o desrespeito pelo educador.

É dever de a escola educar os alunos que não conhece boas maneiras e reeducar aqueles que sabem seus deveres e que muitas vezes deixam ser levados por outros colegas. A indisciplina não tem uma causa única. Em algumas situações, tentar rastreá-la, buscando suas causas e tomar atitudes coerentes, constantes e conseqüentes, isto é, necessitam do endosso de todos os professores. O “fundão” é a covardia do aluno que se esconde no anonimato. Mas é muito fácil resolver esse problema. Coloque as carteiras em círculos, e acabe com o mesmo, eliminando muitas vezes até as conversas paralelas.

Motivação:

Sabemos que nossos alunos, como seres humanos normais, têm como todo mundo a mesma estrutura motivacional. O objetivo do processo educacional é transmitir conhecimentos e desenvolver habilidades capazes de permitir-lhes realizar suas potencialidades. Mas para que isso aconteça é necessário, em primeiro lugar que o aluno queira aprender. Mas querer aprender é algo que o professor não pode colocar na cabeça de ninguém. Quando se ouve um professor decepcionado com o desempenho dos alunos dizendo que ensinou muito bem e não houve rendimento por parte do aluno, compreende-se que os alunos não captam necessariamente o que o professor presume ter ensinado bem.

Mas se confunde ensinar com dizer, explicar, enunciar, proclamar, etc. Vê se claramente que a aquisição do saber não se faz por simples contato com o saber de outrem e sim construir em si. Ora costumamos dar nossas aulas sem perguntar se aquilo que os alunos têm de fazer é de fato suscetível de desenvolver neles as capacidades que desejamos ver surgir. Para conseguir levantar a auto-estima do aluno e manter o interesse, é preciso levar em conta vários elementos na elaboração do próprio método de ensino como despertar a curiosidade para motivar os alunos à aprendizagem e estratégias de ensino suficientes para manter a atenção dos alunos. “Percebese, assim, a importância do papel do educador, o mérito da paz com que viva a certeza de que faz parte de sua tarefa docente não apenas ensinar os conteúdos, mas também ensinar certo”.

Comportamento:

O senso comum costuma identificar comportamento como atos e gestos que as pessoas executam em determinadas situações. Contudo, quando se estabelecem valores do tipo “bom comportamento em sala de aula”, já se comete um equivoco. Na realidade, o aluno que não procede, constantemente, de acordo com os padrões esperados, está manifestando uma atitude de desrespeito às regras. Atitude é uma tendência, uma predisposição para a ação. O comportamento observável é apenas o reflexo dessa postura psicológica. Algumas atitudes comuns da realidade escolar podem ser claramente identificadas como a preguiça, o respeito e o interesse.

A cada um corresponde uma série de comportamentos observáveis. Veremos agora como modificar os comportamentos que interferem no processo educacional. Em primeiro lugar devem ser observados os componentes das atitudes que levam a tais comportamentos. Segundo os psicólogos que pesquisam o assunto, uma atitude é composta de três elementos: o cognitivo afetivo e comportamental. O componente cognitivo é o conjunto de crenças que o individuo acredita ser verdadeiro. O elemento afetivo, para muitos estudiosos, é o que mais caracteriza uma atitude. Trata-se do conjunto de sentimentos relacionados ao objetivo da atitude.

Se esses sentimentos forem agradáveis, como o amor e a admiração, a atitude é caracterizada como positiva. Se forem desagradáveis, como o ódio, a raiva ou o medo, a atitude será negativa. Os sentimentos são tão negativos que leva a ficar imaginando formas de vingança. O terceiro elemento é conseqüência visível dos outros dois: O comportamental. Quanto maior a carga emocional e a crença que o individuo tem em relação ao objeto, maiores chances de transformar a atitude em comportamento observável. O aluno deixa de fazer tudo o que pode estar relacionado ao professor, mesmo em prejuízo próprio.

Mas há dois grupos principais de teorias que abordam como modificar atitudes que geram comportamentos inadequados: a da coerência cognitiva e a comportamentalista. Segundo a teoria da coerência cognitiva, as pessoas têm necessidade de integrar suas percepções e conhecimentos de uma forma organizada e coerente. Assim se o aluno não gosta de um professor por uma informação que ele acha possivelmente ter sido dita por ele e em seguida descobre que foi o outro professor, esse aluno é motivado a buscar solução para reduzir o desconforto com o mal entendido.

