Hábitos de uma vida saudável e sem Stress
Noções Básicas em Programa de Saúde da Família
1 Vida saudável
Uma vida saudável é seguramente o maior desejo de todos nós. Afinal, sem saúde a vida não tem o mesmo significado. O melhor caminho para se sentir feliz, enérgico e saudável no futuro é levar uma vida feliz, enérgica e saudável no presente. Os benefícios e os prazeres produzidos são simultaneamente imediatos e a longo prazo.
Estamos cada vez mais a caminhar num sentido, em que as pessoas se apercebem, finalmente, que ser saudável é muito mais do que não estar doente.Não podemos permitir que a vida passe por nós sem que a vivamos com energia e estímulos que nos transmitam felicidade. Devemos tornar a vida apetecível e estimulante, bastando para isso, que tenhamos uma atitude assertiva, ativa e participativa perante a mesma.
Muitas vezes, não conseguimos deter o trajeto da vida. Pese embora esse fato, a vida também é fruto das nossas atitudes e comportamentos. Nós somos, por isso, o resultado das nossas vivências.
Como ter uma vida saudável?
O que fazer para ser saudável?”, “como começar uma vida saudável?”, ou “como ter uma vida saudável e feliz?”, são questões colocadas, frequentemente, pelas pessoas.
Debrucemo-nos, primeiramente, sobre a questão: o que é ser saudável? Segundo a organização Mundial de Saúde (OMS) saúde é “o bem-estar físico, mental e social, mais do que a mera ausência de doença…”Ou seja, ser saudável não é apenas a ausência de doença, mas essencialmente o bem estar físico e mental do indivíduo. Não é por acaso que a OMS define a saúde desta forma, dando à palavra um significado muito mais amplo do que apenas o simples antônimo de doença.
Ainda que a saúde apareça, naturalmente, associada à palavra medicina, esta vai muito para além do significado que, muitas vezes, o senso comum lhe atribui, associando-a apenas, normalmente à medicina curativa. A medicina é, todavia, bem mais do que isso, pois a sua preocupação maior é a prevenção de doenças.
Os médicos estão conscientes que a prevenção é fundamental num sistema de saúde que se quer “saudável”.
O estilo de vida das pessoas, a má alimentação, o stress, entre outros fatores, estão a contribuir, fortemente, para agudizar os problemas. Poderíamos citar, como exemplos, a diabetes e a hipertensão arterial, doenças muito associadas aos hábitos das populações modernas.
Muitos dos problemas que a medicina moderna ajuda a solucionar poderiam ser, facilmente, evitados se fossem seguidas algumas das recomendações essências à prática de um estilo de vida saudável.
Mudar hábitos e condutas é imperativo e inadiável. Não queremos dizer com isto que devamos seguir à risca, todas as regras para obter uma vida saudável, como se tratasse de um plano rígido, penoso e até castrador para as pessoas. A vida deve ser vivida com intensidade e com prazer pelo que nunca devemos tornar-nos em meros aprisionados a atitudes/ comportamentos que não obstante serem mais saudáveis, seriam simultaneamente penosas e limitadoras.
A vida é feita de opções. Tome as suas em consciência, encontre o equilíbrio entre os prós e contras dos seus gostos pessoais, rumo a uma vida mais saudável e sem esquecer em última análise, que é a sua qualidade de vida que pretende melhorar.
Falamos de mudar atitudes, que nos estimulem e nos conduzam à felicidade, e concomitantemente melhorem a nossa condição de saúde. Tal nem sempre é possível, é certo, mas numa larga maioria dos casos, é perfeitamente atingível.
A título de exemplo, imagine-se numa simples caminhada na natureza ou a saborear a sua peça de fruta preferida. São dois exemplos simples em que é completamente viável, em simultâneo, disfrutar da vida e melhorar a condição de saúde.
