Casos que merecem atenção
NOÇÕES BÁSICAS EM SAÚDE, ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO INFANTIL
1 Criança esteja doente:
• A criança doente com infecção geralmente tem o apetite diminuído, pode vomitar, pode sentir dor ou ter cólicas e gasta mais energia por causa da febre.
• Se a criança estiver sendo amamentada exclusivamente no seio, não pare de amamentar, continue dando o peito; caso a criança fique muito sonolenta faça carinho nas bochechas para estimular que ela continue mamando; não dê outros alimentos ou leites.
• A criança amamentada exclusivamente no seio tem menor risco de ser hospitalizada.
• A criança doente precisa comer para não perder peso e para que melhore rápido. A alimentação deve ser preparada sem temperos e com mínima quantidade de óleo para evitar que a criança vomite e não queira comer mais.
• Se a criança estiver vomitando, o ideal é oferecer os alimentos em pequenas quantidades várias vezes ao dia; dar preferência para alimentos secos (torradas ou biscoitos simples) ou em consistência de papas (peito de frango sem pele desfiado, arroz, batata e cenoura amassados cozidos na água e sem temperos).
• Dê alimentos em temperatura ambiente ou mais frios, eles são melhores aceitos do que alimentos muito quentes.
• A criança precisa ser hidratada, portanto ofereça água e gelatina em pequena quantidade nos intervalos das refeições e várias vezes; quando são dados grandes volumes de água ou líquidos de uma só vez a criança pode vomitar com maior frequência.
• Episódios frequentes de infecção podem levar ao atraso no desenvolvimento – FIQUE ATENTO! Procure a Unidade de Saúde mais próxima da sua casa para receber as orientações da equipe de saúde.
2 Anemia Ferropriva:
• A anemia ferropriva (por falta de ferro) é uma das doenças mais comuns em crianças. O ferro é um nutriente essencial para a vida: ele é um dos responsáveis pela fabricação das células vermelhas do sangue que fazem o transporte do oxigênio do ar que respiramos para todas as células do nosso corpo.
• O leite materno possui ferro numa forma mais disponível e é melhor aproveitado pelo organismo do bebê quando ele é amamentado exclusivamente no seio materno durante os seis primeiros meses de vida. O restante do ferro necessário à saúde do bebê é garantido pelo que o bebê recebeu da mãe durante a gestação.
• Alimentos oferecidos às crianças antes dos seis meses de idade atrapalham o aproveitamento do ferro existente no leite materno, podendo causar a anemia.
• Crianças que por algum motivo muito importante não forem amamentadas ao seio correm um risco maior de ficarem com anemia. Siga as orientações alimentares dadas pela equipe de saúde da Unidade de Saúde mais próxima da sua casa. Não coloque em risco a vida do seu filho! Não dê alimentos ou leites por conta própria!
• A alimentação inadequada, pobre em alimentos fontes de ferro, é a maior causa da anemia. Os principais sinais e sintomas são: cansaço, falta de apetite, palidez de pele e mucosas (parte interna do olho, gengivas), dificuldade de aprendizagem, apatia (crianças muito “paradas”). Para confirmar se a criança está com anemia é necessário fazer exame de sangue.
• A partir dos 6 meses quando a alimentação complementar é oferecida, faz-se necessário a utilização de preparações que tenham alimentos ricos em ferro para prevenir a anemia na infância. Os alimentos que apresentam fontes de ferro e que são melhores aproveitadas pelo organismo da criança são as carnes e o fígado.
• As leguminosas como o feijão, a lentilha, a soja, o grão de bico e a ervilha seca e os vegetais verde-escuros como a mostarda, a escarola, a couve, o brócolis e o almeirão são boas fontes de ferro, mas por serem de origem vegetal necessitam de vitamina C para que possam ser melhor aproveitadas pelo organismo.
