Manutenção preventiva de motores e escapamento
Mecânico de Máquinas Pesadas
1 Manutenção preventiva de motores e escapamento
Troca de óleo
Assim como os filtros, o óleo lubrificante deve ser verificado periodicamente, conforme o manual do proprietário, pois alguma irregularidade no líquido pode ocasionar problemas como borra e superaquecimento.
A melhor maneira de avaliar o estado do óleo lubrificante é por meio da análise da vareta de óleo. Se o lubrificante estiver escuro ou com impurezas, é necessário fazer a sua substituição.
A cada troca de óleo, é recomendada a substituição do filtro, respeitando o prazo definido pelo fabricante. A reposição do óleo (completar o nível) ou a mistura de óleos com especificações distintas (mineral x sintético) ou de marcas diferentes podem causar danos ao motor, diminuem a capacidade de lubrificação, formando borra e aumentando o desgaste dos componentes.
Existem duas formas para a troca de óleo: por esgotamento, que é o mais comum, em que o óleo escoa por meio da abertura do parafuso do cárter (Figura 1 );e por sucção, em que o óleo é sugado por uma máquina elétrica, com a ajuda de mangueiras, que entram no canal da vareta e vão até a piso do cárter (Figura 2).
Se for feita nas condições ideais (temperatura do motor perto dos 90ºC) essa troca é mais rápida e eficiente que a convencional.
Figura 1 :Troca de óleo por esgotamento
Figura 2:Troca de óleo por sucção
Troca das velas
Manter as velas em boas condições é essencial para o bom desenvolvimento do motor do veículo.
Alguns defeitos comuns nos veículos ocorrem por falhas de ignição,entre eles podemos destacar:dificuldade na partida do veículo,alto consumo de combustível,irregularidades no seu funcionamento,falhas durante retomadas e aumento dos níveis de emissões de poluentes.
Os manuais de manutenção e garantia de veículos possuem recomendações das montadoras e o reparador pode seguir o plano indicado para cada modelo.Em vários deles, tem a informação para que ,em veículos utilizados em condições adversas como trânsito intenso, deve-se reduzir o plano de manutenção pela metade.
Ou seja, se a montadora recomenda a troca da vela a cada 20.000 km, esta deve ser substituída ao atingir 10.000 km. Isto porque, quando o veículo está parado no trânsito, o motor está funcionando e sofrendo desgaste, porém não há aumento de quilometragem.
Várias vezes, quando a falha de ignição está no começo, ela não é percebida pelo usuário do veículo.Geralmente o ocorre em retomadas de aceleração ou cargas parciais.A partir do momento que começa a ser perceptível, é sinal que já está ocorrendo a algum tempo. Estas falhas de ignição são muito danosas ao catalisador, já que o contaminam com combustível não queimado.
A necessidade de troca de velas de ignição pode ser verificada pela quilometragem rodada ou com uma inspeção visual dos eletrodos. Uma vela nova possui cantos vivos,que proporcionam um efeito de pontas,aumentando o poder de ignição e a facilidade em saltar a centelha da vela.Com o seu desgaste, ocorre um arredondamento destes eletrodos, aumentando sua folga.Isto pode gerar o aumento da tensão necessária para que ocorra a centelha, o que danificará diversos componentes do sistema de ignição como rotor, tampa do distribuidor,cabos de ignição e até mesmo no transformador ( bobina de ignição.) Se recomenda que todas as velas de ignição sejam retiradas para inspeção a cada 10.000 km.
Alguns cuidados extras durante a troca ou a instalação da vela devem ser levados em consideração : usar a ferramenta correta e em bom estado e evitar a inclinação da chave durante o manuseio, pois , ao contrário pode provocar trincas no isolador da vela nova que nem sempre são visíveis.
Os cabos de vela são outro item importante que compõe o sistema de ignição. Eles têm um papel fundamental, pois a qualidade da combustão a ser realizada depende diretamente destes condutores. Em função disso, em seu processo de fabricação, algumas características importantes são conferidas, tais como: resistência a altas temperaturas, alta isolação contra fuga de corrente e supressão de interferências eletromagnéticas. O cabo de vela tem como função principal conduzir a alta tensão produzida pela bobina ou transformador até as velas, sem permitir fugas de corrente. Desta maneira, assegura-se uma ignição sem falhas e a perfeita combustão.