A teoria comportamentalista, defende que a mudança de atitudes pode ser obtida através do seu aspecto manifesto, o comportamento. Os comportamentalistas defendem a idéia da utilização de reforços positivos e negativos para a obtenção do comportamento desejado. Algumas regras básicas precisam ser seguidas por quem aplica a técnica da recompensa ou da punição:

  • É preciso criar um relacionamento cordial e afetuoso com o aluno.
  • É necessário escolher um meio de recompensa ou punição suave ou moderado, adequado ao problema, ao contexto e as características do aluno.
  • Quem vai conceder a recompensa ou aplicar a punição deve ter controle sobre si mesmo, não se deixando levar pelas emoções.
  • Faz-se necessário aplicar a mesma recompensa ou punição para a mesma resposta, sempre que ela ocorrer.
  • É preciso apresentar a recompensa ou a punição assim que o fato acontecer, e os alunos devem saber claramente porque estão sendo premiados ou punidos. Recompensa ou punição só funcionam adequadamente, quando bem aplicados.

2 OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO:

Aprender a Fazer:

A escola é um ambiente onde se deve contar com o acaso para que as coisas dêem certo. Pois segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais: aprender a fazer, aprender a conhecer, aprender a ser e aprender a conviver. Todas as ações dentro da unidade escolar, todo faz er de seus profissionais, deve ser uma ação pensada, trabalhada na prancheta planejada. O planejamento é estar fadado ao fracasso, aos atropelos, a ações de improviso, e isso não combina com a construção da educação. Planejar já foi durante muito tempo sinônimo de copiar.

Muitos iam às reuniões de planejamento onde o que acontecia era adistribuição de conteúdos programáticos por disciplina aos professores e estes os copiavam em seus cadernos que depois seriam esquecidos, porque estes professoresse guiriam seu slivros , e sequer olhariam para o plano. Na forma como a educação se dá hoje, tal concepção não tem mais lugar, nem para o descaso com o planejamento, nem com a forma isolada de se planejar, hoje, com o caráter multidisciplinar da educação, o trabalho coletivo ganha espaço e os professores das disciplinas procuram estar planejando conjuntamente, o que vem desencadeando bons resultados.

Elaborar projetos vem atender a essas necessidades, pois constitui um processo de concentração de inteligência, articulação de esforços e condições necessárias para garantir o enfretamento de desafios e a superação desejada de obstáculos específicos e claramente delineados, assim como o aproveitamento de oportunidades de desenvolvimento. (LUCK)

O levantamento dos objetivos de ensino pelo professor é uma tarefa que procedem outras. Nesse momento do planejamento, a escola já tem o seu projeto político pedagógico determinado e o professor fez parte dele e o conhece. Isso é muito importante, uma vez que todo planejamento, de qualquer ação que seja dentro da unidade escolar deve estar em consonância com o projeto pedagógico da escola. Entende se também que neste ponto, a escola por meio do Projeto Político-Pedagógico, já delimitou sua corrente filosófica, o modelo de educação que será implantado, e o perfil de aluno cidadão que deseja desenvolver.

Os coordenadores pedagógicos já repassaram aos professores as metas da escola para o ano, e as temáticas que devem ser trabalhadas. De posse desses pré-requisitos, o professor deve conhecer a realidade de seus alunos e as suas necessidades. Uma vez que é função da escola preparar o aluno para a vida em sociedade, e para a vida de um modo geral, entendemos que um leque grande de possibilidades se abre nesse momento, tendo que traçar objetivos que propiciem aos alunos desenvolverem habilidades cognitivas, com conteúdos científicos e técnicos, levando a desenvolver atitudes.

Uma coisa é certa, é da exposição de objetivos claros e bem definidos que o professor tem chances significativas de sucesso, pois uma vez que sei onde quero chegar, será mais fácil estabelecer os meios e procedimentos para chegar até ele e mais, no momento de cobrar isso do aluno, estes saberão como melhor responder.

