NR 23 - Proteção Contra Incêndios
NR 23 - Proteção Contra Incêndios
1 Princípios Gerais da Norma NR 23
Esta norma regulamentadora estabelece as principais medidas que os empregadores devem tomar para combater incêndios. Este curso apresenta todos os conceitos e elementos, formas de propagação, classes de incêndio e muitos outros pontos importantes na proteção contra incêndio.
2 Introdução à Prevenção e Combate a Incêndio
Orientações
A princípio, os princípios de combate a incêndios podem parecer uma questão simples. Porém, quando verificamos o número de variáveis existentes, percebemos a importância de uma base teórica bem fundamentada e de um aprendizado contínuo. Este curso terá como foco transmitir informações básicas para que uma pessoa possa atuar em tal situação e saiba como tomar as medidas necessárias, inclusive em caso de grandes incêndios.
Teoria Básica do Fogo
Para início de estudo, é de fundamental importância conhecer os elementos que constituem um incêndio para que possamos compreender a relação existente sobre a forma como o fogo se espalha e se extingue.
Conceito de Fogo
O fogo nada mais é do que uma reação química que libera luz e calor. Essa reação química ocorre devido a uma mistura de gases em altas temperaturas, que geralmente emite radiação visível.
Pode ser que alguém esteja se perguntando nesse momento: “Gases!!?? Mas quando eu vou fazer churrasco eu coloco fogo na madeira e eu vejo ela queimando!”
A explicação para isso é simples. Basta entender que todo material, quando aquecido a uma determinada temperatura, libera gases e são esses gases que realmente se inflamam.
Elementos que Compõem o Fogo
Sabendo que o fogo é uma reação química, devemos conhecer quais são os elementos que compõem essa reação.
A teoria nos diz que são 3 elementos básicos: combustível, comburente e calor. Esses três elementos, reagindo em cadeia, dão origem ao fogo. A literatura denomina esses elementos, bem como a relação entre eles, por triângulo do fogo ou tetraedro do fogo (este último mais recente, considerando, também, a reação em cadeia).
Portanto, é extremamente importante entender como cada um desses elementos funciona e como eles estão relacionados.
3 O Combustível
Orientações
Muitas pessoas associam o termo “combustível” a postos e, portanto, a gasolina, etanol e diesel, sendo esses fluidos a única forma de combustível existente.
Este pensamento está errado. É importante compreender que combustível é qualquer substância que pode queimar e alimentar a combustão. Assim, também podemos classificar os combustíveis em líquidos, sólidos e gasosos, embora existam substâncias em uma ampla variedade de estados que correspondem à suposição original.
Sólidos
Quanto maior for a superfície aberta, mais rápido será o aquecimento do material e, consequentemente, o processo de combustão.
A madeira, o papel, os cereais e o algodão são exemplos de combustíveis sólidos.
Líquidos
Os líquidos inflamáveis possuem algumas propriedades físicas que podem dificultar a extinção de um incêndio, aumentando o perigo para quem vem para combatê-lo. Deve-se levar em consideração a propriedade da solubilidade do líquido, ou seja, sua capacidade de se misturar com outros líquidos.
É importante saber que a água e os fluidos à base de petróleo (hidrocarbonetos) têm baixa solubilidade, enquanto líquidos como o álcool e a acetona (solventes polares) são altamente solúveis, o que significa que podem ser diluídos a ponto de a mistura não se inflamar.
Outra propriedade é a volatilidade, ou seja, a facilidade com que os líquidos emitem vapores. Isso também é muito importante porque quanto mais volátil o líquido, maior a probabilidade de ele pegar fogo ou mesmo explodir.
Quanto à volatilidade, os líquidos podem ser divididos em: líquidos inflamáveis - com ponto de inflamação abaixo de 38 ° C (gasolina, álcool, acetona) e líquidos inflamáveis - com ponto de inflamação acima de 38 ° C (óleos, lubrificantes e vegetais, glicerina. )
Normalmente, os líquidos estão na forma do recipiente em que estão localizados. Em caso de derramamento, os líquidos assumem a forma do solo, escorrem e acumulam-se nas partes inferiores.
Dependendo do peso da água, um litro pesa 1 kgf, classificamos os outros líquidos como mais leves ou mais pesados.
Dependendo do peso da água, um litro pesa 1 kgf, classificamos os outros líquidos como mais leves ou mais pesados.
Gasosos
Os gases não possuem determinado volume, tendendo a ocupar rapidamente todo o recipiente em que estão contidos.
Se o peso do gás for menor que o peso do ar (no caso do GN), o gás tende a subir e se dissipar. Mas, se o peso do gás for maior que o peso do ar (no caso do GLP - Gás Liquefeito de Petróleo), o gás permanece próximo ao solo e se move na direção do vento, obedecendo aos contornos do terreno.
É um elemento que ativa e dá vida à combustão em combinação com vapores de combustíveis inflamáveis.
O oxigênio é o comburente comum à imensa maioria dos combustíveis.
Dependendo da concentração que está no ar (inferior a 16%) fica incapaz de sustentar a combustão.
Porém, além do oxigênio, há outros gases que podem se comportar como comburentes para determinados combustíveis. Assim, o hidrogênio queima no meio do cloro, os metais leves (lítio, sódio, potássio, magnésio etc.) queimam no meio do vapor de água e o cobre queima no meio de vapor de enxofre. O magnésio e o titânio, em particular, e se finamente divididos, podem queimar ainda em atmosfera de gases normalmente inertes, como o dióxido de carbono e o azoto.
Calor
O calor é uma forma de energia. E´ o elemento que inicia o fogo e permite que ele se propague. Verifica-se que algumas vezes até mesmo o aquecimento de uma máquina já é suficiente para prover calor necessário para o início de uma combustão.
