Sistema de CFTV Parte II
Agente de Portaria
1 Quads
O Quad (Quad Splitter) é um dispositivo eletrônico que combina as imagens de até 4 câmeras e as mostra em um monitor divido em quatro quadros ao mesmo tempo. Possui também um circuito que permite efetuar o sequenciamento das imagens como um sequencial mostrando a imagem de uma câmera de cada vez.
A maioria possui conectores tipo BNC, mas não é impossível encontrar modelos com conectores RCA ou F. Normalmente os Quads que possuem conectores BNC, são de melhor qualidade, por apresentarem menor incidência de mau contato. Existem ainda, adaptadores para estes conectores, ou seja de BNC para F, de RCA para BNC, etc. Um Quad pode ser P&B ou colorido de acordo com as câmeras utilizadas. O Quad pode ser conectado a um monitor de CFTV, TV e também a Time-Lapse.
Alguns modelos mais completos possuem um processamento de imagem em tempo real, ou seja, não existe o retardo na visualização das imagens. Os modelos de menor custo possuem um retardo inerente a digitalização da imagem, mas nada que comprometa a visualização da imagem.
Outros modelos oferecem a função freeze (congelamento), que permite que uma determinada cena seja congelada para visualização detalhada. Existem ainda modelos que permitem a função Zoom, ou seja, ampliação através da duplicação dos pontos de um quadro digitalizado, permitindo a visualização em tela cheia de um quadrante, previamente gravado.
Existem ainda os Duo-Quads que são equipamentos oriundos da união entre um quad e um sequencial, ou seja, temos um quad com cada uma de suas 4 entradas sequenciando entre duas câmeras, de forma programável.
Na realidade são criadas duas páginas de imagem para serem visualizadas/gravadas, ou seja página 1 mostrada no primeiro período com as câmeras 1, 2, 3 e 4 e no segundo período a página 2 com as câmeras 5, 6, 7 e 8. Esta função pode estar incluída na própria fabricação do quad, mas já foram fabricados duplicadores e até mesmo os absurdos quadruplicadores de quads, que seqüenciavam 4 páginas de 4 imagens.Felizmente hoje em dia, os duplicadores, quadruplicadores e similares já não são mais fabricados
Na prática, apesar de serem equipamentos bem superiores aos sequenciais, os quads, também são bastante limitados. Pois fazem a compactação da imagem de forma a reduzir a resolução da imagem de cada câmera em ¼. Ou seja, grande parte dos detalhes da imagem serão perdidos de forma irreversível. Possuem um custo médio relativamente baixo, mas sua aplicação também está se tornando obsoleta, dadas as suas limitações e da redução de custo dos sistemas de gravação digital.
Multiplexadores
Durante muitos anos os multiplexadores foram a melhor e mais avançada alternativa de gerenciamento de sistemas de CFTV, permitindo que várias câmeras, usualmente em conjuntos de 4, 10 ou 16 canais fossem gravadas simultaneamente em um mesmo time-lapse. Graças a seu princípio de funcionamento, os multiplexadores tem uma operação bastante superior aos quads e sequenciais, pois além de gravar imagens de todas as câmeras em intervalos menores, possuem ainda a capacidade de mostrar as imagens em multi-screen, ou seja várias câmeras ao mesmo tempo no monitor, permitindo ao operador um controle de um número maior de câmeras.
Além disso, as imagens são enviadas para a gravação em quadro completo, significando uma menor quantidade de informações perdidas nas imagens. A saída do multiplexador possui uma forma sequencial em alta velocidade, que é sincronizada e controlada na gravação e também na reprodução.
A reprodução das imagens gravadas em um time-lapse a partir de um multiplexador só pode ser efetuada no próprio multiplexador ou em outro compatível. Dada a necessidade de decodificação da sequência de imagens. Nos multiplexadores surgiram os primeiros esboços de programações avançadas, como sistemas de alarme, controle remoto, títulos nas câmeras, agendas, senhas, menus e detecção de movimento em vídeo.
Multiplexador Simplex
Permitem a visualização das imagens de uma câmera em Tempo Real ao mesmo tempo que grava as imagens de todas as câmeras em um Time Lapse. Permitem ainda a reprodução de qualquer câmera ou todas as câmeras para uma análise mais detalhada. As imagens podem ser exibidas em uma variedade de formatos de multi-tela enquanto a gravação estiver desabilitada. deal para locais sem operador ou visualização.
Multiplexador Duplex
Permitem a gravação das imagens multiplexadas em um Time-Lapse ao mesmo tempo que processa e reproduz imagens previamente gravadas a partir de um segundo Time-Lapse. Permitem ainda a reprodução de qualquer câmera ou todas as câmeras para uma análise mais detalhada. As imagens podem ser exibidas em uma variedade de formatos de multi-tela mesmo durante a gravação das imagens. Tem um custo superior ao Multiplexador Simplex.
Atualmente os gravadores digitais já suplantam todas as características dos multiplexadores, até porque são dispositivos desenvolvidos sobre a tecnologia base dos multiplexadores. Porém, aos poucos a utilização dos multiplexadores vai sendo reduzida com a entrada cada vez maior dos gravadores digitais no mercado.
Time-Lapses
Os Time-Lapses são equipamentos de gravação de imagens em fitas de vídeo convencionais. Permitem a gravação entre 24 e 960 horas em uma fita VHS normal de 120 minutos. Isto é conseguido através da modificação dos intervalos entre a gravação das imagem, que normalmente são feitas em um total de 30 quadros por segundo em um vídeo cassete, nos time-lapses são reduzidos para 15, 10, 5, 1 ou menos campos por segundo.
A gravação em fita VHS em um time-lapse pode ser comparada com uma gravação de sequência de fotos com intervalos mais lentos, que . Por exemplo, se for programado para gravar uma imagem a cada 0,4 segundos o gravador irá gravar por 48 horas em uma fita VHS T-120. Este modo de gravação irá reproduzir 2 imagens a cada segundo.
Alguns time-lapses permitem a gravação de áudio para modos de até 24 horas com uma fita VHS T-120. É possível também fazer programações para gravações agendadas diariamente ou semanalmente.
Normalmente é disponibilizada a função de auto repetição da gravação, quando a fita termina é automaticamente retrocedida até o inicio e a a gravação é reiniciada. Estes dispositivos muitas vezes também disponibilizam entradas e saídas para interfaces e funções especiais, como conexão de detectores de movimento, alarmes, conexão de gravadores em cascata, aviso de final de fita e sincronismo controlado por multiplexadores.
Quando um detector de movimento está conectado ao gravador, a gravação será ativada por um período de tempo pré-determinado a partir do acionamento pelo detector. A utilização de Videocassetes domésticos não é recomendada, pois não foram projetados para uma gravação durante um longo período, assim como não são resistentes o bastante para operar continuamente em aplicações de segurança. Sua utilização está também praticamente obsoleta, devido às suas grandes limitações de perda de imagens, lentidão de resposta, limitação física, necessidade de fitas, desgaste mecânico, entre outras. Mas ainda são amplamente encontrados em diversos locais, inclusive em agências bancárias.
