Inicialização em Rigger Sinaleiro

Rigger Sinaleiro

1 Definição de Rigger Sinaleiro

Em contextos industriais, a função de um "rigger" está relacionada ao içamento e movimentação de cargas usando equipamentos como guindastes, talhas e outros dispositivos de elevação. O termo "Rigger Inicialização" pode referir-se ao processo de preparação e organização necessário antes de realizar operações de içamento. "Sinaleiro" refere-se à pessoa responsável por dar sinais e comandos ao operador do guindaste durante o levantamento de cargas.

Vamos entender cada termo:

Rigger (Içador):

Um rigger é um profissional especializado em movimentação de cargas. Eles são responsáveis por preparar e organizar as operações de içamento, garantindo que as cargas sejam movimentadas com segurança. Os riggers são treinados para usar equipamentos como guindastes, talhas e outros dispositivos de elevação.

Sinaleiro:

O sinaleiro, por sua vez, é o profissional encarregado de dar sinais e comandos ao operador do guindaste durante as operações de movimentação de cargas. Esses sinais são cruciais para garantir que a carga seja movida de maneira segura e eficiente. A comunicação entre o sinaleiro e o operador do guindaste é fundamental para evitar acidentes.

Rigger Sinaleiro:

Um profissional que desempenha as funções tanto de rigger quanto de sinaleiro. Isso significa que essa pessoa é treinada para realizar as tarefas de preparação e organização (rigging) antes das operações de içamento, além de fornecer os sinais necessários (sinaleiro) durante o processo.

Em resumo, um "Rigger Sinaleiro" é alguém que possui habilidades e treinamento em ambas as áreas, desempenhando um papel integral no processo de movimentação de cargas pesadas.

2 Padrões de Segurança

Os operadores e sinaleiros de máquinas devem obrigatoriamente passar por treinamento e obtenção de credenciamento específico para suas funções. O responsável pela manipulação de carga deve realizar o isolamento físico da área de trabalho, utilizando fitas e sinalizações por meio de placas. A presença de pessoas não envolvidas nos serviços é estritamente proibida durante a movimentação da carga.

A realização de trabalhos de movimentação de carga não é permitida em condições adversas, como dias chuvosos, ventos intensos ou iluminação inadequada. O uso de equipamentos movidos por motores a explosão em áreas industriais requer a obtenção de Permissão para Trabalho e Análise Preliminar de Riscos (APR), seguindo os procedimentos estabelecidos.

Certas práticas são expressamente proibidas, incluindo a circulação e permanência de pessoas sob carga suspensa, o movimento simultâneo de pessoas e cargas, e a operação de equipamentos sem a assistência de sinaleiros credenciados quando a visibilidade do operador for limitada. Antes de iniciar qualquer movimentação, o operador deve estar ciente do peso da carga, sendo necessário pesá-la ou calcular o peso caso haja dúvidas.

Todos os equipamentos devem ser operados em conformidade com as especificações do fabricante, respeitando as limitações de velocidade, peso e altura estabelecidas para cada área de trabalho. Carona em máquinas tipo RT, que possuem cabines para apenas um ocupante, é proibida. Antes da operação, é importante remover lama e graxa dos sapatos, utilizar as escadas de acesso recomendadas e seguir as orientações do fabricante.

A manutenção de uma distância mínima entre os equipamentos de movimentação de cargas e as redes elétricas é fundamental. Nenhuma parte do guindaste ou da carga deve ultrapassar a "zona proibida" em torno de linhas energizadas. O cliente que solicita um guindaste, especificando a capacidade necessária, é responsável pelos cálculos e avaliações dos serviços a serem executados.

3 Controle de Cargas

Centro de gravidade do guindaste

Centro de gravidade é o ponto de um objeto no qual pode ser considerado que todo peso esta ali concentrado. Como todos os objetos, os principais componentes dos guindastes têm seus respectivos CGs

Quando estes componentes são montados no guindaste, o mesmo tem um centro de gravidade combinado.

Principio da Alavanca

O principio da alavanca é usado para determinar as capacidades tabeladas.

