Implementação e modernização na BNCC

Matemática no Ensino Fundamental - Anos Finais com a BNCC

1 Implementação da BNCC:

Os caminhos da BNCC:

 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que pretende nortear o que é ensinado em todas as escolas do Brasil, indicando as aprendizagens essenciais que os estudantes precisam desenvolver ao longo de toda a educação básica. Nesse caminho, a BNCC orienta a elaboração do currículo específico de cada escola, sem que as particularidades metodológicas, regionais e sociais de cada uma sejam deixadas de lado.

Desde que foi anunciada, a sua implementação representa um grande desafio para os educadores. Isso porque o documento implica em uma reelaboração dos currículos e em uma revisão do Projeto Político Pedagógico a partir das competências e habilidades essenciais apontadas pela Base.

Além disso, outros aspectos como a formação continuada dos professores, os métodos de avaliação e o acompanhamento da aprendizagem também tem que ser revistos.

A seguir iremos ver como orientar a escola a traçar um planejamento e organizar os seus trabalhos para implementar a Base Nacional Comum Curricular, por meio da construção de um currículo que parte das aprendizagens pautadas pela BNCC e que se alinha com a identidade e carisma da escola, de acordo com o contexto e a realidade de cada uma delas.

 


Estruturando uma equipe para a implementação:

 

O primeiro passo para iniciar a implementação da BNCC na escola compreende em definir a equipe que irá trabalhar na reelaboração do currículo. Nessa hora, é fundamental ver quais profissionais tem que ser diretamente envolvidos e definir um cronograma para o processo. 

É fundamental que os professores participem do processo, uma vez que são eles que serão responsáveis por colocar a proposta curricular em prática no dia a dia escolar. Além disso, a participação de gestores, especialistas, técnicos pedagógicos e até mesmo da comunidade escolar tem muito a agregar.

 

Análise de referências curriculares:

 

Sendo definida a equipe de trabalho, é hora de estudar a fundo a proposta da BNCC e do currículo que está vigente antes de começar a elaboração de um novo currículo. Essa análise irá indicar pontos de atenção que precisam ser levados em consideração pela equipe e irá ajudar a definir as diretrizes a respeito do modelo de currículo que se deseja construir.

Alguns materiais que são significativos para esse momento são o texto da Base Nacional Comum Curricular e os currículos da escola, tanto o que está em vigor quanto os anteriores, além dos documentos que nortearam o trabalho até então.

Os documentos da instituição, sobretudo os mais recentes, que trazem a identidade da escola e por isso são importantes norteadores do trabalho. Os resultados de avaliações internas e externas podem ser úteis também, uma vez que podem indicar pontos importantes a respeito do aprendizado dos alunos que precisam ser considerados para o novo currículo.

Todo o processo de implementação da Base tem que ser alinhado à identidade e ao carisma da escola, bem como ao seu contexto, realidade e histórico.

 

Reelaboração do currículo escolar:

 

O próximo passo consiste em colocar todo o planejamento em prática para construir um novo currículo, que precisa assegurar as aprendizagens apontadas como fundamentais pela BNCC. Uma parte dos desafios do processo de elaboração do currículo são garantir uma proposta clara e coerente, assegurar uma progressão adequada das habilidades e definir como aspectos importantes, a formação integral, a realidade local e a identidade da escola, que vão ser contemplado no documento.

De qualquer maneira, é fundamental levar em consideração que o currículo se trata de um documento vivo, e precisa ser revisado e melhorado ao longo do tempo.

 

Revisão do Projeto Político Pedagógico:

 

Uma vez que o currículo foi desenvolvido, é de grande importância rever o Projeto Político Pedagógico da escola para ver se é necessário alguma adequação. A Base dá a liberdade para a escola estar montando seu currículo, e também, possibilitando uma proposta que vai além das aprendizagens essenciais e inclui aspectos que são referentes à identidade e ao carisma da escola, bem como seu contexto e realidade. O PPP precisa se alinhar a todos esses pontos e deve se adequar à nova proposta curricular.

 

Formação Continuada:

 

A Base mostra a formação continuada como processo essencial para adequação das práticas pedagógicas do corpo docente. Então, a escola tem que propor uma cultura que coloque a formação continuada como sendo uma prioridade.

