Prevenção e combate a sinistros 2
Portaria e Controle de Acesso
1 Sistemas fixos de combate a incêndio
Sistema de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio
Os sistemas de hidrantes e mangotinhos são sistemas fixos de combate ao fogo que utilizam a água como agente extintor. Esses sistemas devem ser providos por uma rede de água exclusiva, ou seja, separada da rede comum de abastecimento de água da empresa. A rede de água para combate a incêndio deve ser pintada de vermelho.
Diferentemente dos equipamentos portáteis, que são utilizados no combate ao princípio de incêndio, os sistemas de hidrantes e mangotinhos têm como objetivo dar sequência ao combate ao fogo quando os equipamentos portáteis se tornam ineficientes e o fogo se alastra rapidamente.
Conforme a NBR 13714:2000, os sistemas fixos de combate a incêndio são classificados em:
a) Sistema tipo 1 (mangotinho).
b) Sistemas tipo 2 e 3 (hidrantes).
Vejamos as diferenças entre hidrantes e mangotinhos:
Os hidrantes são pontos de tomada de água nos quais há uma saída simples ou duas saídas contendo válvulas angulares com seus respectivos adaptadores, tampões, mangueiras de incêndio e demais acessórios. Eles podem ser de parede ou de piso.
Os mangotinhos são pontos de tomada de água nos quais há um ponto de saída contendo válvula de abertura rápida, adaptador, mangueira semirrígida, esguicho regulável e demais acessórios.
As principais diferenças entre os sistemas fixos de combate ao fogo tipos 1, 2 e 3 são apresentadas no Quadro 4.1:
Os componentes de um sistema de hidrantes e de mangotinhos são os seguintes (Quadro 4.2):
Localização dos sistemas de hidrantes e de mangotinhos
Da mesma forma que os equipamentos portáteis de combate ao fogo, os equipamentos fixos devem estar sempre posicionados em locais onde exista a menor probabilidade do fogo bloquear o seu acesso e em locais de fácil visualização. Assim sendo, os pontos de tomada de água dos hidrantes e dos mangotinhos devem estar situados:
a) Nas proximidades das portas externas e/ou acessos à área a ser protegida, a não mais de 5 metros destas.
b) Em posições centrais nas áreas a serem protegidas.
c) Fora de escadas e de antecâmaras de fumaça.
d) A uma altura entre 1 metro e 1,5 metros do piso acabado.
Outro fator importante a ser considerado é o fato de que a utilização do sistema fixo de combate ao fogo não deve comprometer a fuga das pessoas da edificação. A partir do exposto, os sistemas devem ser projetados de tal maneira a dar proteção a toda extensão da edificação, mas não podem atrapalhar ou obstruir as rotas de fuga.
Os hidrantes externos – quando afastados das paredes da edificação por uma distância de 15 metros ou uma distância de 1,5 (uma vez e meia) a altura da parede externa da edificação – poderão usar linhas de mangueiras com alcance de até 60 metros de comprimento, desde que o sistema esteja dimensionado com pressão suficiente para tal.
Os sistemas fixos de combate a incêndio devem ser dimensionados de forma que hidrantes e mangotinhos sejam distribuídos de maneira que qualquer ponto da empresa possa ser protegido por um ou dois esguichos, considerando-se o comprimento das mangueiras. De acordo com a NBR 13714:2000 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio, o alcance do jato compacto (jato pleno) produzido por qualquer sistema não deve ser inferior a 8 metros, medido da saída do esguicho ao ponto de queda do jato.
Reservatório de água para combate a incêndio
Os reservatórios podem ser elevados e não-elevados. Eles representam o local onde é armazenada a água que deverá ser fornecida para o uso exclusivo do sistema de combate a incêndio.
O reservatório é dito elevado quando está a uma determinada altura do piso acabado e o abastecimento é feito pela ação da gravidade. Portanto, esses reservatórios devem estar a uma altura suficiente para que possam fornecer a vazão e a pressão requeridas pelo sistema.
O reservatório é dito não-elevado quando está ao nível do solo (semienterrado ou subterrâneo). Nessas condições, o abastecimento dos hidrantes ou mangotinhos (com vazão de água e de pressão) é mantido por meio de bombas de recalque com acionamento automático.
Quando o reservatório acumula água, tanto para consumo normal da empresa como água para o sistema de combate a incêndio, é importante salientar que o ponto de captação da água para consumo, no reservatório, deverá ser colocado num nível mais alto do que ponto de captação de água para o combate a incêndio. Assim, sempre será preservado o volume de água, previsto no projeto, para o sistema de combate a incêndio da empresa.
