Introdução a Sexologia
Introdução a Sexologia
1 Sexologia,Sexo,Gênero e Sexualidade
Sexologia:É o estudo de temas ligados à sexualidade e ao sexo. Sexólogo éo profissional especializado em sexologia. Os distúrbios sexuais são tratados pelo Terapeuta Sexual, geralmente um psicólogo ou médico com estudos nesta área. Educador Sexual é o sexólogo que atua na área de Educação Sexual. Ginecologia e Urologia são as especialidades médicas mais próximas da Sexologia.
Sexo e sexualidade são termos distintos e é bom saber a diferença entre eles.
Sexo
É o caráter que distingue os gêneros masculino e feminino. Refere-se basicamente às características biológicas e fisiológicas dos aparelhos reprodutores do homem e da mulher, ao seu funcionamento e também aos caracteres sexuais secundários decorrentes da ação hormonal. Pelo sexo se sabe se um indivíduo é macho ou fêmeo. Mas também se diz se ele é masculino ou feminino, daí a grande confusão entre os termos sexo e gênero. Então, é bom explicar o que é gênero.
Gênero
É um termo usado para fazer a distinção entre os homens e as mulheres quando no desempenho de suas relações sociais. É comum se ouvir as expressões sexo masculino e sexo feminino, mas é incomum se ouvir gênero macho e gênero fêmea.
Sexualidade:É a atividade, a expressão, a disposição ou o potencial dos impulsos sexuais do indivíduo. Simples e ao mesmo tempo complexa, a sexualidade envolve tudo o que cerca o indivíduo. Ela acompanha o indivíduo por toda a sua vida e não se restringe apenas aos órgãos genitais. É possível encontrar sexualidade até mesmo em um simples olhar.
A sexualidade sempre foi uma coisa misteriosa. Os pioneiros do estudo da sexologia foram certamente os filósofos gregos Hipócrates, Platão e Aristóteles. Eles fizeram exaustivas observações e elaboraram as primeiras teorias relativas às disfunções sexuais, reprodução e contracepção, aborto, legislação sexual e ética sexual.
Isto no século V, a.C. Todos foram perseguidos, tiveram seus estudos destruídos e sofreram ameaças de morte. Foi somente a partir da Segunda Guerra Mundial que a sexologia experimentou sensível avanço, destacando-se como marco importante na América o nome de Alfred Kinsey, que desenvolveu uma pesquisa empírica em larga escala sobre o real comportamento sexual nos EUA.
Os Relatórios Kinsey (Sexual Behavior in the Human Male, 1948 & Sexual Behavior in the Human Female, 1953) foram uma nova e significante contribuição não-médica para a pesquisa em sexualidade humana. Outros nomes importantes no estudo da sexologia são Masters e Jonhson e Helen Kaplan.
O sexo de uma pessoa é o produto ou a soma de vários “sexos”, ou dizendo de outra forma: o sexo de uma pessoa deve ser encarado sob diferentes prismas. Assim, temos:
Sexo Genético: Sexo Gonádico
Sexo Somático: Sexo Legal
Sexo de Criação: Sexo Psicossocial
Sexo genético
É determinado pela herança genética ou cromossômica do indivíduo. Normalmente o ser humano é formado por 23 pares de cromossomos, sendo um deles denominado de par de cromossomos sexuais, o qual é responsável pela diferenciação genética do indivíduo. Se o indivíduo for do sexo masculino seus cromossomos sexuais são de dois tipos: X e Y. Mas sendo feminino, os cromossomos sexuais são de apenas um tipo: X.
Assim, o sexo masculino geneticamente falando é configurado por XY e o feminino por XX. Essas configurações são resultados da fusão dos gametas ou células sexuais. O gameta masculino chama-se espermatozóide e conduz o cromossomo X ou Y; o gameta feminino chama-se óvulo e conduz o cromossomo X.
Então, já deu para perceber que a diferenciação sexual do ponto de vista genético se dá em função da presença ou ausência do cromossomo Y, de origem masculina.
A representação genética ou cromossômica XX e XY constitui a condição básica para a diferenciação sexual, mas não chega a ser suficiente para caracterizar os dois sexos, pois há indivíduos com fórmula cromossômica XY e fisicamente normais, porém não assumem sua identidade masculina, como era de se esperar; e há outros que agem com identidade masculina mesmo possuindo alguma anomalia genética.
