MANUAL TÉCNICO DE ORIENTAÇÃO DE PULVERIZAÇÃO
Noções Básicas em Pulverizadores Agrícolas
1 Fábrica de Pulverizadores, Colhedoras de café, Lavadoras e Veículos elétricos
Pulverizadores:
Podemos dividir em 5 grupos de máquinas;
1- Pulverizadores costais; manuais e motorizados
2- Pulverizadores de barras: 3 pontos, tipo carreta e automotriz
3- Turbo atomizadores: 3 pontos e tipo carreta
4- Atomizadores canhão de ar: 3 pontos
5- Pulverizadores com enroladores de mangueiras (EM) e pistolas (2p): 3 pontos e tipo carreta.
Colhedoras de café:
1- Derriçadora
2- Colhedoras
Lavadoras:
1- Alta pressão
2- Média pressão
Veículos elétricos:
1- Transportes de carga
2- Transportes de passageiros
O que é pulverizar?
Pulverizar é reduzir um corpo em pequenos fragmentos, borrifar em gotas.
O que é pulverizador?
Pulverizador é todo equipamento capaz de produzir gotas, em função de uma determinada pressão exercida sobre a calda.
Como fazer uma boa pulverização?
O sucesso de uma boa pulverização depende de:
1º- Bom pulverizador,
2º- Bom produto químico,
3º- Operador treinado,
4º- Boa qualidade de água, pH ideal e
5º- Condições de tempo favoráveis.
BOM PULVERIZADOR - EX: ADVANCE AM - 18
O Advance AM-18 tem as barras totalmente hidráulicas. Todos os movimentos de abertura, fechamento e regulagem da altura das barras, o operador realiza acionando os comandos, que estão ao alcance das mãos.
TANQUE DE DEFENSIVO
O tanque de defensivo de 2000 litros, é moldado em polietileno de alta resistência com protetor contra os raios ultra-violeta, um tratamento que traz longa vida ao material do tanque. À frente, instalado de forma independente está o tanque de água limpa, que permite ao operador, fazer a lavagem do tanque na própria lavoura.
Sem contato com defensivo: Dessa forma todo o residual é esgotado na própria lavoura pelo sistema de escoamento rápido, sem o menor contato do operador com o residual de produto químico, evitando riscos, seja no contato com outros trabalhadores, animais, ou com o meio ambiente.
FILTRO DE DEFENSIVO
Filtro com registro de válvula (fecho rápido), facilita a manutenção do próprio filtro e do circuito de defensivo.
BOMBA DE PISTÕES
Dividida em duas partes: mecânica e hidráulica, com lubrificação a banho de óleo, camisas de cerâmica e fácil manutenção.
COMANDO MASTERFLOW
Esse comando mantém o volume de pulverização constante, mesmo com variações de velocidade do trator na mesma marcha, tem quatro opções de acionamento.
ACIONAMENTO DO MASTERFLOW
O comando pode ser acionado através de alavancas (comum), à cabo, elétrico ou eletro-eletrônico.
Comando a Cabo - Um conjunto de alavancas, bem ao lado do operador permite realizar todas as operações. Abertura e fechamento das barras, regulagem do ângulo de pulverização. Abertura e fechamento do comando de pulverização e controle da pulverização em toda a barra ou por segmento de barra.
Comando Elétrico - O comando elétrico tem um painel com chaves que comandam todas as operações. Esse sistema se adapta muito bem as condições de tratores com cabina fechada.
Comando Eletro-eletrônico - O comando eletro-eletrônico, além de proporcionar agilidade, controla a pulverização com o auxílio do JSC, o controlador eletrônico da pulverização que também fornece informações sobre a aplicação. É um computador de bordo que informa, tempo de pulverização, área tratada, volume da calda em litros por hectare e ainda dados parciais e totais sobre a pulverização. O JSC permite variações de velocidade , troca de marcha e mantém o volume de pulverização constante. Todo o processo de acionamento está bem às mãos do operador. É esse conceito de comandos que oferece maior segurança e conforto ao operador.
BARRAS
Característica das barras - São 18 metros, o que possibilita 18,5 metros de faixa de aplicação. O ramal de bicos tem espaçamento de 0,50 m, com opção para 0,35 m. Os porta - bicos são bijet, com válvula antigotejo. A linha Advance permite ainda a opção para porta bicos quadrijet. Todo esse conjunto entra em operação com a maior estabilidade possível.