Bombas de recalque para sistema de combate a incêndio
A finalidade das bombas de recalque d’água é suprir os sistemas de combate a incêndio não-elevados com a vazão de água e de pressão necessária para que todo o sistema tenha a mesma eficiência. De acordo com a NBR 13714:2000, as bombas utilizadas nos sistemas que necessitam recalque de água devem ser do tipo centrífuga (Figura 4.2), acionadas por motor elétrico ou por motor de combustão interna.
Esguichos
É um dispositivo adaptado na extremidade das mangueiras que serve para dar forma, direção e controle ao jato. Os esguichos de tipo regulável (Figura 4.3) são aqueles que podem lançar água sob a forma de neblina ou água sob a forma de jato compacto. Já os esguichos de tipo não-regulável (Figura 4.4) são os que lançam água somente sob a forma de jato compacto.
Válvulas
As válvulas utilizadas nas tubulações dos sistemas de combate a incêndio são válvulas de bloqueio, ou seja, válvulas que permitem o controle ou o bloqueio do fluxo de água no interior da tubulação. Nas tubulações de abastecimento de água para os sistemas de hidrantes e mangotinhos, é recomendada a instalação desse tipo de válvula em posições estratégicas – previstas no projeto hidráulico –, pois, quando houver a necessidade de manutenção em determinado trecho da malha hidráulica, este poderá ser fechado sem comprometer o abastecimento para o restante do sistema (Figura 4.5).
As válvulas que cortam o abastecimento de água para qualquer trecho do sistema, quando forem fechadas, devem indicar tal posição. Dessa forma, será fácil saber que a válvula está fechada, comprometendo o abastecimento do sistema de combate a incêndio.
Para evitar que válvulas do sistema de combate a incêndio sejam fechadas por descuido, é recomendada a utilização de dispositivos de travamento (Figura 4.6) para mantê-las na posição aberta, sendo fechadas somente quando houver necessidade de manutenção do trecho.
Tubulação
Considera-se como tubulação o conjunto de tubos e de conexões (Figura 4.7) destinados a conduzir a água do reservatório até os hidrantes e mangotinhos. Segundo a NBR 13714:2000, todo e qualquer material utilizado deve ser capaz de resistir ao efeito do calor, mantendo seu funcionamento normal. Não sendo possível garantir essa situação, meios de proteção devem ser previstos pelo projetista.
2 Sistemas Fixos De Combate A Incêndio Parte 2
Mangueiras
Tipos de mangueiras
Testes realizados nas mangueiras de combate a incêndio
Inspeção e manutenção periódicas das mangueiras
3 Sistemas Fixos De Combate A Incêndio Parte 3
Chuveiro automático (sprinkler)
4 Sistemas Fixos De Combate A Incêndio Parte 4
Resumo
5 Brigada de combate a incêndio
Composição da brigada de combate a incêndio
A Associação Brasileira de Normas Técnicas elaborou a NBR 14276:2006 – Brigada de incêndio – Requisitos. Essa norma determina os requisitos mínimos para a composição, a formação e a reciclagem de brigadas de incêndio, visando, assim, preservar o patrimônio físico da empresa e, principalmente, a vida dos trabalhadores. Além disso, orienta na adoção de procedimentos que reduzam ao máximo as consequências sociais que possam advir de uma situação de descontrole em relação ao fogo.
A brigada de combate a incêndio é formada por um grupo de pessoas (trabalhadores da empresa) treinadas para atuar na prevenção em operações de salvamento e/ou no combate de um princípio de incêndio. Quando for o caso de combate, além de estar bem treinada e preparada, a brigada de incêndio deve contar com equipamentos, em perfeitas condições de uso, fornecidos pela empresa.
Na composição da brigada de incêndio, é importante que seja levada em consideração a participação de representantes de todos os setores da empresa. A pessoa que atua na brigada de incêndio é chamada de brigadista de incêndio.
Toda brigada de incêndio deve ter um responsável (o coordenador geral) que responda pela coordenação e pela execução das ações e dos planos de emergência idealizados para toda a empresa, independentemente do número de turnos de trabalho dessa empresa. O coordenador geral deve contar com alguns auxiliares, se, assim, julgar necessário. Esses auxiliares devem ser brigadistas e devem responder pela coordenação e pela execução das ações de emergência de um determinado setor da empresa, reportando-se ao coordenador geral.
O coordenador geral da brigada de incêndio é a autoridade máxima na empresa em situações de emergência. Portanto, deve ser uma pessoa com capacidade de liderança e que tenha influência nos escalões mais elevados. Será sob o comando e a supervisão dele que será montada a brigada de incêndio, bem como, os planos de emergência.
