Ar condicionado III

Manutenção de Ar Condicionado Residencial e Industrial

1 Condicionadores de ar self contained

São equipamentos de custo mais elevado. Demanda estudos de engenharia de relativa complexidade e mão de obra especializada. Suas potências normalmente situam-se na faixa de 3TR a 30TR, podendo tanto ser instalados com insuflamento com “Plenum” ou como condicionadores centrais, geralmente distribuindo o ar tratado pelas redes de dutos.

Podem ser instalados na cobertura do prédio, onde deverá ser estudada a base da estrutura do equipamento.

Figura 33: Base estrutural na cobertura para receber o equipamento do ar condicionado do HBDF – SES DF

Figura 34: Central do sistema de ar condicionado na cobertura no HBDF - SES DF (a ar)

Figura 35: Vista da central do sistema de ar condicionado na cobertura no HBDF - SES DF

Vantagens:

  • Em geral, tem menor custo por TR e manutenção mais econômica;
  •  Fabricação seriada com aprimoramentos técnicos constantes e garantia de desempenho por testes de fábrica;
  •  Manutenção e reposição de peças mais eficientes;
  •  Maior rapidez de instalação;
  •  Grande versatilidade para projetos (zoneamentos, variações de demanda). 

Desvantagens:

Não são produzidos para operar como bomba de calor. Os equipamentos divididos requerem procedimentos habituais de vácuo e carga de gás.

Manutenção

Uma manutenção criteriosa e regular dos equipamentos e instalações em uma edificação oferece tranquilidade na execução dos serviços, aumenta a produtividade e influencia os custos. Os procedimentos da manutenção preventiva envolvem estipular uma rotina de horário e dia, pois aumenta a qualidade, a vida útil do equipamento e das redes e diminui o desperdício, além de melhorar a qualidade ambiental, a saúde do usuário e as condições seguras de trabalho.

A manutenção corretiva se deve a um colapso na rede ou equipamento que não estava previsto. Importante: colocar um funcionário lavando, varrendo e limpando.

Pelo custo-benefício, a manutenção pode fazer alguns reparos e colocações, pois amplia a eficiência das máquinas do sistema, aproveita a água já usada e a reutiliza, economizando para o Planeta e melhora as condições de conforto térmico do usuário.O verão e o inverno são estações onde são registrados aumentos significativos em solicitações de manutenção, pois é a estação do ano em que o ar condicionado é mais utilizado, o que aumenta as doenças respiratórias, mas ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de limpeza dos aparelhos.

Figura 36: Troca de ar

Nos ambientes fechados não tem circulação de ar, com os poluentes existentes, como fungos, poeira, fumo, bactérias, ácaros e bolor, que fica retido nos filtros, turbinas e serpentina dos equipamentos. Para a prevenção das doenças que são causadas por esses poluentes, deve ser feita manutenção periódica nos equipamentos.

Irregularidades e problemas de saúde podem ter origem nos projetos de arquitetura e de instalações.

São sintomas que ocorrem com o usuário do sistema:

  • Mal-estar
  • Ardência e secura nos olhos
  • Dor de cabeça
  • Fadiga
  • Gripes constantes
  • Alergias respiratórias
  • Sinusite
  • Rinite
  • Amigdalite
  • Faringite
  • Bronquite
  • Pneumonia 
  • Asma
  • Resfriados 

Figura 37: Pulmão

Estes procedimentos adequados, como limpeza dos acessórios, troca de filtros, instalações de filtros adequados, higienização de todos o sistema (dutos, difusores, retorno), instalação de sistema automatizado, colocação de materiais de acabamento que melhorem o conforto térmico e a eficiência das máquinas fancoil, levam à qualidade do ar ambiental, à saúde do usuário e a condições seguras de trabalho.

São 3 estágios do sistema de filtragem:

1.º estágio: constituído de pré-filtros (filtros grossos), responsáveis pela captação de partículas de 10 a 5 mícrons;
2.º estágio: constituído de filtros intermediários (filtros finos), responsáveis pela captação de partículas de 5 a 1 mícron;
3.º estágio: constituído de filtros HEPA (filtro absoluto), responsáveis pela captação de partículas de 1 a 0,3 mícrons. 

A análise da temperatura e umidade do ar é feita pelo termômetro a laser ou outro tipo, que poderá ser instalado dentro do ambiente para verificar o conforto ambiental e para manter os equipamentos com a temperatura necessária. Verificar ambientes que necessitem de trabalhar a pressão negativa e positiva.

A higienização dos dutos do sistema de ar condicionado pode ser feita com robôs, eficientemente e a filmagem também, com robô nos dutos de insuflamento e de retorno. É necessário filmar antes da limpeza e após a mesma. Os robôs têm 2 escovas diferentes, sendo uma para os cantos mais difíceis dos dutos.

A higienização permite controlar a qualidade do ar para localizar, com precisão, os focos potenciais de contaminação, identificar a existência ou não de microorganismos patogênicos em suspensão, determinar os níveis totais de contaminação, permitindo a correlação destes com o padrão nacional de aceitabilidade e obter referências mensuráveis que garantam a saúde dos usuários.

Figura 38:Termômetro a laser e robôs para filmagem e limpeza dos dutos do sistema de ar condicionado

Figura 39: Dutos de um sistema de ar condicionado - antes e depois da limpeza

Classificação e métodos de teste para filtros de ar (ABNT NBR 7.256:2005):

  • Filtros Grossos e Finos

Classificados de acordo com a norma EN 779:2002;

  • Eg - Eficiência gravimétrica para pó sintético padrão ASHRAE 52.1 Arrestance
  • Ef - Eficiência para partículas de 0,4µm

Filtros Absolutos

Classificados de acordo com a RN-005-97 da SBCC, Anexo C

Edop - Eficiência para partículas de 0,3µm de acordo com a norma U.S.Military Standard 282 (Teste DOP)

Figura 40: Diferentes tipos de filtros

Figura 41: Imagem do Evaporador (Sujo) e acúmulo de sujeira no Evaporador (detalhe)

Figura 42: Filtro sanfonado tem maior superfície de contato, aumentando a eficiência na limpeza do ar

2 Maneira correta de fazer os sistemas

Figura 43: Aparelho de ar condicionado

  • fazer medições trimestrais nas máquinas;
  • fazer medições trimestrais nos ambientes de temperatura do ar e umidade relativa do ar;
  • limpar os filtros mensalmente;
  • substituir os filtros a cada 6 meses;
  • utilizar filtros de classe adequada para cada unidade;
  • fazer limpeza semestral na rede de dutos;
  • colocar todo o sistema em automação para controlar a temperatura do ar e a umidade relativa do ar;
  • adequar todos os ambientes climatizados e a central às normas pertinentes;
  • fazer relatório semanal de todo o sistema;
  • elaborar projeto de ar condicionado com comando independente nas salas e/ou nas unidades;
  • contratar firma especializada para realizar a manutenção do sistema;
  • fazer campanha permanente para informar ao usuário a importância para a saúde;
  • utilizar materiais de acabamento adequados aos ambientes climatizados;
  • utilizar material de isolamento térmico e acústico nas redes de dutos e nos locais onde estão instaladas as máquinas fan-coil, torre de arrefecimento, compressores;
  • verificar a opinião do usuário em relação ao conforto térmico;
  • envolver os profissionais do sistema com a engenharia e arquitetura. 

NORMAS PRINCIPAIS: NBR 7.256/2004, Ministério da Saúde e PORTARIA 3.523/GM/1998, Ministério da Saúde.

Anexos:

Figura 44: Andar técnico do Hospital St. Paul – Vancouver BC – Canadá CAG instalada em 1/3 do pavimento, em m2

Figura 45: Split cassete em uma sala de reunião e difusor embutido

Figura 46: Fancolete instalado em uma enfermaria,rebaixo de 35 cm Sala virtual com split , distância até a condensadora de 9 a 30 m.

Figura 47: Circulação central com forro adaptado , ar condicionado em sanca aparente com altura de 35 cm

Figura 48: Fancolete em um laboratório , aparente

Figura 49: Rede de duto do sistema em forro e andar técnico, 12 fan-coil para o Bloco de 4 pavimentos

Figura 50: Subsolo com rede de ar condicionado em um Hospital.

Figura 51: Teto de uma circulação a receber o forro

Figura 52: Galeria de instalações, incluindo a rede de ar condicionado .

3 Automação

É o uso da tecnologia para facilitar e tornar automáticas algumas tarefas habituais que ficaria a cargo de seus funcionários. Com sensores de presença, temporizadores ou até um simples toque em um botão é possível acionar cenas ou tarefas pré-programadas, trazendo maior praticidade, segurança, economia e conforto para o usuário.

A automação pode proporcionar a quem usa o conforto, pelo fato de ser facilmente adaptado a qualquer utilidade, sendo desse modo, uma tecnologia expansível e flexível, onde o próprio usuário designa como será beneficiado com essa automação.

Vantagens:

  • Em geral, tem menor custo por TR e manutenção mais econômica;
  • As pessoas procuram, hoje em dia, por formas de não apenas se sentirem seguras, mas de poderem aperfeiçoar suas tarefas, de modo a demandar menos tempo e proporcionar uma sensação maior de conforto, segurança e bem-estar;
  • A Automação pode ser com horário programado: pela internet e celular,cabeamento estruturado, leds.

Deste modo, é possível, então, observar a existência de redes específicas, como a utilização de controle de acesso, a detecção e controle de incêndios, a climatização, elevadores, bombas hidráulicas, entre outras.

As redes permitem o desenvolvimento de sistemas complexos, ao que se refere às tarefas que poderão ser executadas.

Recomendações:

Alguns princípios básicos que uma rede deve seguir para garanti-la são:

Autenticidade: baseia-se no controle de legitimidade ou autenticidade com a assimilação adequada dos usuários ou equipamentos pertencentes à rede, garantindo que o usuário seja verdadeiramente quem deveria ser, podendo ser implementado através de certificados ou assinaturas digitais ou simplesmente, utilização de senhas de acesso;

Confidencialidade: este aspecto segue a ideia de confiança, onde somente o remetente e o destinatário pretendido devem poder entender o conteúdo da mensagem transmitida. (falar um pouco de criptografia cifrar e decifrar);

Disponibilidade: os ataques sofridos por grandes empresas prestadoras de serviços computacionais nos últimos anos foram importantes para se observar com mais precaução os aspectos da continuidade dos serviços disponibilizados, ou seja, o fato de se ter uma rede bastante estruturada por se só, não é garantia de uma boa rede, pelo simples fato dessa rede poder sofrer ataques de inundações e com isso os serviços ficarem indisponíveis temporariamente acarretando em consequências desastrosas;

Integridade: o fato de existir a autenticidade na rede não é sinal obrigatoriamente garantia de que as informações trocadas são integras, não assegurando que as mesmas foram acidentalmente ou propositalmente modificadas no momento da transmissão. Para que esta integridade tenha um nível de confiança desejado se faz necessário o uso de criptografia.

Colocar todos os sistemas automatizados (Figura 42) e prever uma sala de automação para controle das bombas de água, de esgoto, de águas pluviais, de incêndio (hidrantes e sprinklers) e de ar condicionado, CFTV, elevador.

Os materiais empregados são os utilizados em cada instalação predial ligada ao sistema de automação.

Figura 53: Vários sistemas automatizados interligados à sala de automação

Compatibilização de projetos/racionalização

O projetista deve atender às Normas da ABNT, contemplar e descrever em seus projetos todos os memoriais descritivos do desenvolvimento do projeto bem como, a compatibilização dos respectivos projetos de arquitetura, complementares e estrutura (Figuras 54 e 55).

Figura 54: Instalações variadas instaladas na circulação central, no teto

Figura 55: Arquitetura, tubulações de diversas instalações e estrutura no subsolo ou em galeria

Racionalização:

É planejar e coordenar as etapas de construção, coordenar os projetos entre si e a obra, controlar a qualidade, pois ela otimiza recursos humanos, materiais organizativos, tecnológicos e financeiros, além de visar um aumento de produtividade.Em hospitais, chega-se mais longe, pode-se construir um andar técnico ou uma galeria de instalações.

No andar técnico, tem-se a possibilidade de uma manutenção mais confortável, pois o pé direito utilizado igual aos outros pavimentos, ou seja, em torno de 3 metros. São instaladas as máquinas de ar condicionado, com suas redes, os condensadores da exaustão, os quadros elétricos, os aparelhos de aquecimento, etc.

Nos shafts são instaladas as tubulações das instalações, pois facilitam a visita para manutenção. Os shafts podem ser classificados em molhado e seco.

4 Exaustão

Conceito e importância

É um processo de renovação do ar de um ambiente fechado pelo meio mecânico, com o objetivo de controlar a pureza, temperatura, umidade, distribuição, movimentação e odor do ar ou é um processo de ventilação mecânica que introduz o ar de renovação do ambiente, estabelecendo uma pressão maior do que a exterior ou é um processo de ventilação mecânica que remove o ar contaminado ou viciado do ambiente, fazendo que a pressão interior do recinto seja menor que a exterior.

É obrigatória a existência de sistemas de exaustão mecânica em ambientes que necessitem que o ar ou o vapor saia para o exterior, até mesmo em ambientes ventilados naturalmente, por meio de coifas ou de ventiladores. Algumas máquinas também devem ter exaustão para eliminação de resíduos impróprios.

Recomendações:

A saída do exaustor na sala deve estar posicionada de modo que não prejudique a captação de ar de outros ambientes. A exaustão deve estar presente em laboratórios, banheiros ou sanitários, sala de utilidades, cozinha ou copa e onde o local necessite de trabalhar a pressão ou onde tem vapor.

Assim como o ar condicionado, o sistema de exaustão requer compatibilização dos projetos de arquitetura, instalações e estrutura. Os equipamentos, exaustor e dutos, têm dimensões grandes.

Acessórios empregados:

Coifas, exaustores e dutos metálicos (Figuras 61 a 67).

Exemplos de projetos:

Figura 61: Cozinha de um Hospital Regional

Figura 62: Cozinha de um Hospital 

Figura 63: Cozinha de um Hospital

Figura 64: Exaustão no banheiro e no laboratório

Figura 65: Exaustor central com base com amortecedor

Figura 66: Duto de exaustão na cobertura

Figura 67: Exaustão na cobertura