Reação em cadeia
Os elementos combustível, comburente e calor, isoladamente, não produzem fogo. Quando interagem entre si, realizam a reação em cadeia, gerando a combustão e permitindo que ela se automantenha.
Algumas literaturas apontam a reação em cadeia como um quarto elemento, porém, analisando a função dela na combustão, verifica-se que ela nada mais é do que a interação do combustível, do comburente e do calor.
4 Formas De Propagação Do Fogo
Orientações
No trabalho com extinção ou prevenção, o conhecimento dos métodos de transferência de calor é sem dúvida importante. Métodos de transferência de calor de um objeto para outro ou para um meio: condução de calor, convecção e radiação.
Vale ressaltar que em alguns casos, a propagação do fogo pode envolver mais de uma forma de propagação.
Condução
Este é um método de transferência de calor de um corpo para outro ou de uma molécula para outra dentro do mesmo corpo.
Um bom exemplo é quando acendemos um fósforo e percebemos que o fogo está devorando aos poucos a madeira do palito, vamos devorando um a um.
Convecção
Isso acontece quando o calor é transferido de um meio para outro pelo ar aquecido através do compartimento.
Por exemplo, em vários casos, o ambiente do edifício pegou fogo e, alguns minutos depois, outro edifício que não estava diretamente conectado ou não tinha elementos físicos conectados ao edifício também começou a pegar fogo. Isso geralmente ocorre devido à transferência de calor por uma grande quantidade de ar quente.
Irradiação
Ele transfere calor por meio de ondas térmicas no espaço. Um bom exemplo é a transferência de calor do sol para a terra por meio dos raios solares.
5 Pontos E Temperaturas Importantes Do Fogo
O combustível é convertido pelo calor e, devido a essa conversão, ele se combina com o oxigênio, causando a combustão. À medida que o material esquenta, essa transição ocorre em diferentes temperaturas.
Para um melhor entendimento, o processo será descrito:
Quando o combustível é aquecido, a temperatura atinge uma temperatura na qual o material passa a emitir vapor, que entra em ignição na presença de uma fonte externa de calor. Neste ponto, é denominado "ponto de fulgor", e a chama não pode ser sustentada devido à pequena quantidade de vapor.
Continue aquecendo até atingir uma temperatura, e o gás liberado após o material entrar em contato com uma fonte externa de calor começa a queimar e continua a queimar sem a necessidade da fonte de calor. Este ponto é denominado "ponto de fulgor".
O aquecimento é continuado e o ponto atingido é que o combustível exposto ao ar arde sem fonte externa de calor. Este ponto é denominado ponto de fulgor.
O quadro a seguir apresenta os pontos de fulgor e de ignição de alguns combustíveis:
6 Métodos De Extinção Do Fogo
Considerando a teoria básica do fogo, concluímos que o fogo existe apenas quando o combustível, o oxidante e o calor estão presentes em proporções ideais, entrando em uma reação em cadeia.
Com base nesse conhecimento, concluímos que ao quebrar a reação em cadeia e isolar um dos elementos do fogo, teremos uma interrupção da combustão.
Com base nessas premissas, excluímos os métodos de extinção de incêndio: extinção por refrigeração, extinção por sufocamento, extinção de isolamento e extinção química
Extinção por Resfriamento
Esse método consiste em baixar a temperatura e, consequentemente, reduzir o calor. O objetivo é evitar que o combustível emita gases e vapores e finalmente se extinga.
O refrigerante mais comum e mais usado é a água.
Extinção por Abafamento
Este método consiste em evitar que o comburente que geralmente é o oxigênio, permaneça em contato com o combustível, em uma porcentagem ideal para alimentação da combustão.
Para as combustões movidas a oxigênio, como já observado, no momento em que a quantidade desse gás no ar atmosférico estiver abaixo da proporção de aproximadamente 16%, a combustão deixará de existir.
Para combater incêndios por sufocamento, podem ser utilizados os mais diversos materiais, desde que esse material impeça a entrada de oxigênio no fogo e não sirva de combustível por um certo tempo.
Extinção por Isolamento
O isolamento visa atuar na retirada do combustível da reação.
Existem duas técnicas que contemplam esse método:
• através da retirada do material que esta´ queimando;
• através da retirada do material que esta´ próximo ao fogo e que deverá entrar em combustão por meio de um dos métodos de propagação.
Extinção Química
O processo da extinção química visa a combinação de um agente químico específico com a mistura inflamável (vapores liberados do combustível e comburente), a fim de tornar essa mistura não inflamável. Logo, esse, método não atua diretamente num elemento do fogo, e sim na reação em cadeia como um todo.
7 Classes De Incêndio
Para se combater um incêndio usando os métodos adequados (extinção rápida e segura), há a necessidade de entendermos quais são as características que definem os combustíveis.
Existem cinco classes de combustíveis reconhecidas pelos maiores órgãos voltados ao estudo do tema, sendo elas:
- Classe A – sólidos combustíveis;
- Classe B – líquidos e gases combustíveis;
- Classe C – materiais energizados;
- Classe D – metais pirofóricos;
- Classe K – óleos e gorduras.
Falam também da Classe E, que terá por objetivo representar os materiais químicos e radioativos, porém esta classe ainda não é reconhecida internacionalmente, não há muito do que se falar.
Classe A
Definição: são os incêndios ocorridos em materiais fibrosos ou combustíveis sólidos.
Características: queimam em razão do seu volume, isto é, em superfície e profundidade. Esse tipo de combustível deixa resíduos (cinzas ou brasas).
Exemplos: madeira, papel, borracha, cereais, tecidos etc.
Extinção: geralmente o incêndio nesse tipo de material é apagado por resfriamento.
Classe B
Definição: são os incêndios ocorridos em combustíveis líquidos ou gases combustíveis.
Características: a queima é feita através da sua superfície e não deixa resíduos.
Exemplos: GLP, óleos, gasolina, éter, butano etc.