Para que o coordenador geral possa montar a brigada de incêndio e os planos de emergência, ele necessita conhecer claramente:
a) As atribuições da brigada de incêndio.
b) Os requisitos básicos para a escolha dos brigadistas.
c) O número de pessoas necessário na brigada de incêndio.
d) O organograma da brigada de incêndio.
e) O treinamento e a reciclagem da brigada de incêndio.
Atribuições da brigada de combate a incêndio
As pessoas selecionadas para comporem a brigada de incêndio devem conhecer, muito bem, suas atribuições e suas obrigações, pois delas depende o êxito das ações que serão realizadas na prevenção e no combate ao incêndio. As atribuições de uma brigada de incêndio são:
a) Atuar na prevenção:
• Conhecer, muito bem, o plano de emergência.
• Saber avaliar os riscos existentes.
• Elaborar relatórios das irregularidades encontradas.
• Encaminhar o relatório das irregularidades para a chefia.
• Inspecionar os equipamentos de combate a incêndio.
• Inspecionar as rotas de fuga.
• Orientar as pessoas.
• Participar dos treinamentos.
b) Atuar, de acordo com sua atribuição, no plano de emergência, quando necessário.
Requisitos básicos para ser brigadista
O candidato ou pessoa escolhida para participar da brigada de incêndio deve atender a certos requisitos ou, pelo menos, ao maior número de critérios determinados pela NBR 14276:2006. Os requisitos básicos são:
a) Permanecer na empresa durante o seu turno de trabalho.
b) Possuir boa condição física e boa saúde.
c) Possuir bom conhecimento das instalações.
d) Ter mais que 18 anos.
e) Ser alfabetizado.
Toda pessoa selecionada ou escolhida para fazer parte da brigada de incêndio deve frequentar um curso com carga horária mínima definida nos Anexos A e B da norma citada. Em todo curso de brigadista, deverá ser cobrado, em prova escrita, os conteúdos teóricos ministrados, conforme determinação do Anexo B, da NBR 14276:2006, além de avaliação de desempenho nos exercícios práticos.
6 Brigada De Combate A Incêndio Parte 2
Determinação do número de brigadistas
Número de pessoas da população fixa
Classe de ocupação
Grau de risco do incêndio
Exemplo 1
Resolução
a) Ocupação/uso
7 Brigada De Combate A Incêndio Parte 3
b) População fixa da farmácia
c) De posse de todos os dados, voltamos ao Anexo A (Quadro 5.4)
Exemplo 2
Resolução
a) Cálculo do número de pessoas brigadistas do setor administrativo
Cálculo
8 Brigada De Combate A Incêndio Parte 4
b) Cálculo da brigada de incêndio do setor industrial
Organograma da brigada de incêndio
Treinamento e reciclagem da brigada de combate a incêndio
Resumo
9 Plano de abandono de área
Requisitos para elaboração do plano
O plano de abandono de área é um plano que complementa o Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) e cada empresa deverá montar o seu. Não existe uma fórmula pronta para elaboração de um plano de emergência, pois cada empresa tem as suas particularidades, as quais deverão ser consideradas no momento da elaboração deste. O plano de abandono de emergência contra incêndio é normatizado pela NBR 15219:2005, da ABNT, a qual determina requisitos mínimos necessários para a elaboração, a implantação, a manutenção e a revisão dos planos de emergência contra incêndio das empresas.
A função primordial de um plano de emergência e de abandono de área é preservar a vida, proteger o patrimônio físico e o meio ambiente, adotando medidas que possibilitem a rápida e eficiente atuação das pessoas que compõem a brigada de incêndio e de abandono em situações de emergência.
Toda edificação, por intermédio de seu responsável legal, é obrigada a manter um plano de emergência elaborado e documentado por profissional habilitado. As únicas edificações que não precisam elaborar o plano de emergência são as residências unifamiliares.
Para elaborar um plano de emergência, alguns fatores devem ser levantados e analisados. De posse desses conhecimentos se terá subsídios para a elaboração de um plano de emergência detalhado que possa atender às necessidades da empresa e do entorno dela. As informações iniciais a serem levantadas e analisadas são:
Localização
Um detalhamento da localização da empresa ajuda na elaboração do plano de emergência. Nesse detalhamento, é importante descrever a localização da empresa, se esta se localizada em área urbana ou rural, quais são as características da redondeza, a distância de outras edificações, os riscos aos quais a empresa está sujeita em relação às empresas vizinhas, a distância do grupamento de bombeiros da região, entre outros dados relevantes.