2 Alimentação, exercício físico
Viver saudável também está nas nossas mãos. Não julguemos que podemos comer quantidades excessivas de açúcar todos os dias e que caso um dia, venhamos a padecer de diabetes será, meramente, uma questão do destino e de má sorte. Não podemos julgar que estando sujeitos, diariamente, a elevadas doses de stress e de forma persistente não pagaremos um dia um elevado preço por isso. Não achemos que podemos ser fumadores durante anos e não colheremos problemas respiratórios e uma degradação da nossa qualidade de vida.
As nossas atitudes fazem-se refletir mais tarde ou mais cedo na nossa saúde.Obviamente, a nossa atitude perante a vida é um fator determinante para a tornar mais saudável. Pense a vida pela positiva e sinta-se bem consigo próprio antes de qualquer atitude.
Pelo menos, tenha em atenção duas coisas importantes. Em primeiro lugar a nutrição. Uma boa alimentação pode fazer muito mais pela sua saúde do que aquilo que imagina. Nutrição e vida saudável são conceitos indissociáveis.
Em segundo lugar o exercício físico. Este, desde que efetuado de forma adequada, pode também melhorar consideravelmente a sua saúde e bem estar, contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida.
Pense no exercício físico como algo positivo e relaxante e não como algo rígido e “que tem de ser”. Descubra qual a atividade que mais gosta e perceba os benefícios que ela lhe pode proporcionar.
Mude apenas estes dois fatores e descubra uma vida mais saudável.
Se pretende aprofundar estes e outros temas, aconselhamo-lo a ler no nosso blog os artigos relacionados com a nutrição e os benefícios do exercício físico.
Qualidade de vida
Quantos de nós já sentimos o desconforto causado por uma simples dor de costas. Ou sentiu o incómodo causado por constipações repetitivas, muitas vezes, causadas por debilidades do nosso sistema imunitário.
Muitos exemplos poderíamos apontar, contudo, todos nós entendemos que a doença ou o mal estar, nos diminuem, drasticamente, a qualidade de vida.Vivemos hoje numa era onde o tempo passou a ditar as regras. A escassez de tempo leva as pessoas a viver numa constante corrida contra esse bem precioso.
Não temos tempo para fazer uma boa alimentação, não temos tempo para fazer exercício físico, não temos tempo para falar com as pessoas, não temos tempo para muitas coisas consideradas essenciais na nossa vida. Estes comportamentos, infelizmente, são geradores de diversos problemas, acarretando graves consequências para a nossa saúde e bem estar.
Na presença destes problemas, se por um lado, as pessoas são fortemente afetadas na sua saúde, por outro lado, a sua qualidade de vida degrada-se imenso.Em suma, diríamos que não é possível possuirmos uma boa qualidade de vida sem que tenhamos hábitos de vida saudáveis.
Longevidade saudável
Com a melhoria das condições de vida e dos avanços da medicina ela tem vindo a subir gradualmente.Ainda bem que assim é, pois todos nós desejamos viver melhor e por mais tempo. A esperança média de vida há umas décadas atrás era, substancialmente, inferior.
O objetivo atual não é apenas viver mais anos. É ter uma saúde duradoura, isto é, levar uma vida ativa, saudável, feliz e com objetivos. Contudo, viver mais não é sinônimo de viver melhor. Muitas vezes, o aumento da esperança média de vida faz-se à custa de tratamentos, mais ou menos sofisticados, que apesar de eficazes, degradam imenso a qualidade de vida das pessoas. Não deveríamos apenas querer viver mais, mas também viver melhor.
A longevidade também está nas nossas mãos. Acreditamos, convictamente, que devemos centrar a nossa atenção na manutenção de uma condição saudável, tomando como certo que as nossas atitudes no presente terão um profundo impacto na nossa saúde futura.
Se quer viver saudável e por mais tempo comece hoje a tomar medidas nesse sentido, ou seja, medidas assertivas, saudáveis e que contribuam ao mesmo tempo para o seu bem estar atual.