Extinção: por abafamento.
Classe C
Definição: são os incêndios ocorridos em materiais energizados.
Características: oferecem alto risco à vida na ação de combate, pela presença de eletricidade. Quando desconectamos o equipamento da sua fonte de energia, se não houver nenhuma bateria interna ou dispositivo que mantenha energia, podemos tratar como incêndio em classe A ou classe B.
Exemplos: transformadores, motores, interruptores etc.
Extinção: agentes extintores que não conduzam eletricidade, ficando vedados a água e o gás carbônico.
Classe D
Definição: são os incêndios ocorridos em metais pirofóricos.
Características: irradiam uma forte luz e são muito difíceis de serem apagados.
Exemplos: rodas de magnésio, potássio, alumínio em pó, titânio, sódio etc.
Extinção: através do abafamento, não devendo nunca ser usado água ou espuma para a extinção desse tipo de incêndio.
Classe K
Definição: são os incêndios em banha, gordura e óleos voltados ao cozimento de alimentos.
Características: é uma classe de muita periculosidade, ao passo que o trato de banha, gordura e óleos é bastante comum nas cozinhas residenciais e industriais.
Exemplos: incêndios em cozinhas quando a banha, a gordura e os óleos são aquecidos.
Extinção: Nesta classe, jamais poderá combater com água. Essa classe reage perigosamente com água, gerando explosões e ferindo quem estiver próximo. O método mais indicado de combater o incêndio nessa classe é através do abafamento.
8 Extintores De Incêndio
O extintor de incêndio é projetado para extinguir um pequeno incêndio imediatamente e rapidamente. Portanto, os extintores de incêndio não devem ser vistos como um substituto para sistemas de extinção de incêndio mais complexos, mas como um equipamento adicional.
É importante que o encarregado compreenda a diferença entre os tipos de extintores de incêndio e como usá-los em caso de incêndio.
Deve-se notar que o uso de extintores de incêndio não deve, em princípio, justificar qualquer razão para atrasar o sistema de alarme geral e mobilizar grandes quantidades de recursos, mesmo que pareça que o incêndio pode ser extinto rapidamente.
O conteúdo a seguir mostrará os tipos mais comuns de extintores de incêndio relacionados ao uso pretendido do extintor e explicará como o extintor deve ser usado.
Extintores de Água
Extintores de incêndio cheios de água são água cujo agente extintor é descarregado por gás.
Quanto às operações, podem ser:
-Água pressurizada : Esta é uma água com apenas um cilindro usado para reter água e gás propulsor. Sua carga está sob pressão constante.
-Gás de água : Este é um gás de água com uma câmara, um tanque de água e um cilindro de pressão cheio de gás propelente.
O aumento de pressão ocorre apenas durante a operação. Extintores de incêndio são equipamentos projetados para extinguir incêndios.
Pequenos incêndios da categoria "A", como madeira, papel e tecidos.
Manuseio:
- Retire o extintor de incêndio do suporte e leve-o até o local onde será utilizado;
- Retire o bico do suporte na direção do fogo;
- Romper o lacre da ampola do gás expelente;
- Abra totalmente o registro da ampola;
- Direcione o fluxo de água para a fonte de fogo.
Manutenção:
- Para colocar o extintor de incêndio em um estado ideal, devemos:
- Verifique os extintores de incêndio com freqüência;
- Carregue imediatamente após o uso;
- Verifique a carga e o cilindro todos os anos;
- Verifique regularmente o nível de água, as juntas de borracha, juntas, mangueiras e mangueiras quanto a danos.
- O orifício de segurança na tampa.
- Verifique o peso da ampola a cada seis mes
Observações
- Este tipo de extintor de incêndio não pode e não deve usar em eletricidade sob nenhuma circunstância. Colocando em risco a vida do operador;
- O alcance do jato é de aproximadamente 08 (oito) metros.
Extintores de Espuma Química
Designado para o princípio de proteção contra incêndio da Classe B, também pode ser usado para extinguir a proteção contra incêndio da Classe A, mas a eficiência é baixa.
Nesse tipo de extintor, um cilindro de aço contém uma solução aquosa contendo bicarbonato de sódio e um estabilizador.
A solução de sulfato de alumínio é colocada em outro recipiente dentro do cilindro, que separa o bicarbonato de sódio da solução de alcaçuz.
Manuseio:
- Retire o equipamento da estrutura de suporte e leve ao fogo. Sempre mantenha-o na posição vertical, evitar movimentos bruscos durante o transporte.
- Vire-o (de cabeça para baixo) e agite para facilitar a reação;
- Dirigir o jato sobre a superfície do combustível, procurando, principalmente nos líquidos, espargir a carga de maneira a formar uma camada em toda a superfície para o abafamento; Permanece-se com o aparelho na posição invertida até terminar a carga.
Manutenção:
- Para deixar nossos extintores de incêndio de espuma em um estado ideal, é importante saber:
- Precisa ser verificado uma vez por mês;
- A carga da solução e a reatividade da solução devem ser verificadas semestralmente;
- Mesmo que você não o use, sua taxa deve ser renovada uma vez por ano;
- Após o uso, o extintor de espuma deve ser lavado por dentro o mais rápido possível, para que o resíduo da reação química não afete a parede do cilindro devido à corrosão.
- Carregue o mais rápido possível após o uso.
Observações
- Este tipo de extintor não pode e não deve ser utilizado em energia elétrica em hipótese alguma, pois coloca em risco a vida do operador.
Extintores de Gás Carbônico (CO2)
É um gás inerte, inodoro e incolor. Por causa de sua condutividade quase zero, o CO2 é amplamente utilizado em incêndios de Classe C.
Seu modo de ação é o estrangulamento, podendo ser utilizado também na categoria A (apenas no início) e na categoria B (ambientes internos).