Tipo de construção
Na descrição do tipo de construção, é importante especificar o material que foi usado para construir a parte estrutural, as paredes internas e as divisórias – se é alvenaria, concreto, material metálico, madeira, compensado, gesso acantonado, etc.
Classe de ocupação
A classe de ocupação é a descrição pormenorizada dos riscos que envolvem as atividades desenvolvidas na empresa, por exemplo: se a empresa desenvolve atividade industrial, se desempenha atividade simplesmente comercial, prestação de serviços, etc.
Tipo de população
É importante neste item determinar com precisão o tipo de população que circula pela edificação (população fixa, população flutuante), as características dessas populações (se portadoras de necessidades especiais ou não, o nível de escolaridade), enfim tudo que poderá contribuir para a elaboração do plano de emergência.
Horário e turnos de trabalho
Outro fator importante e não menos fundamental para a elaboração de um plano de emergência são os horários de expediente – turnos de trabalho, turnos de trabalho fora do expediente normal, entre outros.
Descrição dos riscos
Deve fazer parte do plano de emergência uma descrição pormenorizada dos riscos inerentes a cada setor da empresa. Sabendo-se dos riscos existentes, é mais fácil adotar medidas e treinamentos específicos para cada setor que auxiliem nos casos de emergência.
Recursos
É importante realizar o detalhamento dos recursos materiais que, neste caso, seriam os equipamentos de combate ao fogo, os sistemas de iluminação e de sinalização de emergência. Já os recursos humanos envolvem pessoas treinadas e capacitadas na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, bem como treinadas nos procedimentos para assistência de primeiros socorros e de outras situações previstas no plano. Para desempenharem suas funções, essas pessoas deverão ter total conhecimento das dependências da empresa e do plano de emergência.
O plano de emergência, após elaborado e aprovado, deverá ter ampla divulgação para que todos tenham conhecimento sobre este e, principalmente, saibam como proceder nos casos de emergência.
Para que um plano de emergência funcione, no momento de uma emergência real, é preciso que todos saibam o que fazer. Portanto, é necessária a realização de treinamentos teóricos e de exaustivos treinamentos práticos. Os treinamentos práticos são exercícios de emergências simulados que poderão ser realizados de forma parcial (por setores) ou completa (em toda a empresa).
Sempre, após os treinamentos, deve ser realizada uma reunião com os responsáveis pela implantação e pela execução do plano de emergência e com seus auxiliares para uma avaliação (correção das falhas ocorridas e realização das adequações necessárias). Em todas as reuniões, deve ser lavrada uma ata do que foi discutido, conforme NBR 15219:2005. Na ata, deverá constar, no mínimo, as seguintes informações:
• Data e horário do treinamento.
• Tempo gasto no abandono das áreas.
• Tempo gasto no atendimento de primeiros socorros.
• Avaliação da atuação dos profissionais envolvidos.
• Comportamento das pessoas envolvidas.
• Participação do corpo de bombeiros e tempo gasto para a sua chegada.
• Ajuda externa – plano de auxilio mútuo (caso exista).
• Falhas em equipamentos.
• Falhas operacionais.
• Demais problemas levantados.
Para facilitar o desempenho das pessoas, numa situação de emergência, é importante que seja elaborado um fluxograma determinando os passos a serem seguidos (Figura 6.1). O fluxograma de atuação e de resolução de problemas deve ser elaborado conforme a necessidade e os riscos inerentes e particulares de cada empresa.
O exemplo do plano de emergência contra incêndio a seguir não está reproduzido na íntegra, pois seria muito extenso para fazer parte desta apostila. Suprimimos detalhes, como plantas baixas, mostrando as rotas de fuga, as plantas de localização dos riscos e a descrição dos mesmos, as responsabilidades de cada componente da brigada de evacuação, entre outros, pois são particulares, sendo determinados conforme as necessidades de cada empresa.
1. Descrição
Colégio Técnico Industrial de Santa Maria – CTISM.
1.1. Localização
Endereço: Av. Roraima, prédio 05.
1.2. Características da vizinhança
Prédio com bom afastamento físico de outras edificações, com exceção da parte de trás do prédio, em que a distância do prédio vizinho (Imprensa Universitária) é de 1 metro.