Alavanca e Estabilidade

À medida que a estrutura do guindaste superior gira, o deslocamento do centro de gravidade ocorre em direção ao eixo de tombamento do guindaste. Esse deslocamento tem como efeito aumentar a alavanca exercida pela carga no guindaste, resultando na redução da capacidade de carga do equipamento. Esse fenômeno explica por que um guindaste pode tornar-se instável, podendo até tombar, especialmente quando uma carga é içada pela frente de um guindaste RT e, em seguida, girado lateralmente.

É imperativo verificar sempre a tabela de carga antes de realizar qualquer operação de içamento. A estabilidade de um guindaste é determinada pelo equilíbrio entre o momento gerado pela estrutura do guindaste e o momento exercido pela carga. Quando o momento total é superior ao momento exercido pela carga, o guindaste permanece estável. Consultar as especificações e garantir que o momento resultante seja favorável é crucial para evitar situações de instabilidade que poderiam levar ao tombamento do guindaste.

A maioria dos guindastes montados sobre cavalo tem sua capacidade máxima pela traseira. Quando o upper é girado para a lateral, a capacidade será menor porque a distância do centro de gravidade do guindaste ao eixo de tombamento é diminuída. A maioria dos fabricantes não permitem o içamento de cargas pela frente da máquina a menos que a patola dianteira esteja apoiada

Taxa de Inclinação

Conforme o guindaste inclina, o movimento exercido pela carga aumenta e o exercido pelo guindaste diminui. Isto pode ocorrer rapidamente, tornando-se impossível retornar a posição inicial pelo abaixamento da carga.

Fatores de estabilidade frontal

Estabilidade dianteira é definida como a capacidade do guindaste resistir a tombamento frontal. Quando do desenvolvimento das cargas tabeladas pela estabilidade, os fabricantes reduzem as cargas de tombamento por um percentual estabelecido por padrões internacionais

Fatores de Estabilidade Traseira

Geralmente, nossa preocupação central está voltada para o risco de tombamento para frente, especialmente na direção da carga. No entanto, é importante observar que os guindastes também podem apresentar risco de tombamento pela traseira. A estabilidade traseira refere-se à capacidade do guindaste de resistir ao tombamento quando não há carga sendo içada.

As margens de estabilidade traseira são calculadas com base em condições específicas, incluindo:

  • - Inclinação lateral

  • - Nivelamento dentro de 1% em solo firme

  • - Manutenção de todos os tanques com pelo menos metade de sua capacidade

  • - Outros níveis de fluido conforme especificações indicadas

Garantir essas condições é crucial para assegurar a estabilidade traseira do guindaste, minimizando assim o risco de tombamento quando não há carga aplicada. Essas medidas visam manter o equilíbrio e a segurança operacional do guindaste em diversas situações.

Carga nas rodas do guindaste não menos do que 15% do seu peso total

Limitações de capacidade

Sobrecarga no guindaste pode causar tombamento ou falha estrutural

Bases para as capacidades tabeladas

Todas as capacidades de carga listadas na tabela de carga são baseadas na resistência estrutural ou na estabilidade do guindaste. Estas capacidades são normalmente identificadas pela divisão da tabela de carga através do uso de linha preta, asteriscos ou área sombreada.

Componentes que podem falhar por sobrecarga

Guindastes não estão sujeitos simplesmente a tombamento. Eles podem ter uma falha estrutural antes mesmo de qualquer sinal de tombamento. A falha estrutural é freqüentemente inesperada, especialmente quando o operador está trabalhando na área estrutural e está esperando que a máquina de sinal de tombamento para que ele avalie a sobrecarga. Ao lado são mostrados alguns componentes que podem falhar.

A correta capacidade de içamento é o principal objetivo de interpretar e aplicar a tabela de carga. Para determinar a capacidade de içamento do guindaste existem certos passos ou procedimentos que devem ser seguidos, nos quais iremos apresentar nos próximos capítulos.

4 Configuração do Guindaste

A escolha adequada da tabela de carga será determinada pela extensão dos estabilizadores, esteiras, pneus, entre outros elementos. O guindaste deve ser configurado de acordo com os requisitos estabelecidos pelo fabricante na tabela de carga utilizada. Algumas das solicitações mais frequentes incluem o tipo de lança treliçada e sua sequência, a quantidade de contrapesos, a posição do mastro, entre outros.