Fitas Recomendadas
Algumas marcas ou tipos de fitas de vídeo podem prejudicar as cabeças de vídeo, podendo ocasionar um desgaste prematuro das cabeças de vídeo. Fitas tipo "NORMAL", "PADRÃO" ou "PADRÃO ALTO" são normalmente preferidas a fitas tipo "ALTO GRAU". A determinação do tipo de fita correto pode ser confusa.
Se a dúvida ocorrer, escolha a fita de menor preço de alguma marca ou fabricante de qualidade reconhecida. Fitas de Alto Grau podem não ser aplicáveis para aplicações no modo time-lapse devido a capa de óxido na fita ser muito leve.
Uma vez que este revestimento leve quebrar, as partes internas da fita (mais abrasivas) entram em contato com as cabeças de vídeo, causando um desgaste mais rápido e a obstrução das cabeças. Se um determinada marca de fitas for utilizada com sucesso por um longo período de tempo, não é necessária a troca para outra marca de fitas. De qualquer forma, com a proliferação das marcas de fitas, deve ser tomado cuidado na utilização de fitas de marcas desconhecidas.
Utilização das Fitas
O número de passagens da fita é importante. Quando a fita é gravada uma vez do inicio ao fim, uma passagem ocorreu. Trinta passagens é o número de utilizações recomendadas para velocidades de gravação entre duas e quarenta e oito horas. De dez a vinte passagens é o número recomendado para velocidades de gravação acima de quarenta e oito horas. Se a gravação for feita no Modo Pause então o número de passagens recomendado passa a ser dois. Um agendamento periódico de manutenção, pode prolongar a qualidade e desempenho dos equipamentos.
Cabeças de Vídeo
O desempenho contínuo das cabeças de vídeo pode ser afetado por:
- Marca ou tipo de fita utilizada.
- Número de passagens de cada fita.
- Poeira do ambiente e acumulada na área de operação do VCR
- A integridade mecânica do transporte (Manutenção Periódica: Inspeção e manutenção do VCR)
Para obter uma maior confiabilidade, a incorporação de um Programa de Manutenção Preventiva torna-se necessário para manter o gravador em sua melhor condição de operação. A maioria dos sistemas envolve aplicações que utilizam os gravadores 24 horas por dia, 7 dias por semana.Com o uso constante, a escolha da fita e a freqüência do uso de cada fita torna-se altamente importante. Uma inspeção do VCR a cada 4.000 horas e uma agenda Manutenção Periódica Profissional a cada 8.000 ou 10.000 horas devem ser feitas para assegurar a integridade do seu sistema de segurança e de suas gravações.
Conjunto de gravação veicular
Time lapse veicular:Equipamento utilizado para gravações em veículos diversos, como ônibus, caminhões de transportes, etc.Gravação / Reprodução em 2, 6, 18, 30, 48, 72, 96, 120, 168, 240, 360, 480,720 e 960 horas. Gravação de áudio em 2, 6, 18, 30 horas. Resolução horizonte de 350 linhas (PB) e 300 linhas (color). Alimentação 12VCC.
Mini câmera color - com boa resolução e sensibilidade
É indicado o uso de mini câmeras com lente de 2,5mm ou 1,9mm para obter maior ângulo de abertura e melhor amplitude de imagem. Ex: No ônibus necessita captar imagens de passageiros, cobrador e motorista.
Conversor estabilizado p/ time lapse veicular 24/12 v - 5 A
É necessário um conversor especial com Cooler – refrigeração, com furos alinhados para ventilação, base de alumínio e dissipador de calor.
Caixa de proteção p/ time lapse veicular
Como a instalação em veículos é mais difícil e o fato do mesmo estar sempre em movimento, precisamos de uma caixa especial para proteger o equipamento contra movimentos bruscos e vandalismo, de preferência uma caixa com chave para maior segurança.
DVR Stand Alone
É um gravador digital de vídeo destinado a gravação de imagens em disco rígido (HD). Existem dois tipos de DVR, os DVRs PC que utilizam um computador como plataforma de funcionamento e os DVRs STAND ALONE, que são um hardware específico, dedicado exclusivamente a aplicação e que dispensam o uso de um computador.
Stand Alone 16 câmeras
480 / 112 FPS – 30 FPS - Tempo real na visualziação, 7 FPS – Gravação.
Conexão Remota.
Vantagens
Roda em hardware específico – o sistema é mais estável; Não usa Windows – operacional em Linux – mais estabilidade, sistema próprio; Sistema Quadriplex – monitoração, gravação, backup remoto e busca de dados; 16 entradas de câmeras com loop - extensão de vídeo balanceada; Não precisa necessariamente de computador; ACOMPANHA – manual em português, CD, cabo de força, cabo BNC, mouse e Kit parafusos para colocar + HD; Saídas para monitor em S-Vídeo, CVBS e VGA; Vem com Gravador de CD.
Acesso
1) Via Rede das imagens com um cabo de rede (categoria 5)
2) Pode retirar o HD e colocar num PC
Obs.: Tem que instalar o software Remoto que acompanha o DVR no PC onde quer ver as imagens.
Backup
Pode ser manual – CD
USB ou Rede
Gravação contínua - 5 dias aproximadamente.
b) Stand Alone 4 câmeras
120/30 FPS – visualização / gravação
Conexão Remota – 1 por vez – não consegue 02 usuários conectar de 01 só vez
ACOMPANHA – manual em português, CD, controle remoto e cabo de força; Para transmissão de imagens
direta é necessário ter IP FIXO, já para funcionar o sistema com IP dinâmico fazer consulta ao nosso
departamento técnico. Sistema Simplex – quando acessa o modo busca, PARA a gravação; Detecção de
movimento incorporada;
1 Canal de áudio;
Sistema Operacional – Linux;
Acesso via rede com cabo de rede – categoria 5 ou pode tirar o HD e colocar em um PC para buscar as
imagens;
Tem que ter o software instalado no PC que vai visualizar as imagens;
Transmite áudio via rede e internet.
Sistemas de CFTV Digital
Nos dias de hoje quando falamos em tecnologia, naturalmente surge o termo digital, seja em TV, informática, veículos, medicina, etc, praticamente todas as áreas são afetadas de alguma forma pela revolução digital, a qual obviamente oferece muitas vantagens e atrativos, se comparada com sistemas tradicionalmente analógicos. Na área de segurança eletrônica não é diferente, temos sistemas de CFTV, alarmes e controle de acesso cada vez mais poderosos.