Assim, fica provado que não é o cromossomo Y ou os órgãos sexuais masculinos que definem o homem. O mesmo raciocínio serve também para a mulher.
Sexo gonádico
É o sexo determinado pela presença das gônadas, ou seja, das glândulas sexuais testículos e ovários. Dentro deste contexto, quem tem testículos é homem ou do sexo masculino e quem tem ovários é mulher ou do sexo feminino. Convém lembrar: até a quinta semana de desenvolvimento o embrião ainda não apresenta gônadas diferenciadas (testículos ou ovários) e sim gônadas indiferenciadas nas quais se formam uma porção medular e outra cortical. O desenvolvimento dessas glândulas para diferenciação sexual vai depender do que está programado no sexo genético.
Assim, se o sexo genético for XY ocorrerá o desenvolvimento da porção medular, resultando na formação de testículos (então, sexo masculino); se o sexo genético for XX, ocorrerá o desenvolvimento da porção cortical resultando na formação de ovários (então, sexo feminino)
Sexo somático
É o sexo que o corpo realmente mostra, sendo decorrência dos anteriores. Assim, se o corpo geneticamente está formatado como sendo XX ou XY, se as gônadas existentes são ovários ou testículos, os órgãos genitais visíveis são vulva ou pênis e os caracteres sexuais secundários estão definidos (barba, bigode, pomo-de-adão, monte de Vênus etc.) fica fácil dizer se o corpo é do sexo masculino ou feminino.
Em geral a definição é feita em função da presença dos órgãos genitais: se tem pênis é do sexo masculino e se tem vulva é do sexo feminino. O sexo somático é fácil de ser identificado, mas pode gerar confusão.
Sexo legal
Em linhas gerais pode ser definido como o sexo com o qual a pessoa é registrada; é, portanto, o sexo que está registrado no Cartório e consta nos documentos de identidade da pessoa. Geralmente o sexo legal se baseia no sexo somático. Mal definido, o sexo legal também causa muitos dissabores.
Sexo de criação
É decorrência de como a pessoa é criada na família. Tal como o sexo legal, o sexo de criação geralmente também se baseia no sexo somático, ou seja, a presença da genitália masculina ou feminina. Se tem pênis (ou uma coisa parecida com pênis) o indivíduo é criado como sendo homem; se tem vulva (ou uma coisa parecida com vulva) é criado como sendo mulher.Do mesmo modo como ocorre no sexo legal, o sexo de criação quando mal definido também pode criar dissabores mais tarde à pessoa.
Sexo psicossocial
Resulta da interação de fatores genéticos, fisiológicos e psicológicos numa matriz sociocultural. O sexo psicossocial é o sexo que o indivíduo se auto-atribui e que os outros lhe atribuem, determinando as condições necessárias para o indivíduo se comportar na sociedade como sendo do sexo masculino ou do sexo feminino.
Diante do que foi exposto dá para perceber como é difícil definir se uma pessoa é do sexo masculino ou do sexo feminino. E você já deve ter visto na televisão o tormento das pessoas que foram registradas como sendo de um sexo e na verdade são de outro; ou são de um sexo, mas se comportam como se fossem do outro. E a coisa se complica quando ocorre má formação dos genitais, surgindo então os chamados estados intersexuais.
Intersexo ou intersexualidade
Consiste na má formação dos órgãos genitais ou ocorrência de desacordo entre um ou mais fatores determinantes do sexo, podendo ou não haver ambigüidade em relação à genitália externa.
Os principais casos de intersexualidade são:
Hermafroditismo
É uma rara ambiguidade sexual, caracterizada pela indefinição na anatomia genital e no aparelho reprodutor, fazendo com que no mesmo corpo coexistam órgãos de ambos os sexos. Através de tratamento cirúrgico e hormonal é possível mais tarde uma definição de gênero. As estatísticas apontam que cerca de 80% dos hermafroditas são criados como meninos.
Pseudo-hermafroditismo
É provocado pela feminização hormonal de um indivíduo masculino ou pela virilização de um indivíduo feminino, sendo mais evidente a anomalia nos órgãos sexuais externos, como a presença de pênis e vulva no mesmo indivíduo.
Síndrome de Turner
Que ocorre nos indivíduos com configuração genética XO. Como não apresentam o cromossomo Y são considerados como sendo do sexo feminino. Mas a ausência do outro cromossomo X acarreta entre outras coisas, ausência de ovários, não produção de hormônios sexuais, não desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e incapacidade de engravidar, embora os indivíduos tenham aparência de mulher. A síndrome de Turner é identificada ao nascimento ou antes da puberdade por suas características fenotípicas distintivas. Os portadores desta síndrome têm estatura baixa.
Síndrome de Klinefelter
Que ocorre nos indivíduos de configuração genética XXY ou XXXY. Como a diferenciação sexual é provocada pela presença do cromossomo Y, esses indivíduos mesmo tendo mais de um cromossomo X são considerados do sexo masculino. Essa configuração genética anômala também acarreta uma série de conseqüências, tais como, pênis e testículos atrofiados, presença de mamas, esterilidade, o que pode transformá-los em indivíduos andróginos, ou seja, com características de ambos os sexos. Os pacientes são altos e magros, com membros inferiores relativamente longos.
2 Formas de projeção da sexualidade
A sexualidade de um indivíduo pode ser expressa de várias formas conforme sua orientação sexual.Nesta Unidade serão estudadas:
Homossexualidade
Heterossexualidade
Bissexualidade
Transexualidade
Homossexualidade ou Homossexualismo:Forma de projeção da sexualidade que consiste no desejo sexual por pessoa do mesmo sexo. Atualmente estão se difundindo os termos Homoerotismo ou homoafetividade porque o termo homossexualismo para muita gente tem conotação pejorativa com doença, aberração etc.
O homem homossexual ao nascer é um bebê macho como qualquer outro. Ele não traz nenhuma alteração biológica interna ou externa. E não é verdade que todo homossexual quer ser mulher. Ao completar cinco ou seis anos, a sexualidade ainda está latente e alguns meninos carregam dentro de si "um leve sentimento" identificado como desejo homossexual durante as brincadeiras com outros garotos.
É na adolescência que a orientação afetivo-sexual começa a se tornar evidente. O rapazinho sente-se "diferente" e aos poucos sua verdadeira orientação sexual vai se consolidando, surgindo os desejos e as fantasias dirigidos para outros homens
Na idade adulta a certeza da homossexualidade se concretiza e então o indivíduo começa a se reconhecer como homossexual, para si mesmo, a partir do desejo consciente por outros rapazes. Depois, vem a parte mais dolorosa que é ser aceito do jeito que é pela família e pela sociedade. Esse processo ocorre da mesma forma com a mulher homossexual ou homoerótica.
Já se sabe que a homossexualidade não ocorre devido a problemas familiares, repressão dos pais, falhas na educação ou influência das "más companhias". Evidentemente existem pessoas homossexuais em famílias estáveis e não estáveis, entre ricos e pobres, entre doutores e ignorantes. Nenhum pai ou mãe pode garantir que seu filho ou filha não será homossexual. Homossexualismo não é hereditário.
O homossexualismo masculino e feminino é tão velho quanto a humanidade e sempre existiu em todas as culturas e em todas as sociedades, avançadas ou primitivas. Na Grécia Antiga era inclusive valorizado.
Os homossexuais ou homoeróticos do sexo masculino são chamados comumente de gays (palavra inglesa que quer dizer alegres) e em língua chula de veados, baitolas, frescos, frangos, mocinhas, bichas e muitos outros termos que podem variar conforme o lugar.A ciência já sabe que não se trata de doença, porém ainda não sabe responder por que uma pessoa prefere se relacionar amorosa ou sexualmente com outra pessoa do mesmo sexo.
É preciso muito cuidado no tratamento da questão da homossexualidade, pois a atração sexual por pessoas do mesmo sexo é diferente de conduta homossexual. Com efeito, uma pessoa pode ter atração sexual por outra do mesmo sexo e nunca pôr em prática uma relação sexual com ela, contentando-se apenas com fantasias sexuais.
E o contrário também pode ocorrer, isto é, a ocorrência de relação sexual entre duas pessoas do mesmo sexo sem o componente obrigatório do desejo homoerótico (o que se chama de homoerotismo ocasional ou circunstancial), comum em internatos, prisões, colônias de férias etc. Então, não vamos radicalizar, pois quem teve uma relação homossexual fortuita, inesperada, não pode ser considerado como homossexual ou homoerótico
A homossexualidade é um estado e não um acontecimento sexual efêmero, inconseqüente. Do mesmo modo, o fato de uma criança do sexo masculino brincar de bonecas por algum tempo não significa dizer que ela é ou vai ser homoerótica. Isso pode ser apenas uma fase passageira na vida dela.E homem que gosta de ser acariciado no ânus não é necessariamente gay. Também o fato de um homem usar temporária ou circunstancialmente roupa de mulher não quer dizer que ele é gay. Isso pode ser apenas um fetiche.
Se uma mulher se excita vendo outra nua não quer dizer que ela seja necessariamente lésbica. Agora se ela deseja possuir aquela mulher, aí sim pode ser lésbica. Não é um método eficiente dizer que uma pessoa é homoerótica somente pela aparência. Pois há homoeróticos com aparência mais máscula do que muitos heterossexuais que andam por aí exibindo masculinidade, mas na verdade são homossexuais disfarçados ou enrustidos, como se diz no dicionário gay
Não existem estatísticas confiáveis para se definir o exato número de homoeróticos. Aceita-se, porém, que esse número está em torno de 10%, ou seja, de cada dez pessoas no mundo, pelo menos uma é homossexual ou homoerótica.
Heterossexualidade ou Heterossexualismo
Forma de projeção da sexualidade em que um indivíduo sente desejo sexual por outro de sexo diferente do seu. A maioria das pessoas tem essa forma como sendo a única normal. Mas pensar assim está em desacordo com a lei e com os estudos científicos que não consideram as outras como anormais e sim como variações. Se você é heterossexual e seu colega é homossexual (ou homoerótico, gay ou lésbica) vocês dois sãos normais! Pensar diferente é preconceito.
Bissexualidade ou Bissexualismo
Forma de projeção ou variação da sexualidade em que a pessoa sente desejo sexual pelos dois sexos. É um misto de homossexualidade e heterossexualidade e essa variação não é tão pequena em número quanto se pensava. Para Sigmund Freud, considerado pai da Psicanálise, a energia original de toda pessoa estaria voltada para os dois sexos. Mas por uma questão cultural, ela vai se moldando para esse ou aquele caminho, até mesmo em nome da preservação da espécie. Assim, uma pessoa já pode nascer com disposição para a bissexualidade. A ciência ainda não deu uma explicação definitiva sobre o assunto. Os estudos prosseguem
Os bissexuais muitas vezes são condenados pelos gays e rejeitados pelos heterossexuais, por não terem uma preferência sexual única. Por isso eles sentem dificuldade para encontrar seu lugar no mundo, e não se sentem à vontade para falar abertamente sobre a sua dupla preferência sexual.Como são vistos por óticas diferentes, a maioria das pessoas acha que eles vivem “em cima do muro”; para os gays, são pessoas “mal-resolvidas” e há até quem os achem pessoas devassas ou pervertidas. Diante desse impasse, muitos bissexuais preferem se camuflar, apresentando-se ora como homo, ora como hetero, dependendo da circunstância ou da aceitabilidade que poderão ter.
O lado homossexual do bissexual pode acontecer em duas vertentes: ou ele funciona como homossexual ativo ou como homossexual passivo. Há casos em que o bissexual transa com a companheira e quando procura se relacionar com o companheiro prefere ser o passivo, ou seja, o que recebe a penetração anal. Há casos em que o bissexual prefere funcionar como o ser ativo, ou seja, o que faz a penetração anal.O bissexual é chamado popularmente de gilete (porque a lâmina de barbear “corta” dos dois lados), AC/DC (em eletricidade AC/DC significa corrente alternada/corrente contínua) ou ainda 110/220v (em eletricidade, isso significa que o aparelho é bivolt, ou seja, funciona tanto em 110 como em 220volts).
Transexualidade ou Transexualismo
Forma de projeção da sexualidade na qual a pessoa não aceita sua identidade sexual de nascença e passa a identificarse psicologicamente com a do sexo oposto. É o caso de uma pessoa que nasceu homem, mas pensa e age como se fosse mulher, pois é assim que ela se acha. O transexual também chamado de Disfórico de Gênero ou Neuro Discordante de Gênero leva isso tão a sério que para rejeitar o papel de gênero masculino procura toda forma de modificar sua anatomia a fim de assumir aparência física feminina.
Se possível, faz até cirurgia para mudança de sexo, porquanto é possível transformar a genitália masculina na feminina. No Brasil tornou-se famoso o caso de Roberta Close, cujo nome de registro é Luiz Roberto Gambine Moreira, que fez cirurgia para mudança de sexo, e somente depois de 15 anos de batalha judicial conseguiu alterar seu nome para Roberta Gambine Moreira.
O transexualismo é comum aos dois sexos, mas o do sexo masculino é mais conhecido. Um transexual geralmente manifesta um sofrimento psíquico por acreditar que houve um erro na determinação do seu sexo anatômico ou somático. É por causa desse sentimento que muitos buscam a cirurgia para mudança de sexo, na tentativa de correção do erro e assim aliviar o sofrimento.
Em geral, psiquiatras ou psicólogos fazem o diagnóstico, através de várias conversas com o paciente, para determinar corretamente os sentimentos dele. Depois se inicia um tratamento psicológico e apenas em alguns casos específicos será indicada a cirurgia de alteração do sexo.
3 Tipos de práticas sexuais
O sexo pode ser praticado sob várias formas, sendo as mais comuns:
Sexo Vaginal
Sexo Anal
Sexo Oral
Sexo Vaginal
Aquele que consiste na penetração do pênis na vagina. É a forma mais praticada universalmente e a única que é exclusiva de heterossexuais. É também a que apresenta a maior possibilidade de posições. Existem muitos livros mostrando essas posições através de ilustrações
Sexo Anal
Também chamado de sexo anogenital, sodomia, pedicação, coito retal e coito anal é aquele que consiste na penetração do pênis no ânus, podendo ser praticado por pessoas do mesmo sexo (só homens) e também por pessoas de sexos diferentes. O ânus tem função sexológica porque sendo rico em terminações nervosas é extremamente sensível a toques eróticos. Mas como o reto não tem a mesma elasticidade e lubrificação da vagina a penetração anal requer cuidados e técnicas especiais.
Quem mais gosta de sexo anal é o homem. Faz parte de suas fantasias sexuais. Muitos homens gostam de sexo anal porque têm fixação no bumbum feminino e outros porque pensam que sendo o ânus mais apertado do que a vagina isso pode favorecer uma maior pressão sobre o pênis.
Sexo Oral
Consiste em sugar, morder, lamber ou qualquer outra forma de exploração dos genitais e o corpo do parceiro com a boca, os lábios e a língua.
O sexo oral é praticado de três formas: cunilínguia, felação e anilíngua.
Cunilíngua: quando a parte objeto do sexo oral é a genitália feminina (lábios vaginais, vagina, clitóris)
Felação: quando a parte objeto do sexo oral é o pênis.
Anilíngua: quando a parte objeto do sexo oral é o ânus.
4 Aparelho reprodutor masculino
O aparelho reprodutor masculino é constituído dos seguintes órgãos:
Pênis:É o órgão da cópula, localiza-se fora do organismo, tem forma cilíndrica, tamanho variável (média de 12 a 16 cm ereto, ou duro, como se diz popularmente). O tamanho do pênis não influi no prazer sexual e nem homem superdotado é mais viril. Entretanto há pessoas que só se excitam quando o parceiro tem pênis grande. Isto se chama Teratofalifilia.
A extremidade do pênis (cabeça) é arredondada e tem a denominação técnica de glande ou bálano, é bastante irrigada por sangue, possui inúmeras terminações nervosas e é revestida por uma pele chamada prepúcio, tendo no centro um orifício – a uretra - por onde saem urina e esperma.
O prepúcio é ligado à glande por uma película chamada freio do pênis. Internamente o pênis é formado por dois corpos cavernosos em forma de cilindro e um corpo esponjoso (também cilíndrico), sendo este atravessado em toda a sua extensão pela uretra. Os corpos cavernosos têm este nome porque possuem inúmeros espaços, como se fossem cavernas. Quando o pênis está flácido (mole) é porque as artérias que compõem o corpo cavernoso estão vazias; quando está ereto é sinal de que o indivíduo está excitado, então as válvulas das artérias se fecham e o sangue permanece dentro dele.
Entre o prepúcio e a base da glande é comum a formação de uma substância esbranquiçada denominada esmegma, composto químico formado por secreções oleosas, células cutâneas mortas, partículas de sujeira, suor e bactérias. O esmegma é produzido pelas glândulas papilares ou de Tyson (glândulas sudoríparas e sebáceas modificadas). Como o esmegma tem cheiro característico desagradável e sua presença no pênis denota falta de higiene é recomendável sua remoção, o que deve ser feito diariamente na hora do banho.
Os músculos na entrada da bexiga se contraem durante a ereção para que nenhuma urina entre no sêmen e nenhum sêmen entre na bexiga. Todos os espermatozóides não ejaculados são reabsorvidos pelo corpo depois de algum tempo.
Ereção: É a propriedade que possui o pênis de intumescer-se pela ação de estímulos nervosos (excitação), tornando-se duro ou ereto. Para ocorrer uma ereção são necessários de 40 a 60 ml de sangue. Depois da fase de ereção o pênis retorna ao seu estado de flacidez normal (fica mole) e a esse fenômeno dá-se o nome de detumescência peniana.
Fimose: É a incapacidade de expor completamente a glande, ou seja, descobrir a cabeça do pênis, estando ele flácido ou ereto. Há casos em que se resolve o problema sem necessidade de cirurgia, mas se ela for mesmo necessária é bom saber que ela é relativamente simples, leva em torno de 30 minutos, com anestesia local, e necessita apenas de um pequeno repouso de 1 a 3 dias, podendo o homem voltar ao trabalho em uma semana e ter relação sexual normalmente após um mês.A operação de fimose é chamada em medicina de postectomia. Nas religiões islâmica e judaica ela é usada costumeiramente e tem o nome de circuncisão.
Escroto :Também chamado de bolsa testicular é uma bolsa enrugada e coberta de pêlos, rica em glândulas sebáceas e sudoríparas, na qual se alojam os testículos. Fica fora do corpo.
Saiba mais: O escroto fica fora do corpo a fim de possibilitar aos testículos uma temperatura abaixo da temperatura abdominal, condição necessária para que as espermatogônias realizem o processo de formação dos espermatozóides, chamado de espermatogênese
Testículos:São duas glândulas ou gônadas (glândulas sexuais), de forma oval, semelhante à amêndoa com casca, medindo aproximadamente 4 a 5 cm e situadas na parte superior do intervalo entre as coxas. No interior de cada testículo existem pequenos compartimentos chamados lóbulos testiculares, nos quais se alojam os túbulos ou canais seminíferos, com cerca de 0,2 mm de diâmetro e 6cm de comprimento, nos quais se encontram as células que fabricam os espermatozóides.
Os tubos ou canais seminíferos ocupam cerca de 80% do volume dos testículos. Entre os túbulos seminíferos existe um espaço o qual é preenchido pelas células intersticiais responsáveis pela produção do hormônio testosterona. É este hormônio que lançado no sangue provoca o desenvolvimento dos caracteres sexuais masculinos, como crescimento da barba, engrossamento da voz, aparecimento dos pêlos axilares e pubianos, desenvolvimento da massa muscular etc. e também a ejaculação. A testosterona é responsável ainda pelo surgimento do desejo sexual (libido). Os testículos são suspensos pelos cordões espermáticos formados por vasos sanguíneos e linfáticos, nervos, músculo cremaster, epidídimo e canal deferente.
Epidídimos :São dois tubos pregueados extremamente enovelados, originários da reunião dos canais seminíferos, localizados sobre os testículos e que servem como depósitos temporários dos espermatozóides. Eles fabricam uma secreção que facilita o amadurecimento e a mobilidade dos espermatozóides. Sua forma lembra uma vírgula.
Canais deferentes
São dois tubos que se originam dos epidídimos, entram na cavidade pélvica, onde fazem uma volta por trás da bexiga urinária antes de desembocarem em um pequeno canal (o ducto ejaculatório) que atravessa a próstata, e finda na uretra. É aí que os espermatozóides ficam até serem expelidos.
Vesículas seminais
São duas bolsas membranosas que se encontram lateralmente aos ductos deferentes na face posterior inferior da bexiga urinária. O ducto excretor de cada vesícula seminal se une com o ducto deferente para formar o ducto ejaculatório. As vesículas seminais produzem um líquido viscoso (líquido seminal) que colabora na formação do sêmen, de fundamental importância para a vitalidade do espermatozóide. O líquido seminal corresponde a cerca de 70% do volume de esperma ejaculado.
Próstata
É um órgão formado por uma porção muscular lisa e outra glandular, atravessada pela uretra e pelo canal ejaculador (formado pela união dos dois canais deferentes). Localiza-se atrás da bexiga. Seu tamanho é variável, medindo transversalmente 4 cm, verticalmente 3 cm e tem 2 cm de profundidade. Ela produz na porção glandular um líquido leitoso e alcalino – o suco próstatico - semelhante ao das vesículas seminais e que corresponde a cerca de 30% do volume de esperma ejaculado.
O suco prostático ativa os espermatozóides e estimula sua mobilidade. O conjunto dos líquidos produzidos pelos epidídimos, pelas vesículas seminais e pela próstata juntamente com os espermatozóides recebe o nome de esperma ou sêmen. Há duas situações em que o esperma não tem espermatozóides: nos indivíduos que sofrem de azoospermia e nos vasectomizados.
Glândulas de Cowper
Também chamadas de glândulas bulbouretrais são duas estruturas do tamanho de um grão de ervilha, situadas na parte posterior do pênis e que em situação de excitação sexual, secretam um líquido transparente e viscoso que neutraliza a acidez causada pela urina.
Espermatozóides
São as células sexuais masculinas ou gametas masculinos produzidas nos testículos sob ação dos hormônios sexuais. Seu corpo é formado por uma cabeça, na qual se encontra material genético, e uma cauda responsável pela locomoção. Entre a cabeça e a cauda existe uma parte intermediária chamada colo. Fora do corpo do homem os espermatozóides morrem rapidamente (questão de minutos). Já no corpo da mulher, duram de 48 a 72 horas. Os espermatozóides constituem apenas 1% do volume de esperma ejaculado e medem cerca de 5 milésimo de milímetro
Ejaculação
É o fenômeno de eliminação do esperma para fora do corpo do homem através da uretra. A ejaculação é provocada por uma série de contrações.
dos músculos abdominais, tudo devidamente comandado pelo sistema nervoso e ocorre (mas nem sempre) quando o homem atinge o orgasmo, que é o clímax do ato sexual. Na linguagem popular, quando isto ocorre, diz-se que o homem gozou. Numa ejaculação normal, com cerca de 3 a 5 mililitros de esperma (o suficiente para encher uma colher de chá), e que dura de 5 a 10 segundos, existem de 300 a 500 milhões de espermatozóides, ou 100 milhões por cada ml de esperma
Esperma
É um líquido de aspecto leitoso, viscoso, de cheiro sui generis no qual os espermatozóides exercitam sua mobilidade. O cheiro característico do esperma pode ser afetado pelo tipo de alimento ingerido e também pelo fumo e álcool. É bom esclarecer: mulher não produz esperma. Quando ela está na fase de ovulação é produzido um muco característico, mas que de forma alguma pode ser chamado de esperma, como pessoas ignorantes acreditam.
5 Aparelho reprodutor feminino
O aparelho reprodutor feminino é constituído dos seguintes órgãos:
Vulva :É o conjunto dos órgãos externos do aparelho genital feminino, descritos a seguir:
Monte de Vênus ou monte pubiano :É uma proeminência do osso pubiano, em forma de triângulo invertido, com a base voltada para cima, localizado na parte superior da vulva, acima do prepúcio clitoridiano. O monte de Vênus é sensível em algumas mulheres e, por ser constituído de gordura e conter muitos pêlos pubianos, protege o osso pubiano, diminuindo o impacto dos movimentos repetitivos (o famoso rela-rela) durante a relação sexual, funcionando como uma espécie de amortecedor
Grandes lábios
São duas pregas de pele e tecido adiposo cobertas de pêlos que protegem a entrada da vagina e a abertura da uretra. Nelas também se encontram grande número de glândulas sebáceas e sudoríparas cujas secreções juntamente com o esmegma proveniente do clitóris são responsáveis pelo seu cheiro característico.
Pequenos lábios ou ninfas
São equivalentes aos grandes lábios, só que menores, sem pêlos e sem glândulas sudoríparas. São ricos também em glândulas
Clitóris
É uma saliência que fica na junção anterior dos pequenos lábios e acima da uretra. É um órgão bastante sensível à estimulação sexual e por esta razão algumas mulheres sentem uma dorzinha ou cócegas quando o mesmo é estimulado. Sendo estimulado por longo tempo o clitóris pode entrar num processo de amortecimento, perdendo temporariamente a sensibilidade. Mas isto é normal.
Bulbos vestibulares
Formam juntamente com o clitóris os órgãos eréteis da mulher. Estão localizados nas laterais do intróito vaginal e se comunicam com o clitóris através de vascularização.
