Coleta de Sangue- Diagnostico e monitoramento das DST, Aids e Hepatites Virais
Noções Básicas em Auxiliar de Laboratório de Hematologia Clínica
1 Diagnostico e monitoramento das DST, Aids e Hepatites Virais
Introdução
Os exames laboratoriais são realizados por solicitação médica, com o objetivo de diagnosticar, monitorar ou acompanhar o tratamento de uma doença.
O resultado de todo exame laboratorial deve ter qualidade e isso só será possível se houver padronização dos processos e controle de qualidade, desde a aquisição dos insumos e reagentes até a emissão do resultado.
O diagnóstico laboratorial envolve três etapas: a pré-analítica, a analítica e a pós-analítica. Qualquer falha nessas etapas afetará o resultado dos testes.
A etapa pré-analítica abrange a recepção, a identificação, a preparação do usuário, a coleta, o armazenamento e o transporte das amostras até o laboratório.
É desta etapa que trata este manual. Um dos principais objetivos do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais no diagnóstico e no monitoramento da infecção pelo HIV, da sífilis e das hepatites virais é garantir o acesso dos usuários a exames de qualidade.
2 Ambiente de coleta e mobiliários:
Infraestrutura para a coleta de amostras por punção venosa
- Demanda de até 15 usuários por hora: o espaço físico para a coleta pode ser constituído por uma única sala com área mínima de 3,6 m² e um lavatório.
- Demanda superior a 15 usuários por hora: serão necessários boxes adicionais de coleta com área minima de 1, 5 m ² cada um.
- Lembre-se: deve existir um lavatório para cada 6 (seis) boxes, conforme a RDC nº 50/2002 – Projetos Físicos G 1 .
- Recomenda-se que o local de coleta tenha as seguintes características:
- Pisos impermeáveis, laváveis e resistentes às soluções desinfetantes;
- Paredes lisas, resistentes e com divisórias constituídas de materiais lisos, duráveis, impermeáveis, laváveis e resistentes às soluções desinfetantes; Ambiente de coleta com ventilação natural ou artificial, com temperatura variando entre 20 e 26ºC para o conforto do usuário e dos profissionais de saúde;
- Iluminação que permita a perfeita visualização do ambiente, do usuário e dos materiais usados na coleta;
- Janelas protegidas por telas para evitar a entrada de insetos;
- Local com dimensões que permitam a passagem de macas e o livre trânsito dos portadores de necessidades especiais.
Mobiliários e acessórios para a coleta de amostras de sangue:
Além do espaço físico para a coleta de amostras de sangue são necessários os seguintes mobiliários e acessórios:
- Bancada com cantos arredondados e materiais de baixa ou nenhuma porosidade;
- Cadeira com braçadeira regulável ou suporte para braço. Recomenda-se que a cadeira tenha apoio lateral para os braços, pois se o usuário desmaiar sua queda será evitada;
- Maca, em local acessível e próximo da sala de coleta;
- Lixeira para lixo comum;
- Lixeira para material potencialmente infectante.
3 Orientações e cadastro do usuário:
Pré-coleta: orientações ao usuário:
Antes de realizar o exame, o usuário deve receber instruções escritas e verbais, em linguagem acessível, sobre os cuidados necessários que antecedem a coleta da amostra.
Deve-se informar ao usuário:
- necessidade e tempo de jejum requeridos para os exames;
- cuidados com a alimentação caso não seja exigido jejum;
- obrigatoriedade de apresentar um documento de identificação com foto;
- horário de funcionamento da coleta.
Veja no quadro a seguir algumas orientações importantes que devem ser informadas ao usuário:
Cadastramento do usuário
O cadastramento do usuário deve ser a primeira atividade a ser realizada. É fundamental para garantir a rastreabilidade em todas as etapas que se seguirão.
Inicie solicitando um documento de identidade com fotografia e registre as seguintes informações no cadastro:
- Número do registro que identifica o usuário;
- Nome completo do usuário sem abreviação;
- Nome social , quando solicitado pelo usuário;
- Idade e data de nascimento;
- Sexo;
- Nome completo da mãe;
- Telefone e endereço;
- Nome, contato e documento de identidade do responsável em caso de menor de idade ou incapacitado;
- Exames solicitados de acordo com a requisição médica;
- Nome de quem solicitou o exame e número do registro no conselho profissional;
- Quando necessário, solicite informações adicionais, como por exemplo, tempo de jejum, uso de medicamentos, indicação ou observação clínica;
- Indicação de urgência na realização do exame, se aplicável;
- Data, horário e responsável pelo cadastramento.