Mas um fator muito importante a verificarmos é qual a vantagem dos sistemas digitais, qual parte do processo é realmente digital e na prática o que isso implica na operação e resposta do sistema
Quais as vantagens do CFTV Digital
Os sistemas de CFTV digitais são simplesmente mais rápidos, flexíveis, expansíveis e fáceis de administrar que qualquer sistema analógico. Podendo ser integrado com instalações existentes de Circuito Fechado de Televisão ainda oferecendo acesso imediato as imagens ao vivo ou mesmo as gravadas; o armazenamento é muito mais simples, oferendo um tempo de autonomia muito maior; a qualidade da imagem digital é incomparavelmente superior, além de não sofrer degradações com armazenamento.
Os sistemas digitais podem alcançar um objetivo primordial: diminuir os custos de operação resultando em um melhor custo e beneficio. Os benefícios de sistemas digitais são obviamente gritantes, quando comparamos com as características equivalentes de sistemas analógicos. Cada vez mais os benefícios do CFTV Digital substituem a tecnologia anteriormente dominante, por todas as suas vantagens, mas principalmente pela possibilidade de conexão em rede, permitindo o acesso local ou remoto, redução de infra-estrutura de instalação, melhores recursos de informática, que permitem um acesso a qualquer momento e gerenciamento de permissões de acessos, gerenciamento de histórico de eventos, entre outras.
Qual parte do CFTV é Digital?
O bloco de captação é formado pelo conjunto lente e câmera, que converte a luz refletida na cena em sinais elétricos que através dos meios de transmissão (Cabos Coaxiais, Par Trançado, Fibra, RF, etc) são encaminhados ao bloco de processamento de vídeo, que pode ser um Quad, seqüencial, mux, placa de captura, DVR, etc. Após o bloco de processamento de vídeo temos o bloco de gravação que normalmente nos sistemas analógicos é uma unidade separada (time-lapse), já nos sistemas digitais quase sempre é parte integrante do processamento(DVR ou Placa Captura).
Por último, temos a interface de visualização e controle, ou seja, onde teremos a visualização das imagens e controle do sistema (Monitor, Teclado, Mouse, Interface). Estes blocos básicos estão presentes em praticamente todos os sistemas de CFTV, sejam analógicos ou digitais. Porém, quando tratamos de sistemas analógicos começamos a encontrar algumas limitações críticas, como baixa capacidade de processamento, menor resolução, pouco tempo de gravação, impossibilidade de expansão, e principalmente a ausência de acesso remoto. Desta forma o sistema de CFTV fica órfão em termos de flexibilidade e recursos.
CFTV Analógico
Com o advento dos sistemas digitais, ocorreram várias transformações nos sistemas de CFTV, agregando recursos, facilidades e inovações entre outras vantagens. Podemos destacar: maior resolução, maior sensibilidade, mais recursos, gravação inteligente por horários e por detecção de movimento em vídeo, melhores técnicas de compactação, maior período de back-up com imagens de melhor qualidade, entre diversas outras vantagens. Porém dentre estes recursos, o mais marcante é a conexão e acesso remoto via rede/internet. Aproveitando os recursos altamente desenvolvidos e eficientes disponíveis para as redes o CFTV hoje em dia se tornou muito mais poderoso e completo e juntamente com o desenvolvimento mundial tornou-se uma ferramenta indispensável de controle, administração e segurança, acessível a uma parcela bem interessante da população. Mas quando adquirimos um sistema digital, o que realmente é digital ? A câmera? O meio de Transmissão? O Processamento?
A resposta na realidade é bem ampla, pois a topologia do sistema de CFTV atual pode contar com vários níveis de digitalização, os quais veremos a seguir:
Câmeras Digitais
Na realidade, este foi um dos primeiros equipamentos de CFTV digitalizado, onde o sinal analógico convertido pelo sensor CCD é processado de forma digital, ou seja, é convertido para digital, analisado, comparado, amplificado e novamente convertido em um sinal de vídeo composto na forma analógica. A limitação está no sinal de saída, pois por melhor que seja a câmera ela ainda vai estar limitada pela largura de banda do sinal de vídeo.
Meio de Transmissão
Os meios de transmissão na sua maioria não são digitais, porém nos últimos 3 anos a utilização de conversores de par trançado que aproveitam cabeamento de rede para a transmissão dos sinais de vídeo tem trazido novos limites de distâncias e qualidade aos sistemas de CFTV. Além disso, temos uma utilização em maior escala das fibras óticas com amplos ganhos de distâncias e imunidade a interferências e surtos. Na realidade os meios de transmissão básicos mantiveram-se na forma analógica, porém uma nova topologia está disponível e tende a ser amplamente utilizada conforme veremos mais adiante.
Processamento de Vídeo
Os sistemas básicos de CFTV tiveram suas mudanças mais marcantes no processamento de vídeo. Mudanças estas, que iniciaram pelos multiplexadores, que nos anos 90 foram uma revolução no CFTV iniciando a aplicação dos sistemas digitais. Porém, com o tempo, as necessidades de gravação e de maiores recursos acabaram impulsionando a criação de Gravadores Digitais de Vídeo (daqui para frente DVRs) e placas de captura.
Estes sistemas acabaram incorporando as funções dos multiplexadores, seqüenciais e dos time-lapses, além de muitos outros recursos impossíveis nos sistemas analógicos. As fitas VHS foram substituídas por Hds, a base da informática foi aproveitada pelos seus recursos para trazer novas facilidades, maior capacidade para o CFTV. A gravação realmente útil por detecção de movimento, o back-up em CD ou DVD, a regravação automática do HD, facilidade de operação, maior capacidade e tempo de gravação, maior resolução, além do acesso remoto são apenas algumas das transformações geradas pelo CFTV digital. Outro fator extremamente importante dos sistemas digitais é a utilização de componentes de informática, que baixaram muito os anteriormente quase proibitivos custos de produção em menor escala de equipamentos completos de CFTV.
2 Gravação
Anteriormente feita em fitas VHS por time-lapses, foi integrada ao processamento de vídeo nos sistemas digitais, utilizando principalmente HDs.
Visualização e Controle
Caracterizada nos sistemas analógicos por grandes monitores P&B e por uma infinidade de botões com funções específicas, e muita dificuldade de operação e de conhecimento completo dos recursos, foi gradativamente sendo substituída pela integração de sistemas baseados em PC, fornecendo melhores resoluções e qualidade de imagem, além de uma operação relativamente mais simples, permitindo que um operador com conhecimentos básicos de informática e com algumas horas de treinamento esteja apto a operar o sistema; uma vez que grande parte das funções que anteriormente eram responsabilidade do operador agora estão integradas e automatizadas nas funções básicas do sistema.
Atualmente os menus, comandos e funções são muito mais interativos e amigáveis ao operador. No entanto, aqui permanece a questão da tecnologia digital que processa as imagens e executa os comandos, mas no final converte as informações em um sinal analógico para a visualização no monitor, seja de imagens ao vivo ou gravadas.