“O professor deve produzir no aluno a fome pelo saber, não deve transmiti-lo apenas, mas deve deixar no aluno a vontade de buscar cada vez mais”. (ALVES)

Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o cidadão esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na elaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de certa dose de risco, saber comunicar-se resolver conflitos e ser flexível.

Aprender a Conhecer:

É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar no novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida. Não importa tanto hoje a quantidade de sabores codificados, mas o desenvolvimento dos desejos e das capacidades de aprender a aprender.

Compreender o mundo que rodeia o aluno tornar-se para toda a vida, amigo da ciência, dispor de uma cultura geral vasta e ao mesmo tempo, da capacidade de trabalhador em profundidade determinando número de assuntos, exercitarem a atenção, a memória e o pensamento são algumas das características desse aprender que faz parte da agenda de prioridades de qualquer atividade econômica. Este é um processo que não se acaba e se liga cada vez mais a experiência do trabalho, à proporção que este se torna menos rotineiro.

Segundo Içami Tiba, “Comer alimenta o corpo de energia enquanto aprender alimenta a alma de saber”.

Deve existir a preocupação de despertar no aluno, não só estes processos em si, como o desejo de desenvolvê-los, a vontade de aprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação seja encarada, não apenas com um meio para um fim, mas também como um fim para si. Esta motivação pode ser despertada por educadores competentes, sensíveis às necessidades e dificuldades dos alunos, apresentando lhes metodologias adequadas para uma melhor compreensão. Despertar em cada aluno a sede de conhecimento, capacidade de aprender cada vez melhor, desenvolvendo os dispositivos intelectuais e cognitivos, que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio pensamento crítico e aventurar-se sozinho pelos domínios do saber e do conhecimento.

Aprender a Ser:

Aprender a ser é um tipo de aprendizagem que depende diretamente dos outros três. Considera-se que a educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do individuo “espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal e espiritualidade”. É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estilístico, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada individuo.

Cabe a educação preparar não para a sociedade do presente, mas criar um referencial de fatores e de meios para compreender e atuar em sociedades que dificilmente imaginamos como serão. Este pilar significa que a educação tem como papel essencial “conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento, discernimento, sentimentos e imaginação de que necessitam para desenvolver os seus talentos e permanecerem, tanto quanto possível, donos do seu próprio destino”. Prepara para agir com autonomia, solidariedade e responsabilidade, reconhecendo suas forças e seus limites, buscando superá-los a auto-estima, o auto-conceito, gerando autoconfiança e autodeterminação para que possa construir um projeto de vida que leve em conta o bem estar pessoal e da comunidade.

Aprender a Conviver:

No mundo atual, aprender a conviver é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros e ter a capacidade de comunicar-se, interagir, não agredir, decidir em grupo, cuidar de si, do outro, do lugar em que se vive e valorizar o saber social. Desenvolver a compreensão e a percepção de interdependência, administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum. Aprender a viver com os outros, a conviver, implica fazer da partilha, do diálogo e da ajuda mútua, sinais quotidianos de uma cidadania ativa.

Antes de constituir-se como reflexão sobre valores, princípios ou regras de conduta, a ética diz respeito a essa prática de convívio. Primordialmente, ela refere-se á relação que aproxima subjetividades misteriosamente separadas pelo segredo que mora dentro de cada pessoa, tornando-a especial e única. É aí que a paz começa, na disponibilidade para sentir, para escutar e para aprender com modos de ser e viver diferentes. É da interação entre pessoas e respectivas histórias de vida que emerge a riqueza do humano em toda sua complexidade e esplendor.

O convívio é gerador de sentimentos, de afetos, de idéias, de desejos e de valores. Ele pode, também, ser gerador de conflitos, de frustrações e de riscos. Uma das tarefas da educação está aí, no ensinar a aprender, a integrar, a frustração, a dor, e até o medo, numa identidade progressivamente adulta. Porque não é possível falar em desenvolvimento e emancipação, de indivíduos e comunidades, sem considerar a ruptura com as rotinas securizantes que toda a abertura à alteridade implica. E a violência, a agressão, ou a indiferença, não são respostas para a insegurança e para a incerteza.

