Gestão de Edifícios Análise comportamental através da interpretação de dados históricos 1
Gestão de Facilities
1 Gestão de Edifícios:
18 de Maio de 2011:
10 de Janeiro de 2011:
12 de Agosto de 2008:
Âmbito e motivação:
Objetivo:
2 Análise comportamental através da interpretação de dados históricos:
3 Enquadramento teórico:
Definição:
Atividades:
Atividade técnica:
4 Enquadramento teórico 2:
As situações de “Emergência” podem ser técnicas (falta de luz, avaria de um elevador, etc.) ou acidentais (incêndios, inundações, etc.). Apesar de a sua ocorrência ter diferentes níveis de probabilidade, para os dois tipos de emergência devem estar previstas formas de atuação e prevenção. A “Segurança” deve garantir condições fundamentais de segurança para os utentes, mas também de educá-los no sentido de aumentar o nível de proteção do edifício (estabelecer uma hora para fechar a porta principal do edifício, por exemplo). O “Ajuste Funcional” identifica problemas funcionais e alterações dos hábitos dos seus utilizadores. Ao “Cumprimento Legal” está atribuído o cumprimento das disposições legais de tudo aquilo que diz respeito ao funcionamento do edifício.
Alterações de consumo energético ou de abastecimento de água, fornecimento de gás ou até mesmo das atividades desenvolvidas no edifício devem estar de acordo com os trâmites legais contemporâneos.
Atividade econômica:
Atividade funcional:
5 Enquadramento Teórico 3:
Definição:
Em Portugal:
Na união européia:
6 Enquadramento teórico 4:
Estados Unidos da América:
Canadá:
Japão:
Políticas de manutenção:
Manutenção preventiva:
Manutenção corretiva:
Manutenção integrada:
Sistema Integrado de Manutenção:
7 Enquadramento Teórico 5:
Manutenção preventiva vs manutenção corretiva:
8 Enquadramento Teórico 6:
Manutenção, reabilitação e renovação de edifícios:
9 Modelos de simulação:
Custos:
Modelos de simulação:
Métodos de determinação de custos de manutenção:
10 Modelos De Simulação 2:
Valor atual dos edifícios:
método da incerteza
METODO MEDIC – METHODE D’EVALUATION DE SCENARIOS DE DEGRADATION PROBABLES D’INVESTISSEMENTS CORRESPONDANTS
Método de Alani:
Life cycle cost, lcc- custo global de um edifício:
Life cycle cost-lcc:
Desenvolvimentos:
11 Modelos De Simulação 3:
Modelos de life cycle cost:
O LCC de um Edifício:
Custos:
12 Modelos De Simulação 4:
Custos de Aquisição:
Custos de Utilização (Mensais e Anuais):
Custos de Reparação e Substituição (Periódicos):
Custos associados ao fim de vida útil:
Vida útil:
13 Modelos De Simulação 5:
Obsolescência:
Vida ativa:
Vida útil de um projeto:
Fim de vida útil e demolição:
14 Modelos De Simulação 6:
Whole Life Cycle Cost (WLC):
Total Life Cost (TLC):
15 O Edifício em serviço:
Agentes de degradação:
Os participantes no processo de manutenção:
Modelos de degradação:
O comportamento do edifício em serviço:
16 O Edifício Em Serviço 2:
Fatores de custo:
Custo de exploração:
Energia:
Água:
Custo de manutenção:
Inspeção:
Limpeza:
Manutenção:
17 O Edifício Em Serviço 3:
Substituições:
Jardim:
Custo de utilização:
Condomínio:
Seguros:
Desenvolvimento:
18 O Edifício Em Serviço 4:
Propriedade horizontal:
O título constitutivo da propriedade horizontal:
Propriedade comum:
O Regulamento do Condomínio:
19 O Edifício Em Serviço 5:
Seguros:
Despesas do condomínio:
Fundo de reserva:
Contratos de Empreitada:
A assembleia de condôminos:
20 O Edifício Em Serviço 6:
Funções:
Documentos:
21 O Edifício Em Serviço 7:
Legislação:
Código Civil:
1. Disposições gerais:
2. Constituição:
3. Direitos e encargos dos condôminos:
4. Administração das partes comuns do edifício:
RGEU – regulamento geral das edificações urbanas:
Decreto-Lei N.º 268/94:
Decreto-Lei N.º 269/94:
Decreto-Lei N.º177/2001:
22 Análise estatística:
Metodologia do estudo:
Identificação do parque habitacional:
Tratamento de dados:
23 Análise Estatística 2:
Atualização de preços;
24 Análise Estatística 3:
Análise estatística:
25 Análise Estatística 4:
• 15%
• CV> 30% - Dispersão elevada.