3 Benefícios de uma vida saudável
Os benefícios de uma vida saudável são inúmeros para as pessoas. Não será, por isso, necessário descrevê-los com exaustão, pois todos nós sabemos o quanto é gratificante sentirmo-nos saudáveis ou, então, pelo contrário o quão penoso é sentirmo-nos doentes.
No entanto, os benefícios de uma vida saudável não se ficam por aqui. Os custos com a saúde são cada vez mais incomportáveis para as pessoas, seja de uma forma direta ou indireta através dos seus impostos que são canalizados para o Serviço Nacional de Saúde.
Há estudos que demonstram, claramente que por cada euro investido em prevenção, poderemos ter um substancial retorno em poupança com os tratamentos curativos de saúde.
Ou seja, a prioridade do investimento deveria ser canalizada para a prevenção das doenças. Por outro lado, os custos sociais e econômicos acarretados pelas doenças ao nível do absentismo no emprego, entre outros, têm um peso bastante significativo, com crescentes despesas em proteção social.
Saúde e bem estar
É indiscutível que existe hoje um grande enfoque na saúde curativa, onde a medicina tem evoluído, extraordinariamente, nos últimos anos. Como vimos, estes avanços da medicina trouxeram, indiscutivelmente, uma maior esperança de vida e uma melhor qualidade de vida às pessoas.
Na ausência de saúde toda a nossa vida fica condicionada e não podemos, por isso, vivê-la e saboreá-la na sua plenitude.Devemos, pois, refletir sobre o nosso futuro, já que a nossa qualidade de vida também será o reflexo da forma como vivemos hoje.
Deverá, por isso, emergir um novo paradigma, onde a promoção da saúde e de atitudes mais assertivas por parte das pessoas permitam prevenir a doença, com enormes benefícios para a sua saúde, conseguindo melhorar a qualidade de vida e o bem estar. Em suma, pretende-se que cada um de nós desenvolva um estilo de vida mais saudável, onde se coloque em primeiro lugar a saúde.
Por tudo isto, acreditamos, convictamente, que a aposta na prevenção da doença, a promoção da saúde e o bem estar, são de capital importância.
4 Stress
Definição
O stress é uma resposta fisiológica e comportamental normal a algo que aconteceu ou está para acontecer que nos faz sentir ameaçados ou que, de alguma forma, perturba o nosso equilíbrio. Quando nos sentimos em perigo real ou imaginado, as defesas do organismo reagem rapidamente, num processo automático conhecido como reação de "luta ou fuga” ou de “congelamento", é a resposta ao stress.
Inicialmente, o stress pode ser positivo, contudo para além de um certo nível, este deixa de ser proveitoso e começa a prejudicar gravemente a saúde, a alterar o humor, a produtividade, os relacionamentos e a qualidade de vida, em geral. São as diferentes fases do stress.Devemos saber reconhecer os seus sinais e sintomas e, consequentemente, tomar medidas para minimizar os efeitos do stress.
Stressada, stressado
A vida moderna é cheia de dificuldades, prazos, frustrações e exigências. Para muitas pessoas o stress é tão comum que se tornou, quase, um modo de vida.
Mesmo de curta duração, o stress pode ter impacto no organismo. O stress agudo causado por uma desavença com o seu cônjuge ou por um evento mais dramático como um terremoto, um acidente, entre outros, pode assumir um impacto ainda maior. Quando sujeito a períodos mais longos, o stress pode tornar-se crónico ou atingir uma situação limite, conhecida como burnout. Veja, de seguida, quais são os diferentes tipos e fases do stress.
Tipos, fases de stress
Podemos identificar dois tipos de stress: O stress positivo e negativo. A fase positiva (stress positivo) também é conhecida como eustress e a fase negativa (stress negativo) como distress.
Ou seja, o stress nem sempre é negativo. Em pequenas doses, pode ajudar-nos a trabalhar sob pressão e motiva-nos a fazer o nosso melhor. Pelo contrário, quando atinge níveis elevados, o corpo e a mente pagam o seu preço.