 

Escolha do material didático:

 

Uma vez que é definido o currículo escolar, a escola deve escolher o material didático que será adotado.  Nesse sentido, é necessário levar em consideração quais livros contemplam as competências e habilidades propostas pela Base.

Além do mais, alguns aspectos extremamente importantes no momento da escolha são :

  • A coerência do conteúdo com os objetivos de aprendizagem apontados pelo PPP,
  • A adequação das estratégias didáticas com o projeto pedagógico da escola e
  • A incorporação de recursos digitais que ampliam as possibilidades pedagógicas do material.

 

Avaliação e acompanhamento da aprendizagem:

 

A adequação do processo de avaliação à Base Nacional Comum Curricular tem que partir da construção de uma matriz de avaliação que considera as competências e habilidades propostas pela BNCC. Para isso , é importante partir das competências gerais de cada área do conhecimento e, considerando as habilidades da Base, criar uma matriz com o que se espera do aluno no fim de cada ciclo.

 

Implementação:

 

O processo de implementação da BNCC, ainda que longe, propõe a construção de um documento que orienta para a prática do educador. Como resultado, temos os currículos que precisam garantir aos alunos aprendizagens essenciais, sem para isso ter que desconsiderar a identidade, a realidade e o contexto de cada instituição.

De forma paralela a todas as etapas apresentadas neste infográfico, é fundamental acompanhar as tarefas de forma contínua, bem como comunicar todo o trabalho com clareza e transparência para todos os envolvidos. Os objetivos, o cronograma, as atividades previstas e o andamento do projeto devem ser acessíveis e compreensíveis para todos, inclusive para promover um maior engajamento da equipe escolar.

 

 

O Papel Do Gestor Na Implementação:

 

São distintas as funções de quem comanda uma rede para uma pessoa que está a frente de uma escola, porém elas se relacionam em diversos momentos, principalmente quando se trata da Base Nacional Comum Curricular. Os gestores são o ponto chave para os professores esclarecerem os questionamentos e entender como o dia a dia da escola será mudado pelo novo documento.

Por se tratar de uma função que exige muita responsabilidade, é fundamental que o administrador esteja apto para desenvolver os currículos e organizar os trabalhos em grupo. Além dessas obrigações, é necessário o conhecimento de como repassar as funções para divulgar as informações e dar aos professores incentivos para que eles participem do processo todo da mudança.

Tendo um caráter normativo, a Base determina o que precisa ser ensinado em todas as etapas da escola e em cada uma das áreas. Levando em consideração a BNCC, as redes de ensino tem autonomia para estabelecer as expectativas de aprendizagem e a qualidade, dando oportunidades iguais para todos os alunos.

Agora iremos ver o papel do gestor na rede de ensino e como implementar a BNCC :

  • Planejar: O planejamento da implementação tem que estar lado a lado com os movimentos da BNCC na esfera municipal, estadual ou nacional, sendo o gestor o responsável por isso.
  • Proporcionar a formação adequada: O gestor que administra a secretaria de educação precisa disponibilizar as condições necessárias para a execução das tarefas da Base. Sendo assim, é obrigatório realizar frequentes reuniões para planejar o que vai ser feito com os gestores escolares. Também fica sob a responsabilidade dele ouvir com atenção os pedidos dos gestores escolares e estar organizando encontros, para que os profissionais que estejam no dia a dia da escola consigam receber a formação e o apoio para desenvolver os currículos locais.
  • Colaboração: Cabe a equipe técnica e/ou o secretário de Educação da rede estadual, dar a garantia que o regime de colaboração entre o estado e os municípios funcione, já que o mesmo recebe os recursos financeiros e é o responsável por fazer a sua administração.
  • A função do gestor escolar: Tanto o diretor quanto o coordenador tem que estudar a BNCC com exatidão para criar um trabalho consistente com os profissionais e também estarem aptos para dialogar com a Secretária a respeito dos passos da implementação. 

Em escolas que existam as figuras do diretor e do coordenador pedagógico, é essencial que os mesmos separem de maneira certa as funções e tarefas a serem realizadas por cada um. Ao coordenador pedagógico fica, por exemplo, a tarefa de entender os direitos de aprendizagem e procurar as referências para que o caminho do aprendizado aconteça de verdade.

E ao diretor, ter um diálogo permanente com a Secretaria de Educação, realizar a gestão democrática e garantir as condições, em especial, de tempo e a estrutura para estabelecer uma cultura contínua de estudos através dos professores.