Somente cabos em boas condições poderão proporcionar energia adequada para as velas produzirem centelhas de qualidade.Se recomenda a sua substituição a cada 35.000 km ou 40.000 km.
Somente cabos em boas condições poderão proporcionar energia adequada para as velas produzirem centelhas de qualidade.Se recomenda a sua substituição a cada 35.000 km ou 40.000 km.
Troca da correia dentada
A correia dentada é um componente responsável pelo sincronismo entre a parte móvel inferior do motor e a parte superior deste, onde se encontram o comando de válvulas e suas respectivas válvulas.
Se recomenda a troca em média a cada 40.000 km.Após essa quilometragem, a correia perde sua eficiência e pode causar uma ruptura, que acarreta diversos estragos ao motor.
Em veículos que possuem o tensor da correia,este também deve ser substituído a cada troca da correia. Se a correia já não está em boas condições ,ela apresenta alguns sinais de rachaduras o alguns dentes quebrados.
Quando isso é percebido, a substituição tem que ser imediata, pois é um item relativamente barato e o rompimento danifica seriamente o motor, pois as válvulas param, mas os pistões não.
Assim, as válvulas que estiverem abertas irão ser atingidas com violência pelo pistão quando estes sobem e chegam no ponto morto superior,ocasionando empeno e , em alguns casos, a quebra das válvulas.O reparo, além da correia ,fica por conta de novas válvulas juntas,retífica do cabeçote e , dependendo do caso, até troca de pistões.
Troca de fluidos (freio/direção/radiador)
O fluído de freio pode absorver umidade e isso faz com que ele fique instável quando existem variações de temperatura.
Essa dificuldade pode ser contornada com inspeções periódicas, checando-se o nível do reservatório, e conferindo-se o estado geral e também se há algum vazamento no sistema.Uma vez por ano é importante fazer a limpeza do sistema, seguindo rigorosamente as informações do fabricante que constam do manual do proprietário.
Existe no mercado um medidor de porcentagem de água no sistema de freio. Se for usado esse equipamento e constatado que há 3% de água, o fluido de freio não está desempenhando seu papel como deveria e tem que ser substituído imediatamente, considerando que é de suma importância para a segurança de quem conduz e dos passageiros do automóvel.
Além do medidor,chamado pena de teste de fluido,existe no mercado uma máquina de sucção que, ao mesmo tempo que puxa todo o fluido velho, injeta fluido novo sem ter que fazer as famosas “bombadas”, sendo muito mais rápida e eficiente que o método tradicional.
As especificidades do fluido variam de acordo com o modelo do carro, e devem ser seguidas de acordo com as instruções do fabricante.
Direção hidráulica
A troca do fluido de direção hidráulica é recomendada pela maior parte dos fabricantes, a cada 50.000 km.O maior índice de defeitos que ocorre nas direções hidráulicas é o vazamento de óleo, devido ao desgaste natural dos componentes internos. Esse defeito não pode ser reparado e as peças devem ser substituídas. A especificidade do fluido (e não a marca do produto) deve ser seguida de acordo com a orientação do fabricante.
Radiador
A principal função do radiador é refrigerar o motor,evitando o superaquecimento. Uma falha no sistema de arrefecimento,como um vazamento ou mesmo o nível baixo de água,pode gerar sérios danos, Para evitar isso, o correto é verificar o nível de água toda semana e, uma vez por ano,realizar uma inspeção geral.
Nessa inspeção, é de grande importância fazer a limpeza, que consiste em esgotar toda a água, limpar o radiador, conferir as mangueiras de borracha. Assim o sistema se mantém livre de resíduos que podem impregnar o bloco e diminuir a eficiência na refrigeração do motor.
A falta de água no arrefecimento faz o motor ferver e a consequência é uma só, o motor poderá fundir. Também é importante o uso do aditivo para água. Somente o uso de aditivo não é recomendado em nenhuma hipótese. O componente do aditivo prevê a adição proporcional de água. Essa quantidade pode variar conforme o fabricante e sua função só será eficaz se a formulação estiver em ordem, nesse caso com a devida proporção de água.
Verificações de níveis
Para conseguir economia, bem como para maior durabilidade e conservação do automóvel,todos os componentes que trabalham com óleo,fluido ou água deverão ser inspecionados regularmente, obedecendo as orientações com relação ás especificidades de acordo com o fabricante. O ideal é que seja uma e vez por semana.