Stress positivo
O stress positivo ajuda-o a manter-se centrado no objetivo que pretende alcançar, enérgico e alerta. Durante uma apresentação estimula a sua concentração ou pode levá-lo a estudar para um exame quando já está cansado e preferia estar a realizar outra atividade, em alternativa.
Em situações de emergência, pode salvar-lhe a vida, dando-lhe a força extra para se defender, mobilizando-o a agir. Na verdade, ele protege-nos, em muitos casos, preparando o corpo para reagir rapidamente a situações adversas. Esta resposta automática de “luta ou fuga” ajudou a garantir a sobrevivência do Homem quando o ambiente exigiu reações físicas rápidas em resposta às ameaças, como as dos animais predadores.
Confrontado com o perigo, o corpo entra em ação, inundando-o com hormonas (hormonas do stress) que elevam os batimentos cardíacos, aumentam a pressão sanguínea, aumentam a energia e preparam-nos para lidar com o problema.
Além disso, o stress não surge apenas em consequência de acontecimentos desagradáveis. Acontecimentos positivos, mas que constituem uma mudança significativa na nossa vida, como por exemplo casar, uma nova atividade profissional, uma gravidez, mudança de casa ou cidade, etc, também nos podem deixar tensos e provocar stress e ansiedade.
O problema nos tempos modernos é que a resposta ao stress é acionada regularmente pelo nosso organismo, embora as nossas vidas não estejam em perigo, e a exposição crônica às hormonas do stress pode prejudicar o organismo.
Nível de stress
O nível de stress varia de pessoa para pessoa. Ou seja, o que é stressante para determinada pessoa (muito stress), pode não o ser para outra e o que parece resultar como atenuante do stress numa pessoa pode não ser eficaz com outra.
O stress pode causar danos generalizados, por isso, é importante conhecermos as suas diferentes fases e o nosso próprio limite. Algumas pessoas são capazes de desmoronar perante um obstáculo ou frustração, enquanto outras parecem prosperar sobre a emoção e o desafio de um estilo de vida de alto stress.
A capacidade do indivíduo o tolerar depende de muitos fatores, incluindo a qualidade dos seus relacionamentos, a sua visão geral sobre a vida, a sua inteligência emocional e a própria genética.
É importante aprender a reconhecer quando o nível de stress está fora do seu controlo e é entendido por si como ultrapassando os seus recursos disponíveis, físicos e psicológicos. É importante saber reconhecê-lo e efetuar uma boa gestão do stress, de forma a minimizar o problema.
5 Sintomas
Os sintomas de stress são a forma que o nosso organismo encontra para nos informar das alterações a que está a ser sujeito. Certamente que já sentiu as mãos transpiradas ou o seu coração a bater mais depressa, antes de efetuar uma apresentação ou participar numa reunião importante ou até enquanto visualiza um filme de terror. Estes são alguns dos sintomas de stress na pele e no coração, mas muitos outros afetam o nosso corpo (sintomas físicos) e mente (sintomas psicológicos).
Desde o stress positivo até pressentirmos muito stress, passando por um stress excessivo ou stress agudo, tudo são fases em que os sintomas de stress e ansiedade vão-se agravando com o decorrer do tempo. Saber reconhecer quais os sintomas em cada uma das fases é de primordial importância, uma vez que, a tendência é que se nada for feito em contrário, o stress irá agravar-se com o decorrer do tempo, podendo desencadear graves consequências para a nossa saúde.
Inicialmente os sintomas podem ser ténues, mas quando o stress causa diarreia, dor no peito, queda de cabelo, manchas na pele, dor de barriga, dor nas costas, tonturas, entre outros sintomas exuberantes, então estamos seguramente perante uma severa ameaça à sua saúde e degradação da qualidade de vida.