A descoberta do outro, condição necessária para a descoberta de si mesmo, deve ser marcada pela consciência da interdependência e pelo sentimento de proximidade que suportam uma cultura de paz. Todavia, a promoção desta consciência e deste sentimento não pode ficar confinada à transmissão de conteúdos sobre a diversidade humana ou sobre os valores do pluralismo humanista. Em grande parte ela depende das práticas de convívio, de diálogo e de cooperação que conseguirmos instituir no quotidiano escolar onde o professor funciona como figura de referencia.

Enquanto prática de convivência, a paz não se confunde com atitudes de tolerância passiva, com indiferença, conformismo ou quietismo. Pelo contrário, a paz começa no movimento que rompe com o egoísmo e a auto-suficiência, traduzindo-se no prazer do encontro, na atenção, no cuidado e na ação solidária em favor do outro. Sem esquecer que aprender a conviver passa também pelo aprender a respeitar os espaços de solidão e de privacidade necessários à afirmação da humanidade em cada homem.

3 ENSINO APRENDIZAGEM:

O FAZER EDUCACIONAL:

Educação de qualidade, uma preocupação antiga:

Educação de qualidade é aquele que promove para todos, o domínio de conhecimentos e desenvolvimento de capacidades cognitivas, operativas e sociais dos alunos, á inserção no mundo do trabalho à constituição da cidadania, tendo em vista a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Em outras palavras, escola com qualidade social, significa a inter-relação entre qualidade formal e política, é aquela baseada no conhecimento e na ampliação de capacidades cognitivas, operativas e sociais, com alto grau de inclusividade.(LIBANEO)

Não é de hoje que a qualidade da educação escolar vem sendo questionada. Discussões em torno do assunto vêm sendo feitas há muito tempo. No entanto, apenas a partir dos anos 90 é que o tema toma corpo entre a classe educacional e no meio da sociedade. É importante observar que as mudanças no modo de ver e fazer a educação se deve à nova sociedade que surge dos anos noventa, ao poder da mídia que faz com que a comunicação chegue aos lares, à abertura política que solta as amarras da voz popular e dos intelectuais e teóricos. Essa nova sociedade se vê diante de um mundo que caminha a passos rápidos, e a preocupação é em não ficar para trás, mas é também em acompanhar, e se possível, se colocar a frente, se antecipar.

A escola passa a ser vista então como o canal que possibilitará esse acerto de passo entre sistema e sociedade. Essa concepção promove o clamor em torno de uma educação de qualidade. É aí que a nova política voltada para a educação se faz imperativa, surgindo programas os mais variados, e permitindo que a valorização do magistério seja novamente colocada em pauta. Não se pode esquecer a questão externa, os interesses internacionais que chegam com a globalização, com a ausência de fronteiras. Não é mais somente o mercado nacional que exige capacitação, mas a presença de multinacionais, exigentes, torna-se um fator a mais na impulsão das modificações necessárias á educação escolar.

As escolas foram mobilizadas e dos professores foi exigida a tarefa de pensar na prática, e contribuir para a formação de um projeto nacional para a educação. Trazendo a questão para o âmbito mais pessoal, a vivencia própria, na realidade imediata, envolvidos no processo de discussão e implementação das políticas públicas destinadas á educação. Estava aberto aí o precedente que hoje norteia as escolas, o principio da gestão democrática. Educadores que por anos a fio tiveram que acatar as imposições por vezes alienadas de instancias superiores, sem poder de decidir ou influir de forma alguma nos mecanismos educacionais, ora se vê com voz nas tomadas de decisões.

Foi assim com o plano Decenal de Educação, com o PCN e tem sido assim com as articulações em torno da elaboração do Projeto Político Pedagógico. A soma destes e de outros recursos que assaltaram as escolas nestes últimos anos, mostram as tentativas de tornar educação escolar uma educação de qualidade. No entanto, Programas e recursos por vezes têm se esbarrado no fator humano dentro da escola. A ausência de um profissional devidamente capacitado para atuar em conformidade com os projetos e com competências para manuseio dos recursos colocados a sua disposição revela a necessidade primeira e mais importante nesse processo, à capacitação do profissional da educação.