É importante observar que a prática de levantamento "sobre pneus" geralmente não é permitida em guindastes montados sobre caminhões comerciais. Sempre consulte a tabela de carga para garantir a conformidade com as diretrizes de segurança e capacidade do guindaste.

5 Áreas de Operação

As áreas de operação, também conhecidas como quadrantes, correspondem a segmentos específicos do círculo de trabalho do guindaste. O tamanho de cada área pode variar entre modelos e fabricantes. Algumas tabelas de carga são aplicáveis a uma operação de 360º. Antes de iniciar as operações, é crucial consultar a tabela de carga específica da máquina em questão.

Os quadrantes típicos incluem:

  • Lateralmente

  • Na parte traseira

  • Na parte frontal

Cada um desses quadrantes representa uma direção específica em relação ao guindaste e suas capacidades de carga associadas. Certificar-se de entender e seguir as orientações para cada quadrante é essencial para garantir a segurança e a eficiência operacional.

Existem dois tipos de áreas de operação para os guindastes de esteira: aqueles baseados no centro de rotação do upper e aqueles baseados na linha de centro das esteiras.

Guindaste de esteira com mesa de giro centrada. Áreas de operação baseadas no centro de rotação upper.

Guindaste de esteira com mesa de giro centrada Áreas de operação baseadas na linha de centro das esteiras

6 Comprimento da Lança

O significado do termo "comprimento da lança" na tabela de carga nem sempre é uniforme. Em algumas situações, o termo engloba a extensão total da lança, enquanto em outras não. Certifique-se de compreender a definição específica de "comprimento da lança" conforme indicado na tabela de carga. Geralmente, isso é conforme exemplificado abaixo.

Comprimento de lança exato na tabela

Comprimento de lança entre valores listados na tabela

Por causa da versatilidade do guindaste de lança telescópica é comum quando executamos um içamento encontrarmos valores de lança intermediários aos existentes na tabela de carga.

Sempre use a menor capacidade seja do comprimento de lança maior ou menor. Nunca interpole ou divida a diferença.

7 Raio de Carga

O raio de carga é a distância horizontal medida do centro de giro até a linha central do moitão ou ao centro de gravidade da carga que está sendo içada.

A menos que indicado pelo fabricante, use o raio de operação ao invés do ângulo da lança para determinar a capacidade bruta.

Raio de Carga entre valores listados na tabela

Use o raio mais longo quando o raio de carga estiver entre os valores listados na tabela. Nunca interpole ou “divida a diferença” dos valores tabelados.

8 Ângulo da Lança

O ângulo da lança nos guindastes de lança telescópica é o ângulo entre a linha de centro da lança base e a horizontal depois de içada a carga.

O ângulo da lança nos guindastes treliçados é o ângulo entre a linha de centro da lança e a horizontal depois de içada a carga.

9 Capacidade Bruta

A capacidade bruta, também conhecida ocasionalmente como capacidade tabelada, é listada nas tabelas de carga com base no comprimento da lança, ângulo da lança e raio. Importante notar que as capacidades brutas não representam as cargas máximas ou os objetos que podem ser içados.

10 Deduções de Capacidade

Os acessórios de içamento podem adicionar uma carga significativa ao guindaste, podendo reduzir sua capacidade de maneira substancial. Todos os acessórios de içamento devem ser tratados como parte da carga total e devem ser subtraídos da capacidade bruta ou tabelada do guindaste.

Dependendo da posição em que se encontram, os acessórios de içamento podem ter um peso aparente menor ou até mesmo maior do que seu peso real. É de extrema importância que todos os acessórios utilizados no içamento sejam devidamente considerados, levando em conta sua localização específica.

Carga Dinâmica

As capacidades do guindaste são calculadas com base em cargas estáticas ou estacionárias. As forças geradas pelo movimento da carga e pelos acessórios afetam a capacidade do guindaste de maneira semelhante ao aumento do peso da carga. É crucial evitar trancos e movimentos bruscos durante as operações. Sempre opere o guindaste de maneira suave e controlada, evitando comportamentos imprudentes. Evitar ações precipitadas é essencial para garantir a segurança e a eficiência durante o içamento.