Regulagem do ângulo de pulverização - Esse mecanismo permite que o operador faça o direcionamento da aplicação de acordo com o vento, e o resultado é a diminuição da deriva. A angulação da pulverização também melhora a penetração de defensivo na planta. De acordo com a velocidade e sentido do vento, o operador não precisa interromper a aplicação e com isso a produtividade do pulverizador aumenta
Estabilidade - A estabilidade das barras é outra característica da Linha Advance. A absorção de impactos começa pelo design, dimensionado para melhorar a estabilidade. Com rodado alto, os pneus 12,4 x 36 (que é o rodado original de fábrica), ou com opcional de rodas 9,5 x 42, tornam a operação muito mais estável. O pneu mais estreito oferece a vantagem causar menor danos nas plantas por esmagamento. Além disso, os coxins no cambão articulado absorvem as trepidações do trator. O sistema trapezoidal, com amortecedores e molas no quadro das barras, também reduz o impacto das trepidações, provocadas pelo desnível do terreno.
PINTURA DUPLEX
- Toda a parte metálica do pulverizador recebe tratamento especial. É um sistema duplex, exclusivo. Primeiro cada peça recebe um banho para limpeza e eliminação de resíduos e em seguida é zincada, e só depois recebe a pintura definitiva, que é eletrostática. Cada componente recebe dupla proteção contra ferrugem e corrosão. Esse processo aumenta a vida útil do pulverizador.
BITOLA
De acordo com o espaçamento entre linhas da cultura, a bitola pode ser ajustada. O sistema permite regulagem contínua, entre 1,80 a 2,40 m. Esse fator contribui para o rendimento do pulverizador, uma vez que bitola mais larga vai proporcionar maior estabilidade ao equipamento.
SEGURANÇA
Preparo da calda: Para o preparo da calda, os pulverizadores da Linha Advance são equipados com incorporador de defensivo e lavador de embalagem. O produto químico é misturado utilizando a água do tanque de defensivo. E para lavar a embalagem, o operador aciona o reservatório de água limpa.
Válvula de 5 vias: Todo esse processo é realizado a partir do acionamento da válvula de cinco vias, que conduz as operações de pulverização, lavagem do interior do tanque de dois mil litros, incorporação de defensivo e lavagem de embalagem.
Lavador de mãos: Para maior segurança, a Linha Advance ainda tem um tanque com água limpa para lavar as mãos com capacidade para 15 litros.
Porta E.P.I.: Tem ainda dois compartimentos para abrigar conjuntos de Equipamento de Proteção Individual - E.P.I.
Escada: Além de segurança e comodidade do operador, a escada embutida facilita o acesso aos tanques. Agiliza também as operações de lavagem e abastecimento.
BOM PRODUTO QUÍMICO
Com o auxílio de um técnico, podemos encontrar os melhores produtos químicos existentes no mercado
OPERADOR TREINADO
A capacitação dos operadores é de fundamental importância para se obter bons resultados na aplicação dos defensivos.
2 QUALIDADE DA ÁGUA E A DEFICIÊNCIA DOS DEFENSIVOS
DUREZA
Usualmente expressa em termos de sais de cálcio e de magnésio dissolvidos e calculados em equivalentes de carbonato de cálcio (CaCo3 ).
ÁGUA DURA
São águas naturais ricas em sais de cálcio e magnésio (bicarbonatos, sulfatos, etc.).
A Água Dura não produz espuma com sabões, porque os sais orgânicos de sódio que constituem os sabões reagem com os sais de cálcio (da água), produzindo precipitação de palmitato de cálcio, o qual não possui ação detergente. As unidades que se usam para exprimir as analises de água são Partes Por Milhão (ppm).
pH Ideal (pH - Potencial Hidrogênico)
O pH da água varia em cada fonte e algumas são ricas em minerais. Água com valor em pH 3 a 9, nessas condições de acidez ou alcalinidade pode influenciar na atividade biológica dos defensivos agrícolas: Herbicidas, Dessecantes, Desfolhantes, Inseticidas, Fungicidas, Acaricidas, Mosquiticidas, Carrapaticidas e Reguladores de Crescimento Vegetal. A maioria dos produtos químicos utilizados nos controles de ervas daninhas, pragas, doenças, quando veiculados em água com pH alcalino pode sofrer instabilidade e paralisam ou reduzem o processo químico por hidrólise alcalina.