O valor do CV para a situação com outliers é igual a 98%. Retirando os outliers diminui para 44%. É um decréscimo considerável e resulta num aperfeiçoamento da amostra estudada, mas sendo superior a 30% continua a ter uma dispersão elevada.
Em seguida foram construídos os histogramas para as duas situações, com e sem outliers. O histograma é uma representação gráfica das frequências simples de variáveis quantitativas contínuas, onde se indica no eixo vertical a frequência por unidade de classe, e no eixo horizontal os valores ou intensidade da variável. A linha curva sobreposta ao histograma indica como seria a distribuição se a variável tivesse uma distribuição normal.
Comparando os dois gráficos, verifica-se que para a situação sem outliers a distribuição é mais regular e próxima de uma distribuição normal. Contudo, ainda se verificam desvios à normal em algumas partes do histograma.
O processo estatístico realizado para as restantes variáveis será semelhante ao efetuado para a análise da área comum. Cada grupo e fator de custo será estudado com detalhe, mas neste capítulo apenas se apresentarão os gráficos e medidas mais importantes, sem a influência dos outliers, de maneira a permitir uma leitura mais fluida e uma melhor retenção dos resultados considerados relevantes.
Em anexo encontram-se os gráficos e tabelas pertencentes a cada grupo e fator de custo, e uma explicação estatística mais detalhada.
Custos de exploração:
Aproveitando o fato de se possuir o número estimado de habitantes para cada condomínio, bem como o valor da área comum, achou-se interessante verificar se existe alguma relação entre essas duas variáveis e o custo de Exploração/ano/m2.
As variáveis “número de habitantes” e “custo de Exploração/ano/m2 ” são representadas num diagrama de dispersão (scatter), e a introdução de uma regressão quadrática permite observar um decréscimo do valor do custo de Exploração/ano/m2 quanto maior for o número de habitantes, mas o seu coeficiente de determinação é igual a 0,058, um valor extremamente reduzido, ou seja, a relação entre as duas variáveis é praticamente inexistente.
O coeficiente de correlação Ró de Spearman mede a intensidade de relação entre variáveis. Neste caso obteve-se um valor igual a -0,133. Este coeficiente não é sensível a assimetrias nem à presença de outliers, não exigindo que os dados provenham de duas amostras normais. O coeficiente Ró de Spearman varia entre -1 e 1 e quanto mais próximo estiver dos extremos, maior será a associação linear entre as variáveis. O sinal negativo significa que as variáveis variam em sentido contrário.
Verifica-se que 2% ( = (-0,133)2 * 100) da variação do “custo de Exploração/ano/m2 ” é explicado pelo “número de habitantes”, sendo os restantes 98% por outros fatores.
De igual forma foi feito o estudo de relação entre o “custo de Exploração/ano/m2 ” e o valor da “área comum” de cada edifício. Construiu-se um gráfico de dispersão e aplicou-se uma curva de regressão quadrática, com um resultado para o coeficiente de determinação igual a 0,288.
Apesar de este valor ser superior ao obtido para o estudo anterior, continua a ser muito reduzido, ou seja, o valor do “custo de Exploração/ano/m2 ” não é influenciado pelo valor da “área comum”.
Por seu lado, o coeficiente de correlação Ró de Spearman é igual a -0,515, ou seja, 27% ( = (-0,515)2 100) da variação do “custo de Exploração” deve-se ao valor da área comum, e os restantes 73% a outros fatores.
Na figura 5.20. encontra-se representada a caixa de bigodes para o “custo de Exploração/ano/m2 ”, sem outliers. A análise da caixa de bigodes permite verificar que a variável tem uma distribuição ligeiramente assimétrica, enviesada à esquerda, uma vez que a mediana está mais próxima do valor do primeiro quartil, ou seja, há mais valores inferiores a 1,51€/ano/m2 na amostra.
No quadro 5.8. estão representadas as principais medidas estatísticas para a variável “custo de Exploração/ano/m2”.