O Papel do Supervisor Escolar I

Supervisão Escolar e Orientação Pedagógica

1 Função, atribuição e papel do supervisor escolar:

função do supervisor escolar está centrada na ação pedagógica, processos de ensino e aprendizagem. Entendemos que o papel do supervisor escolar é muito importante, junto ao corpo docente e discente e toda equipe técnica escolar; não apenas um solucionador de problemas, mas também que o mesmo desenvolva trabalhos relacionados à prevenção da indisciplina na escola.

Visto que a indisciplina está relacionada não apenas a um problema “único”, mas que muitas vezes acaba envolvendo aspectos relacionados à família, situações sociais, escola, comunidade, entre outros; cabe ao supervisor possibilitar métodos que auxiliem na ação/reflexão das práticas pedagógicas. Portanto a indisciplina escolar ainda tem sido um desafio que precisa ser superado, não sendo considerado um fenômeno estático e sim complexo, com isso suas expressões tem se mostrado crescente nas últimas décadas.


 

Dessa forma cabe ao supervisor escolar analisar em ação conjunta com os professores, as contradições existentes entre o fazer pedagógico e a proposta pedagógica.
 

Algumas atribuições e sugestões para a ação do supervisor escolar:

Socializar o saber docente (troca de experiências), promover encontros semestrais, para divulgação das ações pedagógicas desenvolvidas pelo professor em cada semestre (experiências individuais que obtiveram êxito).O supervisor planejará esse momento com convite-roteiro de apresentação, onde todos deveram ser informados no início do ano letivo. Os trabalhos apresentados poderão ser premiados de acordo com sugestões do corpo técnico. (ex: publicação em revistas, na internet, jornalzinho da escola, certificados de participação, entre outros).



 

Discutir permanentemente o aproveitamento escolar e a prática docente, realizar reuniões mensais para discutir as dificuldades em sala de aula, procurando promover ações que viabilizem a recuperação dos alunos que estão com dificuldades na aprendizagem. O supervisor deverá confeccionar uma ficha de acompanhamento individual do aluno, onde os professores deverão mensalmente analisar e preencher quadro de estatística de desenvolvimento e evolução.



 

Assessorar individualmente e coletivamente o corpo docente no trabalho pedagógico interdisciplinar, o supervisor deverá manter contato individual com cada professor, onde cada um preencherá uma ficha com suas dificuldades, ansiedades e necessidades; e coletivamente a construção de projeto interdisciplinar.
 
 

Coordenar e participar dos conselhos de classe, promover reuniões bimestrais para avaliação do desempenho de aprendizagem dos alunos. Elaborar lista de ações para solucionar dificuldades.

 

Planejar e acompanhar o currículo escolar, fazer planejamento dos planos de aula e de curso, quinzenalmente, com apoio do supervisor.



 

2 Importância da Supervisão Pedagógica:

Profissionais da educação, principalmente professores do ensino infantil, básico e secundário, já devem ter ouvido falar no termo supervisão pedagógica.

Essa disciplina nada mais é, de forma resumida, um conjunto de conhecimentos, métodos e estratégias na área da Pedagogia. Principalmente no que diz respeito à coordenação e avaliação das equipes de professores e outros agentes educativos – por isso o nome “supervisão”.

O que a Supervisão Pedagógica abrange?

Essa disciplina é muito vasta e abrange diversas áreas ligadas à pedagogia. Ela é responsável, por exemplo, pela avaliação do desempenho do docente, sempre voltando-se a uma ótica formadora, reflexiva e interativa. 

A supervisão pedagógica também responsabiliza-se pela:

 

  • Análise e orientação de diversas atividades pedagógicas;
  • Adoção de estilos de liderança que sejam eficientes e eficazes, sempre preocupando-se pelo equilíbrio entre pessoas/grupos e tarefas/objetivos;
  • Identificação de necessidades de desenvolvimentos, tanto pessoal quanto profissional, tendo em vista as condições necessárias para que o aprendizado seja contínuo.

Desmistificando o supervisor:

O supervisor pedagógico deve ter bom relacionamento com os professores de uma instituição, já que engloba-se nessa interação questões educativas e pedagógicas do dia a dia escolar.

Porém, dentro da escola, a figura do supervisor pode não ser bem delimitada. Embora seu papel seja o de fiscalizar e supervisionar, o professor não deve se sentir pressionado ou encarar a figura do supervisor como alguém que simplesmente diz o que está errado e o que está certo.

A interação professor-supervisor deve ser muito mais rica do que essa simples objeção. Essa relação deve ser responsável pela troca de experiências/vivencias e por um diálogo construtivo para ambos os lados, colaborando para que o processo educativo seja cada vez mais significativo.