Carga Total

Carga total é a combinação de forças produzidas pelo peso real da carga, acessórios e o movimento destes.

11 Capacidade de Içamento

Se o guindaste não estiver adequadamente equipado, sua capacidade de içamento pode ser inferior à capacidade líquida, e pode acontecer que o guindaste não seja capaz de içar a carga líquida com segurança. Nessas situações, a capacidade fica restrita à capacidade do componente mais fraco, como o cabo de içamento ou o moitão. A carga total não pode ultrapassar a capacidade do componente mais fraco.

Exemplo:

12 Número de Pernas

O número de pernas refere-se ao número de cabos de carga que suportam diretamente o moitão. Para prevenir a ruptura do cabo de carga e garantir a segurança no içamento, é necessário passar pelo menos o número mínimo de pernas do cabo de carga através do moitão.

Use a formula a seguir para determinar o número mínimo de pernas para içar a carga liquida.

13 Inspeção Pré-Operacional

Capacidade de carga das lingadas:

Para garantir que a lingada não seja sobrecarregada, é imprescindível observar a capacidade de carga indicada na tabela correspondente à lingada em uso. A capacidade de carga especificada na tabela da lingada define o limite máximo de carga que pode ser aplicado de forma segura.

Ao consultar uma tabela de carga, é fundamental certificar-se de que ela corresponde à lingada específica em questão e que está em conformidade com suas especificações. Não é permitido utilizar uma tabela que abranja todas as lingadas de um determinado fornecedor, pois cada configuração de lingada pode ter capacidades distintas e requisitos específicos. O uso da tabela correta é essencial para garantir a segurança e a eficácia do transporte da carga.

Inspeção e Substituição das Lingadas

Antes de utilizar qualquer acessório, o responsável pela amarração da carga deve garantir, pelo menos visualmente, que esses acessórios estão em condições adequadas para uso. Todas as inspeções e testes de carga devem ser conduzidos conforme as recomendações do fabricante ou as normas aplicáveis, sendo de responsabilidade da contratada realizar essas verificações. Se solicitado pela fiscalização, a contratada deve apresentar comprovantes dessas inspeções.

Todas as lingadas que não passarem nessas inspeções ou testes devem ser consideradas como reprovadas, sendo necessário inutilizá-las e descartá-las. Isso é crucial para garantir a segurança e a conformidade com os padrões estabelecidos.

Freqüência de inspeção

É de extrema importância que os guindastes sejam submetidos a inspeções regulares. Uma inspeção frequente, comumente denominada inspeção pré-operacional, deve ser realizada por uma pessoa competente antes de cada utilização do guindaste. Geralmente, essa responsabilidade recai sobre o operador. Dado que o guindaste deve permanecer em condições seguras de operação o tempo todo, essa inspeção essencialmente ocorre continuamente durante o uso do guindaste.

Por exemplo: A OSHA (Occupational Safety and Health Administration) também exige uma inspeção mensal dos itens críticos e uma inspeção completa anual. Ambas as inspeções devem gerar relatórios, os quais precisam ser mantidos pela empresa. Esse processo é essencial para garantir a segurança operacional e a conformidade com as regulamentações de saúde e segurança.

Itens chave para inspeção

Conforme os critérios estabelecidos pela OSHA 29 CFR 1926.550 e ANSI/ASME B30.5, bem como seguindo as instruções do fabricante presentes no manual do operador, o operador deve realizar uma inspeção mínima dos seguintes itens antes de realizar qualquer içamento:

  1. Estrutura Geral:

    • Verificar sinais de danos, trincas ou desgaste excessivo em componentes estruturais.
  2. Dispositivos de Içamento:

    • Examinar cabos, correntes, ganchos e outros dispositivos para identificar qualquer desgaste, deformidade ou dano.
  3. Mecanismos de Controle:

    • Testar os controles de operação para garantir que respondam corretamente.
  4. Sistema Hidráulico:

    • Verificar se há vazamentos de fluido hidráulico e se todos os componentes estão operacionais.
  5. Dispositivos de Segurança:

    • Avaliar o funcionamento de dispositivos de segurança, como limitadores de carga e sistemas de parada de emergência.
  6. Freios:

    • Testar os freios para assegurar sua eficácia e verificar se não há desgaste excessivo.
  7. Pneus/Esteiras:

    • Inspecionar pneus ou esteiras quanto a danos, desgaste e pressão adequada.
  8. Estabilizadores/Outriggers:

    • Verificar a condição e operação dos estabilizadores, se aplicável.
  9. Sinais de Advertência e Indicadores:

    • Certificar-se de que todos os sinais de advertência e indicadores estejam em boas condições e visíveis.
  10. Condições Ambientais:

    • Avaliar se as condições climáticas e do local são seguras para operação.

Essa inspeção pré-operacional é crucial para garantir que o guindaste esteja em condições seguras e operacionais antes de realizar qualquer içamento.

Inspeção “Walk Around”

Certamente, a inspeção "Walk around" é uma prática importante para o operador do guindaste. Além dos itens mencionados anteriormente, o operador deve realizar uma verificação visual completa, observando qualquer deficiência aparente. Algumas outras áreas específicas que também devem ser inspecionadas incluem:

  1. Cavalo ou "Carbody":

    • Examinar a parte central ou inferior do guindaste, incluindo o chassi ou base, quanto a sinais de danos, corrosão ou irregularidades.
  2. Outriggers (Estabilizadores) ou Esteiras:

    • Verificar a condição e a operação dos estabilizadores (ou esteiras, dependendo do tipo de guindaste) para garantir estabilidade durante a operação.
  3. Trem de Força:

    • Inspecionar o sistema de transmissão, motor e outros componentes do trem de força para identificar possíveis problemas.

A inspeção "Walk around" é uma prática abrangente que envolve uma análise minuciosa de todos os aspectos visíveis do guindaste. Isso ajuda a identificar precocemente qualquer irregularidade, garantindo que o guindaste esteja em condições seguras e adequadas para operação.

Inspeção no cabo de aço

A inspeção diária de todos os cabos em movimento, como o cabo de carga, jib e lança, é uma prática essencial para garantir a segurança operacional. Durante essa inspeção, que deve abranger pelo menos a quantidade de cabo que será utilizada durante o dia de operação, alguns dos itens a serem verificados incluem:

  • Evidência de Dano por Aquecimento:

    • Verificar se há sinais de dano causado por aquecimento, como mudanças na coloração ou deformações.
  • Distorção (Dobra, Amassamento, Gaiola de Passarinho, Deslocamento da Perna ou Alma):

    • Examinar o cabo em busca de distorções, como dobras, amassamentos, gaiolas de passarinho (birdcaging) ou deslocamentos na perna ou alma.
  • Corrosão:

    • Avaliar se há sinais de corrosão, especialmente em regiões expostas ao ambiente.
  • Pernas Quebradas ou Cortadas:

    • Identificar qualquer perna do cabo que esteja quebrada ou cortada.
  • Fios Quebrados:

    • Examinar os fios individuais do cabo para verificar se há sinais de quebras.
  • Falha da Alma (Em Cabos Não Rotativos):

    • Para cabos não rotativos, verificar a integridade da alma e identificar possíveis falhas.

Qualquer irregularidade ou problema detectado durante a inspeção deve ser abordado imediatamente. Isso inclui a substituição ou reparo do cabo conforme necessário para garantir a segurança contínua das operações de içamento. Essa prática regular de inspeção é crucial para prevenir falhas nos cabos e reduzir o risco de acidentes.

Além dos itens mencionados anteriormente, é essencial verificar também:

  • Redução no Diâmetro do Cabo:

    • Observar qualquer redução no diâmetro do cabo, o que pode indicar falha na alma, corrosão ou desgaste.
  • Fios Quebrados ou Corroídos nas Conexões:

    • Examinar as conexões em busca de fios quebrados ou corroídos, garantindo a integridade das conexões.
  • Conexões Danificadas, Gastas ou Impropriamente Instaladas:

    • Verificar se há danos, desgaste excessivo ou instalação inadequada nas conexões do cabo.