Ocorre dai uma redução de horas ou minutos na vida útil do defensivo agrícola"
Também água com matéria orgânica, barro, cristais de areia e elementos minerais como Ferro, Zinco, Alumínio, Cálcio, Magnésio, etc., provocam uma reação nos defensivos agrícolas, reduzindo a sua eficácia.
"Temperatura alta, inversões térmicas, também influem no pH da água"
O ideal e que o agricultor colete uma amostra e mande analisá-la. Existem "várias formas de conhecer o pH da água: Com tiras de papel tornassol, com reagente químico. Mas o ideal e com um bom pHmetro eletrônico.
Cada defensivo agrícola requer um pH IDEAL para que possa render toda a sua potencialidade, dando melhor resultado e economia. Ex: A maioria dos dessecantes e desfolhantes requer o pH da água de 3 - 4.
Exemplo de pH Ideal - O máximo de eficiência na pulverização
CONDIÇÕES DE TEMPO FAVORÁVEIS
- Vento inferior a 10 km/h (pulverizadores sem cortina de ar), temperatura ambiente entre 7 a 30 graus e umidade relativa do ar superior a 50%
3 CIRCUITO DE DEFENSIVO DO PULVERIZADOR
Componentes básicos de um circuito hidráulico: tanque, registro, filtro, bomba, comando e bicos.
- Função do tanque: armazenar, transportar e proteger a calda.
- Função do registro: fechar para fazer a manutenção e abrir para alimentar a bomba em funcionamento.
- Função do filtro: reter todas as impurezas da calda.
- Função da bomba: admitir e recalcar um fluxo de líquido para o comando.
- Função do comando: distribuir o líquido para o ramal de pulverização e o excedente para o retorno.
- Função dos bicos: distribuir a vazão e qualidade de gotas.
Obs.: O circuito hidráulico de um pulverizador deve ser sempre revisado, deve funcionar como o circuito de um pulverizador novo, sem obstrução, sem vazamentos, sem entradas de ar, mangueiras sem dobras, etc.
IDENTIFICAÇÃO E CORREÇÃO DE PROBLEMAS NO CIRCUITO DE DEFENSIVO
PROBLEMAS, CAUSAS E CORREÇÕES
Sempre que ocorrerem problemas nas máquinas JACTO equipadas com bombas de pistão, tente classificá-los em um dos quatro grupos relacionados a seguir:
a) DEFICIÊNCIA DE SUCÇÃO E RECALQUE
-Não sai líquido nos bicos;
-Não há retorno de líquido para o tanque;
-O manômetro não indica pressão.
b) INSUFICIÊNCIA DE PRESSÃO
(FALTA PARCIAL DE PRESSÃO)
O líquido não é pulverizado com a pressão correta;
O ângulo de aspersão é menor do que o especificado;
O manômetro indica pressão menor.
c) OSCILAÇÃO DE PRESSÃO
O ponteiro do manômetro oscila;
O ângulo de aspersão do jato oscila.
d) INTERMITÊNCIA
O ponteiro do manômetro vibra com intensidade;
As mangueiras de pressão vibram com intensidade;
O ângulo de aspersão do jato apresenta variação pulsativa.
4 MANUTENÇÃO PERIÓDICA E PREVENTIVA
- Filtro de sucção: o intervalo entre limpeza do filtro depende da qualidade da água empregada e do tipo de produto químico em uso. Como recomendação geral deve-se limpar o filtro a cada abastecimento do tanque.
- Bomba de pistões: lubrifique diariamente (bomba JP-402) e para as demais, verifique o nível de óleo e complete se necessário (ver nível no bujão da tampa do cárter). OBS.: 1ª troca do óleo com 30 horas e demais trocas de 100 em 100 horas. Indicação: todo óleo de motor na especificação API SE ou SF SAE 20 W 40.
- Filtros de bicos: Limpe diariamente ou periodicamente se usar filtros de linha ou autolimpante.
- Cardã, mexedor, pinos graxeiros: lubrifique diariamente com graxa a base de lítio NLGI-2.
- Comando (VAR): se necessário desmonte, limpe internamente e verifique o estado da válvula e vedações.
- Comando (Masterflow): se necessário desmonte, limpe internamente e verifique o estado das vedações.
Por que comando Masterflow?
Porque existem diversas causas que variam freqüentemente a velocidade do trator dentro da mesma marcha durante as pulverizações:
1-Percurso do trator (morro abaixo, morro acima)
2-Transposição de terraços
3-Irregularidade no terreno, sulcos, erosões, etc.