Formação Profissional do Professor:

Uma das formas mais eficazes de aprender a enfrentar as mudanças e ir construindo uma nova identidade profissional é o desenvolvimento de uma atitude criticoreflexiva, isto é, o desenvolvimento da capacidade reflexiva com base na própria prática, de modo a associar o próprio fazer e o processo do pensar. (José Carlos Libâneo)

Bom seria se todos os profissionais em exercício hoje no magistério, pudessem ter passado pelo processo normal de formação. Chamo de normal os caminhos percorridos antes do ingresso em sala de aula, nas escolas formadoras, nas universidades. Acontece que, devido à indisponibilidade de mão de obra qualificada, profissionais recém saídos de escolas de ensino médio ingressam nas salas de aula. Isso faz com que o conteúdo necessário à formação dos professores tanto no embasamento quanto na prática, ficam defasados, e este profissional, por mais competente que seja não pode explorar todas as potencialidades dos alunos, pois ele mesmo tem dificuldades devido a sua formação incompleta.

Diante da exigência da educação atual o MEC vem desenvolvendo no sistema educacional, programas que estão provocando mudanças com reflexos na atuação dos professores: direção à melhoria de qualidade; a TV escola que possibilita o acesso de professores dos diferentes pontos do país a informações e propostas atualizadas de práticas educativas; alguns programas, como o estudo dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) com discussão, formulação e divulgação dos referenciais; a EJA, que ajuda os jovens e adultos recuperarem os estudos: Educação infantil; o salto para o futuro; a Inclusão que permite o acesso de pessoas com necessidades especiais às escolas; o Pro formação que facilita a formação e titulação em serviços de professores leigos; tem fortalecido a necessidade da formação inicial e continuada do professor com cursos de licenciaturas, onde os professores estudam durante as férias e finais de semana melhorando sua autonomia, cidadania e sua prática pedagógica. A formação de professores é repensada a partir da necessidade de melhoria da educação escolar infantil, de jovens e adultos e das discussões atuais sobre as maiores especificidades do trabalho profissional do professor.

Para qualquer campo de, exige do profissional uma boa formação. Pois os profissionais com formação alcançam melhores resultados do que os profissionais sem informação alguma ou com formação ruim, isso implica que não basta ter uma formação, mas sim qualidade na formação de que dispõe. A afirmação dos profissionais da ética democrática, a superação das discriminações e preconceitos de origem ética, cultural e sócio-econômica por parte dos jovens e adultos, está entre grandes desafios da sociedade brasileira, para o enfrentamento dessas barreiras, portanto a formação de professores é decisiva. Essa formação precisa possibilitar o desenvolvimento do professor como pessoa, como profissional e como cidadão.

Ao analisar os objetivos e conteúdos da formação, é preciso levar em conta as novas demandas da atuação do professor, tanto em relação à função social colocada à escola, quanto em relação á necessidade de formar um profissional reflexivo. (Secretaria de Educação Fundamental, Ministério da Educação e do Desporto)

Colocar o futuro professor em contato com a realidade que irá atuar, desde o início do curso, discutir as questões relativas a função social da escola e a importância do trabalho docente frente à diversidade e heterogeneidade dos alunos e a complexidade da prática pedagógica são dimensões importantes a serem garantidas na formação inicial dos que ingressam na profissão. É importante que a instituição de formação busque continuamente reflexões sobre os conteúdos e sobre a metodologia como que estes serão trabalhados.

É preciso que nos cursos de licenciatura oferecidos, os alunos sejam orientados no sentido de transpor o que aprendeu na esfera do “saber” para a esfera do “saber fazer”, no que se refere à prática educativa. O aprender contínuo é essencial no dia-a-dia de um docente. Um bom professor soma seus conhecimentos ao exercício de sua profissão. Sua formação é tão importante quanto sua prática. Concordo plenamente quando um autor diz estar de acordo com uma professora que disse assim; “entre a teoria de um autor que queremos assumir e a prática que queremos transformar com essa teoria existe a nossa teoria”.

A formação contínua deve fazer parte dos calendários escolares para que possamos construir nossa teoria. O importante é nos conscientizarmos de que a formação inicial e continuada é condição essencial para o desempenho profissional, melhor gerar melhores condições de trabalho. Pois a escola é um lugar educativo, é o lugar do ensino sistematizado, local de aprendizagem em que todos aprendem a participar das decisões.

Espera-se do professor hoje que ele seja capaz de não apenas desenvolver a sua função, mas que ele saiba o porquê do fazer pedagógico, e mais, que possa desempenhar o seu papel de forma significativa tanto para o seu crescimento profissional, quanto para o beneficio da sociedade.