A OSHA estabelece critérios específicos para a retirada de cabos de aço de serviço. De acordo com essas diretrizes, um cabo de aço que se move, como cabo de carga, jib ou lança, deve ser retirado de serviço quando qualquer uma das seguintes situações ocorrer:

  1. Seis fios quebrados em um passo; ou
  2. Três fios quebrados na mesma perna e um passo.

É importante ressaltar que a inspeção deve se concentrar na superfície dos cabos, e em nenhuma circunstância o cabo deve ser aberto. Essas práticas estão alinhadas com padrões rigorosos para garantir a segurança durante as operações de içamento.

Desgaste e danos ao cabo de aço é mais comum nos pontos de contato tais como: mudanças de canal no tambor, roldanas e polias para cabos que se movimentam. Estas áreas devem ser totalmente inspecionadas.

Corrugado em polias (freqüentemente um sinal de sobrecarga) podem indicar desgaste no cabo.

Quando substituir um cabo de aço

Conforme as regulamentações da OSHA, os cabos que se movimentam, como cabo de carga, jib ou lança, devem ser retirados de serviço quando ocorrerem as seguintes situações:

  1. Fios Quebrados:

    • Seis fios quebrados em um passo ou três fios quebrados na mesma perna e um passo.
  2. Desgaste:

    • Desgaste de 1/3 do diâmetro original dos arames individuais externos.
  3. Dano por Aquecimento:

    • Evidência de dano por aquecimento.
  4. Redução no Diâmetro Nominal do Cabo:

    • Reduções no diâmetro nominal do cabo, conforme especificado na tabela.

É importante observar que a inspeção deve se concentrar na superfície dos cabos, e em nenhuma circunstância o cabo deve ser aberto. Desgaste e danos aos cabos de aço são mais comuns nos pontos de contato, como mudanças de canal no tambor, roldanas e polias para cabos que se movimentam. Essas áreas devem ser totalmente inspecionadas.

Corrugações em polias, frequentemente indicativas de sobrecarga, podem sinalizar desgaste no cabo. A retirada de serviço conforme as condições mencionadas acima é crucial para garantir a segurança e o desempenho adequado dos cabos durante as operações de içamento.

O termo passo refere-se a distância que uma perna leva para dar uma volta completa em torno da alma

Outro critério para cabo de aço

Certamente, a OSHA estabelece critérios adicionais para a retirada de cabos de aço de serviço, incluindo:

  1. Em Cabos Não Rotativos:

    • Dois arames quebrados distribuídos em 6 vezes o diâmetro do cabo, ou
    • Quatro arames quebrados distribuídos em 30 vezes o diâmetro do cabo.
  2. Fio Quebrado no Ponto de Contato com a Alma do Cabo:

    • Um fio quebrado no ponto de contato com a alma do cabo que "incha" para fora da estrutura do cabo.
  3. Em Cabos Fixos (Pendentes):

    • Mais de 2 fios quebrados num passo anterior ou posterior a uma conexão, ou
    • Mais de 1 fio quebrado na conexão.

Esses critérios específicos garantem que cabos de aço sejam retirados de serviço quando ocorrem condições que possam comprometer sua integridade estrutural. O cuidado com esses detalhes é fundamental para manter um ambiente de trabalho seguro durante as operações de içamento. A retirada imediata de cabos em caso de danos é essencial para prevenir acidentes e assegurar a segurança das operações.

Este cabo de aço e sua conexão devem ser substituídos.

Instalação do Cabo de Aço

A correta instalação do cabo de aço nos tambores de carga e lança é essencial para garantir o desempenho seguro e eficiente do guindaste. O método a seguir pode ser utilizado para determinar a correta instalação do cabo no tambor:

  1. Enrolamento Uniforme:

    • Certifique-se de que o cabo está enrolado de maneira uniforme e justa em todo o tambor, sem áreas de sobreposição excessiva ou lacunas.
  2. Inspeção Visual:

    • Faça uma inspeção visual do enrolamento do cabo, observando se ele está distribuído uniformemente ao longo do tambor, sem cruzamentos ou torções excessivas.
  3. Espaçamento Adequado:

    • Verifique se há um espaçamento adequado entre as espiras do cabo. As espiras não devem se sobrepor excessivamente, pois isso pode causar danos ao cabo durante a operação.
  4. Guia de Enrolamento:

    • Certifique-se de que o cabo está passando pelos guias de enrolamento apropriados e que não está saindo desses guias durante a operação.
  5. Ajuste Necessário:

    • Faça ajustes conforme necessário para garantir que o cabo esteja corretamente alinhado e tensionado no tambor.