  • Gestão de tempo: Organizar o tempo tende a ser um grande desafio para os gestores. Para ajudar no fluxo de trabalho das redes e das escolas, pode ser criado um cronograma. Sempre que for desenvolver um cronograma, é necessário ajustar o material a sua realidade de maneira que consiga implementar a Base.

 

Preparação para a implementação da BNCC:

Agora iremos ver como o gestor pode estar se preparando para implementar a BNCC:

 

  • Conceitos de  Base e Currículo: A BNCC é um documento que vai esclarecer o que todas as crianças e jovens têm direito a aprender nas escolas e os objetivos que têm que ser alcançados. As estratégias e propostas para nortear o que acontece na sala de aula.
  • Currículo: Por ser mais abrangente, um currículo tem que apresentar, além dos princípios da  rede/escolas, como ensinar, as estratégias metodológicas que são mais apropriadas para o progresso do que é apresentado na BNCC. A participação de todas as pessoas da rede de ensino é fundamental para que a construção do currículo seja feita de maneira correta e que todas as pessoas se sintam representadas.

 

A função das redes frente a BNCC:

 

As redes têm a responsabilidade de estar estudando todo o material da BNCC para entender como o currículo da rede dialoga o documento e  criar um processo para realizar as modificações necessárias. Em redes que ainda não detém um currículo, a tarefa é de se planejar para usar a Base como um elemento da construção dele de maneira colaborativa.

Alinhando o currículo à Base: Não é necessário seguir um roteiro, porém alguns trabalhos  precisam ser cumpridas pelas redes. De maneira simples, você pode estar traçando o processo dessa forma:

A Rede estuda a Base e cria um modelo para as escolas, com as diretrizes para estar ensinando aquilo que está descrito no currículo. As escolas usam o modelo criado pela rede para estar adaptando ao seu projeto polítco-pedagógico (PPP).

 

As Funções De Cada Equipe:

 

A equipe técnica da Secretaria de Educação tem como função estudar o conteúdo da BNCC e examinar o currículo da rede. Após isso, os profissionais têm que entrar em discussões em menores grupos com integrantes que representam as escolas. Depois, o próximo passo é visitar as escolas e comandar conversas com os responsáveis dela sobre a implementação, pois os mesmos devem estar prontos para responder questionamentos e criar debates para contribuir com a construção do currículo, levando em consideração as características locais e a representação de todos.

Além de estarem sempre conversando com a Secretaria, os diretores e os coordenadores pedagógicos precisam estudar a Base para compreender a estrutura e as competências que foram apresentadas por ela. Se faz necessário desenvolver espaços de estudos na rotina, para realizar isso de forma sistematizada, também podem criar uma pasta com todos os materiais que estão disponíveis para uma série de estudos, inserindo o PPP da escola, que precisa ser revisado seguindo as orientações que são trazidas pela BNCC e pelo currículo da rede. 

Somente depois disso é possível organizar, levando em consideração a agenda de formações da rede, reuniões nas escolas para os estudos e a discussão da BNCC com os professores. 

Para ultrapassar as resistências, é essencial fazer o planejamento para as primeiras reuniões com os professores, oferecendo um espaço para diálogos que a BNCC dispõe para o trabalho docente. 

Contrariando o pensamento de diversas pessoas, a Base não prende e nem limita a ação do professor na sala de aula. Na realidade, o documento nem fala sobre métodos, na realidade, é apenas um referencial que apresenta as garantias de que os estudante têm  direito a aprender e necessitam constar de maneira inegociável no currículo das redes: habilidades, valores, atitudes e conhecimentos. 

Ao tornar à Base sua aliada, é provável que os educadores tenham uma maior certeza do que os alunos necessitam aprender. O documento também se torna uma referência para planejar as aulas.

 

2 A modernização da BNCC com o uso da tecnologia:

Planos da BNCC:

 

Um dos planos da Base Nacional Comum Curricular é formar os estudantes com conhecimentos e habilidades que são considerados essenciais para o século atual. A BNCC da o incentivo a modernização dos recursos e práticas pedagógicas, com o uso da tecnologia.