• O leite de vaca inibe a absorção do ferro. Uma das principais causas de anemia é o consumo de leite de vaca integral, de seus derivados e de preparações feitas com leite de vaca (iogurte, queijo, pudins, leite com bolacha, leite com achocolatado, leite com café, leite com bolacha) por crianças menores de um ano; ou por crianças que consomem em excesso leite de vaca, derivados e preparações com leite de vaca após o primeiro ano de vida.
• Evite dar leite de vaca integral para crianças menores de um ano e não dê leite de vaca em excesso após o primeiro ano de vida.
• Para fornecer vitamina C recomenda-se que durante ou logo após a refeição seja oferecido suco de limão, laranja, acerola, abacaxi, mimosa, poncã ou tangerina, maracujá, goiaba ou morango para as crianças; outra forma de acrescentar a vitamina C é temperar as saladas com o suco destas frutas ou servi-las picadinhas junto com as refeições.
3 DESNUTRIÇÃO:
• É comum confundir crianças que passam fome com crianças desnutridas. A fome é a ausência do alimento, que diminui a disposição e a vontade de fazer atividades como brincar e estudar. Uma vez satisfeita essa necessidade, tudo volta ao normal. • Quando a fome atinge estágios mais avançados em função da intensidade e período de duração, a ponto de interferir na quantidade de energia necessária para manter o funcionamento do corpo, ela provoca a desnutrição.
• A desnutrição provoca grandes consequências para a saúde e para o desenvolvimento. Sua primeira manifestação é o déficit (perda) de peso; quando persiste de modo prolongado, tem repercussões sobre a altura, prejudicando o crescimento normal da criança para toda a vida; e tem relação com o desenvolvimento, gerando consequências significativas para a qualidade de vida das crianças, como dificuldade de aprendizagem e retardo no desenvolvimento do cérebro. A desnutrição é a causa mais frequente de morte em crianças, principalmente nos primeiros cinco anos de vida.
• Sofrem de desnutrição as crianças que apresentam sinais clínicos devido a uma alimentação inadequada, seja pela quantidade de energia (poucas calorias) ou qualidade dos nutrientes (falta de proteína animal) ou porque apresentam doenças que determinam o mau aproveitamento dos alimentos ingeridos.
• A baixa quantidade e/ou qualidade da alimentação, o desmame precoce, a higiene alimentar precária e a ocorrência excessiva de infecções são causas bastante comuns da desnutrição infantil.
• A falta do leite materno entre crianças de 0 a 2 anos de idade, a alimentação errada iniciada antes dos 6 meses e não corrigida durante os dois primeiros anos de vida, mais as condições sanitárias insatisfatórias e as práticas inadequadas de higiene, favorecem a ocorrência de parasitoses (verminoses), infecções e diarreia. O apetite diminui por causa das dores abdominais e às vezes a criança tem febre. A criança passa a comer menos do que o normal e provavelmente menos do que precisa para ter um crescimento e desenvolvimento normal.
• A criança desnutrida precisa de cuidados especiais, a orientação alimentar dada pela equipe de saúde deverá ser seguido rigorosamente pela mãe e pelos familiares. O leite materno sempre será um alimento essencial para garantir a proteção da criança contra as infecções, melhorando assim a qualidade de vida da criança desnutrida. Não deixe de amamentar.
• Quando a criança não estiver mamando no peito, deve-se sempre que possível tentar a relactação (fazer a mãe voltar a produzir o leite materno), principalmente nos primeiros 6 meses de idade do bebê.
• O consumo de frutas, verduras e legumes frescos a partir dos 6 meses de idade são importantes para o fornecimento de vitaminas e minerais essenciais para a recuperação da criança. Evitar oferecer frutas e vegetais muito maduros ou muito verdes, pela incapacidade de fornecer vitaminas e minerais em quantidade e qualidade suficientes.
4 Dicas para a recuperação da criança desnutrida:
• Seguir uma alimentação saudável é essencial para à recuperação da desnutrição infantil e garantir um crescimento e desenvolvimento mais adequado.