4-Transposição de valetas de drenagem
5-Transposição de taipas, em culturas irrigadas
6-Mal funcionamento do tratômetro
7-Descuido do tratorista
Como vimos o comando Masterflow é proporcional ao caminhamento dentro da mesma marcha. Ocorrendo variações na velocidade entre 20% para baixo ou 20% para cima, o comando vai garantir o volume de aplicação. Não é necessário explicar isso em uma faixa maior. O comando até que atende o volume, mas o ângulo dos bicos e o tamanho das gotas podem deixar a desejar.
PULVERIZADOR COSTAL MANUAL
Ex.: PJH - pulverizador de 20 litros com bomba de pistão Acionamento manual através da alavanca. Sua bomba consiste em uma câmara de latão com válvula e êmbolos montados na sua extremidade e um cilindro também de latão com válvula em seu interior e fixo na base do depósito, podendo operar com pressão de até 6 kgf/cm².
MANUTENÇÃO
Após o término da aplicação, limpe e lave todo o equipamento em local onde não há risco de contaminação. Não armazene equipamentos com calda dentro do depósito. Os produtos químicos podem provocar diferentes reações, podendo causar danos aos componentes do equipamento e à saúde do operador.
PERIODICAMENTE: Limpe a câmara e lubrifique os componentes. Retire a câmara e o cilindro e lubrifique os êmbolos, as alavancas ou substitua se necessário
PROCEDIMENTOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE DEFICIÊNCIA DE PRESSÃO
CUIDADOS GERAIS PARA OS PULVERIZADORES
-Antes de guardar um pulverizador coloque água limpa no tanque, retire os bicos e filtros e funcione até eliminar toda a água. (estamos limpando o circuito hidráulico)
-Lave os bicos e filtros e recoloque-os.
-Desmonte e limpe o filtro de sucção.
-Lave a máquina externamente.
-Lubrifique os componentes e aplique uma solução com 80 % de óleo lubrificante e no máximo 20 % de óleo diesel nas partes metálicas a fim de proteger contra corrosão.
-Guarde a máquina em lugar seco e coberto.
Obs: Evite deixar sobras de defensivos no depósito ou mesmo armazená-las por tempo prolongado. Na última aplicação prepare a calda na quantidade suficiente para tratar o pouco de lavoura que resta.
INTRODUÇÃO
O sucesso de um tratamento depende da escolha de bons pulverizadores, bons produtos químicos, e da capacidade técnica dos operadores. Enquanto bons pulverizadores e bons produtos químicos são disponíveis no mercado, são raros os operadores. É da maior importância que o administrador agrícola providencie o treinamento e a capacitação de seus técnicos e operadores de máquinas. Objetivo do treinamento é divulgar e encorajar práticas que melhorem a uniformidade, a exatidão e a segurança das pulverizações. Aplicações mais precisas e mais uniformes podem reduzir a quantidade de ingredientes ativos requerida para um dado controle. Aplicações bem executadas reduzem os custos dos tratamentos e minimizam os efeitos poluentes.
Segurança
Os produtos químicos utilizados na agricultura podem ser perigosos, seleção ou uso inadequado podem causar sérios danos a pessoas, animais, plantas, solos ou outros bens Antes de qualquer operação de equipamentos, deve-se estar seguro quanto ao atendimento das recomendações de seguranças:
a-Selecione o produto químico correto para o tratamento.
b-Leia os rótulos das embalagens e siga cuidadosamente as instruções dos fabricantes.
c-Leia o manual de instruções do equipamento e siga as instruções. Ajuste e opere o pulverizador corretamente.
d-Assegure-se de que os operadores tomem cuidado ao manejar produtos químicos e também durante as aplicações. Devem utilizar roupas protetoras apropriadas e lavá-las cuidadosamente quando terminarem de pulverizar. Evite o contato com o defensivo.
e-Assegure-se de que o defensivo a ser pulverizado esteja bem misturado antes de iniciar a operação. Faça a tríplice lavagem se o equipamento não possuir lavador de embalagens. a tríplice lavagem consiste em lavar três vezes as embalagens (colocando 1/3 de agua limpa nessa embalagem e agitar sobre todos os sentidos vertendo esse conteúdo dentro do pulverizador) e finalmente destrua as embalagens vazias, tratando de não danificar a etiqueta ao efetuar esta operação.
f-Pulverize quando as condições atmosféricas forem favoráveis (ventos inferiores a 10 km/ h, umidade relativa do ar não inferior a 50%, temperatura não superior aos 30 graus).
g-Comprove a aplicação.
h-Evite a contaminação dos cursos de água.
i- Ao proceder a calibração use somente água.