Diante desse objetivo, a tecnologia permeia a Base Nacional Comum Curricular como um todo. Porém, as competências gerais, em especial as de número 4 e 5, trazem mais detalhes de como aplicar a tecnologia na BNCC na prática. Veja a seguir:

“4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.”

(Base Nacional Comum Curricular)

“5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.”

(Base Nacional Comum Curricular)

Na competência nº 4, o documento presume a utilização de variadas linguagens para a expressão e partilha de informações, entre elas a digital. Então, o seu objetivo é diversificar as linguagens que são usadas em sala de aula, com o ensinamento delas para outros alunos , e levar ao entendimento de todos.

Já na competência nº 5, o assunto é o protagonismo do estudante durante as práticas escolares. Para isso, a BNCC conduz para a criação e utilização de tecnologias digitais para a comunicação.

Além das competências gerais, o documento ainda mostra orientações específicas de como deve funcionar a BNCC na prática com relação a aplicação da tecnologia em cada etapa da Educação Básica. Veja a seguir quais são elas.

 

Educação Infantil:

 

Na Educação Infantil, a Base Nacional Comum Curricular propõe para inserir a tecnologia nos processos de aprendizagem e desenvolvimento. Entre os saberes culturais, uma das modalidades que tem que ser exploradas é a tecnologia. Isso é orientado em um dos itens da seção de Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento na Educação Infantil da BNCC:

“Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia.”

(Base Nacional Comum Curricular)

 

Ensino Fundamental:

 

No Ensino Fundamental, é orientado o uso da tecnologia de forma crítica, consciente e responsável em todas as áreas. Mas a proposta de aplicação mais direta dos meios digitais no ensino dos alunos é dividida entre as áreas do conhecimento e as disciplinas. 

Veja a seguir um breve resumo de como implementar a BNCC na prática, se referindo ao uso de tecnologia em cada componente curricular:

 

Linguagens:

 

  • Arte: Relacionar as linguagens da Arte e suas práticas integradas que podem ser possibilitadas pelo uso das novas tecnologias (informação, comunicação, cinema e audiovisual);
  • Língua Portuguesa: Utilizar as tecnologias digitais crítica e eticamente nas práticas sociais;
  • Língua Inglesa:Utilizar as novas tecnologias para a prática de letramento na língua inglesa;

 

Matemática:

 

  • Utilizar processos, ferramentas matemáticas e tecnologias digitais disponíveis para compreender e resolver problemas.

 

Ciências da Natureza:

 

  • Avaliar as aplicações e implicações da ciência e suas tecnologias de forma a propor alternativas aos desafios do mundo atual;
  • Utilizar as tecnologias digitais para se comunicar, produzir conhecimentos e resolver questionamentos das Ciências da Natureza de forma crítica e ética;
  • Recorrer aos aprendizados das Ciências da Natureza e suas tecnologias para compreender a diversidade humana.

 

Ciências Humanas:

 

  • Geografia: Desenvolver o pensamento espacial para resolver problemas, utilizando as linguagens cartográficas e iconográficas de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias;
  • História: Produzir e utilizar as tecnologias digitais de forma crítica, ética e responsável, compreendendo seus significados para diferentes grupos ou estratos sociais.

 

Ensino Médio:

 

A Base Nacional Comum Curricular divide o currículo do Ensino Médio em cinco diferentes itinerários formativos. São eles:

  • Linguagens e suas tecnologias;
  • Matemática e suas tecnologias;
  • Ciências da natureza e suas tecnologias;
  • Ciências humanas e sociais aplicadas;
  • Formação técnica e profissional. 

Nessa fase, pensa-se que o estudante tenha papel mais proativo no processo de aprendizagem e também no uso das tecnologias. Sendo assim, a BNCC prevê que a escola possibilite aos estudantes apropriar-se das linguagens das tecnologias digitais e tornar-se fluentes em sua utilização.

Tem que acontecer, também, a consolidação da aplicação dos recursos tecnológicos em cada disciplina, conforme explicitada nas orientações para o Ensino Fundamental. Além disso, o documento prevê a garantia de contextualização dos conhecimentos gerais, articulando as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura.