10 Plano De Abandono De Área Parte 2
1.3. Distância do grupamento de bombeiros
1.4. Construção
1.5. Área construída
1.6. Tipo de ocupação
1.7. População
1.8. Horário de funcionamento
1.9. Recursos humanos
1.10. Recursos materiais
1.11. Rotas de fuga
2. Procedimentos básicos de emergência
2.1. Alerta
2.2. Análise da situação
2.3. Pessoa responsável pelo apoio externo
2.4. Atendimento de primeiros socorros
2.5. Eliminação de outros riscos
2.6. Abandono de área
2.7. Investigação
11 Prática de utilização de extintores
Aplicação dos conhecimentos
Resumo
12 Projeto de distribuição de extintores portáteis de incêndio
Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI)
Um projeto de prevenção e combate a incêndio é muito maior que apenas a elaboração do projeto para a distribuição de extintores portáteis nos setores da empresa. Para que um projeto de prevenção e combate a incêndio – o chamado PPCI – seja o mais eficiente e seguro possível, ele deverá ser incluído no projeto arquitetônico da empresa e ser concebido juntamente com este. Além da simples distribuição dos extintores, deve ser previsto, também, para maior proteção, os seguintes itens:
• Resistência ao fogo das paredes e divisórias sem função estrutural – NBR 10636:1989.
• Vias de acesso e de evacuação para pessoas portadoras de necessidades especiais – NBR 9050:2005.
• Saídas de emergência em edificações – NBR 9077:2001.
• Sistemas de detecção e de alarme de incêndio – NBR 17240:2010.
• Rede elétrica – NBR 5410:2008.
• Proteção contra descarga elétrica atmosférica – NBR 5419:2005.
• Sistema hidráulico contra incêndio, hidrantes e mangotinho – NBR 13714:2000, quando necessário.
• Sistema de proteção por chuveiros automáticos – NBR 10897:1990, quando necessário.
• Sistema de iluminação de emergência – NBR 10898:1999.
• Símbolos gráficos para projeto de proteção contra incêndio – NBR 14100:1998.
• Central de GLP – NBR 15526:2009, quando necessário.
• Portas corta-fogo para saídas de emergência – NBR 11742:2003.
• Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – NBR 13434-1:2004.
• Cor para segurança – NBR 7195:1995 e NR 26:1978.
E, todas as outras normas as quais cada uma das normas acima referenciar, além do Código de Posturas do município e da lei estadual.
Vistoria
Todo projeto de PPCI deverá ser vistoriado pelo grupamento de bombeiros da região, conforme determinação legal. Um PPCI deverá conter, no mínimo, as seguintes informações:
a) Memorial descritivo, normalmente encontrado no Código de Posturas do município, contendo:
• Classificação dos riscos a serem protegidos e do sistema adotado.
• Identificação das capacidades extintoras.
• Especificação dos aparelhos.
b) Planta baixa em escala de até 1:300, devidamente convencionada:
• Os diversos riscos isolados a serem protegidos, conforme critério de isolamento de riscos previstos pela Tarifa de Seguro Incêndio do Brasil (TSIB), através de numeração por algarismo arábico.
• Paredes, grades ou quaisquer obstáculos que impeçam a passagem dos extintores e seus operadores.
c) Identificação do estabelecimento e do projetista, tanto nos memoriais quanto nas plantas.
Distribuição de extintores portáteis de incêndio
Como mencionamos anteriormente, a execução de um PPCI requer, também, um projeto de distribuição dos extintores que deve ser realizado por profissional habilitado e que deverá seguir a legislação vigente. Com o projeto de distribuição pronto, deverão ser preenchidos os memoriais descritivos e, juntamente com a planta baixa, deverão ser entregues para aprovação no grupamento de bombeiros.
Após aprovação do projeto pelo grupamento de bombeiros, deve ser executada a instalação dos equipamentos, conforme projeto. A instalação dos equipamentos portáteis deve ser vistoriada pelo mesmo profissional habilitado, pois, após a instalação, deve-se requerer, junto ao grupamento de bombeiros, a vistoria nas dependências da empresa. A partir da aprovação do grupamento de bombeiros, pode-se solicitar o alvará de funcionamento.
Relembrando
A distribuição da capacidade extintora mínima deve seguir a recomendação da NBR 12693:2010, segundo os Quadros 8.1 e 8.2.
Risco classe C
Conforme determinação da NBR 12693:2010, os extintores para esse tipo de risco devem ser distribuídos com base na proteção do risco principal da edificação ou da área de risco, ou seja, acompanhando a mesma distribuição dos riscos classe A e B. Sempre que possível, os extintores de classe C devem ser instalados próximos a riscos especiais, mantendo-se a distância segura para o operador.
13 Projeto De Distribuição De Extintores Portáteis De Incêndio Parte 2
Recomendações para a distribuição de extintores portáteis, segundo a NBR 12693:2010
Exemplo
a) Classe de ocupação da empresa
b) A área total da empresa
c) Unidade extintora
14 Projeto De Distribuição De Extintores Portáteis De Incêndio Parte 3
Distribuição dos extintores na planta baixa