A verdadeira importância:

O papel do supervisor é importantíssimo no contexto educacional.

Anteriormente, o supervisor atuava somente garantindo a eficiência escolar através da inspeção dos docentes.

Contudo, outras atribuições surgiram à essa profissão, cujo objetivo principal é o de propiciar aos indivíduos uma educação de qualidade, que o forme como ser humano livre e ciente dos seus direitos e deveres na sociedade.

O supervisor garante que o trabalho pedagógico seja de qualidade e voltado à ação humanizadora, tornando possível uma sociedade capaz de reinvenções e de melhorias.

Esse tipo de trabalho é algo imprescindível no Brasil, visto o descaso e precariedade de ensino de muitas escolas.

O supervisor participa ativamente a construir essa escola dinâmica, cooperando com mudanças construtivas no ensino e no aprendizado, interagindo com toda a comunidade escolar.

3 Novos significados da supervisão na escola contemporânea:

O que se pode perguntar é: qual o objeto de conhecimento que interessa diretamente ao trabalho do supervisor? Supervisar o que? Como supervisar? A favor de quem, contra quê/quem, o supervisor realiza suas ações?.

Essas frases  demonstram a sua capacidade de reflexão sobre o papel do Educador Supervisor considerando que ele, em suas simples palavras, estava refletindo e escrevendo sobre sua própria experiência. Freire diz que não conseguiria refletir e escrever algo que não vivesse e internaliza-se que não fosse sua experiência. Que tipo de supervisor somos ou queremos ser, aquele supervisor autocrático, vigilante, fiscal (que olha a caderneta, a hora de chegada, as faltas, etc.), aquele que não sabe ouvir o professor, aquele que apenas reproduz este sistema dominante? . Este Supervisor, ou não conseguiu sua autonomia  e não aprendeu o verdadeiro significado da reflexão questionando e interrogando a si mesmo e a sua prática, ou então, ele simplesmente se acomodou aceitando ser objeto de imposição do sistema dominante que usa a educação como meio castrador, sendo o supervisor simples controlador dos educadores que são críticos de si e de sua prática em busca da mudança.

4 Gestão escolar:

A educação é uma das principais bases da sociedade. Com isso em mente, pode-se imaginar a grande responsabilidade que envolve as tarefas relacionadas à gestão escolar, ou seja, de uma escola, curso, creche ou universidade.

Elas envolvem um contingente imenso de informações e atividades, as quais é preciso analisar para descobrir a melhor forma de gerenciar todos esses processos escolares. Os segredos para assegurar a excelência do ensino ofertado são a qualidade e a eficiência de sua gestão.

Afinal, há mais coisas envolvidas do que apenas o ensino em si. O bom funcionamento de todas as operações do negócio deve permitir que os membros da comunidade acadêmica estejam sempre bem respaldados em suas práticas.

Ao longo deste artigo, é apresentado o conceito de o que é a gestão escolar e como ela funciona, seus pilares, suas vantagens e de que forma é possível auxiliar todos os segmentos da escola. Boa leitura!

O que é gestão escolar:

Antes de nos aprofundarmos propriamente nas vantagens e nas funcionalidades propiciadas pela gestão escolar, é necessário conceituar o que é gestão escolar, de modo a melhor definir aquilo que a caracteriza.

A gestão escolar é uma espécie de modelo educacional elaborado pelas instituições de ensino. O intuito é impulsionar e coordenar diferentes dimensões das habilidades, dos talentos e, também, da dita competência educacional, aprimorando o ensino.

Vale ressaltar que tal conceito se diferencia de “administração acadêmica” ou “administração escolar”. O objetivo da gestão escolar é aplicar princípios e estratégias essenciais para ampliar a eficácia dos processos dentro da instituição e, assim, promover uma consistente melhoria do ensino ofertado aos estudantes.

Ao definir a gestão como elemento prioritário em seu escopo de ações, a escola adquire a capacidade de se concentrar na promoção do crescimento, da coordenação e da organização das condições básicas para afiançar um progresso sustentável.

Na gestão da escola, a preocupação é lidar com todos os aspectos pertinentes às rotinas educacionais. Seu foco primordial é a obtenção de resultados, de empenho na execução de uma liderança exemplar, de relevância do currículo e da participação ativa dos pais.