Tecnologia IP para CFTV
Ao mesmo tempo que os sistemas de DVRs e Placas de Captura, se desenvolvem e agregam cada vez mais recursos, uma topologia alternativa está ganhando muito espaço no mercado internacional, que é a topologia baseada em IP (Internet Protocol), na qual o processamento não é mais centralizado em uma unidade ou PC, mas sim distribuído nas câmeras e no sistema, além de utilizar uma base de conexão direta a rede Ethernet ou IP.
Servidores de imagem - Câmera IP:
São equipamentos que permitem transmitir os sinais de vídeo captados pelas câmeras através da rede local ou da Internet. Existem transmissores para uma ou mais entradas de câmeras e também as câmeras IP que já possuem uma saída de rede para transmissão do sinal de vídeo através da rede ou da Internet.
Transmissores IP
Serve para transformar sistema analógico em IP.
Modelos:
1) 2 entradas de câmeras – 30 FPS – FW-3210
2) 4 entradas de câmeras – 120 FPS – FW-3440
3) 6 entradas de câmeras – 30 FPS – FW-500A
4) Transmissores de áudio via IP.
Câmeras IP
Vantagens
Não precisa levar outros cabos para longa distância, pode ligar a câmera no cabo de rede;
Quando acessa a câmera abre uma página na internet para fazer a configuração;
Gravação (Back-up) – no HD da máquina que estiver ligada;
Cada câmera possui um endereço IP
ACOMPANHA: Fonte de alimentação 12VDC, CD de instalação, cabo serial e cabo de rede – para conectar a câmera;
Saída BNC;
Detecção de movimento incorporada;
Sistema Requerido para o PC – VERIFICAR;
Configuração da câmera – puxa da própria câmera para configurar (PORTA).
Configuração do servidor = câmera – sistema – transmissão – alarme
Câmeras IP
Uma câmera IP combina uma câmera de CFTV com características de um web server,incluindo a digitalização e compactação de vídeo, assim como a conectividade de rede. A partir da rede, o vídeo é transportado através de uma rede IP, através de switches e hubs, e gravado em um PC com o Software de Gerenciamento e Controle de Vídeo (NVR). Isto representa um sistema totalmente digital de CFTV em rede,e é também um sistema de vídeo plenamente baseado em rede, onde nenhum componente analógico está sendo utilizado.
Um sistema de vídeo em rede utiliza o processamento nas câmeras IP como forma de reduzir a utilização da banda, permitir a utilização da infraestrutura de rede existente, ampliar as capacidades e conectividades do sistema de CFTV. Proporcionando ainda uma resolução superior (mega pixel), qualidade de imagem consistente, possibilidade de POE – Alimentação sobre Ethernet, utilização de dispositivos de rede Wireless (Wi-Fi), possibilidade de Pan/Tilt/Zoom Integrados, áudio, entradas e saídas digitais, acionamento de dispositivos, maior flexibilidade e capacidade.
Uma câmera convencional digital tem uma resolução máxima de 640 x 480 com aproximadamente 300.000 Pixels ou 0,3 Megapixel, já uma câmera IP poderá ter resoluções de até 2592 x 1944 ou aproximadamente 5Mpixel. Com resoluções desta dimensão a capacidade de reconhecimento e verificação de detalhes em uma imagem fica muito facilitada, mas acima de tudo são possíveis novos recursos como movimentação no escopo da área de visualização, zoom em parte da imagem, etc.
Gravadores Digitais – DVRs
DVR, Digital Video Recorder, ou em português Gravador Digital de Vídeo é um equipamento destinado a gravação de imagens de vídeo digitalmente em um disco rígido (HD). Este HD, usualmente interno, possui capacidades de 80 Gb a 250Gb para gravação, dependo do modelo disponibilizando a ampliação para mais HDs. Permite ainda, a configuração da resolução da imagem e tempo de gravação de acordo com a aplicação; gravação em tempo-real ou time lapse também é disponibilizada. A regravação sobre imagens antigas também é uma função que pode ser programada, de acordo com a necessidade.
A gravação de eventos de alarme acionada somente após a detecção digital de movimento dentro de uma área pré-determinada do quadro de imagem, funções estas programáveis e aplicáveis de uma maneira muito mais fácil e confiável que as funções de gravação dos time-lapses. A configuração da detecção de movimento pode ser configurada a através da seleção de pontos no quadro de imagem, pontos estes que quando sofrem alteração no sinal de vídeo automaticamente iniciam a gravação do alarme. Como os DVR's gravam digitalmente, a qualidade de imagem permanece inalterada independentemente do número de reproduções e regravações.
É possível ainda, localizar rapidamente imagens ou alarmes gravados através do sistema da procura por data/hora ou alarme, ou simplesmente analisando a gravação. Muitos modelos permitem ainda a gravação de pré-alarmes, ou seja o sistema faz uma gravação continua das imagens, porém vai descartando estas imagens que somente serão aproveitadas caso ocorra uma situação de alarme, na qual estas imagens são inseridas antes da gravação do alarme.
A maioria dos DVRs possui a função de multiplexação, integrando as funções de gravação multiplexada dos sinais das câmeras, e recuperação com qualidade total nas informações, devendo ser levado em conta a quantidade de quadros por segundo ou fps (frames per second) para determinação na qualidade da atualização das imagens.
Alguns equipamentos tem possibilidade de conexão por rede local (LAN) ou Internet (WEB), pois possuem integrada uma conexão de rede. Neste quesito existem sistemas que possuem acesso somente por browser (Navegadores Internet Explorer, Mozzila Firefox, etc), sendo necessário ter o Endereço IP onde o DVR está conectado, ou endereço de redirecionamento . Outros sistemas possuem conexão remota apenas por software cliente, e ainda existem outros que possuem ambos os sistemas de conexão, deixando a critério do instalador/usuário definir qual o melhor método de acesso.
Existem três tipos básicos:
DVR Stand Alone: São equipamentos desenvolvidos especificamente para a tarefa de gravação digital em sistemas de CFTV. Normalmente são bastante robustos e possuem todas as funções básicas necessárias para uma perfeita supervisão e gravação de imagens. Possuem integradas as funções de Sequencial, Quad, Multiplexador e Gravador, tendo então a função de centralizar o processamento e gravação. Possui a interface direta para Hds, muitas vezes permitindo a função Hot Swap, para retirada e substituição do HD sem a necessidade de desligar o equipamento. Entradas de vídeo com conectores BNC, saídas em loop, entradas e saídas de alarme, interfaces RS485/RS232, etc.
PC DVR: São equipamentos desenvolvidos sobre a base de um computador padrão IBM PC modificados, utilizando seus componentes normais como placa mãe, memórias, processador, placas, etc, em conjunto com o Hardware e Software do sistema de CFTV. Mas embora pareçam equipamentos dedicados as funções de gravação digital e gerenciamento de sistemas de CFTV, nada mais são do que computadores com algumas alterações de hardware e software.