Mecânica da Aplicação:
- O campo da mecânica de aplicação apresenta limites bem definidos; de um lado, o órgão da máquina responsável pela liberação do defensivo e, de outro, a superfície ou local onde ele deve ser depositado (o alvo). - Os parâmetros ambientais (vento, umidade relativa do ar, temperatura, etc.), a máquina utilizada (tipo, regulagem, deslocamento) e a superfície a ser tratada (folhas, caules, sementes, solo) são os principais elementos que determinam, em cada caso, um comportamento ideal do defensivo em sua trajetória até o alvo. - De maneira geral, um critério que conduz a resultados satisfatórios é o de começarmos por determinar na planta, onde a praga ou a doença se localiza. - A partir desta informação vamos regredindo, chegando ao órgão de aplicação do defensivo (bicos de pulverização, turbina de atomização) e finalmente a máquina (pulverizador, atomizador) e suas regulagens. Resumo: TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO DE DEFENSIVOS Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas e a colocação de um produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade adequada, de forma econômica e com riscos mínimos de contaminação ambiental.
5 CARACTERÍSTICAS DOS BICOS
1 -Ângulo do jato
Os bicos de pulverização são projetados para produzir os jatos de pulverização, com um determinado ângulo em uma certa pressão.
A medida que se varia a pressão, varia-se o ângulo do jato de pulverização.
- Aumenta Pressão = Aumenta o ângulo do jato de pulverização
- Diminui Pressão = Diminui o ângulo do jato de pulverização Os mais comuns no mercado são os de 80 e 110 graus, sendo que este último apresenta duas grandes vantagens:
- Possibilita trabalhar com a barra mais próxima do alvo, diminuindo a deriva.
- É menos influenciado em termos de uniformidade de distribuição pela oscilação da barra.
2 - Tamanho de gotas
O parâmetro que se usa para indicar o tamanho de gotas geradas pelo bico é o diâmetro mediano volumétrico, VMD (Volume Median Diameter). O VMD é o diâmetro da gota que divide o volume aplicado por um bico, em duas partes iguais. Uma constituída de gotas menores e outra constituída de gotas maiores que o VMD.
a)Explicação teórica Pega-se um litro pulverizado, e separa-se as gotas uma a uma em ordem crescente de tamanho, formando uma fila de gotas. Assim feito coloca-se as gotas, a partir da menor, em uma proveta até completar 500 ml. A gota que completa esse volume é que vai determinar o VMD. Veja a figura:
b)Classificação de pulverização por tamanho de gotas
c)Duração e tempo de queda de gotas de água em diferentes condições
3 - Posicionamento dos bicos
Os bicos devem ser colocados na barra com espaçamento iguais entre si, que podem ser de: 35 cm; 40 cm; 50 cm; etc. Para se trabalhar com bicos de jato plano (leque) é necessário que estejam posicionados com um ângulo de 4 a 6º aproximadamente em relação a barra.
Dessa forma ocorrerá o cruzamento necessário entre os jatos para manter a uniformidade da distribuição ao longo da barra. Desde que se mantenha uma altura mínima compatível com o ângulo do jato
4 - Durabilidade dos bicos
A durabilidade de um bico, depende muito da forma como trabalha esse bico, levando em conta alguns aspectos, como:
a) Pressão
Os bicos "leque" são projetados para trabalhar com baixa pressão, em uma faixa que varia entre 15 a 60 lbf/pol². Nos bicos cônicos a faixa de trabalho varia entre 75 a 200 lbf/pol², acima disso esses bicos perdem suas características, sofrendo aumento de vazão e de ângulo, desgastando-se rapidamente.
Deve-se levar em consideração que quanto maior a pressão, menor é o tamanho das gotas, possibilitando a ocorrência de deriva.
b)Qualidade da água
Em relação a qualidade da água alguns itens influenciam diretamente na durabilidade dos bicos e também na eficiência dos defensivos aplicados; como:
- porcentagem de elementos químicos; como cloro, enxofre, cálcio, magnésio, entre outros.