Hoje, reconhece-se que o cérebro e todas as suas estruturas são responsáveis pelo processamento das sensações, cognições, sentimentos e movimentos. A nível anatômico, o ser humano é composto por vários sistemas tais como: nervoso, gastrointestinal, circulatório, respiratório, tegumentar, muscular, urinário, endócrino, imune, esquelético, reprodutor e outros. Deste modo, o cérebro ao processar e a interpretar toda a informação poderá, em certas situações, aumentar o ritmo cardíaco, provocar respostas electro-dérmicas (o aumento da humidade nas mãos ou testa), aumentar a tensão muscular (os músculos ficam mais rijos) e elevar o estado de concentração.
Este processamento é efetuado sem intervenção do próprio indivíduo e, por vezes, é um ato inconsciente, onde é apenas consciencializado quando há uma reação fisiológica. Por vezes, as reações do sistema fisiológico são tão claras que temos plena consciência que o nosso corpo está a reagir ao que está acontecer à nossa volta ou ao que estamos a pensar. A forma como estas reações fisiológicas são levadas a cabo são comuns em todos os indivíduos, o que é diferente é a forma como são ativadas, pois dependem, sobretudo, da forma como interpretamos o mundo à nossa volta, do nosso estilo de vida, da experiência passada, da nossa inteligência emocional, da saúde mental, etc.
Para melhor entendermos quais são os sintomas do stress, para os quais devemos estar atentos, dividi-los-emos em mentais e físicos (stress mental e stress sintomas físicos).
Stress mental
Os sintomas de stress emocional são, vulgarmente, os que se seguem:
- Cansaço mental;
- Perda de memória;
- Falta de concentração;
- Apatia e desânimo (pensamentos negativos);
- Ansiedade;
- Preocupação excessiva;
- Alterações no humor (mau humor constante, ou mais frequente);
- Irritabilidade excessiva (a pessoa sente-se frequentemente irritada);
- Agitação psicomotora, incapacidade de relaxar;
- Sentimentos de estar sobrecarregada ou sobrecarregado;
- Sentimento de solidão e isolamento (isolar-se dos outros);
- Depressão ou tristeza;
- Negligenciar responsabilidades, evitar situações;
- O uso de café, álcool, tabaco ou drogas para tentar relaxar.
Sintomas físicos
Os sintomas físicos do stress são, geralmente, os seguintes:
- Sensação de cansaço;
- Dor de costas, dor muscular;
- Diarreia ou obstipação (prisão de ventre);
- Dor na barriga (estômago);
- Azia;
- Tensão arterial alta;
- Tonturas e náuseas;
- Dor de cabeça;
- Dor no peito;
- Frequência cardíaca mais acelerada (taquicardia);
- Perda do desejo sexual (falta de desejo);
- Alergias e constipações frequentes;
- Alterações no apetite (comer muito ou falta de apetite);
- Perturbações do sono (excesso de sono, dificuldade em dormir - sem sono);
- Tiques nervosos (roer as unhas, por exemplo);
- Queda de cabelo;
- Alteração dos níveis de colesterol e triglicerídeos;
- Alterações na menstruação;
- Mãos transpiradas;
- Herpes.
Causas do stress
Identificar as causas do stress é uma importante forma de nos prepararmos melhor para o combater. As situações e pressões indutoras de stress são conhecidas como stressores.
Geralmente, vemos o stress como sendo algo de negativo que nos acontece: como um horário de trabalho cansativo ou uma relação complicada. No entanto, acontecimentos positivos, tais como: casar, comprar uma casa, ir para a faculdade, ou até receber uma promoção também podem estar na sua origem.
Obviamente, o stress não é causado exclusivamente por fatores externos. Ele pode ser auto-gerado, por exemplo, quando nos preocupamos, excessivamente, com algo que pode ou não vir a acontecer, pensamentos pessimistas sobre a vida, isto também pode constituir uma fonte de stress. As causas do stress também dependem da percepção que temos dele. Algo que é stressante para uma pessoa pode não o ser para outra.