 

A educação continuada se faz necessária pela própria natureza do saber e do fazer humano como práticas que se transformam constantemente. A realidade muda e o saber que construímos sobre ela precisa ser revisto e ampliado sempre. Dessa forma, um programa de educação continuada se faz necessário para atualizarmos as mudanças que ocorrem em nossa prática, bem como para atribuirmos direções esperadas a essas mudanças. (Christov Apud Libaneo)

Buscar o aperfeiçoamento constante é adquirir uma postura nova, pois não estamos acostumados com a inovação devido a nossa formação ter sido tradicional. Daí a importância de estarmos participando de cursos de formação continuada. Como é o nosso caso que não somos meramente alunos e sim professores que necessitam de capacitação profissional. A formação nesse caso está voltada para o desenvolvimento de conceitos daquilo que já trabalhamos e mais, uma formação para o novo paradigma educacional. A formação continuada é uma maneira diferente de trazer a capacitação profissional de professores. O professor que não revê sua prática de ensino, não experimenta novas formas de trabalho, não inventa novos procedimentos, provavelmente não alcançará sua autonomia profissional.

Os métodos de Ensino:

Crianças e jovens que freqüentam a escola hoje vivem num mundo muito diferente do que viveram seus pais avós e possivelmente seus professores. As mudanças tecnológicas nos últimos anos alteraram nossos hábitos cotidianos, tanto sociais como familiares. Portanto estes absorvem com mais facilidade porque nasceram nele. Cresceram vendo televisão, vídeo, computadores e videogames. Vivem no mundo da imagem. Diante disso o professor não pode ficar alheio a essa realidade, daí a importância de estar sempre buscando cada vez mais o conhecimento, desenvolvendo competência de estar sempre buscando cada vez mais o conhecimento, desenvolvendo competências sociais, pois a escola não detém sozinha o saber. Deve rever a quantidade do que se ensina e a qualidade que se aprende. O professor estando preparado e embasado teoricamente, não corre o risco de se tornar apenas um espectador passivo sem autonomia. Mantendose informado, intervir de forma participativa e democrática nas decisões da gestão escolar.

O mundo do trabalho, ao qual a escola hoje atende, exige um profissional solidamente formado, criativo, critico flexível, autônomo, dotado de capacidades, a fim de conseguir trabalhar bem em equipe, saber ouvir, saber tomar decisões no momento adequado. O objetivo é demonstrar que tanto as mídias como as tecnologias estão provocando alterações no cotidiano da sala de aula, estes instrumentos não prescindem das funções mais elementares que a escola desenvolve que são a leitura e escrita. O professor não deve abandonar os recursos que possui e sim acrescentar, pois o lápis, o papel, o quadro-negro, o giz, o livro, não serão abandonados, e sim serão usados de acordo com a realidade e o momento que se fizer necessário.

Os novos produtos advindos do desenvolvimento tecnológico são muito mais do que apenas produtos. Eles se constituem em novos conceitos. São freqüentemente ferramentas de trabalho até indispensáveis e se tornarem cada vez mais, portadores de uma nova maneira e pensar, trabalhar, pesquisar e educar. (Célia P. de Carvalho e Marisa R. Barbieri)

Cabe a nós professores, portanto, utilizar a melhor maneira possível os recursos que a escola possui como fonte de informações ou como um recurso didático. Não podemos esquecer o papel do livro didático, de todos os recursos ele acaba sendo o mais utilizado, pois é de fácil acesso, basta que o professor tenha a convicção que ele não deve ser o único recurso de referência. Todo ser humano é curioso e sua vontade e necessidade de aprender são condição de sobrevivência. Como o ser vivo, não aprende apenas por prazer, mas, sobretudo por necessidade. O prazer do conhecimento é impulso admirável que a evolução parece ter selecionado como forma de nos induzir à aprendizagem. Pois todo ser humano é fascinado pelo conhecimento do novo.