Observações:
Os dados referentes à idade e à data de nascimento do usuário e ao nome completo da mãe não são exigências da RCD 302:2005,
- porém, se o sistema utilizado no serviço em que você atua permitir, inclua-os pois são úteis para solucionar nos casos de problemas com homônimos.
- O número de registro no conselho profissional de quem solicitou o exame também não é uma exigência da RCD 302:2005, porém, é bastante útil nos casos de disputas judiciais.
- No caso de perda ou roubo de documento de identidade, o Boletim de Ocorrência registrado por autoridade competente deve ser solicitado.
- Para os exames de quantificação da carga viral, contagem de células T CD4 +/CD8 + e de genotipagem, feitos na rede do Ministério da Saúde, deve-se utilizar formulário definido pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, que exige outras informações (Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado – BPA-I, com carimbo médico e assinatura).
Comprovante de atendimento
O comprovante de atendimento é entregue após a coleta e deve conter:
- dados da instituição onde o usuário foi atendido;
- número de registro;
- nome do usuário;
- data do atendimento;
- data prevista para a entrega do laudo
- relação de exames solicitados;
- informações para contato com o laboratório.
4 Materiais para a coleta de amostras:
Materiais necessários para coleta – insumos:
Materiais necessários para todos os tipos de coleta de sangue
Além dos materiais listados acima, apresentamos, nas tabelas a seguir, os materiais específicos que serão necessários para os diferentes tipos de coleta.
Materiais para coletas com sistema a vácuo
Materiais para coletas com seringa e agulha
Materiais para coletas por punção digital
5 Normas e regulamentações para agulhas e tubos:
Características das Agulhas
- Quanto ao tipo: vários tipos de agulhas podem ser utilizados para a coleta de amostras de sangue. Elas podem ter o bisel bifacetado ou trifacetado e, ainda, serem tratadas com silicones.
- Quanto à unidade de medida: no sistema brasileiro de medidas, os comprimentos e diâmetros das agulhas são expressos em milímetros (mm). Por exemplo, uma agulha de 32 x 0,8 mm corresponde a 32 mm de comprimento e 0,8 mm de diâmetro – ou de calibre.
Obs.: nas embalagens os diâmetros são apresentados em milímetros e em Gauge (G), que é uma unidade inglesa
A seguir são apresentados dois exemplos da relação entre o calibre nas unidades Gauge (G) e em milímetros, assim como a indicação de uso das agulhas:
Agulhas para coletas a vácuo
As agulhas para coleta a vácuo têm características adicionais, além das descritas anteriormente.
- Em uma das extremidades está o bisel que irá penetrar na veia;
- Na outra extremidade, coberto por uma manga de borracha, está o local onde será encaixado o tubo e uma rosca para encaixe da agulha em um adaptador. A função da manga de borracha é evitar o vazamento de sangue para dentro do adaptador durante a punção.
Características dos tubos:
Tubos para coleta com seringa e agulha:
A escolha dos tubos utilizados na coleta de amostras com seringa e agulha deve respeitar as seguintes recomendações:
- Podem ser de vidro ou plástico;
- As tampas devem ser seguras para que:
- não se desprendam durante a homogeneização ou centrifugação da amostra;
- permitam a completa vedação do conteúdo; e
- possam ser removidas manualmente ou por métodos mecânicos.
Tubos para coleta a vácuo:
Os tubos para coleta de sangue a vácuo podem ser de plástico ou de vidro e possuem tampas com cores diferentes, que são padronizadas internacionalmente pela Norma ISO 6710:1995. No rótulo de cada tubo também há uma indicação do volume de amostra que deve ser coletada.
A Norma ISO 6710:1995 determina que os tubos devem:
- ser fabricados com material que apresente transparência suficiente para permitir a clara visão do seu conteúdo e as características da superfície interna;
- ser estéreis, para segurança da amostra e do usuário;
- ter espaço suficiente para homogeneização mecânica ou manual da amostra;
- ter tampas seguras para que:
- não se desprendam durante a homogeneização ou centrifugação da amostra;
- permitam a vedação; e
- possam ser removidas manualmente ou por métodos mecânicos.