- deverá ser o mais limpa possível, ou seja sem algas, areia, lodo ou qualquer tipo de matéria orgânica.
c)Tipo de produto químico
Os produtos usados na pulverização tem formulações bem variadas e dentre eles os pó molháveis e suspensão concentrada possuem abrasividade relativamente alta, devido as partículas sólidas que aceleram o processo de desgaste dos bicos.
d)Limpeza dos bicos
Não se deve utilizar instrumentos metálicos, como: agulhas, arames e nem tão pouco canivetes. Também é incorreto o uso de gravetos de madeira, pois acabam quebrando dentro do orifício do bico, entupindo-o ainda mais. O correto é usar um instrumento que não danifique o orifício. Por exemplo uma escova com cerdas de nylon (escova de dentes), um fio de nylon ou ar comprimido
e)Material
A maioria das empresas fabricantes de bicos utilizam diversos materiais; como LATÃO , AÇO INOX, KEMATAL (Polyacetal), CERÂMICA (Alumina) entre outros. A ilustração mostra um trabalho realizado pelo Dr. Mattew J. Novak, professor da Universidade de Oregon nos Estados Unidos.
Nota-se que o material menos resistente é o latão e o mais resistente é a ALUMINA (cerâmica). É importante observar também que o KEMATAL tem a mesma durabilidade do AÇO INOX.
5 - Troca de bicos
A recomendação dos fabricantes para trocar os bicos é quando a média de vazão dos bicos ultrapassar em 10% a vazão de um bico novo. Ao atingir mais de 10% de desgaste um bico passa a perder suas características, podendo prejudicar a pulverização e posteriormente causar prejuízos ao agricultor. É importante não se esquecer que o custo dos defensivos que passam pelos bicos é muito maior que o custo dos próprios bicos.
TIPO CONE:
Bico com orifício em forma circular e seguido de um caracol (tubo helicoidal), que dão rotação ao escorrimento do líquido, apresenta jato cone e deposição circular quando com caracol de 01 ou 02 orifícios forma um cone vazio e com 03 orifícios forma um cone cheio, generalizando são bicos que trabalham acima de 70 psi (alta pressão).
Linha de Bico Cone:
JD (JD-10 A) Jacto disco 1,0 mm azul, formato do jato em cone vazio, disco em aço-inox , gotas pequenas, ângulo de 80 graus a 60 psi.
JD (JD-12 P) Jacto disco 1,2 mm preto, formato do jato em cone vazio, disco em açoinox, gotas pequenas, ângulo de 80 graus a 60 psi.
JA (Jacto Alumina) formato do jato em cone vazio e material em alumina, gotas muito pequenas, ângulo de 85 graus a 150 psi.
HC (Holow Cone, Kematal) formato do jato em cone vazio e material em kematal, gotas pequenas, ângulo de 90 graus a 45 psi.
J Disco com caracóis de 2 ou 3 furos, material em alumina formato do jato cone vazio (caracol de dois furos) e cone cheio (caracol de três furos).
D Disco para lança de pulverização, material em aço inoxidável formato do jato em cone cheio (esguicho).
TIPO LEQUE:
Identificação da vazão pela cor do bico, norma ISO 10.625 API Alumina plástico ISO - Jato em leque (jato plano) material interno em alumina e corpo plástico, bico standard, (comum) gotas pequenas, ângulo de 110 graus a 45 psi (com dois pontos gravados na parte frontal da cerâmica indicando os 110 graus) ADI Alumina Drift ISO - Jato em leque (jato plano) material interno em alumina e corpo plástico, bico antideriva,com tampa no fundo fechando uma câmara, fazendo com que gotas pequenas se juntem com gotas pequenas formando gotas médias, ângulo de 110 graus a 45 psi. (
(com dois pontos gravados na parte frontal da cerâmica indicando os 110 graus)
AXI Alumina Exetended Range ISO - (ângulo estendido) jato em leque (jato plano) material interno em alumina e corpo plástico, gotas médias e ângulo de 110 graus a 15 psi , gotas finas com ângulo de 120 graus a 45 psi. Linha de bicos em material kematal (plástico de engenharia, tão resistentes quanto aos de aço-inoxidavel), nomenclatura gravada na parte frontal do bico.
Exemplo: (F 110= leque 110 graus), (0-8=vazão l/min), (3=pressão em bar), (SF=tipo de bico) e (0,2=galões USA/min).
SF Standar Fan - leque comum (jato plano) gotas pequenas e ângulo de 110 graus a 45 psi.
LD Low Drift - Baixa deriva (jato plano) com tampa no fundo fechando uma câmara, fazendo que gotas pequenas se juntem com gotas pequenas formando gotas médias e ângulo de 110 graus a 45 psi.