Manuseio:
- Para usar um extintor de dióxido de carbono, o operador deve seguir as etapas abaixo:
- Remova o dispositivo do suporte e coloque-o onde será usado.
- Remova o clipe de segurança;
- Segure o difusor com firmeza;
- Puxe o gatilho;
- Use um difusor para guiar a nuvem de gás até o fundo da chama em um movimento circular;
- Não toque o difusor no equipamento.
Manutenção:
- Extintores de dióxido de carbono devem ser inspecionados e pesados mensalmente.
- Se a botija de gás perder mais de 10% de sua capacidade, ela deve ser carregada.
- O teste de pressão hidrostática deve ser realizado a cada 5 anos. O teste deve ser realizado por empresa profissional de acordo com as normas da ABNT.
Observações
- Como atua por abafamento, o CO2 deve ser aplicado de forma homogênea e rápida, pois dissipa-se com muita facilidade.
Extintores de Pó Químico
Extintores de pó químico usam bicarbonato de sódio (o mais comum) ou agente extintor de bicarbonato de potássio.
Especialmente adequado para os princípios de segurança contra incêndio B e C.
Os extintores de pó químico pressurizado usam nitrogênio como propelente, que é um gás seco não inflamável que pode ser preenchido com pó no mesmo cilindro.
Extintores de pó químico pressurizado usam dióxido de carbono (CO2) como propelente e o armazenam como umidade em uma ampola de aço conectada ao extintor.
Manuseio:
Os dois tipos de aparelhos citados são de fácil manejo:
a) Pressurizado:
- Retira-se o extintor do suporte e o conduz até o local onde será utilizado (observar a direção do vento);
- Rompe-se o lacre;
- Destrava-se o gatilho, comprimindo a trava para a frente, com o dedo polegar;
- Aciona-se o gatinho, dirigindo o jato para a base do fogo.
b) à Pressurizar:
- Retira-se o extintor do suporte e o conduz até o local onde será utilizado (observar a direção do vento);
- Acionar a válvula do cilindro de gás;
- Destrava-se o gatilho, comprimindo a trava para frente, com o dado polegar;
- Empunhar a pistola difusora;
- Aciona-se o gatilho, dirigindo o jato para a base do fogo.
Manutenção:
- Eles devem ser verificados regularmente e sua carga deve ser substituídos todos os anos.
Extintores de Pó Multiuso (ABC)
O extintor químico geral de pó é baseado em monofosfato de amônio siliconizado como agente extintor de incêndio.
Isso é direcionado contra os princípios de segurança contra incêndio das classes A, B e C.
Manuseio:
- Os dois tipos de equipamentos mencionados são fáceis de manusear:
- Retire o extintor de incêndio da estrutura de suporte e transporte-o até o local de uso (observe a direção do vento);
- A vedação está danificada;
- Pressione o gancho com o polegar para frente para liberar o gatilho.
- Ative o gatinho direcionando o jato para a fonte do fogo.
Manutenção:
- Eles devem ser verificados regularmente e seus produtos devem ser substituídos todos os anos.
Extintores de Pó Químico Especial
É um agente extintor de incêndio especialmente desenvolvido para incêndios Classe D, e atua por meio de abafamento.
Outros agentes extintores de incêndio
Observe que você encontra um incêndio de Classe D ou mesmo de Classe K e não há um extintor de pó químico dedicado. o que fazer?
No Capítulo "Método de Extinção do Fogo", verificamos a teoria do combate a incêndios e entendemos o princípio do combate a incêndios.
Portanto, se você for proficiente nessa teoria, pode usar o chamado "fundo da sorte". Nesse caso, o meio da sorte é o meio pelo qual improvisamos o uso de meios de extinção de incêndio com base na teoria da extinção de incêndio.
Portanto, se estivermos diante de um incêndio de Classe D, podemos cobrir o combustível com terra grande e desligar o oxidante (oxigênio) para extinguir o fogo.
Na cozinha, se não houver um extintor de incêndio especial classe K, quando virmos gordura queimando na frigideira, podemos molhar o pano e cobrir a superfície para evitar a entrada de oxigênio.
Portanto, o conhecimento de toda a teoria é básico, e todos os fatores divulgados neste livro estão inter-relacionados. Somente com todo esse conhecimento e treinamento você pode agir quando o fogo começar.
9 Sprinkler e Detectores de Fumaça
Sprinkler
Este é um equipamento comumente usado no combate a incêndio. Consiste em uma "armadura" e um elemento sensor chamado de lâmpada. A cabeça do sprinkler é conectada ao tubo de pressão e mantida fechada com uma tampa envolta por um bulbo. Os fios são geralmente de ½ "ou ¾" NPT. Dentro do frasco, o líquido se expande a uma determinada temperatura, portanto, em caso de incêndio, a cápsula se rompe, liberando água para uso em combate.
Entre os equipamentos fixos de combate a incêndio, os sprinklers provaram ser uma das ferramentas mais eficazes e econômicas para reduzir danos à propriedade. Talvez seja por serem sistemas de combate a incêndios que podem operar sem intervenção humana após serem instalados no ambiente, e produzirão "chuva" característica quando a temperatura subir.
Voltando aos detalhes de sua aplicação, como o incêndio havia começado e a temperatura só aumentava, o aspersor quebrou. Nesse momento, a água que saía da tampa rachada formava um círculo, atingindo uma área de 16 metros quadrados, dependendo do modelo utilizado. Na maioria dos casos, instalar sprinklers quase certamente significará instalar outros sprinklers, porque se o fogo se tornar mais violento e se espalhar para outras áreas, outros sprinklers serão capazes de abrir e controlar o incêndio. Normalmente, duas ou três portas abertas são suficientes para lidar com a batalha, e os sprinklers não abrirão em outros lugares devido a um incêndio em um ambiente, a menos que sejam afetados pelo aumento da temperatura abrindo-os apenas, a menos que haja perigo de aumento de temperatura.