 

Aplicando a tecnologia no ensino:

 

Para aplicar a BNCC na prática é necessário implementar a tecnologia no dia-a-dia da educação dos estudantes. Ela pode, inclusive, melhorar o desempenho de seus alunos. Em frente dessa nova normatização, o investimento em tecnologia educacional se torna ainda mais essencial. Em frente a essa nova normatização, o investimento em tecnologia educacional se torna muito mais essencial. Além de estar se adequando à BNCC, isso irá aproximar a educação da realidade dos alunos. Os formatos digitais também aumentam os recursos disponíveis para os professores ensinarem. Em consequência disso, expandem as possibilidades de compreensão e aprendizado dos jovens.

 

Interação em ambientes virtuais:

 

Desde pequenas, as crianças utilizam diariamente com ambientes virtuais, seja no contato com videogames, celulares ou tablets. Por saberem se comunicar muito bem nesses ambientes, cabe aos professores explorarem esse conhecimento, também, na educação formal.

A recomendação para os professores é identificar as atividades que possam ser transpostas ou repensadas para os meios digitais. As ferramentas são diversas: desde criar grupos em redes sociais com discussões temáticas, ou até mesmo usar um ambiente virtual de aprendizagem.

 

Textos em formato digital:

 

Outra alternativa para ajudar o uso da tecnologia em todas as disciplinas e ajudar a implementar a BNCC na prática é a indicação de textos no formato digital. A diferença deste formato é que o consumo é realizado com base na linguagem hipertextual, não linear. Isso significa uma possibilidade para expandir o conhecimento sobre um tema específico, ajudando a esclarecer conceitos, vocabulários e contextualização histórica em meio à leitura. Sendo assim, a leitura passa a ser mais ativa e interativa do que quando feita em um papel.

Muitos materiais didáticos tem uma versão digital, que podem ser usada como um recurso. O uso do livro digital, e-books e textos de portais de notícias também são uma ótima alternativa para ajudar esse tipo de leitura e protagonismo do aluno.

 

Produção de conteúdo virtual:

 

Uma vantagem do meio virtual é a possibilidade de produzir conteúdos em diversos formatos. A experiência enriquece o aprendizado dos estudantes na produção de trabalhos para a escola.

O meio virtual possibilita, também, a produção de conteúdos de forma colaborativa. Existem ferramentas que permitem que aos alunos construam textos dessa maneira, com edições, comentários e feedbacks em tempo real. Mas existe uma outra opção, que vai além na interatividade, é a criação de um blog da turma. As vantagens são inúmeras como: 

  • A criação de projetos interdisciplinares; 
  • A colaboratividade por meio de comentários;
  • A disponibilidade de um repositório de conteúdos multimídia para serem consultados.

 

Aulas em formato multimídia:

 

Os recursos tecnológicos também tem que ser aplicados ao plano de aula dos professores. Para isso, vale usar variados formatos na transmissão do conteúdo para os alunos, como apresentação em slides, vídeos ou mapas mentais. Esta variedade ajuda para o engajamento da turma nas aulas. 

Algumas ferramentas gratuitas podem ajudar nessa função:

  • Google Slides – apresentação de slides
  • Prezi – apresentação em formato de mapas mentais
  • YouTube – edição e compartilhamento de vídeos
  • PowToon – produção de vídeos e animações

Além destes, existem diversos aplicativos e softwares educacionais que ajudam a elaborar os planos de aula com mais tecnologia. Inclusive existem jogos educativos nos celulares e tablets que também podem ser aproveitados por dentro de sala de aula.

 

 

Avaliação em formatos diferentes:

 

Também é possível para os professores experimentarem a avaliação dos alunos em formatos além da prova em papel e caneta, explorando os meios digitais. 

Caso a escola adote um sistema de ensino, é interessante verificar se existem avaliações e atividades extras disponíveis online. Mas também é possível criar pesquisas, avaliações e questionários por meio de ferramentas gratuitas, incrementando a avaliação tradicional.

 

Atualização de materiais didáticos:

 

Atualizar materiais didáticos é mais uma ação que ajuda a escola a estar mais próxima a realidade dos alunos, gerando mais interesse. O material atualizado anualmente ajuda a inserir a tecnologia em seus temas e meios de aprendizado. 

Uma outra vantagem é a otimização do planejamento de aulas do professor. A atualização constante dos materiais usados em aulas pode ser obtido em parceria com um sistema de ensino.

Para concluir, devemos dizer que, as novas tecnologias vieram para facilitar o ensino e ajudar os alunos e os professores nessa nova era de ensino.