O que é a gestão escolar online:

A gestão escolar online é a administração da educação utilizando tecnologias da informação. O gestor pode usar a internet  para gerenciar a secretaria de educação, escolas, alunos e professores. Existem alguns equipamentos e sistemas que podem ajudar na gestão escolar conectada, como:

  • Computadores;
  • Tablets;
  • Smartfones ou celulares;
  • Notebooks;
  • Smart tv;
  • Roteador e rede wifi;
  • Switch de rede;
  • Rede 3G.

O que é a gestão escolar participativa:

A gestão escolar participativa é aquela em que a comunidade participa ativamente do planejamento, execução e fiscalização dos gastos dos recursos da escola. As decisões são tomadas pelo conselho escolar, formado por representantes dos pais, alunos, professores, coordenadores, secretários e diretores escolares.

O que é gestão escolar democrática:

A gestão escolar democrática tem como principio a participação de toda a comunidade escolar na gestão da instituição de ensino. Isto requer o envolvimento de pais, alunos, professores, diretores, coordenadores pedagógicos, secretários escolares, secretários de educação e até prefeitos.

Os 7 pilares da gestão educacional:

Para que seja viável a construção da autonomia em todos os sentidos (financeiro, acadêmico, pedagógico, redução de custos, otimização de processos, aproveitamento do tempo etc.), a gestão escolar pode se assentar em 6 pilares norteadores, capazes de trazer autonomia em todos os sentidos. Veja quais são eles:

Gestão pedagógica da escola:

Esse é o pilar mais importante de todos. Ele deve ser a prioridade máxima da instituição, uma vez que está direta e intimamente ligada à atividade-fim da empresa. Sendo assim, a gestão pedagógica está relacionada a elementos de máxima relevância, tais como:

  • Planejar e organizar o sistema educacional;
  • Gerir os recursos humanos;
  • Melhorar as práticas educacionais;
  • Aprimorar as metodologias de ensino;
  • Elaborar e implementar projetos pedagógicos;
  • Definir metas para otimizar a relação de ensino/aprendizagem.

Gestão administrativa da escola:

O objetivo principal da gestão administrativa da escola é gerenciar os recursos materiais, físicos e financeiros da instituição. 

A gestão é responsável por cuidar do patrimônio e assegurar a coerência de sua utilização. Para garantir que sua atuação seja exemplar, é imprescindível:

 

  • Manter um estado de constante atenção às normas e leis educacionais;
  • Prezar pela manutenção dos bens da empresa;
  • Ter atenção com as atividades rotineiras da secretaria (e de outras áreas) e com operações pertinentes, de forma a ensejar um melhor trabalho do corpo docente.

Gestão financeira da escola:

A funcionalidade da gestão financeira escolar consiste em gerir os recursos financeiros. Fica sob sua alçada, por exemplo, realizar um levantamento de todas as receitas e despesas, definir o destino dos recursos, fazer a distribuição apropriada do dinheiro de acordo com as demandas de cada atividade e setor etc.

Gestão de recursos humanos da escola:

Obviamente, a sua escola apresenta uma preocupação contínua com os seus recursos humanos. A gestão de RH envolve lidar com o corpo docente, o corpo discente, os pais e os funcionários.

O setor de recursos humanos deve prezar por uma boa relação com todo esse contingente de pessoas ligado direta e indiretamente aos processos da instituição. Contudo, o foco deve ser majoritariamente o engajamento e a motivação dos colaboradores, para que eles possam desenvolver as habilidades necessárias para a obtenção de um melhor desempenho da escola.

Gestão da comunicação da escola:

A gestão de recursos humanos e a comunicação estão, de fato, conectadas uma à outra. Mas esta última diz respeito somente à comunicação realizada internamente na instituição. Ela trata também da comunicação feita para além dos muros da escola, ou seja, com a comunidade exterior, com o “público”.

Gestão de tempo e qualidade do ensino:

Por gestão do tempo, entendemos aqui o ato de estimular e proporcionar que todos os setores tenham condições de aumentar a produtividade. E, também, de fazer com que os procedimentos internos apresentem um elevado nível de excelência.

Nesse caso, os gestores devem organizar e coordenar o trabalho, de modo que a equipe obtenha um ótimo desempenho e, consequentemente, reduza ineficiências.

Controle acadêmico escolar:

O controle acadêmico faz referência à gestão dos alunos, englobando:

  • Gestão de matrículas dos alunos;
  • Gestão de documentos dos alunos;
  • Gestão de transferência e remanejamento de alunos;
  • Gestão das turmas dos alunos;
  • Gestão dos diários dos professores;
  • Gestão das notas dos alunos;
  • Gestão da frequência dos alunos;
  • Gestão da carga horária dos alunos;
  • Gestão dos conteúdos ministrados pelos professores.