Detector de Fumaça
A maioria das pessoas sabe da real importância dos detectores de fumaça na família. No entanto, algumas pessoas não instalaram sensores em suas casas porque acreditam que situações perigosas nunca acontecerão com elas. Este é um erro muito comum, justamente porque, ao contrário do extintor, este dispositivo pode ser utilizado como medida preventiva.
Não podemos adivinhar quando o incêndio vai começar, por isso devemos ter esse sistema de segurança em casa. Quer saber como funcionam os detectores de fumaça? Portanto, continue lendo e revise esta postagem!
O que é e como funciona um detector de fumaça?
O detector de fumaça é um dispositivo simples. Como o nome sugere, o aparelho pode detectar a presença de fumaça no ambiente e disparar um alarme. Por sua vez, isso irá alertar os locais sobre possíveis incêndios, que os deixarão ilesos quando partirem.
Além disso, alguns detectores de fumaça alertarão a brigada de incêndio ou bombeiros militares sobre o evento para evitar mais problemas.
O design do dispositivo é relativamente simples: há uma caixa com detectores de fumaça e circuitos eletrônicos. Esses circuitos fazem com que o sensor acione um alarme interno. Além disso, eles também podem disparar alarmes remotos.
Quais são os tipos de detectores?
Existem vários tipos de detectores de fumaça, dependendo do ambiente. A principal diferença entre os dois é o sensor. Os mais comuns são fotovoltaicos e íons. Verifique a diferença.
Detector de fumaça fotoelétrico
Este tipo de detector é denominado fotodetector porque pode converter luz em energia elétrica. É simples e linear porque possui uma fonte de luz de um lado e um sensor do outro.
Funciona da seguinte maneira: Quando o feixe é interrompido, a corrente também é interrompida. Esta operação é chocante.
O emissor de luz em forma de T (em uma extremidade da parte horizontal em forma de T) e o sensor estão localizados na parte inferior da parte vertical em forma de T. Sem fumaça, a luz permanecerá para frente. A linha suporta sinalização. Quando a fumaça é detectada, ela entra no sensor e dispara um alarme.
Detector de fumaça iônico
O detector de fumaça mais utilizado consiste em uma fonte de alimentação conectada a uma câmara de ionização. A câmara está cheia de ar e uma pequena quantidade do elemento inofensivo a-241.
Seu funcionamento também é muito simples: há uma placa de metal no final da câmara e uma corrente contínua é aplicada na placa de metal. O ar ionizado conduz eletricidade entre as placas. Quando a fumaça entra na câmara de combustão, a corrente é interrompida e um alarme é acionado.
10 Instruções Gerais Em Caso De Emergências
Em Caso de Incêndios
- Mantenha a calma! Lembre-se, agora você possui conhecimentos diferenciados sobre incêndios no seu local de trabalho. Se existe alguém que possa resolver a situação, esse alguém é você!
- Acione o Corpo de Bombeiros, ligando 193.
- Acione o botão de alarme mais próximo.
- Use extintores ou os meios disponíveis para apagar o fogo.
- Se não conseguir combater o incêndio, faça a retirada de todas as pessoas do local e tente isolar os materiais combustíveis e protejer os equipamentos.
- Desligue o quadro de luz.
- Existindo muita fumaça no ambiente ou no local atingido, use um lenço como máscara (se possível molhado), cobrindo o nariz e a boca.
- Para se proteger do calor irradiado pelo fogo, sempre que possível, mantenha molhadas as roupas, cabelos, sapatos ou botas.
Em Caso de Confinamento Pelo Fogo
- Procure sair dos lugares onde haja muita fumaça;
- Mantenha-se agachado, bem próximo ao chão, onde o calor é menor e existe menos fumaça;
- No caso de ter que atravessar uma barreira de fogo, molhe todo o corpo, roupas e sapatos, encharque uma cortina e enrole-se nela. Molhe um lenço e amarre-o junto à boca e ao nariz e atravesse o mais rápido que puder.
Recomendações Importantes
- Não suba as escadas, procure sempre descer.
- Não respire pela boca, somente pelo nariz.
- Não tire as roupas, pois elas protegem seu corpo e retardam a desidratação. Se for o caso, tire apenas a gravata ou roupas de nylon.
- Se suas roupas se incendiarem, jogue-se no chão e role lentamente. Elas se apagarão por abafamento.
- Ao descer escadarias, retire sapatos de salto alto e meias escorregadias.
Deveres e Obrigações
- Procure conhecer todas as saídas que existem no seu local de trabalho, inclusive as rotas de fuga.
- Participe ativamente dos treinamentos teóricos, práticos e reciclagens que lhe forem ministrados.
- Conheça e pratique as Normas de Proteção e Combate ao Princípio de Incêndio, quando necessário e possível, adotadas na Escola.
11 Queimaduras
Uma queimadura é um dano ao tecido do revestimento do corpo causado por agentes térmicos (calor, frio, eletricidade), produtos químicos, radiação ionizante, etc. Como vimos na anatomia básica, o tegumento é projetado para proteger o corpo contra invasões de microrganismos, organismo regulador de temperatura, devido à perda de água para o exterior e à retenção de fluido interno. Assim, o dano ao tecido cutâneo altera esses mecanismos em maior ou menor grau, dependendo de sua extensão (área da queimadura) e profundidade (grau da queimadura).
Classificação
Podemos dividir a queimadura em graus dependendo da profundidade: Primeiro grau - afeta apenas a epiderme. É caracterizada por dor local e vermelhidão da área afetada. Segundo grau - afeta a epiderme e a derme. É caracterizada por dor local, vermelhidão e formação de bolhas de água. O terceiro grau - atinge todo o tecido de cobertura, atinge o tecido adiposo ou muscular, chega ao osso. É caracterizada por dor leve - devido à destruição das terminações nervosas da sensibilidade - pele escurecida ou esbranquiçada, às vezes com área de eritema. Não se esqueça da possibilidade de queimar as vias respiratórias superiores em caso de acidente em salas fechadas, por exemplo, em caso de incêndio em edifícios.
