De onde vem, e para onde vai o dinheiro é a questão respondida pela Demonstração do Fluxo de Caixa, que, através da análise das entradas e das saídas de valores monetários constantes da contabilidade da companhia, tenta a elaboração permanente ou periódica desse demonstrativo. Sua importância é traduzida no indispensável equilíbrio financeiro cuja evidência, resultante da dinâmica empresarial, requer o exame analítico e constante das fontes de recursos e suas demonstrações no qual o significado é tão relevante quanto o das demais demonstrações financeiras da companhia, especialmente a do resultado do exercício.
Assim, entende-se que existe uma relação necessária entre os recursos financeiros investidos no ativo patrimonial, percentualmente divididos nas duas origens básicas de capital próprio e capital de terceiros, tais como aparecem no passivo do balanço patrimonial, e o grau de liquidez que permita a satisfação pontual das exigibilidades assumidas.
Com o uso do fluxo de caixa é possível saber, se em um determinado período, uma empresa terá condições de pagar os compromissos assumidos, assim como conhecer as suas contas a receber. Geralmente, os compromissos assumidos são compras a prazo com fornecedores, salários de funcionários, contas de luz, água, telefone, empréstimos, ou seja, todas as contas a pagar.
A área de administração de caixa merece ser pesquisada, pois por causa de uma situação mais grave de liquidez, constantemente empresas perdem sua continuidade, por falta de caixa.
A saúde de uma empresa depende da manutenção de um fluxo de caixa positivo: o dinheiro tem que entrar tão depressa quanto sai. Uma administração eficiente do fluxo de caixa fará com que a empresa funcione perfeitamente.
Os problemas de fluxo de caixa são resolvidos com decisões cuidadosas e bem pensadas. Com isso, se não podem ser evitados, pelo menos podem ser previstos, minimizando-se assim o impacto sobre a sobrevivência da empresa e a rentabilidade, permitindo ao administrador planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros de uma empresa para determinado período.
A economia brasileira experimenta diminuição das taxas de inflação, o mercado está
globalizado, tendo como conseqüência uma concorrência mais acirrada entre as empresas, por isto faz-se necessário que elas tenham uma boa gestão financeira. É necessário que todo numerário disponível ou a receber seja bem empregado. Se os fluxos de caixa são otimizados, dimensiona-se com segurança o capital de giro. Essa é uma constante preocupação das empresas brasileiras, pois os custos financeiros podem absorver valores significativos da receita operacional. Sendo assim, pode-se identificar o planejamento como ferramenta e estratégia primordial e necessária para uma melhor gestão no mundo dos negócios.
De acordo com Maximiano (2000), o processo de planejamento é a ferramenta que as pessoas e organizações usam para administrar suas relações com o futuro. É uma aplicação específica do processo decisório. As decisões que procuram, de alguma forma, influenciar o futuro, ou que serão colocadas em prática no futuro, são decisões de planejamento.
É possível dizer que com a implantação do planejamento, os administradores terão as informações necessárias para o processo de tomada de decisões oportunas de seus negócios, sejam elas a curto ou em longo prazo. Pode-se dizer também que utilizando essa estratégia, as pessoas envolvidas no contexto, terão toda a organização em suas mãos, assim como os rumos que pode vir a tomar.
“Planejamento é estabelecer e manter um plano integrado para as operações consistentes com os objetivos e as metas da companhia, no curto e no longo prazo, que deve ser analisado e revisado constantemente, comunicado aos vários níveis de gerência por meio de um apropriado sistema de comunicação”. (FIGUEIREDO; CAGGIANO, 1997, p. 27).
É importante ressaltar, que o planejamento otimiza chances de sucesso. Não garante o sucesso, mas colabora para a diminuição dos riscos. Isso porque utilizando um bom planejamento os riscos são efetivamente calculados. Mostra como o administrador pode aproveitar uma grande oportunidade, pois, quando se planeja, pode-se visualizar cada parte da empresa. Ao mesmo tempo, o planejamento permite ver a empresa como um todo, o que vai ajudar a desenvolver métodos e estratégias eficientes para o crescimento do negócio.
Sendo assim, pode-se concluir que o planejamento é o processo de decisão dos objetivos da empresa. Através do planejamento os administradores poderão tomar decisões corretas e no momento certo para que se possam realizar seus objetivos de uma gestão eficaz.
Ross, Westerfield e Jordan (2002, p. 46) afirmam que “o fluxo de caixa é uma das informações financeiras mais importantes que podem ser extraídas de demonstrações financeiras. Indica a diferença entre o número de dólares recebidos e os que saíram da empresa”.
O fluxo de caixa da empresa é um dos eventos mais fundamentais no quais são baseadas as mensurações contábeis. Os gestores e os investidores em particular estão bastante interessados no fluxo de caixa gerado pelos ativos da empresa. Este fluxo de caixa não é somente o problema central de sobrevivência da empresa, mas é
essencial para que os objetivos da empresa sejam alcançados. (FIGUEIREDO; CAGGIANO, 1997, p. 75).
Silva (1996) afirma que o fluxo de caixa é considerado um dos principais instrumentos de análise, propiciando identificar o processo de circulação do dinheiro, pois, ele tem a capacidade de examinar as entradas e saídas de dinheiro que transitaram pela empresa, assim como o que ainda não aconteceu, mas que está projetado para o futuro.
Portanto, pode-se dizer que o fluxo de caixa é o instrumento estratégico que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros de uma empresa para determinado período.
Assim, entre os vários relatórios contábeis, a Demonstração de Fluxo de Caixa tornou-se uma ferramenta indispensável para uma boa gestão de qualquer negócio.
Os principais objetivos da demonstração do fluxo de caixa são avaliar alternativas de investimento; avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas na empresa, com reflexos monetários; avaliar as situações presente e futura do caixa na empresa, posicionando-a para que não chegue a situações de liquidez; e certificar que os excessos momentâneos de caixa estão sendo devidamente aplicados. (MATARAZZO, 1998, p. 370)