Trabalhar com projetos é uma oportunidade excepcional para nossas escolas, porque possibilitam um arranjo diferente nas dinâmicas de aprendizagem. Propõem o contato com mundo fora da sala de aula, fora dos muros da escola. Onde os alunos são orientados em selecionar informações e experiências. Essas reflexões ainda permitem a troca, seja entre o professor, o colega, os pais. Pensar na criação de trabalhar com projetos é pensar em criar um “mundo inteiro” de possibilidades. Desenvolver ambientes sempre novos é próprio da natureza humana. Está em nosso modo de ser.

Avaliação Institucional:

Toda e qualquer sociedade avalia sistematicamente cada um de seus membros. A dinâmica das inter-relações sociais exige do indivíduo demonstração da sua competência. O caráter competitivo, seletivo e até discriminatório parece inerente à avaliação. Também a avaliação é feita com o objetivo de levar cada instituição a identificar a sua marca, a especificidade de suas respostas às demandas e necessidades da comunidade o que se propõe atender. O método visa a obtenção de dados quantitativos e qualitativos sobre os alunos, os professores, à estrutura organizacional, os recursos físicos e materiais, as práticas de gestão, a produtividade do curso e dos professores.

A avaliação acadêmica institucional visa a produção dos programas de ensino, as modalidades oferecidas, as formas de oferta, os procedimentos de seleção e ingresso, a natureza mais ou menos flexível das estruturas curriculares, as atividades de pesquisas, como se relaciona com seu ambiente externo. O corpo docente é uma das principais dimensões a serem consideradas na avaliação institucional. Não sob a ótica de sua última titulação, mas o conjunto de experiência profissional relevante para as disciplinas que atua. Assim sendo, é importante verificar qual é o perfil dos profissionais que a instituição contrata, sua origem, experiência e sua qualificação.

É também importante verificar as condições de trabalho, em termos de instalações físicas. Conforto e praticidades ambientais, espaços para convivência, meios de acessos à informação e de comunicação, biblioteca, o corpo discente, o corpo técnico administrativo, a administração acadêmica dos recursos, o controle de produto, a organização e governo, planejamento e avaliação e os recursos financeiros, são requisitos para o desenvolvimento do trabalho de qualidade. Por fim, cada professor constitui um capital intelectual que pode ser bem ou mal aproveitado pelas instituições em seu próprio benefício.

A Avaliação no processo Ensino-Aprendizagem:

Avaliar significa emitir um juízo de valor sobre a realidade que se questiona, seja a propósito das exigências de uma ação que se projetou realizar sobre ela, seja a propósito das suas conseqüências. (PCN)

Dentro da proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais, a avaliação é compreendida como: elemento integrador entre a aprendizagem e o ensino, conjunto de ações cujo objetivo é o ajuste e a orientação pedagógica para que o aluno aprenda da melhor forma; conjunto de ações que busca obter informações sobre o que foi aprendido e como; elemento de reflexão contínua para o professor sobre sua prática educativa, instrumento que possibilita ao aluno tomar consciência de seus avanços, dificuldades e possibilidades; ações que ocorre durante todo o processo de ensino e aprendizagem e não apenas em momentos específicos, caracterizados como fechamento de grandes etapas de trabalho.

Através da escola se apuram a validade e a eficiência das teorias, dos recursos e das práticas pedagógicas. A qualidade da avaliação revela a qualidade da escola. Segundo seus fundamentos epistemológicos e princípios pedagógicos, todo aluno desenvolve trabalho, pesquisa, produção, visando obter resultados. Não se trata de confundir a escola com a fábrica ou com o escritório, mas entender que sem a produtividade do aluno fica difícil justificar a própria existência da avaliação. Na atualidade, a dúvida e o próprio erro estão sendo vistos sob uma nova perspectiva. Eles são variáveis inerentes ao processo da construção do conhecimento, tendo mais uma conotação de “hipótese’, “experimentação” do que de “conclusão”.

Só erra quem faz.E na aquisição do conhecimento, o erro não é estigma de ignorância do aluno, mas pista cientifica para o professor. Neste sentido, todas as produções do aluno têm valor. Se elas não estiverem de acordo com o saber cientifico, deve-se aproveitar esta oportunidade para avançar e incentivar novas descobertas. Em hipótese alguma se trata de aplaudir o erro, mas inteligentemente se aproveitar dele para superá-lo. Pedagogicamente, avaliar é dar valor, valorizar, objetivando o aperfeiçoamento da capacidade criativa e construtora. Esta nova perspectiva faz verdadeiros milagres na escola. Se os resultados esperados não forem satisfatórios, há que se rever o planejamento, o processo produtivo e o desempenho de todas as pessoas envolvidas e não simplesmente condenar o aluno. E procurar fazer o replanejamento de acordo que possa atender as dificuldades detectadas durante a avaliação.