Extensão da lesão:
É o mais importante e depende da área do corpo queimada. Quanto maior o grau da queimadura, maior o risco para a pessoa ferida. Uma queimadura de primeiro grau que afeta a maior parte do corpo é considerada muito grave.
A pele tem várias funções. Isola o corpo do meio ambiente; proteção contra a invasão de microrganismos patogênicos; controla sua temperatura; retém os fluidos corporais e, por meio de suas terminações nervosas, transmite ao cérebro informações sobre as condições do ambiente externo. Qualquer dano a esta superfície de revestimento prejudicará essas funções.
Quanto mais lesões na pele, mais graves serão as consequências para a vítima.
Uma grande queimadura é caracterizada por hipovolemia com hemoconcentração e um forte desequilíbrio hidroeletrolítico resultante de uma grande perda de fluido causada pelo efeito direto da temperatura ambiente nas estruturas adjacentes à pele; mudanças na permeabilidade vascular; ligação de fluidos, eletrólitos e proteínas na área de queima. A condição piora com a destruição dos glóbulos vermelhos e infecção que se espalha imediatamente para a lesão e mais lentamente nos períodos anteriores. Essas alterações fisiopatológicas são diretamente proporcionais ao tamanho da lesão e ao peso da vítima.
Estimativa da Extensão das Queimaduras
ara entender melhor a estimativa da severidade da queimadura, é importante conhecer a chamada "Regra dos Nove", um método muito útil para calcular aproximadamente a área de superfície de um corpo queimado .
A taxa de mortalidade por queimaduras depende da profundidade e gravidade da lesão, bem como da idade da vítima. As queimaduras que atingem 50% da superfície corporal costumam ser fatais, principalmente em crianças e idosos.
A figura abaixo é comumente usada para calcular e estimar a gravidade das queimaduras com base na superfície corporal total de acordo com a Regra dos Nove:
O pescoço, entrando na região da cabeça, constitui 1% da superfície corporal.
As queimaduras nas seguintes áreas são consideradas lesões graves :
Mãos e pés : após retração, podem causar invalidez irreversível após o processo de cicatrização.
Face : associada a queimaduras do trato respiratório, inalação de fumaça, envenenamento por monóxido de carbono e desfiguração.
Olhos : podem causar cegueira.
Períneo : alto índice de infecção, difícil de tratar.
Queimaduras periféricas : qualquer queimadura anular profunda pode causar complicações graves. No pescoço, pode causar obstrução das vias aéreas, no lado do tórax, restrição da ventilação pulmonar e, nas extremidades, obstrução da circulação sanguínea.
Além do grau de profundidade, as queimaduras também podem ser categorizadas como graves, moderadas e leves.
Graves
- Qualquer queimadura de qualquer grau e grau, se houver complicação por trauma de vias respiratórias.
- Queimaduras de terceiro grau no rosto, braços e pernas.
- Queimadura de segundo grau, cobrindo mais de 30% da superfície corporal.
Moderadas
- Queimadura de primeiro grau, cobrindo mais de 50% da superfície corporal.
- Queimadura de segundo grau, cobrindo mais de 20% da superfície corporal.
- Queimadura de terceiro grau, cobrindo até 10% da superfície corporal, não atingindo rosto, braços e pernas.
Leves
- Queimadura de primeiro grau afetando menos de 20% da superfície corporal.
- Queimadura de segundo grau afetando menos de 15% da superfície corporal.
- Uma queimadura de terceiro grau afetando menos de 2% da superfície corporal.
Mecanismos de lesão
A inalação de fumaça é a principal causa de morte prematura (nas primeiras horas) após uma queimadura.
Lesão térmica das vias aéreas
A inalação de gases superaquecidos pode causar obstrução severa das vias aéreas devido ao edema da laringe. Lesões pulmonares são raras porque a traquéia absorve calor.
Intoxicação por Monóxido de Carbono (CO)
O CO é um gás incolor e inodoro presente na fumaça do escapamento de automóveis e é um produto da combustão de diversos materiais.
É uma complicação da inalação de fumaça e a causa mais comum de morte precoce em vítimas de incêndio. O monóxido de carbono se liga à hemoglobina para formar carboxihemoglobina e inibir o transporte de oxigênio. O dano ao tecido é causado pela falta de oxigênio.
A morte ocorre devido a danos ao coração causados pela falta de oxigênio.
A cianose não aparece, e a coloração vermelho-cereja da pele e das mucosas, descrita como sintoma clássico, é rara.
Leve : dor de cabeça latejante e falta de ar aos esforços.
Moderado : dor de cabeça, irritabilidade, tontura, diminuição da visão e dispneia em repouso.
Grave : confusão ou perda de consciência, convulsões, apnéia, parada cardíaca e respiratória. Morte.
Lesão química de vias aérea e sistêmica:
Combustão de determinados materiais produz substâncias químicas tóxicas que podem envenenar o acidentado. Não adianta ingerir leite como tratamento para intoxicação por fumaça.
Traumatismos Associados: Em explosões, acidentes automobilísticos e outros acidentes, as queimaduras podem se associar a outras lesões como traumatismos da cabeça, coluna cervical e fraturas e hemorragias internas. A gravidade destas lesões vai ter, por vezes, importância maior no prognóstico do acidentado do que da queimadura.
Fatores do acidentado:
Idade: a mortalidade aumenta abaixo dos cinco anos e acima dos 55 anos.
Estado prévio de saúde: doenças cardíacas, respiratórias e diabetes pioram o prognóstico.