• Após os 6 meses pode-se adicionar uma colher de sopa de óleo vegetal sobre a refeição pronta que será oferecida à criança, principalmente no almoço e no jantar.
• Após os 6 meses pode-se oferecer leite materno esgotado com farinha fortificada com ferro, na forma de mingau no prato.
• A partir dos 8 meses de idade oferecer no mínimo 6 refeições diárias (leite materno, purê de fruta, papa salgada, purê de fruta, papa salgada e leite materno); não deixar a criança mais de 2 horas sem se alimentar, principalmente até que apresente sinais de melhora. Sempre oferecer o leite materno após as refeições.
• A partir do 1º ano de vida pode-se oferecer a alimentação dada para o restante da família (arroz, feijão, frango, carne ou ovo cozido, macarrão, mandioca ou batata cozida , alface, cenoura, repolho, entre outros).
• Para crianças maiores de 1 ano de idade: também poderá ser oferecida uma farofa de legumes ou verduras junto com o arroz, feijão, carne e salada; e enriquecer as frutas acrescentando cereais, aveia, iogurte, leite integral ou leite em pó integral na consistência de papa de fruta.
5 SOBREPESO E OBESIDADE:
• A Organização Mundial de Saúde (OMS) define sobrepeso como o peso corporal que passa do peso normal esperado para uma determinada altura.
• A obesidade pode ser definida como o aumento excessivo de peso causado pelo acúmulo de gordura corporal além dos limites considerados saudáveis para determinada altura.
• Tanto o sobrepeso como a obesidade, na grande maioria das vezes, é causado pelo desequilíbrio entre a quantidade de calorias consumidas e a quantidade de calorias gastas pelo organismo para a realização de atividades.
• Além da quantidade de alimentos ingeridos e quantidade de energia gasta, existem outros fatores que determinam o excesso de peso. Estudos demonstram que criança com pai e mãe obesos tem 80% de chance de se tornar obesa na vida adulta; criança com apenas um dos pais (o pai ou a mãe) obeso tem 40% de chance de se tornar obesa; e criança que têm o pai e a mãe com peso saudável tem 10% de chance de se tornar obesa na vida adulta.
• Os filhos tendem a ser parecidos com os pais em muitas formas, e uma delas é no peso corporal. As preferências alimentares das crianças assim como a prática de atividade física são influenciadas diretamente pelos hábitos dos pais, o que reforça que os fatores ambientais (local onde a criança vive) são decisivos na manutenção ou não do peso saudável.
• Sendo assim, é muito importante que toda a família se esforce para modificar os hábitos alimentares e o estilo de vida de forma a criar um ambiente mais saudável, capaz de reduzir os riscos do sobrepeso e da obesidade para todos.
• O excesso de peso na infância pode levar ao aumento dos níveis de gordura no sangue, da pressão sanguínea, de problemas nas articulações, no fígado, nos músculos e ao diabetes entre outras doenças.
Prevenindo o sobrepeso e a obesidade:
• Manter o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade.
• Iniciar a alimentação complementar a partir dos 6 meses de idade e incentivar o aleitamento materno até os 2 anos de idade da criança.
• Seguir os 10 passos para alimentação saudável para crianças maiores de 2 anos de idade. • Evitar o uso de açúcares e de sal até o primeiro ano de vida e utilizar com moderação a partir desta idade.
• Evitar o consumo de gorduras saturadas (gordura aparente da carne, pele do frango, manteiga, frituras, banha de porco, nata, creme de leite, bacon ou toucinho, mortadela, linguiça e salame entre outros) e de gorduras trans (gordura hidrogenada, biscoitos recheados, salgadinhos tipo chips e margarinas entre outros produtos). Leia o rótulo dos alimentos.
• Incentivar e estimular o consumo de frutas, verduras e legumes a partir dos 6 meses de idade.