O cuidado com o enrolamento adequado do cabo desde a instalação é fundamental para prevenir danos ao cabo e assegurar uma operação segura. Um cabo corretamente instalado contribui para a vida útil prolongada do equipamento, evitando problemas como torções, desgaste excessivo e quebras prematuras.

Evite enrolamento não uniforme

Enrolamento não uniforme pode ocorrer se o ângulo de desvio está incorreto. Isto resulta em tranco da carga e / ou dano ao cabo de aço.

Mantenha sempre no mínimo 2 voltas de cabo no tambor.

O flange deve estar pelo menos ½ “ acima da camada superior do cabo.

14 Preparação da Área de Trabalho

A correta preparação para a execução do içamento figura como um dos elementos cruciais no que tange à operação. Efetivamente, um estudo abordando incidentes associados a guindastes revelou que mais da metade dos acidentes resultam de uma preparação inadequada para o içamento.

O indivíduo encarregado da condução do guindaste deve encarar a responsabilidade de organizar a área de trabalho. Isso engloba:

  • Adequação das vias de acesso, preparação do solo para sustentar o guindaste e as cargas.

  • Destinação de espaço para a montagem e desmontagem do guindaste.

  • Delimitação da área operacional do guindaste.

  • Manutenção de uma distância segura em relação às redes elétricas ou assegurar que estas estejam desativadas.

  • Disponibilidade de "mats" (esteiras) apropriadas.

  • Consideração de informações como peso da carga, posição do centro de gravidade da carga e a necessidade de acessórios especiais para o içamento.

Posicionando o guindaste em solo macio

O peso combinado do guindaste mais carga nunca pode ser superior a taxa de resistência do terreno no qual o guindaste irá trabalhar. Sobre solo macio devem ser usados “mats” de modo a aumentar a distribuição da força exercida pelo guindaste mais carga.

Utilizando patolas, especialmente quando o içamento é somente sobre uma delas, pode gerar grandes pressões no solo. Patolas que não estiverem adequadamente apoiadas e calçadas podem falhar.

Para evitar que a patola afunde no terreno e conseqüentemente que o guindaste incline deve ser usado “mats” de madeira ou chapas de aço ou ambas, evitando-se assim o risco de tombamento do guindaste.

Uso dos Outriggers (Estabilizadores)

Uma vez que o uso dos outriggers aumenta em muito a estabilidade do guindaste, eles devem ser usados sempre que possível, independentemente da carga a ser içada.

Cada outrigger deve ser visível ao operador ou ao sinaleiro durante sua abertura e fechamento.

Para que a tabela de carga “sobre patolas” seja aplicada todos os outriggers devem estar completamente abertos. Sempre que um ou mais outrigger não estiver completamente aberto, devemos ir para a tabela de carga “meia patola” ou “sobre pneus” conforme o caso.

Quando manuseamos a carga em uma área onde o outrigger não está completamente aberto, a perda de capacidade pode chegar a mais de 50%.

O guindaste deve ser patolado de modo que os pneus estejam sem contato com o solo. Isto assegura que o eixo de tombamento está estabilizado e o chassi do cavalo é utilizado para maximizar o contra peso.

Antes de utilizar ‘meia patola”, certifique-se de que existe uma tabela de carga fornecida pelo fabricante com o numero de série da máquina. Um outrigger aberto parcialmente ou de maneira indevida pode causar tensões em áreas não apropriadas da caixa de patola, resultando em dano à mesma

Alguns fabricantes fornecem tabelas de carga para içamento com outriggers parcialmente estendidos. Quando isto ocorrer às instruções do fabricante devem ser seguidas à risca, incluindo a pinagem do outrigger.

Assegure-se de que as travas da patola estão devidamente instaladas, caso contrário à mesma poderá escorregar do cilindro vertical.