Carroceria
Se o veículo passou por algum incidente, como um buraco mais profundo ou uma pancada em algo solto na estrada, é importante fazer uma checagem para constatar algum dano, antes que esse dano aumente e traga consequências desagradáveis
2 Escapamento
O sistema de escapamento tem uma função decisiva dentro de três condições específicas:
Proteção do meio ambiente, contribuindo com a redução dos poluentes nocivos nos veículos com catalisadores.Conforto acústico, reduzindo os prejuízos sonoros internos e externos.Atuação do motor, contribuindo com a melhora da potência, torque e consumo.
Trata-se de um produto de alta tecnologia, que obedece a rigorosas normas em matéria de legislação sobre o meio ambiente e acústica e que responde precisamente ao manual de especificações estabelecido por seus construtores.
Apresentação do equipamento
A linha do escapamento vai do motor até a traseira do veículo, sem estar visível. Juntos, os elementos que constituem a linha de escapamento tem cerca de 3 metros. Sua forma varia em função da motorização e do tipo do veículo.
Canalisar e dissipar o gás saído da queima do combustível.
Dentro de um motor à combustão, a mistura queimada é recolhida pelo coletor do escapamento, depois encaminhado na direção do cano de expansão, do silencioso e abafador.
O Escapamento
O escapamento é um condutor que possibilita ao automóvel encaminhar os gases do resultado da explosão para fora do ambiente do motor, além de influenciar no desenvolvimento do motor. Geralmente, são produzidos com materiais inoxidáveis devido a forte corrosão causada pelos gases, além de materiais filtrantes. A sua aplicação é mais conhecida em automóveis,m as se dá em uso de qualquer motor a explosão, além de geradores embarcações e trens.
O escapamento influencia diretamente no desempenho e potência do motor, pois é ele que é responsável pela liberação dos gases, se os gases tiverem dificuldade para sair, o motor trabalhará com menor desempenho, porém se as saídas estiverem muito liberada, o motor causará esforço desnecessário.
Reduzir as emissões térmicas
Na entrada do coletor, o gás da combustão apresenta uma temperatura na ordem de 900 º C. Esse calor irá apresentar um perigo se estiver sendo liberado diretamente. O contato com o ar e com a superfície da linha do escapamento contribui par a baixar a temperatura.
Diminuir o nível sonoro
As combustões provocadas pelo ciclo do motor produzem barulho. O silencioso atenua esse prejuízo acústico.
Para que serve o catalisador
O princípio do catalisador é muito importante para os construtores automobilísticos. Existe sempre a preocupação com o meio ambiente e com as normas internacionais em matéria de despoluição.
A função do catalizador:
Ele é destinado a diminuir, a catalisar os gases nocivos resultantes da combustão: monóxido de carbono, hidrocarbono e óxido de nitrogênio. A catalisação é um fenômeno que, por meio de um catalisador, favorece as reações químicas.
Descrição:
O catalisador é constituído de uma caixa de aço inoxidável, de um isolante térmico e de um suporte em ninho de abelha (colméia) impregnado de metais preciosos, tal como platina e radio (ródio).
Princípio de funcionamento:
Em contato com os metais preciosos, uma reação química transforma os poluentes em gases menos tóxicos. As matérias ativas (platina e ródio) servem unicamente para melhorar essa reação química, de onde vem o nome catalisador.
O que provoca a deterioração do cano de escapamento?
Dirigir na cidade é o principal fator de deterioração do cano de escapamento.
Ao contrário ao que todos pensam, não são os longos percursos nas estradas que aceleram a deterioração dos canos de escapamento. Os danos mais graves acontecem em circulação urbana. A linha do escapamento atinge sua temperatura normal de funcionamento após um mínimo de 5 Km, assim os pequenos percursos urbanos são propícios à condensação dos gases.
Os canos se enchem de água ácida, que ataca as chapas interiores. A isso, podem-se somar as variações de calor causadas pelas freqüentes aceleradas e desaceleradas do motor.
Não negligenciar os eventuais choques sofridos na caixa debaixo do veículo (quebra-molas. lombadas). A duração de uma linha de escapamento é abreviada pela utilização permanente em meio urbano. Em contrapartida, a utilização de táxis e veículos que percorrem longas distâncias assegura uma vida útil maior.
Não se esqueça de que o bom estado dos elementos dos motores (velas, filtro de ar, saída do gás) assegura uma vida útil maior do catalisador.