As cores das tampas dos tubos a vácuo:
6 Preparação do profissional:
Equipamentos de Proteção Individual – EPI
No momento da coleta de sangue, o profissional de saúde deverá utilizar equipamentos de proteção individual (EPI), pois em todos os locais onde se faz a coleta de sangue ou há manipulação de materiais biológicos existe o risco de contaminação com agentes infecciosos.
Assim sendo, é imprescindível a utilização de:
- Avental ou jaleco de comprimento abaixo dos joelhos, com mangas longas, sistema de fechamento nos punhos por elástico ou sanfona e fechamento até a altura do pescoço;
- Luvas descartáveis;
- Óculos ou protetor facial.
Além disso, é obrigatório o uso de roupas e calçados que cubram completamente pernas e pés.
Higienização das mãos
A medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência à saúde é a higienização das mãos (termo mais amplo que substituiu “lavagem das mãos”).
As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante o atendimento aos usuários. A higienização das mãos pode ser simples ou antisséptica:
- Higienização simples: são utilizados água e sabão comum. Esses sabões possuem atividade detergente, removem gorduras, sujeiras e substâncias orgânicas das mãos. Têm pouca ou nenhuma atividade antimicrobiana, porém seu uso remove mecanicamente muito dos microrganismos.
- Higienização antisséptica: são utilizados água e sabão contendo antisséptico ou somente antissépticos. Os antissépticos mais utilizados são alcoóis, clorexidina, compostos de iodo, iodóforos e triclosan. São mais eficientes na eliminação de microrganismos patogênicos das mãos
7 Problemas que podem ocorrer na coleta de sangue:
Veja abaixo alguns problemas que podem ocorrer durante a coleta de sangue e como resolvê-los:
8 Coleta de sangue por punção venosa – preparação:
A escolha do local para fazer a punção venosa
Condições da veia
Em princípio, qualquer veia dos membros superiores pode ser puncionada, desde que apresente boas condições como:
- bom calibre;
- flexibilidade; e
- integridade.
Cuidados com o usuário antes da coleta
- Posicione o braço do usuário, mantendo-o levemente inclinado para baixo;
- O braço deve estar apoiado firmemente pelo descanso e o cotovelo não deve estar dobrado.
Visualização da veia
Para visualizar a veia você pode executar os procedimentos indicados a seguir:
- Solicite que o usuário abra e feche a mão em movimentos suaves;
- Caso não consiga visualizar uma veia, solicite que abaixe o braço e novamente abra e feche a mão em movimentos suaves;
- Caso ainda não consiga visualizar, massageie delicadamente o braço do usuário, no sentido do punho para o cotovelo;
- Outra opção é garrotear o braço para facilitar a visualização da veia.
- Lembre-se: após localizar a veia utilizando o garroteamento, afrouxe o garrote. Aguarde no mínimo 2 minutos antes de garrotear novamente para fazer a punção.
Utilização do garrote no braço
Como utilizar corretamente o garrote
- Posicione o garrote com o laço ou fecho para cima, cerca de 10 cm do local que será puncionado, a fim de evitar a contaminação da área de punção;
- Não aperte intensamente o garrote, pois o fluxo arterial não deve ser interrompido. Lembre-se que o pulso do usuário deve permanecer palpável;
- Não use o garrote por mais de 1 minuto. O resultado de alguns exames laboratoriais pode sofrer alterações, pois, com o garroteamento ocorre aumento da pressão nas veias e artérias, facilitando a saída de líquido e de moléculas pequenas para o espaço intersticial – entre as células –, gerando uma variação na concentração dos elementos do sangue.