Boa parte dos PCs DVRs possuem um grande nível de personalização por parte do fabricante, o que permite adicionar vários recursos interessantes para o sistema, assim como bloquear outros recursos e acessos mais perigosos. A proteção normalmente bloqueia o acesso a Bios, Sistema de arquivos, instalação de programas, acesso a internet, modificação de dispositivos de hardware, execução de aplicativos externos,etc. Para o usuário final, normalmente o sistema operacional fica transparente, ou seja não fica acessível, seja Windows, Linux ou outro específico, ficando somente a interface do sistema de CFTV acessível.
Assim como os DVRs Stand Alone, são também robustos, porém os PCs DVRs em nível de software e periféricos de entrada são um pouco mais vulneráveis, mas por outro lado também possuem muito mais recursos de software, além de uma atualização muito mais simples.
Possuem todas as funções necessárias para uma perfeita supervisão e gravação de imagens, integrando as funções de Sequencial, Quad, Multiplexador e Gravador e Web Server, tendo desta forma a função de centralizar o processamento e gravação.
Sua montagem e componentes são normalmente mais confiáveis que os PCs com placa de captura devido a montagem em série, utilização de componentes de maior qualidade e especificamente compatíveis com o sistema de CFTV, maior nível de testes efetuados, atualização constante, além do bloqueio aos acessos de Bios, Hardware, Dispositivos e aplicativos.
Possuem as Entradas de vídeo com conectores BNC diretamente na placa de captura, não possuem saídas em loop, alguns modelos disponibilizam entradas e saídas de alarme, porta serial RS232, etc.
PC com Placa de Captura
São placas de captura de vídeo desenvolvidas para aplicações de CFTV para instalação em computadores padrão IBM PC, utilizam componentes normais como placa mãe, memórias, processador, placas, etc, em conjunto com o Hardware e Software do sistema de CFTV. O software de captura possui um grande nível de personalização e recursos disponibilizados, porém o bloqueio de outros recursos e acessos mais perigosos ao computador normalmente não são possíveis.
Normalmente não é possível efetuar a proteção contra o acessso a Bios, Sistema de arquivos, instalação de programas, acesso a internet, modificação de dispositivos de hardware, execução de aplicativos externos, etc. Para o usuário final, geralmente o sistema operacional fica acessível, ou seja Windows pode ser acessado, assim como podem ser instalados e executados programas e utilitários diversos.
Dentre os tipos especificados de DVRs são os menos robustos, e os que possuem um nível de acesso a software e periféricos de entrada muito mais vulnerável, mas por outro lado também possuem uma série de recursos de software além de uma atualização também bastante simples. Possuem as principais funções necessárias para a supervisão do sistema de CFTV e gravação de imagens, integrando as funções de Sequencial, Quad, Multiplexador e Gravador e Web Server, tendo desta forma a função de centralizar o processamento e gravação.
Possuem as Entradas de vídeo com conectores BNC diretamente na placa de captura, não possuem saídas em loop, normalmente a inserção de outros recursos de hardware requer a instalação de placas adicionais
Gravador de Vídeo em Rede – NVR
Atualmente em sintonia com a tecnologia de câmeras IP, existem ainda softwares principalmente e em determinadas linhas de produtos e equipamentos dedicados a gravação de imagens transmitidas por câmeras IP. São softwares bastante avançados que possuem várias configurações e opções para gerenciamento e gravação de câmeras IP. Possuem funções para um melhor uso dos recursos das câmeras IP, como gravação por detecção de movimento, agenda de gravação, controle de PTZ, pré-alarme, transferência de arquivos por FTP, gravação e reprodução de áudio, vários formatos de visualização, backup automático, redundância na gravação.
Os softwares mais simples normalmente controlam um máximo de 16 câmeras, são gratuitos e podem ser baixados ou ainda acompanham as câmeras IP. Porém muitos fabricantes disponibilizam softwares mais avançados com controle para 64, 128, 256 câmeras ou mais, com os recursos citados além de outros recursos especializados.
Compactação de vídeo
A Tecnologia de compactação de Imagens de Vídeo é uma dos principais operações de sistemas de CFTV digital, seja para a gravação de imagens, seja para a transmissão remota. Quanto melhor o algoritmo de compressão, menos espaço será ocupado por determinada imagem e mais rápida será a sua transmissão remota.
Existem vários algoritmos disponíveis, cada um com suas características especificas, com vantagens e desvantagens, dependendo da aplicação, mas de um modo geral todos tem um bom desempenho e a escolha de um ou outro dependerá basicamente do tipo de aplicação e necessidades especificas
Fatores a levar em conta:
- Resolução e complexidade das imagens;
- Tamanho dos HDs Utilizados;
- Período de Gravação Necessário;
- Disponibilidade de Backup em meio alternativo;
- Possibilidade de uso de gravação por detecção de movimento
- Largura de banda disponível (Up/Down)
- Conexão de Internet Compartilhada
3 Principais Padrões de Compactação de Video
M-JPEG
M-JPEG ou Motion-JPEG é um formato onde é criada uma seqüência de imagens JPEG completas, cada quadro dentro do vídeo é armazenado como uma imagem completa. As imagens imóveis são então organizadas para exibição em seqüência em altas taxas de frames produzindo vídeos de ótima qualidade, mas ao custo de tamanhos de arquivo relativamente grandes.
H.261, 263, 321, 324, etc
Estas abreviaturas referem-se aos padrões recomendados pela União Internacional de Telecomunicações (ITU) para projetos de sistemas de vídeo-conferência, mas alguns fabricantes aproveitaram estes métodos para DVRs e câmeras de rede.
Estes padrões normalmente fornecem altas taxas de atualização. O formato H.263 foi projetado para trabalhar com taxas de atualizações fixas. No entanto, a qualidade das imagens é baixa. Estes padrões normalmente fornecem resoluções de imagem de até 352x288 pixeis. Como a resolução disponível é bem limitada, novos produtos tendem a não usar este padrão.
Wavelet
Um padrão também bastante popular, otimizado para utilização com imagens com quantidades pequenas de informações. O Wavelet não é padronizado e exige software especial para poder ser visualizado, chamado genericamente de codec. De qualquer forma, este formato de compactação de vídeo é muito utilizado em sistemas de gravadores digitais e placas de captura, porém cada um desenvolve suas próprias características, não havendo interoperabilidade entre os formatos de diferentes fabricantes mesmo tendo a mesma base.
A relação de tamanho de arquivo e qualidade de imagem também é interessante. Por tratar-se de um formato proprietário, os fabricantes que fazem uso deste formato pagam uma taxa aos desenvolvedores pela utilização da base do formato.
MPEG4
(Motion Picture Experts Group-4) padrão criado pelo grupo MPEG para compressão de imagens de áudio e vídeo previamente digitalizadas. O padrão MPEG4 começou a ser concebido em julho de 1993, tendo sido aprovado como padrão internacional em 1998. Vários vídeos transmitidos pela Internet fazem uso deste padrão, assim como telefones celulares que utilizam imagens. É um padrão mais avançado do que o MPEG2: além da melhoria nos processos de compressão, que se traduzem em arquivos comprimidos com tamanho muito menor sem perda aparente de qualidade, permite também o uso de outros tipos de mídia interagindo com o vídeo (como textos e fotos digitais por exemplo), acionados através de menus inteligentes.