Definição de Grande Queimado:
2º grau: > 25% de superfície corporal queimada em adultos
2º grau: > 20% de superfície corporal queimada em crianças
3º grau: > 10% de superfície corporal queimada em qualquer faixa etária
Associação com traumatismos graves:
Muitas vítimas apresentando queimaduras elétricas, inalação de fumaça, lesões em mãos, pés, face, olhos e períneo.
Queimados com lesões moderadas, mas de alto risco clínico (diabéticos, cardíacos).
12 Procedimentos De Urgência No Atendimento Ao Queimado
Queimaduras Térmicas:
- Controlar a situação, apagando o fogo da vítima com água fria, cobertor ou rolando a vítima no chão. Não use gelo.
- Cubra a queimadura com um pano limpo.
- Remova anéis, braceletes, tornozeleiras, cintos, sapatos e roupas antes que o corpo inche.
- Caso a roupa grude na pele, não remova. Corte cuidadosamente e retire a parte que não grudou.
- Queimaduras no rosto, mãos e pés devem sempre ser consideradas sérias e receber imediata atenção médica.
Queimaduras Químicas:
- Enxágüe a pele por pelo menos 20 minutos em água corrente.
- Remova a roupa contaminada e evite que o produto químico se espalhe por outras áreas.
- Se os olhos forem afetados, enxágüe em água corrente até que chegue ajuda médica. Remova as lentes de contato imediatamente.
- Observe a respiração da vítima, pare o sangue e cubra a queimadura com uma faixa esterilizada ou com um pano limpo.
- Não aplique óleos ou cremes na queimadura.
Queimaduras Elétricas:
- Não toque na vítima. Desligue a corrente elétrica.
- Todas as lesões elétricas necessitam atenção médica.
Informações Importantes
- Verificar a vias aéreas, respiração, circulação e nível de consciência.
- Prestar particular atenção às vias respiratórias em pacientes que tenham queimaduras faciais, ou queimaduras dos pêlos do nariz e sobrancelhas, porque a obstrução das vias aéreas superiores pode ocorrer com o passar do tempo.
- Metade das pessoas internadas com queimaduras são crianças de 0 a 15 anos.
- A maioria dos acidentes que provocam queimaduras ocorre na cozinha, onde as crianças menores de 4 anos são as mais atingidas.
- No período de festas juninas, com as fogueiras, fogos e balões, há um aumento de 20% no número de queimados.
- Quando a pessoa sofre grandes queimaduras, ela corre o risco de vida.
- As queimaduras deixam cicatrizes e deformações e podem provocar perda de movimento nos braços e pernas.
- O tratamento de queimaduras é extremamente doloroso e longo, com muitas cirurgias.
Os métodos de prestação de primeiros socorros começam a ser aplicados somente depois de termos realizado as manobras de suporte básico à vida, hemostasia, prevenção de choque e assistência a outras lesões que possam colocar em risco a vida do acidentado ou piorar seu estado clínico.
Queimaduras podem ser lesões extremamente dolorosas e com sérias conseqüências psicológicas, dependendo de sua localização, extensão e profundidade, seguem algumas dicas de como proceder:
- Não demonstrar apreensão. Atuar com calma, rapidez, segurança e bastante compreensão. A tranqüilidade do acidentado é fundamental.
- Nunca romper as bolhas.
- Não retirar as roupas queimadas que estiverem aderidas à pele.
- Não submeter à ação da água, uma queimadura com bolhas rompidas.
- Separar a causa do acidentado ou o acidentado da causa.
- Cobrir cuidadosamente com um pano limpo as partes queimadas, pois estes ferimentos são vulneráveis à infecção.
- Tomar medidas apropriadas para prevenção do choque.
- Ajudar o acidentado a obter atendimento qualificado.
Bandagens
Bandagem triangular: Na prestação dos primeiros socorros, a bandagem triangular é o recurso de maior utilidade, uma vez que pode ser improvisada facilmente, com qualquer pedaço de pano.
Sua base deve ter aproximadamente um metro e pelo menos 60 cm de altura (da base até o vértice do triângulo conforme figura a seguir).
Para proteger ferimentos a bandagem pode ser improvisada com um pano bem limpo, aberto, dobrado ou combinando-se as duas formas.
Princípios Básicos na Aplicação de Bandagens
- Proteger o ferimento com compressa de pano limpo, e de tamanho suficiente para cobrí-lo até além dos limites da lesão.
- Sempre que possível, deixar a extremidade de um membro ferido descoberta, para observar, pela coloração, se a ci rculação está se processando normalmente.
- Fixar a compressa com material que garanta a firmeza e a integridade do curativo.
- Evitar apertar demasiado a compressa para não ocorrer dificuldade na circulação.
- Evitar deixar a compressa demasiadamente frouxa para que não se desprenda com facilidade.
- Evitar o contato de duas superfícies de pele para evitar irritação.
- Colocar o acidentado na posição correta para o tipo de lesão.
- Manter sempre apoiada a parte do corpo onde se está aplicando a bandagem para que se possa manter a posição correta.
- Proteger as saliências ou os ferimentos com curativos de gaze.
- Cobrir apenas um terço da bandagem em cada volta.
- Correr a bandagem sempre da esquerda para a direita.
- Imobilizar o local do ferimento.
Bandagem Triangular Estendida: É utilizada ferimentos em cabeça, braço, mão, joelho, pé e tórax.
Cabeça
- Cobrir o ferimento com pedaço de pano bem limpo.
- Colocar a bandagem triangular na cabeça do acidentado, de modo que o vértice do triângulo fique do lado oposto ao ferimento (nuca e testa).
- Trazer as pontas laterais do triângulo por cima do vértice, amarrando-as ao redor da cabeça com um nó, e cuidando para que este não fique sobre o ferimento.
- Prender cuidadosamente as pontas sob a bandagem, onde for possível.