Estamos sempre sendo avaliados, seja pelos alunos, pelos colegas de trabalho, pelos pais, pelo gestor, em fim somos avaliados em todos os momentos. Segundo Hannoh Arendt, a escola é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las aos seus próprios recursos. Por isso necessitamos de unir forças para alcançar os resultados esperados. Para que possa fazer um trabalho sério com vistas à inclusão de nossas crianças na escola e posteriormente na sociedade, é preciso que todos da escola (diretor, coordenador, supervisor, professores, alunos, pais e funcionários) trabalhem juntos, comunguem as mesmas crenças. Só assim os objetivos propostos podem ser alcançados.

Escola e Comunidade:

De fato, a escola não pode ser mais uma instituição isolada em si mesma. Separada da realidade circundante, mas integrada numa comunidade que interage com a vida social mais ampla. (LIBÂNEO, 2001, p. 90). É comum ouvirmos na escola os professores dizerem que é necessária a participação da família na educação das crianças. Ou que os pais precisam participar mais da escola e que é necessário haver maior integração da família com a comunidade e com a escola. Reclamações vêm de todos os lados: professores, família e comunidade, sempre jogando a responsabilidade no outro.

Professores muitas vezes reclamam que os pais não ajudam seus filhos a fazer os deveres de casa, não vão às reuniões e não procuram saber o que está acontecendo com os filhos na escola, a comunidade não participa das festas e atividades promovidas. Por outro lado à família também reclama que a escola dá muito ‘para casa’, a escola é ruim porque passa pouco dever para as crianças e eles não aprende, a escola deveria participar mais dos eventos da cidade, a escola é fechada e não abre as portas para a comunidade.

Sabemos que uma gestão democrática da escola e um ensino de qualidade devem ser compromissos de todos. A família e a escola devem compartilhar a responsabilidade pela educação das crianças e dos jovens. Pois nesse “empurra-empurra”, quem fica prejudicado é o aluno. Cada família possui sua maneira de viver, uma identidade própria, um jeito de ser. Existem pais que tem uma escolaridade avançada e pais que nunca foram a escola. Em muitas famílias, aquela criança que está estudando é a única pessoa na casa dela que já frequentou a escola.

Portanto ao convidar um pai ou uma mãe para virem a escola, seja para conversar sobre seu filho, seja para participar de uma festinha, temos de saber como motivá-los para isso. Esperar que um pai ou uma mãe que são analfabetos leiam um bilhetinho pode, algumas vezes, até afastá-los da escola.Eles podem sentir-se desvalorizados, ou envergonhados, diante dos outros pais e até dos próprios filhos. Transformar os pais em aliados no processo de aprendizagem de seus filhos muitas vezes vai exigir que o professor tenha criatividade, interesse e empenho.

Para o professor a escola não é apenas lugar de reprodução de relações de trabalho alienadas e alienantes. É, também, lugar de possibilidade de construção de relações de autonomia, de criação e recriação de seu próprio trabalho, de reconhecimento de si, que possibilita redefinir sua relação com a instituição, com o Estado, com os alunos, suas famílias e comunidades. (PCN)

Reuniões com os pais não devem ser preenchidas somente com palestras ou conselhos aos pais. As reuniões devem ser um momento de troca de experiências com eles e entre eles. È importante deixar que eles façam seus relatos, dar opiniões e receber esclarecimentos. Assim, a reunião será um momento de circulação livre da palavra dos pais, e eles se sentirão mais participantes. Assim podemos estimular o estudo, o debate e a discussão, esclarecer as dúvidas, os preconceitos e pré-conhecimentos que costumam impedir o bom desempenho do aluno na escola. Além disso, nas reuniões deve haver sempre um momento reservado para que os pais dêem suas idéias e sugestões a respeito da escola e do processo escolar de seus filhos. Os pais se sentirão mais valorizados e participantes na educação de seus filhos.