• Evitar que alimentos muito calóricos fiquem ao alcance da criança; não estimular o consumo de salgadinhos de pacote, doces, balas, pirulitos e refrigerantes; mostrar para a criança que existem alimentos muito mais gostosos e muito mais saudáveis.
• Incentivar que toda família modifique os hábitos alimentares inadequados; torne as escolhas saudáveis as escolhas mais fáceis. Assim todos terão mais saúde e melhor qualidade de vida.
• Preferir alimentos assados, grelhados, refogados ou cozidos no lugar de alimentos fritos ou à milanesa.
• Incentivar a criança a fazer uma atividade que ela goste. Dessa forma será muito mais fácil ela manter a continuidade da atividade e o resultado será muito melhor e mais efetivo.
• Evitar o consumo de alimentos light ou diet pelas crianças; a melhor opção é educar as crianças a terem hábitos alimentares saudáveis aprendendo desde cedo a praticarem escolhas alimentares mais adequadas.
• Estimular a criança a fazer atividades físicas, como caminhar, pular, brincar de esconde-esconde, de pula elástico, de pular corda, de mãe–cola; andar de bicicleta, de patins, de skate, de patinete, jogar futebol, vôlei, basquete, nadar ou fazer qualquer outro tipo de esporte.
• Brincar é a melhor atividade física para seu filho pequeno: nos dois primeiros anos de vida a criança aprende a segurar a cabeça, sentar, engatinhar, ficar em pé com apoio, equilibrar-se, andar, correr, pular, dançar, brincar com objetos, jogar bola e divertir-se com as brincadeiras feitas pelos adultos. Estimule essas atividades, só não esqueça de retirar os móveis, os objetos com ponta e os que possam quebrar e retire também os tapetes soltos pelo meio da casa para evitar acidentes e stress desnecessários.
• Lembrar que todo estímulo dado ao seu filho irá contribuir para que ele tenha um desenvolvimento e um crescimento adequado e saudável. Por isso brinque, role com ele, sente no chão, dê risada e abrace muito o seu filho.
• Não fazer tudo que seu filho quer. Se ele quiser um objeto e tem como pegar, não entregue na mão dele, deixe que ele mesmo vá buscar. Se ele quiser subir ou descer de uma cadeira ou da cama, fique próxima e continue olhando, mas deixe que ele suba ou desça sozinho.
• Deixar que seu filho cresça adquirindo confiança e segurança em tudo que fizer. Isso será fundamental para a vida dele. Não subestime a capacidade do seu filho. Acredite nele e em você.
• Procurar acompanhar o ganho de peso do seu filho através do gráfico da caderneta de saúde da criança. Ele deverá manter um peso adequado para a altura dele.
• Se a criança estiver com sobrepeso ou obesidade, a Secretaria Municipal da Saúde possui endócrino-pediatras na Unidade de Saúde Mãe Curitibana e no Centro de Especialidades Santa Felicidade para tratamento da obesidade infanto-juvenil, informe-se na Unidade de Saúde sobre estes encaminhamentos caso seu filho esteja acima do peso para a altura e idade.
• Além desses locais, a Secretaria Municipal da Saúde mantém parcerias com os Cursos de Nutrição de Instituições de Ensino Superior, onde é realizado um acompanhamento pelas Clínicas de Nutrição dessas Instituições, com orientações realizadas por nutricionistas e em algumas existe o acompanhamento de psicólogos e educadores físicos (numa abordagem multiprofissional).
6 DIARRÉIA:
• É a eliminação de fezes, líquidas ou moles, em maior quantidade que o normal, numa frequência maior que três vezes por dia.
• Quando a diarreia vem com catarro ou sangue pode ser sinal de infecção ou alergia. Nesse caso procure a orientação médica na Unidade de Saúde mais próxima da sua casa, e caso haja indicação, o seu filho será encaminhado para avaliação da nutricionista do Distrito Sanitário no Programa de Atenção Nutricional para Pacientes com Necessidades Especiais de Alimentação, e será devidamente orientado, acompanhado e monitorado.