Estes menus, ao contrário dos menus de DVDs de filmes por exemplo, que ao serem acionados são sempre mostrados ocupando toda a tela com o aparelho retornando ao início do disco, podem ser exibidos da forma que o criador do vídeo quiser - embutido dentro da tela de um notebook que surge durante o filme por exemplo. Isso porque a interatividade não é dependente do aparelho reprodutor do vídeo, e sim faz parte do próprio vídeo, seus comandos são codificados juntamente com as imagens e não em um capítulo separado dedicado ao menu.
A taxa de compressão é variável, ou seja o MPEG4, pode ser utilizado para comprimir mais ou comprimir menos o conteúdo original. No entanto, ao contrário do MPEG2, cuja qualidade é mais ou menos fixa em torno do padrão DVD de qualidade, para o MPEG4 essa variação é bem maior: praticamente qualquer valor de taxa de compressão pode ser utilizado, permitindo a visualização das imagens do vídeo não importando a capacidade do meio de transmissão (Internet de banda larga ou linha discada por exemplo). O esforço computacional despendido na manipulação de vídeos no formato MPEG4 é ainda maior do que o exigido no formato MPEG2, o que exige um hardware também mais potente.
A organização ISO (International Standards Organization) definiu o programa QuickTime da Apple como padrão para distribuição de conteúdo de vídeo em MPEG4. A resolução horizontal obtida após a compressão é variável, podendo ser ajustada para diversos níveis de qualidade, desde ligeiramente inferior à do formato VHS até equivalente à do formato DVD. A compressão utilizada é do tipo multi-frame.
Este formato contém diversas vantagens sobre os outros formatos de compactação, consume menor largura de banda e pode misturar vídeo com texto, gráficos e animação em camadas de 3D e 2D. Embora estes novos recursos possam ser aplicados no vídeo de forma muito eficiente, é necessário um hardware poderoso para gerenciar este processamento. E portanto é exigido um investimento substancial em computadores/DVRs mais poderosos.
Conclusões:
Normalmente a utilização de dispositivos de CFTV com compactação MPEG4 é a mais recomendada, pois é padrão que possui melhores taxas de compressão, porém ele nem sempre produz as imagens com a melhor qualidade.Alternativamente os formatos MJPEG e H263 também se mostram boas opções para determinadas aplicações, onde o investimento em hardware para o processamento, e o custo devem ser levados em conta. Para a maioria das aplicações de pequeno e médio porte, os sistemas com padrão MJPEG serão uma boa opção, por apresentarem um custo mais baixo e desempenho satisfatório, caso a aplicação necessite um maior nível de compactação ou recursos, deve-se analisar os demais formatos.
Internet, Redes Locais e Conexão Remota
A tecnologia digital moderna permite que setores diferentes como de telecomunicações, informática, rádio e televisão, estarem juntos em um mesmo desenvolvimento. Esta característica que denominamos convergência, ocorre globalmente e muda drasticamente os meio e forma com que pessoas e equipamentos se comunicam. No centro deste processo, formando a estrutura básica que torna a convergência possível, estão as Redes IP. A convergência atualmente está presente em todas as indústrias, e a indústria de segurança tem ganhado muitos benefícios com a convergência.
As redes IP atualmente alavancam o desenvolvimento de serviços e dispositivos integrados para os mais diversos propósitos como telefonia, divertimento, segurança ou computação pessoal. Todos estes equipamentos e tecnologias estão sendo projetados de forma a convergir em direção de um padrão único e abrangente de comunicação que é independente da camada de conexão física. A rede de TV a cabo, por exemplo, foi projetada inicialmente para a transmissão de televisão por assinatura ao consumidor, agora também pode ser utilizada para enviar correio eletrônico, navegação Web, ou até mesmo monitorar um DVR ou câmera IP remotamente.
Além disso, estas características da convergência estão também disponíveis sobre outras redes físicas, ex. telefonia fixa, telefonia celular, transmissões via satélite e redes de computadores.Nesta seção mostraremos as bases e os principais componentes da tecnologia de redes IP, e verificar as vantagens e benefícios desta nova tecnologia que tem muito a oferecer a segurança e CFTV.
Redes de Comunicação
A Internet tornou-se o fator mais importante que vêm guiando o processo de convergência. Isto é devido principalmente ao fato que o conjunto de protocolos d Internet tornou-se um padrão compartilhado usado em quase todos os serviços. O conjunto de protocolos de Internet consiste principalmente do Protocolo de Internet (Internet Protocol - IP) e o Protocolo de Controle de Transporte (Transport Control Protocol - TCP); a partir daí o termo TCP/IP é referido à toda a família de protocolo de internet.
As redes baseadas em IP possuem grande importância atualmente em toda a sociedade, pois grande parte das operações de troca de informações dependem dela. À primeira vista os componentes desta tecnologia podem parecer um pouco confusos e complexos. Por isso inicialmente, apresentaremos os principais componentes formadores de rede IP.
Uma rede é formada por duas partes fundamentais, os nodos e os links. Um nodo é um determinado tipo de equipamento de rede, como um computador, um DVR ou uma câmera. Os nodos são capazes de comunicar com outros nodos por links, como cabos UTP.
A tecnologia disponibilizada atualmente nos permite o uso de uma linha de conexão de Internet ou Intranet como um meio de transmissão de vídeo. Normalmente são utilizadas conexões Banda Larga para Internet e LAN para Intranet.
Endereçamento IP
O endereço IP, trabalha como o endereço de um site na Internet. Quando são definidos para um DVR ou câmera IP, tornam possível a visualização das imagens remotamente como se fossem um site na web, através de um navegador web como o Microsoft Internet Explorer por exemplo, bastando para isso a digitação do endereço IP na barra de endereços. (Por exemplo 200.143.84.124)
Endereço IP Público e Endereço IP Privado
Endereço IP público é para a internet como o exemplo citado acima. É como um número de telefone conectado a rede pública que pode ser chamado a partir de qualquer telefone conectado a este serviço. Já um Endereço IP Privado, opera como se fosse um ramal de uma central telefônica PABX dentro de uma empresa, ou seja trabalha somente dentro de uma área limitada como uma rede local (LAN) ou uma rede remota (WAN).
Se for designado um endereço IP privado para uma câmera IP, será possível acessar as imagens desta câmera dentro do sistema da LAN ou WAN, porém não será possível o acesso via Internet. Para permitir o acesso das imagens de vídeo através da Internet é preciso atribuir um Endereço IP Público, que pode ser acessado de qualquer parte do mundo onde esteja disponibilizado o acesso a Internet. Existem dois tipos de Endereço IP Público: Estático e Dinâmico.