Lembre-se que os catalisadores são frágeis e podem sofrer danos ou serem destruídos se o sistema de ignição apresentar defeitos (velas soltas), ou se forem utilizados aditivos para lubrificantes ou combustíveis não homologados que contenham chumbo. Quando o escapamento é danificado, além de ocasionar danos sonoros, pode causar sérios problemas ao motor.
Funções básicas dos escapamentos:
- Reduzir os ruídos produzidos pelo motor;
- Manter a pressão ideal, para o bom funcionamento do motor;
- Conduzir os gases nocivos à saúde e ruídos para longe da cabine.
- Liberação eficiente dos gases resultantes da combustão
- Redução dos ruídos resultantes da explosão
- Auxilio na vida útil do motor
- Controle e economia de combustível
- Redução da emissão de poluentes
O sistema do escapamento
O sistema de escapamento serve para canalizar, resfriar e eliminar os gases que são produzidos durante a combustão, eliminando os ruídos.
As principais partes dos sistema de escapamento são:
- Tubo dianteiro / primário: É conectado ao motor. Sua função é coletar os gases e encaminhar estes para as partes seguintes do sistema. Os gases podem atingir temperaturas de saída em torno de 100 graus centígrados.
- Catalisador: Se transforma através de reação química os gases nocivos em elementos não contaminantes.
- Tubo intermediário:Reduz e esfria os gases.
- Silencioso intermediário:Redutor do nível sonoro, velocidade, temperatura e pressão dos gases.
- Silencioso traseiro: Redução final do nível sonoro.
Os riscos de um escapamento em mau estado:
Penalização por ultrapassar os limites legais de ruídos;
Possibilidade de causar sonolência e distúrbios físicos no motorista e passageiros por infiltração de gases no interior do veículo;
Acidentes imprevisíveis por perda de componente do sistema;
Falta de força no motor por perda de potência devido a danos no tubo do escapamento;
Maior consumo de combustível para compensar a perda de potência.
3 Manutenção do escapamento
Evite ruas esburacadas ou com paralelepípedos, que ocasionam as vibrações que induzem quebrar as soldas que unem o cano de escapamento.
Não modifique o cano de escapamento, visto que essa modificação se não for bem feita, pode danificar outros sistemas do carro.
É de grande importância manter o sistema de escapamento de seu veículo sempre perfeitamente revisado, não apenas para diminuir a poluição sonora e do ar causada pelos ruídos e gases emitidos por um escapamento mal conservado mas também para melhorar o conforto e a segurança de quem está no veículo. A revisão deve ser feita de seis em seis meses.
Excesso de ruído: as causas prováveis são o miolo do silencioso ou abafador solto ou corroído pela ferrugem, ou ainda o esvaziamento da lã de vidro do miolo do silencioso. A solução é substituir por uma peça nova.
Vazamento de gases: as causas prováveis estão relacionadas a falta de aperto em alguma braçadeira ou rompimento de alguma junta ou encaixe. A solução é dar o aperto necessário nas braçadeiras, fixar suportes e coxins sem forçar o conjunto, usar corretamente o vedador em todas as flanges e juntas. Eventualmente será necessário substituir por uma peça nova.
Quebra de parte do sistema de escape: as prováveis causas são braçadeira, suporte ou coxim quebrados, conjunto torcido, corrosão por ferrugem ou danos por acidente. A solução é revisar o sistema e substituir as partes danificadas por novas.
Vibrações na carroceria: as causas prováveis estão relacionadas a suporte quebrado ou trincado, ou conjunto muito próximo do assoalho do veículo. A solução está em verificar todos os suportes, coxins e braçadeiras, manter o conjunto na distância adequada do fundo do veículo e não usar solda nas partes trincadas.
Quebra do tubo coletor: a causa provável é a fixação irregular do coletor e excesso de vibração. A solução é reapertar os parafusos para que não provoquem vibrações. Eventualmente será necessário substituí-los por novos.
Quebra de suportes, braçadeiras e coxins: a causa mais provável é o tempo de uso ou a instalação forçada. A solução é trocar os itens por novos, evitando instalar com torção.
Estouros: a causa está relacionada provavelmente a furos no sistema de escapamento. A solução é substituir a peça furada por uma nova.
Aquecimento do assoalho do carro: a causa provável é que alguma parte do sistema de escapamento esteja trincada ou que o conjunto esteja muito próximo do assoalho. Para solucionar é preciso verificar se o sistema não está trincado e manter o conjunto a uma distância adequada do fundo do carro.