• É importante lembrar que as fezes moles de bebês que mamam exclusivamente no peito são normais e não devem ser confundidas com diarreia; na dúvida consulte a equipe da Unidade de Saúde mais próxima da sua casa.
• Continue o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade; ofereça o peito mais vezes para manter a criança alimentada e hidratada.
• Durante o período de diarreia, mantenha a alimentação normal da criança maior de 6 meses de idade; ofereça uma dieta simples para que o organismo consiga aproveitar melhor o alimento. Escolha alimentos familiares, de fácil digestão (veja exemplos a seguir), pois é normal que a criança fique com pouco apetite nesta fase.
• Durante a fase de pouco apetite, ofereça papa de arroz com batata ou com legumes (cenoura, chuchu, abobrinha); retire os temperos e condimentos; cozinhe-os apenas com água, não coloque nem óleo e nem sal; ofereça frutas como banana maçã, pera ou maçã; torradas; leite fermentado (tipo yakult) e gelatina.
• Quando o estado geral da criança voltar a ficar bom, mesmo que ainda tenha diarreia, a criança deve se alimentar com alimentos normais da família. Isso ajudará a criança a recuperar o estado nutricional.
• Oferecer pequena quantidade de alimentos e de líquidos, várias vezes ao dia; observe a aceitabilidade pela criança e a melhora do quadro geral, não deixe a criança ficar desidratada.
• É preciso compensar as perdas de líquidos para evitar a desidratação. A partir dos 6 meses deve-se aumentar a oferta de líquidos, dando chás claros como camomila e erva-doce; água pura filtrada e fervida; sucos diluídos em água;
• Na desidratação, a criança fica com os olhos fundos, a pele seca, a boca fica seca com pouca saliva, apresenta pouca lágrima, faz pouco xixi, tem mais sede. Ao puxar um pouco a pele do braço ela não tem elasticidade, isto é, ao puxar ela não volta ao normal rapidamente.
• O soro de reidratação oral é muito importante para evitar a desidratação, que é a principal causa de morte nas crianças com diarreia e vômito. Assim, todas as vezes que a criança fizer cocô e vomitar ela deve receber o soro de reidratação oral, em pequenas quantidades. É importante preparar corretamente o soro, de acordo com as instruções que estão no envelope distribuído nas Unidades de Saúde ou deverá fazer o soro caseiro.
7 CONSTIPAÇÃO OU PRISÃO DE VENTRE:
• A constipação intestinal pode ser definida como a ocorrência da eliminação de fezes (cocô) com dor e/ou com muito esforço e geralmente acompanhada de choro pela criança, mesmo quando o número de evacuações for maior ou igual a três vezes por semana.
• O aleitamento materno exclusivo é fator de proteção contra a constipação durante os seis primeiros meses de vida da criança; é normal um bebê amamentado exclusivamente no seio ficar alguns dias sem fazer coco, portanto, não pare de amamentar; em caso de dúvida procure a equipe de saúde.
• Trocar o leite materno por leite de vaca ou fórmula infantil não irá melhorar a situação, muito pelo contrário, seu filho poderá ficar mais ressecado, com cólica e em casos mais graves apresentar sangramento no cocô devido a alergia a proteína do leite de vaca.
• Após os seis meses, dar preferência para os alimentos ricos em fibras, pois auxiliam na formação das fezes (do cocô) e facilitam a sua eliminação.
• As fibras alimentares funcionam como um laxante natural, na medida em que aumentam a quantidade de fezes, diminuem o tempo que o cocô fica na barriga do bebê, fazendo com que o bolo fecal (cocô em formação) absorva mais água no intestino, ficando mais amolecido, o que facilita a sua saída, diminuindo os riscos da criança sentir dor.