9 Coleta de sangue por punção venosa – seringa e agulha:
Leia com atenção o passo a passo para a coleta de sangue com seringa e agulha:
Preparação do material e do profissional
1. Confira se você dispõe de todos os materiais que irá utilizar;
2. Higienize suas mãos;
Recepção do usuário
3. Chame o usuário pelo nome completo. Trate-o sempre com respeito, cumprimentando-o de modo simpático e cordial;
4. Peça que se acomode confortavelmente na cadeira de coleta;
Identificação do usuário e dos materiais
5. Solicite ao usuário um documento de identidade com foto;
6. Verifique se os dados do documento são os mesmos registrados na requisição e nas etiquetas e devolva o documento a ele;
7. Informe ao usuário como será o procedimento de coleta;
8. Ordene o material que será usado na coleta;
9. Peça ao usuário que confirme seus dados na etiqueta;
10. Cole as etiquetas nos tubos;
Preparação da coleta
11. Calce as luvas;
12. Utilize seringas e agulhas descartáveis;
13. Mostre ao usuário as embalagens lacradas da agulha e da seringa;
14. Posicione o braço do usuário;
15. Verifique se a manga está prendendo a circulação e atuando como um garrote. Caso isso aconteça desdobre a manga;
16. Analise os possíveis locais para a punção venosa e escolha o calibre da agulha;
17. Abra e retire a seringa do envelope. Empurre o êmbolo para garantir o seu deslizamento sem dificuldade;
18. Abra a embalagem contendo a agulha e encaixe-a na seringa;
19. Faça a antissepsia do local escolhido para a punção;
20. Garroteie o braço do usuário e solicite que ele feche a mão;
Coleta
21. Retire a capa da agulha e faça a punção imediatamente, com o bisel da agulha virado para cima;
22. Quando o sangue começar a fluir, solte o garrote e peça ao usuário que abra a mão;
23. Aspire o sangue em volume suficiente para as análises desejadas;
24. Evite a formação de bolhas e espuma, aspirando lentamente o sangue da veia;
25. Execute o procedimento com a maior agilidade possível, pois o processo de coagulação do sangue é ativado desde o início da punção e, se a coleta demorar, o sangue pode se coagular dentro da seringa;
Finalização da coleta
26. Remova a agulha da veia e solicite que o usuário faça pressão sobre o local da punção com o auxílio de gaze ou algodão seco;
27. Acione imediatamente o dispositivo de segurança da agulha;
28. Oriente o usuário para que mantenha o local pressionado, sem esfregar por, no mínimo, três minutos;
29. Descarte imediatamente a agulha em recipiente apropriado para materiais perfurocortantes, adotando todos os cuidados de biossegurança;
30. Abra a tampa do tubo e transfira o sangue da seringa, tomando o cuidado de deixar o sangue escorrer lentamente pelas paredes do tubo, evitando a hemólise;
31. Feche corretamente o tubo e homogeneíze o conteúdo suavemente por inversão entre 5 e 10 vezes;
32. Coloque a amostra colhida em estante para tubos de modo que fique na posição vertical;
33. Descarte a seringa em recipiente para materiais contaminados;
34. Verifique se o local da punção parou de sangrar. Caso continue o sangramento troque o algodão ou a gaze e oriente para que o usuário continue pressionando o local da punção até parar o sangramento;
35. Cubra o local da punção com curativo oclusivo e oriente ao usuário para mantê-lo por, no mínimo, 15 minutos;
36. Retire as luvas e descarte em recipiente próprio;
37. Quando o usuário estiver usando roupa de manga longa, verifique se a manga está prendendo a circulação e atuando como um garrote. Caso isto aconteça desdobre a manga;
Orientações e encaminhamentos finais
38. Oriente o usuário a não dobrar o braço e não carregar qualquer peso no braço no qual foi feita a punção por, no mínimo, uma hora;