Braço
- Cobrir o ferimento com pedaço de pano limpo
- Colocar a bandagem triangular paralela ao braço, segurando o vértice no pulso e colocando uma das pontas no ombro.
- Tomar a ponta livre da bandagem e ir envolvendo o braço até o ombro, terminando por fazer um nó com a outra ponta.
Mão
- Colocar a mão sobre a bandagem, com o ferimento voltado para cima e as pontas dos dedos voltadas para o vértice.
- Cobrir o ferimento com pedaço de pano bem limpo.
- Puxar o vértice para o pulso.
- Cruzar as outras duas pontas sobre a mão enrolando-as no pulso e dando-lhes um nó.
Joelho
- Cobrir o ferimento com pedaço de pano bem limpo.
- Colocar a bandagem triangular sobre o joelho, com o vértice voltado para cima.
- Enrolar as pontas, cruzando-as atrás do joelho.
- Trazer as pontas para frente.
- Amarra-las com um nó, acima do joelho.
Pé
Colocar o pé sobre a bandagem, fazendo com que as pontas dos dedos apontem para o vértice do triângulo, se o ferimento for na parte superior do pé. Se o ferimento estiver na parte posterior do pé, o vértice deverá estar voltado para o calcanhar.
Cobrir o ferimento com pedaço de pano bem limpo.
Puxar o vértice até a perna.
Cruzar as duas pontas da bandagem sobre o pé e ao redor do tornozelo
Amarrar as duas pontas e dar um nó completo.
Peito
Colocar o vértice da bandagem sobre o ombro.
Cruzar as pontas nas costas e amarrá-las com um nó, diretamente abaixo da ponta do vértice, deixando uma das pontas mais compridas.
Trazer a ponta mais comprida para cima, à altura do ombro, e amarrá-la com o vértice, arrematando com um nó.
Observação: Pode-se utilizar o mesmo procedimento para bandagem nas costas.
Bandagem Triangular Dobrada: Esta bandagem deve ter aproximadamente 10 cm de largura. É utilizada para fixar: talas, bandagens de pressão, torniquetes, bandagens combinadas (bandagens triangulares, abertas e dobradas).
Bandagens Combinadas Triangulares Abertas e Dobradas: O uso de bandagens combinadas abertas juntamente com as dobradas é necessário nas bandagens de ferimentos nos ombros, nos quadris e nas coxas.
Ombro
- Cobrir o ferimento com um pedaço de pano limpo, quadrado e dobrado em triângulo (duplo).
- Colocá-lo sobre o ombro, com o vértice para cima, a altura do pescoço.
- Envolver as extremidades ao redor do braço e amarrá-las com um nó, para que a bandagem fique firme.
- Tomar a atadura ou tira de pano de aproximadamente um metro de comprimento, colocando-a a tiracolo sobre o ombro, de modo que se cruze com o vértice duplo da bandagem aberta, e passar as extremidades por baixo do braço oposto a este ombro.
- Amarrar as extremidades da tira dando-lhes um nó, para que a bandagem fique firme.
Quadril e Coxa
Aplicação da bandagem sobre o quadril e a coxa segue a mesma técnica e o mesmo tipo de material utilizado na aplicação de bandagens no braço e ombro.
Observação: O vértice duplo na cintura deve firmar-se à tira com um nó para que a bandagem fique firme.
Ataduras: A colocação de ataduras é uma prática muito freqüente no atendimento de primeiros socorros, por isto é importante conhecer esta habilidade.
O socorrista deve aplicar a atadura após limpar o ferimento e cobrí-lo com um pedaço de pano bem limpo:
- Aplicar uma atadura de largura adequada, que ofereça segurança.
- Firmar a parte a ser amarrada, colocando-se o socorrista de frente para a vítima que deverá estar sentada ou deitada.
- Aplicar a atadura com o membro na posição em que este deverá permanecer.
- Suspender a extremidade da atadura o mais alto possível em relação ao ferimento e aplicá-lo desenrolando-a pouco a pouco.
- Iniciar a aplicação da atadura, pela sua extremidade, colocando-a na parte superior do curativo, dando duas voltas bem firmes, para que fiquem ajustadas.
- Envolver o membro, passando a atadura alternadamente, por cima e por baixo do ferimento, de tal maneira que cada volta cubra 2/3 da volta anterior, mantendo a mesma pressão, até que a atadura fique bem ajustada.
- Prender a extremidade da atadura, para que a bandagem fique firme.
13 Intoxicações
São causadas pela ingestão, aspiração, ou introdução no organismo, acidental ou não de substância tóxicas de naturezas diversas, tais como:
- Entorpecentes e medicamentos em geral;
- Produtos químicos usados em laboratório e limpeza doméstica. Alguns produtos podem produzir também graves queimaduras. Por exemplo: Ácidos - ácido muriático, sulfúrico e clorídrico; Álcalis - amoníaco, soda cáustica; Fenóis - creolina, ácido fênico;
- Alimentos deteriorados - por contaminação bacteriana;
- Venenos utilizados no lar, como raticidas e outros, utilizados na agricultura para eliminar parasitas das plantas (DDT);
- Gases tóxicos (monóxido de carbono e outros);
- Veneno é toda substância que é capaz de produzir fenômenos químicos ou reações incompatíveis com a vida.
Tratamento geral de todo intoxicado:
- Eliminação imediata do tóxico;
- Sua neutralização pelos antídotos, quando existem;
- Tratamentos sintomáticos.
Eliminação do tóxico: vômitos e lavagem gástrica, se a ingestão foi pela boca. Para provocar vômito podemos estimular a úvula ou a faringe pela introdução do cabo de uma colher, lenço ou pela ingestão de água morna não estimular a úvula com o dedo para evitar mordida. Quando se trata de venenos cáusticos (ácidos ou álcalis), está contra-indicada a lavagem gástrica e o vômito. (A lavagem gástrica só pode ser feita por especialistas)