Conheça, a seguir, algumas das causas comuns de stress:
Causas de stress externas
- Stress no trabalho (stress profissional);
- Problemas financeiros;
- Grandes mudanças na vida;
- Problemas familiares;
- Etc.
Causas de stress internas
- Padrão de comportamento ansioso (stressada / stressado);
- Preocupação constante;
- Pessimismo;
- Expectativas irreais / perfeccionismo;
- Pensamento rígido, falta de flexibilidade;
- Atitudes de “tudo ou nada”.
6 Dominando os seus indutores
O primeiro passo a tomar para dominar os seus indutores (causas) de stress, é identificá-los. Existem diferentes tipos de fatores, a saber:
- Fatores emocionais, que são também denominados como fatores internos, incluindo medos e ansiedades, bem como certos traços de personalidade (tais como perfeccionismo, pessimismo, desconfiança ou uma sensação de impotência ou falta de controle sobre a própria vida) que podem distorcer o nosso pensamento ou a nossa percepção dos outros.
- Fatores familiares podem incluir mudanças no nosso relacionamento, problemas financeiros, lidar com uma criança difícil ou um adolescente rebelde ou experimentar a síndrome do ninho vazio (quando os filhos se autonomizam e deixam a casa dos pais).
- Fatores sociais surgem nas nossas interações pessoais e podem incluir encontros, festas e falar em público.
- Fatores químicos são aqueles que se prendem com o uso de algum tipo de droga: como o álcool, a nicotina, a cafeína ou tranquilizantes.
- Fatores relacionados com a tomada de decisões importantes: tais como a escolha de uma carreira ou de um companheiro.
- Fatores fóbicos, são aqueles que dizem respeito, por exemplo, ao medo de andar de avião ou estar em espaços apertados, medo de agulhas, entre outros.
- Fatores físicos são situações que sobrecarregam o nosso organismo e não acautelam as nossas necessidades básicas, de sono ou alimentação, por exemplo; como trabalhar longas horas sem dormir e stress no trabalho, privando-se de alimentos saudáveis ou em ter que estar em pé durante todo o dia. Podem também incluir a gravidez, síndrome pré-menstrual, ou a prática de exercício em demasia.
- Stressores de doenças são os produtos resultantes de problemas de saúde a longo ou curto prazo.
- Fatores relacionados com a dor, podem incluir dor aguda ou dor crónica, também são situações stressantes.
- Fatores ambientais incluem o ruído, o trânsito, a poluição, a falta de espaço, muito calor ou muito frio, são também motivo para agudizar o problema.
Stress no trabalho
O stress no trabalho é causado pelas pressões que ocorrem no local de trabalho (ou em casa, se é lá que nós trabalhamos). Elas podem incluir prazos apertados, um chefe imprevisível, ou tarefas intermináveis. O stress no trabalho ou stress profissional é hoje em dia uma importante causa num mundo cada vez mais preocupado com o lucro das empresas e organizações, aumentando a pressão sobre os trabalhadores.
Esta pressão vai, muitas vezes, para além do que é razoável, fazendo do local de trabalho uma fonte geradora de muito stress.
Stress crônico
O stress crónico perturba quase todos os sistemas do seu organismo, sendo os sintomas de stress crónico ainda mais exacerbados. A exposição prolongada ao stress (crónico) pode levar a sérios problemas de saúde.
O corpo não faz distinção entre as ameaças físicas e as psicológicas. Quando estamos stressados devido a uma agenda repleta, uma discussão com um colega, um engarrafamento no trânsito ou uma montanha de contas, o seu corpo reage tão fortemente como se estivesse diante de uma situação de vida ou de morte.
Como já vimos, se temos muitas responsabilidades e preocupações, a nossa resposta ao stress de emergência pode ser "ligado" a maior parte do tempo. O sistema de stress do seu corpo é ativado, o mais difícil é desligá-lo.
Ele pode aumentar a pressão arterial, suprimir o sistema imunológico, aumentar o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, contribuir para a infertilidade e acelerar o processo de envelhecimento. O Stress crónico pode até reprogramar o cérebro, deixando-o mais vulnerável à ansiedade e depressão.