39. Certifique-se que o usuário está se sentindo bem e em condições de se locomover sozinho;
40. Entregue a ele o comprovante de coleta;
41. Identifique data, horário e responsável pela coleta.
42. Encaminhe as amostras o mais rápido possível para o setor de processamento de amostras.
10 Coleta de sangue por punção venosa – sistema a vácuo:
Passo a passo da coleta pelo sistema a vácuo
Passo a passo da coleta pelo sistema a vácuo
Preparação do material e do profissional
1. Confira se você dispõe de todos os materiais que irá utilizar;
2. Higienize suas mãos;
Recepção do usuário
3. Chame o usuário pelo nome completo. Trate-o sempre com respeito, cumprimentando-o de modo simpático e cordial;
4. Peça que se acomode confortavelmente na cadeira de coleta; Identificação do usuário e dos materiais
5. Solicite ao usuário um documento de identidade com foto;
6. Verifique se os dados do documento são os mesmos registrados na requisição e nas etiquetas e devolva o documento a ele;
7. Informe ao usuário como será o procedimento de coleta;
8. Ordene o material que será usado na coleta;
9. Peça ao usuário que confirme seus dados na etiqueta;
10. Cole as etiquetas nos tubos;
Preparação da coleta
11. Calce as luvas;
12. Posicione o braço do usuário;
13. Verifique se a manga está prendendo a circulação e atuando como um garrote. Caso isso aconteça desdobre a manga;
14. Analise os possíveis locais para a punção venosa e escolha o calibre da agulha;
15. Mostre ao usuário a embalagem lacrada da agulha de coleta e abra-a, expondo apenas a parte que será colocada no adaptador;
16. Rosqueie a agulha no adaptador;
17. Faça a antissepsia do local escolhido para a punção;
18. Garroteie o braço do usuário e solicite que ele feche a mão;
Coleta
19. Retire a capa da agulha e imediatamente faça a punção com o bisel da agulha virado para cima;
20. Insira o tubo no adaptador e pressione-o até perfurar a tampa do tubo;
21. Quando o sangue começar a fluir solte o garrote e peça ao usuário que abra a mão;
22. Troque o tubo quando o sangue parar de fluir para seu interior;
23. Enquanto o tubo seguinte está sendo completado, homogeneíze o tubo anterior, invertendo-o suavemente entre 5 e 10 vezes;
24. Coloque a amostra colhida em estante para tubos, de modo que fique na posição vertical;
25. Repita o procedimento anterior, sucessivamente, até ter colhido todos os tubos necessários;
Finalização da coleta
26. Retire o último tubo;
27. Remova a agulha da veia e solicite que o usuário faça pressão sobre o local da punção com o auxílio de uma gaze ou algodão seco;
28. Acione imediatamente o dispositivo de segurança da agulha;
29. Oriente o usuário para que mantenha o braço esticado e o local da punção pressionado, sem esfregar, por no mínimo três minutos;
30. Descarte imediatamente a agulha em recipiente apropriado para materiais perfurocortantes, adotando todos os cuidados de biossegurança;
31. Verifique se o local da punção parou de sangrar. Caso continue o sangramento troque o algodão ou a gaze e oriente para que o usuário continue pressionando o local da punção até parar o sangramento;
32. Cubra o local da punção com curativo oclusivo e oriente ao usuário para mantê-lo por, no mínimo, 15 minutos;
33. Retire as luvas e descarte em recipiente próprio;
34. Quando o usuário estiver usando roupa de manga longa, verifique se a manga está prendendo a circulação e atuando como um garrote. Caso isto aconteça desdobre a manga;
Orientações e encaminhamentos finais
35. Oriente o usuário a não dobrar o braço e não carregar qualquer peso no braço no qual foi feita a punção por, no mínimo, uma hora;
36. Certifique-se que o usuário está se sentindo bem e em condições de se locomover sozinho;
37. Entregue a ele o comprovante de coleta;
38. Identifique na requisição a data, o horário e o responsável pela coleta;
39. Encaminhe as amostras o mais rápido possível para o setor de processamento de amostras.
11 Diagrama do passo a passo da coleta de sangue por punção digital em papel filtro:
12 Trasporte de amostras:
Orientações para transporte de sangue, soro ou plasma:
As Diretrizes para o Transporte Seguro de Substâncias Infecciosas e Espécimes para Diagnóstico da Organização das Nações Unidas – ONU – orientam que a embalagem para o transporte seguro é composta por três camadas:
- Recipiente primário: é composto pelo tubo com a amostra, com tampa que permita a completa vedação do conteúdo. Deve ser de material resistente a impactos, sem rachaduras ou trincas e devidamente identificado. Ao ser transportado deve ser envolvido em material que tenha capacidade de absorver todo o seu conteúdo em caso de quebra.
- Recipiente secundário: deve ser de material rígido, impermeável e à prova de vazamentos para proteger o(s) recipiente(s) primário(s).
- Recipiente terciário ou embalagem externa: acondiciona o recipiente secundário e protege o seu conteúdo de fatores do ambiente, tais como, batidas, amassados, chuva, etc. durante seu transporte. Além disso, deve conter informações da identificação do conteúdo, dados do destinatário e do remetente.