Se os cilindros verticais forem equipados com pinos ou parafuso de trava, certifique-se de que eles estão aplicados.

15 Uso de Mats (Esteiras)

utilização das "mats" (esteiras) representa uma prática fundamental no contexto de operações de guindastes. Essas esteiras desempenham um papel crucial na distribuição adequada do peso sobre o solo, proporcionando uma base estável para o guindaste durante o içamento.

As "mats" são empregadas com o intuito de:

  • Minimizar a pressão exercida sobre o solo, evitando danos ou afundamentos.

  • Assegurar uma superfície nivelada para a estabilidade do guindaste.

  • Distribuir uniformemente a carga, prevenindo sobrecargas em pontos específicos.

  • Proporcionar aderência adicional em terrenos irregulares.

  • Contribuir para a segurança global da operação, reduzindo o risco de instabilidade.

Portanto, a incorporação adequada das "mats" no processo de içamento é crucial para otimizar a segurança, eficiência e preservação das condições do local de trabalho.

Os “mats” permitem que o peso do guindaste e a carga sejam distribuídos por uma área maior. “Mats” devem ser usados sob todas as patolas.

Assegure-se que o calçamento está nivelado e que a patola está a 90º em relação ao cilindro vertical.

ERRADO: O calçamento deve ser sempre colocado sob as patolas. Nunca sob as vigas do “outrigger”. As vigas não estão projetadas para suportar esta carga, e o guindaste perde a estabilidade.

Sem calçamento a pressão no solo é alta

Com calçamento a pressão é reduzida.

Use calçamento que tenha capacidade de resistir a choque, dobramentos e cisalhamento. O calçamento deve ser também resistente o suficiente para vencer pequenos vãos no solo bem como suportar o peso do guindaste e da carga.

Como regra geral, o calçamento deve ter no mínimo três vezes a área da patola. A patola deverá estar toda apoiada no calçamento, o qual irá transmitir a carga proveniente da mesma para a superfície de apoio (solo).

Calçamento parafusado para evitar separação dos componentes.

Para previnir deslizamento ou desmoronament o, certifique-se de que o empilhamento é estável.

Calçamento na frente das esteiras melhoram a estabilidade dos guindastes sobre esteiras, pois mantém o eixo de tombamento na roda motriz (ou guia) e não no rolete.

16 Orientando o Operador

pessoa incumbida de fornecer sinais ao operador, quando necessário, deve posicionar-se estrategicamente para garantir visibilidade. Isso implica em estar visível pelo operador em dois pontos cruciais:

  • No trajeto que a máquina percorrerá.

  • No local onde a peça será posicionada.

É imperativo que o sinalizador escolha posições que estejam claramente dentro do campo de visão do operador em ambas as situações, assegurando uma comunicação eficaz e prevenindo potenciais incidentes. A comunicação clara entre o sinalizador e o operador é essencial para a segurança e a eficiência durante as operações.

O operador não deve responder a sinais a menos que claramente entendido. Para isto deve ser utilizado a sinalização padrão conforme ANSI / ASME B 30.5

17 Acessórios para Içamento

Praticamente todo elo de ligação entre o moitão e a carga pode ser categorizado como um acessório de içamento. Entre os mais usuais, encontram-se cabos de aço, correntes, cintas sintéticas, manilhas, olhais, ganchos, esticadores, entre outros. (Nota: A literatura e as especificações desses acessórios são disponibilizadas gratuitamente pelos fornecedores desses produtos.)

Adicionalmente, há situações em que determinadas cargas, devido à sua geometria ou características de projeto, demandam elementos especiais para o içamento. Um exemplo bastante empregado é o uso de balancins. A seguir, apresenta-se um exemplo prático de sua aplicação.

18 Legislações e Normas Específicas

Da ABNT

NBR 6.327 – Cabo de aço para usos gerais

Da Lei 6.514, Portaria 3.214

NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

NR 12 – Máquinas e Equipamentos

NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção

NR 29 – Movimentação de Cargas em Região Portuária

Das Normas Petrobras

N – 1965 Movimentação de cargas com guindaste.

N – 2161 Inspeção em serviço de cabo de aço.

N – 2170 Inspeção em serviço de acessório de carga