UF Ultra Fan - Ultra leque (jato plano) gotas médias e ângulo de 110 graus a 15 psi e gotas pequenas com ângulo de 120 graus a 45 psi.
EF Even Fan - Leque Uniforme (jato plano) gotas pequenas com ângulo de 80 graus a 45 psi (para aplicação em faixa).
DEF Deflexão, Espelho - Jato plano, gotas grandes com ângulo de 110 graus a 15 psi (tem modelo que chega à 127 graus).
BJ Buble Jet - Jato plano, gotas grandes com bolhas de ar e ângulo de 100 graus a 45 psi.
AVI Alumina Venturi ISO - Jato plano, gotas grandes com bolhas de ar e ângulo de 110 graus a 45 psi.
Uso dos Bicos em Condições Ideais de Pulverização:
Produto/Sistêmico - JA, HC, LD, SF, API, ADI, UF, AXI, EF, DEF, BJ, AVI
Produto/Contato - JA, HC, SF, API, UF, AXI
6 REGULAGEM DO PULVERIZADOR DE BARRAS COM USO DO VASO CALIBRADOR
ANTES DA REGULAGEM, VERIFIQUE:
- Filtro de sucção - limpeza.
- Mangueiras - se não estão furadas ou dobradas.
- Regulador de pressão - componentes: sede da válvula, válvula e mola, se não estão gastas ou presas por impurezas.
- Bomba - se não há vazamentos, se está lubrificada (nível do óleo ou graxa).
- Bicos - se são do mesmo tipo, se não estão gastos, se não diferem em mais de 10% de vazão e se os filtros estão limpos.
UMA VEZ VERIFICADOS TODOS OS ÍTENS, INICIA-SE A CALIBRAÇÃO DO PULVERIZADOR
MÉTODO DE CALIBRAÇÃO:
1 - Marque 50 metros no terreno a ser tratado.
2 - Abasteça o pulverizador.
3 - Escolha a marcha de trabalho.
4 - Ligue a tomada de força.
5 - Acelere o motor até a rotação correspondente a 540 rpm na tomada de força.
6 - Inicie o movimento do trator no mínimo 5 metros antes do ponto marcado.
7 - Anote o tempo que o trator gasta para percorrer os 50 metros.
8 - Em terrenos de topografia irregular, repita a operação várias vezes e tire a média.
9 - Com o trator parado na aceleração utilizada para percorrer os 50 m, abra os bicos e regule a pressão de acordo com a recomendada para os diferentes tipos de bicos: - Bicos tipo cone - de 75 a 200 lbf/pol² - Bicos tipo leque - de 15 a 60 lbf/pol²
10 - Colete o volume do bico no tempo igual ao gasto para percorrer os 50 m, efetuando a leitura na coluna correspondente ao espaçamento entre bicos.
11 - Repita essa operação em diversos bicos para obter uma média do volume.
12 - A média obtida nas leituras é o volume de pulverização para a marcha e a pressão já determinadas. OBS.: 1º- Se o volume obtido for abaixo do desejado, aumente a pressão, diminua a velocidade (mantenha 540 rpm na TDF) ou troque os bicos por um de maior vazão. 2º- Se o volume obtido for acima do desejado, diminua a pressão, aumente a velocidade (mantenha 540 rpm da TDF) ou troque os bicos por outros de menor vazão.
7 REGULAGEM DO PULVERIZADOR COSTAL MANUAL
ANTES DE REGULAR CERTIFIQUE-SE DE QUE:
- Os êmbolos não estão ressecados ou danificados.
- As válvulas não estão gastas ou presas no corpo.
- A agulha não esta com as vedações gastas.
- O bico é o indicado para a aplicação
- Não há vazamentos.
MÉTODO DE CALIBRAÇÃO COM O USO DO VASO CALIBRADOR:
1 - O pulverizador deve estar limpo e abastecido com água limpa.
2 - Com o pulverizador às costas, posicione a lança na altura de trabalho e meça a largura da faixa de aplicação.
3 - Pratique a pulverização para determinar a freqüência de bombeamento e a velocidade cômoda para o trabalho.
4 - Pulverize numa área de 25 m². Veja abaixo a distância a ser percorrida conforme a largura da faixa de aplicação
5 - Fixe o calibrador à tampa como segue: A- Remova a capa, bico e filtro. B- Monte a tampa do calibrador. C-Reinstale o bico, o filtro a capa. D-Rosqueie o recipiente à tampa.
6 - Segure a lança na posição normal de trabalho e pulverize no recipiente até cobrir a área de 25 m² determinada.