• As fibras alimentares estão presentes nos legumes e nos vegetais verdes, na aveia e nos cereais integrais, nas frutas frescas como mamão, ameixa, laranja, acerola, mimosa ou poncã e morango entre outras. Quando oferecer sucos não coe, pois as fibras que ficam na peneira é que ajudarão na eliminação do cocô.
• O processo de retirada das fraldas deve acontecer normalmente, não repreenda caso tenha alguns escapes; normalmente a criança esta mais preparada para retirar as fraldas quando ela já anda e corre com segurança, e não cai com frequência.
• Não tenha pressa em deixar a criança sem fraldas. A idade normal para isto acontecer varia de um ano e meio até quatro anos de idade.
• Após a retirada das fraldas, quando a criança é constipada pode ter como consequência a presença de cocô na calcinha ou na cueca; nunca brigue com a criança; incentive para que ela não prenda e oriente para que assim que ela sentir vontade de fazer cocô ela peça ou vá ao banheiro e espere até que o cocô saia.
• É normal que algumas crianças tenham nojo do cocô; sente e escute as razões dela e baseado nas suas argumentações, tente explicar que é normal que isso aconteça, mas que não existem motivos para isto e que todas as pessoas independentes da idade fazem cocô, e que isso é importante para a saúde dela.
• Assim que a criança tenha entendimento, ensine ela se limpar sozinha; explique como limpar e informe para as meninas que o correto é limpar de frente para trás para evitar infecção urinária.
• Quando a criança sentar no vaso sanitário, ela deverá se sentir segura. Se possível coloque uma tampa com adaptador infantil sobre a tampa normal do vaso para que ela não se desequilibre e caia, e se possível coloque também um suporte embaixo dos pés para que ela fique mais segura.
• Informar o Centro de Educação Infantil ou escola sobre os hábitos intestinais de seu filho.
8 Higiene dos alimentos Higiene dos alimentos:
• Enquanto o aleitamento materno exclusivo protege as crianças contra as infecções, a introdução de outros alimentos pode causar infecções quando eles são preparados com falta de cuidado e higiene.
• Os alimentos oferecidos às crianças devem ser preparados pouco antes do consumo; nunca oferecer restos de uma refeição para a criança.
• Para evitar a contaminação dos alimentos e a transmissão de doenças causadas por alimentos, a pessoa responsável pelo preparo das refeições deve lavar bem as mãos com água e sabão toda vez que for preparar ou oferecer o alimento à criança.
As frutas, verduras e legumes que forem consumidos crus e/ou com casca recomenda-se:
• Lavar em água corrente, esfregando bem toda a superfície das frutas, verduras e legumes retirando toda a sujeira, as folhas devem ser lavadas uma por uma.
• Colocar em uma bacia plástica ou de vidro 1 colher de sopa de água sanitária sem perfume para cada litro de água limpa. Misturar bem.
• Colocar as frutas, verduras ou legumes de molho nesta mistura de modo que fiquem totalmente mergulhadas. Deixar durante 15 minutos.
• Após os 15 minutos. Enxaguar bem em água corrente para retirar o cheiro da água sanitária. E estará pronto e seguro para ser consumido.
• Os alimentos devem ser bem cozidos.
• Uma das causas da diarreia pode estar associada com a falta de higiene no preparo dos alimentos ou por má conservação dos mesmos (alimentos preparados com muita antecedência e deixados fora da geladeira ou em cima da mesa, do fogão ou dentro do forno).
• Não se devem utilizar alimentos industrializados deixados fora da geladeira (como iogurte, leite fermentado, preparações á base de iogurte e queijo) ou com prazo de validade vencido, ou com embalagens amassadas, furadas ou estufadas. Oferecer água a mais limpa possível (tratada, filtrada ou fervida) para a criança beber. O mesmo cuidado deve ser observado no preparo dos alimentos.
• Os utensílios onde os alimentos são preparados e servidos também devem ser lavados com água e sabão e devem ser bem enxaguados.
• Os alimentos devem ser guardados em local fresco e protegidos de insetos roedores e de outros animais.