Quando o stress começa a interferir com a sua capacidade de viver uma vida normal por um período prolongado, torna-se perigoso. Quanto mais tempo o stress durar, pior tanto para a mente como para o corpo. Podemos sentirmo-nos cansados, incapazes de nos concentrarmos ou irritados sem uma boa razão, por exemplo. Nesta fase é provocado um grande desgaste no seu corpo.
O stress pode agudizar os problemas existentes. O stress também pode causar doenças, sejam elas provocadas por alterações bioquímicas que ocorram no seu organismo ou por padrões de comportamento pouco saudáveis: comer em excesso, tabagismo, entre outros hábitos. São as consequências do stress.
7 Consequências do stress
Perceber as consequências do stress, é uma importante forma de nos consciencializarmos para o combater.
São várias as consequências do stress no nosso corpo provocadas pelas alterações que este induz no nosso organismo. Considera-se, hoje em dia, o stress psicológico como um fator importante numa variedade de sintomas físicos e processos de doenças. Por exemplo, a investigação clínica sugere que uma larga maioria das doenças estão relacionadas com a exposição prolongada ao stress. As evidências mostram como o stress crónico pode reduzir a imunidade e tornar as pessoas suscetíveis a infeções. Por outro lado, as estratégias de redução de stress, como a meditação, o relaxamento e os exercícios, ajudam a reverter esse efeito e a prevenir a doença.
Na presença de stress, as consequências físicas não se ficam por aqui, pois este contribui para o desenvolvimento de doença cardíaca e para o aumento da tensão arterial. Os médicos descobriram que muitas doenças da pele, como urticária e eczema, estão relacionadas com o stress. O stress é pensado como sendo uma causa comum de dor e problemas de saúde, como dores de cabeça, dores nas costas, dores de barriga (estômago), diarreia, perda de sono e perda do desejo sexual. O stress também parece contribuir para estimular o apetite e aumento de peso (engorda) ou provocar o efeito inverso (emagrece), entre muitas outras consequências.
A melhor maneira de evitar o stress é saber identificar as causas, perceber os sinais e sintomas, conhecer os riscos e consequências para a saúde e consciencializar-se para uma atitude anti stress.
Burnout
O stress burnout é uma situação limite onde existe stress de tal forma excessivo que podem daí advir graves consequências para a saúde.Com a pressão do dia-a-dia e o ritmo acelerado em que vivemos muitos de nós, cheios de responsabilidades profissionais e familiares, não é de admirar que, por vezes, nos sintamos stressados ao limite, perdendo o controlo das nossas vidas.
Às vezes, a gestão do stress não é suficiente. Se tem dificuldade em gerir o stress, pode precisar de ajuda extra. Nesse caso procure um especialista que o ajude no controlo dos seus níveis de stress.
De modo a evitar esta situação limite (burnout) saiba identificar as causas e tenha uma atitude anti stress, rumo a uma vida mais saudável. Todos nós temos que conviver com o stress, mas se não for travado pode, profundamente, afetar tanto a mente como o corpo. Felizmente, se agirmos atempadamente podemos controlar a nossa vida, gerindo o stress e efeitos no organismo.
Se, por outro lado, deixarmos evoluir o problema podemos aí sim, enfrentar uma situação complicada, onde ajuda dos profissionais de saúde é indispensável.
Tratamento
Não é possível encontrar um tratamento milagroso para o stress. Cada pessoa possui mecanismos próprios para lidar com o stress, nesse sentido não existe uma receita padrão que sirva a todos, para combater o stress.
O combate ao stress passou a ser nos tempos modernos de primordial importância, pois o stress excessivo apoderou-se do nosso quotidiano. A gestão do stress deve ser encarada seriamente como uma forma de simultaneamente melhorarmos a nossa condição de saúde e melhorarmos a nossa qualidade de vida.