Endereço IP Estático e Endereço IP Dinâmico
O Endereço IP Estático, como mencionado no endereço de exemplo, é um endereço independente que será disponibilizado e permanecerá sempre disponível para a conexão. Já um Endereço IP Dinâmico, ou Endereço IP Flutuante não é um endereço independente e o mesmo é dividido entre vários assinantes.
Ele também trabalha na Internet da mesma maneira que o Estático, porém, o endereço é modificado cada vez que é feita a conexão. Quando uma câmera IP tiver de ser designada com Endereço IP Dinâmico, certifiquese que a câmera IP suporta estas condições. Procure no site do fabricante um listagem como os usuários que utilizam Endereço IP Dinâmico. De qualquer forma, o Endereço Dinâmico não é tão conveniente como o Endereço Estático, sendo assim, prefira sempre a utilização de um Endereço IP Estático quando instalar uma conexão ADSL ou E1 para uma câmera IP
Redes Locais - LAN
Redes Locais ou LANs, (Local Area Network) ou WAN, Wide Area Network (Rede Remota) possuem uma infra estrutura lógica que permite a interconexão e troca de informações e serviços entre vários computadores, em uma determinada área ou empresa. Os dispositivos de rede como computadores, impressoras, servidores, DVRs, câmera IP, etc podem ser conectados a uma LAN ou WAN de forma a permitir que os outros computadores compartilhem seus recursos e suas informações, incluindo as informações e gravações de vídeo. Os computadores podem ser conectados a LAN ou WAN através de conectores RJ45, de acordo com a topologia da rede.
Existem basicamente 3 velocidades de conexão: Ethernet de 10Mbps, Fast Ethernet de 100Mbps e a Gigabit de 1000Mbps. Sendo a mais utilizada a Fast Ethernet de 100Mbps, que possui velocidade e banda suficiente para a maioria das aplicações normais em rede local.
Banda Larga
Os principais tipos de conexões banda larga disponíveis no brasil são a conexão ADSL disponibilizada sobre uma linha telefônica convencional e a conexão Cable Modem, que é disponibilizada sobre uma conexão de TV a cabo, além dessas temos alguns locais onde a conexão de internet é fornecida via rádio ou Wi-fi. Para estes serviços são normalmente disponibilizadas várias velocidades de conexões tanto para usuários domésticos como corporativos.
A escolha da melhor conexão para disponibilização de sistemas de CFTV, deve levar em conta principalmente a velocidade de upload, a qual define a velocidade que as informações podem ser enviadas para a internet, quanto maior o número de câmeras, número de FPS, complexidade da imagem e usuários remotos, maior a banda necessária.
Normalmente as conexões são disponibilizadas a partir de um modem ADSL ou um modem Banda Larga de TV a cabo (cable modem), que converte os sinais provenientes da internet para pacotes ethernet para serem repassados ao servidor ou rede local. Existem modens roteados que criam uma camada que isola a rede local da internet, adicionando segurança para rede. Caso a conexão seja compartilhada com aplicações convencionais de internet para a empresa, ainda será necessário dimensionar a conexão de forma suportar todas as conexões e acessos. É sempre recomendável a utilização de conexão do tipo corporativa, pois além de oferecer um endereço IP Estático, possui a mesma taxa de upload e download, além de uma maior estabilidade e latência permitindo assim, um acesso mais confiável.
Quando o modem banda larga é roteado o compartilhamento da conexão pode ser feito diretamente, bastando para isso plugar a conexão ethernet do modem no hub ou switch da rede local, os endereços IP dos computadores serão disponibilizados automaticamente pela função DHCP, nesse caso é recomendável configurar um endereço IP Estático para o DVR, PC com placa de captura ou câmera IP. Após isso, para disponibilização das imagens na internet, devemos configurar o redirecionamento de portas no roteador. O redirecionamento de portas é o processo de encaminhamento das requisições de conexão externas feitas via internet, para o endereço IP interno do equipamento de CFTV, o redirecionamento deve ser feito para as portas utilizadas pelo equipamento de CFTV.
Para o acesso remoto das imagens pode ser usada sem problemas uma conexão do tipo ADSL residencial ou mesmo banda larga via cable modem, as quais possui um custo muito mais baixo do que a conexão corporativa. Eventualmente, em caso de necessidade, é possível utilizar até uma conexão via modem discado de 56k.
Cabeamento de Redes
Nos últimos anos tem-se discutido muito sobre as novas tecnologias de hardware e oftware de rede disponíveis no mercado. Engana-se, porém, quem pensa que estes produtos podem resolver todos os problemas de processamento da empresa. Infelizmente, o investimento em equipamentos envolve cifras elevadas, mas é preciso que se dê também atenção especial à estrutura de cabeamento, ou “cabling”, uma das peças-chave para o sucesso de ambientes distribuídos.
Conforme pesquisas de órgãos internacionais, o cabeamento hoje é responsável por 80% das falhas físicas de uma rede, e oito em cada dez problemas detectados referem-se a cabos cabos instalado oi em estado precário.
Tipos de Cabeamento:
Cabos Coaxiais:O primeiro tipo de cabeamento que surgiu no mercado foi o cabo coaxial. Há alguns anos, esse cabo era o que havia de mais avançado, sendo que a troca de dados entre dois computadores era coisa do futuro. Até hoje existem vários tipos de cabos coaxiais, cada um com suas características específicas. Alguns são melhores para transmissão em alta freqüência, outros têm atenuação mais baixa, e outros são imunes a ruídos e interferências.
Os cabos coaxiais de alta qualidade não são maleáveis e são difíceis de instalar e os cabos de baixa qualidade podem ser inadequados para trafegar dados em alta velocidade e longas distâncias. Ao contrário do cabo de par trançado, o coaxial mantém uma capacidade constante e baixa, independente do seu comprimento, evitando assim vários problemas técnicos.
Devido a isso, ele oferece velocidade da ordem de megabits/seg, não sendo necessário a regeneração do sinal, sem distorção ou eco, propriedade que já revela alta tecnologia. O cabo coaxial pode ser usado em ligações ponto a ponto ou multi-ponto. A ligação do cabo coaxial causa reflexão devido a impedância não infinita do conector.
A colocação destes conectores, em ligação multi-ponto, deve ser controlada de forma a garantir que as reflexões não desapareçam em fase de um valor significativo. Uma dica interessante: em uma rede coaxial tipo BUS – também conhecida pelo nome de rede coaxial varal, o cabo deve ser casado em seus extremos de forma a impedir reflexões.
A maioria dos sistemas de transmissão de banda base utilizam cabos de impedância com características de 50 Ohm, geralmente utilizados nas TV's a cabo e em redes de banda larga. Isso se deve ao fato de a transmissão em banda base sofrer menos reflexões, devido às capacitâncias introduzidas nas ligações ao cabo de 50 Ohm. Os cabos coaxiais possuem uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa freqüência e, por isso, eram o meio de transmissão mais usado em redes locais.