7 - Mantenha o recipiente no nível e faça a leitura. O nível do líquido indicará o volume na escala correspondente. Esvazie o recipiente, repita a operação, obtendo assim a média de duas medições, a qual se torna mais real.
CALIBRAÇÃO DE PULVERIZADORES
MÉTODO PRÁTICO
1 - Marque uma área de 100 m² (quadrado de 10 x 10 m).
2 - Encha o tanque e pulverize a área. OBS.:É necessário que o operador mantenha um ritmo constante de bombeamento de marcha.
3 - Complete o tanque e meça o volume gasto em litros. Para medidas precisas o pulverizador deve estar na mesma posição antes e depois de operação.
8 REGULAGEM DOS TURBOATOMIZADORES
ANTES DA REGULAGEM, VERIFIQUE:
- Filtro de sucção - limpeza.
- Mangueiras - se não estão furadas ou dobradas.
- Regulador de pressão - componentes: sede da válvula, válvula e mola, se não estão gastas ou presas por impurezas.
- Bomba - se não há vazamentos, se está lubrificada (nível do óleo ou graxa).
- Bicos - se não estão gastos, danificados ou com variação acima de 10%
UMA VEZ VERIFICADO TODOS ESTES ÍTENS, INICIA-SE A CALIBRAÇÃO DO PULVERIZADOR.
MÉTODO DE CALIBRAÇÃO:
1 - Marque 100 covas.
2 - Abasteça completamente o pulverizador.
3 - Escolha a marcha de trabalho.
4 - Ligue a tomada de força.
5 - Acelere o motor até a rotação correspondente a 540 rpm na tomada de força.
6 - Inicie o movimento do trator no mínimo 5 covas antes do ponto marcado.
7 - Pulverize as 100 covas marcadas.
8 - Complete o tanque e meça o volume gasto em litros. Para medidas precisas, o pulverizador deve estar na mesma posição antes e depois da operação.
9 - Calcule o volume de pulverização em litros /100 covas, através da seguinte fórmula:
Q = Vol x 10
Q = volume de pulverização em litros/1.000 covas.
Vol= volume gasto em litros
Observações:
1. se o volume de pulverização for abaixo do desejado, aumente a pressão, diminua a velocidade ou troque os bicos por um de maior vazão.
2. se o volume de pulverização for acima do desejado, diminua a pressão, aumente a velocidade ou troque os bicos por um de menor vazão
ATENÇÃO: Para aumentar ou diminuir a velocidade troque a marcha não alterando a aceleração.
Para citrus, proceda de maneira semelhante, porém, conte apenas 10 plantas e calcule o volume de pulverização através da fórmula:
9 REGULAGEM DO PULVERIZADOR CANHÃO DE AR
ANTES DA REGULAGEM, VERIFIQUE:
- se as correias estão esticadas na tensão correta.
- se os filtros estão limpos.
- se não há entrada de ar no circuito do defensivo.
- se os dosadores da turbina estão desobstruídos.
MÉTODO DE CALIBRAÇÃO:
1 - Marque 50 metros na área que vai ser pulverizada.
2 - Encha o tanque completamente.
3 - Escolha a marcha de trabalho.
4 - Ligue a tomada de força.
5 - Acelere o motor até a rotação correspondente a 540 rpm na tomada de força.
6 - Inicie o movimento do trator no mínimo 5 metros antes do ponto marcado.
7 - Pulverize os 50 metros marcados.
8 - Meça ao mesmo tempo a faixa de aplicação (f).
Q = volume de pulverização em l/ha
Vol= volume gasto na área pulverizada
A = área pulverizada - 50 metros x faixa determinada (f) = m²
10.000 = 10.000 m² (1 hectare)
OBS.: Caso o volume de pulverização não seja o desejado, aumente ou diminua a vazão, através da válvula reguladora, ou aumente ou diminua a velocidade.
ATENÇÃO:Para aumentar ou diminuir a velocidade troque a marcha, não alterando a aceleraç
Cálculo l/ha com o auxílio de uma proveta
Para obter o volume de aplicação sem aplicar fórmulas, basta checar o tempo que o trator leva para percorrer 50 metros, e coletar o volume durante este mesmo tempo. Multiplicar o valor do n. coletado(ml), pelo fator de conversão correspondente ao espaçamento entre bicos.
· Resultado obtido com a multiplicação (ml x o fator de conversão) é igual ao volume de aplicação (L/ha)
Exemplos: