Ar condicionado II
Manutenção de Ar Condicionado Residencial e Industrial
1 Split
Possui duas partes diferentes: uma é instalada no interior, o evaporador, e a outra fica do lado de fora da edificação, o condensador, ventilado e protegido do sol e chuva.
Além de manter o ar do ambiente agradável e com a temperatura controlada, os splits (Figura 8) ainda reduzem o ruído de operação, pois o condensador é externo ao ambiente.
Possuem sistema de filtragem do ar. Pode ser fixo ou móvel. O tipo móvel pode ser utilizado em mais de um ambiente da edificação. A instalação é relativamente cara e especializada, é de fácil adaptabilidade ao ambiente. Possuem controle remoto de operação e baixo consumo de energia, necessitam de dreno, tubulação em cobre. Todo ar condicionado em funcionamento condensa água, e isso dá origem ao famoso pinga-pinga. Um ar split é igual a qualquer outro ar condicionado, também condensa água e ela precisa ser eliminada. No entanto, enquanto no ar condicionado de janela a água sai por um orifício na parte traseira do aparelho que fica fora do ambiente que é refrigerado, no ar split ele sai na parte que refrigera o ambiente. É importante que se pense no dreno (usar plástico marron) antes de instalar, no projeto.
Cálculo e dimensionamento:
A unidade que refrigera o ambiente (evaporadora) é separada da unidade do compressor (condensadora) mas existe uma distância máxima para isso. Essa distância é menor nos aparelhos de menor capacidade e maior nos de maior, respectivamente. Por exemplo, existem ar split que a evaporadora pode estar afastada até 9 metros da condensadora e já em alguns aparelhos de 48.000 BTUS essa distância pode chegar até 30 metros, conforme a marca e o modelo.
Figura 8: Split
Vantagens:
- São compactos, de fácil instalação e manutenção, têm grande versatilidade;
- Não interferem com fachadas, distribuição de ar por dutos ou não, operam como bomba de calor (ciclo reverso).
Figura 9: Funcionamento do sistema
Outros tipos e variações de split
Existem no mercado outros tipos de modelos de split, que têm suas funcionalidades similares ao descrito acima. Os modelos comercias conhecidos são: split cassete , multi-split, split piso teto, split builtin (embutido), split teto quadrado, etc. São modelos de splits com configurações diferentes, são idênticos ao sistema do split, porém são conectadas duas ou mais unidades de evaporação à unidade de condensação.
Figura 10: Split cassete
Figura 11: Bi ou tri-split
Figura 12: Multi-split
Roof top Split
O Rooftop tem capacidade de 150 a 480 Kbtu/h. Para melhor flexibilidade de instalação o Rooftop é composto pela Unidade Evaporadora e Unidade Condensadora, que podem ser posicionadas juntas ou em locais separados.
A unidade Evaporadora pode facilmente ter sua descarga e retorno de ar na posição horizontal ou vertical, bastando para isto a troca de painéis de fechamento. As unidades são feitas para serem içadas até o topo da edificação por meio de guindastes. São construídas em chapas de aço galvanizado com pintura poliéster, própria para ambientes externos.
Como podem ser instaladas fora da área a ser condicionada, estas unidades proporcionam uma sensível economia de espaço nobre. O projeto otimizado e os compressores garantem uma operação silenciosa e econômica.
Figura 13: Unidade evaporadora
Dimensões (mm) 150/240/300/390/480
Altura 1141
Largura 2390
Profundidade 1062
Peso: 300 kg
Figura 14: Unidade condensadora
Dimensões (mm) 150/240/300/390/480
Altura 1141
Largura 2390
Profundidade 1062
Peso: 300 kg
2 Sistemas Centrais
Expansão indireta
São equipamentos de grande capacidade e porte com necessidades especificas para ambientes comerciais, industriais, hospitalares. São sistemas cujo refrigerante resfria um líquido intermediário, que normalmente é a água gelada.
Torre de resfriamento: fazem um tipo especial de trocador de calor. Nos aparelhos anteriores, os fluidos são separados. Nas torres, ambos os fluidos - ar e água - estão fisicamente em contato. Nessa condição, a troca se dá principalmente por evaporação.
Recomendações:
Pode ser instalada em área interna do prédio, com exaustão, ou em área externa. O local tem grandes dimensões (Figura abaixo), é provido de canaletas no pisopara o escoamento da água e a limpeza, tratamento acústico nas paredes, tetos e portas e ventilação adequada.
Figura 15: Planta baixa – Central de água gelada no subsolo – s/ escala
Nos pavimentos, são projetados ambientes para os fan-coil (Figuras a seguir),também com canaletas no piso para o escoamento da água e a limpeza, tratamento acústico nas paredes, tetos e portas e ventilação adequada.
Figura 16: Corte Esquemático
Figura 17: Planta baixa – Sala de fan-coil em pavimento – s/ escala
Figura 18: Corte da Sala de fan-coil em pavimento – s/ escala
Medidas referentes às Figuras 17 e 18
Torre de água/bombas/compressores/fan-coil nos pavimentos
Figura 19: Esquema vertical e isométrico de um projeto de ar condicionado – 11 pavimentos - s/ esc.
Figura 20: Sala de isolamento de um hospital – planta baixa e corte - s/ escala
Medidas:
Isolamento:
Planta baixa - largura 3.15 m x comprimento 3.50 m
Corte – pé direito 3.50 m
Sala do fan-coil:
Planta baixa - 1.60 m x 2.00 m
Corte - pé direito 3.50 m
3 Câmara frigorífica de cozinha
Figura 21: Planta baixa da câmara frigorífica, modulação entre pilares - 7,50 m
Fotos e desenhos
A seguir, fotos de centrais de ar condicionado, salas de fan-coil em pavimentos e torre de arrefecimento.
Figura 22: Central de ar condicionado da Sistel - DF
Figura 23: Andar Técnico do Hospital Oswaldo Cruz – SP
Figura 24: Andar técnico do Hospital Sírio e Libanês – SP
Figura 25: Salas de Fan-coil da central de ar condicionado do Hospital da UNIMED - DF
São recomendáveis para ambientes comerciais, industriais, hospitalares e para climatização de muitos ambientes simultaneamente. Têm custo maior de aquisição. Não ficam visíveis nas fachadas de prédios.
O princípio de funcionamento é bastante simples. O ventilador no topo provoca um fluxo ascendente de ar que encontra o fluxo descendente da água. Na prática, existem outros arranjos e também recursos para maximizar o contato do ar com a água, como chapas, colméias e outros. São bastante usadas (Figuras 26 a 28).
Figura 26: Torre de resfriamento em área externa
Figura 27: Esquema de um prédio com sistema de água gelada
Figura 28: Esquema vertical de um prédio com sistema de água gelada
Recomendações:
Devido ao tamanho dos equipamentos, deve-se reservar um espaço para sua acomodação que deve ser previsto na fase inicial do projeto de arquitetura;
Prever espaço entre o forro e a laje/viga para a instalação do duto. Estes dutos são peças de grandes dimensões ou de largura ou de comprimento (dimensionados pela área).Compatibilizar com os projetos de arquitetura (pé direito), de estrutura e de instalações (luminárias, alto-falantes, sprinklers, detectores de fumaça e outros).
Os dutos e tubulações devem estar dispostos aparentes, em forros removíveis, em shafts, em galerias, em andar técnico, pois são os melhores sistemas para facilitar a instalação e a manutenção, e estes critérios de projeto devem ser pensados e utilizados.
Figura 29: Corte de um ambiente com rede de dutos
Nos sistemas centrais, a água é resfriada no chiller e dali segue para os andares por meio de dutos isolados termicamente. Esse sistema pode ou não ser combinado a tanques de termo-acumulação, complemento que permite a fabricação e o armazenamento de gelo nos horários em que as tarifas de energia são menores e sua utilização nos horários de pico, quando a eletricidade é mais cara.
Com ou sem termo-acumulação, os sistemas centrais tornam-se mais econômicos quando empregam as válvulas de volume de ar variável (VAV) dotadas de sensores que captam as variações de temperatura.
Figura 30: Sistema central
Figura 31:Instalar nos pavimentos ou no pavimento técnico
Figura 32: Sistema central Fan-coil e Self Chiller