Vestíbulo da vulva
É o espaço em forma de triângulo com vértice voltado para cima delimitado pelos pequenos lábios. É nele, na parte que fica mais perto da vagina do que do clitóris, que se abre o meato urinário. Nas margens laterais desembocam os ductos das glândulas de Skene ou glândulas parauretrais, que segregam uma enzima chamada PDE5, que intervém na excitação feminina
Entrada vaginal ou intróito vaginal
É por esta entrada que passam o fluxo menstrual e o bebê na hora do parto e também por onde penetra o pênis. Quando são virgens, as mulheres possuem uma membrana chamada hímen, que recobre parcialmente a abertura da vagina. O hímen é parcialmente perfurado para dar passagem ao sangue da menstruação e às secreções vaginal e cervical. Em sua base encontram-se as desembocaduras das glândulas vestibulares ou glândulas de Bartholin.
Vagina
É o órgão de cópula da mulher e apresenta-se como um canal dotado de estrutura músculo-membranosa, revestido por uma mucosa pregueada, que liga o útero à vulva. Sua extensão, em média, é de 7 a 12 cm. O canal vaginal é dotado de extraordinária elasticidade, daí porque pode acomodar pênis maior do que a média do seu comprimento. Não é um canal permanentemente oco. Quando a mulher não está excitada ele se fecha. Durante a excitação a mucosa vaginal secreta um líquido, uma espécie de lubrificante, para facilitar a penetração.
Glândulas de Bartholin
São duas glândulas vulvo-vaginais situadas uma em cada lado junto à entrada da vagina, que segregam parte do muco que lubrifica os pequenos lábios da vulva para facilitar a penetração do pênis.
Útero
É um órgão oco, constituído por fibras musculares, recoberto por peritônio, parecido com uma pêra de cabeça para baixo. Sua função é alojar o embrião do novo ser até o nascimento. Também serve de reservatório do sangue menstrual até sua completa expulsão. É bastante elástico, sendo internamente revestido por uma membrana chamada mucosa uterina ou endométrio
O útero é composto .por três partes: colo ou cérvix, istmo e corpo. O colo é o canal intermediário entre a vagina e o corpo do útero. Istmo é a porção intermediária entre o corpo e o colo, e o corpo é a parte maior do útero, a mais arredondada, bojuda. O colo uterino contém uma massa glandular que é responsável pela produção de um muco cervical, o qual tem sua cor e consistência alteradas conforme a fase do ciclo menstrual.
Tubas uterinas
Chamadas antigamente de trompas de Falópio são dois tubos finos e longos que unem os ovários ao útero. Medem em torno de 12 cm. Sua função é servir de caminho ao óvulo, quando este sai do ovário e se dirige ao útero, e dar passagem ao espermatozóide para consolidar a fecundação. Um entupimento das tubas uterinas impede o encontro do óvulo com o espermatozóide, não deixando a fecundação acontecer. A mulher, então, não engravida.
Ovários
São dois órgãos internos situados na cavidade abdominal, cuja função é produzir os óvulos ou gametas femininos. É neles que são produzidos os hormônios femininos: estrógeno, responsável, entre outras coisas, pela determinação dos caracteres sexuais secundários, como formação das mamas, arredondamento dos quadris, crescimento dos pelos pubianos, e a progesterona, que tem a função de favorecer a implantação do ovo no útero. Os ovários são as gônadas femininas, mas também produzem um pouco do hormônio masculino testosterona. A cirurgia para remoção dos ovários chama-se ooforectomia ou ovariectomia. Pode ser parcial (só um ovário) ou total (os dois).
Mama
Também chamadas glândulas mamárias ou seios são dois órgãos muito importantes na reprodução e na sexualidade. A sua porção central é mais pigmentada e circular e tem a denominação de aréola, no centro da qual surge uma elevação chamada mamilo ou papila. As mamas são glândulas anexas da pele. Ter os seios lindos, grandes e firmes é o desejo de muitas mulheres, daí porque tantas investem na cirurgia plástica de modelagem daqueles órgãos. Os seios têm também função erótica tanto para o homem como para a mulher. As mamas são muito vulneráveis à incidência de câncer, por isso os médicos recomendam a realização de exames periódicos.
Toda mulher deve fazê-los, começando pelo auto-exame que é tão simples e fácil. A remoção cirúrgica dos seios chama-se mastectomia. Pode ser parcial (se for apenas um) e total (se forem os dois).