Este tipo de cabeamento está em desuso em sistemas de rede, sendo raramente encontrado em determinados locais com terminais antigos, as facilidades e melhorias do cabeamento UTP, levaram a substituição da tecnologia por cabeamento coaxial.
UTP – Par Trançado
Com o passar do tempo, surgiu o cabeamento de par trançado. Esse tipo de cabo tornou- se muito usado devido a falta de flexibilidade de outros cabos e por causa da necessidade de se ter um meio físico que conseguisse uma taxa de transmissão alta e mais rápida. Os cabos de par trançado possuem dois ou mais fios entrelaçados em forma de espiral e, por isso, reduzem o ruído e mantém constante as propriedades elétricas do meio, em todo o seu comprimento.
A desvantagem deste tipo de cabo, que pode ter transmissão tanto analógica quanto digital, é sua suscetibilidade às interferências a ruídos (eletromagnéticos e radiofrequência). Esses efeitos podem, entretanto, ser minimizados com blindagem adequada. Vale destacar que várias empresas já perceberam que, em sistemas de baixa freqüência, a imunidade a ruídos é tão boa quanto a do cabo coaxial.
O cabo de par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento no mercado. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples e de baixo custo. Esse cabo se adapta muito bem às redes com topologia em estrela, onde as taxas de dados mais elevadas permitidas por ele e pela fibra óptica ultrapassam, e muito, a capacidade das chaves disponíveis com a tecnologia atual. Hoje em dia, o par trançado também está sendo usado com sucesso em conjunto com sistemas ATM para viabilizar o tráfego de dados a uma velocidade extremamente alta: 155 megabits/seg.
Fibras Óticas
Quando se fala em tecnologia de ponta, o que existe de mais moderno são os cabos de fibra óptica. A transmissão de dados por fibra óptica é realizada pelo envio de um sinal de luz codificado, dentro do domínio de freqüência do infravermelho a uma velocidade de 10 a 15 Mhz. O cabo óptico consiste em um filamento de sílica e de plástico, onde é feita a transmissão da luz. As fontes de transmissão de luz podem ser diodos emissores de luz (LED) ou lasers semi- condutores. O cabo óptico com transmissão de laser é o mais eficiente em potência devido a espessura reduzida do feixe. Já os transmissores com diodos emissores de luz são mais baratos e possuem melhor adaptação à temperatura ambiente, tendo por isso, um ciclo de vida relativamente maior.
Apesar de mais caros, a utilização do cabeamento de fibra óptica é recompensada pela imunidade a interferências eletromagnéticos, eletrostáticas e radiofreqüências e permitindo um total isolamento entre transmissor e receptor. Portanto, quem deseja ter uma rede segura, preservar dados de qualquer tipo de ruído e ter velocidade na transmissão de dados, os cabos de fibra óptica são a melhor opção do mercado. O cabo de fibra óptica pode ser utilizado tanto em ligações ponto a ponto quanto em ligações multi-ponto. A exemplo do cabo de par trançado, a fibra óptica também está sendo muito usada em conjunto com sistemas ATM, que transmitem os dados em alta velocidade. O tipo de cabeamento mais usado em ambientes internos (LANs) é o de par trançado, enquanto o de fibra óptica é o mais usado em ambientes externos. Um cabeamento de fibra ótica tem uma largura de banda típica em torno de 1ghz, o suficiente para utilizar-se os serviços mais corriqueiros de Internet e redes (FTP, e-mail, Web, videoconferência etc.) com muita folga, assumindo-se um comprimento máximo de 1,5 Km.
Wireless
Atualmente a área de redes, tem tido um crescimento na tendência de dispositivos Wireless ou em termos mais básicos sistemas sem fio, de forma que a mobilidade notebooks e outros equipamentos portáteis tem uma interface e compatibilidade direta com outros sistemas e equipamentos sem fio. Facilitando ainda mais a mobilidade dos sistemas e conexão das estações de rede. Existe também uma grande tendência que as câmeras IP wireless tenham um mercado de aplicação, dada a sua facilidade de instalação e recursos disponíveis.
As distâncias médias envolvidas nos sistemas Wireless tem um máximo de 100 metros dependendo dos equipamentos, mas a tendência é que sejam desenvolvidos cada vez mais dispositivos nesta tecnologia com o conseqüente aumento de qualidade e capacidades. Uma das grandes preocupações neste sistema é a segurança e a privacidade.
Cabos de Vídeo:
Nesse grupo encontramos aqueles cabos desenhados especialmente para interconectar equipamentos de vídeo. Se distinguem por serem geralmente cabos coaxiais com impedância característica de 75 ohms e blindagem dupla, uma malha exterior e uma folha de alumínio no interior envolvendo o dielétrico. Podem, entretanto, ser utilizados cabos blindados com conectores RCA (ver figura acima).
Cabos de Alimentação:
Cabos compostos por diversos condutores e revestidos por capa plástica.
Sistema de transmissão - Cabeamento
Cabo coaxial,transmissão por par trançado e fibra óptica
Transmissão por cabo coaxial:
O meio mais comum de transmissão utilizado é o por cabo coaxial.
Existem 3 modelos de cabos coaxiais mais utilizados no mercado de CFTV:
Tipo de Cabo Câmera colorida câmera P & B
RG-59 220 metros 440 metros
RG-06 300 metros 600 metros
RG-11 400 metros 800 metros
Os tipos de cabos coaxiais são diferenciados pelo tipo de armadura e miolo condutor.
É constituído de 4 partes:
Capa: deve proteger contra a exposição ao tempo, existindo forros especiais para locais úmidos ou exposição ao sol, tipo PVC, Teflon, Polietileno (Uso externo). Armadura: Protege o cabo contra RF, deve ser 95% cobre, nunca de alumínio e serve de meio de retorno.
Isolação: Separa a armadura do condutor central.
Condutor: Deve ser 95% de cobre, o calibre é variável (AWG 18,20 e 22) e pode ser sólido ou trançado (para instalações onde a flexibilidade é importante, cabo coaxial cristal 75 Ohms próprio para usar em elevadores).
Capacitância (maior = melhor), atenuação (menor = melhor).
Todos são revestidos de PVC.
Obs: Os modelos de cabos coaxiais mais usados atualmente nos sistemas de CFTV de pequeno e médio porte são:
RGC 59 – 67%.
RGC 59 – 95%.
Transmissão por par trançado:
Transmissão de vídeo acima de 150 metros via cabo coaxial, ocasiona perda e uma má qualidade de imagem. Utilizando o sistema de par trançado, podemos alcançar, com boa qualidade, uma distancia de 600 metros P&B ou 400 metros colorido no sistema passivo e 2.400 metros P&B ou 1.500 metros colorido no sistema ativo.
Ao utilizar o “HUB” de 4 entradas poderá ser utilizado um simples cabo CAT 5 para transmitir até 4 sinais de vídeo, economizando cabo e tempo de instalação.